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Do A3 Report previsto à reinterpretação do Role Model Canvas

Retornei à Curitiba com o briefing de facilitar uma reunião da equipe de staff de uma associação internacional de médicos com foco em ensino, disseminação de conhecimento e melhores práticas. A primeira foi no início de 2017 e contou também com o board latino-americano.

Fui com a intenção de utilizar uma técnica de brainstorming para focar o(s) principal(is) pontos de melhoria e depois usar um A3 Report para instanciar um canvas contendo premissas, planejamento, plano de ação, comunicação e melhoria contínua, mas … chegando lá, mudei.

Estava previsto um alinhamento sobre objetivos, contexto, riscos e oportunidades no dia anterior ao evento. Não Teríamos um planejamento de projeto ou tarefas, mas focaríamos em auto-conhecimento e oportunidades de melhoria em quatro papéis e suas interdependências.

A partir de nossa conversa, me propus a utilizar para cada uma das áreas, envolvendo de dois a três profissionais, uma jornada de auto-conhecimento, reflexão e priorização, para então realizar um exercício de pontos de melhoria e priorização de ações até Janeiro de 2018.

De volta ao hotel, optei por usar um canvas alemão de modelagem de papéis, mas ajustado para focar em processos, fluxos de trabalho e suas oportunidades de melhoria. O canvas (alemão) “Role Model Canvas” foi desenvolvido por Christan Botta (abaixo um dos links, todos alemães).

Não o usei de forma literal, o adaptei a minha necessidade, mas mantive o mérito ao autor. O reinterpretei visualmente de forma a privilegiar o que era para nós mais importante, por isso reorganizei e propus uma abordagem dirigida para preenchimento e abstração, conforme segue:

1º. Missão, antes de mais nada, o que é esperado, resultados esperados, porque de sua existência;
2º. Restrições conhecidas, as principais, tendo surgido algo quanto a alçada, budget, equipe, dependências;
3º. Parcerias essenciais, internas ou externas com quem a área ou processo ou programa conta ou depende;
4º. Informação que lhes são cobradas, métricas, metas, indicadores e quem as solicita ou exige;
5º. Ferramentas, de forma a deixar claro quais são e eventual contextualização;
6º. Trabalho, principais jornadas, procedimentos, com selos de valor, oportunidade e prioridade.

Tivemos duas rodadas, uma com três grupos e depois com dois reagrupamentos. As diferentes áreas de atuação da equipe, sendo ensino, marketing, pesquisa e comunidade, também se optando por discutir um processo (ANA) e um programa específico de ensino;

Na verdade, iniciamos com uma lightning talk e objetivos esperados para o evento conforme o chair do board latino-americano, realizamos um quebra-gelo divertido remetendo a importância da interação e participação ativa de todos, para então fazer uma talk de uma hora com debates.

Durante a primeira hora fiz um overview metodológico, conceitual, debatendo algumas técnicas e métodos de trabalho baseados no Lean e Agile, com bastante interação e contribuições, inclusive relatos do uso de práticas semelhantes em eventos do board internacional.

Assim que decidiram os grupos de trabalho, a primeira rodada encerrou as 13:00, contando com uma apresentação e debate do mapeamento realizado por cada grupo, gerando muita interação, insights e cenários alternativos conforme percepções, conhecimento e vivências de cada um.

A tarde uma segunda rodada, redistribuindo os grupos para mais dois canvas e apresentações. Na sequência, um conceito de clusterização para tópicos mais relevantes, no quadro abaixo ao canvas, tivemos a manifestação dos pontos de melhorias mais relevantes por duplas ou individual.

O mais votado recebeu um exercício ilustrativo de brainstorming em grupo, mostrando o potencial de melhorias, certezas, dúvidas e suposições, concluindo com meia dúzias de ações distribuídas de hoje até Janeiro de 2018 para preparação de propostas de mudanças ao board ou mudar.

A ideai é estabelecer um novo mindset de equipe, baseado em princípios Lean e ágeis, com maior domínio sobre planejamento x execução x aprendizado x replanejamento, baseado em modelos PDCL e muita auto-organização.

Os feedbacks foram positivos, as perspectivas e expectativas são muito consistentes com a necessidade de mudança exigir tempo e esforço, não por deficiências, mas por realismo, em uma equipe que performa e é bem avaliada, introduzindo-se Lean Thinking para melhorar ainda mais.

Links relacionados:

 

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Lencioni – As 5 disfunções passíveis de medir em um time

O mais famoso livro de Patrick Lencioni (2002) discorre sobre a existência de cinco disfunções a serem trabalhadas para o desenvolvimento de uma equipe de alta performance, um paradigma muito utilizado desde então, desde o meio esportivo ao de equipes em empresas.

Assim como tantas outras teorias e disciplinas que compartilho, ao convergirem aos mesmos princípios e fundamentos que balizam a formação de times ágeis, vem a corroborar metodologias e boas práticas fundamentadas em equipes auto-organizadas.

Parto do princípio de que o uso de uma metodologia ágil não garante a inexistência destas disfunções, mas um time que busca melhorar a partir dos princípios ágeis e o modelo mental cooperativo e colaborativo tende a resolver ou mitigar diariamente eventuais desvios.

É impossível não perceber o quanto cada disfunção tem a ver com princípios e fundamentos Lean, quanto a valor, auto-organização, gemba, kaizen, ainda mais se imaginarmos um time Scrum em seu ciclo contínuo de PDCL, iterativo-incremental-articulado.

Se falarmos de princípios, papéis, timeboxes, regras e artefatos, todos eles convergem para a constante pauta de uma equipe de alta performance, privilegiando confiança, confronto de ideais, comprometimento, responsabilidade coletiva e foco em entrega continuada de valor.

1. Ausência de confiança (Absence of Trust) – Confiança está no topo da pirâmide Lean do grande Samuel Crescêncio, base de qualquer princípio ágil, na transparência com realismo, inexistente se não houver confiança uns nos outros, entre os integrantes do time tanto quanto com todas as partes envolvidas e interessadas. É a base de cada reunião proposta pelo método Scrum, esperando que todos confiem uns nos outros;

2. Medo do conflito (Fear of Conflicts) – É estabelecer sempre uma saudável discussão de ideias a procura da melhor solução, base cíclica para melhoria contínua. É estabelecer objetivos comuns, fugir da zona de conforto e expressar sua opinião de forma positiva, evitar levar qualquer divergência para o lado pessoal, tanto quanto possível usar o aprendizado passado para resignificar e replanejar o futuro;

3. A falta de compromisso (Lack of Commitment) – O planejamento, a execução e resultados são comuns, coletivos, é fugir do status quo onde existe a “sua” parte e tomar consciência coletiva de que somos um time e que o resultado é a soma total de suas partes. É a base de qualquer time de alta performance, times ágeis, participar e sair de qualquer reunião com senso de pertença e compromisso uno;

4. Evitar a responsabilização (Avoidance of Accountability) – Se o resultado é de todos, se é colaborativo, cabe a cada um incentivar, apoiar, contrapôr, ajudar, questionar tudo sempre que necessário, até que a soma de conhecimentos e expertises gere a cada dia o máximo de sinergia possível. É acima de tudo relembrar o engajamento coletivo em seu máximo potencial e resultados, diferente de pressão ou imposição;

5. Falta de atenção aos resultados (Inattention to Results) – Evitar o individualismo, dispersão e desperdício, é comprometer-se do início ao fim a entrega de valor, com qualidade, de forma sustentável, mas privilegiando sempre resultados e entregas significativas. Para isso usamos ciclos iterativo-incrementais-articulados, privilegiando feedback constantes e planos de ação com foco em valor.

Em um modelo mais tradicional de liderança, a opção era estabelecer metas, métricas e monitoramento, durante décadas estabelecer pressão e exigências era a estratégia recomendada. Em Agile o investimento é no desenvolvimento de equipes e pessoas, cerne da auto-organização.

Uma tradução não literal está proposta abaixo:

1. Somos apaixonados e abertos a discussão sobre questões do time.
2. Apontamos deficiências uns dos outros de forma sincera e livre.
3. Sabemos no que colegas estão trabalhando e como contribuem para o todo.
4. Pedimos desculpas imediatas e genuínas entre nós se necessário.
5. Fazemos voluntariamente sacrifícios para o bem do time.
6. Admitimos abertamente nossas fraquezas e erros.
7. As reuniões da equipe são atraentes (não são chatas).
8. Estamos comprometido com as decisões, mesmo com inicial desacordo.
9. A moral é significativamente afetada pela incapacidade de atingir os objetivos.
10. Em reuniões, as questões mais relevantes são colocadas a mesa.
11. Nos preocupamos frente a perspectiva de não poder ajudar nossos pares.
12. Sabemos das predileções uns dos outros e estamos confortáveis em discuti-las.
13. Terminamos as discussões com resoluções e chamadas claras à ação.
14. Os membros da equipe desafiam uns aos outros sobre seus planos e abordagens.
15. O conjunto fica acima do individualismo.

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Ao iniciar, mapeie seu contexto técnico, humano e metodológico

Um planejamento de Releases é feito em alto nível de abstração, baseado na percepção de complexidade sobre algo minimamente conhecido, mas para fazê-lo com sucesso é preciso estabelecer prévias combinações sobre tecnologia, humanas e metodológicas. No início, mapear quem somos e o que temos, maior será a probabilidade de cumprir entregas de valor. Muitos focam em histórias e Sprints, mas o que mais vejo pegar é pacto de time, transparência, autoconhecimento com realismo, desarmar egos e máscaras.

Usar metodologias ágeis não isenta da responsabilidade com o que está a sua disposição e que faz a diferença. Domínio? Restrições? Riscos? Tecnologia? Mapa de competências e expertise? Oportunidades? Expectativas? Buscar conscientemente o ponto de equilíbrio disso tudo. David Hussman propôs a Lei de Dude [Value = Why / How], se fizermos uma analogia com futebol, para jogar é preciso saber as regras e a mecânica de jogo, habilidades necessárias para montar um time, treinar fundamentos, acima de tudo é um exercício de trabalho em grupo.

dude-s-law

1. Dedique um turno para discutir e explicitar um diagrama de blocos ou mapa de tecnologia, esclareça arquitetura, ferramentas, boas práticas, método, como vocês irão construir software de qualidade e valor, cada opção tem riscos e oportunidades, acelera ou contêm. Isso pode ajudar a planejar Sprint Zero, Provas de Conceito, Spikes, incluir Buffers, parear com especialistas, treinamento, técnicas possíveis e factíveis, enquanto alguns preferem “ter pressa” e mascarar, auto-enganar-se por medo ou arrogância, alguns assumem, outros vão enrolando.

2. De posse de um mapa tecnológico, na forma que for, de blocos, hierárquico, floco de neve, podemos nele próprio identificar riscos e plano para aceitação, mitigação, transferência, o que evitar ou explorar, uma das opções é desdobrar em um mapa de competências. Uma técnica vencedora foca em todas estas competências em um time, quer conhecimentos, habilidades, atitude, cognição, modelos lastreados no interesse em sermos sinceros e realistas com o que somos e sabemos, alimentando planos de ação (use postits pequenos verdes, amarelos, vermelhos).

3. Finalmente, como regra para equipes ágeis que pretendem planejar um projeto, é preciso estabelecer formalmente os acordos sobre os quais balizaremos nossas estimativas e técnicas de planejamento, de forma assertiva sempre, clara, realista. Minha sugestão é o artefato abaixo, um canvas para as combinações iniciais, vivas, que sustentarão o racional para uma inception ou técnica que se escolha para planejamento. O objetivo não é um contrato, mas consenso naquilo que é mais importante, porque tecnologia em projetos também devem ter seu MVP.

Uma dica importante, evite incluir em um mesmo início de projeto novidades demais, se uma equipe idealizar demais assumirá o risco de nada entregar, pode até ser desejável, mas não é responsável. Garanto que as equipes que não procedem desta forma, sempre acabam achando como solução culpar alguém, um arquiteto, gestor, cliente, PO, SM. Não há agilidade que resista a só quando tudo der certo.

Agilidade é antecipar e acordar o que fazer com cada risco e oportunidade, não é disputa nem transferência, é convergência responsável! Um bom quebra-gelo pode ser uma SWOT com a imagem do barco (forças/fraquezas) com o iceberg (riscos) e a ilha (objetivo), desconheço o autor original, talvez o Paulo Caroli, mas eu curto muito a plasticidade da imagem.

 

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Ttalks Pais & Filhos – Um dia de muita interação

O evento cumpriu a programação prevista se adaptando na medida em que avançava e a galera ia tomando decisões, desde a primeira interação no welcome coffee, a abertura com a família Caroli, o paulo, Duda e o João fizeram um storytelling contando desde a inspiração até o lançamento do seu livro – O mistério do Colégio Alipus.

Eles falaram das inspirações, da construção dos personagens, a busca por maiores informações junto a amigos que são profissionais de diferentes áreas com o empenho em tornar os fatos e perfis o mais realistas possível, inclusive nomenclatura, jargões e muito mais. Impossível não se inspirar e querer fazer um livro, um filme, …

Na sequência, ainda na abertura, cada família apresentou suas percepções, não só sobre o livro, mas sobre a parceria pais & filhos em projetos que ao mesmo tempo que geram resultados práticos e visíveis, também desenvolvem habilidades, afinidades, conhecimentos, o valor da de ter e ser fonte de inspiração e networking.

A importância de manter a natureza criativa e lúdica da infância como fator de diferenciação para o futuro. A impetuosidade, a imaginação, não ter medo de tentar, de se expôr, de se divertir, reservando algum tempo para alimentar habilidades natas, desenvolvendo novas, não só para o trabalho, mas para a vida!

Seguindo com Alexandre Torrano na de ilustração através de uma técnica de storytelling, onde pai e filho alternavam o desenho e narrativa de personagens e fundo de cena, narrativa e cenário.

  • Gabriel (Severo) – praia
  • Daniel (Daniela) – desenhando
  • Ana (Heck) – A rosa
  • João (Caroli) – Montanha Assombrada
  • Sofia (Silva) – Praia dos Morangos
  • Fernando (Felipe) – Casa das minhocas
  • Alexandre (Adri) – Galinhas Sapecas
  • Jujuba (Lucas) – Guerra do bem e mal
  • Fernanda (Alanis) – O naufrágio
  • Lucas e Fernanda (Machado) – Jacaré e Raposa

Em seguida rolou a oficina de Flip Book com o Alexandre Linck e a Adri Germani da Anima Pocket, eu estava aguardando as 7 pizzas gigantes da Barão lá no 99A com o Alexandre e não assistimos, mas todas as crianças e adultos fizeram um flip book em blocos de papel que eles trouxeram e em cada folha um movimento, quando folhado o bloco parece uma animação.

No canal da Anima Pocket da Adri e do Alexandre no Youtube tem várias animações criadas por eles, como a do WebScambo do Rodrigo Murari Severo que participou com seu pequeno de todas as atividades e se divertiram com a apresentação dos flip books. A Adri gravou as apresentações, se forem publicadas eu compartilharei aqui, Ok.

O Carlos Giovani com o filho fizeram o relato de sua história de superação quando planejaram, participaram e conquistaram ótimos resultados em um torneio esportivo. O almoço foi 7 pizzas família de 12 fatias da Barão, em torno de 35 pessoas ao total, 21 adultos mais as crianças, muito bate-papo, a pizza atrasou um pouco, mas deu tudo certo, todo mundo comeu e estava uma delícia.

Também teve a oficina de projetos de cidades com lego-lego facilitado pelo Alexandre Leite Silva e sua pequena, quatro equipes, duas de desenho da infraestrutura com papel e canetinhas coloridas, mais duas equipes de construção de casas, escolas, igrejas, etc com lego-lego, contando com três sprints de 7 minutos. A galerinha rodou Scrum sem saber o que é isso.

O Alexandre Torrano recomendou um vídeo de uma coleção da Netflix que também está no Youtube sobre a arte do design com o ilustrador Christoph Niemann, que fala de criatividade, desenvolvimento humano usando desenho, animação, lego-lego. Eu recomendo quem curte esta abordagem a assistir e pesquisar um pouco mais sobre Lego Serious Play, no Youtube tem muita coisa legal – https://www.youtube.com. Tem também vídeos ensinando gestão ágil de projetos (SCRUM) usando Lego.

Ainda tinha muito para acontecer, porque descemos todos e rolou uma aula de sapateado com a Laura Peres e seu pai, o Eduardo, 22 tablados e pares de sapatos especiais para sapateado. Com uma trilha sonora (https://open.spotify.com/user/eduardo.peres) e orientações do Be-a-Ba todos sincronizaram seus primeiros passos no sapateado … todos curtiram muito!

Para fechar tivemos várias dinâmicas propostas pelo Jackes e filha do lado de fora do prédio, aproveitando que não estava chovendo e que tudo o mais teve que ser dentro, na linha do tempo no térreo e no quarto andar. Variados jogos bem divertidos, especialmente sobre confiança, todos em roda ou pai & filho … última atividade!

Vários vídeos foram publicados no grupo TecnoTalks, no evento e na minha timeline

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Desculpa, mas agile não é trincheira … pronto, falei!

A maior quebra de paradigma do nosso tempo não é usar design thinking, lean startup ou métodos ágeis, nem Angular, NodesJS ou microserviços, o desafio é termos profissionais mais conscientes, colaborativos, transparentes e realistas.

Mudar de método de trabalho e adotar novas práticas é sim um desafio, porém se não mudarmos o modelo mental e hábitos ancestrais, será tão somente um novo processo de trabalho para servir de zona de conforto, cada um no seu quadrado.

A pergunta não é se somos ágeis, mas se trabalhamos para nos tornarmos equipes de alta performance, porque agilidade é meio, trabalho em equipe, valoroso, colaborativo, sustentável, positivo, os resultados são o fim.

Nossa crença é que esse meio, com ambientes e equipes ágeis, suscitaremos melhores resultados a todos. Sem resultados e valor, sua agilidade não se sustentará muito tempo.

Trincheiras

Mesmo entre aqueles que se dizem ágeis, muitos misturam “reclamação” com transparência, apontar culpados com “eu fiz a minha parte”, “alertam” problemas esquecendo que nosso papel é mitigar, contornar, resolver … ver um problema é só o primeiro passo.

Eu acredito muito na frase “Esperamos que as retrospectivas façam o seu trabalho!” mas, se o resultado recorrente de uma retrospectiva é listar problemas dos outros, não é retrospectiva, é trincheira.

Muitos agilistas reclamam de problemas que eles próprios viram começar, crescer e se estabelecer, apenas assumindo o papel de arautos da verdade dos outros, apontando o dedo e deixando o seu projeto ir pro beleléu, mesmo com opções de contorno.

Construção

Há uma estrada longa para colher o que não plantamos ainda, caso ainda não usemos Lean Business Analisys, DDD, BDD, clean code, XP, DevOps, haverá muito o que fazer e consolidar para aos poucos estabilizarmos nossa realidade.

Muitas vezes eu escuto de equipes que o seu cotidiano é estressante, mas ao averiguar, não é nada além do cotidiano de uma área que lida com a complexidade inerente a software e ao imediatismo no caso de problemas em produção (legados).

Se vamos trabalhar 8 horas por dia em projetos que mexem com os destinos de empresas, áreas, produtos, serviços, mas ainda não temos um bom pack de boas práticas, querer que não hajam momentos de tensão é impossível, temos que saber lidar com eles enquanto evoluímos.

Poupança

Muitas vezes eu comparo uma empresa ou equipe que começa a adotar Agile como alguém que abre uma poupança, teremos que fazer vários depósitos pequenos para hora dessas termos um montante legal … não é imediato.

Projetos e tecnologia é igual, temos um débito técnico gigantesco, legados, falta de boas práticas variadas a cada passo, mesmo assim muitos acham que o simples fato de decretarem que se tornaram ágil esse histórico desaparecerá …

Desculpa aí, mas é o mesmo que um eu de repente decidir usar calça número 39, para isso acontecer vou ter que me empenhar a baixar do 42 para o 39, melhorar hábitos alimentares, academia, retomar os percursos diários de bike.

Adotar Agile para o modelo de fluência do James Shore pode exigir de 4 a 5 anos de dedicação, porque envolve cultura, envolve gente, hábitos, costumes, é preciso crença e dedicação, flexibilidade, jogo de cintura, é preciso ser ágil na agilidade.

Agile é valor entregue

Se há algo errado, propomos alternativas, qual a melhor delas e argumentos, mesmo assim, quem decide as vezes pensa diferente, reclamar e emburrar não é solução, só piora, é preciso tentar fazer dar certo … o que estiver ao nosso alcance!

Toolbox, foco na entrega de valor, o objetivo é sempre buscar uma técnica que melhor enderece, o que pode ser feito para resolver ou mitigar? Se necessário, excepcionalmente, stop the line e replanejar.

Trabalhar em equipe ágil não quer dizer unanimidade de opinião, mas debate e tomada de decisão coletiva e colaborativa … depois é trabalhar nos termos que ficaram definidos, mantendo um ambiente positivo e profícuo.

Quer saber? Gostaria de ser uma mosca e poder assistir incógnito alguns agilistas de boutique se “adaptando” as idiossincrasias de suas empresas, contratos e clientes … porque agilidade na vida real exige muita resiliência até que teoria e prática se encontrem. Agilidade, sustentabilidade e sinergia não são disciplinas que acontecem por decreto … é algo que construímos aos poucos, um passo de cada vez, as vezes para a frente, as vezes para os lados ou mesmo para trás. Ficar idealizando, de mi-mi-mi, só empata mais ainda. Pode demorar anos, enquanto isso, temos que ir lá e fazer, ganhando créditos, avançando, baby steps, menos mi-mi-mi e mais pés no chão por favor!

mosca

Post difícil, tabu, dá vontade de escrever mais 2 laudas, mas até aqui já expressa por alto meu sentimento.

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PMI Agile Practice Guide – boas práticas ágeis há 30 anos

Fiz vários posts nas redes desde que as primeiras resenhas sobre o PMBOK 6ª edição começaram a sair, mas não aqui no blog para registro.

Não é um passo a frente, é apenas o resgate de um gap de 30 anos, desde o mítico artigo de Takeushi e Nonaka em 1986 com “The New New Product Development Game” o gerenciamento de projetos ganhava uma nova prática, demorou três décadas para ela ser incorporada formalmente à ToolBox, primeiro com a ACP, agora com o manual de práticas ágeis.

Neste ínterim surgiram a Scrum Alliance, Scrum Org, Scrum Study e outras instituições que buscaram preencher esta lacuna, afinal, uma boa prática crescente sobre gerenciamento de projetos estava fora do corpo de conhecimento internacional sobre gerenciamento de projetos … sem justificativa plausível.

Há vários anos parafraseio o baixinho Lord Becket de piratas do caribe, pois é apenas “um bom negócio”, neste ínterim todo mundo ganhou, cursos, eventos, especialistas e certificações surgiram em profusão, polarizando algo impolarizável. A partir de agora, na mesma fonte, é só escolher como quer gerenciar seu projeto.

Ainda tem muita estrada pela frente, mas de passo em passo, chegamos lá!

Fábio Cruz – http://www.fabiocruz.com.br/pmbok-agil/

Mauro Sotille – http://blog.pmtech.com.br/pmbok6/

Alguns posts desde 2012 sobre gerenciamento de projetos e a necessidade de haver simbiose entre métodos, técnicas e boas práticas:

12/02/2017 – PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

31/08/2015 – A mítica dicotomia PMBOK x SCRUM

02/09/2016 – Não fuja, todos nós somos Gerentes de Projetos

27/07/2016 – Pulo do gato ou equívoco da TI Bi-Modal do Gartner?

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Tecnotalks 30/09 – Última semana para se inscrever

Galera, um Sábado inteiro dedicado a instigar projetos pessoais, para quem quer lançar um livro, um blog, vídeo blog ou canal de vídeos, livros de ilustrações, vídeos de animação, competições e viagens. A inspiração foi a partir do trabalho que venho tocando com minha filha em tirinhas chamadas Savana SCRUM.

Inspirado em projetos entre pais & filhos, como o livro “O mistério do colégio Alipús” escrito pelo Caroli e filha, a Academia mentes Audazes do Jackes Keck e filha, das viagens da família Trindade, conquistas do Carlos Giovane e filho no esporte, ilustração e animação com a família Torrano e a galera da Anima Pocket, a oficina lego-lego com o Alexandre Leite e filha.

Te inscreve em http://bit.ly/ttalkspf

Mentores e facilitadores conhecidos do ecossistema PUCRS-TecnoPUC, como o Paulo Caroli da TW, o Eduardo Meira Peres e Alexandre Leite Silva da DBServer, o Cassio Trindade da FACIN, o Jackes Heck da Academia Mentes Audazes, o Carlos Giovani Rodrigues do GUAN, Adri Germani e Alexandre Linck da Anima Pocket do coworking do parque.

Te inscreve em http://bit.ly/ttalkspf