Recriei no virtual uma das versões de City Building Game

Um experimento que abre as portas para desenvolver este jogo em diferentes versões virtuais, fácil e intuitivo, usando elementos primários, retângulo, quadrado, círculo e triângulo, podendo explorar todo o potencial dos whiteboards virtuais que estamos usando. Este é um dos melhores, mais versáteis e categóricos jogos que já adaptei e apliquei para centenas de profissionais e alunos, e o resultado estético é impagável, quer seja em 2D, 3D ou lego, é instigante o quanto ensina provocando criatividade, ludicidade e muita diversão.

CITY BUILDING GAME VIRTUAL - II

No presencial, já usei fundos de cena e quando possível faço rodar em scrum e kanban para mostrar as diferenças entre um e outro, com seus prós e contras, diferentes abordagens vencedoras seguidas por milhões de pessoas pelo mundo. Neste caso, tem o backlog, distribuição em escala, cada time fazendo algo, se comunicando, planejando, construindo, homologando e publicando “pacotes”.

CITY BUILDING GAME

Em 2011 no Ágiles Latino América em Buenos Ayres, na companhia ilustre de meus então colegas Marlon Bifano e Cintia Lima, participei de uma oficina com Alejandra Alfonso da Ten Pines de Buenos Ayres que me inspirou a criar nos últimos 19 anos uma dezena de variações e dezenas de edições usando 2D e 3D, que agora tento portar para o virtual usando MIRO.

Já rodei esta versão usando cards com histórias e critérios, material do original, sempre citando a sua idealizadora, mas também em 2D e 3D usando papel, tesoura e durex, também com lego-lego. Os cards limitam as construções, tem vantagens, mas aberto a galera tem que escolher e especificar as edificações, como em uma edição antológica em construir uma cidade do zero, por onde começar, valor, etc.

https://jorgeaudy.com/2019/06/11/mais-sobre-city-building-games/

A VERSÃO MIRO CITY BUILDING

Nesta primeira versão virtual usando o MIRO, inicia igual na presencial em papel ou lego, com um treino de construção básica onde todos tem que construir algo para ganhar experiência e poder então começar o jogo propriamente dito. Esta primeira edição foi em formato Scrum, na próxima semana com os mesmos participantes vou rodar na versão Kanban.

Antes de mais nada, é importante termos uma introdução metodológica, o jogo existe para ensino-aprendizagem, então é fundamental haver um overview sobre o método que queremos experienciar. Feito isso, quer seja na hora anterior ou em aulas anteriores, posto isso, é fazer um checkin, alinhar expectativas, explicar o jogo, suas etapas, motivação e objetivos … depois é mão na massa!

A tempo: Reorganizei o material para tirar fotos mais didática, o experimento foi movendo cards e postits, excluindo alguns, remontei e expandi para ficar mais claro para quem não estava lá qual a mecânica experimentada …

1°. Primeiro tem a POC ou certificação, dou de cinco a dez minutos para eles debaterem como vai ser a dinâmica de trabalho, quem é o PO, o SQA, os construtores, quando Scrum eu sou o Scrum Master, Também precisam realizar um exercício prático onde TODOS devem construir uma casa, árvore, caminhão, … o objetivo é eles exercitarem e debaterem qual a produtividade do time.

2º. Explique rapidamente as diferentes histórias propostas e deixe que o PO assuma o seu papel, desta forma é possível rodar com vários times, 95% das dúvidas e debates sobre os critérios e exigências cada PO vai puxar por seu bom senso, experiência (e diversão). O objetivo é liberar eles para fazerem um planejamento simples de sprints, estimando as histórias e sequenciando-as em comum acordo entre eles com a priorização do PO, estimativas e capacidade acordadas pela equipe de construtores (devs e sqa).

Não pressione demais pelo tempo, deixe que se divirtam e entrem no jogo, aqui vai de 15 a 30 minutos, mas gera muitas interações. Se seu tempo é escasso (eu tive quase 2 horas e fui só até o final do primeiro sprint com debates), reduza o número de ítens, alguns possuem redundância, elimine-as. No primeiro experimento, eles mesmos definiram um MVP com menos de 50% do todo, ok.

3°. Vamos rodar a primeira sprint, o sprint planning é trazer os cards correspondentes para o primeiro frame e discutirem o entendimento e estratégia de execução entre eles, inclusive por onde cada um irá começar … depois é fluxo, debate e interação. Findo o planning e o sprint já está correndo, faz parte, então é começar a construção e entregas. O PO fica acompanhando e tirando dúvidas, o SQA vai avaliando o que estão fazendo e se posiciona sobre cada construção.

É intenso, é um jogo, é assim mesmo, porque na intensidade os melhores jogos proporcionam dúvidas e embates, “erros” divertidos que poderemos debater sobre comunicação, apropriação, qualidade, boas práticas em geral. A maior parte dos jogos tem ciclos de poucos minutos por isso mesmo, ao final tem a review – revisão do que foi feito, qualificar como foi e próximos passos. Finalmente tem a retrospectiva, deixando eles discutirem e tirarem dúvidas sobre melhorias.

Evite valorizar demais as regras e formas, não transforme o jogo em uma aula chata, deixe que role, o objetivo maior é provocar que relembrem a introdução ao método, fazer alguns terem dúvidas sobre como é na realidade, trazerem situações da vida real para debate, etc … Então, se eles quiserem colocar o godzilla e também uns covids flutuando pela cidade, ok, melhor impossível.

No experimento só consegui rodar o primeiro sprint e gerar um bom debate ao final, na minha opinião atingiu seu objetivo, mas com todo o material adicional que eles mesmos fizeram no início e durante, aproveitei e simulei distribuindo os cards e remanejando os desenhos deles … O objetivo em fazê-lo era só ser didático.

Neste experimento a turma era pequena, tentei quebrar em dois times, mas tive que reagrupar em um só time. A existência de quatro ou cinco times gera oportunidade de deixar a natureza da galera estabelecer uma competição (sempre acontece e ajuda muito a rodar até três sprints no tempo certo) ou aproveitar e trabalhar em escala, cada time fazendo alguns itens e após a review movê-los para um único frame que representa a cidade que todos estão contribuindo para construir.

CITY BUILDING GAME VIRTUAL - 5
CITY BUILDING GAME VIRTUAL - 6

Os cards que usei foram os que relatei no post da oficina de 2011 da Alejandra, espero ter ajudado a gerar bons insights.

No post que compartilhei o jogo original eu descrevi sua versatilidade:

CITY BUILDING GAME VIRTUAL - 1

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