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Dia 20/05 apresentarei o projeto da dissertação

Convite: Dia 20/05, terça, as 18:00, provavelmente na sala 1107 ou 1108 (andar 11) do prédio 50 da FACE – defendo meu projeto de dissertação.

Quero convidar os amigos e parceiros de viajem Agile que puderem ir e me prestigiar, valorizando a marca de 50% do caminho percorrido. Sei que é difícil por ser em uma terça-feira a noite e duração de 90 minutos, mas será um privilégio ter agilistas assistindo e me dando feedback do que pode ser melhorado no aspecto teórico e conceitual.

Título: “Um Estudo Sobre Auto-Organização em Meio a um Processo de Mudança Tecnológica: Níveis de Demanda e Controle Durante a Adoção do Método Ágil SCRUM para Desenvolvimento de Software

Orientadora: Prof Dra Edimara Luciano
Avaliadores: Profs Drs Mauricio Testa e Rafael Prikladnicki

Dos amigos eu esperarei o máximo de críticas construtivas, dos futuros mestrandos eu me colocarei a disposição para incentivar a gênese de uma intensa linha de estudos sobre metodologias Ágeis. Pelo desenvolvimento de mais pesquisas sobre gestão de pessoas e projetos sob paradigmas da auto-organização e valorização do capital intelectual e humano das organizações. Que venham a fundamentar novos patamares para planejamento, tomadas de decisão e retorno sobre o investimento através da adoção de Scrum, Lean, Kanban, XP, pelo prisma da gestão da informação.

O que esperar? Vou propôr nesta terça-feira uma pesquisa longitudinal sobre equipes que iniciaram a trabalhar em SCRUM … se aprovado, procurarei em breve equipes e organizações nestas condições, se é seu caso, economizamos tempo se você me assistir nesta terça  🙂

Um estudo que se debruça nos modelos JCCM de Bala e Venkatesh, JSM de Karasek, Curva de Tuckman, além de se apoiar na Human Agency (Bandura, Orlikoski, Boudreau e Robey), Structuration Theory (Giddens), Technological Transitions (Geels), …

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Problema de seleção: toda opinião é relativa e conveniente

Fala sério, o que concluímos ou opinamos sobre qualquer coisa, dos rolézinhos a copa do mundo, sobre sustentabilidade, projetos em waterfall ou princípios e métodos ágeis … tudo é relativo e conveniente. Não tem como ser diferente, mas é bom entendermos e sermos éticos em relação a isso.

Relativo – É algo que denota algum tipo de relação, faz referência a algo ou alguém, sem ser absoluto. Todo conhecimento humano é relativo.

Conveniente – É algo que convém e é apropriado, se desenvolve adequadamente e alcança resultados úteis, em conformidade com as circunstâncias.

A relatividade e conveniência de nossa opinião é inerente as nossas paixões e background, está certo, isso só é ruim se vier junto com fanatismo ou falsidade. Tem gente que acha que a sua verdade é única e verdadeira ou, ainda pior, tem gente aética com discurso completamente descolado da prática.

Fanatismo – Defender algo de forma irracional e persistente, assumindo traços agressivos, estreitos, preconceituosos, relativizando valores e limites.

Falsidade – Em essência, é a mentira, omissão, engano para tirar vantagem de sua posição, obter lucro ou ascensão social pelo oportunismo.

No geral, ter 100% de isenção e profundidade exigiria pleno conhecimento, vivência, visão, que nem os maiores gênios, gurus e supercomputadores tem. O mais importante é lembrar sempre disso, nossas opiniões são limitadas às nossa crenças, experiências, interesses, e os outros tem direito às deles. \o/

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Na ciência chamam isso de “Problema de seleção”, onde o termo “problema” não tem conotação pejorativa, apenas indica uma situação que exige tomada de posição, via de regra não está certo ou errado, apenas precisa ficar claro sob que critérios e fundamentos estamos nos posicionando.

Auto-conhecimento é fundamental para o convívio social, por isso o campo de conhecimento das ciências sociais usa muitas teorias da psicologia e sociologia. Descobri uma que ajuda a entender o porque toda opinião, estudo ou conclusão advém de um raciocínio de natureza relativa e conveniente, a ANT.

ANT (Actor Network Theory) vem da sociologia e vê como atores não só as pessoas em sua linguagem verbal e não verbal, mas também sua cultura, ação social, objetos, organizações, história, …

Cada um destes possíveis atores são elementos e conexões de uma complexa rede, heterogênea, parte social e parte técnica. Pesquisas, estudos ou simples opiniões tem sempre a prévia tarefa (consciente ou inconsciente) de selecionar os atores que consideraremos. Isto é o “problema de seleção”.

A teoria não sugere hierarquia ou mapa de atores para a rede, posto que esta percepção é relativa e conveniente ao objeto do estudo ou análise, qualquer dos atores (pessoa, objeto ou organização) pode vir a ser de suma importância, apenas um coadjuvante ou completamente desnecessário naquele momento.

Métodos Ágeis

Garanto que tudo isso tem tudo a ver com Métodos Ágeis e com o sucesso ou fracasso de sua implementação. O famoso “problema de seleção” é a garantia de que tudo é relativo, por isso mesmo a união de todos, em seus diferentes perfis e backgrounds, é o princípio que garante a percepção antecipada e tomada de posição frente a oportunidades e riscos, algo que individualmente é mais difícil.

Cotidianamente, para nos posicionarmos sobre algo ou alguém, devemos ter a melhor seleção possível de informações e atores – pessoas, organizações,  fatos, objetos, hipóteses, conhecimentos e vivências. Sobretudo, acertando ou errando na seleção ou na profundidade, devemos sempre ser flexíveis, adaptativos e humildes para aprender com as nossas experiências.

Eis o porque do primeiro pilar do Scrum ser a transparência, pois não existe inspeção e adaptação lógica provenientes de omissão ou falsidade. Passamos a vida operando “problemas de seleção”, o que os princípios ágeis propõem é que sejamos mais honestos com nós mesmos e com quem interagimos, isto não garante o sucesso, mas garante o conhecimento e aprendizado a cada sucesso ou fracasso.

Moral da história: Temos que entender o contexto e a seleção, não só a nossa, mas a dos outros envolvidos, senão cada um estará olhando para um lado e só vão descobrir esta diferença quando for tarde demais … dá uma olhada no quadrinho a seguir … para bom entendedor uma tirinha basta! \o/

Bom 2014 a todos!

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Lei de Yerkes-Dodson (1908) e desenvolvimento de SW

Uma pesquisa realizada em 1908 pelos psicólogos Robert Mearnes Yerkes e John Dodson Dillingham acabou sendo conhecida pela alcunha de “lei de Yerkes-Dodson” e demonstrava que nossa performance é afetada positivamente por eventual estado de excitação fisiológica ou mental.

Esta respeitada e influente pesquisa já foi utilizada e validada em inúmeros contextos, inclusive para a tomada de decisão feita por executivos. Creio que é fácil para qualquer um imaginar a mesma no contexto de Desenvolvimento de Software, o que nos leva a recordar do modelo Cynefin e sistemas complexos.

Yerkes e Dodson apresentaram um gráfico com a influência positiva causada por níveis de excitação até um teto, a partir dele o desempenho passa a diminuir. O processo é geralmente ilustrado graficamente como uma curva em forma de U invertido, que aumenta e depois diminui com maiores níveis de excitação.

Além desta conclusão, também perceberam e registraram que há uma sensível diferença nesta curva quando o desempenho medido diz respeito a tarefas ou desafios mais ou menos complexos. As tarefas menos complexas possui um teto mais alto e mais sustentável, em tarefas mais complexas temos o U invertido.

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Em TI, onde lemos “excitação” devemos interpretar como pressão por prazos exíguos, orçamento apertados, desafios a serem vencidos, soluções inovadoras, etc. Aqui chega o ponto onde sou obrigado a perguntar: Em qual das curvas será que boa parte das tarefas de desenvolvimento de software se enquadram?

  • Tarefas Simples – exige atenção, acesso a memória rápida, aplicação de boas práticas,  um mínimo de previsibilidade e risco moderado.
  • Tarefas Complexas – exige atenção dividida, memória de trabalho, encadeamento de tomadas de decisão, multitarefa e adaptabilidade.

Mais uma teoria da psicologia que após um século de estudos empíricos e consolidação de conhecimento da área de humanas nos ajuda a explicar o porque dos excesso de bugs, dívida técnica crescente, falta de qualidade, sistemas que passam a ser encarados como legados logo após serem desenvolvidos dada a dificuldade de manutenção e evolução.

Lembram dos post sobre o modelo “Cynefin” do Snowden ou o “Job Strain Model” (JSM) de Karasek ou a Teoria do Fluxo de Csikszentmihalyi, quanto mais estudamos, mais convergem as teorias e mais argumentos dominamos. Sei que o mercado esta cada vez mais se questionando, mas está muito devagar, não custa nada fazer um bafo e pressão, vamos subir o nível de excitação 🙂

Um estudo recente (2009) na Universidade de Oklahoma, fundamentado na “Lei de Yerkes-Dodson”, foi desenvolvido com o título de “Impact of Budget and Schedule Pressure on Software Development Cycle Time and Effort”. Ele concluiu que para manter um nível benéfico de excitação (pressão) em projetos de SW requer a cooperação entre clientes e equipes de desenvolvimento e que orçamento gera mais pressão que tempo, diminuindo o teto.

Post super-relacionados:
. JSM – Modelo de tensão no trabalho
. Descobri que o CYNEFIN é puro GC
. Flow – Vale a pena ir além na Teoria do Fluxo

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StartUp Dojo aniversário RAIAR + TecnoTalks

Abertura e Boas Vindas dadas pelo Prof Rafael Prikladnicki, diretor da Agência de Gestão Tecnológica da PUCRS, que valorizou o papel da RAIAR em seus 10 anos simbolizados nos eventos protagonizados pela incubadora em três dias de interação comemorativa com o parque, que encerrou com este Startup Dojo.

Falou do papel de cada participante deste grande ecossistema voltado a inovação e empreendedorismo, citou o Tecnotalks olhando pelo prisma de grupo auto-organizado pela galera do TecnoPUC, movimento que emergiu espontaneamente e que espera ver crescer.
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O evento iniciou com a professora Helena Stigger da FAMECOS e o professor Gustavo DalMarco da FACE. Seriam spots sobre seus programas de pesquisa antes do Startup Dojo, mas dada a interação com a galera acabou saindo do formato lightningtalk e virando um debate envolvente sobre pesquisa acadêmica, inovação e empreendedorismo … muito melhor!

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A Professora Helena Stigger é publicitária e doutora em Comunicação Social, pesquisadora em cinema político. Atualmente está integrada na pesquisa ‘Cartografia das novas tecnologias de baixo custo no campo audivisual brasileiro: ferramentas de produção, estratégias de circulação e impactos de representação’ como bolsista de pós-doutorado (PNPD) no PPGCOM da PUCRS. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do RS (2011). Realizou um doutorado sanduíche na Université René Descartes – Paris V (Paris-Sorbonne).

O professor Gustavo DalMarco tem formação em Mecatrônica e Engenharia Biomédica, fez doutoramento em Gestão de Tecnologia e Inovação. Sua área de pesquisa abrange Transferência de Tecnologia, Indústria, Inovação, Relações Universidade-Indústria e atividades inovadoras na Agricultura e no sector espacial. Fez parte de seu doutorado na agência espacial européia e mostrou algumas fotos e fatos de incubadoras e projetos que conheceu na Holanda. Ele conheceu programas de inovação e de integração entre empresas e universidade que instigaram muito a galera … queremos ouvir e experimentar mais sobre isso.

Após o wellcome-coffee, a abertura com o Prof Prikladnicki, o debate com os professores Gustavo e Helena da FACE e FAMECOS, chegou a hora do dojo \o/
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O facilitador da noite foi o empreendedor Tiago Totti da Piggli.com, ele iniciou com um lightningtalk falando do que é empreendedorismo, várias provocações comparando o modelo antigo de iniciar um negócio e o que hoje conhecemos como startups, citando bases do Lean StartUp e os precursores Blank e Ries.

Além disto, apresentou o que é e sua experiência na construção de um bom business model canvas (BMC) ou business model generation (BMG), sobre o qual compartilho um link de video-aula que considero bem didática, com exemplos:

Após o alinhamento necessário sobre o BMC seguiu-se a dinâmica usual de um startup dojo, com muitos debates e trocas internamente a cada grupo formado e interação entre todos ao final com os pitchs de apresentação do negócio:

  1. Lightningtalk sobre inovação e uso de business modelo canvas;
  2. Formação dos times, cada um com mínimo de 5 integrantes;
  3. Discussão das idéias e definição da melhor, internamente aos times;
  4. Desenvolvimento do BMC (facilitação do Totti e Felipe Dorneles);
  5. Pitchs de 3 minutos para cada time e 2 minutos para P&R.

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Ao final, realizamos uma retrospectiva em que todos puderam se posicionar sobre pontos fortes e de melhoria para os próximos dojos e quem pôde ficar até o fim saiu bem satisfeito com a oportunidade …

Pena que a vida corrida não permite que mais pessoas aproveitem estas oportunidades, tem muitos sonhos latentes guardados em gavetas, mas hoje em dia qualquer um pode inovar, empreender, a RAIAR está a disposição e o RS é um dos estados com maior número de oportunidades, parques, incubadoras, aceleradoras, coworkings, … tá esperando o que, vem que tem!

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Um Focus Group Ágil fácil de replicar

Focus Group é uma técnica de pesquisa qualitativa em que um grupo de pessoas é reunida em um ambiente exclusivo e interativo, questionados sobre suas percepções em relação à produto, serviço, conceito ou ideia ali apresentados. Neste contexto, assistido pelos facilitadores, visíveis ou ocultos, cada convidado é livre para falar com outros participantes, experimentar, opinar, debater.

Deve ser realizado em um ambiente adequado, descontraído, funcional, observável, registrando não só a opinião mas as interações entre os membros do grupo, o volume de dados gerados e riqueza de detalhes verbais e não verbais. Bem desenvolvido, geram um mar de oportunidades, analisados em tempo real e a posteriori por equipes multi-disciplinares que assistem a suas gravações.

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A análise dos dados dos grupos focais apresenta desafios e oportunidades quando comparado a outros tipos de dados qualitativos. Por ser uma experiência de grupo em ‘laboratório’, pode inibir ou potencializar, gerando características únicas e desafiadoras nos dados. Um facilitador inexperiente com certeza pode conduzir ou desperdiçar relevantes sutilezas e situações.

Existem variações para a realização de Focus Group, mas a mais comum trata-se do convite de grupos contendo de 6 a 12 participantes, onde um produto, serviço, conceito ou ideia é apresentada para opinião, podendo haver livre debate, apenas moderado a nível de dinâmica, mas jamais influenciando de alguma forma a opinião dos participantes.

FOCUS GROUP ÁGIL

Em meados do mês de Outubro foi realizado um Focus Group organizado  pelo doutorando Guilherme Wiedenhoft e pela professora Edimara Luciano, que por acaso também é minha orientadora, com um formato a partir de dinâmica típica de um User Story Mapping. Uma semana antes debatemos o formato e eles optaram pelo uso de um Canvas semelhante ao quadrante mágico do Gartner com eixo X de Relevância (valor) e Y crescendo de específico para genérico.

Para ler mais sobre o tema de Efetividade em Governança de TI, linha de pesquisa da Profa Dra Edimara M Luciano, orientadora do Guilherme e minha:

O quadrante mágico eu uso a anos em workshops para gestão do tempo (importante x urgente), para princípios (crença x realização), para retrospectivas em debates no plano de ação de mudanças (valor x investimento). O principal benefício é favorecer a participação colaborativa e o uso de percepção visual, auditiva, motora, instigando a atenção, argumentação e convergência.

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O Focus Group iria discutir a relevância e validade de um pack de mais de 50 indicadores de efetividade da Governança de TI. Dados que vieram sendo levantados pelo Guilherme em meio a seus estudos, em uma revisão teórica sobre o tema e junto a especialistas. Ele concluiu o mestrado recentemente e hoje cursa o doutorado no PPGAd / FACE / PUCRS.

A dinâmica teve a oportunidade de acontecer em uma sala muito descolada, forrada de fórmica branca em todas as suas paredes, bem iluminada, agradável e que permitiu muita interação entre todos os participantes.

Iniciou com uma explanação feita pelos facilitadores, explicando a dinâmica e realizando um pacto a favor da colaboração franca e participativa. Os quadros, da esquerda para a direita, cfe segue:

  • Um quadro com a legenda de cores para cada critério (ilustrativo);
  • Um quadro contendo todos os indicadores sugeridos para cada critério, a serem discutidos e remanejados no transcorrer do debate;
  • Um canvas com os eixos crescentes de relevância (X) e utilidade (de nicho até os mais generalista);
  • Um quadro para os postits dos indicadores que o grupo concluísse como NÃO sendo indicadores ou inválidos para governança de TI.

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Durante o Focus Group, no transcorrer dos debates, os postits foram sendo movidos para os quadrantes do Canvas principal de valor e utilidade ou considerados inválidos. O legal desta dinâmica é que a cada nova movimentação somos obrigados a rever e validar os anteriores, reposicionando-os, reavaliando quando necessário um ou mais dos anteriores frente a novas percepções, pois na medida que se desenvolve vamos mais entendendo e nos apropriando.

canvas-focus-2Como qualquer outra técnica produtiva, o tempo deve ser planejado em mínimos ou máximos (timeboxes), pois se for rápido demais é porque não houve a devida reflexão, se for demorado demais, cansa e torna-se improdutivo. O tempo foi cumprido, uma hora e meia de debates, inicialmente contidos e um pouco caótico como sempre, seguido de um crescente de entendimento e posicionamento de parte a parte … muito legal.

Como sempre, uma pilha de lições aprendidas, coisas a iniciar, a manter e a melhorar … mas uma experiência interessante a ser compartilhada e repetida. Os eixos do Canvas são ajustáveis a cada tipo de pesquisa, assim como há vários outros formatos de Canvas, este é apenas um a ser considerado.

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15º TecnoTalks encerra agendando o 16º

Pois é galera, a segunda noite do 15º TecnoTalks foi exatamente o que eu disse que seria, artigo de luxo, com a presença de um time de executivos que poucas vezes tivemos em em um único evento – Paulo Caroli da TW, Eduardo Peres da DBServer, Diego Senott da RBS, Dante Antunes pela HP, Geraldo Gomes da Dell, a Profa Mirian Oliveira pela FACE e o Prof Fabiano Hessel pela FACIN, também o doutorando Felipe Nodari e uma galera que conseguiu chegar ao TecnoPUC alguns minutos depois daquele temporal.

A Prof Mirian, idealizadora da dinâmica, fez uma abertura apresentando os tipos de pesquisas, os tipos de apresentações, projetos, uma preliminar sobre o assunto que iriamos debater – expectativas atuais, alinhamento e caminhos para uma maior aproximação entre pesquisa acadêmica, empresas e profissionais.

Na sequencia, o Nodari apresentou sua recente dissertação com uma pesquisa sobre compartilhamento de conhecimento, capacidade absortiva e desempenho, que pode ser lida em http://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/1232.

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Logo depois do Nodari, o Prof Fabiano apresentou sua linha de pesquisa e muitos dados sobre projetos fascinantes, um protótipo de lojas inteligentes, smart cities e mais recentemente Smart Campus. Conceitos de City As A Service, Rastreamento e localização em emergências hospitalares, fa-sci-nan-te!!!

O debate rolou por mais de uma hora, inicialmente entre os gerentes e executivos presentes, depois ampliado entre todos. O diagnóstico era meio previsível, mas visto por diversos prismas e cases … falta comunicação, falta de linguagem ubiqua, timing diferente entre universidade e empresas, existência de mecanismos como o Crialab e o InovaPUC, bem como agentes deste em algumas unidades como FACIN, Engenharia e FACE.

Soluções, as empresas precisam querer, precisam tentar, mas os programas tem que se aproximar, provocar, se comunicar mais e melhor, se hoje já temos programas mais maduros e sustentáveis, o próximo passo alé da produção intelectual é ampliar as parcerias e gerar propriedade, gerar patentes.

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Ficou combinado que o próximo evento contará com o empenho de todos para daqui a mais um mês, no dia 21/11, em meio ao aniversário da RAIAR, um evento voltado a empreendedorismo e inovação em que reuniremos novamente duas das três hélices, Universidade e Empresas. As meninas da RAIAR já nos disponibilizaram as duas salas de reuniões e eventos nos três turnos, para que organizássemos um super-evento conforme melhores horários e conveniência, organizaremos o melhor possível!

A Liana Rigon da AssCom e a Marinês  Audy da RAIAR já haviam entrado em contato disponibilizando as salas do andar superior no dia 21/11, reservadas para o TecnoTalks … inicialmente a idéia era um StartUp Dojo, mas podemos ir além, mesclando lightning talks de 10 ou 15 minutos com agentes de programas, empresas, encerrando com um startup dojo com equipes contando com profissionais, executivos e pesquisadores pensando em como fundir e inovar.

Está lançado o desafio, o TecnoTalks 16 será arrasa-quarteirão! \o/

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Dois prezis sobre Competências coletivas e essenciais

A primeira apresentação montada no Prezi foi uma parceria com a colega Roberta Schaurich para a disciplina da Professora Grace Becker, sobre um dos capítulos do livro “Competências Coletivas, No Limiar da Estratégia” do Professor Roberto Ruas com os franceses Retour, Picq e De Félix.

Nada mais alinhado, por isto que já havia feito posts falando da simbiose entre Agile e as disciplinas de Gestão do Conhecimento da Professora Mirian Oliveira e com esta de Gestão por Competências da Professora Grace Becker, posto que as 3 tem poderosos argumentos quanto ao valor da auto-organização, da importância do senso de pertencimento coletivo.

Uma abordagem super ágil em que as competências coletivas não são apenas o somatório das individuais, mas possuem características próprias, em sinergia (2+2=5), hábeis para a solução de problemas coletivos e potencializadoras das competências individuais e organizacionais. Clique na imagem para o Prezi:

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A segunda apresentação construída no Prezi, desta vez com o colega Raphael Morales é sobre Competências Essenciais a partir de capítulo do livro “Estratégia Competitiva” de Hoskisson. Ireland e Harrison.  Montando este que tive a petulância de montar o diagrama unindo Competências individuais, coletivas e essenciais que colei ao final deste post.

Uma visão instigante em que a partir do entendimento de recursos tangíveis e intangíveis, as capacidades organizacionais, na busca por uma estratégia que componha estes insumos em competências essenciais e as transforme  em um diferencial competitivo que tenha valor, seja raro, difícil de imitar e insubstituível convertendo-o em vantagem estratégica real.

Recomendo a disciplina de Gestão por Competência (e a de Gestão do Conhecimento é claro), até mesmo para quem não vá fazer o mestrado, pois se tiver interesse em fazê-la é só matricular-se como aluno especial … quem sabe toma gosto pela coisa e resolve ficar 🙂

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