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E por falar em Team Building …

Uma empresa no início do século XX era percebida explicitamente por grandes nomes da administração como máquinas, cada área e cada profissional em sua especialização, com um estrutura de comando e controle.

Em meados do século XX, empresas como organismos, pessoas como células tronco destinadas a especialização, equipes seriam órgãos e sistemas, pulmões, coração, ossos, músculos, com um cérebro tomando decisões.

Em função destas alegorias, nossos livros de administração mostram estruturas organizacionais previsíveis, como as tradicionais funcionais, matriciais e projetizadas, as três baseadas em premissas de comando e controle.

No início do século XXI temos estruturas ainda não reconhecidas por alguns livros de administração, mas que ilustram e materializam modelos baseados em redes, contendo ao mesmo tempo modelos formais e flexíveis.

Um dos meus gurus sobre teorias das organizações que aprendem e se adaptam dinamicamente, é Ikujiro Nonaka, que com seus parceiros gerou algumas das propostas mais consistentes para nortear esta mudança.

O modelo hipertexto propôs três dimensões organizacionais, uma formal, que estrutura e suporta, uma invertida com equipes auto-organizadas e uma terceira que explicita a gestão do conhecimento como um ativo organizacional.

Outro autor de renome, John P Kotter propôs uma estrutura que batizou de Dual, com uma dimensão formal, análoga a 1ª da hipertexto e uma análoga a 2ª através de redes dinâmicas conforme propósito, mais inquieta e inovadora.

“Kotter argumenta que você deve fazer as duas coisas ao mesmo tempo. O lado hierárquico, analítico e sequencial dos negócios precisa de coordenação. O lado experimental, imaginativo e da rede, precisa de capacitação. Vinculando os dois para que operem em paralelo, mantendo o lado hierárquico conectado à inovações, para que a hierarquia acompanhe e construa o todo em vez de puxá-lo em direções diferentes.”

Kotter

Em 1972, Kotter doutorou-se e passou a lecionar na faculdade da Harvard Business School, passou a professor titular em 1981, nomeado Professor de Liderança Konosuke Matsushita, mítico fundador da Panasonic, inovador em gestão no Japão pré-guerra.

Os princípios de Konosuke Matsushita já na década de 30, foco da disciplina de Kotter, pregava a qualidade e eliminação de desperdícios, priorizando as necessidades dos clientes e colaboradores, com a responsabilidade de ser difusor de desenvolvimento social. O sucesso era a meta do empresário aos operários, nos anos 20 e 30 em meio a crises, manteve os quadros e pôs todos a vender e colaborar das formas possíveis.

matsushita

Não por acaso, há conhecimento e princípios essenciais que ligam os grandes nomes que admiro, Nonaka, Deming, Ohno, Matsushita, Juran, Kotter, Druker, mas me dando o direito à interpretação, prisma do aprendizado significativo de David Ausubel, pois precisamos interpretar o que descobrimos à luz de nosso saber (subsunçores).

Nos meus treinamentos, moldei gradualmente um conceito baseado em disciplinas, aos poucos consolidadas em sete, quatro essenciais e três pragmáticas – pessoas, equipes, liderança e conexões, seguido de estratégia, projetos e operações.

Dual ou ambidestramente, estruturei o cerne de conhecimentos e aprendizados em sete disciplinas, paradigmas e mais de 130 boas práticas, úteis de forma direta ou indireta no desenvolvimento humano e formação de times.

Materializando este sincretismo, publiquei livros e jogos sobre SCRUM, Toolbox, Team Building Games, com muitas teorias da filosofia, psicologia, sociologia e ciências sociais, porque precisamos estar “Sobre os Ombros de Gigantes!”.

TEAM BUILDING

4 essenciais – Quatro disciplinas que dizem respeito a base humana, social, sobre pessoas e suas relações, desde aspectos de contribuição e carreira (proteana), passando por equipes (auto-organizadas), lideranças e conexões (redes), espontâneas, induzidas ou orquestradas – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões:

3 pragmáticas – Três disciplinas práticas, onde o foco é inspiração e transpiração, usando de empatia e sinergia, na construção de processos fluidos onde o protagonismo é compartilhado em 360°, colegiado, colaborativo, constantemente redirecionado para melhoria contínua de suas metas, entregas e aprendizados – Estratégia, Projetos e Operações.

Não há uma receita de bolo, mas um grande substrato que nos proporcionam rápida interpretação, alinhamento, experimentação, validação, alimentando ciclos contínuos e virtuosos. A cada oportunidade, um maior domínio sobre este substrato garantirá que nossas escolhas não sejam casuais, mas uma opção comparativa e evolutiva.

Uma boa abordagem é discutir brevemente prismas e paradigmas de mercado, de estrutura e desenvolvimento humano, para então dedicar-se de forma prática no entendimento e exercício real, primeiro falando de pessoas, como se agrupam e trabalham juntas, como exercem liderança, para então entender as possibilidades de conexões.

Em um dia de exercícios partindo das questões mais essenciais, humanas, passamos a algumas das melhores práticas relacionadas a estratégia, táticas e execução de projetos e operações … desde o início com foco em modelagem de quem somos e como fazemos para nos ressignificarmos e propormos melhorias incrementais relevantes .

Cada uma das disciplinas conta com dezenas de oportunidades, variáveis conforme as características do próprio time, cultura organizacional, processos, produtos e serviços, mas há uma linha mestra:

  1. Pessoas com maior domínio sobre seu planejamento de carreira, auto-conhecimento e planos;
  2. Equipes com clareza de missão, contexto, intra e inter, em ciclos contínuos de melhoria contínua;
  3. Liderança baseada em transparência, confiança, proporcionando o substrato e meios possíveis;
  4. Conexões, tanto intra-equipe, inter-equipes e inter-organizacional, mercado e comunidade;
  5. Estratégia enquanto envolvimento, comunicação, alinhamento claro em prol de sinergia e resultados;
  6. Projetos, inspirado em paradigmas ágeis, colaborativos, empírico e convertendo o máximo de valor;
  7. Operações, baseadas intensamente em comunicação, gestão efetiva de fluxo com foco em solução.
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Papeando com a Lucélia Ourique no Papo de RH

Tenho participado de muitas coisas legais nestes últimos anos, mas o último mês está insano, na segunda-feira, dia 11/11/19 tive o prazer de bater um papo no Papo de RH com a Lucélia Ourique.

O canal oficial é o https://www.facebook.com/PapodeRecursosHumanosOficial/ e o histórico desde que iniciou é auto-explicativo – grandes nomes, muito conteúdo, carreiras que inspiram, empreendedorismo feminino, está sensacional.

Conheci a Lucélia Ourique no primeiro Toolbox no RH, uma iniciativa que me proporcionou ter ela e uma galera de RH e pessoas muito especiais na minha rede, a Andreza Deza Deza, Carine Pereira, Fabiane Castro, Simone Grivot, e mais.

No papo que fizemos no papo do dia 11/11 rolou uma porção de temas sobre profissionais e empresas, passado, presente e futuro, algumas quantas teorias e práticas, alguns autores e gurus da nova ordem mundial … empatia + sinergia!

Tem um outro vídeo, mais curto com P&R bem objetivas, deve sair em breve. Curiosamente fui convidado a falar sobre três temas diferentes em três canais nas últimas semanas, o que gerou alguns encontros e reflexões que muito me energizam.

Como professor, consultor ou voluntário, a estrada tem sido muito prazerosa … alguns percalços, mas acima de tudo uma rede maravilhosa, amigos, alunos, a medida que o tempo passa se espalhando, Europa, EUA, Canadá, Austrália, …

Vamos ver o que o futuro nos reserva, mas até aqui já tenho muitas histórias para contar a meus netos no futuro.

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Desenhando sua vida

Na minha palestra no TEDxLaçador eu afirmo que “Somos Um Só”, quer no trabalho, lazer ou descanso, sempre podemos usar nossos conhecimentos e aprendizados. As empresas adotaram abordagens do Lean Startup, Design Thinking, Métodos Ágeis, Art Of Hosting, Gamification e muito mais, que também são úteis para nossas vidas pessoais e carreiras.

Um dos cursos mais famosos de Stanford é o “Designing Your Life”, criado por Bill Burnett e Dave Evans, que virou best seller sobre como podemos usar abordagens típicas do Design Thinking em tudo na nossa vida. O objetivo é termos uma boa vida e um bom trabalho.

Uma vida bem projetada é uma vida generativa, constantemente criativa, produtiva, mutável e evolutiva, sempre aberta a surpresa!

Existem quatro áreas, para as quais devemos manter ou buscar o equilíbrio em nosso redesenho de vida:

1. Saúde é a base, em todos os seus aspectos, física, emocional, mental e espiritual;
2. Trabalho, de forma plena, naquilo para o que somos pagos ou voluntariado;
3. Lazer, valorizando aquelas coisas que você faz para se divertir;
4. Amor em toda sua amplitude, apaixonado, fraterno, por pessoas e pelo mundo que nos cerca;

Abordagem esta que baseia-se, segundo os autores, em cinco atitudes:

1. Seja curioso – A melhor combustivel para melhorar algo é a curiosidade, ela nos move para o estudo, na busca por outras formas melhores em atingir nossos objetivos. Assim como na teoria da ambidestria organizacional, onde empresas devem gerar resultados ao mesmo tempo que devem dedicar algum tempo a inovação e empreendedorismo em suas diferentes forma. A curiosidade, o questionamento, a inquietude, são valores essenciais da melhoria contínua;

2. Experimente – Há décadas nos empenhamos para que empresas se utilizem de protótipos, pilotos ou etapas com rápido feedback. Sempre é possível fracionar o que é preciso fazer, de forma que ao iniciar, os resultados venham da forma mais rápida possível na forma de validação e geração de valor, ou mesmo da percepção antecipada do erro, para que possamos percebê-los o quanto antes e agir para mudar, corrigir, inovar;

3. Repense – Se experimentar é uma necessidade, é preciso estabelecer ciclos muito curtos de feedback, para assim dar-nos ao direito de repensar e mudar o que fazemos e mesmo o que queremos. Assim como nas empresas, a vida deve ser iterativo-incrementais-articulada, evitando as vezes a falta de foco, a postergação, a manutenção de algo errado além do mínimo necessário ou de nos beneficiarmos de algo que está dando certo o máximo possível;

4. Aproveite – A vida é uma longa caminhada cheia de surpresas, riscos e oportunidades, é preciso estarmos abertos a aproveitar a estrada e não viver apenas para aproveitar o destino final. Os autores afirmam que a vida é um processo e não um resultado, a qual precisa ser vivida a cada dia, as vezes aproveitando o melhor possível, as vezes assimilando algo de ruim que tentaremos reverter da melhor forma possível;

5. Parceiros – Eu uso o termo “parceiros de viagem”, porque se a vida é uma caminhada, é muito melhor se a trilharmos em boa companhia … Quem são seus parceiros de viajem? Mais que nunca, empresas se utilizam de processos empaticos e colaboradtivos para gerar melhores produtos, serviços e processos. Assim, é preciso estarmos atentos aos sinais que o mundo nos oferece na forma de feddbacks, de diferentes opiniões, sugestões, contra posições, a diversidade é aliada das boas decisões.

No curso de Burnet e Evans, em Stanford, os participantes realizam uma sequência de atividades de auto-conhecimento a (re)desenho de sua vida e carreira:

1. Avaliação – Aqui eu uso a roda da vida, alinhado ao que eles sugerem, que é a realização de uma autoreflexão sobre o balanceamento de sua vida, o que está legal e o que não. Este exercício mostrará um diagnóstico sobre o equilibrio entre a qualidade da vida, pessoal, profissional e relacionamentos;

2. Visão – Aqui eu uso o mapa dos sonhos e Ikigay, ferramentas que demonstram e nos lembram nosso propósito, o que amamos fazer, o que temos habilidades e conhecimentos para fazer bem, aquilo que alguém está disposto a nos pagar para fazer e aquilo que agrega valor ao mundo, ao nosso entorno;

Eles tem uma dinâmica em que propõe que cada um escreva até 250 palavras sobre o que entende como um bom trabalho e uma boa vida. Mais que isso, eles afirmam que a partir destas palavras é possível apreender nossa visão de vida e trabalho desejados e que negá-los gerará insatisfação, senão hoje, em curto prazo.

3. Diário – Eles chamam de Good Time Journal, que é na verdade um desenho de jornada onde esclarecemos o passo-a-passo de nossa vida durante três semanas típicas, podendo ser a jornada de casa, do trabalho e lazer. O desenho, assim como em Customer Journey Map, é enriquecido com informações e sentimentos;

As anotações devem ser sublinhadas ou escritas em verde aquilo que nos traz prazer e em vermelho o que não gostamos. Caso a caso devemos desdobrar, para cada anotação verde ou vermelha, ao que ela nos remete, o que nos lembra, o que nos inspira ou desagrada;

4. Planejamento – Eu uso um conceito próximo à uma User Story Mapping, enquanto eles propuseram um canvas muito legal que chamaram de “Odyssey Plan”, projetando os próximos 5 anos, mínimo de 3. Nele identificamos um título assertivo e perguntas que o plano responde/responderá;

5. Validação – Eles recomendam técnicas típicas de validação, através de prototipação, pesquisa, consultas com pessoas que são nossos parceiros de viagem, talvez nossos gurus e bruxos. É seguir o conceito do Lean Startup de “get out of the building” e validar ideias no mundo lá fora com pessoas e fatos reais.

https://www.forbes.com/sites/adigaskell/2016/09/16/5-steps-to-help-you-to-design-your-life/#7677482c24d1

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6ª edição do jogo Desafio Toolbox 360°

A nova versão está muito profi, o trabalho da Marinês com as cartas e o tabuleiro ficou sensacional, as cartas aumentaram na largura e altura, ganharam em tamanho e personalidade, estamos experimentando uma legenda.

A cada rodada em workshops e posterior, recebo muitos feedbacks e aos poucos vou refinando, eliminando algumas cartas, ajustando alguns textos, incluindo outros, atualmente conta com 130 técnicas para projetos e operações.

Como as cartas cresceram, o tabuleiro aumentou proporcionalmente, ganhou duas dobras ao invés de uma e o desafio acabou sendo uma grande solução, de um lado do fechamento a identificação, do outro um índice de cartas/técnicas.

Tudo começou com o livro em 2015, com o apoio da DBServer lançamos e aos poucos foi surgindo o jogo e a dinâmica de wall, em 2017 no primeiro play test com a Adri Germani no térreo do 99A tinha um tabuleiro em lona resinada.

O livro iniciou com 72 cartas um pouco maiores que as desta 5ª versão, até a 3ª ainda existiam as fichas e o dado, com algumas regras tipo o jogo Master que deixavam o jogo mais sofisticado, mas a galera dispersava com a competição.

De lá para cá, a cada nova edição, semestralmente, o jogo foi focando na sua maior meta, pedagógico, 115 e depois 130 técnicas, retirei os dados e as fichas, bem como o perímetro… talvez voltem em uma edição comemorativa futura.

tabuleiros

Por capricho do destino, casei com a Marinês (arquiteta e designer – UniRitter) e tivemos a Luisa (artista e ilustradora – PUCRS e VFS), gerado uma sinergia nas artes, editorações e principalmente na diversão durante a jornada.

A Adri Germani estava no primeiro play test, uma amiga que conheci em eventos Tecnotalks da época, para três anos depois criar o vídeo-tutorial do jogo, uma obra de arte que aproveitou os personagens criados pela Luisa para a ação.

Meus dias são na cidade em que nasci, em um apartamento que escolhemos e adoramos, a 18 minutos da PUCRS e TecnoPUC, local de trabalho para mim na DBServer, para a Mari e onde a Luisinha estagiou … tudo de bom!

Com as duas dobras, a Marinês acabou gerando uma emenda melhor que o próprio soneto, imposto em função do aumento das cartas, ao fazer as duas dobras gera um envelope, de um lado a identificação do jogo e do outro o índice.

Ao abrir a primeira aba com as ferramentinhas, a identificação do modelo Agile Design e da DBServer, minha segunda casa, só não tem o logo da PUCRS porque em uma organização do tamanho da universidade demandariam muito esforço.

A primeira rodada afora os play tests foi em sala de aula na disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, no início cabreiros, aos poucos a meninada começou a curtir e aproveitou muito a dinâmica, gerando bons debates.

A categorização das cartas demorou, sempre achei que tentar facilitar a escolha das técnicas as bitolavam, mas encontrei uma forma de fazê-lo que não impacte na interpretação e adaptação das técnicas – PDCL.

Ficou basicamente com uma legenda no pé de página de cada carta com 6 categorias não exclusivas – Strategy (estratégia), Ideation (inspiração), Plan (planejamento), Do (execução), Check (acompanhamento), Learn (aprendizado).

Um alvo (meta), uma lâmpada (ideia), um marco ou bandeira (plano), mãos a obra (chave de boca), monitoramento (lupa com métrica) e o símbolo de kaizen sobre melhoria (aprendizado):

O vídeo merece estar sempre em qualquer post sobre o jogo, é didático e muito bonito, melhor forma de encerrar uma postagem sobre o conceito Toolbox 360° é com ele:

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Matriz de ganhos e perdas

Uma ferramenta de coaching, útil como aquece para embasar uma tomada de decisão através da análise de perdas e ganhos, orientação a objetivos e propósito. Tanto quanto outras ferramentas, pode ser usada em decisões frente a cenários opcionais.

No âmbito pessoal, a busca é pelo esclarecimento de sabotadores e motivadores de nossas dores e ganhos, frente a postergação ou tomada de decisão. Em projetos e empresas, equipes podem se utilizar desta ferramenta para decidir uma ação ou reação.

Matriz muito utilizada por coachs no apoio a contextualização a ser feita pelos seus coachees orientada a tomada de decisão. Útil para se diagnosticar uma situação com um olhar isento, facilitando a tomada de decisão.

1. Se der certo e o objetivo for atingido: O que ganho se o objetivo for atingido? e O que perco se for atingido?

2. Se der errado e o objetivo não for atingido: O que ganho ao não ser atingido? e O que perco se não for atingido?

ganhos e perdas

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Odyssey Plan (Burnett e Evans)

Tenho usado de forma bem criativa o canvas de Odyssey Plan, técnica criada para um dos cursos mais falados de Stanford, o “Designing your life!” dos professores William Burnett e David J Evans.

Burnett e Evans ensinam como o Design Thinking pode ser utilizado no planejamento de uma vida mais significativa e gratificante, independente de quem somos, não porque tudo é possível, mas que é possível sermos felizes.

De forma didática e prática Burnett e Evans mostram que é possível usar com sucesso as mesmas técnicas do Design Thinking adotados por empresas, mas neste caso usado para planejamento de vida e carreiras mais criativas.

Dentro de propostas de técnicas como a construção de uma linha tempo retroativa (diário) com principais pontos de nossa vida ou carreira, o desenvolvimento de mapas com nosso networking, objetivos, competências.

Neste contexto, o Odyssey Plan é uma espécie de canvas com uma timeline futura de 5 jornadas, eles usam anos, eu com meus alunos uso semestres, com profissionais varia ainda mais, como quarters, conforme os objetivos e horizonte.

Se pararmos para pensar, tudo, em casa, carreira, MVP’s e releases de produtos, tudo pode ter uma sequência de técnicas de empatia, conhecimento, mudanças, que culminem em um planejamento de alto nível sobre como “chegar lá”.

Título – Como sempre um bom ponto de partida, neste caso um título significativo contendo no máximo 6 palavras, assertivo, que contenha o seu principal motivo de ser.

Endereçamento – Na direita inferior temos três questões significativas que este plano responde ou planeja uma resposta, uma forma de materializar as principais dúvidas que o plano deve responder.

Plano – No miolo temos cinco ciclos de tempo, que conterá informações, podendo ser metas, ações, pontos de atenção, ricos,  oportunidades, focando principalmente em ações ou metas.

Sentimento – Na esquerda inferior temos uma ampliação do conceito de nível de confiança, agregando também a percepção se temos os recursos necessários, se gostamos do plano e quanto a sua coerência.

Quanto ao livro Designing Your Life do Burnett e Evans – “Crie o projeto mais importante de todos: sua vida.Baseado no popular curso de Stanford que iniciou o movimento de design de vida, este notebook, que possui uma espinha espiral metálica, capa de acetato fosco e elástico na barriga permite que você mergulhe mais fundo em suas curiosidades, motivações e habilidades; defina seus objetivos; e acompanhar o seu progresso.”

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Maratona de 12Hrs de jogos e seus aprendizados

Um workshop no Sábado dos dias das crianças para debater e experienciar dezenas de jogos para icebreakers, warm ups, agile games e pedagógicos, iniciando as 09AM e indo até as 19PM, parando apenas para o almoço.

Uma imersão passando por todas as páginas do livro Jogos 360° e a partir dele usando diferentes canvas para mapear, selecionar e criar novos jogos, um baseado no banco imobiliário para educação financeira infanto-juvenil, um outro mixando Grok para comunicação não violenta e Trocaletra, mais um outro discutindo emoções usando acordes de um piano.

Cada jogovivenciado, suscitando uma discussão sobre seu objetivos, oportunidades, mediadores, facilitação e conversão, executados no Café Coworking do prédio Global, na área interna e uma tentativa na área externa (tava calor pra xuxu).

Um mix maravilhoso como sempre, profissionais de variadas áreas de atuação e empresas, inclusive professores, a convite vieram alunos de alguns dos MBA’s deste semestre nos quais sou professor, gerando uma energia e debates sensacionais.

Quando trabalhávamos agile games ou jogos pedagógicos, nos dividíamos em três times e cada um jogava um diferente ou uma variação, uma forma de mostrar o potencial e vivenciar maior amplitude de jogos e aprendizado vicariante.

Do alinhamento logo de inicio em vivenciarmos uma maratona de conceitos e jogos até os feedbacks finais, foram mais de dez horas de práticas, sem ppt’s, apenas algumas telas de apoio vez em quando, deu tudo certo e todos saíram felizes.

“Team Building, um presente a minha criança, que mantém a adulta que sou feliz, realizada e certa de suas escolhas… Uma maratona vivencial com muita diversão, pessoas legais e aprendizado. A todos que querem desenvolver suas relações em grupo, eu recomendo, é mais do que levar novos olhares ao ambiente de trabalho (isso certamente encontraram) mas muitos outros ganhos acontecem contatos que proporcionam conversar e insights incríveis, oportunidades únicas…” – Mariane Braga – Especialista em Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Pessoal e Organizacional, Apaixonada por T&D e Gestão de Carreira

“Dia agitado e tudo valeu a pena! Grande oportunidade para aprender novas técnicas de engajamento, motivação, quebra gelo, aquecimento e muito mais! Crescimento pessoal e profissional, melhoria continua sempre. Mais uma vez, superou todas minhas expectativas. Recomendo!” – Luis Fernando Moraes – Agilista | Facilitador | CSM | CSPO | ICP-ACC | CLF

“A nossa vida é um jogo ou podemos jogar ela com projetos, planejamento, brainstorming, trocas de experiências, comunicação, reflexão com muita persistência e resiliência? Depende do quanto você está disposto a ser protagonista do seu eu inovando de forma simples rompendo pragmatismos complexos! ” – Alexandre Silveira – Ph.D Candidate in Business Management, Professor e Palestrante

Um workshop que iniciou com duração de 4Hrs com o objetivo de exercitar duas ou três dezenas de jogos, mas que a cada edição foi evoluindo, sofisticando-se com exercícios de embasamento, seleção, criação e facilitação, hoje com 12Hrs.

Discutimos o planejamento de jogos, sobre a estrutura de aulas com jogos, de jogos como contingências, experimentamos alguns canvas criados para modelagem de jogos e para gamification, inclusive o meu para mapeamento e seleção.

Até a próxima, em breve pretendo fazer uma edição especial para filmarmos cada jogo e compartilhá-los …