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E por falar em Team Building …

Uma empresa no início do século XX era percebida explicitamente por grandes nomes da administração como máquinas, cada área e cada profissional em sua especialização, com um estrutura de comando e controle.

Em meados do século XX, empresas como organismos, pessoas como células tronco destinadas a especialização, equipes seriam órgãos e sistemas, pulmões, coração, ossos, músculos, com um cérebro tomando decisões.

Em função destas alegorias, nossos livros de administração mostram estruturas organizacionais previsíveis, como as tradicionais funcionais, matriciais e projetizadas, as três baseadas em premissas de comando e controle.

No início do século XXI temos estruturas ainda não reconhecidas por alguns livros de administração, mas que ilustram e materializam modelos baseados em redes, contendo ao mesmo tempo modelos formais e flexíveis.

Um dos meus gurus sobre teorias das organizações que aprendem e se adaptam dinamicamente, é Ikujiro Nonaka, que com seus parceiros gerou algumas das propostas mais consistentes para nortear esta mudança.

O modelo hipertexto propôs três dimensões organizacionais, uma formal, que estrutura e suporta, uma invertida com equipes auto-organizadas e uma terceira que explicita a gestão do conhecimento como um ativo organizacional.

Outro autor de renome, John P Kotter propôs uma estrutura que batizou de Dual, com uma dimensão formal, análoga a 1ª da hipertexto e uma análoga a 2ª através de redes dinâmicas conforme propósito, mais inquieta e inovadora.

“Kotter argumenta que você deve fazer as duas coisas ao mesmo tempo. O lado hierárquico, analítico e sequencial dos negócios precisa de coordenação. O lado experimental, imaginativo e da rede, precisa de capacitação. Vinculando os dois para que operem em paralelo, mantendo o lado hierárquico conectado à inovações, para que a hierarquia acompanhe e construa o todo em vez de puxá-lo em direções diferentes.”

Eu acredito no estudo persistente, mas mais ainda na interpretação, prisma do aprendizado significativo de David Ausubel, pois precisamos interpretar o que descobrimos à luz de nossos subsunçores (âncoras = nosso saber).

Nos meus treinamentos, moldei gradualmente um conceito baseado em disciplinas, consolidadas em sete, quatro essenciais e três pragmáticas – pessoas, equipes, liderança e conexões, seguido de estratégia, projetos e operações.

Dual ou ambidestramente, estruturei o cerne de conhecimentos e aprendizados em sete disciplinas, paradigmas e mais de 130 boas práticas, úteis de forma direta ou indireta no desenvolvimento humano e formação de times.

Materializando este sincretismo, publiquei livros e jogos sobre SCRUM, Toolbox, Team Building Games, com muitas teorias da filosofia, psicologia, sociologia e ciências sociais, porque precisamos estar “Sobre os Ombros de Gigantes!”.

TEAM BUILDING

4 essenciais – Quatro disciplinas que dizem respeito a base humana, social, sobre pessoas e suas relações, desde aspectos de contribuição e carreira (proteana), passando por equipes (auto-organizadas), lideranças e conexões (redes), espontâneas, induzidas ou orquestradas – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões:

3 pragmáticas – Três disciplinas práticas, onde o foco é inspiração e transpiração, usando de empatia e sinergia, na construção de processos fluidos onde o protagonismo é compartilhado em 360°, colegiado, colaborativo, constantemente redirecionado para melhoria contínua de suas metas, entregas e aprendizados – Estratégia, Projetos e Operações.

Não há uma receita de bolo, mas um grande substrato que nos proporcionam rápida interpretação, alinhamento, experimentação, validação, alimentando ciclos contínuos e virtuosos. A cada oportunidade, um maior domínio sobre este substrato garantirá que nossas escolhas não sejam casuais, mas uma opção comparativa e evolutiva.

Uma boa abordagem é discutir brevemente prismas e paradigmas de mercado, de estrutura e desenvolvimento humano, para então dedicar-se de forma prática no entendimento e exercício real, primeiro falando de pessoas, como se agrupam e trabalham juntas, como exercem liderança, para então entender as possibilidades de conexões.

Em um dia de exercícios partindo das questões mais essenciais, humanas, passamos a algumas das melhores práticas relacionadas a estratégia, táticas e execução de projetos e operações … desde o início com foco em modelagem de quem somos e como fazemos para nos ressignificarmos e propormos melhorias incrementais relevantes .

Cada uma das disciplinas conta com dezenas de oportunidades, variáveis conforme as características do próprio time, cultura organizacional, processos, produtos e serviços, mas há uma linha mestra:

1. Pessoas com maior domínio sobre seu planejamento de carreira, auto-conhecimento e planos;

2. Equipes com clareza de missão, contexto, intra e inter, em ciclos contínuos de melhoria contínua;

3. Liderança baseada em transparência, confiança, proporcionando o substrato e meios possíveis;

4. Conexões, tanto intra-equipe, inter-equipes e inter-organizacional, mercado e comunidade;

5. Estratégia enquanto envolvimento, comunicação, alinhamento claro em prol de sinergia e resultados;

6. Projetos, inspirado em paradigmas ágeis, colaborativos, empírico e convertendo o máximo de valor;

7. Operações, baseadas intensamente em comunicação, gestão efetiva de fluxo com foco em solução.

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Papeando com a Lucélia Ourique no Papo de RH

Tenho participado de muitas coisas legais nestes últimos anos, mas o último mês está insano, na segunda-feira, dia 11/11/19 tive o prazer de bater um papo no Papo de RH com a Lucélia Ourique.

O canal oficial é o https://www.facebook.com/PapodeRecursosHumanosOficial/ e o histórico desde que iniciou é auto-explicativo – grandes nomes, muito conteúdo, carreiras que inspiram, empreendedorismo feminino, está sensacional.

Conheci a Lucélia Ourique no primeiro Toolbox no RH, uma iniciativa que me proporcionou ter ela e uma galera de RH e pessoas muito especiais na minha rede, a Andreza Deza Deza, Carine Pereira, Fabiane Castro, Simone Grivot, e mais.

No papo que fizemos no papo do dia 11/11 rolou uma porção de temas sobre profissionais e empresas, passado, presente e futuro, algumas quantas teorias e práticas, alguns autores e gurus da nova ordem mundial … empatia + sinergia!

Tem um outro vídeo, mais curto com P&R bem objetivas, deve sair em breve. Curiosamente fui convidado a falar sobre três temas diferentes em três canais nas últimas semanas, o que gerou alguns encontros e reflexões que muito me energizam.

Como professor, consultor ou voluntário, a estrada tem sido muito prazerosa … alguns percalços, mas acima de tudo uma rede maravilhosa, amigos, alunos, a medida que o tempo passa se espalhando, Europa, EUA, Canadá, Austrália, …

Vamos ver o que o futuro nos reserva, mas até aqui já tenho muitas histórias para contar a meus netos no futuro.

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Entrevista com Ronald Pantin do Programa Business RS

Um convite a assistir uma entrevista muito descontraída sobre mercado, carreira, inovação, sobre pessoas e oportunidades ao nosso alcance enquanto profissionais do século XXI.

Quem quiser e puder compartilhar na sua rede, e também, por favor, me da um feedback, pode ser por aqui, pvt, email, no café, como for, desde já agradeço a parceria – https://www.youtube.com/watch?v=5GGVsWLoamg

Canal Programa Business RS – https://t.co/72xmPqUmYn

A gravação foi aqui no quinto andar do 99A do TecnoPUC, sede da DBServer, agradeço ao Ronald Dennis Pantin pela oportunidade, foi muito legal, fluida e divertida a gravação … o/

 

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Dez/2019 – 3 workshops 360° na DBServer

Vai ser um final de ano agitado, fechando mais um ano típico no ecossistema PUCRS-TPUC, ansioso aguardando Domingo o Programa Business RS na TV a cabo, canal de vídeo e site, mas também porque vai rolar uma experiência de três workshops 360° pela DBServer no TecnoPUC a valores super atraentes – http://bit.ly/3ws360

5ªfeira – Scrum 360° – Introdução às metodologias ágeis, SCRUM, Kanban e XP enquanto mecanismos complementares. A práxis do método ágil mais usado para gerenciamento de projetos e como gerar sinergia com diferentes métodos para estabelecer melhoria contínua; Cada inscrição vale um guia de referência rápida Scrum e Kanban.

6ªfeira – Toolbox 360° – Uma visão prática sobre 130 técnicas, interpretadas para o desenvolvimento de pessoas, equipes, lideranças e conexões. Partindo das pessoas e seu autodesenvolvimento, como base para a construção de equipes auto-organizadas; Cada inscrição vale um kit do jogo Desafio Toolbox com tabuleiro, guia e baralho com 130 técnicas.

Sábado – Jogos 360° – Um dia inteiro dedicado a debater fundamentos, team building games e gamification, mediadores no uso de jogos em diferentes contextos – quebragelos, aquecimentos e pedagógicos – debatendo e exercitando a escolha, a adaptação e a criação de jogos. Cada inscrição vale um kit com o canvas, guia e baralho com 130 jogos.

—————————————— 5ªfeira – Agile 360°

Um mergulho no universo das metodologias ágeis como forma de endereçamento de processos para projetos e operações, onde equipes de todas as áreas de uma organização vem se utilizando de metáforas, jogos e dinãmicas para introduzir e fixar conceitos de planejamento e execução iterativo-incremental-articulada. Pesquisas e análises de mercado, o quanto empresas vem se utilizando destas abordagens para implementar conceitos de transformação organizacional, quer em digital, fábrica, office, sob modelos iterativo-incrementais-articulados, abstraindo desenvolvimento, para ser útil a qualquer equipe de projeto e operações.

Posts sobre a edição Banco Intergaláctico e sobre Scrum:
https://jorgeaudy.com/2016/11/11/virada-agil-2016-toolbox-360-banco-intergalactico/
https://jorgeaudy.com/2016/11/13/virada-agil-2016-toolbox-360-banco-intergalactico-dia-2/
https://jorgeaudy.com/2015/11/23/a-genese-de-um-novo-agile-game-banco-24-hrs/
https://jorgeaudy.com/be-a-ba-do-scrum/
https://jorgeaudy.com/2019/04/14/mudanca-nao-e-uma-acao-mas-um-processo-continuo-de-transformacao/

Abertura da Stadium do TDC Floripa 2019 com a história do que conhecemos como Agile: https://jorgeaudy.com/2019/04/28/tdc-a-historia-do-agile-passado-presente-e-futuro/

—————————————— 6ªfeira – Toolbox 360°

O conceito Toolbox 360° nasceu como um livro, evoluiu para um jogo de tabuleiro, depois uma técnica de gestão do conhecimento, ativa e auto-organizada, finalmente como um workshop experiencial – autodesenvolvimento (pessoas), construção de times, lideranças e conexões, contextualizado por estratégia, projetos e operações. O jogo, o mural e o workshop são base e gatilho da experimentação interativa de pelo menos 130 técnicas e boas práticas úteis no dia a dia de qualquer pessoa, para auto-conhecimento, trabalho em equipe, liderança e conexões.

1) Um jogo versátil com tabuleiro e baralho – https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox ;
2) Mais que um livro, técnica de GC ou jogo – https://jorgeaudy.com/toolbox-360 ;
3) Sobre os ombros de gigantes – https://jorgeaudy.com/2017/06/28/enxerguei-mais-longe-porque-estava-sobre-os-ombros-de-gigantes-isaac-newton ;
4) Abaixo alguns relatos de edições do workshop, organização, execução e depoimentos:
https://jorgeaudy.com/2019/09/15/cada-workshop-e-unico-e-evolutivo/
https://jorgeaudy.com/2019/03/19/edicao-cooperativa-do-workshop-toolbox-360/
https://jorgeaudy.com/2018/08/19/18-08-18-cada-workshop-toolbox-360o-e-unico/
https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/
Abaixo alguns vídeos provocativos debatendo o valor de um mindset Toolbox 360°:
5) Debate conceito Toolbox 360° –  https://www.youtube.com/watch?time_continue=48&v=R07ROotO-3o
6) Vídeo animado sobre o jogo –  https://www.youtube.com/watch?v=lfTVbRsLXkc
7) Webinar sobre carreira – https://jorgeaudy.com/2018/07/19/webinar-king-host-sobre-carreira
8) Palestra no TEDxLaçador –  https://www.youtube.com/watch?v=7na7QNMWbXg

—————————————— Sábado – Jogos 360°

Tenho centenas de posts sobre jogos – quebragelos, aquecimentos e pedagógicos – que acabaram por serem compilados em um livro, batizado de Jogos 360°, que posteriormente acabou derivando para um workshop de 8Hrs em que além de práticas, debatemos a seleção e exercitamos a criação de jogos. No workshop, após experimentarmos e debatermos vários jogos ativos e também reflexivos, usamos vários canvas para modelagem de aulas com jogos, criação e desenvolvimento de jogos, canvas de gamification organizacional, exercícios inspiracionais em que cada grupo formado cria algo e apresenta.

JEAN WILLIAM FRITZ PIAGET –  “Os jogos são admiráveis instituições sociais, porque, ao promoverem a comunicação interpessoal criam um relacionamento grupal. Jogando, a criança tem acesso à realidade social, compreende suas regras, as suas necessidades, a construção e importância na delimitação da atividade”.

1. Jogos 360° – https://jorgeaudy.com/jogos-360o/
2. Exemplo 1 – https://jorgeaudy.com/2018/08/06/11-08-18-1330-as-1730-jogos-360/
3. Team building games – https://jorgeaudy.com/2015/02/18/agile-games-team-building-games-icebreakers-warmups/
4. Criando jogos – https://jorgeaudy.com/2019/10/09/criando-jogos-para-times-grupos-turmas/
5. Exemplo 2 – https://jorgeaudy.com/2019/10/14/maratona-de-12hrs-de-jogos-e-seus-aprendizados/
6. Exemplo 3 – https://jorgeaudy.com/2018/07/17/workshops-de-14-07-jogos-360-e-toolbox-360/
7. Escola alemã de jogos – https://jorgeaudy.com/2018/11/16/a-nova-escola-alema-em-jogos-de-tabuleiro/
8. Game Mapping – https://jorgeaudy.com/2018/11/07/game-mapping-um-passo-a-passo-no-planejamento-de-jogos/
9. Organizando workshops – https://jorgeaudy.com/2019/03/05/organizar-workshops-e-muito-mais-que-burocracia/

Qualquer dúvida, entre em contato, aqui pelo Sympla ou diretamente pelas redes, blog, whats ou email.

Centenas de dicas de links, textos, vídeos, ebooks, livros e blogs sobre este universo – https://jorgeaudy.com/biblioteca/

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Programa Business RS – 10/11, Domingo, 23h30m

No dia 10/11/19, Domingo as 23h30m no canal 14 da NET (vale dos sinos), na valetvplay, no app da ValeTVPlay e no canal de youtube do programa business com o Ronald Dennis Pantin vai rolar uma entrevista conduzida por esse cara singular que vem trazendo pro seu canal muita gente boa … e pelo menos um (eu) meio de fora do circuito principal.

Uma visão muito apaixonada sobre pessoas, abordagem que venho disseminando, fruto de três décadas renovando como aprendiz de feiticeiro, igualzinho ao Mickey em Fantasia, porque fui concursado nos anos 80, empresário nos 90, gestor de desenvolvimento nos 2000, em uma multinacional e depois uma regional, agora consultor e apaixonado professor.

O último foi o nosso secretário de tecnologia, o Luis Lamb, falando dos seus planos na secretaria, projetos, Pacto Alegre e Inova RS, além de muita paixão por inovação e empreendedorismo. Já estiveram lá o Paulo Kendzerski do Instituto de Transformação Digital (ITD) e Francisco Hauck da Fábrica do Futuro com quem estive no Contraponto da Rádio Guaíba.

Como sempre nestes casos, pergunto se é comigo mesmo ou confusão com meu irmão famoso, mas era indicação de um amigo em comum, o programa é muito empreendedor ao trazer muitos temas de real interesse, mas ele é conhecido também pela SGC – Sociedade Gaúcha de Coaching, com formações, grupos de estudos, eventos e compartilhamentos.

https://www.facebook.com/programabusinessrs

https://valetvplay.com/Ao-Vivo

Programas:

“O Programa Business RS é uma proposta nova na Programação Televisiva do RS, pois traz entrevistas com Presidentes, CEOs, Diretores, etc… das mais renomadas  empresas do nosso estado, bem como trará novidades em termos de  tecnologia, empreendedorismo, disruptura, indústria 4.0, entre outras. Além  disso, tem um quadro de agenda empresarial e dicas com os principais  eventos de negócios do RS, bem como, sugestões de livros, cursos e eventos.”

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Desenhando sua vida

Na minha palestra no TEDxLaçador eu afirmo que “Somos Um Só”, quer no trabalho, lazer ou descanso, sempre podemos usar nossos conhecimentos e aprendizados. As empresas adotaram abordagens do Lean Startup, Design Thinking, Métodos Ágeis, Art Of Hosting, Gamification e muito mais, que também são úteis para nossas vidas pessoais e carreiras.

Um dos cursos mais famosos de Stanford é o “Designing Your Life”, criado por Bill Burnett e Dave Evans, que virou best seller sobre como podemos usar abordagens típicas do Design Thinking em tudo na nossa vida. O objetivo é termos uma boa vida e um bom trabalho.

Uma vida bem projetada é uma vida generativa, constantemente criativa, produtiva, mutável e evolutiva, sempre aberta a surpresa!

Existem quatro áreas, para as quais devemos manter ou buscar o equilíbrio em nosso redesenho de vida:

1. Saúde é a base, em todos os seus aspectos, física, emocional, mental e espiritual;
2. Trabalho, de forma plena, naquilo para o que somos pagos ou voluntariado;
3. Lazer, valorizando aquelas coisas que você faz para se divertir;
4. Amor em toda sua amplitude, apaixonado, fraterno, por pessoas e pelo mundo que nos cerca;

Abordagem esta que baseia-se, segundo os autores, em cinco atitudes:

1. Seja curioso – A melhor combustivel para melhorar algo é a curiosidade, ela nos move para o estudo, na busca por outras formas melhores em atingir nossos objetivos. Assim como na teoria da ambidestria organizacional, onde empresas devem gerar resultados ao mesmo tempo que devem dedicar algum tempo a inovação e empreendedorismo em suas diferentes forma. A curiosidade, o questionamento, a inquietude, são valores essenciais da melhoria contínua;

2. Experimente – Há décadas nos empenhamos para que empresas se utilizem de protótipos, pilotos ou etapas com rápido feedback. Sempre é possível fracionar o que é preciso fazer, de forma que ao iniciar, os resultados venham da forma mais rápida possível na forma de validação e geração de valor, ou mesmo da percepção antecipada do erro, para que possamos percebê-los o quanto antes e agir para mudar, corrigir, inovar;

3. Repense – Se experimentar é uma necessidade, é preciso estabelecer ciclos muito curtos de feedback, para assim dar-nos ao direito de repensar e mudar o que fazemos e mesmo o que queremos. Assim como nas empresas, a vida deve ser iterativo-incrementais-articulada, evitando as vezes a falta de foco, a postergação, a manutenção de algo errado além do mínimo necessário ou de nos beneficiarmos de algo que está dando certo o máximo possível;

4. Aproveite – A vida é uma longa caminhada cheia de surpresas, riscos e oportunidades, é preciso estarmos abertos a aproveitar a estrada e não viver apenas para aproveitar o destino final. Os autores afirmam que a vida é um processo e não um resultado, a qual precisa ser vivida a cada dia, as vezes aproveitando o melhor possível, as vezes assimilando algo de ruim que tentaremos reverter da melhor forma possível;

5. Parceiros – Eu uso o termo “parceiros de viagem”, porque se a vida é uma caminhada, é muito melhor se a trilharmos em boa companhia … Quem são seus parceiros de viajem? Mais que nunca, empresas se utilizam de processos empaticos e colaboradtivos para gerar melhores produtos, serviços e processos. Assim, é preciso estarmos atentos aos sinais que o mundo nos oferece na forma de feddbacks, de diferentes opiniões, sugestões, contra posições, a diversidade é aliada das boas decisões.

No curso de Burnet e Evans, em Stanford, os participantes realizam uma sequência de atividades de auto-conhecimento a (re)desenho de sua vida e carreira:

1. Avaliação – Aqui eu uso a roda da vida, alinhado ao que eles sugerem, que é a realização de uma autoreflexão sobre o balanceamento de sua vida, o que está legal e o que não. Este exercício mostrará um diagnóstico sobre o equilibrio entre a qualidade da vida, pessoal, profissional e relacionamentos;

2. Visão – Aqui eu uso o mapa dos sonhos e Ikigay, ferramentas que demonstram e nos lembram nosso propósito, o que amamos fazer, o que temos habilidades e conhecimentos para fazer bem, aquilo que alguém está disposto a nos pagar para fazer e aquilo que agrega valor ao mundo, ao nosso entorno;

Eles tem uma dinâmica em que propõe que cada um escreva até 250 palavras sobre o que entende como um bom trabalho e uma boa vida. Mais que isso, eles afirmam que a partir destas palavras é possível apreender nossa visão de vida e trabalho desejados e que negá-los gerará insatisfação, senão hoje, em curto prazo.

3. Diário – Eles chamam de Good Time Journal, que é na verdade um desenho de jornada onde esclarecemos o passo-a-passo de nossa vida durante três semanas típicas, podendo ser a jornada de casa, do trabalho e lazer. O desenho, assim como em Customer Journey Map, é enriquecido com informações e sentimentos;

As anotações devem ser sublinhadas ou escritas em verde aquilo que nos traz prazer e em vermelho o que não gostamos. Caso a caso devemos desdobrar, para cada anotação verde ou vermelha, ao que ela nos remete, o que nos lembra, o que nos inspira ou desagrada;

4. Planejamento – Eu uso um conceito próximo à uma User Story Mapping, enquanto eles propuseram um canvas muito legal que chamaram de “Odyssey Plan”, projetando os próximos 5 anos, mínimo de 3. Nele identificamos um título assertivo e perguntas que o plano responde/responderá;

5. Validação – Eles recomendam técnicas típicas de validação, através de prototipação, pesquisa, consultas com pessoas que são nossos parceiros de viagem, talvez nossos gurus e bruxos. É seguir o conceito do Lean Startup de “get out of the building” e validar ideias no mundo lá fora com pessoas e fatos reais.

https://www.forbes.com/sites/adigaskell/2016/09/16/5-steps-to-help-you-to-design-your-life/#7677482c24d1

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Conhecer e reconhecer Rapport pode ajudar

Aconteceu uma situação curiosa ontem, um amigo me confidenciou que foi comprar uma coisa no shopping e acabou comprando outras peças que não queria. Me lembrou um episódio dos anos 80, uma pessoa da família estava em um shopping e comprou um short colorido … quando chegou em casa, ele me deu o short porque jamais o usaria 🙂

Muito provavelmente, boas técnicas de vendas foram usadas para envolver, instigar e gerar uma reação imediata a seus estímulos, incentivando satisfazer o impulsos momentâneo de compra através de técnicas de Rapport. Isso não é do mal, é psicologia aplicada, pode sim estimular algo indesejado, mas pode ser usado para gerar sinergia e resultados positivos.

Segundo significados.com.br – “Rapport é um conceito do ramo da psicologia que simboliza uma técnica usada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa. Esta palavra tem origem no termo em francês rapporter que significa “trazer de volta”.

Muito estudado e praticado em vendas, marketing, área comercial, um tema comum em palestras de PNL. Valoriza a empatia como meio, atenção ao contato visual (olho no olho), valorização da comunicação não verbal (expressão facial, gestual, postura) e controle sobre a comunicação verbal (tom, volume, ritmo e vocabulário).

Não só em vendas, é claro, usado também em mentoria, facilitação, coaching, liderança, qualquer relacionamento inter-pessoal pode se beneficiar de boas práticas de empatia em interações humanas positivas. O foco aqui é lembrar que é interessante saber que existe, facilitando ser percebido conscientemente.

Ao conversar com estudiosos, comum ouvir técnicas como a de espelhamento, influenciando para que a outra pessoa se identifique e desarme-se durante uma conversa, demonstrar ser um bom ouvinte, mostrar interesse no que é falado e utilizar princípios da psicologia positiva nas devolutivas, chamar o outro pelo nome e … sorrir.

É bom ouvir o que o outro fala, mostrar que ouviu e teve interesse verdadeiro pelo que foi dito, é possível espelhar o comportamento do outro, postural, verbal, de forma a gerar uma identificação e maior empatia. No caso de vendas, é importante treinar, a naturalidade é chave para não parecer uma tática proposital, o que pode gerar rejeição.

Ao descobrirmos o conceito de Rapport, muitas das técnicas usadas em nós por vendedores, presenciais ou online, passam a chamar a atenção e, quanto mais estivermos conscientes, mais teremos controle sobre o que queremos ou não, evitando sermos envolvidos e respondermos a impulsos momentâneos nem tão conscientes assim …

Acho que hora dessas vou incluir Rapport no baralho de Toolbox  🙂