HWang chamou de Rainforest os ecossistemas criados em parques tecnológicos, onde o entrechoque diário entre diferentes profissionais de diferentes organizações geram oportunidades e conhecimentos. Esta semana encontrei aqui no TPUC o Claudio Jr e a Rosangela Maraschin, que falaram do ICTQ Fóton+ e LACQ Feynman, iniciativas que merecem ser divulgadas.
Computação quântica é um campo multidisciplinar que abrange aspectos da ciência da computação, física e matemática que utiliza mecânica quântica para resolver problemas complexos mais rápido do que em computadores clássicos. O campo da computação quântica inclui pesquisa de hardware e desenvolvimento de software.
Mecânica quântica é a ciência que trata do comportamento da matéria e da luz em escala atômica e subatômica. Ela tenta descrever e explicar as propriedades das moléculas, átomos e constituintes, como elétrons, prótons, nêutrons e partículas como quarks. Essas propriedades incluem as interações das partículas entre si e com a radiação eletromagnética.
O campo da computação quântica estuda e viabiliza hardware e software quântico. Ainda em desenvolvimento, a tecnologia quântica busca resolver problemas complexos que os atuais supercomputadores não conseguem resolver. Pioneira e referência no assunto, temos a IBM, seu computador Quantum e seu kit de desenvolvimento de software (SDK) de código aberto Qiskit.
Ao tirar vantagem da física quântica, computadores quânticos totalmente realizados seriam capazes de processar problemas massivamente complicados em ordens de magnitude mais rápido do que máquinas modernas. Para um computador quântico, desafios que poderiam levar milhares de anos em um computador clássico poderiam ser concluídos em minutos.

Uma diferença primária entre computadores clássicos e quânticos é que os computadores quânticos usam qubits em vez de bits para armazenar exponencialmente mais informações. Enquanto os computadores clássicos dependem de bits binários (zeros e uns) para armazenar e processar dados, os computadores quânticos podem codificar ainda mais dados de uma só vez usando bits quânticos, ou qubits , em superposição.
Um qubit pode se comportar como um bit e armazenar zero ou um, mas também pode ser uma combinação ponderada de zero e um ao mesmo tempo. Quando combinados, qubits em superposição podem escalar exponencialmente. Dois qubits podem computar com quatro pedaços de informação, três podem computar com oito, e quatro podem computar com dezesseis.
Ao processar um problema complexo, como fatorar números grandes, bits clássicos ficam presos ao armazenar grandes quantidades de informação. Bits quânticos se comportam de forma diferente. Como qubits podem armazenar uma superposição, um computador quântico que usa qubits pode abordar o problema de maneiras diferentes dos computadores clássicos.
A maioria dos paradigmas sobre o mundo natural não tem vocabulário para comunicar os comportamentos surpreendentes das partículas quânticas. Para entender a computação quântica, comece por termos como Superposição, Emaranhamento, Decoerência e Interferência – um bom ponto de largada é pesquisar sobre a Equação de Schrödinger e o Gato de Schrödinger.
Em Porto Alegre, 30/01/2025, foi criado o ICTQ Fóton+ (Instituto de Ciências e Tecnologias Quânticas – https://ictqfoton.org/), com o objetivo de integrar pesquisadores, universidades, centros de inovação e empresas para avanços em computação quântica, algoritmos avançados, desenvolvimento de hardware, comunicação quântica e criptografia.
“A criação do Instituto Fóton+ é um marco para o desenvolvimento das tecnologias quânticas no Brasil. A LACQ Feynman vê essa iniciativa como um grande passo para fortalecer a pesquisa e a formação de novos talentos na área, promovendo um ecossistema mais sólido e colaborativo para a inovação quântica no país.” – Gabriel Albuquerque, presidente da LACQ Feynman.
Criada em 2024 em Porto Alegre (RS), a LACQ Feynman (Liga Acadêmica de Computação Quântica da UFRGS – https://lacqfeynman.wordpress.com/) nasceu da iniciativa de estudantes interessados em computação quântica que notaram a falta de fomentos voltados ao tema. A Liga se dedica a promover cursos, discutir pesquisas e fomentar a interação com outros interessados no Brasil.
A iniciativa busca fortalecer a posição do Brasil no cenário global, fomentando setores estratégicos como telecomunicações, segurança da informação e inteligência artificial. Além da pesquisa, o instituto investirá na capacitação profissional, promovendo cursos, workshops e colaborações com universidades, incentivando a inovação e o desenvolvimento de soluções disruptivas.
Para encerrar por enquanto, da teoria a prática, uma notícia relacionada ao uso da computação quantica pela Boeing – https://aeroin.net/rumo-ao-fim-da-dependencia-do-gps-boeing-reporta-que-fez-o-1o-teste-de-voo-de-navegacao-quantica-do-mundo
