Atividades variadas, relevantes e divertidas

O método escoteiro, criado a mais de 100 anos, desafia a ter em cada reunião um mix de atividades variadas, relevantes e divertidas. Isto confere a cada encontro uma carga cognitiva equilibrada e distribuída, contando com jogos, instruções, atividades colaborativas, envolvendo uma combinação entre aspectos físicos, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais.

No escotismo, uma atividade alinhada à rotação por estações proposta como uma metodologia ativa de ensino chama-se “Grande Jogo”. Nele temos o que chamamos de “bases” e temos equipes pequenas, em torno de 5 ou 6 jovens, supondo 5 bases e 7 equipes, cada uma começa em uma base e a cada slot de tempo, 30 minutos, por exemplo, vai trocando.

DOJO BOSHÚ

Criei em 2012 uma dinâmica para interação com um grupo de jovens, onde o resultado visava gerar conhecimento e vivências construtivas, mas também poderia concluir com contratações. Realizei diferentes versões entre 2012 e 2018 onde as bases ou estações eram – um coding dojo de front, um de backend, uma base sobre Agile e uma institucional.

Em um turno de 3 a 4 horas, dividíamos a pessoal em 4 equipes, cada equipe com até 10 jovens, as distribuíamos nas salas e a cada 40 minutos girávamos, trocando cada equipe para a próxima sala (uma fila circular, 4 salas, 4 equipes). Assim, ao terminarmos, todas as quatro equipes passaram pelas quatro salas, vivenciando os quatro temas.

ROTAÇÃO POR ESTAÇÕES

Na educação, esta abordagem se chama Rotação por Estações de Aprendizagem, consiste em criar um circuito em sala de aula. Cada estação deve propor uma atividade diferente sobre o mesmo tema central, pode ser uma pesquisa na internet sobre um tema para resumo, Um estudo de caso em vídeo, um tribunal para debate de prós e contras, …

É importante ressaltar que o trabalho em cada estação deve ser independente das outras, de forma que cada uma tenha começo, meio e fim, privilegiando o aprendizado sob diferentes meios e abordagens, mas sem depender uma estação de outra, para que cada estação gere determinados resultados sem depender das outras, apesar dos conteúdos se somarem.

Assim como no escotismo e no Boshú, impossível achar que uma pessoas sozinha conseguirá ter uma boa performance, quantitativa e qualitativamente falando. No escotismo, grandes jogos tem vários chefes, pelo menos um por base, normalmente dois ou três. No Boshú temos dois por base, mais alguns volantes que geram uma comunicação transversal.

A luz da Rotação por Estações, podemos ter no escotismo um exemplo de 5 bases, de forma que cada uma proporcione uma experiência, uma instrução sobre esteroscopia, um base musical com canções, uma para construção de uma maquete em escala, outra é um trilha na mata, uma pode ser uma partida de passe 15 ou corrida entre duas equipes.

Mesmo assim, como em todas as teorias, modelos, ideias, é preciso conhecer, compreender, interpretar, ver os pontos de contato e adaptar a sua realidade … então, experimentar em uma turma piloto, aprender com a experiência, melhorar e seguir em frente. Por exemplo, no ensino há relatos com professores de diferentes disciplinas tratando de um tema geral único.

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