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Minha palestra no TEDxLaçador

Saiu o vídeo com a minha TEDx Talk no TEDxLaçador, compartilhando minhas vivências e aprendizados no uso de Agile, Lean Startup, Design Thinking e Team Building Games na vida de uma forma geral … do trabalho para nosso dia-a-dia e vice-versa, em grupos, coletivos, salas de aula, em família.

Link para playlist das palestras no Youtube

Agradeço esta oportunidade à Ana Goelzer, Claudia Sander e Cris Lavratti, pelo convite, mentoria e apoio neste marco na vida de qualquer um, palestrar em um TEDx como o TEDxLaçador. Antecedido pela manhã por palestras apaixonadas, falando de raça, inclusão e vida, a tarde por um tanto de tecnologia e futuro.

Diretor executivo do programa de design em Stanford na Design School, Bill Burnett usa o Design Thinking para fazer repensar nossas carreiras, naquele que se tornou um dos cursos mais famosos daquela universidade, conhecido como Designing Your Life.

Bruce Feiler tem uma ideia sensacional: Para lidar com o estresse da família moderna, sejamos ágeis. Com inspiração em metodologias para desenvolvimento de software Ágil, Feiler introduz práticas familiares que encorajam flexibilidade, fluxo de ideias e comunicação verdadeira em 360º, transparência e co-responsibilidade.

Um dos signatários do Manifesto Ágil, Jeff Sutherland é um dos maiores especialistas mundiais em gerenciamento organizacional. Ele vai explicar como ser ágil, como tudo começou, não apenas no desenvolvimento de software.

Não poderia deixar de fora a TED Talk do Tim Brown falando sobre Design em sistemas cada vez mais participativos, gerando valor relevante além das opções iniciais, co-criando novas opções além do previsível.

Grato, um dia marcante para mim e para muitos, que gerou muitos links, contatos e que provavelmente gerará variados frutos no futuro breve.

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Operações também precisam ser ambidestras, exponenciais e absortivas

Nos últimos 10 anos tenho participado majoritariamente de projetos para desenvolvimento de software usando frameworks e técnicas ágeis, mas recentemente vem crescendo o envolvimento maior de equipes de operações que ganharam consciência da importância disto.

Processos de operações não podem consumir recorrentemente todo o tempo disponível para eles … não tem receita de bolo, é importante sistematizar ciclos de auto-avaliação e feedbacks em busca de oportunidades, experimentação e melhoria contínua.

Recentemente estava conversando com uma área de suporte em uma instituição financeira, a realidade deles é atender os processos previstos, o desafio é enxugar o melhor possível para que estejam aptos a incrementar novos fluxos, produtos e serviços.

Em uma conversa rápida, citando auto-conhecimento, pareto e cynefin, já foi possível perceber fluxos parcialmente automatizados ou sem automatização, que poderiam eliminar desperdícios operacionais desnecessários no processo atual, como filas, gargalos, tempo e sobrecarga.

A base sempre é auto-conhecimento, quem somos e o que fazemos, visando um mapa de oportunidades, identificando o mais valoroso, repensando os fluxos de maior potencial, alguns casos carecendo apenas de ideação, outros exigindo investimento, etc.

Ambidestria

É preciso entregar o que está previsto e compromissado, mas buscar garantir algum tempo para debater inovação, melhorias e automação. Desta forma, temos os serviços vigentes e a inovação asyncronamente sendo executados pelas equipes, de forma auto-organizada.

As vezes, em meio a uma operação diária, equipes consomem até seu último minuto em atendimento, não reservando ou tendo um plano de ação claro para a otimização de seus processos, desperdiçando boas oportunidades de mudanças, melhorias e automação.

Eu sempre ilustro que se temos sobrecarga diária de trabalho, reservar tempo para melhorias sempre parece impossível, mas se não fizermos isso, provavelmente nunca teremos tempo livre para melhorar e ir além. Para termos tempo livre, é preciso gerenciar melhor nosso tempo, não é mágico, mas via de regra, possível.

Organizações Exponenciais

Nem só empresas novas, startups, disruptivas e tecnológicas pensam em ser exponenciais, qualquer empresa deve ter em seu DNA o objetivo de preparar-se para crescer sem aumento de custos diretamente proporcionais. É a diferença entre uma empresa linear e uma exponencial, temos que estar prontos para crescer sem dôr.

O pensamento exponencial parte do princípio de que tudo merece debate e proposição de otimização, muitas vezes envolvendo automações ou simplificações, para que seja possível crescermos sem necessariamente contratar mais e mais pessoas e recursos, de forma diretamente proporcional e altamente onerosa.

Capacidade de Absorção

Durante o mestrado lembro que realizamos debates sobre os conceitos de Capacidade de Absorção de uma organização, como sendo a habilidade de perceber mudanças no mundo ao seu redor e converter isso em melhorias em seus produtos, serviços e processos.

O foco era a absorção de novos conhecimentos e a conversão destes em inovação e empreendedorismo em diferentes extratos e substratos organizacionais, gerando mudanças melhor protagonizadas por seus colaboradores a partir da orquestração e sinergia de informações e conhecimentos externos e internos.

Conclusão

Temos a alegoria do lenhador, se parar periodicamente para afiar o seu machado terá sempre maior produtividade, pois parando para afiar terá que aplicar menos força por menos vezes. Se pensar que parar alguns minutos é ruim, desperdiçará horas adicionais de sobrecarga com um machado sem fio.

Que tal começar com um storytelling com o relato de suas atividades, somado a um How Might We ou 5w2h para perguntas significativas, talvez um Role Model Canvas e o redesenho de processos usando princípios de Pareto e Cynefin para elaboração de planos de ação que via de regra gera grandes aprendizados.

A chave é a conscientização de que é preciso estar atento não só as suas entregas e metas, mas reservar parte de seu tempo para o debate construtivo sobre melhoria contínua de seus processos, ambiente, ferramentas e pessoas.

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Dizer que o mercado tem cada vez mais aventureiros é axiomático

Estou pasmo com a repercução do meu post sobre a promiscuidade do mercado, vou em empresas, converso com profissionais, tanto quanto com professores e alunos, toda semana fico sabendo de mais gente que está se aventurando sem ter conhecimento.

Já me pediram para ministrar cursos de Kanban, XP, Lean, Management, Agile Coach, sempre recuso, tanto quanto coaching, recuso porque não é minha praia, os conheço, uso algumas de suas técnicas, mas jamais me verão ministrando um desses ou prestando estes serviços, não me especializei neles …

O que me deixa pasmo são profissionais qualificados e reconhecidos achar que estou falando deles, ou mesmo achar que issso não está acontecendo, me fez lembrar o “Agile is Dead” de 2015 do Dave Thomas, onde ele alerta para a promiscuidade do mercado sobre Agile.

O Brasil é uma referência internacional em Agile, grandes nomes nossos, incluindo alguns dos ofendidos tem uma carreira internacional, tenho dificuldade para entender de que forma esses ícones do Agile Brazuca tomam dores tão facilmente no nosso mercado.

Talvez eu tenha tido azar e tenha conversado com profissionais incomodados com uma bolha de promiscuidade, empresas, mas tenho convicção que essa realidade não é Brazuca, é mundial, … tá certo que não sou Dave Thomas, mas a discussão não é uma insanidade.

O que relatei acontece com frequência e está presente em debates de gente grande e não aprendizes de feiticeiro, não critiquei nem faria sentido criticar métodos nem instituições, fiquei surpreso com os desdobramentos agudos de algumas pessoas, que nada tinha a ver com o que eu disse.

As vezes em empresas me perguntam por alguém que eu nunca ouvi falar, que nunca vi no GUMA, NMAF, TecnoTalks quando eventos sobre o tema, dou uma procurada e nada, nenhum artigo ou interação … isso não chega a ser demérito, mas com frequencia esse papo é decorrente de questionamentos sobre métodos e técnicas ensinados ou disseminados de forma precária.

Mas, ok, peço desculpas aos ofendidos, apesar de muito provavelmente não estar falando deles, quem me conhece sabe disso, muitos entraram em contato e se mostraram tão surpresos quanto eu … alguém disse que a culpa é minha por eu não ter citado nomes, mas o objetivo não era esse, nem tampouco dizer que o Agile está morto, só chamar a atenção para algo que me incomoda muito.

Afora isso, quem sou eu para colocar em cheque pessoas que o mercado (inclusive eu) reconhece e reverencia?

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Novos conhecimentos: Objetividade com ou sem parênteses?

Vale a pena conhecer a autopoiese de Humberto Maturana, biólogo chileno que deixou sua marca no século XX, retroalimentando conceitos pelos quais tenho apreço, onde o conhecimento é construido internamente. Em resumo, incentivos externos são gatilhos que proporcionam um conhecimento autoconstruído.

A autopoiese proposta por Maturana caracteriza um sistema cognitivo que se autoconstrói a partir de si mesmo. Lembra Sócrates, Piaget, os subsunçores de Ausubel, pois estímulos e informações são elementos externos que dependem de relações internas para a autoconstrução do conhecimento.

Socrates propôs a Maiêutica, questionadora, a cada resposta novas perguntas, até chegarmos ao melhor entendimento, limitada pelo nosso intelecto;

Ausubel na aprendizagem significativa temos subsunçores, conhecimentos prévios que serão utilizados para que o processo de aprendizado aconteça;

Piaget debruçou-se sobre o protagonismo da criança no seu aprendizado, na autoconstrução do conhecimento ao invés de escuta e repetição imposta.

Maturana reflete sobre diferentes abordagens, mas especialmente valoriza cada indivíduo e seu sistema cognitivo para a construção de cada novo saber. O agente externo geraria provocações, transformando-se em gatilhos ou incentivos à autopoiese, a autoconstrução da “explicação”.

Explicação ou Objetividade, com ou sem parênteses

A explicação entre parênteses é quando a realidade depende do observador questioná-la e construir seu entendimento, assimilando-a, estabelece-se uma negociação, teórica ou experiencial, que agregará o substrato de cada observador ao questionar-se em seu processo cognitivo interno.

A explicação sem parênteses é quando a realidade é imposta ao observador, independente de sua capacidade em questionr e assimilar como conhecimento, a realidade é posta por um agente, independe do observador, logo, há a tentativa de imposição de uma realidade creditada.

A pirâmide do aprendizado de William Glasser

William Glasser nasceu em 1925, americano, psicólogo, propôs uma teoria que nega o valor do aprendizado baseado na memorização pela repetição, a imposição tende a garantir apenas temporariamente a memorização.

Glasser chamou-a de Teoria da Escolha (1998)! A partir desta premissa, Glasser propôs um grau de aprendizagem decorrente da técnica utilizada neste processo:

Facilitadores, professores, coachs

Em nosso papel como agentes externos ou provocadores da autopoiese, não cabe impôr verdades, mas instigar e proporcionar um processo de maiêutica, para autoconstrução de cada realidade. Nós professores há muito buscamos em múltiplas técnicas de inversão de aula uma foma mais efetiva de ensino e aprendizado.

Memorização não é conhecimento, alguém com um mínimo de atenção e estudo é capaz de certificar-se em qualquer assunto ao qual dedique tempo o suficiente de preparação, desde que seja avaliado na sequência. Mas, sem prática e experimentação, trata-se de informação, de repetição, espelhamento, não é conhecimento.

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Dois dias em SP – Desmistificando, Toolbox e Liderança

Com a parceria com a Maressa, Daniel, Marcelo e Elias, colegas da DBSP, percorremos um roteiro agitado nos dias 25 e 26 de Março, segunda e terça-feira, visitando prospects multinacionais, participando de um MeetUp e de um Lean Coffee … aproveitando cada momento para interagir e curtir novas conexões.

O primeiro dia começou com um evento interno na Sanofi falando de Desmisticando Agile envoltos por muita tecnologia para gravação e transmissão do papo para toda a galera da empresa. Sede incrível, cheia de energia em cada espaço com ênfase em sinergia e interação.

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MEETUP em SP debatendo Toolbox na sala grande do 25° do WeWork Berrini, de frente para a ponte estaiada. Os feedbacks foram muito bons, mas na próxima vez que tiver pouco tempo, melhor usar os desafios hipotéticos do próprio jogo, a tentativa de cada grupo propôr seu próprio desafio da vida real para resolução tomou muito tempo.

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O segundo dia começou com um Lean Coffee lá na DBSP, espaço e oportunidade para falar muito de inovação, empreendedorismo, transformação cultura e muitas oportunidades sobre estratégia para a construção de um laboratório de inovação.

Logo após o Lean Coffee, uma conversa deliciosa com uma jornalista da ComputerWorld muito querida e curiosa sobre o que é e o que não é essa parada de Agile e Toolbox, previsto 45 minutos, mas falamos 90 minutos e só encerramos porque tinhamos outras agendas.

Liderança ágil na DASA, uma sede incrível e uma galera muito legal que começou cabreira mas terminou cheia de perguntas, só encerramos porque tinhamos que estar na Restoque em menos de uma hora. O papel do líder e dos liderados na era do conhecimento.

Na Restoque, o papo foi sobre Desmistificando e gerou muita empatia. Falar sobre fundamentos, mediadores e moderadores do Ágil em grandes empresas durante a adoção de métodos ágeis foi super bem recebido, gerando uma nova agenda para entrar mais no detalhe. A tempo, sede agitada e muito bacana, na chegada aproveitamos um pouco do lado de fora da recepção. \o/

Dali “voei” para o aeroporto em mais uma correria paulistana para chegar encima da hora e embarcar … no final tudo dá certo!

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Toolbox 360° – Edição SP Março 2019

A parceria e organização foi da Egrégora Inteligência, puxado pela amiga Renate Land, na DoMore Training da Av Paulista a uma quadra da FIESP, a sala preparada para um dia de muita interação, compartilhamentos, debates e insights … do jeito que eu gosto, com fundo de cena e provocações implícitas e explícitas a cada minuto.

O workshop oferece fundamentação, histórico e mediadores da mudança ou quebra de paradigmas do século XX para a nova era do conhecimento proposta pelo século XXI, seguida de vários trabalhos em grupos, dinâmicas autorais como o jogo Desafio Toolbox, Toolbox Wall e técnicas variadas.

Todo o fundo de cena, desenhos e personagens são obra da Luisa Audy, hoje estudante na VFS no curso de animação, o vídeo animado dos personagens é trabalho da Anima Pocket da Adri Germani … eu fico emocionado sempre que olho o vídeo do jogo Desafio Toolbox 360°, é muito FO-FO!

Contei com a presença de muita gente querida, parceiros de viagem, alguns com quem já muito interagi, alguns que só conhecia virtualmente pelo linkedin e facebook – a Claudia Montagnoli, Monique Padilha, Camila Teixeira, Robson Sanchez, Frederico Oliveira, Karen Medina, Laura Fontana, com uma variedade de empresas presentes, algumas já parceiras de outras edições como a TOTVS, Everis, BRQ e Itaú, além de novos parceiros nas redes sociais a partir de agora  o/

Ao final, hora do feedback em relação a nossos temas e metas, primeiro sobre fundamentos e oportunidades de mercado e técnicas, segundo com a prática do jogo para resolução de desafios propostos pelos próprios grupos, terceiro a proposta prática de GC com o Toolbox Wall e por fim o core deste workshop através das 10 disciplinas organizacionais – quatro essenciais, humanas, que oferecem substrato para a constituição de um ecossistema ágil, além das outras seis pragmáticas com prismas e técnicas específicos para um trabalho eficaz e eficiente.

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Sempre bons feedbacks, desde a estrutura, organização, conteúdo e especialmente a interação N x M, formato que descentraliza e deixa muito mais rico os exercícios práticos, quer seja o jogo com suas cartas, o mural com sua técnica colaborativa ou os 10 exercícios realizados a cada disciplina organizacional apresentada.

Nada é por acaso, cada peça neste xadrez tem provocações por tráz do título, mediadores e moderadores em seus 360°, mas o cerne sempre é gerar valor, converter para resultados em equidade, desde organizações exponenciais, MUndo.VUCA, Digital Transformation, Design Thinking, óbviamente Agile, mas cada um e outros prismas sob aspectos que usualmente não são debatidos, não estão nas palestras e treinamentos certificados usuais que só falam da parte glamourosa.

Muita, mas muita mesmo, interação com um resultado invertido, interações em técnicas em que através do debate com outros nos conhecemos mais e mais. Debatemos o tempo todo custo-benefício, oportunidade-conversão, mitos-verdades, o quanto o mercado vende a casquinha mais por motivações financeiras que valorosas ao cliente, distorcendo teorias e fatos, em um mercado que movimenta bilhões em cursos, certificações e consultorias.

O ponto não é discutir o Agile Business, mas o discernimento e isenção pessoal, profissional e organizacional em buscar o que é melhor para si sem se deixar influenciar mais pela retórica publicitária, palestras e eventos que por fatos, sempre baseados não pelo método, técnica e condição inicial, mas pelo PDCL, apredizados e evolução que nos permite evoluir além de qualquer destes métodos e certificações para aquilo que mais gera transparência, colaboração, equidade e valor.

Para encerrar de forma descontraída … o vídeo do jogo Desafio Toolbox 360° pra vocês:

 

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Esquizofrenia Ágil frente a um período de estabilização

Nos últimos anos finalmente iniciamos uma caminhada esperada, em que o Agile assume seu papel de alternativa viável em qualquer negócio, projeto ou operação. Cada vez mais valores, princípios e boas práticas deixa de ser algo diferente, algo “novo” a ser pilotado e passa a compôr aToolbox de todas as empresas e profissionais.

A TI Bi-Modal do Gartner tem mais de meia década flexibilizando grandes empresas, o PMBOK Edição 6 e seu Guia de Boas Práticas Ágeis já está no mercado há mais de um ano. Desde 2016 alerto que esse momento chegaria, mesmo assim há um sem número de “agilistas surpreendidos” de calça curta e “sem saber se comportar”.

No post de 2017 sobre quem mexeu no meu queijo eu escrevi – “Em alguns anos ninguém vai perguntar se você é PMBOK ou Agile, eles vão perguntar se você gerencia bem seus projetos, se há desperdício ou sinergia na geração de valor às partes!”

O problema é que muitos agilistas estão viciados com a ribalta de serem reverenciados como singulares e ganham milhões sendo os “cools” e “inovadores”, então não aceitam a realidade que métodos e técnicas são meios, que projeto é projeto e operação é operação. Agile não é um segmento, agile é opção para todos os segmentos.

Frente a realidade do Agile estar acessível a todos, disponíveis e factíveis à maioria, muitos agilistas apelam e NEGAM a essência de que TODOS tem o direito de tentar, experimentar, aprender, melhorar. Preocupados, partem para a NEGAÇÃO de que qualquer agilidade SEM ELES ou DIFERENTE DELES é ERRADA.

Os Lord Beckets do mercado terão que se ajustar ao fato que não estão mais sozinhos, foram sim early adopters, mas isso já é história, agora eles são players e a cada mês entra mais um punhado e o fato deles terem sido early adopters não lhes garante nada, terão que saber trabalhar com concorrência sem negar seus princípios.

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É quase NON SENSE quem advoga empirismo, auto-organização, kaizen, pragmatismo, defendendo seu FEUDO, seu QUEIJO, acusando e negando outras tentativas fora de seu alcance, afirmando peremptóriamente o que é melhor para todos, negando que eles mesmos e os seus cases muito erraram até acertar …

Aliás, reduzi a quase zero eventos “puro sangue” Agile, porque me tira do sério tanta maquiagem e lentes, métodos mágicos que tudo resolvem, consultores que atuam em empresas que eu conheço bem e que em palestras omitem o óbvio, o humano, as dificuldades naturais, a resiliência e a variedade de opções.

Os mesmos que abrem seus cursos dizendo que NÃO É BALA DE PRATA, garantem que longe deles não há salvação, que os Agile dos outros são errados e não devem ser tentados, PIOR, a mensagem subliminar é que eles ACREDITAM sim que ELES são a bala de prata, que ELES representam um único método que conseguem fazer acontecer do jeito “certo” os outros são “errados” … Onde está o Agile nessa abordagem?

Desculpa aí, tentar Scrum, Kanban, Lean, XP, SAFe, SoS, DSDM, … patatí ou patatá, é parte da crença que pessoas irão interagir e aos poucos encontrar seu melhor fluxo e dinâmica. Um método serve como acelerador inicial para a mudança de um ancestral mindset WATERFALL para um mais cooperativo, sinérgico, equitativo.

Se agilistas afirmam que as pessoas NÃO podem tentar nada diferente daquilo que elas recomendam, é porque lá no fundo acreditam que elas NÃO possuem inteligência suficiente ou atitude para evoluir e melhorar a partir de suas tentativas. Outra opção é porque ganhavam muito dinheiro com o que faziam e agora estão mexendo no seu queijo!

Fico imaginando o MEDO nesses agilistas que acham que o mundo está repleto de gente que faz coisas diferentes do que ele faz, logo, “erradas” … Ao contrário, quando inicio um trabalho ou curso, a primeira coisa que afirmo é que não mudamos porque fazemos algo errado, mudamos porque o mundo muda, gira, e exige de nós experimentação.

Experimentar novos mindsets, valores, princípios, métodos, frameworks, técnicas e boas práticas é uma coisa mágica, vamos experimentando, aprendendo e somente fazendo isso é que saberemos o que é melhor para nós … porque se ainda não o fizemos, tudo o mais é o que foi bom para os outros, que temos que validar.

Conclusão

Alguns tem que parar de tratar Agile da mesma forma que a criatura Gollum tratava o anel do poder, tá na hora de desapegar, entender que as crenças, valores e princípios de que pessoas são a chave, que auto-organização é a base, experimentação, tentar, errar e acertar, aprender. Concorda? Então deixe de julgar e deixe de ser arrogante ao pensar que a única solução é a SUA, que sem você e seu anel (método) de poder NÃo há agilidade. Pare de falar palavras ao vento sobre pessoas, equipes e empresas praticando Kaizen, porque na frase seguinte você diz que eles não sabem nada e não tem condições de aprender nada a não ser que seja com o SEU método, do SEU jeito, preferencialmente com a $UA consultoria Scrum, Kanban, Lean, XP, SAFe, … Todas são ponto de partida, todas proporcionarão uma construção. Pronto, falei! –

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