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Vem aí mais uma edição da Geração DUX

O programa Geração DUX para desenvolvimento de lideranças tem turmas anuais com teoria, promove vivência, treinamentos, oficinas, visitas e contatos que fomentam a preparação de novos líderes, inspiradores, com atitude, pautados pela ética e pertencimento a uma sociedade mais justa e sustentável. Quem promove o programa é a Fundação Gerações.

A “Fundação Gerações” é uma organização sem fins lucrativos, com foco no terceiro setor gaúcho. Como meio, apoiar projetos de valor social por meio de fundos de investimento e pela formação de jovens líderes – http://geracaodux.com.br –  apoio institucional do CIEE/RS, UniRitter e Instituto Jama, mantenedoras como AES Sul, Gerdau, Vonpar e FMSS.

Em 2019 tive o privilégio de poder compartilhar um workshop para a galera, conhecer cada um é uma aventura, não há nenhum padrão previsível, área de atuação, curso, mas um perfil apaixonante a procura de conhecimento e muitos com históricos de voluntariado e compartilhamento desde cedo, buscando ali novos saberes que igualmente repassarão.

A edição 2020 ainda está aberta para inscrições e selecionará turmas que debaterão uma grande amplitude de conhecimentos e participarão de diferentes vivências, com o intuito de desenvolverem diferentes hard e soft skills, incentivando o desenvolvimento de jovens líderes para o mundo melhor que queremos.

Dá uma olhada nos dois vídeos abaixo, um sensacional sobre a edição 2018 e algumas dicas com Fernando Schüler:

Qualquer profissional que não seja filho de chocadeira (*) deveria compartilhar e divulgar iniciativas como essa, qualquer um que tenha jovens na família, filhos de amigos, vizinhos, … deveria fazer chegar esse tipo de oportunidade e outras tantas como S2B, S2BA, Aceleradora de equipes do CI do TecnoPUC, Torneio Empreendedor, Arduino Day, TecnoPUC Experience, uma edição de Startup Weekend na sua cidade, …

É triste quando comento, ouvir de jovens que eles não ficaram sabendo a tempo, por um lado eles precisam aprimorar seu networking, por outro me pergunto que tipo de exemplo são seus pais, tios e adultos de seu atual networking, que ao ver algo sensacional para eles não se preocupam em compartilhar, cita-los em posts ou comentários, … alguns chegam a curtir, mas é algo mecânico, porque curtiram e não se deram ao trabalho de fazer chegar aos seus.

Filho de chocadeira é uma expressão regional quando o pinto nasceu sozinho, aprendeu a se virar sem vínculos e por isso não tem habilidade alguma em pensar em ajudar os seus, reproduzir o carinho e atenção que (não) recebeu quando nasceu dentro de uma chocadeira … Chocadeira é uma máquina para fazer chocar ovos …

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Primeiro workshop Toolbox 360° pocket de 4Hrs em 2020

Uma noite de Toolbox 360° em um workshop pocket de 4hrs na sala multiuso da área 51 … falamos muito de Team Building, desde o individual, carreira, com destaques para equipes e conexões, passando por lideranças … a galera entrou na brincadeira e rolou muita interação \o/

Pra quem não conhece a área 51, é um ecosistema de inovação e empreendedorismo nos altos da Lucas de Oliveira, no antigo prédio do seminário Concórdia, onde está a sede de algumas empresas beeeeem conhecidas dos Gaúchos 🙂 http://www.aarea51.cc/

O workshop completo tem 9Hrs, mas o desafio era passar o recado em 4Hrs, sem perder a sua essência e conteúdo essencial, focado em Team Building, desenvolvimento humano, sinergia e facilitação. A base é o profissional do século XXI, paradigmas, alguns jogos e alegorias didáticas, mas muitas técnicas para auto-conhecimento e melhorias cotidianas.

Receita: Uma sala instigante, multiuso, com sofás, mesas e mesinhas, cadeiras e poltronas, três projetores, ar e iluminação mais que variada e com oportunidades, uma galera que após um bom quebra-gelo, divertido e inusitado entraram no jogo e muita inetração. Uma apresentação bem provocativa e chamativa, temas interessantes e 100% alinhados a vida de todos 🙂

  • Mercado, organizações, paradigmas, expectativas;
  • Fundamentos de gestão do tempo, grupo, técnicas;
  • Planejamento de carreira, auto-conhecimento, metas;
  • Senso de time, desde a modelagem a ciclos Kaizen;
  • Liderança, suas prerrogativas e perspectivas;
  • Conexões, redes intra e inter, gestão do conhecimento.

No meio de tudo isso, exercícios práticos variados, o jogo Desafio Toolbox, a técnica Toolbox Wall, muitos debates e colaboração, diferentes provocações e sugestões entre presentes para solucionar desafios propostos por eles, coisas da vida real, problemas e ideias. A prática de fracionamento, valoração, priorização e planejamento.

Foi muito legal, pretendo fazer mais destes pockets por aí, semana que vem, dia 18 será em SP para mais de cem pessoas de uma Telecom, 4Hrs novamente, sempre com novos desafios, ajustando a cada empresa e suas expectativas, conforme sua realidade e momento … depois compartilho aqui como rolou o segundo pocket de 2020, ok.  o/

Há alguns anos já tinha sido convidado a ir na área 51 e na época o foco era metodologias ágeis, em especial Scrum, foi um dia inteiro, 8Hrs de fundamentos, princípios ágeis, Scrum, Kanban, Lean. Ontem perguntei quem estava presente naquela oportunidade e algo em torno de uns 40% estavam ali novamente … duas vezes? Ou gostaram ou é karma!

O workshop e jogo possui personagens, muito chique, criados pela Luisa Audy, a partir deles temos os vídeos animados de divulgação e tutorial, que foram feitos pela Luisa e o de baixo pela AnimaPocket da Adri Germani, parceira na organização e realização de vários TecnoTalks:

 

Modelos ancestrais de melhoria contínua valem para todos

Venho me dedicando a apoiar profissionais, times e empresas a repensarem a forma de trabalhar, esse desafio me induz a ampliar mais e mais minha caixa de ferramentas em todos os sentidos. Por outro lado, quanto mais se ampliam as opções, mais os alicerces são os mesmos, como a filosofia Kaizen e o ciclo de Deming, ou Schewhart.

PDCA e Kaizen é tipo uma volta a origem, pequenas iterações evolutivas – planejando (Plan), executando (Do), acompanhando (Check) e aprendendo (Act ou mais recentemente Learn, PDCL). Se pensarmos em métodos ágeis, tudo e todos estão baseados neste conceito básico e essencial, se pegarmos tudo o mais que hoje se destaca, idem.

PDCA é uma metodologia pétrea

O Ciclo de Deming, ícone de uma filosofia aplicada a empresas, grupos e pessoas, que quase escoteiramente tem o bordão “Aprender fazendo!”. A seguir uma imagem, ela é melhor que mil palavras, eu estava brifando cada passo, mas me dei conta que ficaria muito longo, para cada estágio do ciclo tenho uma dezena de posts sobre técnicas destinadas a retrospectivas, gap analisys, modelagem, validação, planejamento, execução, … retroalimentação.

Kaizen é uma filosofia essencial

Assim como no ciclo de Deming, a filosofia e sequenciamento de técnicas inerentes a filosofia Kaizen para melhoria contínua é o draft de tudo o que venho depois, quer seja Agile, variações do Design Thinking, do Lean Startup. Baby steps, em ciclos como o PDCA, destacando o protagonismo dos envolvidos, o bom ser inimigo do ótimo. A imagem diz tudo, além do princípio de que cada um pode e deve contribuir, não é preciso aguardar alguém ou verba, com um pouco de sinergia, auto-organização, criatividade e bom senso é possível evoluir, mitigar, contornar, enxugar e evoluir de forma gradual.

Senão vejamos, se lembrarmos que o ciclo de Deming, iniciado por Schewhart, e os princípios Lean representados pela filosofia Kaizen nos remetem à década de 50 e que muito do que referenciamos como métodos, frameworks e modelos ágeis como o Scrum, Kanban, XP, muitos do que citamos para inovação e disrupção como o Lean Startup e Design Thinking, todos tem em seu cerne a geração de pequenos ciclos, de entrega antecipada de valor, validação e melhoria.

Quando nos afastamos um pouco, é possível ver lá embaixo de tudo, pilares do PDCA e Kaizen em ação, não importa se você é de TI, negócio, marketing, pessoas, financeiro, logística, secretaria, limpeza, … todos podem partir do óbvio, valorizar o coletivo, contar com os envolvidos, incentivar a auto-organização, gap analisys, pareto, fracionamento, priorização, ideação, proposição e experimentação, para aprender, evoluir, recomeçar tudo outra vez  :o)

Minhas primeiras aulas de GP na graduação é “Eu S.A.”, nelas compartilho uma visão onde tudo e todas as técnicas e boas práticas que tão bem usamos no trabalho para empresas e produtos, também são úteis para planejar nossa carreira. Ao pensarmos grande demais, tudo fica mais difícil, muitas vezes entra em postergação indefinida, mas ao fracionar o todo em pequenos pedaços e priorizando-os, tudo fica mais fácil, inclusive nosso cérebro responde melhor e se engaja com pequenas conquistas intermediárias.

Tenho muitos posts sobre carreira, mais ainda sobre comportamento, teorias e modelos … todo e qualquer plano, estratégico, tático ou operacional se beneficia ao fracionar, priorizar e executar, gerar resultados parciais, com aprendizados e correções do plano.

 

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Jogo: Uma variação do jogo do Crachá

Integração, o jogo do crachá é um jogo de apresentação, em um viés mais formal ou bem informal, mas que gera um resultado cênico muito interessante, especialmente quando estamos iniciando uma jornada de Team Building. Conforme o evento, proponho uma apresentação mais descontraída, como apelido, hobby, paixões, sonhos ou cargo, tempo de casa, etc.

Na versão mais conhecida, cada participante tem um postit grande ou folha A5 colorida com seu nome, ao iniciar todos circulam pela sala e vão interagindo de dois em dois, trocando temporariamente as folhas e se apresentando conforme proposto, desenham parte do rosto (nariz ou orelhas ou olhos ou queixo) uns dos outros e destrocam.

Alguns facilitadores focam só no desenho que uns fazem dos outros de forma colaborativa e cumulativa, pode iniciar só pelos olhos, o próximo faz o nariz, outro a boca e assim por diante até completar, alguns vão cadenciando, dizendo o tempo disponível e qual parte é para desenhar a cada interação, … eu deixo bem livre e vou interferindo de forma sutil.

Em uma das versões que uso, peço que peguem a folha A5 de qualquer cor, façam um risco vertical no meio e a cada interação escrevam algo no “crachá” do outro que tenha lhe chamado a atenção, uma informação que tenha lhe chamado a atenção, lembrando que colaborem para um desenho do rosto do colega que ocupe toda a metade esquerda da folha A5.

Pois vamos à variação, em um trabalho de facilitação para team building eu tinha seis equipes de duas áreas de negócio, cada mesa com 7 a 10 profissionais, pedi para eles montarem seus crachás em um formato de apresentação que gerou muita integração. Um por vez se apresentava, falando de sua trajetória, tempo de casa, atuação, aprendizados e sonhos.

Imagine 8 pessoas na mesa, um começa a se apresentar e um dos outros pega uma folha A5, coloca o nome de guerra de quem estava se apresentando, inicia o desenho, escreve uma palavra ou expressão sobre o colega, em seguida passa adiante a folha A5 e cada um dos outros vão complementando. Dica, peça que no decurso da apresentação os colegas possam acrescentar algo sobre quem está se apresentando, um elogio, um feedback, … é muito legal! Ao final colam um postit pequeno com o papel que a pessoa representada na A5 irá exercer dali em diante, projeto e/ou operação.

Após todos os A5 preenchidos com a “foto” desenhada por todos e palavras que o caracterizam, o time monta uma representação sobre si mesmo na parede, exercício que suscita uma discussão saudável sobre fluxo, papéis internos e externos, parceiros, outras equipes, gestão, cliente, apoio, … que também terão suas folhas A5. Este é um bom começo para um debate e desenho de processo, reuniões, ciclos, momentos, etc …

https://jorgeaudy.com/2018/07/04/mural-do-time/

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Dinâmica: É tudo improviso … Vamos improvisar!

Com o desafio de fazer em três dias o planejamento de MVP’s e MMP’s de dois produtos, que irão resignificar a relação dos clientes com a empresa, com a presença de 30 pessoas de diferentes áreas, TI e facilitadores, montei um programa típico de uma inception – iniciando por um briefing completo das duas ideias, desenho de visão, objetivos e personas, construção da jornada atual e desejada onde os dois produtos se integram, identificação inicial de features, modelagem de MVP’s e MMP’s, as vezes trabalhando em quatro e dois grupos, sempre debatendo e convergindo para um só.

No final do primeiro dia, já com o briefing de alinhamento do histórico, ideias, trajetória, que gerou uma única visão, objetivos e personas, encerramos jogando “É tudo improviso!”, inspirado no programa liderado pelo Marcio Ballas na Band, onde 7 pessoas assumiram cada uma o papel de uma das personas mapeadas – cliente, marketing, atendimento, relacionamento, comercial, consultor e jurídico.

Encerramos o primeiro dia de forma muito divertida e colaborativa, representando passo-a-passo cada interação desde uma peça de marketing, o cliente assistindo, primeira interação, até a contratação, execução, feedback e conclusões, tudo sem scripts ou preparação, mas com profissionais que atuam nestas áreas improvisando diferentes situações. Meu papel era, a cada interação, registrar na parede com postits a jornada apresentada e suas variações.

  • Dia 1 – Boas vindas, QG com apresentações, briefing, visão, personas e objetivos, elevator;
  • Dia 2 – Overview do dia 1, jornadas, levantamento e relacionamento de features;
  • Dia 3 – Modelagem de MVP’s, MMP’s e parking lot, revisão e próximos passos.

Esta dinâmica é uma forma excepcional de encerrar o primeiro dia, pois todas as informações essenciais de entendimento inicial estão mapeadas nas paredes e oferece a oportunidade de todos co-criarem uma narrativa, um exercício improvisado de storytelling, antecipando os principais pontos da jornada que será desenhada no dia seguinte. Na prática, a jornada atual é desenhada de forma lúdica, quase sem esforço, se divertindo.

Dica: No final, para a próxima tive a ideia de oferecer aos voluntários dos papéis 5 minutos para que escolham ítens em uma caixa ou grande portfólio com diferentes elementos de cena, como chapéus, gravatas, cartões recortados e pintados, em escala majorada representando emails,  telefones, contratos, etc … uma moldura de TV ou monitor do computador para representar o sistema, uma lâmpada gigante para representar uma ideia.

Estas dinâmicas, como o “é tudo improviso”, crachá, 1-2-3, o nó humano, origami, triângulos, pair plane, boneco, etc, são importantes tanto para instigar a reflexão sobre colaboração, auto-organização, comunicação, co-criação, quanto são muito importantes para descontrair e relaxar. Lembrando que três dias de dinâmicas e a responsabilidade que isso envolve podem tornar extremamente cansativos se não houverem momentos de explícita diversão e … improviso :o)

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Smoothieterapia de Sábado a Sábado – experimente

Posto uma vez ao ano uma receita que no fundo é uma declaração, porque não é comida, mas coisas com sabor de infância, família, amigos, saúde, … neste post vou compartilhar uma dica saudável, familiar, refrescante e relaxante que começa em um Sábado e só termina no próximo, sete dias depois.

Um smoothie é uma bebida saudável, saborosa e muito refrescante. Feito com sucos, frutas, sorvetes, iogurtes e outros ingredientes naturais, é uma ótima fonte de energia, pois contém pouquíssima gordura e é rico em vitaminas e minerais. Um smoothie é mais do que uma bebida, é uma escolha de vida saudável ideal para quem se preocupa com o bem estar do corpo, mas não abre mão de uma combinação deliciosa – drinquepedia

1° passo – Comprar frutas frescas, saborosas, maduras e saudáveis

Sabado pela manhã, acorde cedo e vá à uma feirinha horti-fruti-granjeira promovida em todas as cidades, muitas bancas diretamente do produtor, com frequência vindas dos cinturões verdes das grandes cidades. Aproveite e escolha frutas da estação, além de outras que podem vir de outras cidades ou estados e que irão enriquecer em sabor seu Smoothie.

O site da SMIC de porto Alegre tem três listas, há 35 feiras modelos, há 6 feiras agroecológicas, além de 7 feiras do produtor, eu vou todos os Sábados na ecológica da Getúlio e do produtor ao lado do estádio Olímpico. Na época dos cítricos, estão ainda com galhinhos e folhas verdes, colhidas a alguns dias, além de pêssegos, ameixas, mamão, melão, banana.

Divirta-se, vá cedinho, vou sempre com minha esposa e/ou filha, vamos a pé andando umas 10 quadras e levamos um carrinho (colocamos papelão no fundo para machucar menos as frutas, pesadas embaixo e leves encima, frágeis na mão). Vá sem pressa e vai reconhecer amigos, pais de amigos, filhos de amigos, … ir a feira é uma terapia familiar.

2° passo – Lavar, fracionar, cortar, ensacar e congelar

Ao chegar em casa, lave tudo, separe na bancada, pegue uma faca, vá cortando e separando porções, colocando-as em saquinhos, tire o máximo de ar e feche. Você pode fechar saquinhos já mixados, mas eu guardo saquinhos com uma só fruta em porções pequenas, mais ou menos pequenas, porque nunca fazemos menos de uma jarra de smoothie.

3° passo (diário) – Bota de tudo um pouco no liquidificador

Ao chegar em casa após um dia de trabalho, nós vamos de bicicleta, são 6Km de ida e depois volta, é tranquilo, mas ao chegar em casa pegamos 3 ou 4 saquinhos do freezer e colocamos tudo no jarro do liquidificador, acrescentamos meio litro de suco natural de laranja (pode ser outros sucos, pêssego por exemplo).

Essa semana compramos maracujá fresco, a Luisa não gosta de manga, então dá pra imaginar a logística … é divertido, fazemos, separamos uns copos, colocamos mais outras frutas, normalmente a cada dia, agora no verão, cada um fica com um copo e meio a dois copos grandes de smoothie, mais ainda quando recebemos amigos e família no fim de semana.

Não é preciso colocar nada de açucar, também não é preciso descascar as frutas com cascas comestíveis como ameixas e pêssegos, mas é lógico que não é pra tudo, mamão e melão é só a polpa, maracujá é suco, banana é sem casca. Nós só usamos frutas, mas tem receitas na internet com smoothies que tem legumes, mel, yogurte, etc … pra todos os gostos.

Tem muitas receitas, mas nós só colocamos frutas e suco natural de fruta  o/

Post anteriores sobre coisas feitas na cozinha e tal:

20/07/12 – Pedrinhas de maça – fizeram o maior sucesso nos Tecnotalks de 2012 a 2014, fácil de fazer, divertido, fizemos com a Luisinha desde os 7 ou 8 aninhos, dá pra mudar os ingredientes (não gosto de frutas cristalizadas do original);
17/03/13 – Pudim de maçã com pão – Fazemos quando tem pão do dia anterior, fica tipo um pudim, se prepara e assa muito rápido e a meninada adora com o café ou chá, fazemos o recheio que fique bem farto, mas não roube a cena;
07/07/13 – Grostoli da colônia tem gosto de infância – Essa receita é tradição da colônia, quem me deu foi a mãe de uma amiga da Marinês, dá trabalho e demora, mas o resultado é delicioso, sequinho, crocante, impressionante;
23/05/15 – Granola feita em casa é tudo de bom – Esse aqui começa em uma visita ao mercado público central de Porto Alegre para comprar todos os ingredientes na banca do Holandes ou suas vizinhas, flocos, passas, com variações;
22/12/15 – Biscoitos de Gengibre – Esse eu fui atras de tanto ver falar em filmes e a receita faz os melhores biscoitinhos de gengibre do planeta, podendo ser decorados com chocolate amargo, crocantes por fora e macios por dentro;
07/08/16 – Comidinha de gato – Um gesto de cuidado e carinho com seu gatinho ou cachorro, uma comidinha feita de miúdos, fígado, moela, etc, cozidos sem nenhum sal ou tempero, picadinhas, misturadas, congeladas em porções;
11/01/17 – Bruschettas vegetarianas – Essa é um clássico, um quebra-galho saboroso e pronto em minutos, podendo ser feitas com quase que qualquer tipo de recheio e variação, mas que fica sempre uma delícia para um final de tarde.

 

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Serendipity é um achado casual resultado de muito empenho e saberes

“Alguém sempre poderá justificar dizendo que foi sorte!”

A criatividade e a inventividade é como um “músculo”, no caso de não os exercitarmos, eles ficam atrofiados, se de repente precisarmos dele … provavelmente não vão corresponder. Ideação e adaptação, jogos de improviso e charetting são bons exemplos, muitas pessoas travam ao tentar variar o contexto, pivotar ou idear.

O uso de técnicas colaborativas, cada vez mais disseminado em empresas de todos os portes e áreas de atuação, onde dezenas de profissionais usam dinâmicas e jogos para co-criação de estratégia, negócios, produtos, serviços, processos, mais sinergicos, lean, inovadores, é uma academia para a capacidade de questionar, idear, inventar, inovar,

A palavra Serendipity foi criada no século XVIII pelo escritor Walpole, referenciando os protagonistas de um dos seus livros que faziam descobertas “ao acaso”. A valorização se dava por não possuírem delimitações ou método, mas poder de observação, amplitude de conhecimentos e perspicácia, isso é serendipity!

Quando falamos de inovação, de design thinking, de Lean Startup, não estamos falando de genialidade, estamos falando de ideias, estudo, preparo, pesquisa, técnicas de brainstorming, métodos, mas também o acaso, como os Pivots oferecidos a qualquer momento, pois pior que não validar uma ideia, é fechar os olhos para a serendipity.

Pessoas bem sucedidas no Design Thinking por exemplo, estão dispostas a seguir métodos para ideação, modelagem, validação, tanto quanto dispostos a desapegarem de um pressuposto a fim de questionam ideias e hipóteses a luz do inesperado, é o famoso “evitar se apaixonar” pela solução ao fechar os olhos ao seu entorno.

Há oportunidades por todos os lados, Design Thinking, Lean Startup, métodos ágeis, Art of Hosting, comunidades, Dragon Dreaming, Team Building Games, Storytelling, … creio que todos nós estamos dispostos a investir algum tempo para o desenvolvimento desta habilidade. Se sozinho já é interessante, com parceiros de viagem é muito mais divertido.

Alguns casos se tornaram lendas, como o ovo de Colombo, a maça e a Física de Newton, a banheira e o princípio de Arquimedes, uma combinação de acasos e a Penicilina por Fleming, as rãs e a bioeletricidade de Galvani, … está ao nosso alcance em uma observação seguida de dedução, perspicácia, ideia, pivot, melhoria, solução, algo novo ou mudança.

Quanto tempo cada um de nós dedica para ampliar horizontes, novos conhecimentos, interagir com pessoas incríveis, participar de processo de ideação e inovação, se propõe a debater e melhorar aquilo em que está direta ou indiretamente envolvido, vale também voluntariado, somar sua experiência a contextos completamente diferentes … tudo é possível.

Conclusão

Serendipity pode ser um presente dos deuses, mas a amplitude de conhecimento, o estudo de diferentes assuntos, o interesse real pelo mundo que nos cerca, são características comuns que definem muitos dos maiores nomes da humanidade, a maioria deles capaz de navegar nos mais diferentes campos do conhecimento humano.

Serendipity não é fruto da sorte, ela tem a ver com alimentar sinapses, instigar a sinergia neural, a habilidade de somar 2 e 2 e descobrir um 5, tem a ver com networking, com capacidade de absorção, ambidestria, ócio criativo, se houveram Michelangelos, Galileus, Édisons, nos dias de hoje todos nós podemos desenvolver esta capacidade e habilidade.

De uma forma ou outra, serendipity representa alguns dos temas que mais compartilho aqui, relaciona-se à gestão do conhecimento, a ambidestria do conhecimento profissional e organizacional, dar-se ao direito de participar de coisas novas, de mudanças, de exercitar sua criatividade, sua perspicácia, senso de observação, síntese e dedução.

Afinal, seria natural dizer em 2020 que não queremos apenas fazer mais do mesmo, ver o tempo passar, queremos pensar, criar, nos surpreender, nos ver fazendo e ajudando a fazer algo diferente, criativo, inovador, … para isso é preciso estar atento, perceber sutilezas, somar detalhes, para debater e co-criar o melhor de nós mesmos.