0

Team Building raiz – integração e jornadas

Rolou um Team Building raiz essa semana com mais de 50 profissionais de uma empresa em um momento de transformação, prototipando squads e tribos em meio a reflexões e workshops sobre Agile, Managements 3.0, OKR, Spotify e muito mais.

Uma tarde, cinco horas, no campus UniRitter do Iguatemi, um espaço realmente excepcional. Fazia um tempo que não facilitava algo tão 100% lúdico, sem um aporte significativo de conhecimentos, foi possível fazer algo relacional, intenso e motivacional.

Não conhecia a galera, então levei vários jogos, dinâmicas e material, acho que usei menos da metade, mas estava pronto para tudo, mérito dos organizadores, o programa coincidiu com as expectativas da galera e dedicamos o tempo necessário a cada passo:

1. Boas vindas e briefing – Recepção, palavra dos organizadores, uma visão para 2020 e combinações para a tarde;

2. Empatia – circular pela sala e escolher aleatoriamente uma dupla para energizar, trocar algo de bom com ele e dar um abração;

3. Checkin – percepção e expectativas individuais, compartilhadas e debatidas em grupo e posterior apresentação dos mais relevantes a todos os demais com clusterização para termos os mais lembrados e desejados, que foram ter muita interação com os colegas, jornada dos times, diversão e práxis.

4. Apresentação – cada um escreve em meia folha colorida A5 uma apresentação sua, tempo de 5 minutos, mais 5 minutos para apresentar-se a um colega e vice-versa, depois a outro, na sequencia o colega escreve o que mais lhe chamou a atenção em um postit médio e cola sobre aquela metade do A5. O fechamento é cada um apresentar um colega com quem interagiu e contribuiu, com tempo para feedbacks e informações adicionais pelas pessoas que já o conhecem. Uma dinâmica de muita interação positiva e integradora, especialmente para times que estão sendo formados;

5. Coffee e Jogo sobre mudança – 123 para refletir que mudar é necessário e por mais que queiramos, é desafiador e apoiado no coletivo, na auto-organização, é mais fácil 🙂

6. Cara/crachá – Dentro de cada squad, interagir com todos os demais para que cada um colabore no seu desenho no lado esquerdo da folha A5 onde está sua apresentação, gerando folhas coloridas com desenhos colaborativos de cada um e um resumo das principais qualidades de cada pessoa. Alguns times fizeram uma fila circular e tudo passou por todos com um tanto de caos para não desenhar o colega no postit errado, outros ficaram de pé e interagiram 1:1 até que todos interagissem com todos;

7. Inovando com a Laranja – O velho jogo sobre criatividade e enxergar fora da caixa, cada meia squad deve listar coisas a que um desenho remete (desenho de uma laranja) e escolher os dois mais instigantes. Peço que um de cada grupo vá para a frente sem deixar ninguém mais ver a escolha do grupo e peço que cada um faça a mímica para que a galera presente descubra o que é … laranja mecânica, gari, Marte, corrupto, o primeiro aventureiro a cair do Niagara em um barril tropeçou em uma laranja e morreu (esse foi impossível … rsrsrsrsrs);

8. Jornada da Squad – Cada squad teve tempo para desenhar ou listar como será sua jornada de trabalho, interna e transversal, pontuando o que já fazem e o que não fazem mas querem fazer, baseado no conteúdo dos workshops que fizeram, em insights da galera de gestão, áreas de negócio, UX, devs, etc. Após isso, cada squad apresentou sua percepção de jornada (trimestral, big room planning, mensal, UX testes, Chapters de tribos, quinzenais com sprints, papéis, técnicas, timeboxes … incremental a partir de cada apresentação;

9. Nó humano – Uma disputa onde dois grupos que fazem o nó e desfazem mais rápido sem soltar as mãos, muita diversão, energia, adrenalina em uma competição positiva, terminamos com todos super pilhados;

10. Checkout – Fechamentos sobre o que rolou, quais as perspectivas iniciais, construção coletiva e feedback;

11. agradecimento dos organizadores, próximos passos e confirmação do cenário de curto prazo.

Amo muito estas oportunidades …  \o/

0

Team Building em escala é substrato para Business Agility

Tenho vivenciado projetos de transformação baseados em instigar profissionais e equipes a ressignificarem sua forma de pensar e trabalhar, recentemente passei uma semana colaborando em mais um kickoff para alinhamento e energização.

Uma jornada que iniciou meses antes, debatendo um propósito a partir de missão, visão e valores. Mais os pactos de direcionadores e objetivos estratégicos para 2020, mais que isso, o que querem e o que não querem para 2020.

Todos os times de uma organização engajados em se ressignificar, com a responsabilidade de selecionar as técnicas mais afeitas ao momento de cada equipe frente aos desafios – pessoas, equipes, áreas, organização, direcionadores, propósito.

Uma semana de aceleração, +200 pessoas, 40 por dia na grande sala do Novotel, em times ou grupos de trabalho, líderes e liderados, inclusive equipe de secretariado, copa e limpeza. Um dos diretores fazendo o briefing inicial a cada manhã.

A cada dia, muita interação, muitos exercícios, ainda mais compartilhamento de técnicas e boas práticas. Divididos em grupos foi possível exercitar auto-diagnósticos, jornada, propostas de valor, empatia, sinergia, fracionamento e MVP’s.

A frente o ano de 2020 com enormes desafios em um mundo em permanente mudança, cada vez mais competitivos, ao mesmo tempo exigindo inovação, empreendedorismo, gestão, entregas, com criatividade nas despesas e receitas.

Introdução – Paradigmas de mercado, organizações, times e profissionais, um overview sobre transformação digital, estruturas em organizações exponenciais, pessoas, papéis e carreiras, times e redes;

Fundamentos – Mais de uma dezena de técnicas essenciais, úteis no dia-a-dia de profissionais e equipes, gestão do tempo, foco em valor, facilitação, brainstorming, aceleradores e tomada de decisão;

Pessoas – Planejamento de carreira, roda da vida e profissional, uma variedade de técnicas para mapeamento e modelagem de nós mesmos, diagnóstico e plano de ação para 2020;

Equipes – Diferentes canvas para modelagem de equipes, excelentes técnicas a serem realizadas após termos incentivado o auto-conhecimento e percepções individuais, com horizontes 1, 2 e 3;

Liderança – Falamos de paradigmas e suas quebras, uma reflexão sobre Management 1, 2 e 3.0, cercado de oportunidades e desdobramentos para empresas que vem se provocando a uma transformação digital;

Conexões – Debatemos diferentes formatos baseados no modelo SECI, comunidades, spotify e técnicas de debates em grandes grupos e co-criação pelo consenso;

Estratégia, Projeto e Operações – Um breve overview sobre as bases e valor na gestão de portfólios, planejamento mínimo necessário, ciclos iterativo-incrementais, avaliação, aprendizado e melhoria contínua.

Em uma das noites rolou um papo descontraído e também muito pegado sobre inovação e empreendedorismo na prática, incubação, aceleração, startups de diferentes setores, com ou sem software como substrato.

Geração de energia a partir do processamento de resíduos, blocos de baixa densidade e alta dureza para a construção, reconhecimento de padrões e classificação para frigoríficos, integrador para cupons de desconto, …

Como em todo ecossistema de inovação e empreendedorismo, debatemos MVP’s, Pivot’s, formas de validações, pontos críticos de atenção, técnicas de prototipação, antecipação e … não deixar o tempo passar sem luta!  🙂

Ao final, dia e noite, como não poderia deixar de ser, rolou umas rodadas de Toolbox e deixei um kit para o pessoal usar e se divertir, no dia-a-dia, após os almoços ou na hora do café … acho que todo mundo curtiu a esticada noite adentro \o/

Trocamos vários cases e aprendizados vicários, alguns tinham larga experiência no mercado em que atuam, já na estrada há um bom tempo e com grande potencial … o mundo não tem mais fronteiras para protagonismo, basta ter internet.

Na prática, na era do conhecimento e dos soft skills, o que vale é atitude, é acreditar que é possível e que é capaz (auto eficácia), preferencialmente com parceiros de viajem, porque sozinho é mais difícil …

Business Agility

Segundo os gringos da Agile Business Consortium, o modelo abaixo foi co-criado pelos participantes do consórcio e “ilustra os elementos necessários para tornar qualquer organização realmente ágil. Executar projetos e operações de negócios é parte essencial da agilidade dos negócios, mas eles não transformarão uma organização por conta própria. As empresas precisam de uma estratégia compatível, incluindo uma abordagem ágil ao seu mercado.” https://www.agilebusiness.org/

O modelo proposto para o workshop Toolbox 360° tem igual finalidade, tenho atualmente 7 disciplinas, sustentadas por questões estruturais que retroalimentam o sistema, influenciando e sendo influenciados uns aos outros.

Os workshops podem ser de um dia ou dois dias, diferenciando-se entre exercícios reais com objetivo pedagógico ou construídos progressivamente pelos presentes, auto-diagnóstico, auto-gestão, gerando planos de ação e próximos passos.

Só não tem mágica, o workshop é o primeiro passo, é preciso estabelecer e praticar tudo o que dele extrairmos, desde propósito coletivo, planejamento de carreira, times em ciclos evolutivos, lideranças, ecossistema, redes e processos.

Ele proporciona um gap analisys instantâneo para estabelecimento de um plano de transformação gradual, equivalendo a um upgrade no firmware, recebendo habilidades menos individuais e mais coletivas, mais pró-ativas e menos reativas.

0

Papeando com a Lucélia Ourique no Papo de RH

Tenho participado de muitas coisas legais nestes últimos anos, mas o último mês está insano, na segunda-feira, dia 11/11/19 tive o prazer de bater um papo no Papo de RH com a Lucélia Ourique.

O canal oficial é o https://www.facebook.com/PapodeRecursosHumanosOficial/ e o histórico desde que iniciou é auto-explicativo – grandes nomes, muito conteúdo, carreiras que inspiram, empreendedorismo feminino, está sensacional.

Conheci a Lucélia Ourique no primeiro Toolbox no RH, uma iniciativa que me proporcionou ter ela e uma galera de RH e pessoas muito especiais na minha rede, a Andreza Deza Deza, Carine Pereira, Fabiane Castro, Simone Grivot, e mais.

No papo que fizemos no papo do dia 11/11 rolou uma porção de temas sobre profissionais e empresas, passado, presente e futuro, algumas quantas teorias e práticas, alguns autores e gurus da nova ordem mundial … empatia + sinergia!

Tem um outro vídeo, mais curto com P&R bem objetivas, deve sair em breve. Curiosamente fui convidado a falar sobre três temas diferentes em três canais nas últimas semanas, o que gerou alguns encontros e reflexões que muito me energizam.

Como professor, consultor ou voluntário, a estrada tem sido muito prazerosa … alguns percalços, mas acima de tudo uma rede maravilhosa, amigos, alunos, a medida que o tempo passa se espalhando, Europa, EUA, Canadá, Austrália, …

Vamos ver o que o futuro nos reserva, mas até aqui já tenho muitas histórias para contar a meus netos no futuro.

1

Desenhando sua vida

Na minha palestra no TEDxLaçador eu afirmo que “Somos Um Só”, quer no trabalho, lazer ou descanso, sempre podemos usar nossos conhecimentos e aprendizados. As empresas adotaram abordagens do Lean Startup, Design Thinking, Métodos Ágeis, Art Of Hosting, Gamification e muito mais, que também são úteis para nossas vidas pessoais e carreiras.

Um dos cursos mais famosos de Stanford é o “Designing Your Life”, criado por Bill Burnett e Dave Evans, que virou best seller sobre como podemos usar abordagens típicas do Design Thinking em tudo na nossa vida. O objetivo é termos uma boa vida e um bom trabalho.

Uma vida bem projetada é uma vida generativa, constantemente criativa, produtiva, mutável e evolutiva, sempre aberta a surpresa!

Existem quatro áreas, para as quais devemos manter ou buscar o equilíbrio em nosso redesenho de vida:

1. Saúde é a base, em todos os seus aspectos, física, emocional, mental e espiritual;
2. Trabalho, de forma plena, naquilo para o que somos pagos ou voluntariado;
3. Lazer, valorizando aquelas coisas que você faz para se divertir;
4. Amor em toda sua amplitude, apaixonado, fraterno, por pessoas e pelo mundo que nos cerca;

Abordagem esta que baseia-se, segundo os autores, em cinco atitudes:

1. Seja curioso – A melhor combustivel para melhorar algo é a curiosidade, ela nos move para o estudo, na busca por outras formas melhores em atingir nossos objetivos. Assim como na teoria da ambidestria organizacional, onde empresas devem gerar resultados ao mesmo tempo que devem dedicar algum tempo a inovação e empreendedorismo em suas diferentes forma. A curiosidade, o questionamento, a inquietude, são valores essenciais da melhoria contínua;

2. Experimente – Há décadas nos empenhamos para que empresas se utilizem de protótipos, pilotos ou etapas com rápido feedback. Sempre é possível fracionar o que é preciso fazer, de forma que ao iniciar, os resultados venham da forma mais rápida possível na forma de validação e geração de valor, ou mesmo da percepção antecipada do erro, para que possamos percebê-los o quanto antes e agir para mudar, corrigir, inovar;

3. Repense – Se experimentar é uma necessidade, é preciso estabelecer ciclos muito curtos de feedback, para assim dar-nos ao direito de repensar e mudar o que fazemos e mesmo o que queremos. Assim como nas empresas, a vida deve ser iterativo-incrementais-articulada, evitando as vezes a falta de foco, a postergação, a manutenção de algo errado além do mínimo necessário ou de nos beneficiarmos de algo que está dando certo o máximo possível;

4. Aproveite – A vida é uma longa caminhada cheia de surpresas, riscos e oportunidades, é preciso estarmos abertos a aproveitar a estrada e não viver apenas para aproveitar o destino final. Os autores afirmam que a vida é um processo e não um resultado, a qual precisa ser vivida a cada dia, as vezes aproveitando o melhor possível, as vezes assimilando algo de ruim que tentaremos reverter da melhor forma possível;

5. Parceiros – Eu uso o termo “parceiros de viagem”, porque se a vida é uma caminhada, é muito melhor se a trilharmos em boa companhia … Quem são seus parceiros de viajem? Mais que nunca, empresas se utilizam de processos empaticos e colaboradtivos para gerar melhores produtos, serviços e processos. Assim, é preciso estarmos atentos aos sinais que o mundo nos oferece na forma de feddbacks, de diferentes opiniões, sugestões, contra posições, a diversidade é aliada das boas decisões.

No curso de Burnet e Evans, em Stanford, os participantes realizam uma sequência de atividades de auto-conhecimento a (re)desenho de sua vida e carreira:

1. Avaliação – Aqui eu uso a roda da vida, alinhado ao que eles sugerem, que é a realização de uma autoreflexão sobre o balanceamento de sua vida, o que está legal e o que não. Este exercício mostrará um diagnóstico sobre o equilibrio entre a qualidade da vida, pessoal, profissional e relacionamentos;

2. Visão – Aqui eu uso o mapa dos sonhos e Ikigay, ferramentas que demonstram e nos lembram nosso propósito, o que amamos fazer, o que temos habilidades e conhecimentos para fazer bem, aquilo que alguém está disposto a nos pagar para fazer e aquilo que agrega valor ao mundo, ao nosso entorno;

Eles tem uma dinâmica em que propõe que cada um escreva até 250 palavras sobre o que entende como um bom trabalho e uma boa vida. Mais que isso, eles afirmam que a partir destas palavras é possível apreender nossa visão de vida e trabalho desejados e que negá-los gerará insatisfação, senão hoje, em curto prazo.

3. Diário – Eles chamam de Good Time Journal, que é na verdade um desenho de jornada onde esclarecemos o passo-a-passo de nossa vida durante três semanas típicas, podendo ser a jornada de casa, do trabalho e lazer. O desenho, assim como em Customer Journey Map, é enriquecido com informações e sentimentos;

As anotações devem ser sublinhadas ou escritas em verde aquilo que nos traz prazer e em vermelho o que não gostamos. Caso a caso devemos desdobrar, para cada anotação verde ou vermelha, ao que ela nos remete, o que nos lembra, o que nos inspira ou desagrada;

4. Planejamento – Eu uso um conceito próximo à uma User Story Mapping, enquanto eles propuseram um canvas muito legal que chamaram de “Odyssey Plan”, projetando os próximos 5 anos, mínimo de 3. Nele identificamos um título assertivo e perguntas que o plano responde/responderá;

5. Validação – Eles recomendam técnicas típicas de validação, através de prototipação, pesquisa, consultas com pessoas que são nossos parceiros de viagem, talvez nossos gurus e bruxos. É seguir o conceito do Lean Startup de “get out of the building” e validar ideias no mundo lá fora com pessoas e fatos reais.

https://www.forbes.com/sites/adigaskell/2016/09/16/5-steps-to-help-you-to-design-your-life/#7677482c24d1

0

Conhecer e reconhecer Rapport pode ajudar

Aconteceu uma situação curiosa ontem, um amigo me confidenciou que foi comprar uma coisa no shopping e acabou comprando outras peças que não queria. Me lembrou um episódio dos anos 80, uma pessoa da família estava em um shopping e comprou um short colorido … quando chegou em casa, ele me deu o short porque jamais o usaria 🙂

Muito provavelmente, boas técnicas de vendas foram usadas para envolver, instigar e gerar uma reação imediata a seus estímulos, incentivando satisfazer o impulsos momentâneo de compra através de técnicas de Rapport. Isso não é do mal, é psicologia aplicada, pode sim estimular algo indesejado, mas pode ser usado para gerar sinergia e resultados positivos.

Segundo significados.com.br – “Rapport é um conceito do ramo da psicologia que simboliza uma técnica usada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa. Esta palavra tem origem no termo em francês rapporter que significa “trazer de volta”.

Muito estudado e praticado em vendas, marketing, área comercial, um tema comum em palestras de PNL. Valoriza a empatia como meio, atenção ao contato visual (olho no olho), valorização da comunicação não verbal (expressão facial, gestual, postura) e controle sobre a comunicação verbal (tom, volume, ritmo e vocabulário).

Não só em vendas, é claro, usado também em mentoria, facilitação, coaching, liderança, qualquer relacionamento inter-pessoal pode se beneficiar de boas práticas de empatia em interações humanas positivas. O foco aqui é lembrar que é interessante saber que existe, facilitando ser percebido conscientemente.

Ao conversar com estudiosos, comum ouvir técnicas como a de espelhamento, influenciando para que a outra pessoa se identifique e desarme-se durante uma conversa, demonstrar ser um bom ouvinte, mostrar interesse no que é falado e utilizar princípios da psicologia positiva nas devolutivas, chamar o outro pelo nome e … sorrir.

É bom ouvir o que o outro fala, mostrar que ouviu e teve interesse verdadeiro pelo que foi dito, é possível espelhar o comportamento do outro, postural, verbal, de forma a gerar uma identificação e maior empatia. No caso de vendas, é importante treinar, a naturalidade é chave para não parecer uma tática proposital, o que pode gerar rejeição.

Ao descobrirmos o conceito de Rapport, muitas das técnicas usadas em nós por vendedores, presenciais ou online, passam a chamar a atenção e, quanto mais estivermos conscientes, mais teremos controle sobre o que queremos ou não, evitando sermos envolvidos e respondermos a impulsos momentâneos nem tão conscientes assim …

Acho que hora dessas vou incluir Rapport no baralho de Toolbox  🙂

0

Lições Aprendidas, kaizen, retrospectivas e futurespectivas

Ao usar fluxos iterativo-incrementais, temos em qualquer metodologia um momento para registro de lições aprendidas, proporcionando boas reflexões, debates, valorizando o cunho interpessoal, com foco em melhoria contínua.

Já era uma recomendação histórica uma reunião para registro de lições aprendidas durante um projeto antes de seu encerramento. Hoje, tornou-se um hábito realizar debates de lições aprendidas a cada iteração.

Seguindo a curva de Tuckman, gradualmente temos, em um novo time ou projeto, cada vez menos ajustes decorrentes de desalinhamento ou dissonância e cada vez mais oportunidades de inovação e empreendedorismo.

Se desde o início nos esforçamos em inovar e empreender em nosso processo de trabalho, tecnologia, ambiente, ferramental, competências, isso exige esforço, gera riscos e deles aprendizados, que retroalimentam o fluxo.

Projetos de ontem são hoje programas

Aquilo que um dia no passado chamamos de projetos grandes, hoje como regra são programas, quer com MVP’s e MMP’s ou Releases temos entregas significativas a nível de semanas, jamais a nível de meses (ou anos como antigamente).

Aquilo que chamávamos de projetos, hoje fracionamos em pedaços menores baseados em valor para validação ou antecipação passíveis de serem rapidamente entregues … com foco em obter o melhor possível lições aprendidas.

XX - XXI

Refletindo desta forma, pensando em mínimos produtos viáveis, em releases mais significativas ao negócio, percebemos que lições aprendidas é o nosso principal motor, na escala de horas, dias e semanas.

Modelo SECI de GC

O modelo SECI da gestão do conhecimento, propõe uma espiral que inicia pela troca e aprendizados interpessoais, experimentados pelo grupo, compartilhado com outros, registrados como boas práticas pela organização.

Neste contexto é fácil perceber a interação do dia a dia, os ciclos de retrospectiva e debates, as comunidades de práticas ou chapters como alguns adotaram, alimentando mapas ou toolbox de técnicas e abordagens (auto)recomendadas.

Neste contexto de GC materializa-se desde o fluxo cotidiano interpessoal baseado em Kaizen, a experimentação necessária para o aprendizado prático, empírico, até a busca pela ambidestria entre entrega e melhoria contínua.

Ciclos iterativos de registro

Aprendemos e melhoramos no dia a dia, na medida em que fatos acontecem e merecem nossa atenção para entendimento e execução, entretanto, em muitas metodologias proporciona-se momentos lúdicos e descontraídos para consolidação.

O aprendizado é Kaizen, acontece a cada dia, a cada hora, mas tem-se a retrospectiva como um momento dedicado a melhor discuti-los e endereçar ações subsequentes ou complementares, registro, inter-equipes, organizacional.

No caso do SCRUM, os aprendizados ocorrem no dia a dia e a cada final de sprint há um momento de confraternização, comemoração e reflexão chamado de retrospectiva, quando os momentos e aprendizados do sprints são debatidos.

No caso do PMBOK, temos o processo de lições aprendidas, momento em que há o registro de todas as ações, reações e percepções úteis a futuros projetos para evitar riscos desnecessários e aproveitar oportunidades já conhecidas.

0

Psicologia das multidões (Gustave Le Bom)

Em tempos de redes sociais hiper empoderadas, excessos em grupos, torcedores, políticos, negócios e líderes carismáticos, cada qual com seguidores e extremismos, é bom resgatar a Psicologia das Multidões de Le Bom (1).

Não participo de tribos ou grupos, nada contra, mas não concordo com visões monocromáticas de nenhum tipo. É direito meu, 56 anos, pago minhas contas em dia e estou nessa estrada chamada vida mais pela diversão.

A realidade em grandes grupos é que inconscientemente ocorre a Psicologia das multidões de Le Bom ou o que na economia chamam de “Efeito Manada” (2) ou o que na antropologia chamam de “Síndrome de Solomon” (3), ou a Psicologia das Massas de Freud, onde qualquer posição pode ser retroalimentada e excessos legitimados.

(1) Psicologia das multidões

Na resenha do livro Psicologia das Multidões, “de acordo com Gustave Le Bom, os indivíduos em uma multidão organizada correm o risco de descer a vários degraus na escada da civilização, ou seja, podem se comportar de uma forma primitiva. Em seu livro, Le Bon também formulou a teoria do contágio e argumenta que multidões motivam as pessoas a agir de maneira distante de um comportamento individual.” – https://www.bonslivrosparaler.com.br

A influência combinada com o aparente anonimato por trás do grupo resulta em um comportamento as vezes irracional, emocionalmente carregado. Assim, o frenesi da multidão de alguma forma é contagioso, se autoalimenta, crescendo com o tempo. A multidão mexe com as emoções a ponto de poder levar as pessoas a se comportarem fora da razão.

“Na obra A Loucura das Multidões, Charles Mackay explora o lado ridículo dos fenômenos de massa. Na obra A Multidão: Um Estudo da Mente Popular, Gustavo Le Bon aponta impulsividade, incapacidade de raciocínio e ausência de senso crítico como características intrínsecas de multidões. O sociólogo Gabriel Tarde e Sigmund Freud propõem teorias para explicar o comportamento do indivíduo em grandes grupos – Psicologia das Massas e a Análise do Ego.” – wikipedia

(2) Efeito Manada

Um termo usado na economia para identificar investidores ou pessoas que seguem o que o mercado ou a maioria dita, ilustrado por exemplo pela tendência coletiva as vezes irracional de comprar ações, vender ações, migrar de ou para o mercado de câmbio, imobiliário, etc.

O efeito manada é um grande aliado de especuladores profissionais, porque é em momentos que muitos compram só porque outros estão comprando que a maioria dos bois fazem exatamente o que alguns poucos os induzem para aumentar seus ganhos ou diminuir suas perdas.

(3) Síndrome de Solomon

Há algumas semanas houve uma reportagem sobre um experimento em que havia um teste em que o primeiro da fila respondia a uma pergunta, o último da fila não sabia mas todos os demais foram instruídos a dar uma resposta errada, na sua vez ele tende a seguir os demais.

A Síndrome de Solomon desafia psicólogos em relação à uma aparente dicotomia em situações sociais, quando muitas vezes a maioria segue um condicionamento pela opinião da maioria, quer para não gerar um senso de oposição, de ser diferente, quer para não arriscar ser o único errado.

Esta síndrome acaba por estabelecer um senso coletivo, acima de cada indivíduo, que pode estabalecer padrões que os legitimem ou “protejam” de sua individualidade. É claro que ouvir o contraditório e opiniões contrárias é um princípio essencial para uma boa tomada de decisão, mas de forma racional.

Alegoria do Rodeio

Eu uso muito as redes sociais, em 50% dos casos me sinto próximo de amigos ao ver cada foto a cada dia, alguns aqui na esquina e outros do outro lado do mundo, tentando compartilhar algo útil para jovens, escoteiros, alunos, amigos e parceiros. Em outros 50% é dureza, tem muita coisa por trás, disputas, interesses, frustações, as vezes a gente contribui, mas na maioria das vezes apenas ignoramos.

Em um rodeio (lado esquizofrênica das redes sociais), tem o organizador (que ganha com i$$o tudo mas ninguém vê), o peão que monta o Touro e quer fama, tem o público assistindo, torcendo e gritando, a maioria olhando pro peão sem ver o coitado do Touro sendo torturado, tem o palhaço pra desviar a atenção e descontrair, o pipoqueiro ganhando a parte dele e deixando a taxa pro organizador, talvez uma manifestação verde a favor do Touro nos campos … e a maioria que ficou em casa porque tem contas para pagar e não tá nem aí pro organizador, pro peão ou mesmo pro Touro.

Quem somos, cada um de nós, nesse rodeio das redes sociais?