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TecnoTalks sobre A Jornada do Herói (Campbel)

Fiquei devendo um relato sobre o primeiro TecnoTalks de 2018, realizado em Janeiro sobre o monomito de Campbel, resultado de uma extensa pesquisa que resultou em uma das teorias mais fascinantes em relação a arte de contar histórias (storytelling).

Desde os primórdios do homem na terra, ainda na idade da pedra, se reuniam para contar histórias, um modo prodigioso para a perpetuação de sua cultura, liderança, crenças, segredos, folclore, ao redor do fogo, em salões, entre nobres, religiosos e povo.

O assunto não pode ser mais apaixonante, com palestra e exercício prático sobre o Monomito de Campbell, também conhecido como o Herói das Mil Faces ou mais ainda por A Jornada do Herói.

Para descontrair e fazer todo mundo entrar no clima levei um monte de toucas de bichos, vários de meus ítens relacionados a cosplay, que uso em treinamentos temáticos e curiosidades.

O evento foi um sucesso, com o Dreyson Queiroz do Estaleiro Liberdade fazendo a talk sobre o Monomito e a Adri Germani, Andreza Deza e outros TecnoTalkers ajudando na facilitação e mentorias durante o trabalho em grupo, com aprendizado e diversão garantida.

Os trabalhos em grupo tinham como objetivo exercitar a criação de uma história baseada no monomito de Campbel, a partir da palestra do Dreyson e de material específico distribuído para orientar o arco do personagem escolhido para ser seu herói (ou anti-herói).

O primeiro Tecnotalks de 2018 foi em 18/01 as 19:00 na sala 204 e 206 do 99A no TecnoPUC. Quería compartilhar a minha paixão pela construção de grandes histórias, quer para filmes, livros, animações, quadrinhos, todo contexto em que uma história precise ser narrada.

O primeiro e o segundo tiveram excelente parceria, com bom feedback, vamos ver se mantemos o ritmo de assuntos diversos e instigantes  \o/

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TecnoTalks – DT na Educação

Em seis anos de TecnoTalks, mais de 60 eventos, o segundo de 2018 foi sobre Design Thinking na Educação. As lightning talks da noite foram sobre educação, pedagogia, facilitação e DT na Educação.

Iniciou com o Heryk Slawski falando sobre sua pesquisa e experimento em uma escola sob este mesmo título. Design Thinking não é uma receita para aulas melhores, é um modelo mental e técnicas baseadas em empatia, auto-conhecimento, questionamento, ideação e co-criação … para qualquer coisa, inclusive educação.

Cada lightning talk tinha o objetivo de ter diferentes percepções e vivências sobre o tema, na sequência tivemos o privilégio da presença e participação da Elizabeth SC Trindade, assessora pedagógica do setor de inclusão digital da secretaria municipal de educação.

A terceira LT da noite foi da Mayra Rodrigues de Souza, experiente instrutora e facilitadora organizacional, especialista em métodos ágeis e disseminadora dos workshops de Inception Enxuta, técnica conhecida como Direto ao Ponto do Paulo Caroli.

Jackes Heck compartilhou uma visão de aprendizado experiencial, não só em treinamentos, mas através de sua experiência como coach em workshops para alunos e professores.

O Dreyson Queiroz está hoje pareando com outros parceiros a frente do Estaleiro Liberdade, iniciativa que dissemina a vários anos em Porto Alegre conhecimento vivencial sobre inovação e empreendedorismo para a vida.

Lembro quando ouvi falar em 2012 sobre o Estaleiro, ainda com o Felipe Cabral a frente, as história sobre suas viagens e aprendizados na Life School em Londres e outros países, guru que tive o convidar e assistir palestrar em dois TecnoTalk em 2013 e 2014.

Jose Ignacio Jaeger Neto da Procergs e professor em cursos de pós no TTalks compartilhou seus estudos sobre o conceito de Educação 3.0, profissional com muita experiência em educação e a frente de iniciativas de gestão da inovação corporativa.

Maria da Gloria Tassinari Yacoub fechou as lightning talks da noite, ele foi quem propôs a realização de um evento TecnoTalks para falar de educação, que acabou gerando três horas de muitas provocações.

Após as lightning talks houve em torno de meia hora com coffee e P&R, seguidos de um trabalho em grupo encerrado com dois minutos de compartilhamento de insights e aprendizados após uma hora de debate e convergências.

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Indústria 4.0

Estive viajando para compartilhar princípios e práxis Agile em uma unidade industrial de uma multinacional gaúcha e brasileira, onde a transformação ágil e digital é fundida aos objetivos de indústria 4.0, ciente disto, dei uma estudada e inclui algumas provocações pertinentes.

Indústria tem relação a produzir coisas reais, materiais, muitas delas imprescindíveis a vida e bem-estar de todos no planeta, representando mais de 70% do comércio global. Processos de produção, direta ou indiretamente, contratam centenas de milhões de pessoas pelo mundo.

Os números acima indicam as dimensões do contexto, riscos e oportunidade ao focarmos nossa atenção na indústria, em seus processos e em seus resultados, tanto para a vida de seus colaboradores como para toda a população mundial.

A Alemanha, reconhecida pelas iniciativas verdes em suas cidades, indústrias, produtos e serviços, trabalhou durante dois anos em parceria com algumas de duas maiores universidades e empresas para em 2014 divulgar sua “Industrie 4.0: Smart manufacturing for the future”.

Sempre na vanguarda, nos anos seguintes os alemães, responsáveis e pioneiros nas primeiras legislações verdes para cidades e habitações sustentáveis, tomam a frente para falar sobre a necessidade desta evolução ser tecnológica e social para indústria e empresas.

No centro da discussão pela indústria 4.0 estão os sistemas cyber-físicos (CPS), que permite a crescente digitalização dos processos da indústria de transformação, gerando direta ou indiretamente soluções que fomentam amplamente a internet das coisas, dados e serviços.

Clique em Siemens_Grafik para ver um pdf A3 da 4.0 pela Siemens.

Segundo a wikipedia – Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial é uma expressão que engloba tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas cyber-físicos (CPS), Internet das Coisas e Computação em Nuvem. Facilita a visão e execução de Fábricas Inteligentes com estruturas modulares, sistemas CPS monitoram e criam uma cópia virtual do mundo físico, tomando decisões descentralizadas. Com a internet das coisas (IoT), os sistemas CPS comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real, e através da computação em nuvem estes serviços são oferecidos e utilizados pelos participantes da cadeia de valor.”

Vale a pena ficar ligado, além de fascinante, terá impacto direto na nossa vida e no planeta. A seguir alguns princípios:

  • Interoperabilidade: Trata-se da interação e conexão entre humanos e sistemas CPS em fábricas inteligentes;
  • Virtualização: Sensores interconectados interagem com uma estrutura virtual da própria fábrica contando com modelos digitais;
  • Descentralização: Árvores de decisão e machine learning agilizarão processos e racionalizarão recursos e resultados;
  • Capacidade em Tempo-Real: Alto poder de armazenamento e processamento distribuído para análises em tempo real;
  • Orientação a Serviço: O uso de modelos em nuvem para oferecimento e consumo de serviços.
  • Modularidade: Permitir escalar sua adaptação a demanda, diminuindo ou crescendo de forma autônoma e exponencial.

Desde seu lançamento vem se intensificando a óbvia relevância de aspectos explícitos relacionados a racionalização de recursos e energia, impacto e responsabilidade social, tanto quanto ecológico … é a indústria do século XXI, cada vez mais conectada e responsável!

Dezenas de novas carreiras surgirão a cada passo e evolução tecnológica, pois estas soluções exigirão muito mais do que temos hoje.

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MVP Blog Toolbox 360° com mais de 100 dicas e boas práticas

O MVP de um novo blog, na forma de um mural de boas práticas, desde estratégia, inovação, modelagem, validação, planejamento, execução e aprendizado. Inicia já com mais de 100 técnicas e boas práticas, as 70 do livro Toolbox 360°, mais tudo que postei desde seu lançamento em 2016.

Tem muito trabalho pela frente, incluir o maior número de links complementares a partir de cada post, propôr roteiros, fazer esse guia rápido contar com dicas de sequenciamento, o primeiro passo está dado – https://toolbox360graus.wordpress.com/ … e todos estão convidados a comentar, sugerir, criticar, etc.

Já tem um índice, mas tudo ainda é MVP, sem muitas pretensões além de validar o interesse e adesão pela galera que se interessa por técnicas e boas práticas. Boa navegada a quem se interessar, comenta depois como foi a experiência e o que mais gostaria de ter ali em conteúdo ou estrutura.

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Jogos 360° e Toolbox 360° agora em blogs dedicados

Relancei todo o conteúdo do livro JOGOS 360º, ampliado com duas dezenas de novos Team Building Games em Novembro/2017 e hoje relanço o conteúdo do livro TOOLBOX 360º, também ampliado, material compartilhado neste blog, workshops e eventos.

https://toolbox360graus.wordpress.com

Um MVP contendo as mais de 100 técnicas para estratégia, ideação, modelagem, validação, planejamento, execução e muito aprendizado, todas no formato das cartas do jogo Desafio ToolBox 360°, um blog com muito potencial para crescimento, sugestões de sequências, frameworks, toolkits e outros modelos e dicas transversais …

A sugestão venho da galera da 4All, durante um workshop do jogo Desafio ToolBox 360° e da técnica Toolbox Wall 360°, que sugeriu um mural digital com todas as cartas, cada uma com um mergulho quando clicadas oferecendo mais informações e links dos autores ou disseminadores destas técnicas.

https://jogos360graus.wordpress.com

O blog iniciou com os 70 jogos do livro, entre icebreakers, warm-ups e agile games, mas vem crescendo com 5 novos jogos a cada semana desde então, não só da comunidade ágil, alguns vem do escotismo, outros de Team Building Games americanos, típicos de RH, tem uns poucos utilizados em eventos de Coachs e palestrantes.

A ideia é começar a linkar outros blogs e transformar-se em uma central interativa, quando alguém da galera me mandar um novo jogo eu compartilho lá e darei o devido crédito, irei compartilhar links de sites como os do Caroli, Tastycupcakes e outros tantos. Quando é o caso será para divulgar e redirecionar ao autor, como o BDDWarriors, Aviões 2.0, Scrumia, etc.

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Noite de formatura – SI, CC e EC – prédio 40, PUCRS

Para registro histórico, compartilho as fotos e dados relativos a mais uma noite de formatura dos estudantes de Sistemas de Informação, Ciências da Computação e Engenharia da Computação. Mais uma vez, é um privilégio poder estar perto e presente quando do encerramento de um ciclo de formação acadêmica que exigiu pelo menos 4 anos de muita dedicação.

Vou fechar três anos desde a conclusão do meu mestrado e o convite para ser professor desta que é uma das melhores universidades da América Latina. Nada mais justo que registrar aqui no blog, neste ínterim tive o privilégio de ser patrono de uma turma do SENAC de Análise de Sistemas, paraninfo de uma turma de SI da PUCRS e este ano como professor homenageado.

A maioria destes bacharéis já trabalham há algum tempo como desenvolvedores, testadores, em suporte ou sustentação de startups, pequenas, médias ou grandes empresas, muitos deles ali mesmo no TecnoPUC. A formatura abre novos horizontes, os libera para novos voos, a possibilidade de aperfeiçoarem-se com outros cursos, viagens, mestrado, pesquisa, o céu é o limite.

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Tecnotalks 18/01 as 19:00 – Também tem o Arco do Personagem

A programação do dia 18/01 a noite na sala 204 e 206 do 99A do TecnoPUC é uma proposta de start criativo para 2018. Para amantes de livros, filmes, quadrinhos, games, todo tipo de narrativa de histórias, aquelas boas, que geram empatia com seus personagens.

Pense bem, não é diferente de uma inception, um planejamento ágil, enxuto, iterativo-incremental-articulado:

  • Qual a Ideia? (elevator)
  • Quem são os atores? (Personas)
  • O que querem? (Objetivos)
  • Quais são as jornada? (journey map)
  • Começa com temas, épicos, histórias, …
  • Fazemos desenhos e diagramas se preciso
  • No final temos tudo planejado  \o/

A criatividade não tem receita de bolo, ela precisa de substrato multivariado, vem da Maiêutica Socrática, na Poiésis de Platão, no Ócio Criativo de Domênico De Masi, na Teoria da Capacidade de Absorção de Cohen & Levinthal, também está nos estudos de Campbell.

Queremos viajar na maionese sobre as bases conceituais de Campbell sobre o MonoMito, o herói de mil faces, a Jornada do Herói, no Arco do Personagem. Conhecer múltiplas teorias e o passado, nos ajuda a entender o presente e projetar o futuro.

Já falei um tanto da Jornada do herói de Campbell, mas tem muitas outras técnicas e desdobramentos que nos ajudam a materializar, a tirar da cabeça nossas ideias. Assim como grandes escritores, que se utilizam de técnicas para fazer fluir e garantir consistência a suas histórias.

  • Quem é o seu herói? Como ele é?
  • Onde vive? Qual é o seu cotidiano?
  • Quem são seus parceiros nessa viagem?
  • Quem ou o que irá tirá-lo do previsto?
  • Como ele reagirá? Quais suas forças?
  • Quais os embates, aventuras, desafios?
  • Como se sai e se transforma nosso heroi?

A partir disto, vamos evoluindo, mergulhando em mapas, diagramas, desenvolvendo ao máximo empatia. Também aqui temos sprints, MVP’s, Releases … assim como também temos stakeholders e parceiros que contam e com quem contamos.

Afinal, é mais um projeto, iguais e diferentes daqueles do trabalho, de nossa carreira, as férias, um filho, de forma fluida usamos nossos conhecimentos e substrato para tudo em nossas vidas, inclusive quando queremos contar histórias  \o/

Nós, assim como nossas histórias e heróis, estamos em uma jornada, a seguir para fechar esta provocação, alguns Arcos de Personagens: