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Primeiro Workshop Toolbox 360º em SanPa com a DBServer

Galera de SÃO PAULO, vou estar a trabalho em SanPa e vou esticar no Sábado dia 21/07 para realizar um Workshop Toolbox por lá para aproveitar a estada. A DBSERVER está apoiando com toda a logística, por isso o valor será o mesmo daqui, R$130,00.

Serão quatro horas, Toolbox Wall, Desafio Toolbox e diferentes exercícios em grupos usando técnicas de planejamento, resolução de problemas e lições aprendidas, além de um bom networking durante o coffee-break.

Cada participante leva pra si um kit contendo o tabuleiro e baralho com mais de 80 técnicas constantes no Toolbox Wall para estratégia, ideação, modelagem, validação, planejamento, discovery, delivery, resolução de problemas, melhoria contínua e lições aprendidas.

Inscrições – http://bit.ly/toolbox210718

Últimas edição com fotos e depoimentos:

https://jorgeaudy.com/2018/05/20/workshop-toolbox-360o-de-19-05-2018/

https://jorgeaudy.com/2018/06/18/workshop-toolbox-360o-de-02-06-2018/

Um post sobre o lançamento do Toolbox Wall:

https://jorgeaudy.com/2017/11/19/toolbox-wall/

Quem for paulista e puder compartilhar para fazer chegar ao povo aventureiro de SanPa agradeço desde já \o/

 

tabuleiro

Esta estrada não teria acontecido sem a inspiração e o apoio de alguns amigos, que em meio a correria do dia-a-dia cederam uma hora para me ajudar a percorrer esta estrada editorial e vivencial. Representativamente, em algumas fotos, agradeço em um tributo a minha maneira:

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Círculo de Conselho

Todos formam um circulo e sentam-se com as pernas cruzadas a frente. Em ambiente corporativo pode ser em uma sala acarpetada, mas eu sempre curti ir para a rua e fazer sob as árvores do parque tecnológico, nos gramados das alamedas do Tecnopuc.

Pode ser usado para um debate descontraído, para resolver um tema polêmico, através da deliberação de todos, de forma lúdica e descontraída, por exemplo:

  • Dê as boas-vindas e realize um exercício de energização:
    • Uma meditação, alongamento, respiração;
  • Apresente o objetivo inicial e puxe um pacto:
    • Cada um diga sua expectativa e objetivo;
    • Combine horários, break e responsabilidades;
  • No centro é importante colocar algo significativo:
    • Pode ser algo do grupo, símbolo ou mascote;
    • Pode até ser um lanche ou café quentinho;
  • Faz-se um pacto de intenção, onde tudo será construtivo:
    • Opiniões são bem-vindas, mesmo contrárias;
    • Não devem levar nada para o lado pessoal;
    • Combinem um token para garantir a palavra;
  • Apesar das combinações, facilite um clima positivo:
    • Evite ficar interrompendo, eles se resolvem;
    • Se esquentar, interfira deixando a energia fluir;
  • O encerramento é colaborativo:
    • Deixe que cada um diga o que aconteceu;
    • Feche com uma provocação construtiva.

PRINCÍPIOS: Comunicação é o melhor caminho, mas tomar decisões de forma democrática exige discernimento e bom senso. O que vale são os argumentos, mas frente a um impasse, é preciso que alguém puxe para si a responsabilidade, para isso que o SCRUM possui papéis, dentre eles o Product Owner.

DICA: Eu levo folhas de Flipchartpost-its e canetões, que deixo no centro do círculo ao alcance de todos para registro do que for importante.

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Jogo Enchendo a Garrafa

Uma brincadeira que usa corda ou barbante amarrada em uma caneta, tendo o desafio de meter a caneta na garrafa sem chegar a menos de um metro de distância. Em escala eu já facilitei usando um barril a ser movido para um alvo, uma garrafa PET cheia de água para dentro de um balde, no escotismo até mesmo um jovem sentado em um banco que deveria ser transferido sem que a corda toque nele.

Faça um círculo no chão com dois metros de diâmetro e no seu centro coloque uma garrafa pet sem a tampa. Junte a equipe e lhes dê um conjunto de três cordas finas ou barbante com pelo menos três ou quatro metros cada, mais uma caneta que deve estar fincada na vertical em uma mesa ou suporte.

Ninguém poderá entrar dentro do círculo e que as cordas devem ficar perpendiculares uma a outra, sem poderem tocar na caneta ou na garrafa. A equipe deve ficar distribuída uniformemente em cada ponta das cordas. O objetivo é colocar a caneta na garrafa usando as cordas sem chegar a menos de um metro da caneta ou garrafa.

PRINCÍPIOS: Planejamento e organização prévias, auto-organização e liderança, sensos que o time precisará para cumprir esta missão.

DICA: Coloque um pouco de areia ou água dentro da garrafa PET para evitar que ela caia e atrapalhe o jogo. Teste se a caneta entra no gargalo da garrafa e faça um teste com o nó ou fita ligando o barbante na caneta, que deve passar igual.

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Jogo da Fruta Madura

Um clássico, quebra-gelo rápido que garante muita diversão e ativa as sinapses antes de um bom dia de trabalho. Em um círculo, todos têm que confiar uns nos outros, que os colegas ao lado irão segurá-los e não os deixarão cair quando eles forem chamados e se jogarem, afrouxando as pernas.

Uma variação mais simples daquele jogo em que um por vez sobe sobre uma mesa, de costas para o chão, junto a uma borda, com o time aguardando ao lado e quando a pessoa fecha os olhos e se atira de costas no vazio, precisa ter a convicção de que irão lhe proteger e segurar.

Em uma das versões, todos tem o mesmo nome de animal, assim após ter chamado várias frutas e a galera estar mais confiante, ao dizer o nome de animal todos se atiram e ninguém sobra para segurá-los.

  • Colocar todos em um círculo, de mãos dadas, firmes;
  • Dar em segredo um nome de fruta e bicho a cada um;
  • Frutas têm uma de cada, mas bichos tem 30% de iguais;
  • Peça para que se firmem bem e segurem uns aos outros;
  • Ao ditarem sua fruta, deve se deixar cair “desmaiado”;
  • Os outros não podem deixar ninguém cair ao chão;
  • Ao ditar um animal, por serem muitos, alguns caem.

PRINCÍPIOS: Um jogo que instiga os integrantes de um time a confiarem uns nos outros, pois precisam acreditar que os demais vão cuidar dele e não o deixarão cair.

DICA: Um jogo que é melhor realizar em um gramado ou carpete, jamais em um chão duro, pois alguns podem cair.

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Jogo de Histórias e Mapas

Ao ouvirmos uma história detalhada, captamos um percentual e, querendo ou não, adaptamos outro tanto às nossas percepções, memórias, vivências.

Escolha uma referência, talvez uma apresentação pessoal e profissional, mas pode ser um final de semana, um dia de trabalho, uma história legal.

Após concluída a apresentação ou história, cada um deverá apresentar aos outros, repetindo com o máximo de detalhes o que ouviu:

  • Divida o grupo em duplas;
  • Importante que todos tenham folha e caneta;
  • Cada um apresenta sua história ao outro com detalhes;
  • A seguir junte duas duplas, formando quadras;
  • Cada um apresenta o colega, recontando sua história;

PRINCÍPIOS: Empatia, atenção aos detalhes, modelagem visual, uso de mepas mentais.

DICA: Após uma rodada, faça uma breve introdução a mapas conceituais antes de reiniciar, o objetivo é demonstrar o quanto mapas mentais podem ajudar a preservar a essência e riqueza de detalhes da história original.

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Jogo – Origami comunicativo

Um jogo para discutir o valor de interação frequente, continua durante todo o projeto, distinguindo rodadas sem avisão um do outro, visualizando mas com restrição e uma completamente colaborativa.

Um jogo rápido, jogado em duplas com garantia de um bom debate sobre o quanto há necessidade do uso de tecnologia para evitar comunicação fragmentada, estamos no século XXI e muita gente ainda acredita que email ou documentação são suficientes.

1ª rodada: Peça para que cada dupla fique de costas um para o outro, um recebe uma folha com as instruções para a confecção de um origami, como o bicudo por exemplo, o outro recebe uma folha em branco e uma caneta colorida. Aquele que recebeu as orientações começa a ditar para o colega que está costas-a-costas consigo como deve fazer para confeccionar o Origami pretendido até que fique pronto. Eles não podem se virar, podem falar, perguntar responder, mas não podem se ver ou passar a folha de instruções um para o outro;

2ª rodada: Agora eles se sentam de frente um para o outro, mas ainda somente um deles poderá ver as instruções com o modelo, entretanto, desta vez eles estão de frente e podendo se ver, é possível eles conversarem olho-no-olho e também gesticularem um para o outro … até que o Origami fique pronto. Só não pode mostrar as instruções nem desenhar, apenas conversar e gesticular. Se a primeira rodada simboliza uma comunicação baseada em barreiras, texto, silos, formalização, nesta temos uma aproximação significativa, mas pode ser melhor;

3ª rodada: Finalmente, frente a frente e ambos podendo ler as instruções, conversar e se ajudar, até que concluam o Origami, simbolizando finalmente uma abordagem Agile, com cliente presente, com pareamento, interação contínua, trabalho coletivo, cooperativo e colaborativo, afinal, o resultado final é um só e é de todos.

PRINCÍPIOS: Um bom jogo para falar de cliente presente, de equipes distribuídas, sobre o valor de ferramentas de comunicação com vídeo quando necessário.

DICA: Use três origamis diferentes, um para cada rodada, de igual complexidade média.

 

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$howbiz e auto-promoção estão deturpando eventos e princípios ágeis

Muitos agilistas brasileiros estão preocupados demais com o ego e em vender “novos” treinamentos, modelos, certificações, criar bordões, vender coaching, palestrar muito em todos os eventos, com muita pirotecnia e muito show de ilusionismo. Sempre pensando na próxima palestra com conteúdo espetaculoso ao invés de contribuir.

Isso já aconteceu na praia do universo startup, que aos poucos virou uma enganação, o negócio não é ajudar a gerar resultados, o negócio é showbiz, onde ir palestrar, gerar factóides e gerar gurus virou um objetivo muito lucrativo, para muitos o business está nos eventos, palestras, seu negócio é o Startup Showbiz.

Também já aconteceu no universo do coaching, essa praia deturpou tanto que até eu sou sondado a cada semana, pois para ser um coach é só certificar-se em um curso PNL de final de semana para então começar a usar isso a seu favor, … desculpa, mas no século XX o nome disso era charlatanismo.

Eu palestro cada vez menos, quando o faço eu sou quase rabugento, inicio alertando que sou ácido contra esse grande negócio Agile, Startup, Coach, que ao invés de acelerar está empatando. Até entendo, pois é a lei da oferta e procura, apontar culpados e receitas mágicas é o que a maioria quer, então tem cada vez mais quem venda.

Quem assiste acaba achando que está fazendo algo muito errado, porque ele não é como palestram, logo, tem que contratar um coach ou consultor para melhorar (sic) … se ele soubesse que a palestra conta 25% e omite os 75% daquilo igual ao que ele chama de carência por um coach … daria um processo de propaganda enganosa!  😦

um-bom-negocio

Agile showbiz paradoxal

Entrada triunfal, apontando erros e criticando o que está posto, oferecendo as únicas receitas que funcionam, minando iniciativas anteriores com frases de efeito e muita auto-ajuda, ironicamente fazendo isso após falar de PDCL, Kaizen, Gemba, baby steps, Karasek e Tuckman.

Tem muito agilista que palestra sobre um monte de coisas legais, descoladas, divertidas, criativas, mas na maior parte das vezes tudo isso ele faz em 25% do seu tempo, nos outros 75% não é mais que um bom e velho GQA de processo, porque agilidade tem que ser do jeito dele.

É fácil de reconhecer, eles tem convicção de que o que eles sabem e orientam é a melhor solução, as outras não, consequentemente geram um paradoxo esdrúxulo, pois eles defendem a auto-organização, desde que da forma deles, o resto é ilógico, ruim e incongruente.

Ok, entendo, é um bom negócio!

O MiMiMi do Scrum, Kanban, ScrumBan, XP, Lean, SAFe, S@S, Less, Mng 3, DT, não tem fim e gera milhões de receita, cada um de seus defen$ore$ fazendo de conta que só o seu resolve … eu sempre ofereci escolherem um como base, pinçando boas práticas e opções dos outros não oferecidas pela base escolhida.

A maioria omite os pontos de contato porque o seu curso, certificação, coach, palestras e outras fontes de receita e ribalta são Scrum, Kanban, XP, SAFe, … Tem que fazer de conta que é único, singular e mágico … a discussão entre Scrum, Kanban e XP seria engraçada se o ônus não fosse tão alto para o mercado e empresas.

Se é um ou outro, se não pode experimentar, se após acertar não pode mais errar, se todas as equipes possuem pautas e métricas extrínsecas comparativas, se apontamos “culpados”, se errar é inaceitável, qual foi a aula sobre Agile que eu faltei?

Uma das estratégias mais incríveis é negar aprendizados, ao invés de continuar evoluindo é preciso negar, se não conseguir, mudar os nomes das coisas, via de regra eu fico com a impressão de que o objetivo é preparar a próxima palestra no próximo evento, permanente gerando o próximo “case” … business em segundo plano.

Os eventos de Agile a muito tempo se tornaram iguais aos de Startup, grandes cifras e muito showbiz, muitos dos que estão lá palestrando estão mais preocupados com seu enorme ego e seu business do que passar conhecimento realista, verdadeiro, vicariante útil.

Paradoxo do coach indispensavel substitui o paradoxo de controle e o do super-heroi