0

DBLab, Red Dead Redemption, Virbela, Sococo – reuniões virtuais, mais que avatares

Tem gringo usando o Red Dead Redemption para daily e reuniões de equipe em torno da fogueira, os jogadores tem que conseguir um cavalo e ir até um ponto da floresta, só usa banquinho quem tem, os outros tem que sentar no chão ou negociar … e apesar de ser possível, não pode esganar o colega …  🙂

Longe do filme Jogador N° 1 (Ready Player One), mas a tecnologia de games tende cada vez mais a proporcionar uma boa experiência de interação no mundo virtual. Hoje temos games com uma renderização de personagens e cenas absolutamente reais. É natural que aos poucos possamos expandir nossas interações virtuais remotas em salas, ambientes, contextos cada vez mais sofisticados, muito além de apenas vídeo e áudio, mas avatares e a gamificação de nossos comportamentos e avatares digitais.

No dia 26/05/20 participei da primeira reunião virtual do DBLab em seu protótipo de ambiente virtual, na área de pesquisa e inovação da DBServer. No dia 27/05/20 testei o Open Campus da http://www.virbela.com, onde cada avatar circula, conversa e faz reuniões por proximidade usando seu microfone. Depois o Fábio Trierveiler deu a dica de uma opção mais simples e leve chamada http://www.sococo.com.

Virbela é uma dica do Diego Maffazzioli, é preciso baixar um executável que demora um tanto para instalar um runtime, mas o resultado é uma tecnologia de games no mínimo muito interessante. A opção free tem múltiplas opções para interação virtual, como em um jogo, mas com salas, auditórios, mas também permitindo encontros e trocas em qualquer lugar do seu Open Campus – https://www.virbela.com/

Uma opção na mesma linha é https://www.dogheadsimulations.com/rumii, plataforma utilizada por Harvard em sua versão educacion al e pela força aérea na versão de defesa. Dei uma olhada e não vi uma opção free como na Virbela, nem mesmo o trial, mas pelos clientes citados, acho que é uma plataforma old school, proprietária e … cara, começa na edição de entrada a quase 15 dolares por pessoa por mês, ainda mais que a Sococo.

No site da http://www.sococo.com navegamos como em uma planta baixa de um andar do prédio com várias salas, mas este player não tem Open Campus, somente um trial, porque todas as opções são pagas conforme o número de assentos (pessoas) poderá receber. É uma proposta bem diferente do Red Dead e do Virbela, ao invés de uma ambientação em 3D, temos uma visão de cima com a marcação da posição de cada participante e ao assinar o serviço é possível escolher o prédio, quantas salas, distribuição de cadeiras, etc.

Lembram do second life? Tem cada vez mais grupos usando ambientes virtuais para dar um UP nas reuniões de times e eventos, oferecer um ambiente e condições diferentes para sair do video meeting já tradicional. A tecnologia do Virbela lembra o Second Life, que lembra muitos games em primeira pessoa …

O Second Life era um ambiente virtual que simulava aspectos da vida social, foi criado em 1999 pela empresa Linden Lab, podendo ser usado como um jogo, mas podendo ser usado para reuniões, eventos e até comércio.

captura-de-tela-2018-10-08-as-15.21.56

0

Recriei os menus de Jogos e Toolbox com imagens

Prestes a comemorar 8 anos de blog, redesenhei as páginas com os menus de jogos e toolbox, onde havia listas indexadas sobre jogos e técnicas, cada linha apontando para um post, agora tem imagens ilustrativas indexadas (desenhos dos jogos são da Luisa Audy).

As listas iniciaram despretensiosas, foram crescendo ano a ano e viraram boas caixas de ferramentas, a partir de 2014 se transformaram em livros, workshops e jogos que são uma grande paixão e proporcionaram dezenas de momentos incríveis em 2018 e 2019.

Ainda tem posts de jogos e técnicas não indexados, afinal, são 1301 posts, mas estou revisando e atualizando – teorias e modelos, técnicas e boas práticas, metodologias, relatos e depoimentos sobre eventos que organizo, resenhas, vivências sobre facilitação, etc.

JOGOS 360° – https://jorgeaudy.com/jogos-360o/

Mais de cem jogos divididas em icebreakers, muitos warm ups e agile games, para tornar este acesso mais divertido e dinâmico, produzi em gráfica os baralhos em formato especial, gramatura alta, coloridos, cada um com uma descrição ou passo-a-passo e um QRCode para o post. Se tiver interesse no baralho e canvas A3 ou quiser acessar o menu, visita a página do Jogos 360°.


TOOLBOX 360° – https://jorgeaudy.com/toolbox-360/

Mais de cem técnicas em categorias como estratégia, modelagem, planejamento. Assim como para os jogos, criei o baralho e o tabuleiro para ampliar e versatilizar seu uso, formato especial, gramatura alta, coloridos, cada um com uma descrição da técnica e o QRCode para um post. Se tiver interesse no baralho e tabuleiro A3 do Desafio Toolbox 360° ou visitar o menu, na página do Toolbox 360°.


CULINÁRIA – para descontrair!
20/07/12 – Pedrinhas de maça
17/03/13 – Pudim de maçã com pão
07/07/13 – Grostoli da colônia tem gosto de infância
23/05/15 – Granola feita em casa é tudo de bom
22/12/15 – Biscoitos de Gengibre
07/08/16 – Comidinha de gato
11/01/17 – Bruschettas vegetarianas

0

Personas é meio para empatia, entendimento e atendimento

Podemos e devemos entender que PERSONA é a chave, pela relevância de criarmos empatia e reamente compreendermos os clientes, stakeholders, público-alvo, em seus diferentes segmentos e perfis, tanto quanto nossos key-users, usuários, parceiros e operadores.

Para que um produto tenha sucesso, o substrato são as pessoas, quanto mais estabelecermos uma conexão com as pessoas envolvidas, em todos os sentidos, é fundamental. Aquelas que compram, mas também aquelas que vendem, operam, viabilizam, influenciam, …

Para cada produto, serviço ou processo, é preciso debater, pesquisar e mapear suas personas, cada qual com seu peso e equilíbrio em relação às demais, entender a relação entre elas, o peso de suas ações e decisões, como envolvê-las, torná-las parceiras.

Nem sempre as técnicas são explicitas, é uma questão de escolha, algumas serão construídas colaborativamente, algumas as vezes são materializações mais simples, as vezes reaproveitamos mapas já materializados e confirmados, cada caso é um caso.

Ao imaginarmos uma startup ou um novo time de produto, é possível imaginar alguns passos iniciais de grande valor agregado e que sustentarão nossa estratégias a execução – mapas de empatia, mapas de rede, mapas de mercado e a identificação de amostragens:

A) Canvas de empatia possuem variadas abordagens e campos, todos mapeiam personas, com o objetivo de entender, monitorar e cada vez mais buscar o maior nível de conexão e satisfação, através de produto, serviço ou processo.

B) Mapas de rede oferecem amplitude de visão, representando o relacionamento entre diferentes perfis e o que estes relacionamentos nos dizem, um zoom out, informações que enriquecem o processo de empatia em uma visão mais ampla. Os nodos

C) Estatísticas diversas, dados de 1° e 2° nível, pesquisas, especialistas, tendem a gerar visões significativas, com frequência subsidiando projeções e volumetria, curvas normais com medias e extremos, por adesão, por quantidade, por necessidade, etc.

D) Amostragem, porque um dos maiores ganhos do método de mapeamento de personas é a identificação de amostragens assertivas que serão usadas para direcionar pesquisas, eventos de validação, promoções, relacionamento e experiências.

Técnicas de levantamento, validação, elicitação, debates, estudos, … que podem ser usadas a qualquer momento em meio a ciclos iterativo-incrementais, permanentemente buscando entender e validar nossos pressupostos, sua evolução e (re)posicionamento.

Em se tratando de Toolbox, as quatro técnicas acima e as doze abaixo, nos ajudam a dar start em um processo iterativo virtuoso, pois ajudará na visão de personas, proposta de valor, MVP’s, validações, desenvolvimento do cliente e pivots de diferentes níveis.

1. Entrevistas sempre serão úteis, a preferência é por técnicas mais coletivas, posto que registrar opções pessoais é anos luz atrás de reunir pessoas e gerar informações percebidas como convergentes ou divergentes;

2. Pesquisa Desk é a técnica de se utilizar de seu computador conectado a grande rede e rastrear o que ela tem a nos oferecer sobre mercado, clientes, concorrentes, fornecedores, … tudo isso ao alcance de um click;

3. Surveys são pesquisas online, dedicando-se o tempo necessário para formulá-la, antecipando possibilidades e cenários. É importante fazer um piloto, que pode inclusive ser analisado em um grupo de especialistas;

4. Análise de conteúdo é uma técnica tão antiga quanto as entrevistas, pois os documentos e material citados em algum momento podem ser requisitados, agrupados, para serem analisados, entendidos;

5. Experimentos são consultas a partir da realização de uma sequência de passos previamente preparados de forma a reproduzir condições para diferentes grupos e assim analisá-los de forma comparativo em suas semelhanças e diferenças;

6. Shadowing é uma técnica de observação, muito utilizado por times de variados produtos e serviços, providenciando horas, turnos ou dias acompanhando clientes, key-users, parceiros, para melhor entendê-los;

7. Diário é uma técnica em que pedimos para alguém registrar tudo o que acontece em certo período de tempo, usado por exemplo, quando o shadowing não é possível, quando pedimos para o próprio cliente fazer os registros;

8. Pesquisa aqui tem uma abordagem abrangente, podendo utilizar-se de questionários, quantitativa ou qualitativa, seguindo métodos mais científicos e a partir dele levantando hipóteses ou conclusões;

9. A técnica Delphi é uma consulta a especialistas, de forma que cada um se posicione sob seu ponto de vista, expertise e know how, informações que são cruzadas para buscar suas variações e coincidências;

10. O uso de debates possui dezenas de formatos, desde painéis, fishbowls, open spaces, world café, técnicas mais abertas ou fechadas, formais ou informais, com coordenação centralizada ou auto-organizados;

11. Focus Group é quando reunimos um grupo de pessoas representativo de uma de nossa personas para validação de informações, que são submetidos garantindo evitar-se influenciar suas percepções;

12. Unfocus Group é uma proposta que segue uma boa prática de debates da IDEO, onde em um grupo de discussão inclui-se propositalmente perfis desconexos, como um psicólogo, sociólogo, alguém completamente fora do tema que será debatido.

Um case de personas, quem elas são, o que comem, onde moram?

Imagine Travis Kalanick imaginando em 2009 o Uber como um serviço de taxis executivos, as personas a serem mapeadas eram os clientes preferenciais (executivos) e a rede no seu entorno, não executivos, motoristas, taxis, ônibus, parceiros, oficinas, postos, …

Aproximar-se destas personas, entendê-las, gerar e induzir empatia em ambos os sentidos, cada uma delas poderia e teve um papel fundamental na história da Uber … Para o founder, business owner, product owner e envolvidos, mapear as suas personas de forma ampla é crucial.

Se não quiser chamar de persona quando não é o cliente final, batize de outro nome, chame-os de bruxos, mas conhecer seu perfil, comportamento e necessidades é tão importante quanto conhecer seu cliente. Porque são engrenagens de uma mesma máquina.

 

0

O valor na facilitação de storytelling, encenação, jornadas e storyboards

Para exercer empatia, entender e atender outras pessoas, no trabalho e no dia-a-dia, precisamos nos apropriar de sua história, fluxo de ações e eventos. O valor não está na técnica de modelagem, mas na interação, sinergia e colaboração, narrada pelos próprios protagonistas ou seus representantes, para, colaborativamente, mapearmos passado e presente, projetarmos o futuro.

Nada melhor que histórias, encenações e imagens, quando queremos gerar uma boa egrégora para nos conectarmos a pessoas e objetivos, quer olhando para o passado, presente ou futuro. A chave é o aspeto humano e coletivo de storytellings, jornadas, encenação e storyboards, com facilitações visuais, sketchs, drafts e muitos postits.

Tenho vários posts com detalhamento, relatos e depoimento sobre estes temas e técnicas, o uso em projetos, planejamento, concepções, roadmaps, inceptions, retrospectivas e futurespectivas. O uso em pesquisa, entrevistas, shadowing, focus group, treinamentos, representação em improviso com seus próprios protagonistas e outras oportunidades.

Em 2017 organizei Tecntalks para debater storytelling, Jornada do Herói, psico-drama, oficinas de flipbook, storytelling e storyboard. Além disso, debatemos nossas técnicas de jornada, ideação e enriquecimento com how might we, 5w2h, crazy eight, csd, … Dica importante? Só se aprende fazendo, sempre coletivo, colaborativo, com tentativas, erros e aprendizados.

Storytelling é mais que uma mera narrativa, é a arte de contar histórias envolventes para transmitir uma mensagem de forma inesquecível.

Storytelling é a transmissão de narrativas usando palavras e imagens, pré-elaboradas ou de improviso, para gerar empatia ou fomentar a atenção, debate e enriquecimento de informações que o grupo julgue pertinente. Instigando engajamento, sinergia, originando o mapeamento de jornadas, a facilitação visual, a confecção de cenários passados, presentes ou prospectivos sobre o futuro.

Por enriquecimento, entendemos o debate e a agregação de informações úteis, esclarecimentos, modelagem, sugestões, inovação, disrupção, relacionadas a cada passo da história. Oportunidade para questionar, debater, idear, de forma que co-criemos um bom entendimento e contextualização, mas identifiquemos oportunidades de mudanças, melhorias e soluções.

storytelling

Encenar vai além dos palcos, há diversas formas de comunicação e arte envolvidas, expressão corporal, vocal, artes visuais, música e textos, proporcionando inúmeros benefícios interpessoais.

Encenar, enquanto prática teatral desperta a criatividade e a iniciativa, aprimora a percepção sensorial e desenvolve capacidades como coordenação motora, raciocínio lógico e concentração. Apresenta ferramentas que potencializam a comunicação verbal e não verbal, criatividade, desinibição, improviso, o poder de persuasão, o contato com as pessoas.

A linguagem teatral é uma metodologia que nos conecta ao lúdico para nos comunicarmos sem barreiras, através do lúdico transparecemos o individual e o social em nós, pela encenação é possível materializar um maior e melhor entendimento de um negócio, processo, situação. Eu uso a encenação previamente elaborada e ainda mais inspirada no programa “É tudo improviso” do Ballas na Band.

Jornada é uma visualização do processo que uma pessoa atravessa para atingir um objetivo, usada para entender e atender suas necessidades.

Jornadas são como filmes com extras do diretor, podemos consultar dados sobre atores, evidencias, backstage, dispositivos, ideação, satisfação, etc. Um passo-a-passo onde na primeira linha tem a jornada, contando abaixo com diferentes linhas de informações adicionais, acrescendo dados, para que na soma deles possamos compreender sua complexidade ou real potencial.

Conceitos e técnicas fundamentais para qualquer profissional da era do conhecimento, ambidestro, T shaped. Experiências mapeando jornadas são uma garantia de imersão na co-criação, empatia, compreensão coletiva sobre a experiência de quem queremos melhor conhecer e atender, desde clientes, colaboradores, cidadãos a perfis mais específicos e singulares.

Storyboard são organizadores visuais, com uma série de ilustrações ou imagens em sequência com o propósito de visualização de uma narrativa.

Comece com uma história, identifique os personagens, suas motivações, cenário e contexto, em seguida, escolha cenas (passo-a-passo) que mostrem o enredo em desenvolvimento, do início ao fim. Ilustre sua história, como uma história em quadrinhos, sem stress, esboços rápidos com balões de fala e pensamento, ação e narração feitos em papel ou meio digital, usar postits sempre é uma boa ideia.

Não se apegue ao storyboard enquanto arte, mas como um meio, garanto que qualquer pessoa pode desenhar e se fazer entender. Evite a síndrome do impostor, que na psicologia é uma linha de pensamento onde a pessoa não consegue aceitar que é capaz, sendo levada a procrastinar ou não fazer, postergando desenvolver-se como profissional, achando que somente os outros é que conseguem.

Vídeos

Compartilho um de muitos vídeos explicativos sobre Jornadas em suas diferentes composições, disponíveis no youtube:

A seguir um tutorial para criação de um journey map usando recursos básicos do Miro que acho bem interessante:

0

Contribuindo no planejamento de carreira de jovens – um acelerador de 0 a 100!

Com frequência, jovens e alunos, alguns veteranos também, me procuram para ajudar a quebrar alguns paradigmas, refletir e materializar um plano de carreira. Para ajudar é preciso resgatar sua história, aspectos essenciais, ajudar a melhor mapear e organizar seu contexto, referências, novas atitudes e principalmente, estabelecer objetivos.

Fui criando guias, hoje são duas folhas A3 que conduzem um storytelling com HMW sobre sonhos, profissão e carreira, gerando as deixas para falar sobre empatia, cenários, antecipação, valor, com destaque para networking e provocações sobre o paradigma onde o profissional precisa escolher a empresa tanto quanto a empresa escolher o profissional.

Em cada nova informação, podemos usar cards com cores que identifiquem prioridades, insights, pontos de atenção, especialmente a primeira folha, onde temos formação (podemos colocar tickets destacados com certificações ou treinamentos), em hobbies, posto que muitas vezes hobbies são grandes aliados para integração e interação.

Entrevistas e contatos, ter na ponta da língua o que quer, porque, referências, competências:

A empresa mapeia e sabe exatamente o que esta procurando, infelizmente quem esta sendo entrevistado as vezes só quer um emprego, não tem muito o que dizer, conversar, se posicionar. Antigamente precisávamos do CV e uma prova técnica, hoje também temos longas conversando sobre vivências, plano de carreira, mapa de competências, expectativas.

Planejamento de carreira é algo essencial para entrantes no mercado, que muitas vezes nem tem muita convicção sobre o que querem fazer, informações úteis ao se prepara para uma entrevista, posto que cada vez mais os entrevistadores buscam pessoas que sabem o que querem, tem atitude, certos de suas certezas e de suas incertezas.

Profissionais, é fundamental constantemente expandir sua rede com profissionais de referência (pág.1):

Mapear quem são os nomes em destaque, porque se destacam, onde e como interagem e geram valor, usualmente nomes do circuito de eventos, palestras, webinars, artigos, posts, que merecem ser fonte de inspiração. Eu uso o termo cercar, quer dizer, seguir nas redes, assistir, interagir sempre que possível, conhecer e se fazer conhecido.

Ao fazê-lo, nos mantemos informados sobre a excelência, não só competências essenciais, hard e soft skills que os destacam, mas sobre ferramental, técnicas, boas práticas, seguindo o modelo de Broadwell que destaca a importância em saber que existe, sair da ignorância, para então ter atitude e querer aprender, se desenvolver.

Atuações (personas) e valor, saber as profissões e carreiras em destaque onde pode e quer atuar (pág.2):

Uso a alegoria de personas do design thinking para explicar papéis almejados, uma forma de entender que é preciso saber pelo que esse profissional é valorizado, que valor ele agrega, seus principais atributos. Essas informações geram em nós a percepção de prioridade naquilo que é nosso plano de desenvolvimento, estudos, investimento.

A oportunidade de ampliar de forma constante seu networking com profissionais da área e papéis que temos interesse é um grande acelerador para saber rapidamente de oportunidades, novos conhecimentos, chances de tornar-se conhecido na área de forma discreta. Se você é da área jurídica, o mínimo é ter uma rede crescente de advogados, escritórios e até juízes sempre que possível.

Empresas, networking e canais, estamos no ápice de uma visão de cenários possíveis e envolvimento (pág.2):

Identificar as empresas onde mais quer trabalhar é um exercício permanente, ao ter um bom e crescente networking, ao participar de fóruns e eventos, inevitavelmente conhecemos mais e mais detalhes sobre empresas. Sua cultura, práticas, oportunidades, investimentos, também sobre seus negócios, produtos e serviços, até mesmo sazonalidade.

Investir na aproximação de profissionais, empresas e desenvolver um networking que gere um ciclo virtuoso de informações e oportunidades, também tem a ver com a reflexão sobre canais e relacionamento. Como você usa as redes sociais, o quão é ativo e atrai a atenção, o quanto posta e compartilha coisas sobre a sua área, isso não pode ser difícil, se é, é um ponto de preocupação.

A primeira página A3 é um exercício de visão de vida, contexto e trajetória até aqui, na prática é um aquece para a segunda página:

1. Identificar o nome e, se quiser, família imediata, com quem vive;
2.  Algo que curte muito sobre o seu momento hoje;
3. Algo que o preocupa, que o tira do sério hoje;
4. Liste seus hobbies, talentos, esportes, coisas que faz por curtição;
5. Rendimentos (quanto ganha hoje) ou de onde vem essa grana;
6. Despesas (quanto gasta hoje) ou onde vai a sua grana.

7. Formação, com seus cursos, eventos, etc;
8. Experiência, sobre trabalho, formais ou informais.

9. Sonhos, desejos para a vida, viagens, família, conquistas;
10. Carreira, o que já havia projetado ou previsto;

11. Profissionais de referência, aqueles que vale a pena se aproximar;
12. Competências que os destacam, que os fazem ser reconhecidos como tal.

A segunda página é onde mapearemos nossas percepções, meios, objetivos e um plano com priorização de atividades priorizadas:

1. Papéis ou personas sobre as atuações possíveis ou desejadas, podendo ser cargo, função, colocação;
2. Qual o valor que estes papéis entregam e são valorizados, hard e soft skills, desempenho.

3. Quais as empresas são aquelas top 3 onde quer realmente continuar ou entrar em breve;
4. Networking é a identificação de quem pode ajudá-lo a fazer isso acontecer, chegar onde quer chegar.

5. Canais e relacionamento? Qual passará a ser sua estratégia em redes sociais, grupos, eventos, …

6. Um plano de atividades, ações, empenho, mudanças, devidamente priorizada e sequenciada de 1 a 5.

Tenho dezenas de posts com ferramentas destinadas para auto-conhecimento, abordagens, modelos, técnicas, um carinho especial com planejamento de carreira por ser professor e ver esta inquietude e muitos erros em jovens meio perdidos neste quesito. O artefato acima descrito não é a evolução disso tudo, mas um instrumento mais, pois as vezes um SWOT basta, as vezes um mapa de rede, outras um Value Proposition com um plano de melhoria naquilo que faz para tornar-se melhor, caso-a-caso:

Mas, com ou sem planejamento de carreira, boa sorte aí!

0

Kahoot, Mentimeter e novas formas de interação, jogos para questionários e enquetes

Novos tempos e novos paradigmas exigem novos termos (*) para o uso aplicado de tecnologia, jogos, áudios e vídeos em aula, uma roupagem nova para conceitos antigos. Há 60 anos atrás o manual do escoteiro mirim já era usado como recurso de educação, seriados da Disney e outras produtoras, lembrei até das aulas de inglês do Fisk na década de 70, usando músicas, esquetes e jogos para ensino e aprendizado.

(*) educommunication (education + communication), edtech (education + technology), edutainment (education + entertainment), também podemos citar conceitos correlatos como ludificação ou gamification para o uso de mecanismos de jogos em outras áreas.

A muito tempo o universo de ferramentas utilizados em aula para questionários, enquetes e interação sobre conteúdos vem se transformando em algo mais dinâmico, atraente e divertido. Cores, movimento, elementos gráficos, imagens, melhor que longos textos. Ao mesmo tempo, professores, pesquisadores e instrutores tem que se reinventar, impondo novas técnicas e empatia. Isso é só o começo!

KAHOOT!

É uma plataforma de aprendizado baseada em jogos, usada como tecnologia educacional em escolas e outras instituições de ensino. Seus jogos de aprendizado, “Kahoots”, são testes de múltipla escolha que permitem a geração de usuários e podem ser acessados por meio de um navegador da Web ou do aplicativo Kahoot. – https://create.kahoot.it/

Não são questionários, são jogos, porque possuem uma dinâmica de pontuação, nicknames, tempo de resposta, todos em paralelo, com ranking, onde o professor coordena os tempos para resposta, debate, feedback e evolução. A versão paga gera além de quiz e true/false, oferece:

MENTIMETER

A Mentimeter é uma empresa sueca com sede em Estocolmo com um aplicativo onde obtemos informações em tempo real de equipes remotas e alunos on-line com pesquisas ao vivo, questionários, nuvens de palavras, perguntas e respostas e muito mais. O Mentimeter, assim como o Kahoot tem muitas opções e parametrizações bloqueadas na versão free, mas ambos pode importar e exportar dados – https://www.mentimeter.com/

É possível agregar pesquisas de opiniões, votações, avaliações em tempo real, durante e após as apresentações, em conferências, programas de treinamentos e educação e eventos em geral. Ela agrega, ainda, um gama de dispositivos para se trabalhar estratégicas de sensibilização, mobilização e participação proativa do público-alvo, onde o anonimato e o feedback imediato ajudam a ampliar o envolvimento.

QUIZIZZ

É um aplicativo de jogo que propõe seguir o ritmo dos alunos nas respostas, podendo desacelerar e pensar nas perguntas, podendo inclusive desligar o cronômetro. Pode ser atribuído a alunos fora da sala de aula como uma avaliação formativa – http://quizizz.com/

quizizz

QUIZALIZE

Pode ser reproduzido de forma síncrona durante a aula ou assincrona fora da aula, com a capacidade de escrever respostas mais longas. O aplicativo divide aleatoriamente os alunos em duas equipes, para que eles compitam entre si em grupo. Recentemente, Quizalize também adicionou uma versão “basquete”.

quizalizze

SOCRATIVE

Ao contrário dos outros três aplicativos, o Socrative permite respostas curtas (embora você precise verificá-las). Ele oferece uma opção de corrida espacial, onde as equipes de estudantes competem entre si. O feedback imediato é parte do processo de aprendizagem. O Socrative fornece isso para a sala de aula ou escritório – uma maneira eficiente de monitorar e avaliar o aprendizado que economiza tempo para os educadores, proporcionando interações divertidas e envolventes para os alunos – https://socrative.com/

kahoot-socrative-plickers-35-638

Abaixo, o que usávamos antes é um choque, formulários textuais em que usar cores e imagens simples e estáticas era um diferencial, mas que comparado com a ludificação (*) proporcionada pela dinâmica de jogos e interação em ferramentas mais disruptivas, é um grande contraste.

(*) Ludificação, também chamado de gamificação, é o uso de técnicas de design de jogos que utilizam mecânicas e pensamentos orientados a jogos para enriquecer contextos diversos, normalmente não relacionados a jogos.

FORMS do GDRIVE

O Google Forms é um aplicativo de espectro generalista, que permite a gestão de pesquisas textuais, lineraes, solução incluída no pacote de escritório do Google Drive, junto com o Google Docs, o Google Sheets e o Google Slides. O Forms apresenta os recursos de colaboração e compartilhamento encontrados também em Documentos, Planilhas e Apresentações da famosa suite do Google.

Entre 2011 e 2018, tenho centenas deles, criados para consultas, pesquisas, inscrições, orientações com feedback, é bem simples e quadradinho, mas cumpre seu papel no básico. É intuitivo e é possível criar e enviar um questionário ou pesquisa simples em poucos minutos. O resultado com respostas e devolutivas geram estatísticas e ficam salvas em um GSheets (planilha igual ao Excel) para edição e download fácil.

0

Hora de desapegar para (re)pensar, (re)significar, (re)agir, se (re)inventar

Em 2019 fiz uma palestra no TEDxLaçador convidando as pessoas a se apropriarem de tudo o que de melhor a indústria e organizações desenvolveram em técnicas para auto-conhecimento, ideação, planejamento, inovação e empreendedorismo … Agora, o covid-19 impôs!

Com minha amiga e colega Tatiana Ximenes, temos conversado sobre ser imperativo sair do choque inicial da pandemia e iniciar um processo criativo sobre cenários e ações de curto, médio e longo prazo, tanto no aspecto profissional, familiar, equipes, empresas, para autônomos.

Importante visualizar o modelo de Elisabeth Kübler Ross sobre reação à tragédia, luto ou perda, isso pode nos ajudar a acelerar a recuperação, diminuindo a depressão do choque e inércia causado por uma crise singular como covid-19.

Proponho três passos – passado, presente e futuro – (1) relembrar onde estávamos e o que almejávamos, (2) onde estamos e possibilidades, (3) planos sobre como trabalhar para criar cenários alternativos, daí em diante é tentar, aprender, fazer de novo.

Psicologia positiva é uma coisa, negação é outra

1. A maioria dos planos e estratégias comprometidos, não importa se temos reservas, porque o mercado e o contexto que conhecíamos não existe mais, e temos que aceitar que uma nova normalidade vai demorar pelo menos um ano;

2. Pequenas empresas fechando, profissionais desempregados, vai piorar antes de melhorar, falta de dinheiro nas ruas, endividamento estatal, aumento da inflação. Por melhor que um ou outro esteja, a maioria é que definirá o padrão;

3. Isso não é pessimismo, é realismo, não é futuro, é presente, se acha que não, talvez viva em uma redoma de vidro, porque pessoas são demitidas, pequenas zeram seus quadros, grandes empresas nas mídias doando, mas apertando o cinto.

Os maiores aprendizados não são novos

Nos últimos 20 anos muitos não fizeram o dever de casa, estão ainda no século XX: Tem uma empresa e não usa a tecnologia; Não convertem clientes em networking; Estão empregados mas o foco é o salário e as férias; Alguns tocam um dia de cada vez, sem estratégia;

Muitos acham que Design Thinking é para privilegiados, Lean Startup é para jovens empreendedores, o uso profissional da internet e redes não é necessário, é difícil gerenciar networking, imagem e pegada digital. Está na hora de se reinventar, pedir ajuda se preciso;

Não sou a Maria Antonieta, sei que muitos não tem pão nem brioches, mas todos pode ter aliados, associações, instituições, grupos, ONG. A sociedade tem uma pirâmide e na base é mais difícil, mas quem tem acesso é indesculpável não tentar para si e disseminar, compartilhar.

Vamos lá, três passos: Passado, presente e futuro

É preciso desapegar e colocar antigas verdades e posições em cheque, temporária ou definitivamente, por isso partiremos de uma análise do passado, dupla avaliação do presente, racional e criativa, para então sermos ambidestros em relação a um futuro ainda não escrito.

PPF

1. PASSADO: AUTO-CONHECIMENTO

Resgatar informações essenciais de quem somos até aqui, estratégia, objetivos, mercado, produtos, serviços, pessoas. Um exercício de empatia consigo mesmo, um mapa de nossas expectativas, planos e fatos antes disso tudo começar. Um exercício que tem tudo para ajudar a relembrar e estabelecer a consciência de quem somos e do que somos capazes.Foco na construção de um mapa de rede contendo tudo de útil sobre nós mesmos, parceiros, fornecedores, clientes, negócios, mercados, aquilo que temos a nossa disposição ou acesso.

Identidade > Estratégia > Objetivos > Iniciativas >>> Mapa expandido de rede

2. PRESENTE: DESAPEGO

A partir do mapa criado sobre nós mesmos, entender nossa situação atual, impacto, estrutura, portfólio, SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) em categorias selecionadas, como mercado, ambiente, ferramental, processos, pessoas, talvez estoque, matéria-prima, o objetivo é listar toda e qualquer oportunidade, produtos, serviços, competências, o que temos a nossa disposição, sem filtros ou preconceitos. A ideação é o uso de técnicas de ideação e co-criação de possibilidades a partir dos mapas construídos até aqui.

Estrutura > Portfólio > SWOT expandido >>> Banco de ideias

3. FUTURO: PLANOS DE AÇÃO

A partir daqui o foco é materializar cenários prospectivos, entendê-los, como podem ser e o que podemos fazer em curto, médio e longo prazo, utilizando tudo que estiver ao nosso alcance ou que possa ser ativado, aquilo que está em nosso rede (1st, 2nd, 3rd), influência direta ou indireta, de forma que possamos montar planos, experimentar, aprender, seguir em frente. Com coragem para (re)criar, mudar, temporária ou permanentemente, mais que sobreviver à crise covid-19, reinventar-se pelo tempo necessário para seguir em frente.

Cenários > Oportunidades >>> Plano(s) iterativo-incremental

Só se aprende fazendo, mãos à obra!

Um exercício em três tempos que pode se circunscrever em algumas horas ou faseado em dias, pode ocupar uma folha ou um mural, tudo depende da amplitude e profundidade, do prazer e curtição em fazer este mapeamento, não fazê-lo por obrigação. Até mesmo porue fazer não é receita de solução, não há garantias, só garante maior auto-conhecimento, melhor compreensõ e a percepção de ideias para um plano de ação. Com sorte, gerará maior sinergia e cumplicidade entre os envolvidos.

Exemplo – PASSADO: AUTO-CONHECIMENTO – Quem somos, planos e pretensões, qual a área de atuação, fluxo de caixa, o que temos, o que somos. Mapear uma rede expandida de nós mesmos – o que pode ajudar, empresas atuais e anteriores, parceiros atuais e anteriores, talentos, negócios, hobbies, “amigos de amigos”. Já modelei vários para amigos e alunos, sempre há surpresas, informações antes escondidas em uma rede mal entendida. PRESENTE: DESAPEGO – Analisar a grana, entradas e saídas, para então debruçar-se no mapa de rede construído, gerando insights, questionamentos, oportunidades. Amplie, reflita, registre forças, fraquezas, oportunidades, ameaças, pois tudo o que fizemos e mapeamos até aqui serão insumos para novas opções, gere o máximo de insights. FUTURO: PLANEJAMENTO – Chegou a hora de desenhar cenários, com a soma de nosso banco de ideias e riscos. Os cenários trazem debates sobre causas e efeitos, impacto e probabilidade, custo x benefício. Para cada cenário ou ideia, cada reflexão, cada projeção, são insumos para nosso plano de ações.

Conclusão

Na minha opinião, a abordagem e condução não é muito diferente para pessoas, famílias, autônomos, desempregados, MEI, profissionais, equipes, áreas, negócios, produtos, grupos, ONG’s, … iniciamos relembrando quem somos e de onde viemos, continuamos no mapeamento de situação e possibilidades, terminamos com ideação para cenários e iniciativas. Tudo isso focados em definir os próximos passos.

Ajudei nessa modelagem um jovem que queria pivotar a carreira e encontrou algumas alternativas de contatos que ainda não tinha percebido, um amigo autônomo que está sem rendimentos e que mapeamos possibilidades de parcerias, com amigos que confirmaram a oportunidade de cursos online, um deles a opção por buscar um coaching.

Não pode e não é rígido, a medida que vamos conversando, percebemos que cada caso é um caso, pode durar horas ou dias, o ideal é termos mais pessoas participando, familiares, parceiros, colegas, … é legal a busca por reinvenção, de si mesmo, produtos, serviços, mercado.

Tenho 1300 post publicados, centenas de técnicas e boas práticas, relatos e depoimentos, posso citar alguns: