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Team Building em escala é substrato para Business Agility

Tenho vivenciado projetos de transformação baseados em instigar profissionais e equipes a ressignificarem sua forma de pensar e trabalhar, recentemente passei uma semana colaborando em mais um kickoff para alinhamento e energização.

Uma jornada que iniciou meses antes, debatendo um propósito a partir de missão, visão e valores. Mais os pactos de direcionadores e objetivos estratégicos para 2020, mais que isso, o que querem e o que não querem para 2020.

Todos os times de uma organização engajados em se ressignificar, com a responsabilidade de selecionar as técnicas mais afeitas ao momento de cada equipe frente aos desafios – pessoas, equipes, áreas, organização, direcionadores, propósito.

Uma semana de aceleração, +200 pessoas, 40 por dia na grande sala do Novotel, em times ou grupos de trabalho, líderes e liderados, inclusive equipe de secretariado, copa e limpeza. Um dos diretores fazendo o briefing inicial a cada manhã.

A cada dia, muita interação, muitos exercícios, ainda mais compartilhamento de técnicas e boas práticas. Divididos em grupos foi possível exercitar auto-diagnósticos, jornada, propostas de valor, empatia, sinergia, fracionamento e MVP’s.

A frente o ano de 2020 com enormes desafios em um mundo em permanente mudança, cada vez mais competitivos, ao mesmo tempo exigindo inovação, empreendedorismo, gestão, entregas, com criatividade nas despesas e receitas.

Introdução – Paradigmas de mercado, organizações, times e profissionais, um overview sobre transformação digital, estruturas em organizações exponenciais, pessoas, papéis e carreiras, times e redes;

Fundamentos – Mais de uma dezena de técnicas essenciais, úteis no dia-a-dia de profissionais e equipes, gestão do tempo, foco em valor, facilitação, brainstorming, aceleradores e tomada de decisão;

Pessoas – Planejamento de carreira, roda da vida e profissional, uma variedade de técnicas para mapeamento e modelagem de nós mesmos, diagnóstico e plano de ação para 2020;

Equipes – Diferentes canvas para modelagem de equipes, excelentes técnicas a serem realizadas após termos incentivado o auto-conhecimento e percepções individuais, com horizontes 1, 2 e 3;

Liderança – Falamos de paradigmas e suas quebras, uma reflexão sobre Management 1, 2 e 3.0, cercado de oportunidades e desdobramentos para empresas que vem se provocando a uma transformação digital;

Conexões – Debatemos diferentes formatos baseados no modelo SECI, comunidades, spotify e técnicas de debates em grandes grupos e co-criação pelo consenso;

Estratégia, Projeto e Operações – Um breve overview sobre as bases e valor na gestão de portfólios, planejamento mínimo necessário, ciclos iterativo-incrementais, avaliação, aprendizado e melhoria contínua.

Em uma das noites rolou um papo descontraído e também muito pegado sobre inovação e empreendedorismo na prática, incubação, aceleração, startups de diferentes setores, com ou sem software como substrato.

Geração de energia a partir do processamento de resíduos, blocos de baixa densidade e alta dureza para a construção, reconhecimento de padrões e classificação para frigoríficos, integrador para cupons de desconto, …

Como em todo ecossistema de inovação e empreendedorismo, debatemos MVP’s, Pivot’s, formas de validações, pontos críticos de atenção, técnicas de prototipação, antecipação e … não deixar o tempo passar sem luta!  🙂

Ao final, dia e noite, como não poderia deixar de ser, rolou umas rodadas de Toolbox e deixei um kit para o pessoal usar e se divertir, no dia-a-dia, após os almoços ou na hora do café … acho que todo mundo curtiu a esticada noite adentro \o/

Trocamos vários cases e aprendizados vicários, alguns tinham larga experiência no mercado em que atuam, já na estrada há um bom tempo e com grande potencial … o mundo não tem mais fronteiras para protagonismo, basta ter internet.

Na prática, na era do conhecimento e dos soft skills, o que vale é atitude, é acreditar que é possível e que é capaz (auto eficácia), preferencialmente com parceiros de viajem, porque sozinho é mais difícil …

Business Agility

Segundo os gringos da Agile Business Consortium, o modelo abaixo foi co-criado pelos participantes do consórcio e “ilustra os elementos necessários para tornar qualquer organização realmente ágil. Executar projetos e operações de negócios é parte essencial da agilidade dos negócios, mas eles não transformarão uma organização por conta própria. As empresas precisam de uma estratégia compatível, incluindo uma abordagem ágil ao seu mercado.” https://www.agilebusiness.org/

O modelo proposto para o workshop Toolbox 360° tem igual finalidade, tenho atualmente 7 disciplinas, sustentadas por questões estruturais que retroalimentam o sistema, influenciando e sendo influenciados uns aos outros.

Os workshops podem ser de um dia ou dois dias, diferenciando-se entre exercícios reais com objetivo pedagógico ou construídos progressivamente pelos presentes, auto-diagnóstico, auto-gestão, gerando planos de ação e próximos passos.

Só não tem mágica, o workshop é o primeiro passo, é preciso estabelecer e praticar tudo o que dele extrairmos, desde propósito coletivo, planejamento de carreira, times em ciclos evolutivos, lideranças, ecossistema, redes e processos.

Ele proporciona um gap analisys instantâneo para estabelecimento de um plano de transformação gradual, equivalendo a um upgrade no firmware, recebendo habilidades menos individuais e mais coletivas, mais pró-ativas e menos reativas.

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E por falar em Team Building …

Uma empresa no início do século XX era percebida explicitamente por grandes nomes da administração como máquinas, cada área e cada profissional em sua especialização, com um estrutura de comando e controle.

Em meados do século XX, empresas como organismos, pessoas como células tronco destinadas a especialização, equipes seriam órgãos e sistemas, pulmões, coração, ossos, músculos, com um cérebro tomando decisões.

Em função destas alegorias, nossos livros de administração mostram estruturas organizacionais previsíveis, como as tradicionais funcionais, matriciais e projetizadas, as três baseadas em premissas de comando e controle.

No início do século XXI temos estruturas ainda não reconhecidas por alguns livros de administração, mas que ilustram e materializam modelos baseados em redes, contendo ao mesmo tempo modelos formais e flexíveis.

Um dos meus gurus sobre teorias das organizações que aprendem e se adaptam dinamicamente, é Ikujiro Nonaka, que com seus parceiros gerou algumas das propostas mais consistentes para nortear esta mudança.

O modelo hipertexto propôs três dimensões organizacionais, uma formal, que estrutura e suporta, uma invertida com equipes auto-organizadas e uma terceira que explicita a gestão do conhecimento como um ativo organizacional.

Outro autor de renome, John P Kotter propôs uma estrutura que batizou de Dual, com uma dimensão formal, análoga a 1ª da hipertexto e uma análoga a 2ª através de redes dinâmicas conforme propósito, mais inquieta e inovadora.

“Kotter argumenta que você deve fazer as duas coisas ao mesmo tempo. O lado hierárquico, analítico e sequencial dos negócios precisa de coordenação. O lado experimental, imaginativo e da rede, precisa de capacitação. Vinculando os dois para que operem em paralelo, mantendo o lado hierárquico conectado à inovações, para que a hierarquia acompanhe e construa o todo em vez de puxá-lo em direções diferentes.”

Kotter

Em 1972, Kotter doutorou-se e passou a lecionar na faculdade da Harvard Business School, passou a professor titular em 1981, nomeado Professor de Liderança Konosuke Matsushita, mítico fundador da Panasonic, inovador em gestão no Japão pré-guerra.

Os princípios de Konosuke Matsushita já na década de 30, foco da disciplina de Kotter, pregava a qualidade e eliminação de desperdícios, priorizando as necessidades dos clientes e colaboradores, com a responsabilidade de ser difusor de desenvolvimento social. O sucesso era a meta do empresário aos operários, nos anos 20 e 30 em meio a crises, manteve os quadros e pôs todos a vender e colaborar das formas possíveis.

matsushita

Não por acaso, há conhecimento e princípios essenciais que ligam os grandes nomes que admiro, Nonaka, Deming, Ohno, Matsushita, Juran, Kotter, Druker, mas me dando o direito à interpretação, prisma do aprendizado significativo de David Ausubel, pois precisamos interpretar o que descobrimos à luz de nosso saber (subsunçores).

Nos meus treinamentos, moldei gradualmente um conceito baseado em disciplinas, aos poucos consolidadas em sete, quatro essenciais e três pragmáticas – pessoas, equipes, liderança e conexões, seguido de estratégia, projetos e operações.

Dual ou ambidestramente, estruturei o cerne de conhecimentos e aprendizados em sete disciplinas, paradigmas e mais de 130 boas práticas, úteis de forma direta ou indireta no desenvolvimento humano e formação de times.

Materializando este sincretismo, publiquei livros e jogos sobre SCRUM, Toolbox, Team Building Games, com muitas teorias da filosofia, psicologia, sociologia e ciências sociais, porque precisamos estar “Sobre os Ombros de Gigantes!”.

TEAM BUILDING

4 essenciais – Quatro disciplinas que dizem respeito a base humana, social, sobre pessoas e suas relações, desde aspectos de contribuição e carreira (proteana), passando por equipes (auto-organizadas), lideranças e conexões (redes), espontâneas, induzidas ou orquestradas – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões:

3 pragmáticas – Três disciplinas práticas, onde o foco é inspiração e transpiração, usando de empatia e sinergia, na construção de processos fluidos onde o protagonismo é compartilhado em 360°, colegiado, colaborativo, constantemente redirecionado para melhoria contínua de suas metas, entregas e aprendizados – Estratégia, Projetos e Operações.

Não há uma receita de bolo, mas um grande substrato que nos proporcionam rápida interpretação, alinhamento, experimentação, validação, alimentando ciclos contínuos e virtuosos. A cada oportunidade, um maior domínio sobre este substrato garantirá que nossas escolhas não sejam casuais, mas uma opção comparativa e evolutiva.

Uma boa abordagem é discutir brevemente prismas e paradigmas de mercado, de estrutura e desenvolvimento humano, para então dedicar-se de forma prática no entendimento e exercício real, primeiro falando de pessoas, como se agrupam e trabalham juntas, como exercem liderança, para então entender as possibilidades de conexões.

Em um dia de exercícios partindo das questões mais essenciais, humanas, passamos a algumas das melhores práticas relacionadas a estratégia, táticas e execução de projetos e operações … desde o início com foco em modelagem de quem somos e como fazemos para nos ressignificarmos e propormos melhorias incrementais relevantes .

Cada uma das disciplinas conta com dezenas de oportunidades, variáveis conforme as características do próprio time, cultura organizacional, processos, produtos e serviços, mas há uma linha mestra:

  1. Pessoas com maior domínio sobre seu planejamento de carreira, auto-conhecimento e planos;
  2. Equipes com clareza de missão, contexto, intra e inter, em ciclos contínuos de melhoria contínua;
  3. Liderança baseada em transparência, confiança, proporcionando o substrato e meios possíveis;
  4. Conexões, tanto intra-equipe, inter-equipes e inter-organizacional, mercado e comunidade;
  5. Estratégia enquanto envolvimento, comunicação, alinhamento claro em prol de sinergia e resultados;
  6. Projetos, inspirado em paradigmas ágeis, colaborativos, empírico e convertendo o máximo de valor;
  7. Operações, baseadas intensamente em comunicação, gestão efetiva de fluxo com foco em solução.
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Papeando com a Lucélia Ourique no Papo de RH

Tenho participado de muitas coisas legais nestes últimos anos, mas o último mês está insano, na segunda-feira, dia 11/11/19 tive o prazer de bater um papo no Papo de RH com a Lucélia Ourique.

O canal oficial é o https://www.facebook.com/PapodeRecursosHumanosOficial/ e o histórico desde que iniciou é auto-explicativo – grandes nomes, muito conteúdo, carreiras que inspiram, empreendedorismo feminino, está sensacional.

Conheci a Lucélia Ourique no primeiro Toolbox no RH, uma iniciativa que me proporcionou ter ela e uma galera de RH e pessoas muito especiais na minha rede, a Andreza Deza Deza, Carine Pereira, Fabiane Castro, Simone Grivot, e mais.

No papo que fizemos no papo do dia 11/11 rolou uma porção de temas sobre profissionais e empresas, passado, presente e futuro, algumas quantas teorias e práticas, alguns autores e gurus da nova ordem mundial … empatia + sinergia!

Tem um outro vídeo, mais curto com P&R bem objetivas, deve sair em breve. Curiosamente fui convidado a falar sobre três temas diferentes em três canais nas últimas semanas, o que gerou alguns encontros e reflexões que muito me energizam.

Como professor, consultor ou voluntário, a estrada tem sido muito prazerosa … alguns percalços, mas acima de tudo uma rede maravilhosa, amigos, alunos, a medida que o tempo passa se espalhando, Europa, EUA, Canadá, Austrália, …

Vamos ver o que o futuro nos reserva, mas até aqui já tenho muitas histórias para contar a meus netos no futuro.

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Dez/2019 – 3 workshops 360° na DBServer

Vai ser um final de ano agitado, fechando mais um ano típico no ecossistema PUCRS-TPUC, ansioso aguardando Domingo o Programa Business RS na TV a cabo, canal de vídeo e site, mas também porque vai rolar uma experiência de três workshops 360° pela DBServer no TecnoPUC a valores super atraentes – http://bit.ly/3ws360

5ªfeira – Scrum 360° – Introdução às metodologias ágeis, SCRUM, Kanban e XP enquanto mecanismos complementares. A práxis do método ágil mais usado para gerenciamento de projetos e como gerar sinergia com diferentes métodos para estabelecer melhoria contínua; Cada inscrição vale um guia de referência rápida Scrum e Kanban.

6ªfeira – Toolbox 360° – Uma visão prática sobre 130 técnicas, interpretadas para o desenvolvimento de pessoas, equipes, lideranças e conexões. Partindo das pessoas e seu autodesenvolvimento, como base para a construção de equipes auto-organizadas; Cada inscrição vale um kit do jogo Desafio Toolbox com tabuleiro, guia e baralho com 130 técnicas.

Sábado – Jogos 360° – Um dia inteiro dedicado a debater fundamentos, team building games e gamification, mediadores no uso de jogos em diferentes contextos – quebragelos, aquecimentos e pedagógicos – debatendo e exercitando a escolha, a adaptação e a criação de jogos. Cada inscrição vale um kit com o canvas, guia e baralho com 130 jogos.

—————————————— 5ªfeira – Agile 360°

Um mergulho no universo das metodologias ágeis como forma de endereçamento de processos para projetos e operações, onde equipes de todas as áreas de uma organização vem se utilizando de metáforas, jogos e dinãmicas para introduzir e fixar conceitos de planejamento e execução iterativo-incremental-articulada. Pesquisas e análises de mercado, o quanto empresas vem se utilizando destas abordagens para implementar conceitos de transformação organizacional, quer em digital, fábrica, office, sob modelos iterativo-incrementais-articulados, abstraindo desenvolvimento, para ser útil a qualquer equipe de projeto e operações.

Posts sobre a edição Banco Intergaláctico e sobre Scrum:
https://jorgeaudy.com/2016/11/11/virada-agil-2016-toolbox-360-banco-intergalactico/
https://jorgeaudy.com/2016/11/13/virada-agil-2016-toolbox-360-banco-intergalactico-dia-2/
https://jorgeaudy.com/2015/11/23/a-genese-de-um-novo-agile-game-banco-24-hrs/
https://jorgeaudy.com/be-a-ba-do-scrum/
https://jorgeaudy.com/2019/04/14/mudanca-nao-e-uma-acao-mas-um-processo-continuo-de-transformacao/

Abertura da Stadium do TDC Floripa 2019 com a história do que conhecemos como Agile: https://jorgeaudy.com/2019/04/28/tdc-a-historia-do-agile-passado-presente-e-futuro/

—————————————— 6ªfeira – Toolbox 360°

O conceito Toolbox 360° nasceu como um livro, evoluiu para um jogo de tabuleiro, depois uma técnica de gestão do conhecimento, ativa e auto-organizada, finalmente como um workshop experiencial – autodesenvolvimento (pessoas), construção de times, lideranças e conexões, contextualizado por estratégia, projetos e operações. O jogo, o mural e o workshop são base e gatilho da experimentação interativa de pelo menos 130 técnicas e boas práticas úteis no dia a dia de qualquer pessoa, para auto-conhecimento, trabalho em equipe, liderança e conexões.

1) Um jogo versátil com tabuleiro e baralho – https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox ;
2) Mais que um livro, técnica de GC ou jogo – https://jorgeaudy.com/toolbox-360 ;
3) Sobre os ombros de gigantes – https://jorgeaudy.com/2017/06/28/enxerguei-mais-longe-porque-estava-sobre-os-ombros-de-gigantes-isaac-newton ;
4) Abaixo alguns relatos de edições do workshop, organização, execução e depoimentos:
https://jorgeaudy.com/2019/09/15/cada-workshop-e-unico-e-evolutivo/
https://jorgeaudy.com/2019/03/19/edicao-cooperativa-do-workshop-toolbox-360/
https://jorgeaudy.com/2018/08/19/18-08-18-cada-workshop-toolbox-360o-e-unico/
https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/
Abaixo alguns vídeos provocativos debatendo o valor de um mindset Toolbox 360°:
5) Debate conceito Toolbox 360° –  https://www.youtube.com/watch?time_continue=48&v=R07ROotO-3o
6) Vídeo animado sobre o jogo –  https://www.youtube.com/watch?v=lfTVbRsLXkc
7) Webinar sobre carreira – https://jorgeaudy.com/2018/07/19/webinar-king-host-sobre-carreira
8) Palestra no TEDxLaçador –  https://www.youtube.com/watch?v=7na7QNMWbXg

—————————————— Sábado – Jogos 360°

Tenho centenas de posts sobre jogos – quebragelos, aquecimentos e pedagógicos – que acabaram por serem compilados em um livro, batizado de Jogos 360°, que posteriormente acabou derivando para um workshop de 8Hrs em que além de práticas, debatemos a seleção e exercitamos a criação de jogos. No workshop, após experimentarmos e debatermos vários jogos ativos e também reflexivos, usamos vários canvas para modelagem de aulas com jogos, criação e desenvolvimento de jogos, canvas de gamification organizacional, exercícios inspiracionais em que cada grupo formado cria algo e apresenta.

JEAN WILLIAM FRITZ PIAGET –  “Os jogos são admiráveis instituições sociais, porque, ao promoverem a comunicação interpessoal criam um relacionamento grupal. Jogando, a criança tem acesso à realidade social, compreende suas regras, as suas necessidades, a construção e importância na delimitação da atividade”.

1. Jogos 360° – https://jorgeaudy.com/jogos-360o/
2. Exemplo 1 – https://jorgeaudy.com/2018/08/06/11-08-18-1330-as-1730-jogos-360/
3. Team building games – https://jorgeaudy.com/2015/02/18/agile-games-team-building-games-icebreakers-warmups/
4. Criando jogos – https://jorgeaudy.com/2019/10/09/criando-jogos-para-times-grupos-turmas/
5. Exemplo 2 – https://jorgeaudy.com/2019/10/14/maratona-de-12hrs-de-jogos-e-seus-aprendizados/
6. Exemplo 3 – https://jorgeaudy.com/2018/07/17/workshops-de-14-07-jogos-360-e-toolbox-360/
7. Escola alemã de jogos – https://jorgeaudy.com/2018/11/16/a-nova-escola-alema-em-jogos-de-tabuleiro/
8. Game Mapping – https://jorgeaudy.com/2018/11/07/game-mapping-um-passo-a-passo-no-planejamento-de-jogos/
9. Organizando workshops – https://jorgeaudy.com/2019/03/05/organizar-workshops-e-muito-mais-que-burocracia/

Qualquer dúvida, entre em contato, aqui pelo Sympla ou diretamente pelas redes, blog, whats ou email.

Centenas de dicas de links, textos, vídeos, ebooks, livros e blogs sobre este universo – https://jorgeaudy.com/biblioteca/

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Programa Business RS – 10/11, Domingo, 23h30m

No dia 10/11/19, Domingo as 23h30m no canal 14 da NET (vale dos sinos), na valetvplay, no app da ValeTVPlay e no canal de youtube do programa business com o Ronald Dennis Pantin vai rolar uma entrevista conduzida por esse cara singular que vem trazendo pro seu canal muita gente boa … e pelo menos um (eu) meio de fora do circuito principal.

Uma visão muito apaixonada sobre pessoas, abordagem que venho disseminando, fruto de três décadas renovando como aprendiz de feiticeiro, igualzinho ao Mickey em Fantasia, porque fui concursado nos anos 80, empresário nos 90, gestor de desenvolvimento nos 2000, em uma multinacional e depois uma regional, agora consultor e apaixonado professor.

O último foi o nosso secretário de tecnologia, o Luis Lamb, falando dos seus planos na secretaria, projetos, Pacto Alegre e Inova RS, além de muita paixão por inovação e empreendedorismo. Já estiveram lá o Paulo Kendzerski do Instituto de Transformação Digital (ITD) e Francisco Hauck da Fábrica do Futuro com quem estive no Contraponto da Rádio Guaíba.

Como sempre nestes casos, pergunto se é comigo mesmo ou confusão com meu irmão famoso, mas era indicação de um amigo em comum, o programa é muito empreendedor ao trazer muitos temas de real interesse, mas ele é conhecido também pela SGC – Sociedade Gaúcha de Coaching, com formações, grupos de estudos, eventos e compartilhamentos.

https://www.facebook.com/programabusinessrs

https://valetvplay.com/Ao-Vivo

Programas:

“O Programa Business RS é uma proposta nova na Programação Televisiva do RS, pois traz entrevistas com Presidentes, CEOs, Diretores, etc… das mais renomadas  empresas do nosso estado, bem como trará novidades em termos de  tecnologia, empreendedorismo, disruptura, indústria 4.0, entre outras. Além  disso, tem um quadro de agenda empresarial e dicas com os principais  eventos de negócios do RS, bem como, sugestões de livros, cursos e eventos.”

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6ª edição do jogo Desafio Toolbox 360°

A nova versão está muito profi, o trabalho da Marinês com as cartas e o tabuleiro ficou sensacional, as cartas aumentaram na largura e altura, ganharam em tamanho e personalidade, estamos experimentando uma legenda.

A cada rodada em workshops e posterior, recebo muitos feedbacks e aos poucos vou refinando, eliminando algumas cartas, ajustando alguns textos, incluindo outros, atualmente conta com 130 técnicas para projetos e operações.

Como as cartas cresceram, o tabuleiro aumentou proporcionalmente, ganhou duas dobras ao invés de uma e o desafio acabou sendo uma grande solução, de um lado do fechamento a identificação, do outro um índice de cartas/técnicas.

Tudo começou com o livro em 2015, com o apoio da DBServer lançamos e aos poucos foi surgindo o jogo e a dinâmica de wall, em 2017 no primeiro play test com a Adri Germani no térreo do 99A tinha um tabuleiro em lona resinada.

O livro iniciou com 72 cartas um pouco maiores que as desta 5ª versão, até a 3ª ainda existiam as fichas e o dado, com algumas regras tipo o jogo Master que deixavam o jogo mais sofisticado, mas a galera dispersava com a competição.

De lá para cá, a cada nova edição, semestralmente, o jogo foi focando na sua maior meta, pedagógico, 115 e depois 130 técnicas, retirei os dados e as fichas, bem como o perímetro… talvez voltem em uma edição comemorativa futura.

tabuleiros

Por capricho do destino, casei com a Marinês (arquiteta e designer – UniRitter) e tivemos a Luisa (artista e ilustradora – PUCRS e VFS), gerado uma sinergia nas artes, editorações e principalmente na diversão durante a jornada.

A Adri Germani estava no primeiro play test, uma amiga que conheci em eventos Tecnotalks da época, para três anos depois criar o vídeo-tutorial do jogo, uma obra de arte que aproveitou os personagens criados pela Luisa para a ação.

Meus dias são na cidade em que nasci, em um apartamento que escolhemos e adoramos, a 18 minutos da PUCRS e TecnoPUC, local de trabalho para mim na DBServer, para a Mari e onde a Luisinha estagiou … tudo de bom!

Com as duas dobras, a Marinês acabou gerando uma emenda melhor que o próprio soneto, imposto em função do aumento das cartas, ao fazer as duas dobras gera um envelope, de um lado a identificação do jogo e do outro o índice.

Ao abrir a primeira aba com as ferramentinhas, a identificação do modelo Agile Design e da DBServer, minha segunda casa, só não tem o logo da PUCRS porque em uma organização do tamanho da universidade demandariam muito esforço.

A primeira rodada afora os play tests foi em sala de aula na disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, no início cabreiros, aos poucos a meninada começou a curtir e aproveitou muito a dinâmica, gerando bons debates.

A categorização das cartas demorou, sempre achei que tentar facilitar a escolha das técnicas as bitolavam, mas encontrei uma forma de fazê-lo que não impacte na interpretação e adaptação das técnicas – PDCL.

Ficou basicamente com uma legenda no pé de página de cada carta com 6 categorias não exclusivas – Strategy (estratégia), Ideation (inspiração), Plan (planejamento), Do (execução), Check (acompanhamento), Learn (aprendizado).

Um alvo (meta), uma lâmpada (ideia), um marco ou bandeira (plano), mãos a obra (chave de boca), monitoramento (lupa com métrica) e o símbolo de kaizen sobre melhoria (aprendizado):

O vídeo merece estar sempre em qualquer post sobre o jogo, é didático e muito bonito, melhor forma de encerrar uma postagem sobre o conceito Toolbox 360° é com ele:

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Psicologia das multidões (Gustave Le Bom)

Em tempos de redes sociais hiper empoderadas, excessos em grupos, torcedores, políticos, negócios e líderes carismáticos, cada qual com seguidores e extremismos, é bom resgatar a Psicologia das Multidões de Le Bom (1).

Não participo de tribos ou grupos, nada contra, mas não concordo com visões monocromáticas de nenhum tipo. É direito meu, 56 anos, pago minhas contas em dia e estou nessa estrada chamada vida mais pela diversão.

A realidade em grandes grupos é que inconscientemente ocorre a Psicologia das multidões de Le Bom ou o que na economia chamam de “Efeito Manada” (2) ou o que na antropologia chamam de “Síndrome de Solomon” (3), ou a Psicologia das Massas de Freud, onde qualquer posição pode ser retroalimentada e excessos legitimados.

(1) Psicologia das multidões

Na resenha do livro Psicologia das Multidões, “de acordo com Gustave Le Bom, os indivíduos em uma multidão organizada correm o risco de descer a vários degraus na escada da civilização, ou seja, podem se comportar de uma forma primitiva. Em seu livro, Le Bon também formulou a teoria do contágio e argumenta que multidões motivam as pessoas a agir de maneira distante de um comportamento individual.” – https://www.bonslivrosparaler.com.br

A influência combinada com o aparente anonimato por trás do grupo resulta em um comportamento as vezes irracional, emocionalmente carregado. Assim, o frenesi da multidão de alguma forma é contagioso, se autoalimenta, crescendo com o tempo. A multidão mexe com as emoções a ponto de poder levar as pessoas a se comportarem fora da razão.

“Na obra A Loucura das Multidões, Charles Mackay explora o lado ridículo dos fenômenos de massa. Na obra A Multidão: Um Estudo da Mente Popular, Gustavo Le Bon aponta impulsividade, incapacidade de raciocínio e ausência de senso crítico como características intrínsecas de multidões. O sociólogo Gabriel Tarde e Sigmund Freud propõem teorias para explicar o comportamento do indivíduo em grandes grupos – Psicologia das Massas e a Análise do Ego.” – wikipedia

(2) Efeito Manada

Um termo usado na economia para identificar investidores ou pessoas que seguem o que o mercado ou a maioria dita, ilustrado por exemplo pela tendência coletiva as vezes irracional de comprar ações, vender ações, migrar de ou para o mercado de câmbio, imobiliário, etc.

O efeito manada é um grande aliado de especuladores profissionais, porque é em momentos que muitos compram só porque outros estão comprando que a maioria dos bois fazem exatamente o que alguns poucos os induzem para aumentar seus ganhos ou diminuir suas perdas.

(3) Síndrome de Solomon

Há algumas semanas houve uma reportagem sobre um experimento em que havia um teste em que o primeiro da fila respondia a uma pergunta, o último da fila não sabia mas todos os demais foram instruídos a dar uma resposta errada, na sua vez ele tende a seguir os demais.

A Síndrome de Solomon desafia psicólogos em relação à uma aparente dicotomia em situações sociais, quando muitas vezes a maioria segue um condicionamento pela opinião da maioria, quer para não gerar um senso de oposição, de ser diferente, quer para não arriscar ser o único errado.

Esta síndrome acaba por estabelecer um senso coletivo, acima de cada indivíduo, que pode estabalecer padrões que os legitimem ou “protejam” de sua individualidade. É claro que ouvir o contraditório e opiniões contrárias é um princípio essencial para uma boa tomada de decisão, mas de forma racional.

Alegoria do Rodeio

Eu uso muito as redes sociais, em 50% dos casos me sinto próximo de amigos ao ver cada foto a cada dia, alguns aqui na esquina e outros do outro lado do mundo, tentando compartilhar algo útil para jovens, escoteiros, alunos, amigos e parceiros. Em outros 50% é dureza, tem muita coisa por trás, disputas, interesses, frustações, as vezes a gente contribui, mas na maioria das vezes apenas ignoramos.

Em um rodeio (lado esquizofrênica das redes sociais), tem o organizador (que ganha com i$$o tudo mas ninguém vê), o peão que monta o Touro e quer fama, tem o público assistindo, torcendo e gritando, a maioria olhando pro peão sem ver o coitado do Touro sendo torturado, tem o palhaço pra desviar a atenção e descontrair, o pipoqueiro ganhando a parte dele e deixando a taxa pro organizador, talvez uma manifestação verde a favor do Touro nos campos … e a maioria que ficou em casa porque tem contas para pagar e não tá nem aí pro organizador, pro peão ou mesmo pro Touro.

Quem somos, cada um de nós, nesse rodeio das redes sociais?