Startups360°

No começo do grupo TecnoTalks, nos anos de 2012 e 2013, realizávamos eventos de Startup Dojos, UX Dojos, Design Thinking, com palestras e debates sobre empreendedorismo. Não só de matriz tecnológica, qualquer ideia de novos negócios, seus MVP’s, validação, estratégia de rentabilização.

Com o crescimento da cultura Startup em grandes empresas inovadoras, o Gartner propôs uma combinação das principais abordagens em um único modelo diagramático com design thinking, lean startup, UX e Agile. O artigo do Gartner é pago, mas aqui tem uma resenha – https://www.digi-corp.com/blog/understanding-how-design-thinking-lean-and-agile-work-together/

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é design-thinking-lean-agile-growth-hacking-e1582228522532.png

Desde então, compartilhei muito das minhas pesquisa, modelos, aprendizados e vivências, quer seja envolvendo modelos em rede, centralizados ou descentralizados, como abordagens, técnicas e ferramentas úteis à empresas nascentes de matriz tecnológica.

ECOSSISTEMAS

Há associações, aceleradoras, grupos de investimento, tudo isso especialmente otimizados através de parques tecnológicos e outros ecossistemas de inovação e empreendedorismo nacional.

Temos a ABStartups – Associação Brasileira de Startups – foi fundada por startups e conta com grandes empresas como mantenedoras, com foco em promover e representar as startups brasileiras.

Associação Gaúcha de Startups é uma instituição sem fins lucrativos que trabalha para desenvolver o ecossistema de startups no RS, baseando-se em quatro pilares: compartilhamento de conhecimentos, conexão de talentos, acesso a investidores e fomento de negócios.

WOW é uma aceleradora que conta com mais de 220 investidores, quase 100 startups investidas por todo o Brasil, 4 etapas em 12 meses – kickoff, estratégia/planejamento, gotomarket e pós-aceleração.

Endeavor é uma organização global sem fins lucrativos, no Brasil desde 2000, estimulando o impacto dos empreendedores à frente das Scale-ups, empresas com modelo escalável e inovador.

Ventiur busca potencializar a capacidade de execução, oferecendo mentoria individual, capacitação em grupos e troca de experiências. Também viabiliza investimentos iniciais em troca de participação.

Startse oferece cursos, podcasts, conteúdo, webinars, eventos e programas internacionais, com foco em educação e empreendedorismo como caminho de transformação  para o Brasil.

startupi oferece muito conteúdo, informação, notícias, educação e conexões. conhecido portal de conteúdo direcionado a startups, inovação, investimentos e empreendedorismo no Brasil.

Anjos do Brasil é uma organização sem fins lucrativos com missão de fomentar o empreendedorismo brasileiro, através do conhecimento, conexões e incentivo a políticas publicas empreendedoras.

Há um senso realizado anualmente pela CoworkingBrasil, é um coletivo, um grupo conectados através de uma economia de inovação e criatividade representada pelos coworkings mundo afora.

Fonte: Luiz Carvalho

ACELERADORAS & INVESTIDORES

A principal diferença entre as aceleradoras e as incubadoras ou mesmo espaços de coworking é que as aceleradoras acolhe empresas nas quais decide investir em troca de participação. A empresa recebe dinheiro e mentoria, além do espaço, interagindo com outros acelerados.

Se alguns anos atrás era raro encontrar processos de aceleração ou oferta de investimento de capitais de risco, hoje em dia empresas e investidores (nacionais e estrangeiros) garimpam o mercado e promovem competições para identificar ideias promissoras e investir, entrando como sócios.

Há profissionais inovadores por todo lado e algumas empresas encontram assim um meio de atrair, reter e gerar negócios com jovens e promissores talentos que de outra forma perderia para o mercado. A seguir alguns dos modelos mais conhecidos para investimento.

  • Bootstrapping: Normalmente é o primeiro passo, quando o próprio empreendedor investe seus recursos em seu próprio negócio.
  • Investimento-Anjo: Feito por qualquer pessoa física em empresas nascentes com alto potencial de crescimento e retorno financeiro.
  • Capital semente (Seed): Pessoa física ou jurídica ao apoiar empreendimento visando sua capacitação gerencial para crescimento.
  • Venture Capital: Quando o investimento recebe uma participação acionária, focado em gerar crescimento e ganhos na venda.
  • Venture Building: A participação de uma venture builder é majoritária, fornecendo o planejamento estratégico, captação de recursos e estrutura física.
Fonte: Bruno Ceschin

PARQUES TECNOLÓGICOS

Parques tecnológicos são iniciativas baseadas na famoso conceito da tripla hélice, integrando recursos de universidades, governo e iniciativa privada. Assim como um shopping atrai clientes cientes que em um único lugar há variada gama de lojas e serviços com segurança e organização, um parque possui suas âncoras, condomínios, incubadoras, aceleradoras e tudo o mais necessário para criar um ecossistema de negócios, inovação e empreendedorismo.

Há neles mecanismos que fomentam a integração e geração de negócios entre seus multiplos players, modelos especialmente úteis a empresas nascentes que sob esta chancela interagem facilmente com grandes empresas. A proximidade possibilita também a aproximação de múltiplas linhas de pesquisa científica. O primeiro parque teve base na UNiversidade de Stanford na Califórnia, gerando tamanho sucesso e reconhecimento que foi replicado em todo o mundo.

  • ANPROTEC é a associação nacional de parques tecnológicos e incubadoras possui muita informação e divulgação (clique aqui).
  • SCIT – Secretaria de Ciência, Inovação e Tecnologia do RS, com uma lista completa de parques, contatos e emails (clique aqui).
  • REGINP – Rede Gaúcha de incubadoras e parques, possui uma lista com incubadoras do estado (clique aqui).
  • O exemplo não poderia ser outro senão o TecnoPUC da PUCRS – http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/inovapucrs/Capa/Tecnopuc

Há diferentes ciclos de vida propostos, como de startups em aceleradoras, com previsão de alguns meses, ou incubação com tempo dividido para um ou dois anos com opção de extensão. No modelo do Gartner a fusão de metodologias tem a essência do modelo Customer Development do Steve Blank.

The startup lifecycle - infographic | Startup infographic, Start up  business, Business plan template
https://notes.fundersandfounders.com/

ARTIGOS E ESTUDOS

Artigo publicado em 2020, uma pesquisa desenvolvida por Felipe Matos e Vanderleia Radaelli – https://publications.iadb.org/publications/portuguese/document/Ecossistema_de_startups_no_Brasil_Estudo_de_caracteriza%C3%A7ao_do_ecossistema_de_empreendedorismo_de_alto_impacto_brasileiro.pdf

Em 2016 foi realizado um estudo pela FGV sobre o panorama das aceleradoras brasileiras, desenvolvido por Paulo R. M. Abreu, Newton M. Campos, PhD – https://abessoftware.com.br/wp-content/uploads/anterior/Arquivos/O_Panaroma_das_Aceleradora_de_Startups_no_Brasil.pdf

Também FGV, apoio ABDI (agência brasileira para desenvolvimento industrial), o ‘Estudo da jornada das startups no brasil’ de 2017 – http://inteligencia.abdi.com.br/wp-content/uploads/2017/08/2018-09-27_ABDI_relatorio_4.3_estudo-da-jornada-das-startups-no-brasil_WEB-1.pdf

Tem um estudo de 2020 sobre o ecossistema de startups de Hardware no Brasil por Newton Frateschi e Lucas Baldoni da UNICAMP e Rosana J Fernandes da Baita Aceleradora, que é de Campinas – https://sbmicro.org.br/arquivos/SbMicro-Ecossistema-de-Startups-de-Hardware-no-Brasil.pdf

Pesquisa SEBRAE de 2015 sobre o lado A (óptica dos empreendedores) e lado B (apoiadores, investidores e parceiros) de startups em SP – https://sbmicro.org.br/arquivos/SbMicro-Ecossistema-de-Startups-de-Hardware-no-Brasil.pdf

Também tem um estudo do SEBRAE sobre as causas de encerramento das startups (mortalidade) e o que fazer para sobreviver – http://ois.sebrae.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Causas-da-mortalidade-das-startups-brasileiras.pdf

INTERNACIONAL

StartupGrind é a maior comunidade independente internacional de startups, com mais de 1.500.000 participantes distribuídos em 500 chapters em 125 países por meio de eventos, conteúdo e parcerias.

Young Entrepreneur Council é uma comunidades que compartilha soluções, suporte e recursos, como marketing, branding, eventos, mídia, também saúde, agência de viagem e espaços de coworking.

Google for Startups é uma iniciativa que provê suporte a startups, desde recursos, produtos, boas práticas e conexões do Google para habilitar à construção de produtos e serviços melhores.

O fórum da comunidade StartupNation oferece espaço para discussões entre empreendedores com ideias semelhantes – conexões, informações, debates, dicas e apoio mútuo.

500 Startups é empresa de capital de risco global mais ativa de 2019, com a missão de desenvolver as pessoas e as economias ao redor do mundo por meio do empreendedorismo.

https://www.easel.ly/blog/

STEVE BLANK STARTUP TOOLS

Ele tem uma página no seu site com milhares de links para ferramentas, blogs, sites, conteúdo e informações úteis. Confesso que é difícil filtrar o que tem de melhor sem dedicar muito tempo, afinal, é preciso ler, clicar, avaliar o que vale a pena ou não entre MILHARES de links. De toda forma, se a página tivesse um subtítulo, seria: “Tudo o que vocês precisam está aqui!”.

A primeira coisa é assinar a news com informes de novas postagens (abaixo do topo a esquerda), depois navegue em temas de interesse entre centenas de categorias e milhares de links. além de ferramentas, compartilha muito conteúdo, mapas mentais, listas de startups por área de atuação – https://steveblank.com/tools-and-blogs-for-entrepreneurs/

Para quem não conhece, Steve Blank é um dos gurus do Vale do Silício, mundialmente famoso pela metodologia batizada de Customer Development, princípio do movimento Lean Startup. Livros? The Four Steps to the Epiphany, Not All Those Who Wander Are Lost e The Startup Owner’s Manual. Ele é professor e consultor em Stanford, Universidade da Califórnia, Columbia e Caltech.

Customer Development é a metodologia que deu corpo ao movimento Lean Startup, tendo Steve Blank como um dos principais protagonistas. Segundo o autor, é o melhor caminho para uma Startup encontrar o seu produto, minimizando desperdícios de recursos e acelerando seu Market Fit.

MODELOS DE RENTABILIZAÇÃO

Uma colega me pediu material sobre modelos de negócio para quem está se largando na grande rede, para repassar a alguém que possui um negócio e quer fincar uma bandeira e rentabilizar online. Fiz um pequeno resumo que, como tudo que faço, compartilho por aqui.

Falamos sobre Lean Canvas e quadros secundários, sobre conhecer o máximo possível sobre TODAS as personas envolvidas – diferentes perfis de clientes, de concorrência, fornecedores, parceiros. Porque em algum momento será preciso analisar custos fixos, variáveis, retiradas, margem e tributação.

Quando avançamos sobre modelos de negócios, pode ser preciso sintetizar tópicos típicos de planos pessoais dos sócios ou de quem o negócio depende, também pode ser útil mapear tópicos do plano de negócios, como operação, marketing, financeiro, porque há casos em que isso muda tudo.

chega a hora em que temos que decidir como rentabilizar ou conseguir colocar e manter seu negócio online de pé … e precisamos definir um modelo sustentável de receita, que deve não só cobrir as despesas e retiradas, mas deixar uma margem, da qual retiraremos parte para inovar – H2 e H3.

VENDA (B2C, B2B, C2C) – Venda de produtos ou serviços, as vezes algo simples resolve, senão, algo em formato eCommerce ou mCommerce, há plataformas de diferentes fornecedores, de comunidades a soluções proprietárias, mas tem joomla, drupal, etc para construção;

FREEMIUM – Muitas startups de soluções e serviços digitais oferecem uma conta free com limitações, como Trello, Miro, Prezi, dropbox, skype, etc. Na medida em que o cliente quer mais recursos, é preciso pagar uma assinatura que via de regra tem opções crescentes;

ASSINATURA – Via de regra temos um trial de 30 a 90 dias, como faz o Mural, por exemplo, tens o trial e, ou ele bloqueia ou é preciso assinar. É um mecanismo de encantamento, uma forma do cliente poder usar e gerar e perceber valor e efetividade. Com frequência a cobrança é anual;

ANÚNCIOS e DESTAQUES – É uma modalidade meio século XX, quando era a maior fonte de receita de sites de conteúdo ou notícias, mas é uma forma que perdeu demais espaço, é preciso ter uma grande audiência e influência para atrair publicidade;

COMISSÃO e AFILIADOS – É possível oferecer serviço ou produtos de terceiros, ganhar um Fi a partir disto, como marketplaces. É uma fórmula de intermediação em que muitas startups investiram para diferentes segmentos e nichos, o ganho vem com o volume. Como Uber ou iFood;

APOIADORES – Assim como a wikipedia e outras soluções, elas angariam recursos através de empresas e pessoas que aportam recursos mensalmente, no caso de negócios de interesse social ou comunitário as grandes empresas podem querer incluir isso no seu balanço social;

LEADS – Content Marketing, uma coisa leva a outra, ovo e a galinha, oferecer conteúdo para obter audiência, rentabilizar canais de vídeos, indiretamente entram os outros modelos, produtos, cursos, livros, etc e ganhar projeção para alavancar outros negócios, propaganda e comissões;

Há outros modelos, como FRANQUIAS, CLASSIFICADOS, COMUNIDADES, CROWDSOURCING, CLUBES (DE DESCONTO), etc.

Eu tenho nos meus favoritos um material de 2012 sobre Business Model Canvas, com 75 canvas preenchidos, vale a pena dar uma olhada. Eu prefiro o Lean Canvas do Ash Maurya, acho mais amplo, discute o problema, concorrentes, UVP, … mas é inegável a grande contribuição dada pelo Alexander Osterwalder com o BMC.https://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/key/fJWUPIE1rTthLy75 exemplos de Modelagem e Prototipagem de negócios Inovadores from João Paulo Nogueira