Uma barreira à transformação é a síndrome do Leão da Montanha

Evoluímos, antigamente “o sucesso era meu, o erro dos outros, qualquer outro disponível”. Já é possível dizer que melhoramos, porque “o sucesso é nosso, mesmo os erros ainda sendo impostos a alguém!”. Em céu de brigadeiro, somos inovadores, ágeis, tolerantes a falhas, mas se surgir uma nuvem, regredimos facilmente!

É incrível o quanto ao perceberem que algo não está dando certo como se queria, a reação inconsciente imediata de muitos é fazer uma saída estratégica pela direita. É automático, isentar-se, apontar para alguém e dizer que ele não queria, o ‘outro’ que errou, não importa o quanto fomos caminhando juntos.

Não adianta falar de Design Thinking, Lan Startup e Agile, mas na hora que algo sai dos trilhos, imediatamente buscar um culpado, tentar emendar um “eu sabia”, “eu avisei”, “eu não tinha entendido”, “fui voto vencido”. Basicamente, no sucesso há coletividade e colaboração, tudo muda ao aparecer um indício de problema.

A tempo, o Leão da Montanha era um personagem do estúdio Hanna-Barbera em que quando o Leão se via em apuros ele usava o bordão “saída estratégica pela direita” antes de sair correndo e escapar.

Falar de dissonância cognitiva e defesas psíquicas já não explicam adequadamente, é preciso evoluir nas forças e mediadores que impedem que as pessoas mitiguem estes comportamentos, os catapultando novamente para suas zonas de conforto, para suas trincheiras.

Também cansei de falar chinesamente da força dos gravetinhos quando reunidos em um feixe, o maior valor do Agile é o grupo, sinergia. Infelizmente, muitos saem estrategicamente pela direita ao sinal de fumaça. Mesmo estando quase em Norming, dá-lhe nós de volta novamente ao storming de Tuckman.

Senhores Leões da Montanha, não é preciso muita inteligência para perceber (conscientemente) de que reforçar o conceito de grupo, decisões colegiadas, reforçam o compromisso e engajamento de TODOS em planejar, ajustar, aprender, melhorar e entregar. Caso contrário, no pega, será sempre cada um por si.

DILEMA DO PRISIONEIRO

Podemos fazer uma analogia com o Dilema do Prisioneiro, é se ajudar ou cada um por si … conhecemos o viés de alguém quando nestas horas ele sai pulando e apontando culpados para tentar se isentar, colocando-se em uma posição conveniente, talvez até tentará ganhar algo com isso …

O processo de co-criação e de auto-organização pressupõe que TODOS participarão, mesmo os que ficam convenientemente quietos e não se posicionam, é porque concordam, mesmo quem tem opinião contrária, mas não argumentos suficientes, é porque concordam, o grupo é mais relevante que as partes desassociadas.

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