0

Kudo Cards, Kudo Box, Kudo Wall e envelopes

É uma proposta muito simples, são fichas coloridas com labels grandes de elogios com linhas pautadas para preenchermos com o fato, comportamento, atitude, ação, ajuda ou resultado realizado ou conquistado. Por exemplo, um colega pró-ativamente senta com alguém menos experiente para dar dicas e orientar … e poderíamos elogiar “parabéns pela sua disposição em compartilhar e contribuir com os colegas”.

Kudo ~ credit, claim, credence, trust, renown, reputation, fame.

Uma proposta com foco no fortalecimento de uma cultura de reconhecimento, onde profissionais passam a valorizar por escrito atitudes positivas e colaborativas. Oriundo do conjunto de dinâmicas propostas pelo Management 3.0 do Jurgen Apelo, tornou-se bastante comum em dinâmicas de times e grupos que trabalham de forma colaborativa ou sinérgica.

Kudo Card – Imprima e crie um fichário onde ficarão ao alcance de todos no dia-a-dia, compartilho um link com kudo cards para impressão, quatro por folhas A4, que deveriam ser impressos a cores – https://ynnovate.it/wp-content/uploads/2013/02/Kudo-Cards-Print-A4-1.pdf

Também compartilho um guia completo do management 3.0 sobre o tema – https://www.managementboek.nl/code/inkijkexemplaar/9789492032027/workout-engels-jurgen-appelo.pdf

Kudo Box – O uso do box (caixa colorida criada pelo próprio time) é quando deixamos uma caixa em uma mesa ou bancada, de forma que cada integrante possa preencher um Kudô Card com um elogio ou valorizando atitudes legais ou contribuições de um colega no dia a dia e colocá-lo na caixa. Em momentos e frequência combinados pelo time, provavelmente em uma reunião de retro ou futurespective, abre-se a caixa e cada um pega os seus cards, compartilhando e confraternizando com os colegas. Uma possibilidade é criarmos um mural para os Kudo Cards.

Kudo Wall – Quando fixados em murais, dado o conteúdo positivo e cores, geram um atrativo ao conceito e muito especialmente garantem o compartilhamento e acesso à ações e atitudes que merecem ser conhecidas e valorizadas.

Envelopes personalizados

Como sempre, também podemos entender a ideia, o conceito, para então repensar como podemos usar. Em treinamentos faço algo parecido, que já repliquei várias vezes, com o uso de envelopes.

Entregue a cada integrante ou participante um envelope e ofereça canetinhas coloridas para que o decorem e caracterizem com seu nome e desenhos que remetam a coisas que curta, no trabalho, hobby, família, viagens, …

Os envelopes ficam todos juntos em um local, pode ser uma bancada, colados um ao lado do outro em um móvel, parede, eu já usei um barbante e os envelopes pendurados com um prendedor como roupas no varal.

Disponha fichas Kudo e canetões, incluindo cards com “sugestão pra você” onde além de elogios é possível sugerir, dar dicas, riscos, em workshops mais prolongados gera ao final de cada turno vários feedbacks.

O primeiro que fiz, creio que em um workshop com colegas em 2005 eu guardei e o tenho até hoje, não o encontrei agora, mas é um envelope A4 amarelo todo desenhado e rabiscado. Ao final de cada dia, cada um vê se algum colega deixou cards no seu envelope.

0

O valor na facilitação de storytelling, encenação, jornadas e storyboards

Para exercer empatia, entender e atender outras pessoas, no trabalho e no dia-a-dia, precisamos nos apropriar de sua história, fluxo de ações e eventos. O valor não está na técnica de modelagem, mas na interação, sinergia e colaboração, narrada pelos próprios protagonistas ou seus representantes, para, colaborativamente, mapearmos passado e presente, projetarmos o futuro.

Nada melhor que histórias, encenações e imagens, quando queremos gerar uma boa egrégora para nos conectarmos a pessoas e objetivos, quer olhando para o passado, presente ou futuro. A chave é o aspeto humano e coletivo de storytellings, jornadas, encenação e storyboards, com facilitações visuais, sketchs, drafts e muitos postits.

Tenho vários posts com detalhamento, relatos e depoimento sobre estes temas e técnicas, o uso em projetos, planejamento, concepções, roadmaps, inceptions, retrospectivas e futurespectivas. O uso em pesquisa, entrevistas, shadowing, focus group, treinamentos, representação em improviso com seus próprios protagonistas e outras oportunidades.

Em 2017 organizei Tecntalks para debater storytelling, Jornada do Herói, psico-drama, oficinas de flipbook, storytelling e storyboard. Além disso, debatemos nossas técnicas de jornada, ideação e enriquecimento com how might we, 5w2h, crazy eight, csd, … Dica importante? Só se aprende fazendo, sempre coletivo, colaborativo, com tentativas, erros e aprendizados.

Storytelling é mais que uma mera narrativa, é a arte de contar histórias envolventes para transmitir uma mensagem de forma inesquecível.

Storytelling é a transmissão de narrativas usando palavras e imagens, pré-elaboradas ou de improviso, para gerar empatia ou fomentar a atenção, debate e enriquecimento de informações que o grupo julgue pertinente. Instigando engajamento, sinergia, originando o mapeamento de jornadas, a facilitação visual, a confecção de cenários passados, presentes ou prospectivos sobre o futuro.

Por enriquecimento, entendemos o debate e a agregação de informações úteis, esclarecimentos, modelagem, sugestões, inovação, disrupção, relacionadas a cada passo da história. Oportunidade para questionar, debater, idear, de forma que co-criemos um bom entendimento e contextualização, mas identifiquemos oportunidades de mudanças, melhorias e soluções.

storytelling

Encenar vai além dos palcos, há diversas formas de comunicação e arte envolvidas, expressão corporal, vocal, artes visuais, música e textos, proporcionando inúmeros benefícios interpessoais.

Encenar, enquanto prática teatral desperta a criatividade e a iniciativa, aprimora a percepção sensorial e desenvolve capacidades como coordenação motora, raciocínio lógico e concentração. Apresenta ferramentas que potencializam a comunicação verbal e não verbal, criatividade, desinibição, improviso, o poder de persuasão, o contato com as pessoas.

A linguagem teatral é uma metodologia que nos conecta ao lúdico para nos comunicarmos sem barreiras, através do lúdico transparecemos o individual e o social em nós, pela encenação é possível materializar um maior e melhor entendimento de um negócio, processo, situação. Eu uso a encenação previamente elaborada e ainda mais inspirada no programa “É tudo improviso” do Ballas na Band.

Jornada é uma visualização do processo que uma pessoa atravessa para atingir um objetivo, usada para entender e atender suas necessidades.

Jornadas são como filmes com extras do diretor, podemos consultar dados sobre atores, evidencias, backstage, dispositivos, ideação, satisfação, etc. Um passo-a-passo onde na primeira linha tem a jornada, contando abaixo com diferentes linhas de informações adicionais, acrescendo dados, para que na soma deles possamos compreender sua complexidade ou real potencial.

Conceitos e técnicas fundamentais para qualquer profissional da era do conhecimento, ambidestro, T shaped. Experiências mapeando jornadas são uma garantia de imersão na co-criação, empatia, compreensão coletiva sobre a experiência de quem queremos melhor conhecer e atender, desde clientes, colaboradores, cidadãos a perfis mais específicos e singulares.

Storyboard são organizadores visuais, com uma série de ilustrações ou imagens em sequência com o propósito de visualização de uma narrativa.

Comece com uma história, identifique os personagens, suas motivações, cenário e contexto, em seguida, escolha cenas (passo-a-passo) que mostrem o enredo em desenvolvimento, do início ao fim. Ilustre sua história, como uma história em quadrinhos, sem stress, esboços rápidos com balões de fala e pensamento, ação e narração feitos em papel ou meio digital, usar postits sempre é uma boa ideia.

Não se apegue ao storyboard enquanto arte, mas como um meio, garanto que qualquer pessoa pode desenhar e se fazer entender. Evite a síndrome do impostor, que na psicologia é uma linha de pensamento onde a pessoa não consegue aceitar que é capaz, sendo levada a procrastinar ou não fazer, postergando desenvolver-se como profissional, achando que somente os outros é que conseguem.

Vídeos

Compartilho um de muitos vídeos explicativos sobre Jornadas em suas diferentes composições, disponíveis no youtube:

A seguir um tutorial para criação de um journey map usando recursos básicos do Miro que acho bem interessante:

0

Hora de desapegar para (re)pensar, (re)significar, (re)agir, se (re)inventar

Em 2019 fiz uma palestra no TEDxLaçador convidando as pessoas a se apropriarem de tudo o que de melhor a indústria e organizações desenvolveram em técnicas para auto-conhecimento, ideação, planejamento, inovação e empreendedorismo … Agora, o covid-19 impôs!

Com minha amiga e colega Tatiana Ximenes, temos conversado sobre ser imperativo sair do choque inicial da pandemia e iniciar um processo criativo sobre cenários e ações de curto, médio e longo prazo, tanto no aspecto profissional, familiar, equipes, empresas, para autônomos.

Importante visualizar o modelo de Elisabeth Kübler Ross sobre reação à tragédia, luto ou perda, isso pode nos ajudar a acelerar a recuperação, diminuindo a depressão do choque e inércia causado por uma crise singular como covid-19.

Proponho três passos – passado, presente e futuro – (1) relembrar onde estávamos e o que almejávamos, (2) onde estamos e possibilidades, (3) planos sobre como trabalhar para criar cenários alternativos, daí em diante é tentar, aprender, fazer de novo.

Psicologia positiva é uma coisa, negação é outra

1. A maioria dos planos e estratégias comprometidos, não importa se temos reservas, porque o mercado e o contexto que conhecíamos não existe mais, e temos que aceitar que uma nova normalidade vai demorar pelo menos um ano;

2. Pequenas empresas fechando, profissionais desempregados, vai piorar antes de melhorar, falta de dinheiro nas ruas, endividamento estatal, aumento da inflação. Por melhor que um ou outro esteja, a maioria é que definirá o padrão;

3. Isso não é pessimismo, é realismo, não é futuro, é presente, se acha que não, talvez viva em uma redoma de vidro, porque pessoas são demitidas, pequenas zeram seus quadros, grandes empresas nas mídias doando, mas apertando o cinto.

Os maiores aprendizados não são novos

Nos últimos 20 anos muitos não fizeram o dever de casa, estão ainda no século XX: Tem uma empresa e não usa a tecnologia; Não convertem clientes em networking; Estão empregados mas o foco é o salário e as férias; Alguns tocam um dia de cada vez, sem estratégia;

Muitos acham que Design Thinking é para privilegiados, Lean Startup é para jovens empreendedores, o uso profissional da internet e redes não é necessário, é difícil gerenciar networking, imagem e pegada digital. Está na hora de se reinventar, pedir ajuda se preciso;

Não sou a Maria Antonieta, sei que muitos não tem pão nem brioches, mas todos pode ter aliados, associações, instituições, grupos, ONG. A sociedade tem uma pirâmide e na base é mais difícil, mas quem tem acesso é indesculpável não tentar para si e disseminar, compartilhar.

Vamos lá, três passos: Passado, presente e futuro

É preciso desapegar e colocar antigas verdades e posições em cheque, temporária ou definitivamente, por isso partiremos de uma análise do passado, dupla avaliação do presente, racional e criativa, para então sermos ambidestros em relação a um futuro ainda não escrito.

PPF

1. PASSADO: AUTO-CONHECIMENTO

Resgatar informações essenciais de quem somos até aqui, estratégia, objetivos, mercado, produtos, serviços, pessoas. Um exercício de empatia consigo mesmo, um mapa de nossas expectativas, planos e fatos antes disso tudo começar. Um exercício que tem tudo para ajudar a relembrar e estabelecer a consciência de quem somos e do que somos capazes.Foco na construção de um mapa de rede contendo tudo de útil sobre nós mesmos, parceiros, fornecedores, clientes, negócios, mercados, aquilo que temos a nossa disposição ou acesso.

Identidade > Estratégia > Objetivos > Iniciativas >>> Mapa expandido de rede

2. PRESENTE: DESAPEGO

A partir do mapa criado sobre nós mesmos, entender nossa situação atual, impacto, estrutura, portfólio, SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) em categorias selecionadas, como mercado, ambiente, ferramental, processos, pessoas, talvez estoque, matéria-prima, o objetivo é listar toda e qualquer oportunidade, produtos, serviços, competências, o que temos a nossa disposição, sem filtros ou preconceitos. A ideação é o uso de técnicas de ideação e co-criação de possibilidades a partir dos mapas construídos até aqui.

Estrutura > Portfólio > SWOT expandido >>> Banco de ideias

3. FUTURO: PLANOS DE AÇÃO

A partir daqui o foco é materializar cenários prospectivos, entendê-los, como podem ser e o que podemos fazer em curto, médio e longo prazo, utilizando tudo que estiver ao nosso alcance ou que possa ser ativado, aquilo que está em nosso rede (1st, 2nd, 3rd), influência direta ou indireta, de forma que possamos montar planos, experimentar, aprender, seguir em frente. Com coragem para (re)criar, mudar, temporária ou permanentemente, mais que sobreviver à crise covid-19, reinventar-se pelo tempo necessário para seguir em frente.

Cenários > Oportunidades >>> Plano(s) iterativo-incremental

Só se aprende fazendo, mãos à obra!

Um exercício em três tempos que pode se circunscrever em algumas horas ou faseado em dias, pode ocupar uma folha ou um mural, tudo depende da amplitude e profundidade, do prazer e curtição em fazer este mapeamento, não fazê-lo por obrigação. Até mesmo porue fazer não é receita de solução, não há garantias, só garante maior auto-conhecimento, melhor compreensõ e a percepção de ideias para um plano de ação. Com sorte, gerará maior sinergia e cumplicidade entre os envolvidos.

Exemplo – PASSADO: AUTO-CONHECIMENTO – Quem somos, planos e pretensões, qual a área de atuação, fluxo de caixa, o que temos, o que somos. Mapear uma rede expandida de nós mesmos – o que pode ajudar, empresas atuais e anteriores, parceiros atuais e anteriores, talentos, negócios, hobbies, “amigos de amigos”. Já modelei vários para amigos e alunos, sempre há surpresas, informações antes escondidas em uma rede mal entendida. PRESENTE: DESAPEGO – Analisar a grana, entradas e saídas, para então debruçar-se no mapa de rede construído, gerando insights, questionamentos, oportunidades. Amplie, reflita, registre forças, fraquezas, oportunidades, ameaças, pois tudo o que fizemos e mapeamos até aqui serão insumos para novas opções, gere o máximo de insights. FUTURO: PLANEJAMENTO – Chegou a hora de desenhar cenários, com a soma de nosso banco de ideias e riscos. Os cenários trazem debates sobre causas e efeitos, impacto e probabilidade, custo x benefício. Para cada cenário ou ideia, cada reflexão, cada projeção, são insumos para nosso plano de ações.

Conclusão

Na minha opinião, a abordagem e condução não é muito diferente para pessoas, famílias, autônomos, desempregados, MEI, profissionais, equipes, áreas, negócios, produtos, grupos, ONG’s, … iniciamos relembrando quem somos e de onde viemos, continuamos no mapeamento de situação e possibilidades, terminamos com ideação para cenários e iniciativas. Tudo isso focados em definir os próximos passos.

Ajudei nessa modelagem um jovem que queria pivotar a carreira e encontrou algumas alternativas de contatos que ainda não tinha percebido, um amigo autônomo que está sem rendimentos e que mapeamos possibilidades de parcerias, com amigos que confirmaram a oportunidade de cursos online, um deles a opção por buscar um coaching.

Não pode e não é rígido, a medida que vamos conversando, percebemos que cada caso é um caso, pode durar horas ou dias, o ideal é termos mais pessoas participando, familiares, parceiros, colegas, … é legal a busca por reinvenção, de si mesmo, produtos, serviços, mercado.

Tenho 1300 post publicados, centenas de técnicas e boas práticas, relatos e depoimentos, posso citar alguns:

0

Apenas reduzir despesas não nos safa dos desdobramentos da covid-19

Primeiro de alguns posts com reflexões práticas para encarar de frente a crise ao invés de enfiar a cabeça em um buraco feito avestruzes, começando por uma sistematização do processo de auto-conhecimento, cenários prospectivos, co-criação e experimentação:

Muitos só fazem contas, já na primeira semana iniciaram demissões e reduções de estrutura, como se fosse cada um por si, como se estivessem em um filme de náufragos, em um bote salva-vidas no meio do Atlântico, se limitando a racionar a água e comida.

Assim, negam o óbvio, PJ e PF fazem parte de um ecossistema e se cada um apenas pensar em sobreviver, o conjunto ficará cada vez mais frágil, fraco e quebradiço, gerando uma espiral descendente, um ciclo vicioso. Sem ser piegas, juntos somos mais fortes, PJ + PF.

Aprendendo com Matsushita

Reza a lenda que Matsushita, guru da gestão nos anos 20, ao enfrentar guerras e pós-guerras, reunia seus colaboradores e os instigava a fazerem todos o necessário para superarem a crise, certo de que ela passaria e ao final estariam juntos e fortes. Neste caso, se permitia a reinvenção, pelo tempo necessário, de papéis, produtos, serviços e processos.

Na prática, ele sabia que o sucesso que o trouxera até a próxima crise pouco valeria e, para não demitir ou falir, se permitia mudar, fomentando a auto-organização, mantendo todos focados na superação, deixando que os seus profissionais fossem as ruas, repensando a si mesmos, ideias, produtos, serviços, venda, marketing, produção, o que fosse necessário.

Gestão de crise – É hora de aplicar tudo o que sabemos

Até Fevereiro de 2020, usávamos desig thinking, lean startup, art of hosting, metodologias ágeis, para novos e melhores negócios, inovação, empreendedorismo, na busca por transformar-se no próximo unicórnio brasileiro. Em meio a esta crise é preciso compreender o ecossistema, ressignificar, pelo menos temporariamente, nosso propósito, negócios e portfólio.

Esta crise não vai passar em semanas, mas em meses e seus efeitos perdurarão por muito tempo, é preciso tomar consciência coletiva e gerar novos pactos, mitigar o dano no curto, médio e longo prazos. É a hora de usar toda nossa ambidestria no famoso modelo de três horizontes da McKinsey ou perderemos muito demais.

Chame seu pessoal em grupos ou todos juntos, use vídeo-chamada se possível, mas também tem whats, grupos no msg, salas virtuais, telefone e considere convidar também alguma(s) pessoa(s) acostumadas com facilitação de reuniões com foco em inovação e empreendedorismo, que dominem técnicas e ferramentas colaborativas.

1° passo – Estabeleça um só propósito coletivo

Reúna virtualmente seu pessoal, seja um líder, unifiquem um só propósito estabelecido, se reinventar para superar esta crise, desafie todos a se auto-organizarem. De forma criativa e empreendedora, incentive grupos de design sobre iniciativas de contorno e mitigação da crise, todos unidos em um único objetivo comum.

“A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante.” – Sun Tzu foi um general, estrategista e filósofo chinês, escreveu A Arte da Guerra, composto por 13 capítulos de estratégias militares.

A priori, agora a missão é passarmos por esta crise e mantermos uma estrutura coesa de forma a que no pós-crise estejamos fortes o suficiente para imediatamente retomarmos a vida … talvez voltar ao que era, talvez melhores, talvez no mesmo segmento e negócio, talvez em outro, mas hoje o objetivo é nos mantermos firmes durante a tempestade.

2° passo – Qual é o 5w2h de nós mesmos?

Inicie alinhando e discutindo quem e o que somos, em um sentido amplo, recursos, do estoque a material, do maquinário e ferramental a expertise, conhecimentos, redes e soft-skills. Precisamos compreender tudo o que temos a nossa disposição, interna e externamente, tão importante quanto nossos recurso e conhecimentos, são parceiros e networking.

Importante – Estamos mapeando tudo o que temos e somos, por isso, é preciso estarmos abertos a TUDO e todos, não tem porque nos limitar à pessoa jurídica, mas a tudo o que sabemos ou supomos como opções, aqui cabe buscar explicitar tudo o que todos podem contribuir ou dispor, aquilo que talvez individualmente não tenha valor, mas em sinergia ganhe força e potencial.

3° passo – Cenários prospectivos e brainstorming

Proponha um debate e ideação a partir do passo 1 e 2, desafie a todos pesquisarem e idearem alternativas baseadas em cadeia de valor, usando todo e qualquer recurso disponível, o desafio é mantermos a estrutura e equipes, se possível agregando valor a todo o ecossistema. NÃo se limitando a produtos e serviços que já praticávamos, mas usando de criatividade a partir do que temos para o que podemos ser neste momento.

Mais que gemba (onde as coisas acontecem), é energizar e potencializar iniciativas que surgirão da soma de competências e vivências de cada grupo, assim surgirão ideias e oportunidades que hierarquicamente demorariam ou jamais surgiriam. Como as habilidades de cada um pode usar o maquinário de outra forma, aproveitar o material para outro fim, gerar conexões e oportunidades inusitadas.

Pipocam inovação por todo lado, vendas de vouchers antecipados de serviços para depois que a covid-19 passar, vendas online, entregas em casa, novos produtos, máscaras de pano, quiosques com auto-atendimento com itens de conveniência dentro de condomínios, … com criatividade e união a solução está nas nossas mãos!

Você já ouviu falar em coopetição, provavelmente todos ou a maioria de seu segmento estão sofrendo com o covid-19 e nestas condições é possível que se houver uma pacto entre concorrentes para redução de custos e melhores resultados. É possível que algumas das soluções seja propôr acordos e parcerias, mesmo com seus concorrentes de quadra ou bairro, reduzindo os custos e aumentando a força de atuação.

4° passo – I4A (Ideas for action) – PDCL

A partir do banco de ideias formado de forma quase anárquica, decisões precisam ser tomadas, mas urge ação, o controle de outrora precisa agora celeridade, experimentação, porque algo feito é melhor que perfeito, para tanto é preciso delegar baseado na confiança do senso comum de suas pessoas, por área, equipe, liderança, e estabelecer ciclos iterativos e fluxos de informação e reação mais que comando-controle.

Se a ideação e proposição são quase anárquicas, o plano de ação, validação, persistência ou abandono deve ser racional, porque eles usarão recursos, depositarão esperanças de mitigação, contorno, engajamento em nosso propósito comum de superar a crise e o vírus. Em ciclos diários ou semanais é preciso validar, discutir e reavaliar para tomar decisões de go-no go, mudanças, adaptação … seguir em frente.

Com certeza vai passar, e depois?

Nesta gestão de crise, os passos de 1 a 4 geram um ciclo virtuoso, erros e acertos, iterativo-incrementais, cada empresa ou grupo contribuindo para que enquanto comunidade (noções abstratas comuns a diversos indivíduos) e sociedade (agrupamento que convive em estado gregário e em colaboração mútua) estejamos o mais fortes, preparados para o pós-crise.

Matsushita no livro “Not for bread alone! A business Ethos, a Management Ethic”, alude à responsabilidade do empresário não ser só ganhar dinheiro, mas à sua responsabilidade social. Ethos na sociologia é a síntese dos costumes de um povo, caráter em coletividade, Ethic na filosofia investiga os princípios que motivam o comportamento e valores presentes em certa realidade social.

De alguma forma, fora da gestão de crise imediata, retomaremos a vida, levando todos os aprendizados e oportunidades alavancadas durante ela, algumas empresas simplesmente recomeçarão, reativarão seu portfólio, enquanto outras os terão mantido ou reinventado, reinvenção esta que poderá ser revertida em novas forças e oportunidades.

0

Papopinado sobre Toolbox 360° em época de covid-19

Papopinado é uma iniciativa do Fábio Trieveiler, Fábio Jascone, Ricardo Binns e Anderson Gonzaga, em sua terceira edição, debatendo paradigmas, abordagens, técnicas e boas práticas relativas a home office, trabalho remoto, equipes distribuídas.

papopinado 3

O convite para falar sobre Toolbox 360° e homeoffice venho do Fábio Trieveiler, profissional que conheci em 2018 na SoftPlan e que hoje atua como lean-agile leader na Supero na ilha de Santa Catarina, em Florianópolis.

O Ricardo Binns e o Fábio Jascone são da Philips em Blumenau e o Anderson Gonzaga é da Ailos de Blumenau, todos eles palestrantes e instrutores conhecidos da comunidade ágil brasileira.

Foi uma papo bem descontraído, divertido, sem uma pauta prévia estabelecida além do título e o tempo voou, falamos sobre tópicos bem variados e a maioria deles substrato, relevantes com ou sem pandemia e distanciamento social.

O vídeo ficou publicado no canal de vídeo do PapoPinado no Youtube e colei o link direto para o vídeo a seguir:

Só porque o tema proposto pelos guris foi Toolbox, mais informações em https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox/

0

Vídeo-chamada com vídeo, áudio e muita sinestesia – Zoom, Miro, Trello e GDrive

Na noite do dia 27/03/2020, rolou a segunda aula remota pós quarentena da PUCRS pelo covid-19, nesta o Zoom e vídeo reunião já não era novidade e pude introduzir conceitos essenciais de facilitação remota e sinestesia, o impacto do uso das câmeras, comunicação não verbal e o uso de murais cooperativos.

Uma oportunidade de exercitar video-chamadas agregadas de conceitos sensoriais e ativos, colaborativas com MIRO, TRELLO e sheets do GDrive. Acoplando o conteúdo em ppt com as ferramentas, exercitando técnicas de mural para modelagem visual colaborativa, onde todos compartilham e editam ao mesmo tempo.

27032020-1

Aproveitei o conteúdo da aula (história do gerenciamento de projetos e uma introdução ao PMI e PMBOK) para exercitar reuniões por vídeo o mais instigantes, empáticas e produtivas. Primeiro é preciso desapegar das restrições do século XX quando reuniões por vídeoconf eram limitadas, enquanto agora é possível engajar e ousado mais.

No Miro era possível ver 10 cursores com os nomes de cada um enquanto os elementos do diagrama iam surgindo, acordos sendo feitos e co-criação a bom termo. No Trello foi possível debater e incluir cards colaborativamente. No GDrive, usei uma planilha para simular o preenchimento de um PMC e todos trabalhando juntos.

Nas próximas aulas quero aproveitar para falar de outras ferramentas, como as de mapas mentais, outros boards, canvas e ferramentas de comunicação. Aproveitaremos as aulas remotas para ir além do conteúdo e exercitar a maior demanda dos dias de hoje – reuniões remotas para tudo, mantendo a empatia, sinergia … e elegância.

Vídeo-chamada sem vídeo e sem sinestesia? Pode isso Arnaldo?

O mundo está vivenciando home-office na marra, reuniões virtuais com quem está longe ou perto. Lembro em 2013 em projetos ágeis as empresas ainda insistiam em voo e hotel para garantir o presencial. Hoje, usarem largamente vídeo-chamadas já é uma conquista, agora vem novos paradigmas de interação com mais sinestesia.

Sinestesia refere-se a uma sensação secundária que acompanha uma percepção, ou seja, uma sensação em um lugar originária de um estímulo proveniente de um estímulo de outro (Dorsch, 1976), designa a união ou junção de planos sensoriais diferentes.

Muitos ainda mantém o hábito vintage de desligar o vídeo e ficar só com o áudio, mas devemos instigar e aproveitar diferentes sentidos sempre que possível, no caso de uma vídeo chamada, é possível ativar a audição, a visão e a ação, ativa ou mesmo estática … aquela que gera uma expectativa de ação.

Cenário #1 – inércia, sem quebrar paradigmas

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, todas de câmera desligada, uma falando por vez, repleto de lacunas, todos cheios de parcimônia, posso falar, desculpa te atrapalhar, ops não percebi que ainda estavas falando, todas olhando para uma tela estática em que a fotinho de quem está falando fica em destaque. Característica comum também é intercalar falas com gaps, fatias generosas de tempo sem ninguém falando porque ninguém sabe quem vai falar e pela ausência dos vídeos, não temos a menor ideia de quem quer ou vai falar;

Cenário #2 – sacudindo a poeira

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, afinal, não importa se esta de casaco, blusão ou pijama (mínimo decoro é esperado), o que aparece é o busto, todos vendo o colega ou cliente, olho-no-olho, percebendo o movimento e intenção, um movimento de mão, mesmo se der uma atrapalhada, deixa seguir, aguarda mais um pouco, sem salamaleque. Aqui temos uma percepção sensorial melhor e divertida, as coisas encaixam a partir de um movimento de sobrancelhas, um aceno de mão, um piscar de olhos;

Cenário #3 – quebrando tudo \o/

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, todos naturalmente estabelecendo protocolos informais de fala, olho-no-olho e cumplicidade, já sem salamaleques e data vênias. Além disso, com um quadro do Miro em branco ou pré-elaborado, talvez uma planilha (ou doc ou drawing) do Goggle Drive aberta, entre outros tantas opções (*), permitindo que algo dinâmico possa ser manipulado. Por exemplo, uma planilha com uma coluna para cada participante, um doc com tópicos, pauta ou diagrama, um Canvanizer, um Trello;

Conclusão

Em oficinas, treinamento, aulas e reuniões, tenho o hábito de colocar uma folha branca A2, postits e canetões no meio de cada mesa, isso vale para a DBserver, para workshops com a Sputnik e para minhas aulas na POlitécnica da PUCRS.

Em dias de home office nesta quarentena não poderia ser diferente … o povo ainda esta se adaptando a video meetings, o primeiro passo foi do covid-19, o segundo foi abrir um Zoom, Skype, Hangout ou Whereby, o próximo vai ser perder o medo deles, ir além do que se usava no passado, agora é as ganhas.

Canal oficial com vídeo-tutoriais do MIRO – https://www.youtube.com/channel/UCfhGfgBKDcFI74bBJ9yjLDQ

Canal de vídeo-tutoriais do Trello no youtube – https://www.youtube.com/channel/UClwrPjExZWnpU0fIMUj__ZA

Canal de vídeo oficial do Google Spreadshhets com tutoriais – https://www.youtube.com/channel/UC8p19gUXJYTsUPEpusHgteQ

Canal oficial do Zoom no Youtube – https://www.youtube.com/user/ZoomMeetings

Posts relacionados postados na sequência:

 

0

Home Office exige disciplina e indisciplina na medida certa

Listei alguns tópicos relevantes para quem nesses dias de covid-19 está atipicamente em casa fazendo um home office forçado, marquei de forma despretensiosa com (+) aqueles que exigem um tanto de maior disciplina e com (-) aqueles que inevitavelmente, por bem ou por mal, exigirá abrir um pouco a mão da disciplina e controle:

Antes de mais nada, carinho com quem tem menos compreensão: Tenha empatia, alerte e combine com os colegas e chefe para todos terem um pouco de paciência com eventuais deslizes dos filhos. Mas, pense bem, ter o papai ou a mamãe em casa, mostrando para eles como é legal o seu trabalho, pedindo uma “ajudinha”, brincando vez em quando no vídeo com os colegas, … Assim ficará mais fácil eles colaborarem. Lembre-se que seus filhos (gatos e cachorros também) estão acostumados a ter toda sua atenção quando você está em casa, precisarão de tempo para se acostumar que você está em casa, mas não a disposição, tenha paciência com eles e se necessário alerte e peça que o chefe, o cliente e os colegas também tenham.

AMBIENTE (+): Estabeleça uma mesa para ser o seu “home office”, preferencialmente uma mesa para que tenhas uma postura ergonômica, isso vai ajudar a seu cérebro começar a se adaptar caso essa parada de covid-19 demore um pouco mais que o esperado, sem stress, mas essa definição ajuda também a conjuge, filhos, outras pessoas a lembrarem que estás trabalhando.

CHURRASCARIA (+): Divirta-se, faça uma placa tipo churrascaria, vermelha de um lado e verde do outro. Assim como o garçom, se estiver no vermelho não é para atrapalhar (vídeo, áudio ou tentando achar uma solução), só não deixe sempre no vermelho nem brigue se alguém esquecer … é uma forma de tornar esse puxa e solta com a família mais inusitado, diferente;

START (+): Eu recomendo o mindset da técnica dos 7 minutos no início de cada dia ou jornada, garanta alguns minutinhos com uma folha em branco, <1> liste as pendências do dia anterior, <2> liste os compromissos do dia, <3> seja criativo, pense o que vai rolar, ordene, priorize, veja e avise a quem está aguardando se algo não vai rolar. Um brainstorming individual e singular no início de cada dia ajuda a ter maior clareza nas prioridades, entregas, comunicações de status e é um excelente motor de arranque;

AGENDA (+): É importante manter uma agenda clara de reuniões, mesmo aquelas que antes não precisava agendar. No escritório é só cutucar o ombro do colega e bater um papo, mas lá percebemos o contexto, se o momento é apropriado, agora estamos todos distantes uns dos outros, então é preciso um pouco mais de disciplina e se possível combinar os melhores horários e agendá-los;

HORÁRIO (+/-): Por um lado, é muito positivo manter a rotina, acordar, tomar um bom banho, colocar uma roupa (**) confortável, mas por outro é preciso relaxar com os pequenos imprevistos previsíveis por estar em casa, o interfone, o vizinho, o conjuge, a filha (*), o contexto doméstico exige que não tornemos o dia “duro” demais para não tornar a experiência tensa … aproveite;

(*) FILHOS (-): Cara, relaxa, tenha uma visão de produtividade e entrega para o seu dia, mas não tente fazer de conta que está no escritório, seus filhos ou crianças não conseguirão entender isso. É preciso ser estratégico, ter papel e lápis, ir administrando e fazendo combinações de boas, sem stress, a parada tem que ser equilibrada e diplomática, senão vai ser o inferno. Em alguns casos, sua produtividade provavelmente será menor e a galera, inclusive o chefe tem que entender isso;

(**) DRESS CODE (-): Pessoalmente acho ruim trabalhar em casa de pijama e pantufa, melhor manter um mínimo de indicadores ao cérebro que você está perto do sofá, da TV, da geladeira, mas que não é final de semana e temos trabalho a fazer. Manter o habito de “ir para o trabalho” é significativo para o seu cérebro. Outra coisa, evite iniciar um vídeo sem camiseta, de cueca, etc, achando que ninguém vai perceber, daqui a pouco o celular cai, você passa na frente do espelho, o note fecha e aí vira folclore;

SW VÍDEO (+): Mantenha o(s) SW de video sempre aberto(s) e disponível(is) para chamadas (***), combine entre a galera o meio e mantenha-o aberto, porque cada um deles tem seu tempo para abrir e conectar, o Zoom usa uma chave, Teams, Whatsapp web, Skype, Hangout, Whereby, etc, cada um demora um tanto para abrir e fechar a conexão, senão terão que chamar mandar email ou Whats pedindo para abrir o vídeo ou áudio.

(***) OLHO-NO-OLHO (-): Uma coisa que aprendi com algumas equipes remotas é que podemos manter a chamada de vídeo o tempo que quisermos, mesmo sem falar, focados no trabalho, com todos em MUTE, para alguns ver os rostinhos dos colegas ali na tela ao lado ou em background torna tudo mais confortável e focado. Dá para fazer uma brincadeira, mostrar um recado, aproximar descontraindo;

GELADEIRA (+): Você vai ter que ter mais disciplina com a geladeira, no final de semana assaltar a geladeira faz parte, mas assaltar sete dias por semana não vai dar … policie-se, senão quando o covid-19 passar, você vai ter que passar uma temporada numa clínica de emagrecimento ou spa. Mantenha os mesmos hábitos do trabalho, um chimarrão, talvez um lanchinho no horário de sempre. Uma opção legal é ter frutas a mão e comprar menos bugigangas, isso tira a ansiedade gerada pela proximidade da geladeira;

Relaxe e aproveite, quem sabe é uma experiência forçada que nos autorizará a praticá-la com mais frequência por opção no futuro próximo.

A tempo, covid-19 não é o apocalipse Zumbi, então não consuma mais que o necessário, não compre mais que o necessário, seja racional em tudo, é só seguir as orientações … sem corridas aos supermercados, ok! Com calma, cuidados, consumo inteligente e usando a tecnologia a nosso favor, logo passa e dentro do possível aos poucos voltamos ao normal.

como-sobreviver-a-um-apocalipse-zumbi-13941191-100820181917