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TED e TEDx – disseminando o pensamento crítico e livre

O TED é uma organização sem fins lucrativos dedicada a disseminar idéias desde 1984, inicialmente na forma de conferências sobre Tecnologia, Entretenimento e Design, mas com o tempo passou a debater questões globais em mais de 100 idiomas através de eventos locais mundo afora, os TEDx.

Criado por Richard Saul Wurman e Harry Marks sem a pretenção de tornar-se uma comunidade de dimensões globais, multi-disciplinar, multi-cultural e descentralizado, muito além de eventos presenciais ou online, mas um grande ecossistema, inquieto e questionador.

A Ana Goelzer criou o TEDxLaçador em 2010, com o papel de disseminar ideias e ideais de otimismo, compartilhando exemplos, conhecimentos e boas iniciativas. Uma tarefa continuada, milhares de eventos pelo mundo instigando o pensamento livre, independente, questionador e construtivo.

Não sei bem se sou digno desta honraria, por ideal sou um outlier, me orgulho disto, tento fazer coisas que outros não fazem … se outros já fazem eu ajudo a compartilhar ou disseminar, mas me dedico a algo que preencha lacunas, espaços faltantes.

Enquanto escotista praticava conceitos alinhados aos princípios ágeis, menos hierarquia, mais autonomia, grupos devem dialogar e encontrar a melhor maneira de fazer o que é o melhor, uma arquitetura social invertida onde o grupo delibera democraticamente norteado por valores morais e sociais.

Não me considero um exemplo, o que faço é compulsivo, mas cheio de defeitos, não me preocupa mídia, dinheiro, hipocrisia ou oportunismo. Quero uma vida digna, para mim, minha família e com quem mais puder haver empatia. Sempre outlier, fora do sistema, com erros e acertos!  🙂

O mundo tem zilhões de necessidades, se posso contribuir, foco no nosso entorno, ao nosso redor. É muito fácil ajudar a Asia ou Africa Central, porque o fazemos no computador, difícil é o olho-no-olho na vizinhança de nossa casa, na periferia de nossa cidade, junto a jovens questionadores.

Nós somos o que nos tornamos pela nossa história

Fui concursado na Procempa nos anos 80, empresário nos anos 90, coordenador de desenvolvimento de SW na ADP Brasil e no Grupo RBS nos anos 2000 e desde o início desta década sou consultor na DB e professor na politécnica da PUCRS.

Enquanto escoteiro e maçon, descobri que a disputa por poder e controle é sempre uma característica humana, deixei tudo isso para me dedicar a ser professor, compartilhar ideias e ideais, participar de ONG’s, gerar pequenos eventos úteis e construtivos para quem quiser debatê-los.

Vida, carreira, família, sociedade, construções que influenciaram empresas e organizações, que agora tem muito a retribuir em mindset, boas práticas, técnicas, … oriundas do Agile, Art of Hosting, Design Thinking, Lean Startup, entre outras. A vida pode ser um grande barato!

Debatendo a beleza da vida com os mais jovens

Participo de eventos sempre que convidado, participo ou organizo eventos locais de comunidade sobre assuntos que julgo serem construtivos, como os de gestão, sobre novas lentes para liderança ou RH, sobre educação e outros temas.

Privilegio e priorizo eventos regionais a nacionais, locais a regionais, não quero saber de ir longe para falar algo que acredito e que aqui no quintal de casa ainda não foi percebido. Por isso aceitei tal honraria, apesar de ter dito que não me achava a altura.

Em especial, como professor e nos eventos TecnoTalks, priorizando o debate e compartilhamento de visões diferentes, contraditórios, tentando mostrar que a vida é complexa, mas por isso mesmo devemos evitar a idealização e vivê-la o melhor possível, um dia por vez.

Não me imagino fazendo frases de efeito dizendo que quero salvar algo, acredito que estamos de passagem por este planeta, apenas nos resta fazer aquilo que nos orgulhe, aprender a sermos melhores … e é isso, depois reiniciaremos outras jornadas pela eternidade.

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Entre Kotter e Robertson – Dual ou Holacracy?

Há alguns anos apresento e defendo modelos de estruturas organizacionais semelhantes ao hypertexto, proposto por Nonaka e Takeushi ou à estrutura Dual System de Kotter. Mas, recentemente em um workshop fui interpelado quanto a minha opinião sobre a Halocracia de Robertson, citando a iniciativa da Zappos.

Eu acredito realmente que cada empresa, organização ou grupo humano tem opções para se organizar da melhor forma possível conforme suas características, missão, visão, valores, objetivos de curto, médio e longo prazos. Creio que cada modelo tem seu propósito em um contexto tal que o beneficie e potencialize.

Mais ou menos hierarquia e cargos? Qual a “distância do poder” (Hofstede) ideal? Nos modelos hypertexto e Dual é possível uma busca permanente pelo equilíbrio entre a estrutura formal e as redes suportadas por ela, que se beneficiarão do substrato, apoio, mecanismos e orientações, restrições e visão estratégica ubiqua.

PÓS-BUROCRACIA

HIPERTEXTO – Nonaka e Takeushi propuseram este modelo nos idos dos anos 80 do século XX, no bojo de suas contribuições à teoria das organizações que aprendem. Eles sustentavam um nível hierarquico formal, uma rede de estruturas auto-organizadas conforme necessário e uma terceira dedicada a gestão do conhecimento.

DUAL OPERATING SYSTEM – A estrutura proposta por Kotter em 2012 foi assim batizada em analogia a dois sistemas operacionais coexistindo no mesmo equipamento. Nela, uma estrutura hierarquica formal apoia uma rede de estruturas auto-organizadas com autonomia até onde é possível para seus fins.

HALOCRACIA – Robertson propôs em 2007 uma estrutura com círculos (grupos) afíns de interesse, desafiados por um círculo de executivos por resultados, contando com eventos organizacionais para alinhamentos frequentes e deliberações, com papéis determinados a terem as alçadas necessárias para certas decisões.

HALOCRACIA na ZAPPOS

Todo mundo leu matérias quando da adoção da Halocracia pela Zappos, mas muito pouca gente acompanha seus vários anos de experimentação e desafios. O artigo de 2015 da ReuvenGorsht (traduzido pela Endeavor) é elucidativa, o da Forbes e da Harward Business Review questionam e a da Quartz Membership critica:

A halocracia se propõe a dar mais agilidade na tomada de decisões, tornando a empresa mais flexível e responsiva a riscos, ooprtunidades, time-to-market, pois cada círculo possui autonomia pela sua tática e execução frente à metas ou objetivos traçados pelo círculo executivo.

HIPERTEXTO (Takeushi & Nonaka)

Proposta por Takeuchi e Nonaka, pais do Scrum, do Modelo SECI e do Conceito de Ba para Gestão do Conhecimento. Privilegia uma organização orientada a projetos, mas com equipes ágeis – um nível formal funcional leve e enxuto, um segundo nível com equipes multidisciplinares e auto-organizadas, um terceiro nível dedicado a gestão do conhecimento e aprendizados.

O modelo em hipertexto instancia os princípios ágeis, seguindo fundamentos debatidos desde a decada de 80, que mostrou ser possível agilizar certas decisões, flexibilizando o modelo linear hierárquico tradicional, constituindo equipes ágeis com certa alçada para fazerem mais e melhor, valorizando a inovação e empreendedorismo na dinâmica interna das equipes.

DUAL OPERATING SYSTEM (Kotter)

O conceito de Dual Operating System de John Kotter apresenta uma forma de estrutura organizacional ainda mais ousada que a hipertexto, também mantem uma estrutura funcional mínima, ao mesmo tempo em que propõe sub-estruturas em rede, interligada à funcional.

Em uma matéria na Harward Business Review, a mesma publicação onde Takeushi e Nonaka são colaboradores a mais de 30 anos, Kotter apontou alguns princípios da estrutura em Dual Operating System:

1. Todos ou muitos podem ser Agentes de Mudanças, não por projeto ou função, mas no cotidiano, promovendo inovação e empreendedorismo no seu dia-a-dia, melhorando seu trabalho, aproveitando oportunidades, evitando problemas, …;

2. É fundamental as pessoas se sentirem capazes e empoderadas em fazer a diferença, para serem Agentes de Mudanças. Bandura em seu conceito de Auto-Eficácia, afirma que somos capazes tão mais quanto acreditarmos que somos e podemos;

3. Ele fala em cabeça e coração, sob uma abordagem típica do século XXI e sua geração Millenial ganhando espaço, é preciso que haja nas pessoas um propósito em fazer além, na disrupção, inovação e empreendedorismo diários, mesmo nas pequenas coisas;

4. Finalmente, ele bate na questão de que precisamos mais líderes e menos gerentes, para se trabalhar em rede o modelo mental de gerenciamento presente e responsabilização não funciona, mas sim o de visão, inspiração, agilidade, ação inspirada e celebração.

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Fiz o MVP de um TOTEM de mesa sobre SCRUM

Inspirado no totem do J Anderson com valores e princípios do Kanban, criei para meus workshops um Totem Scrum muito particular e que acredito que outras pessoas vão curtir, então aqui vai. Que tal um totem contendo no topo a representação de uma sprint de duas semanas com tudo aquilo que você pratica?

Estou sem uma foto do Totem para colar aqui, estou sem nenhum aqui em casa, mas os usarei nos workshops em Lisboa esta semana (já estou com malas na porta de casa, saio daqui a uma hora) e vou fotografar e colar aqui para entenderem melhor a montagem 🙂

totem

No totem propriamente dito, coloquei Papéis, Organização, Artefato e Conceitos e no topo formando um T, temos a estrutura inspiracional de um Sprint típico:

  • Sprint (scrum guide, exemplo 2 semanas)
  • Sprint Planning (scrum guide)
  • Daily Stand Up Meeting (scrum guide)
  • Sprint Review (scrum guide)
  • Sprint Retrospective (scrum guide)

Tem tópicos extras ao Scrum Guide, alguns controversos, mas que oriento e tento ajudar na experimentação a cada adoção, no Forming de todas as minhas implantações:

  • Pós-Daily – Se a Daily é um momento de alinhamento e energização coletiva rumo ao sucesso da Sprint, pós-daily é ajudar um colega, debater ou montar um plano de ação, é detalhar melhor ocorrências sempre que necessário, talvez uma comemoração ou cooperação. Na Daily ficam todos, enquanto na Pós fica ou vão para outro local somente quem quiser ou precisar. Tem a técnica da mãozinha, se um relato na Daily se extender, levante a mão, se mais alguém levantar quer dizer que aquele assuto ou detalhamento fica para a Pós-Daily;
  • “DDD” – Logo após o Sprint Planning e sempre que possível, uma boa prática oriunda dos fundamentos do DDD é desenhar em conjunto a construção das histórias a serem desenvolvidas, quais as camadas, serviços, classes, componentização, características essenciais, … domínio. É uma combinação da equipe sobre boas práticas aplicadas que geram tanto senso de pertença como tende a mitigar riscos significativos no Code Review;
  • Refinamento – Proposto pelos criadores do Scrum, um alinhamento das histórias sendo modeladas para a sprint seguinte, podendo inclusive se utilizar de técnicas colaborativas como Example Mapping e asseguran do que as perguntas e dúvidas mais significativas sejam antecipadas e oferecendo ao PO, analista de sistemas ou qualidade e UX procurarem usuários, stakeholders, refinarem tudo antes da próxima Sprint Planning;
  • Roteiro – Garantir a roteirização de quem apresentará cada história e quais os cenários a serem preparados, de forma a evitar surpresas e improvisos na Review (que deveria ser um show de profissionalismo, uma chave de ouro da última sprint), e também a organização de informações tanto para a abertura da REview quanto para a retrospectiva.

O fiz de forma que coubesse em uma folha A4, primeiro o Totem propriamente dito, embaixo a esquerda o “telhado” com uma dobra central para cima de forma que o modelo de sprint embaixo a esquerda seja dobrado e ali colado. O jpg abaixo está em verdadeira grandeza, A4, só imprimir, é como fazer origami, na aba do totem e no telhado. Gramatura 300, onde é preciso colagem eu usei fita dupla face … fácil  \o/

O totem mais o Scrum SetUp Canvas e o Guia Rápido que compartilhei há alguns anos formam uma boa base de organização para seu Forming, depois é praticar, iniciar o Shu-Ha-Ri, aparar as arestas no Storming e a cada retrô ir evoluindo em cadência, fluxo e frequência de entrega de valor … Amo muito tudo isso!

Guia Rápido Scrum

Este é de 2012 e foi evoluindo e ganhando versões mais bonitinhas, é uma folha A3 ou A4 se preferir, com um super resumo contendo quatro dicas essenciais para cada momento. Naquela época eu ainda não tinha criado o Scrum Setup Canvas e o simbolismo do Release Plan estava expresso apenas na forma de um BMC.

https://jorgeaudy.com/2015/09/06/meu-guia-rapido-scrum-ganhou-versao-powered-by-marines-audy/

guiarápidoSCRUM360

Scrum SetUp Canvas 

Esse artefato para pré-inception eu uso em reunião(ões) de start de projetos, antes do planejamento de releases, normalmente uma sessão de brainstorming é suficiente para mapear o essencial e pontuar riscos e oportunidades, restrições e expectativas relativas a área de TI e equipe.

https://jorgeaudy.com/2017/08/30/guia-de-uso-para-o-ssc-scrum-setup-canvas-ed-5/

 

 

 

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Segunda aula SI GP 2019/1 – EU S.A.!

A segunda aula é ainda compartilhando gerenciamento de projeto na forma de planejamento de carreira, gerando muita interação em debates sobre o planejamento e simulações de cada aluno … escopo, tempo, custo, riscos, qualidades. Na segunda aula retomamos as atividades elencadas para a execução dos planos de carreira, alguns focados em efetivação, alguns em trocar de empresa, de atuação, de área, de país, … um bom exercício sobre escopo em uma abordagem ágil.

Assim que os debates fecham, faço exercícios desafiando a percepção de nossas atividades frente ao modelo Cynefin, distribuindo aqueles Simples que deveriam ser no melhor estilo vai lá e faz, os complicados em que temos a quem recorrer, como coach ou o chefe, os complexos sujeitos a parcerias, experimentação, go-no go ou aprendizados e resignificação, e tem os caóticos, que se rolar exigiriam decisões difíceis e imprevisíveis.

cynefin

Após os debates, detalhamento e consolidação das discussões iniciadas na primeira aula do projeto EU S.A., depois do exercício de CYNEFIN, vamos para uma hora e meia iniciando com um overview de modelos e opções metodológicas, desde o PMBOK, PRINCE2, SCRUM, KANBAN, LEAN, XP, para entendermos o valor de aprender e experimentar novas técnicas, nem que seja para saber que existem e não são melhores que outras – TOOLBOX 360°. Amo muito meu trabalho!

SEGUNDA AULA

O jogo na disciplina é uma paixão, ver alunos que também são profissionais debatendo deznas de técnicas, valor comparativo entre umas e outras, em diferentes cenários ou diferentes rodadas atendendo o mesmo … não tem preço. Sexta-feira a noite e encerramos as 22:45, mas como sempre há um bom debate após o término, ficamos discutindo projeto, digo carreira, traçando cenários prospectivos, e a noite vai, nesta saimos os últimos mais de meia-noite da sala, últimos não no 32, mas no campus.

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Organizar workshops é muito mais que burocracia

As preliminares, pensar em como desenvolver, bolar um fundo de cena fofo, ter carinho por cada detalhe de forma que ele fale por si. Para um workshop de um dia, é muito prazeroso dedicar-se o dobro para sua preparação, organização, holisticamente (todo e partes). O material e seus kits, o fundo de cena, as dinâmicas, até mesmo um coffee que indique sustentabilidade, saúde, sabor e sinergia.

Aprendizado experiencial – Quem vê o jogo, o cosplay, os kits e o coffee, quem vê as fotos dos workshops pode ter a enganosa impressão de que é muita diversão e descontração, mas na verdade eu garanto que tudo isso é exatamente para compensar um volume de informação e compartilhamento em 360° que seria pesado demais para reter a atenção por tantas horas corridas.

Fundo de Cena – As mesas, a apresentação e as paredes trabalham em conjunto para formar um sutil fundo de cena, no passado recente era o Darth Vader no Banco Intergaláctico, o Pikachú na Pokedéx 360°, com frequência o Super Mario para falar de Toolbox e agora o meu predileto Scrum Prêt à Porter. Tornar um dia com denso conteúdo e processsamento em algo o mais leve possível é a meta!

Variado e interessante – Todos os workshops oferecem uma alternância entre conceitos, debates e práticas. O Toolbox 360° inicia com o jogo autoral Desafio Toolbox 360°, debates e exercícios sobre quatro disciplinas – pessoas, equipe, líderança e conexões – depois vem a técnica autoral de Toolbox Wall, fechando com as demais seis disciplinas pragmáticas – estratégia, modelagem, validação, planejamento, engenharia e desafios.

As 10 disciplinas organizacionais – São uma proposta conceitual baseada em muitos aprendizados, logo, também pragmática. Os propus no transcorrer de diferentes workshops Toolbox com o objetivo de estabelecer disciplinas onde métodos, técnicas e boas práticas possam ser percebidas e agrupadas.

Toolbox Wall – O mural foi proposto como uma técnica ativa e interativa de gestão do conhecimento, não é só um mural, tem vida, de forma que tenha gente se dispondo ou buscando ajuda para aprender, ensinar e crescer enquanto profissionais, times e organizações. Empresas que vivem conflitos entre a teoria e a prática ágil tem grandes dificuldades em dedicar tempo à fundamentos do Art Of Hosting, o mural pode ajudar a mudar isso.

Scrum Prêt a Porter é a nova versão de um curso 100% pragmático e vicariante, muito além do Scrum Guide porque reflete 10 anos de Scrum com muitas experiências, tentativas, aprendizados, erros e acertos que consolidaram uma lista de técnicas e boas práticas que ajudarão nos primeiros passos, reciclagem ou refletir sobre uma desejada e esperada melhoria contínua.

Os workshops de Lisboa serão pela Scopphu – https://scopphu.com/,  empresa de treinamento e consultoria ágil européia onde o Magno e o Pimentel também ministram seus cursos. Lá está também o amigo e velho conhecido do ecossistema TecnoPUC nos anos 2013 a 2017 – Diego Maffazzioli, hoje consultor e instrutor pela empresa.

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1° Toolbox na Educação no SENAC

No dia 27/02/19 a noite aconteceu o primeiro Toolbox na Educação na Faculdade SENAC por iniciativa da profª Aline de Campos, que fez as honras, deu as boas-vindas a casa e pareou comigo na facilitação. Presentes haviam professores do SENAC, PUCRS, IFRS, Dom Bosco, alunos e outros interessados pelo tema em debate, professores de graduação, ensino médio e fundamental, rede pública e privadas, consultores e facilitadores..

Muita gente querida, o tema era como e porque fazemos nosso planejamento de aula, pontos de atenção, fundamentos, objetivos. Logo após as boas-vindas e pacto inicial de participação e interação, fizemos um Fishbowl para aquecimento, seguido de debates em grupo no formato World Café com um giro, apresentação dos melhores pontos debatidos por grupo e consolidação … uma noite especial.

Meu maior orgulho em eventos aqui no Sul é sempre receber muitos amigos queridos, colegas, parceiros de eventos anteriores, muitos sorrisos e sempre a certeza de novos parceiros. A tempo, fazer um evento no SENAC é para mim um prazer especial, já fui patrono de uma turma, tenho especial carinho por professores da faculdade e da unidade de cursos técnicos.

O resultado foi uma pá de insights, uma noite proveitosa, divertida, materializada com uma mapa de melhores pontos e dicas para cada um dos quatro grupos e reflexões para os próximos Toolbox na Educação:

GRUPO #1

  • Seminários – prof propõe, aunos desenvolvem, prof complementa e introduz avanços;
  • Alternando conceitos pelo prof e a experiência dos alunos;
  • Sala invertida;
  • Uma visão de progressão durante o semestre, com autonomia para ir além e apoiando os que mais precisam;
  • Exercícios complementares com desafio maior para os que estão adiante não se desmotivarem;
  • Monitores;
  • Práticas sobre o conteúdo;
  • Grupos e sub-grupos dentro de cada conteúdo;
  • Problem Basis Learning.

GRUPO “Como fazer o aluno entrar no jogo?”

  • Diferenças entre infantil e superior;
  • Contrato (pacto) conforme contexto;
  • Diálogo / storytelling;
  • Apresentação de casos;
  • Cooperação / competição;
  • Expectativas;
  • Harward – Método de Casos – Prof desenvolve com os alunos casos reais ou fictícios usando facilitação visual, árvore de decisão – Aluno tem que estudar o caso, debater em grupos e o prof conduzirá a aula baseado em perguntas;
  • Quadros resgistram toda a discução.

GRUPO Edumix

  • Grupo no whatsapp – desafios durante a semana ou propostos durante a aula;
  • Desafios x Feedback;
  • Diagnosticar a expectativa do aluno;
  • Fazer a diferença em um clima de empatia;
  • Carência sistêmica do ato de planejar;
  • PDCL durante o semestre e aulas;
  • Planejamento flexível;
  • Iniciar apresentando o planejamento de aula;
  • Transformação da realidade – práticas da vida real;
  • Palestrantes;
  • Não é só para passar na disciplina;
  • Método Socrático;
  • Aprender a perguntar, aprender a aprender, aprender a construir;
  • Grupo de colaboração.

GRUPO Solução

  • Como sair da zona de conforto;
  • Metodologia Ativa – conteúdo atrativo;
  • No início apresentar os objetivos, conduzir técnicas e fechar ao final com aprendizados;
  • Ajudar o aluno através dsa problematização com propósito;
  • Criatividade, uso de vídeos, jogos, celular;
  • Provocar a troca de conhecimento.

PRÓXIMOS PASSOS

  • Medição de uso (tipo web analytics);
  • Tecnologia Zoom;
  • Debater EAD;
  • Interdisciplinaridade e sinergia inter-curso;
  • Aprendizado por Projeto;
  • Processos avaliativos;
  • Fazer enquete para definir metas para o próximo;
  • Situações além do conteúdo;
  • Dias de semana ou Sábado?

A Aline criou um atalho para o grupo – http://bit.ly/toolboxeducacao e abaixo alguns links de edições anteriores no TecnoPUC, PUCRS e F5 da GVDASA:

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Primeira aula SI GP 2019/1 – EU S.A.!

Minha primeira aula de GP é uma reflexão sobre o que é a essência do gerenciamento de projetos para a vida de cada um de nós, com a provocação de que haveria uma empresa além daquela onde trabalhamos e somos remunerados por aplicar todos estes conhecimento – EU S.A.!

Em qualquer projeto em que atuamos, nos esforçamos por ter clara a nossa missão, para aplicar anos de aprendizados para construir um plano baseado em objetivos inserido em um ambiente positivo com colegas, cliente, parceiros, stakeholders, usando de iterações para permanentemente ajustar e antecipar resultados de valor.

A noite inicia com uma apresentação da disciplina, organização, ementa, objetivos e bibliografias (mais tradicionais e mais disruptivas em GP), fechando esta primeira meia hora com a programação – datas, conteúdos, objetivos por blocos, provas – e um pacto de interação para transformarmos nossa sexta a noite em valor real para todos.

EU S.A. – NOSSO MAIOR E MELHOR PROJETO!

Após a apresentação da disciplina começamos uma sequência de debates e técnicas, começando pela realidade de cada um e sonhos, metas, objetivos (AS IS x TO BE), introduzo alguns conceitos e paradigmas básicos para um breve aquece, sempre recheado com muitos cases reais envolvendo empresas e profissionais.

O restante da noite, com intervalo entre 21:00 e 21:15, será perceber uma visão de gestão de projetos para nossa vida e carreira, seguindo um estrato Estratégico, Tático e Operacional, com um dois exercícios em cada uma destas abordagens.

ESTRATÉGICO – Sonho de cada um são o ponto de partida para materializar nosso Business Model You (Alexander Osterwalder), discutindo os nove campos com muito debate, troca de ideias, percepções e aproveitamento de drivers ágeis bastante úteis – fracionar, priorizar, compartilhar, antecipar, gerar valor, divertir-se em todo o caminho.

TÁTICO – Perfis profissionais na era do conhecimento, profissionais do conhecimento, perfil T, Pí e Comb. Debatemos mapas de competências, tangencio o conceito de Toolbox e introduzo brevemente as áreas do PMBOK para então fazer um brainstorming sobre atividades (escopo) para viabilizar nossos planos pára conquistar o mundo.

OPERACIONAL – Estamos encerrando a noite, mas não sem antes algum debate sobre a importância de buscar equilíbrio na gestão de nosso tempo, em evitar a procrastinação do que é importante versus a sedução do circunstancial e emergencial, o valor de retroalimentar e manter estes planos em mente e executá-los.

Esta foi a primeira noite, ninguém arredou pé, mesmo sendo véspera de carnaval. A preparação da sala é sempre uma aventura, pchegar uma hora antes, reorganizar a sala em ilhas asimétricas, distribuir o material, sempre ter jogos a mão (anti-sono), porque aula das 19:30 as 22:45 de sextas-feiras é um desafio divertido se assim decidirmos.

A cada aula vamos mergulhando mais e mais em conceitos e técnicas, sob diferentes prismas e abordagens, focando em planejamento como algo bom, natural, mas que facilmente é delegado ou procrastinado … neste caso, a força gravitacional das Zonas de Conforto, tal qual buracos negros, atraem para si até a luz e o senso de tempo.

Como me planejo? Quais as técnicas? Aprendo muito a cada interação com colegas professores em meus eventos de Toolbox na Educação, tanto quanto com as conversas com alunos, especialmente os debates com alunos antes e depois das aulas, chego quase duas horas antes e somos sempre os últimos a sair do prédio nas sextas-feiras.

“Me empenho e perco noites de sono bolando formas para que sejam interativas, o maior valor é trazer o mundo para dentro da sala de aula, sem teoreba, mas os desafios reais dos alunos. GP é para a vida, tudo o que vale para planejamento de projetos de SW, vale duplamente para a carreira, filhos, viagens, felicidade, … Desafios que não carecem de formalidade técnica e postits, mas 100% de mindset. Entender essa oportunidade, internalizar o valor que Design Thinking, Scrum, Kanban, Lean, XP e as 10 áreas de conhecimento do PMBOK gererão atitude e comportamento vencedores.”