RH – 10 – Gestão do Conhecimento

Não estudamos cultura e pessoas para saber o que fazer, mas para levar em consideração e nos prepararmos àquilo que poderia e vai acontecer. Mais fácil conhecer, relevando o que nos leva a entender melhor as pessoas, como agem, motivação, argumentos e considerações, neste contexto temos a geração Millenial já com participação expressiva.

A virada do século consolidou prismas propostos pelas maiores empresas de uma renovada Fortune 500, na pauta está o modelo SECI da gestão do conhecimento, através das organizações exponenciais, Tempos Líquidos, mundo VUCA (agora BANI), uma estrutura versátilidade Dual, ambidestria organizacional, a Teoria U, inovação, Agile, …

https://jorgeaudy.com/2020/09/02/gigantes-das-organizacoes-que-aprendem/

10. GESTÃO DO CONHECIMENTO

  • Universidade corporativa
  • Comunidades de prática e conhecimento
  • Curadoria de conteúdo
  • Programa Publish, Demo & Demo
  • Eventos internos

UNIVERSIDADE CORPORATIVA

Universidade ou Escola Corporativa ou universidade empresarial é qualquer entidade educacional que seja uma ferramenta estratégica projetada para auxiliar organizações. Na maioria dos casos, não são universidades ou escolas no sentido estrito da palavra, mas providenciam programas de educação, desenvolvimento e formação aos colaboradores de uma empresa.

A definição original de Universidade Corporativa pode afastar empresas de médio e pequeno porte interessadas na qualificação formal de seus colaboradores. Eu prefiro pensar em cursos e verticais de conhecimento oferecidas direta ou indiretamente através de bolsas de estudos … o que for possível, a questão aqui é a gestão deste programa.

COMUNIDADES DE PRÁTICA E CONHECIMENTO

São grupos que interagem periodicamente com foco em uma área de interesse, campo de conhecimento ou profissão específica, um termo cunhado por Jean Lave e Etienne Wenger no início da década de 90. Uma CoP pode ser no mundo real ou virtual, quando compartilham, debatem, experimentam e geram conhecimento.

Todas as grandes empresas, referências em inovação e empreendedorismo, geraram em si uma ativa e intensa atividade de eventos internos, comunidades de práticas e grupos de estudos. Esta prática mostrou-se ser mais que uma grande disseminadora de conhecimentos e boas práticas, mas provocadora da interação, debate, ideação e co-criação.

CURADORIA DE CONTEÚDO

Na impossibilidade de haver uma universidade ou escola corporativa, ou mesmo bolsas de estudos apoiadas pela empresa, o mínimo possível é organizar uma curadoria, para pelo menos ter-se uma biblioteca multimídia com cursos e artigos relevantes, de qualidade, acelerando o acesso a conteúdos avalizados.

O conceito de curadoria de conteúdo é uma solução de baixo custo e dedicação, pois pode inclusive estar organizado a partir de sugestões dos colaboradores, que se fizerem ou ao perceberem que determinado curso ou conteúdo é de grande valia para eles (empresa), e recomendar, será colocado em uma prateleira.

Meu blog é uma espécie de exemplo pessoal de curadoria de conteúdo, tenho páginas com resumos com dezenas ou centenas de links que recomendei nos 1400 posts criados no s último 8 anos – Toolbox, Jogos, RH, Startup, Educação, Design Thinking, Scrum, Teorias, Links úteis, …

O importante é estruturar esta árvore ou prateleira com bons princípios de biblioteconomia, de forma que sejam categorizados, identados e tagueados, tornando-se acessível à busca por qualquer dos colaboradores, que terão ali informações sobre quem indicou, quais dos colegas já fez, qual o valor percebido … “empresas que aprendem!”.

PUBLISH, DEMO & PRESENT

Um dos keynotes do Agile Brazil de 2012 foi o Khawaja Shams da NASA, que em meio a uma palestra falando dos projetos de rovers do planeta Marte e do uso aplicado de SCRUM e Kanban na sua equipe da agência espacial, falou do incentivo que eles tem para publicarem, palestrarem e participem de eventos mundo afora.

Não basta estudar ou fazer algo bem feito, é importante “compartilhar” com outras pessoas = [Publish, Present & Demo]. É exatamente minha percepção, somos multimídia por natureza, quando preparação uma palestra, apresentação ou treinamento, aprendemos enquanto preparamos e quando apresentamos.

EVENTOS INTERNOS

Eventos internos são como bombril, tem 1001 utilidades, como palestras de colegas e convidados, talvez um meio de compartilhamento de que técnicas e boas práticas que estão dando certo, a introdução de novos conceitos ou técnicas, para realização de experimentos e workshops, para painéis e debates, para reciclar temas evolutivos ou até simples diversão.

O importante é manter um equilíbrio saudável, é para ser auto-organizado, mas também é relevante que alguém, RH ou um profissional voluntário, mantenha uma agenda de forma que seja transparente a todos o que rolou e o que vai rolar e garantindo uma pauta de retrospectivas e aprendizados no conteúdo e na organização.

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