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Cada workshop é único e evolutivo

Mais um workshop, mais conexões, bons feedbacks e, mesmo não querendo, uma sensação irresistível da necessidade de mudanças. Se por um lado sei que o workshop é denso, na proposta de ser um overview de 360° com múltiplas perspectivas de abordagens, frameworks, técnicas e boas práticas, por outro, cada olhar e reação causa em mim uma reação e adaptação, sempre em busca de causa-efeito, para isso crio e experimento jogos e dinâmicas, acho que nunca será um workshop com um passo-a-passo mecânico, simplesmente porque ele nunca será um pacote.

Me lembra uma experiência de quando eu era adolescente, caminhando apressado no centro me deparei com uma “cigana” ou algo assim na minha frente pedindo para ver minha mão, achei curioso e abri a palma e ela falou de forma acelerada por uns 30 ou 40 segundos, uma pilha de coisas, mas no meio de tudo aquilo meu cérebro “pinçou” algumas palavras que a mim faziam sentido. Acho que la percebia e ia adaptando sua narrativa a minhas reações … na hora fiquei impressionado com a sutileza, malícia e perspicácia da técnica.

Hoje, 35 anos depois, o princípio é o mesmo, falo de carreira, de desenvolvimento humano, de team building, lideranças, conexões em suas variadas oportunidades, jogamos o Desafio provocando muitos debates e mostrando que hard e soft skills se desenvolvem através de prática, direta ou indireta, vicariante, onde jogos são bons aceleradores. Mesmo sendo denso em conceitos e técnicas, mesmo com 25 em cada edição, cada um “pinça” aquilo que mais lhe toca e precisa, gerando debates de cunho pessoal que se tornam coletivos.

A representação mais explícita desta abordagem é o jogo Desafio Toolbox, que sempre gera em duas rodadas de muitos debates e em muito pouco tempo cria um senso de time, sinergia e foco em valor enquanto cada um analisa e negocia com os demais, uma a uma, sequenciando seis entre dezenas de técnicas.

“Que baita sábado! Passar o dia trocando idéias, ativando novas sinapses e aprendendo com o prof Jorge Audy foi sensacional. Obrigada pelas dicas, pelo Toolbox 360° e pela generosidade em dividir seu tempo e conhecimento conosco” – Karen Patrícia | SENAC

“Super formação nesse sábado!” – Márcia Silva | Projeccia

“Um sábado tu ensina, nos demais tu aprende! Sábado recheado de trocas sobre metodologias ágeis. Toolbox 360” – Janaina Santos Campos | Educação Corporativa

“Que baita evento! Só elogios. Que turma! Quanto conhecimento e troca de experiências em um único dia!” – Luis Santos Moraes | Agilista

“Sábado de muito aprendizado e compartilhamento!” – John Azevedo | Dell

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Iniciando uma CoP

A seguir uma proposta para o início e realização de uma CoP, com alguns links de técnicas úteis a cada passo. Pensando em formação de grupos, teremos a FORMAÇÃO, mais a coragem de permitir a ENTROPIA inicial da auto-organização, seguido de um período significativo de SINERGIA, eventualmente enfrentando momentos de QUESTIONAMENTO.

1. FORMAÇÃO

A formação exige empenho de um ou mais early adopters, que se empenharão em identificar as pessoas, energizá-las, propor um primeiro formato baseado em boas práticas e eventualmente conduzirão a(s) primeira(s) experiência(s).

É preciso providenciar canais de comunicação simples, assíncrona e aberta (Slack, Rocket, GDrive, grupos em redes sociais, etc), bem como um espaço físico para a(s) primeira(s) agenda(s).

É legal formalizar um convite formal à participação, apresentando o conceito e valor de CoPs, auto-organização, aprendizado vicariante, foco em gestão do conhecimento, não só compartilhar, mas também gerar novos.

Sugerir a primeira pauta e promover uma primeira pesquisa junto aos convidados, alinhando expectativas, estabelecendo os principais temas que cada um pode contribuir e que cada um gostaria de desenvolver colaborativamente.

Propôr um formato simples de quebra-gelo para integração e check-in, diferenciado na primeira reunião e variado nas seguintes. Um pitch inicial pode ser Nome de guerra, hobby/paixão, área/valor/business envolvido, domínio do papel, expectativa na CoP ou nível de confiança. Variados quebra-gelos podem incentivar a inovação, a colaboração, etc.

Reiterar a importância deste canal de forma assíncrona, colaborativa, auto-organizada, muito além das reuniões, mas diariamente como forma de tirar dúvidas, sugestões, dicas, empoderamento do papel e o valor que agrega.

2. ENTROPIA

Evite decidir pautas, conteúdos, material, necessidades, … de forma unilateral. Faça a pesquisa sugerida no tópico de formação acima e monte as pautas de forma colaborativa. A primeira terá uma sugestão e provavelmente será seguida, mas auto-organização exige confiar nas pessoas e na sua capacidade de propôr e debater o que mais agrega valor.

Desmistifique desde o início a busca por reuniões perfeitas, formais, organizadas e assertivas, pois a auto-organização pressupõe “deixar que um grupo co-crie e co-gestione seus interesses em comum, experimentando e melhorando conforme suas características únicas, singulares”. Pressupomos que isso gera maior engajamento e senso de pertença.

O conceito de Ba (Takeushi & Nonaka) é a percepção que a geração de conhecimentos se dá em espaços físicos e virtuais que ofereçam as condições para que isso aconteça. Evite focar mais na reunião presencial que nos fundamentos, técnicas e condições para que a pauta, compartilhamento, debates e co-criação aconteça.

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3. SINERGIA

Uma CoP não é um grupo criado para tirar dúvidas e aliviar as “dores” sobre um assunto ou papel, muito mais que isso, ela existe para desenvolvimento pessoal, coletivo, para o compartilhamento e geração de conhecimento.

Desta forma, podemos inicialmente debater aqueles temas de maior dor, temas que estão prejudicando sua atuação e que colegas já resolveram (aprendizado vicário – A Bandura), a seguir aperfeiçoar aquilo que fazemos a bom termo mas descobrimos haver formas melhores de fazer, mas rapidamente passamos a experimentar, criar, ousar.

Há CoP’s que ao perceberem um esvaziamento de problemas explícitos a resolver, aproveitam seu fórum para promover o estudo, a leitura de livros, novas tecnologias, trazer profissionais de referência, assistir webinars e estudos de casos com o intuito de debate em grupo sobre entendimento e aproveitamento.

Na linha da Antroposofia, uma CoP não é só para aprender “o que sei que não sei”, possui missão mais ambiciosa em debater “o que sei”, “o que sei que não sei”, “o que não sei que não sei” e até mesmo “o que não sei que sei”. Muitas vezes é preciso fazer CoP de CoP’s, trazer diferentes visões, o que a IDEO chama de desfocar o grupo.

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4. QUESTIONAMENTO

O dia-a-dia é um vortex que em determinados períodos nos consome, é previsível que haja momentos de questionamento se uma CoP continua sendo útil … há quatro abordagens que respondem a esta pergunta:

1. Realmente não é mais necessária, simples assim, já cumpriu seu papel, agregou, mas há outros mecanismos que suprem esta necessidade de aproximação e sinergia, é o que Tuckman chamou de fase de Adjourning no seu estudo conhecido como a curva de Tuckman;

2. Talvez a CoP esteja focada demais no passado, em retrospectivas, tentando apenas resolver problemas ao invés de olhar o que queremos ser, em futurespectivas. Este momento é ultrapassado pela tomada de consciência de conceitos de ambidestria, de capacidade absortiva, de conceitos de carreira em perfil Pí e Comb Shape;

3. Muitas vezes é porque o dia-a-dia esta consumindo todo o tempo, nestes casos é preciso refletir o que Cristopher Argyris diferenciou entre single loop e double loop, talvez estejamos focados em resolver os efeitos e não as causas … está na hora de gerar tempo a partir de debates sobre análises causais e melhoria da origem dos problemas;

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4. É preciso sempre que seja algo auto-organizado, com apoio, mas com protagonismo e pertencimento distribuído, se alguém assume a propriedade e protagonismo centralizado da CoP, é uma questão de tempo para as pessoas não se verem como parte, mas como recurso, negando inconscientemente os motivos de sua participação.

LINKS ÚTEIS

Para embasar, sugiro a leitura de um post de 2014 sobre este tema – https://jorgeaudy.com/2014/10/27/agile-e-cop-como-queijo-e-goiabada/

Outra leitura sugerida é uma pesquisa publicada sobre inter x intra – https://jorgeaudy.com/2015/05/29/cop-capacidade-absortiva-e-desempenho-organizacional/

Modelo SECI e Conceito de Ba (Takeushi & Nonaka) – https://jorgeaudy.com/2014/10/11/seci-papeis-do-scrum-e-grupos-de-pratica/ e https://jorgeaudy.com/2013/07/11/a-teoria-do-ba-e-nao-e-piada-de-gaucho/

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Jogo – Terra de Gigantes

Pegue um cano de um metro ou um cabo de vassoura e fixe em sua ponta um canetão, daqueles conhecidos como pincel atômico. Fixe algo nas duas extremidades do cano, de forma que possa esticar cordas em quatro direções, cada corda com pelo menos 1,5 metro.

Fixe com fita crepe um grande papel pardo no chão e no centro uma folha A3 branca, onde o time deverá escrever ou desenhar algo, como SOS, uma estrela, etc.

Pelo menos três jogadores, cada um pega uma corda fixada nas pontas, uma em cada extremidade, assim deverão manter as cordas esticadas e escrever … um jogo que exige trabalho em equipe de forma a manter as cordas tensionadas enquanto movimentam o canetão.

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Jogo – Toca do Coelho

Um jogo em equipe muito divertido, mais ainda se transformada em uma competição, lembrando um pouco o vôlei colaborativo … que lembra muito de certa forma.

Neste jogo é preciso pegar um tecido grande, como um toalhão daqueles de praia, que parece mais um lençol felpudo, e costurar nele buracos com bordas coloridas.

Pegue 4 bolas pequenas de plástico, uma de cada cor, depois em algumas toalhas gigantes ou lençois faça alguns buracos redondos do tamanho das bolas.

Em cada buraco costure uma borda da cor de uma bola, cada integrante do time pegará uma ponta ou lateral e tentará uma bola por vez fazer cair no buraco de sua cor.

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Jogo – Tent Walk

O conceito é semelhante ao jogo dos esquis, mas aqui é parecido com a esteira de um tanque, que pode ser feito em um tecido resistente como brim, lona, mas também em algo mais elástico como lycra.

Com a largura entre 50 e 70 centímetros, fazemos com costura dupla unindo as pontas, criando assim uma esteira contínua de +/- 6 a 7 metros.

O desafio é muito mais que coordenação e sincronia, tem a ver com empatia, trabalho em equipe, cuidado com os colegas, na busca pela melhor performance sem gerar atritos.

Ter uma já nos proporciona muitos insights e debater uma série de princípios, desde empatia, sistemas puxados, senso de time e teoria das restrições.

O ideal é ter dois ou três para fazer competições, formar equipes, posicionar-se e ver quem chega primeiro …

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Jogo – Algemas

O material é muito fácil de providenciar, várias cordas médias ou fitas coloridas de 3 ou 5 cm de largura e comprimento de até um metro é suficiente … Quanto mais larga ou espessa, mais divertido será.

Crie previamente nas pontas de cada corda ou fita, um laço para serem usados como algemas, de forma que fiquem folgadas nos pulsos, não caiam e não apertem. Importante, precisa estar folgado.

Duplas, de frente um para o outro, as mãos para a frente, coloque as fitas, de forma intercalada para que fiquem presos um ao outro pela fita/corda.

Peça para que cada dupla tente se separar sem tirar os laços que estão folgados em seus pulsos … parece impossível, mas é só fazer com que uma das fitas passe pelo pulso do outro e contorne a mão, liberando-os um do outro.

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Tangran para criatividade e inovação

O Tangram permite milhares de combinações usando todas as peças sem sobrepô-las. Faça ele em escala grande com EVA, a dimensão torna o jogo mais fácil de manipular entre os vários integrantes de um time.

É milenar e muito divertido, um quebra-cabeças chinês de 7 peças, chamadas tans: são 2 triângulos grandes, 2 pequenos, 1 médio, 1 quadrado e 1 paralelogramo.

Tenha mais de um TANGRAN em EVA, desta forma é possível montar duas ou três equipes que deverão fazer o maior número de montagens, uma após a outra, em 3 minutos. O facilitador pode pedir um peixe, cão, ave, …

A dica para novatos é começar pelas duas maiores peças para depois encaixar as menores. Se procurar na internet, há centenas de formas sugeridas e apps para jogar.