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Fibonacci, User Story Points e Frutas

Um time de profissionais com alguma experiência em desenvolvimento de software tem plenas condições de planejar sprints em algumas horas ou dias, a única premissa é desapegar dos detalhes e discutir apenas a complexidade, o suficiente para comparar e inferir o seu tamanho.

É claro que precisamos ter antes um tanto de auto-conhecimento e clareza no fluxo de trabalho necessário, responsabilidades, DoR e DoD, o restante é básico, como profissionalismo, empatia, senso de pertença e evitar erros conhecidos.

Na chincha, o tipo de estimativa é irrelevante, quer seja T-Shirt Size, User Story Points, Dias Ideais ou Jujubas, … a técnica usada para estimar não muda em nada a quantidade de software que uma equipe é capaz de construir em uma sprint de 10 dias.

Independente de ter sido estimado com tamanho M ou ter 5 pontos, ser 4 dias ideais ou precisar de 7 jujubas, não mudará o fato mais importante que é saber se ele junto de algumas outras histórias cabem ou não em um sprint de 10 dias úteis.

User Story Points

User Story Points usa a série de Fibonacci, uma sequência de números inteiros, começando por 1 e 1, com os subsequentes correspondendo à soma dos dois anteriores [1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, …], que em estimativas de software é usual fixar um teto, com frequencia 13 ou 21.

O uso desta série para estimativas de histórias tem o objetivo de desapegar dos detalhes e nos preocuparmos apenas com aspectos que determinem a mudança de patamar. Desta forma, quanto maior a incerteza, maior a história e maior a distância entre os números da escala.

Salada de frutas

Vejamos uma boa analogia sobre a arte de estimar usando Fibonacci e o estabelecimento de referências e comparações. Para visualizar o que estou afirmando proponho um exercício com a imagem abaixo, uma mesa com vários tipos de frutas.

Se o nosso projeto é desenhar e colorir frutas, posso estimar a partir do tamanho em área, perímetro, volume, mas existe também a existência de detalhes, número de cores, a abstração disso tudo podemos chamar de complexidade.

Complexidade diz respeito ao todo, shape, diâmetro, cores, mas se antigamente estimávamos listando cada um e todos estes detalhes, em metologias ágeis uma breve discussão sobre suas peculiaridades é suficiente para perceber se é mais ou menos complexo que outros.

Após discutir sobre as frutas, é possível estabelecer o que seria a menor fruta em sua complexidade geral, para desenhar, pintar e entregar. Feito isso, vamos estimando comparativamente cada uma das outras.

Na prática, não há uma regra óbvia, cada time poderá estabelecer uma base e comparação para a sua estimativa, semelhante mas não necessariamente igual. Mesmo assim, se realizada de forma adequada e consciente, responsável, é provável que tudo dê certo.

Usando pontos sob o paradigma de complexidade relativa, a estimativa não é pelo tamanho da fruta, nem número de côres, mas pela complexidade comparativa, na percepção de esforço que teremos quando tivermos que desenha-las e colori-las.

Talvez o limão fosse o tamanho 1, será nossa referência de unidade, porque é liso, todo amarelo, o morango é menor, mas mais difícil de desenhar e colorir, por isso o 3, o abacaxi se equivale a abóbora grandona, bem maior, mas com shape menos complexo.

Isso não é muito diferente de software, as principais informações são as integrações, excepcionalidades inerentes a regras de negócio, sofisticação diferenciada, não queremos saber detalhes daquilo que é comuns, apenas do incomum.

Parafraseando Pareto e Juran, entre tantos detalhes triviais em cada tela de um sistema, haverá poucos detalhes vitais que as diferenciem em complexidade … uma percepção que se apura a cada experiência, porque afinal, estimativa se aprende estimando.

Já participei de projetos em que o time tinha alçada e decidiu não mais estimar, apenas discutir, entender e decidir quais caberiam em cada sprint. conforme prioridade e valor. Não é muito diferente dos outros tipos de estimativas, porque no final queremos apreender o que cabe ou não.

Mas por hora não entrarei muito nesta discussão, porque números, métricas, PxR e outras matemáticas ainda são necessárias para a maioria aprender, crescer e aperfeiçoar-se como profissionais … com números tudo fica um tanto mais explícito.

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Toolbox Wall – Pode ser um guia, mapa, jogo, técnica, método ou até decoração

Aquilo que começou como um livro, desenvolveu-se como um jogo de tabuleiro, está transformando-se em uma poderosa técnica de brainstorming, aprendizado, planejamento e decoração que estou chamando de ToolBox Wall.

Das páginas do livro, mais de 70 técnicas e boas práticas começaram a serem convertidas em um mural de folhas A5, que crescem assiduamente com novas dinâmicas e artefatos que vou aprendendo ou desenvolvendo em meu trabalho.

Na minha opinião, toda empresa deveria ter o seu Toolbox Wall, um mural com suas técnicas preferidas, sugeridas e desejadas, em frente ao qual a galera poderia debater alternativas, escolher, caso-a-caso, quer para ampliar horizontes, quer para encontrar soluções.

Trata-se de um mural A5 e cartas que estão sendo usados para planejar quais as técnicas desejadas, de diferentes frentes, inspiradas em Design Thinking, Lean Startup, Lean UX, métodos Ágeis, Art Of Hosting e outras fontes de inspiração.

Após o lançamento do jogo no Trends 2017, empresas me reportaram seu uso em dinâmicas onde o próprio time propõe um desafio real, para então seguindo as regras do jogo Desafio Toolbox 360° encontrarem a sequência que melhor lhes atende.

Vou começar a fazer workshops em noites da semana e Sábados de dia, onde a inscrição será para levar consigo um destes kits, prometo uma experiência única de Toolbox através do próprio jogo, apresentação e vivências.

Minhas fonte de inspiração são muitas, décadas de estudos, não só as que hoje são modinha, mas também resgato outras paixões, como em meus outros livros, o de Jogos 360° seguindo princípios de gamefication, o Scrum 360° e no ebook Sobre os Ombros de Gigantes.

O Toolbox Wall é a materialização sui generis de 10 anos de aprendizados em métodos ágeis, outros 20 anos de experiência em TI antes de descer para a coordenação de desenvolvimento da área de produtos digitais em 2008, quando já editava a newsletter “Marolas de Agilidade”.

A anos divulgo a técnica de Agile Subway Map, a anos dissemino minha abordagem sobre a necessidade de cada um de nós possuir uma grande ToolBox, pois quem se limita a um martelo, qualquer desafio será tratado como um prego, limitado a falta de alternativas.

Em 2015 propus um conceito que chamei de Multi-Convergência Metodológica (04/05/15), sempre defendi a existência do duplo diamante, MVP e Pivot desde o pré-game, inception e no fluxo iterativo-incremental-articulado existente a cada sprint.

O que define o quanto aprofundaremos e aproveitaremos isso depende da cultura e pressão em prazo/orçamento. Mas essa é a base do livro ToolBox 360°, do jogo Desafio Toolbox e do Toolbox Wall, um mural inquieto de boas práticas, oportunidades e inspiração.

Um ciclo PDCL implícito na dualidade temporal entre DoR e DoD, a cada sprint modelando e prototipando o próximo (DoR), enquanto construímos assertivamente o atual e validamos com o cliente (DoD): Onde está o duplo diamante no Agile? (21/08/2016)

A partir desta abordagem, debatemos o problema, opções e a best choice no pré-game, para então em um projeto trabalhar a ideia-modela-prototipa-valida-aprende (DoR), ao mesmo tempo que analisa-constrói-testa-valida-aprende (DoD).

multiplos diamantes

Do duplo diamante do Design Thinking, somado ao Lean Startup com princípios análogos de empatia e validação incrementais, criei uma representação SCRUM com inception e duplos diamantes representados como séries concorrentes de DoR e DoD.

Após blitzkriegs de planejamento utilizando-se algumas de dezenas de técnicas de design thinking e lean startup, prosseguimos com estas e outras tantas em menor escala, mas mesmo propósito, dia-a-dia, em baby-steps, aferindo, ajustando, prosseguindo, entregando valor:

scrum

Por exemplo, um time com um desafio, um projeto onde a galera pode ter um mural para inspirar-se e pinçar dentre múltiplas técnicas algo para pesquisa, brainstorming, modelagem, validação, planejamento, execução iterativo-incremental-articulada, auto-organização, aprendizado, gestão do conhecimento … pode inclusive incorporar nossos mapas de tecnologia ou pelo menos ter exemplos para diferentes plataformas.

Outro exemplo é a busca por uma dinâmica impactante, que os instigue a aprender de forma divertida, mas com foco em conversão, em práticas de interesse. Um brainstorming com regras onde podemos discutir dezenas de possíveis técnicas para resolução de problemas, escolhendo aquelas que querem experimentar, experienciar, aprender fazendo, divertindo-se no percurso, com responsabilidade.

tabuleiro

Esta estrada não teria acontecido sem a inspiração e o apoio de alguns amigos, que em meio a correria do dia-a-dia cederam uma hora para me ajudar a percorrer esta estrada editorial e vivencial. Representativamente, em algumas fotos, agradeço reiteradamente a minha maneira:

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Sem esquecer de agradecer aos parceiros Darth (George Lucas), Pikachú (Satoshi Tajiri) e ao Super Mário (Nintendo).

 

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No TDC POA 2017 falei sobre o SSC e DJM

No dia 11/11/17 tive o prazer de participar novamente da trilha Agile do TDC Porto Alegre, ano passado da abertura e este ano com o encerramento. No ano passado fiz uma palestra provocativa sobre Agile Transformation, este ano sobre a necessidade de materializar nossa estratégia e tática, metodológica, tecnológica e humana.

TDC POA 2017 – SSC & DJM

Scrum Setup Canvas – Antes de entrar em um planejamento de releases e suas sprints é preciso materializar aquelas informações que o excelente Project Model Canvas do Prof Finocchio nos oferece como termo de abertura. É essencial estabelecermos parâmetros como pontos de atenção do mapa de tecnologia, formato, DoR e DoD, sprints e etc:

Doc Journey Map – Pesquise e analise as boas práticas sobre artefatos e documentação, mas faça isso para subsidiar uma análise crítica sobre a sua realidade, cultura, tecnologia e pessoas. Para cada documentação utilizada ou desejada é possível fazer um canvas A3 discutindo a origem, sustentação e destinação, seu custo x valor x benefício:

Sobre estes artefatos, tenho outros posts, vídeos e manual de uso:

02/04/17 – Spoiler da minha palestra para o Agile Trends
13/04/17 – Vídeo de  25 min no Agile Trends
07/06/17 – Versão pdf tamanho A3 para impressão
31/07/17 – Agile Trends Gov – Relato do evento
30/08/17 – Guia de uso para o SSC
06/09/17 – Aprenda com sua documentação

Tenho uma foto logo após minha palestra com parte da galera que assistiu com os coordenadores da trilha:

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Storytelling – Jorge Audy, 10 anos de Agile

Ao fazer um relato de meus três anos de DBserver, percebi que em 2008 há exatos 10 anos atrás eu desci para a área de produtos digitais. No dia anterior eu era coordenador do projeto MPS-Br no corporativo, no dia seguinte assumi equipes digitais que vinham tentando Agile … minha história começou a mudar e não parou desde então, o tempo passou, fiquei 10 anos mais velho e mesmo assim me sinto 20 anos mais jovem \o/

Para registro histórico, um storytelling navegando desde o ano de 2008 quando assumi a coordenação de desenvolvimento das equipes da área de produtos digitais do Grupo RBS até hoje. Quem quiser comentar, comenta aqui \o/

2008 – No ScrumBut até cair a ficha

Após 7 anos de ADP Brasil como coordenador de desenvolvimento corporativo, envolvido com equipes no ERP JDEdwards, operação, web corporativa e print center, fui contratado pelo Grupo RBS em 2007. Em 2008 troquei a TI corporativa pela coordenação de desenvolvimento da área de produtos digitais responsável pelo ClicRBS, ZH, Hagah, Pense, rádios, TV e jornais.

Praticamos um ScrumBut de 2008 a 2011, ano em que sob a direção do Alexandre Blauth, gerência do Marco Migliavacca, mentoria do Luiz Cláudio Parzianello e pareando com a colega Cintia Lima imergimos uns no Agile Brazil de Fortaleza e saímos outros do outro lado. Fui de gravata e espírito comando-controle e me ví na volta ainda no avião preparando um plano de ação revolucionário.

Estávamos em Julho, mas em Novembro nos mudaríamos para o quinto andar do prédio 99A do TecnoPUC, o desafio era praticarmos Agile e chegarmos aquele novo ambiente já com boas práticas ágeis ou esperar para nos mudarmos para um ecossistema ágil ainda com mindset tradicional e com muito a fazer … mudar, experimentar e aprender ou esperar a pressão do simbolismo da mudança?

2011 – Mudança em ritmo antecipado e acelerado

Entre Agosto de 2011 e Novembro, quando da mudança para o TecnoPUC, lançamos o desafio de treinar e começar a praticar, experimentar, aprender mais e nos desafiar estarmos prontos para um andar e um ecossistema que exigiria muito de todos nós. Eu e a Cintia realizamos dezenas de treinamentos Agile e Scrum, em três etapas, cinco turmas em cada.

Em Agosto foi um mínimo necessário de mindset, auto-organização e retrospecticvas, alguns destaques como a reversão de alguns projetos como o RuralBR e referência do piloto com o Hagah, seguido de todas as demais equipes, em Setembro foi Kanban e em Outubro foi a totalidade do método Scrum e Kanban.

2012 – Uma revolução em todos os sentidos

Os treinamentos e coaching que puxamos a partir de Agosto e a ida em Novembro para o TecnoPUC foi o precursor de uma revolução, nada mais foi o mesmo depois disto. Os treinamentos e rollout de metodologias ágeis, compartilhando nossos estudos e vivências não pararam mais, áreas corporativas e veículos com quem interagíamos a cada projeto eram treinadas e incentivadas à prática.

Daquela época, tenho até hoje grandes amigos que levaram a todo aquele aprendizado, outras empresas e áreas de atuação, um período em que comecei a participar de GU’s, CoP’s, eventos locais, regionais e nacionais, aprendendo com os grandes nomes do Agile brasileiro e compartilhando minhas experiências em Agile para pessoas e empresas.

Naquele ano iniciei a Comunidade de Práticas chamada TecnoTalks que hoje conta com 2500 integrantes, entrei para a equipe de coordenação do Grupo de Usuários de Métodos Ágeis da SUCESU-RS e lancei meu blog – http://JORGEAUDY.COM – que hoje conta com 900 posts, onde compartilho conteúdo, resenhas de livros e artigos, ebooks, propondo técnicas e team buildings, além de compartilhar uma agenda de eventos.

2013 – Mestrado e a busca por novos caminhos

Em 2013 eu iniciei o meu mestrado, pedi as contas no Grupo RBS e iniciei um trabalho como consultor e Agile Coach com a Software Process, realizando especialmente um trabalho na TNT/Mercúrio que em pouco mais de meio ano, pilotos e rollout com grandes profissionais, toda a área de TI estava na mesma batida, praticando Agile. Outro trabalho pela SW Process foi com a SABEMI.

Meu mestrado foi na FACE em Administração, na linha de pesquisa de Gestão da Informação, a dissertação foi com o tema “Adaptação à mudança nas características do trabalho : níveis de demanda e controle durante a adoção do método ágil SCRUM por equipes de desenvolvimento de software“, com estudos de casos em empresa privada e pública.

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2014 – Em Julho iniciei na DBServer

O meu primeiro semestre na DB foi alucinante, iniciando com treinamento SCRUM 360º e consultoria para a Grendene no projeto piloto SCRUM de “Report de Qualidade” envolvendo a área de exportação e clientes estrangeiros, mas em Setembro iniciou a maratona do SERPRO, como Agile Coach, com treinamentos SCRUM 360° em regionais (SP, RJ, BA, BSB, SC, PE, AL, PR, RS), consultoria em 2 projetos piloto (SC, RJ) com procuradoria geral e tesouro nacional.

Neste ano lancei o livro SCRUM 360°, uma primeira edição independente e uma segunda com a Casa do Código, uma publicação diferente das demais que falam do todo, pois a proposta era falar de fundamentos, bases psicológicas e sociológicas, mais que técnicas e ferramentas, o que há por trás dos papéis, a natureza humana das timeboxes, artefatos e regras.

2015 a 2017 – FACIN, Livros, Eventos, Projetos

A partir de 2015, terminado o mestrado, fui convidado e sou professor na FACIN da PUCRS nas disciplinas de Tópicos Especiais em Engenharia de Software e Gerenciamento de Projetos, ao mesmo tempo em que consultorias, pilotos e coaching iam se desenrolando pela DBserver, aqui no RS principalmente, mas com interações em SC, PR e SP.

Em 2015 lancei meu segundo livro, chamado JOGOS 360°, ilustrado e colorido, com encarte A3 de referência, um livro em parceria com minha filha, ilustradora e graduanda de cinema na PUCRS responsável pelas ilustrações e encarte.

Em 2016 lancei o meu terceiro e último livro, uma franquia na verdade, TOOLBOX 360°, além dos posts no blog e o livro, em 2017 lancei o DESAFIO TOOLBOX 360°, apresentado em workshops nos principais eventos ágeis brasileiros.

Neste ínterim propus algumas técnicas, como alguns quadros de alçada, Diário de Bordo, o SCRUM SETUP CANVAS, uma técnica de análise de documentação e alguns ebooks úteis sobre teorias e modelos (Sobre os Ombros de Gigantes) e Guia Geral sobre adoção ágil.

Em 2017, também com minha filha é claro, lançamos as tirinhas do SAVANA SCRUM para falar das idiossincrasias e aprendizados ágeis na forma de personagens lúdicos e divertidos, com grande potencial de crescimento.

Um período intenso em participações como palestrante em eventos – DBTalks, TecnoTalks, Agile Brazil, Agile Trends (troféu de melhor Trend Talk), TDC’s POA e Floripa, NeoTalks NeoGrid, RAIAR, ADP Labs, Agile Day Gerdau, Conexão King Host, SEPRORGS, Quarta do Conhecimento PROCERGS, Fale com o Coach SERPRO, Semanas Acadêmicas e Feira das Profissões PUCRS e IFRS, FISL, Congressos do PMI-RS (IX, X, XI e XIV), BPW na FNAC, RED #1 e #2, GUMA, LA SALLE, UEBRS, Faculdade DOM BOSCO, entre outros.

Projetos mais significativos para mim entre 2015 e 2017:

DEFENSORIA PÚBLICA do RS – 2015 – Treinamento, consultoria e Agile Coach à equipe piloto do portal do defensor, com duração de um ano, desdobrado em um segundo piloto (Agenda).

DIMED – 2015 – Treinamento e consultoria para o projeto piloto SCRUM “Panvel na palma da mão” e planejamento do programa para a primeira Panvel em SP prevista para Abril de 2016 envolvendo projetos de todas as áreas da empresa;

PROCERGS – 2015/2016/2017 – Treinamento e consultoria Scrum junto a equipes da fábrica interna, sustentação e um processo continuado de Lean Thinking junto a DRC (equipe de analistas de negócios) ajudando a resignificar missão, visão, objetivos e planos de ação;

SICREDI – 2016/2017 – Já foram mais de 25 turmas com média de 30 participantes em um treinamento de Nivelamento Ágil que criei especialmente para mais de 700 profissionais. Para eles desenvolvi o jogo Banco Intergaláctico para experimentação lúdica de Release Plan e Sprints de um ATM em papelão e telas através de papel colorido, tesoura, cola, régua, … Além disso, planejamento e primeiro MVP projeto técnico para crédito rural.

PROCEMPA – 2016 – Agile Coach, treinamento e consultoria envolvendo quase todas as áreas da empresa, com projetos piloto Scrum em todas as equipes de desenvolvimento. Uma oportunidade única foi a facilitação de uma dinâmica de gestão de portfólio para os últimos três meses do governo municipal em 2016, com presença do prefeito e secretários municipais sobre projetos para o centro da capital;

SISPRO – 2016 – Treinamento e consultoria Scrum e Kanban nas equipes de ERP e serviços, com coaching a dois projetos-piloto;

RENNER – 2016 – Treinamento e consultoria Scrum em um projeto-piloto envolvendo a área de varejo, contando com treinamento de lideranças e interações junto a equipes de fábrica;

GETNET – 2016 – Desmistificando Agile, treinamento e consultoria em projeto piloto DSDM batizado de Falcão Peregrino, metodologia adotada por recomendação do Gartner;

UNICRED – 2016 – Treinamento e consultoria com dois projetos pilotos – gestor de negócios e evolutivo da solução de caixa;

ZAFFARI – 2016/2017 – Treinamento de todas as equipes de TI e consultoria em projetos Scrum para dois pilotos – jurídico e app;

GVDASA – 2017 – Agile Transformation do maior ERP brasileiro de educação, equipes Scrum para projetos, Kanban para sustentação e Lean Office para áreas de consultoria, suporte e apoio;

SOFTPLAN – 2017 – Consultoria em Scrum dentro de uma prática SAFe junto as áreas de procuradoria (3 equipes) e tribunais (10 equipes), além de coaching para adoção ágil na equipe de DevOps;

JCME e Rede Marista – 2017 – Facilitação no planejamento ágil de solução estratégica para congregações e inscrições escolares.

Afora estas oportunidades na disseminação e trocas de boas práticas, foram múltiplas palestras e workshops junto a outros clientes e prospects, a maioria no RS, mas muitos em outros estados, sempre sobre Agile, como Scrum, Kanban, Lean Office, Team Building Games, Toolbox, Agile Transformation, Liderança Ágil e facilitação.

Ainda tem muito 2017, mas já prevejo um 2018 cheio de novidades e desafios.  \o/

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Kirkpatrick – O que seria de nós se não soubéssemos das curvas?

Há diferentes teorias e curvas que reiteradamente discuto e que nos ajudam a entender o processo cognitivo e desafio relacionado ao aprendizado, mudança e melhoria, como a Curva de Tuckman para formação de um time, hoje vou compartilhar a Curva de Kirkpatrick.

Em 1994, Donald Kirkpatrick publicou um bestseller intitulado Avaliando Programas de Treinamento, apresentando quatro estágios relacionados aos possíveis desdobramentos de um treinamento, gerando o que chamou de reação, aprendizado, comportamento e resultados.

O entendimento de Tuckman, Ebbinghaus, Kirkpatrick e outras, nos ajudam a entender antecipadamente os porquês e de posse destas informações trabalharmos desde cedo com argumentos e ações para gerar maior efetividade na formação e evolução de nossos times.

Vejo isso a cada treinamento, a curva sobre a conversão de ensino em aprendizado e sua conversão em prática, os estudos de Kirkpatrick lançam luz e nos ajudam a melhorar enquanto palestrante, instrutor, professor, facilitador e/ou coach.

Vai além da Curva de Ebbinghaus sobre nossa capacidade e limitação de retenção e assimilação, também Edgar Schein, lembrando que a mudança gera desconforto quando percebemos que deixaremos o conhecido para tentar algo novo, que ainda não dominamos.

Eu tenho uma matriz temporal de condução para qualquer treinamento, conhecida por quem me acompanha, com um pré (organizar e instigar metas), há a execução (interagir e projetar) e um pós (experimentar, persistir e melhorar), onde acrescentei a curva de Kirkpatrick:

Em seu estudo Kirkpatrick estabeleceu ranges para cada etapa, mas como agilista eu acredito que cada pessoa, imerso em times e cultura organizacional, estabelecerá um ritmo para seu grupo, conforme liderança, metodologia, maturidade, domínio, etc.

Conhecer as diferentes curvas nos ajudam a agir para torná-las mais fluidas, gerando maior retenção e conversão em resultados práticos. Mantendo a reação em seus insights, o interesse no aprendizado, a pró-atividade do comportamento e persistência até os resultados:

1- Reação é quando o aluno ou participante percebe que aquele conteúdo tem a ver com ele e que pode ser útil de alguma forma, colaborando para possíveis melhorias no seu trabalho ou a ele enquanto pessoa. Refere-se a interesse e a maioria se motiva!

2- Aprendizado é quando o aluno ou participante se mostra interessado realmente, interagindo com o instrutor e demais participantes enquanto traça cenários imaginários de uso e projeção de resultados. Diz respeito a entendimento e planejamento!

3- Comportamento é quando o aluno ou participante estabelece uma experimentação e aprendizados, permitindo-se mudar para tanto. Diz respeito a vivência e validação, exigindo engajamento e persistência!

4- Resultados é quando estabelece-se aquilo que chamamos de melhoria contínua, os resultados já são percebidos e os mesmos são valorizados. Refere-se a evolução proposta pelas artes marciais como Ju-Ha-Ri, adaptando e tirando o máximo de benefícios.

Em treinamentos é preciso instigar pessoas a serem agentes de mudança, não desistirem e serem exemplo. A psicologia afirma que todo grupo humano possui lideranças ou formadores de opinião, o tempo e o sucesso de um processo de mudança depende muito do exemplo deles.

 

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PMI Agile Practice Guide – boas práticas ágeis há 30 anos

Fiz vários posts nas redes desde que as primeiras resenhas sobre o PMBOK 6ª edição começaram a sair, mas não aqui no blog para registro.

Não é um passo a frente, é apenas o resgate de um gap de 30 anos, desde o mítico artigo de Takeushi e Nonaka em 1986 com “The New New Product Development Game” o gerenciamento de projetos ganhava uma nova prática, demorou três décadas para ela ser incorporada formalmente à ToolBox, primeiro com a ACP, agora com o manual de práticas ágeis.

Neste ínterim surgiram a Scrum Alliance, Scrum Org, Scrum Study e outras instituições que buscaram preencher esta lacuna, afinal, uma boa prática crescente sobre gerenciamento de projetos estava fora do corpo de conhecimento internacional sobre gerenciamento de projetos … sem justificativa plausível.

Há vários anos parafraseio o baixinho Lord Becket de piratas do caribe, pois é apenas “um bom negócio”, neste ínterim todo mundo ganhou, cursos, eventos, especialistas e certificações surgiram em profusão, polarizando algo impolarizável. A partir de agora, na mesma fonte, é só escolher como quer gerenciar seu projeto.

Ainda tem muita estrada pela frente, mas de passo em passo, chegamos lá!

Fábio Cruz – http://www.fabiocruz.com.br/pmbok-agil/

Mauro Sotille – http://blog.pmtech.com.br/pmbok6/

Alguns posts desde 2012 sobre gerenciamento de projetos e a necessidade de haver simbiose entre métodos, técnicas e boas práticas:

12/02/2017 – PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

31/08/2015 – A mítica dicotomia PMBOK x SCRUM

02/09/2016 – Não fuja, todos nós somos Gerentes de Projetos

27/07/2016 – Pulo do gato ou equívoco da TI Bi-Modal do Gartner?

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Desafio ToolBox 360º dia 05/09 das 18:30 as 20:00

Um jogo que começou inspirado em uma dinâmica para minha disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software na FACIN da PUCRS, que transcendeu para algo muito maior e melhor que eu imaginava. Acreditem, vale a pena experimentar e dar uma conferida!

Mais de 70 técnicas e boas práticas oriundas de métodos, framework e mercado consolidaram um baralho que pode se transformar em um guia de bolso para usar, desde o jogo original, em mapeamento de competências, no planejamento ou resolução de problemas.

Eu prometi que será derradeiro, a partir da semana que vem disponibilizarei uma versão enxuta que possa ser utilizada por quem quiser. Vinha enxugando a atual devido a tamanho e custos de confecção e postagem de embalagem, tabuleiro, baralho, fichas e dado.

Para se inscrever neste Play Test, clique aqui ou na imagem:

Para saber mais informações sobre o jogo, regras, play tests, palestras, oficinas e fotos – https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox/

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