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Quem foi rei, não quer perder a majestade!

Para mudar ou melhorar, é preciso questionar velhas receitas, experimentar novas, aprender com elas e prosseguir neste ciclo virtuoso! Se você já sabe tudo e não abre mão disso … fica mais difícil 🙂

Ao migrarmos para métodos ágeis como SCRUM ou Kanban alguns conceitos são basilares, como o fundamento de auto-organização e premissa de confiança, delegação ou negociação. Todos os envolvidos aprenderão a trabalhar sob um paradigma racional de trabalho colaborativo, geração de valor, eliminação de desperdícios, baseados em comunicação e argumentação.

Para muitos profissionais o desafio maior é abrir mão do individualismo, competição e falsa sensação de poder ou controle. Isso vale especialmente a quem não estava acostumado a ter que embasar e justificar sua decisão, seu trabalho ou conduta. Muitas vezes são exatamente aqueles profissionais mais sênior, viciados em ribalta e poder.

A estes caberá entenderem que serão tão ou mais valorizados quanto melhor o resultado de todos, do time, do projeto, que inexiste a “sua” parte, mas sim o resultado do conjunto. Em determinados momentos sua colaboração transversal será muito mais percebida que “suas” tarefas. Basicamente, se cada um fizer a “sua” parte, provavelmente não vai dar certo.

Um gestor ou líder que não sabe delegar, que não consegue confiar em seu time, que trata problemas de seus times como se ele mesmo não tivesse nada a ver com isso. Mandos e desmandos, relações com pouca transparência, falta de feedback seguido de muito teatro e reações pouquíssimo “ágeis” e colaborativas, focadas ainda em buscar culpados ao invés de soluções.

Profissionais que buscam a ribalta, estão acostumados nos processos antigos em estarem na ribalta sozinhos, muitas vezes competitivos dentro do próprio time, disputando com o cliente ter a razão e eximindo-se sempre que possível da co-responsabilidade. Brinco que em muitas oportunidades meu maior desafio é mudar o mindset do mais senior e não dos mais juniores.

Aquele cliente que acha que pressionando, reclamando, exigindo ou isentando-se, gera um clima em que todos farão mais que fariam caso o ambiente fosse amigável e construtivo. Acreditando que é o cliente, sempre tem razão, “está pagando”. No seu entendimento, não confia, não envolve suas equipes, decide tudo sozinho, o fornecedor é um problema e não uma solução

Empresas acostumadas ao paradigma de negócios ganha-perde, sempre buscando uma brecha, reinando, usando sua experiência para aplicar a Lei do Gerson, a Lei Ricúpero, tirando vantagem de parceiros, colaboradores, fornecedores ou clientes. Muito teatro e artes cênicas nos seus relacionamentos e interações.

Conclusão

Todo e qualquer método ágil inspira-se em colaboração cliente-fornecedor, equipes auto-organizadas, geração de valor em equidade, eliminação de todos os tipos de desperdícios em um trabalho e relacionamento profícuo, harmônico, cadenciado, onde todos os envolvidos engajam-se em agir da melhor forma em prol de sinergia.

Daí surgem nos meios organizacionais termos como ecossistema, auto-eficácia, equipes de alta performance, líder-servidor, colaboração pró-ativa, melhoria contínua e tantos outros termos e temas que precisam ser entendidos, internalizados e praticados diariamente.

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Cinco anos, agradeço a quem conheci e conhecerei – http://jorgeaudy.com

Cinco anos, tenho muito orgulho de cada pessoa que o blog colocou no meu caminho, amigos perto e distantes, parceiros de viagem, consciente em ser exemplo e seguir bons exemplos … que venham mais cinco \o/

Após várias dicas casuais para que eu investisse em um tema mais atual para o meu blog e usasse um domínio próprio para facilitar o acesso, mais um passo hoje, agora o blog responde por http://jorgeaudy.com

Fechou no dia 18/07 último os primeiros cinco anos de blog, quase 900 posts sobre métodos ágeis, carreira, conhecimento aplicado referente a dinâmicas de grupo, trabalho em equipe, resenhas de livros, teorias e modelos.

Neste ínterim, lancei os livros, o ebook, o canvas e o jogo, além de algumas técnicas e dinâmicas que uso e com prazer compartilhei e tive bons feedbacks de pessoas de vários estados do Brasil.

O menu horizontal vem crescendo, dando destaque aos livros, bem como a barra lateral direita agora possui links para todos os livros e ebooks, como o de resumo metodológico e o de teorias e modelos.

Livro JOGOS 360° Livro SCRUM 360º ToolBox 360º

Ombros de Gigantes Guia Rápido Scrum Setup Canvas

Na página de posts do menu tem a quase totalidade deles distribuídas em uma dezena de tópicos organizados por natureza, bem como na página de agenda compartilho centenas de eventos que fico sabendo, todos os que organizo ou ajudo a divulgar.

Não me preocupo com acessos nem volumes, mas me dá muito orgulho e agradeço a cada parceiro de viagem nesses cinco anos, pessoas Brasil afora que acessam, interagem, me dão dicas e curtem, não só aqui, mas nas redes, por email, whats, …

Sou movido por paixões, o que me leva a gerar links entre o que faço e o escotismo, com o lúdico, com a satisfação de se fazer o que se gosta, base para uma carreira satisfatória, equilibrando diferentes aspectos da vida pessoal e profissional.

IIAp

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Após 6 anos o layout mudou, qual sua opinião?

Por favor, quero sua opinião, comenta aqui, quem puder dar uma olhadinha geral no blog e dar sua opinião. Fiz uma grande mudança, um layout mais descolado e aderente ao Savana SCRUM, o que mais você mudaria???  o/

Após 6 anos ele mudou, assinei a versão paga de entrada do wordpress por US$33 anuais, mudei o tema, limei as propagandas que o WP coloca no meio dos posts na versão gratuita e dei umas ajeitadinhas aqui e ali. Aproveitei para explicitar o conceito lúdico do Savana SCRUM que a Luisa criou para mim e está recém começando.

Inclui uma opção de língua oferecida pelo Google para tradução instantânea para uma centena de opções, não sei se é útil, mas é divertido ver em espanhol, inglês, japonês, etc.

Esse tema destaca melhor a direita os três livros, o ebook, o Scrum Setup Canvas e o Desafio ToolBox, também o menu superior. Talvez assim de destaque às páginas e conteúdo identado dos livros, das tirinhas, o blogmap com quase todos posts categorizados e a agenda, além de links úteis e o famoso about (eu):

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Entender a essência de MVP você precisa

Vamos filosofar, porque faltam filósofos na TI e filosofia é essencial!

Entender a essência de MVP (mínimo produto viável) você precisa, porque é para todos, a essência é para qualquer projeto, produto ou serviço. Mas cuidado, muitas imagens e alegorias comuns podem gerar uma má interpretação relativa a experimentação e descartes sucessivos, ilação a projetos inovadores com grande dinamicidade na proposição, com pivots já desde antes de começar a construir, desde a ideia e entendimento do desafio até o produto final.

MVP é essencial e o conceito é aplicado em ciclos iterativo-incrementais-articulados desde a ideia até a entrega final … mas MVP não esta amarrado necessariamente a pivots, podendo ou não estar associados. O MVP é uma versão o mais simples possível, focada na explicitação do valor que um produto pode e/ou poderá agregar de forma a validar os próximos passos, enquanto Pivot é optar por uma alteração estratégica significativa em função da não validação de sua estratégia atual ou oportunidade melhor.

Assim como “Errar é bom” não é um dogma, pois muitas vezes errar é ruim, fruto do descaso, da displicência ou banalização do erro, pivotar é para ser uma consequência e não uma garantia pela falta de boas práticas de empatia em ciclos anteriores, com validações e ajustes, brainstorming, modelagem, planejamento, progressivamente … desde o campo das ideias, mocks até construção e entregas.

MVP é para ser um conceito difundido não só em projetos inovadores e startups, mas projetos de todos os portes, empresas e construção. MVP é experimentação mínima focada em validação de valor, algumas vezes pouco tem a ver com a alegoria do skate, patinete, kart, para um dia chegar ao carro. Mas, MVP também é construir o carro uma parte de maior valor por vez, ajustando, seguindo adiante até a finalização do carro desejado.

O contexto deve ser entendido, o ciclo sempre inicia com o entendimento do problema, brainstorming, modelagem da solução, cada passo é posto a prova e é importante para o próximo passo. Como um sistema de seguros, franquias ou matrículas, que podem ser o exemplo do carro que inicia pelo banco, que pode mudar, mas será um banco afinal, o painel que pode ser ajustado, mas será um painel afinal, assim por diante até ter o carro pronto … fazendo a parte mais relevante a fazer por vez, evolutivo, iterativo-incremental-articulado  \o/

Pivot x MVP

Praticamente todos os projetos de que participo, de startups a multinacionais, iniciando no foco de idear, modelar, validar antes de construir, em ciclos de discovery e delivery, validação e ajustes entre proposição e construção. Os MVP’s e pivots não são de alhos para bugalhos, mas detalhes, na arte de fazer apenas o que precisa ser feito, aproveitando oportunidades de focar naquilo de mais valor.

A probabilidade de eu ter que fazer um patinete, bicicleta e moto para chegar em um carro via de regra é uma percepção do zero ao produto pronto. Reduzindo a probabilidade de grandes pivots na medida em que vamos fazendo o dever de casa, do campo das ideias até a entrega final, sempre com muita empatia, envolvimento, validação e ajustes com as melhores práticas e paradigmas.

Escrevi este post porque a maior parte dos projetos que me envolvo se utilizam do conceito de MVP, toda inception tem MVP1, MVP2, MVP3, uma forma de enfatizar este mindset, antigamente tínhamos fases, releases ou entregáveis. O objetivo é explicitar o foco no mais importante para validação de hipóteses. Eventualmente a mudança de rumo é significativa, mas via de regra os ajustes melhoram, evoluem a ideia ou plano, raro é skate, bike, moto e no fim carro.

No início sim, usando de muitas validações, pesquisa, focus group, pretotyping, prototyping, mas na medida que começamos a construir, via de regra, mesmo seguindo o conceito de ter vergonha da primeira versão, convergindo e fixando na modelagem e construção de um carro … parte a parte, um espiral até o fim.

Espero ter sido útil na provocação, sempre use MVP’s, entenda valor, evolua, mas tente validar desde antes da ideia se materializar. Você não é obrigado a pivotar N vezes para ser um sucesso, se fracassou não necessariamente é porque deveria ter errado e pivotado, assim como pode errar e pivotar e mesmo assim não dar certo … se puder optar, valide antes, se puder não errar, vença! Sou contra o culto ao erro e ao pivot, errar e pivotar não são dogmas, são opções!

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Quando o esforço é garantir o nada mais explícitamente possível

No trabalho, na sala de aula, em casa, muitos amadores e alguns profissionais na arte de gastar toda a energia e esforço necessários para demonstrar o máximo de descontentamento e garantir-se bloquear qualquer tipo de aproveitamento.

Não é característica Millenials, eu tenho 30 anos de mercado e já incorri no erro de assumir este papel, até me dar conta e mudar. Jovens e veteranos podem cair nessa arapuca, a arte é disciplinar-se a não se deixar levar pela birra.

Todo mundo passa por algum momentos assim, consciente ou inconsciente se quer estar em outro lugar ou em lugar nenhum, mas precisamos estar em uma sala de aula, trabalho, reunião, evento, … mas é preciso perceber, mudar e melhorar.

Na prática, sempre que somos surpreendidos por algo que não nos satisfaz, há casos em que é possível ir embora, fazer outra coisa, mas há situações em que devemos ficar, porque faz parte de um acordo, compromisso ou necessidade.

Quando em aula ou no trabalho, desperdiçar este tempo é o mesmo que ir a um jogo de futebol, colocar o uniforme, entrar em campo para então ficar de braços cruzados e emburrado na lateral direita só porque não concorda com a escalação … pense nisso!

Opção #1: De limão a limonada

O que eu digo para meus alunos e nem sempre sou ouvido é que se por uma hora e meia estaremos juntos para ensinar e aprender, o melhor é desencanar e tentar tirar dali algo de útil. Ficar emburrado e explicitamente descontente só piora.

É a mais pura comprovação da Lei da Relatividade, curtir o que faz gera sinapses e faz o tempo voar, não curtir e não tentar pelo menos interagir, co-criar, mas sim emburrar faz o oposto e uma hora vai parecer uma eternidade no purgatório.

Alguns optam por piorar ao máximo e retroalimentar sua insatisfação, garantindo a si mesmo que o resultado daquele “martírio” seja o nada absoluto, é a antítese do que diz a PNL, é esforço para uma DPNL (Des-Programação Neuro Linguistica).

Opção #2: Lei dos dois pés

Eu aprendi nessa vida que sempre que há opção de não ficar e de fato eu não quero ficar, todos os envolvidos se beneficiam se assim for, irei para outro lugar onde eu e quem la estiver aproveitaremos mais e melhor o momento.

Quem não conhece a Lei Universal dos Dois Pés, clique aqui e leia assim que puder. Tem a ver com um mix de emoções, tal como aceitação, opção, respeito, vergonha na cara, pró-atividade, auto-estima, … senão, nem Freud explica.

Mas a Lei do Dois Pés não é sempre uma opção, muitas vezes é uma questão de compromisso, responsabilidade, contratos, acordos, quando não há opção, de nada adianta empacar como um burro emburrado, aí é relaxar e tenta tirar algo de útil.

Profissionais e Amadores

O mais interessante quando começamos a ler sobre teorias e modelos da psicologia e sociologia é que aprendemos a compreender alguns porquês, onde o problema não é ter certa atitude, mas sim persistir com essa atitude equivocada.

Já conheci muitos profissionais famosos pelo mau humor e rabugentisse, que se sustentavam por sua grande capacidade técnica ou conhecimento … mas isso sempre é uma questão de tempo até cruzarem a linha do aceitável.

De nada adianta se utilizar recorrentemente de mau humor e displicência, ultrapassando o limite do bom senso e boa convivência, porque mesmo que houvesse de início alguma razão, perdemos ela ao piorar e sustentar a situação.

Na verdade, na maior parte das vezes, emburrar é falta de argumentação ou alternativa, então entramos em modo “dissonância cognitiva”, tentando negar, racionalizar, transferir, projetar, piorando mais e mais e perdendo qualquer razão.

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Tem um tanto de humano, varia de cultura para cultura, potencializando ou mitigando, mas está presente em todo o mundo. Entretanto, é certo que em alguns países a birra deixa de ser coisa de criança para ser um traço cultural, há especialistas nisso.

Você sabe o que eu quero dizer, é como pessoas de grande intelecto, belas, artistas, astros e estrelas, não só é aceito como incentivado como uma forma de se diferenciarem, como um direito divino, passando o recado que ética, moral e educação é para os comuns.

E você? Em pleno século XXI, em tempos de economia colaborativa, sustentabilidade, consciência coletiva, geração Millenial e veteranos pilhados, você tem planos, aproveita cada oportunidade, é agente de mudança, se adapta, cresce, melhora? Ou com 20, 30, 40, 50 e ainda acha que birra é estratégia.

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Acertos e erros em Open Spaces, com e sem o Conceito de Ba

Alguns ambientes de trabalho privilegiam certos aspectos, alguns privilegiam outros, difícil é privilegiar todos … Há quem escolha privacidade, cubículos e espaços com poucas pessoas, há quem privilegie espaços amplos com múltiplas opções de uso e configurações. Não é uma questão de gosto, mas de crenças, de opção, cada um investindo naqueles aspectos considerados mais importantes.

Em Open Space, a chave não é a palavra Open, pode ser Open e apenas ser um depósitos de gente. Pelo contrário, o que vemos no Google, Face, Wallmart.com, Globo.com. TW, SoftPlan, TI da Boticário, DIMED, DBServer, etc, são grandes espaços bem distribuídos, com áreas de transição, alternando com salas de reuniões e espaços diferenciados, cor e descontração … nada é por acaso.

Em 2016 a Johnson & Johnson materializou muito de minhas crenças em um post sobre seus estudos e investimentos no que chamaram de “Programa de inovação do local de trabalho“. Um Conceito de Open Workspace com espaços amplos em equilíbrio com áreas de transição e espaços privados temporários, diferenciados, semelhante a vários exemplos que compartilho mais adiante.

Aproveitando, da uma olhada nessa matéria na Harward Business Review, ela discute o assunto de “workspaces-that-move-people“, um artigo denso, longo e multi-facetado … Para ser publicado na HBR isso é o mínimo que podemos esperar … fala sobre o uso de espaços abertos ou não, promover interações entre as pessoas, fala de zonas de conforto, mudança em adaptação a novos paradigmas.

HBR-2

Há dezenas de combinações entre ambientes de trabalho e cultura organizacional, há depósitos de profissionais enfileirados uns ao lado dos outros sob uma gestão 1.0 (comando-controle), variando até outro extremo com amplas áreas de trabalho, equipes auto-organizadas em bancadas moduláveis, com espaço e alternativas, contando com uma gestão 3.0, colaborativa e valorosa.

Então, para quem não conhece minha abordagem no que chamo de Ba Offices, inspirado no Concept Of Ba de Takeushi e Nonaka, sugiro ler um post antes de seguir – Uma sala é como uma embarcação, precisa ter um desenho adequado a sua missão, além de ter capitão e marinheiros cientes de como usa-la melhor.

Priorizar a interação e privilegiar a colaboração é um desafio concebido em novas crenças, princípios, metodologias e processos, onde as pessoas e equipes devem assumir o protagonismo, fazer estes espaços cumprirem sua missão, priorizando a interação, comunicação, compartilhamento, flexibilidade e transparência.

Sempre tem quem reclame da falta de privacidade, que sofra com o ruído de fundo existente em ambiente abertos, pontos a serem trabalhados, mas não dá para ter tudo, então prioriza-se algo, é como MVP de um produto, para muitos é uma sala ampla, dinâmica, reconfigurável, com múltiplas opções, com liberdade de uso e aproveitamento a medida que projetos iniciam e terminam.

Esta tendência não é nova, tem pelo menos 30 anos, grandes empresas a cada ano investem milhões em ambientes atraentes e instigantes, aderente a um mercado a procura de empresas, pessoas, produtos e serviços inquietos, dispostos a interagir e se reinventar mais que cumprir tarefas e entregas. Conheço centenas de pessoas que estão ou procuram estas empresas, estes ambientes, este modelo mental.

2017 – A nova sede da TOTVS em SP trouxe um pedaço do Vale do Silício para os trópicos e priorizou o incentivo a interação humana e inovação. Impossível ir trabalhar e não interagir, quer na sua vizinhança, quando vai na copa, ao usar qualquer dos muitos espaços diferenciados, privados ou de transição:

Google e Facebook são gigantes conhecidas pelos seus espaços de trabalho, mas mesmo já conhecendo, dá uma olhada no vídeo da matéria abaixo para entender quão modulável um ambiente pode realmente ser para adaptar-se a projetos, equipes, necessidades – Espaços modulados, adaptáveis, 100% auto-organizados:

Espaços abertos que seguem um conceito de Ba voltados a inquietude, não tem sua característica mais marcante no espaço, mas no mindset que o gerou e que ele retroalimenta. Com certeza espaços abertos e bermudas não geram inovação nem alta performance, mas os valores e boas práticas que os inspiram e mantém sim.

A sede da Wallmart.com em Alphaville é um oásis, mas na frequência de SanPa, coincidente, possui todas as características propostas pela Johnson & Johnson, percebidos em todos os ambientes que interajo aqui no TecnoPUC. A prioridade é por muita visibilidade, ver e ser visto, com muita interação, um ambiente que lembre diariamente que fazemos parte de algo muito maior: 

Como não poderia deixar de ser, a cultura e sede da Resultados Digitais tem destaque em SC, uma startup que cresce e compartilha cultura e feitos em eventos para milhares de pessoas em todo o Brasil:

Um case absolutamente de outro planeta e que também merece o destaque que vem ganhando na mídia é o novo prédio da SoftPlan junto a Canasvieiras, SC, uma gigante catarinense de tecnologia:

A cada ano surgem mais e mais ambientes assim, preocupados em chamar a atenção para a interação entre pessoas, com amplitude, bom espaço de circulação e áreas de transição, salas especiais e muita descontração.

Na prática, é fácil gastar uns trocos em um ambiente de trabalho totalmente modular e  inovador, isto atrai novos talentos, mas as salas não são suficientes para retê-los. Se não reinventar a cultura e reciclar os gestores, teremos milhares de salas coloridas e instigantes com um garrote gerando ao invés de inovação, grandes zonas de conforto e trincheiras, com dores de cabeça e clamor por espaço seguro, protegido e isolado … mas a culpa não é do puff amarelo nem do espaço aberto.

Tudo isso diz respeito a nossas prioridades, é possível gerar 500 m2 de pura adrenalina e provocação, desde que as pessoas que lá trabalham sejam provocadas a saber trabalhar nele colaborativamente, com direitos e deveres, com empatia e principalmente sinergia, adaptando o espaço continuamente a inovação, ativando e potencializando nossa capacidade absortiva e resultados.

 

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Savana Scrum – Para muitos, procrastinar é uma camuflagem

Muitas vezes nossas posições e dúvidas são apenas uma camuflagem para nossa zona de conforto, falamos em mudança e insatisfação ao mesmo tempo que procrastinamos qualquer ação real para fazer acontecer. Por muito tempo eu atribui isto ao medo da mudança, mas na maior parte das vezes acho que é apenas acomodação.

Algumas pessoas são conscientes de certas prioridades e necessidades para que seus planos ou sonhos fiquem mais próximos, mas o medo de errar, de falhar, ter que se posicionar, faz com que muitos ignorem sonhos, procrastinem, consciente ou inconscientemente deixam recorrentemente para “amanhã”.

Alguns assumem uma ignorância induzida como camuflagem, fazem de conta que não veem ou sabem o que fazer. Quando alguém tenta ajudar, agradecem a ajuda, sugestões, dicas, mas é tudo o que não querem, porque dicas o colocam na estrada e o que eles querem mesmo é poder se resignar, fazer de conta e nada fazer.

Os efeitos da procrastinação serão ainda mais penosos quando não temos a benção da ignorância, pois quando conscientes das consequências, o ato de procrastinar toma outra dimensão em nossas vidas. Por mais que possamos culpar os outros, transferir ou negar, sabemos que nós mesmos deveríamos ter feito algo.

Procrastinação – adiamento, ato recorrente de negligenciar algo; quando um trabalho não recebe a devida atenção, sendo deixado de lado para produção de outros menos importantes.

Camuflagem – A camuflagem é um conjunto de técnicas e métodos que permitem a um organismo permanecer indistinto do ambiente que o cerca, desapercebido, sem chamar a atenção.

Quantos profissionais estão insatisfeitos com o que fazem? Não gostam de onde estão, as condições em que trabalham, tecnologia, salário, parceiros? Querem mudar algo, mas procrastinam diariamente? Desconversam, cavam trincheiras, zonas de conforto, rabugentos, sempre arautos do que os outros deveriam fazer.

Muitos preferem não ter planos, não ter sonhos, preferem se convencer de que é o destino ou simplesmente não pensam em nada disso, preenchem todo o seu tempo com novela, futebol, séries, brigas, corrida, filhos, saturam até não sobrar tempo para mais nada, sem refletir, sonhar, definir novas metas, afinal não sobra tempo.

Eu “quero”, mas não sei o que fazer

A alguns dias atrás eu fiz uma brincadeira e fiquei rindo sozinho enquanto a repetia várias vezes. A pessoa com quem estava me dissera que minha camiseta estava com um furo na manga: Eu coloquei o dedo no furo e disse: “Não sei o que fazer”, ela disse que era fácil costurar e eu repeti “Não sei bem o que fazer”. Ela achou estranho e me disse que é fácil costurar, talvez na recepção houvesse agulha e linha ou que deixasse para fazer isso a noite … mas propositalmente eu repetia: “Não sabia o que fazer” … rsrsrsrsrsrsrs

Algumas pessoas são assim, sabem o que fazer, sabem quais as opções, mas apesar de ameaçar, não fazem nada, talvez porque não queiram tomar decisões difíceis, talvez não queiram correr riscos, é muito mais fácil deixar o tempo passar. Quem sabe algo aconteça, talvez a mudança venha sem ter que decidir, só precisará seguir a maré e … se algo der errado terão quem culpar, nem que seja o destino.

Em meus treinamentos eu advirto que se alguém é o único a perceber um risco ou problema, ele é o maior responsável pela solução, posto que os outros neste caso são ignorantes. Se isso impede que as coisas deem certo, de nada adianta avisar ou culpar, precisamos agir, nos mobilizar, buscar alternativas, propôr alternativas e assumir nosso protagonismo como agentes de mudanças.

A melhor estratégia: Parceiros de viagem

Assim como em um regime, na academia, em uma formação, a melhor estratégia é termos parceiros de viagem, quer por semelhança nos objetivos, por amizade ou oportunismo acabam por nos incentivar a ir persistir e além. É bem mais fácil quando conversamos com alguém sobre nossos sonhos, riscos e oportunidades.

Alguns optam por um círculo íntimo de amigos com sonhos semelhantes, lembro que na época de faculdade e nos anos seguintes meus melhores amigos e parceiros eram da minha área, todos analistas de sistemas. Depois disso, ao natural, a participação em grupos de usuário e comunidades de prática acabaram me aproximando de pessoas tão inquietas quanto eu … que vem e vão a cada ano.

A arte de correr atrás de seus sonhos é não esquecer deles, mantê-los vivos, evoluindo sem perder suas essências, evitando conformar-se e acomodar-se. Com a estratégia que for, importante é manter-se aprendendo, se valorizando, certo de que estamos melhores que há alguns meses atras e continuaremos crescendo. Por isso parceiros, porque juntos somos mais, tudo se acelera.