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Vídeo animado do jogo Desafio Toolbox é uma obra de arte

Que tal assistir o vídeo com a animação do tutorial do jogo DESAFIO TOOLBOX 360°? Depois de assistir, comenta aqui ou nas redes, compartilha se acha que o jogo pode ser útil para mais alguém da sua rede. A criação é da Anima Pocket, estúdio do Alexandre Linck e da Adri Germani, os personagens no vídeo e tabuleiro são da Luisa Audy.

Esta última versão é primorosa, tabuleiro e baralho em gramatura 300, frente e versos coloridos, a editoração ficou muito legal, contando com 115 cartas com conceitos, técnicas e boas práticas descritas e com link (QRCode) para artigos. Semanalmente eu posto para todo o Brasil, sempre nas segundas-feiras:

Para adquirir o kit, envie para toolbox.audy.360@gmail.com seu endereço completo, o que quer e quantidade, eu retornarei com instruções e postarei registrado via correios para rastreio – 1 kit é R$100, 3 kits são R$250 e 5 kits são R$375

KIT COM TABULEIRO E BARALHO TOOLBOX 360°

Seu propósito é instigar o aprendizado, inovação e protagonismo. O baralho possui 115 cartas, mais portátil e melhor que um livro, mais versátil, podemos ordenar, separar, marcar, categorizar e muito mais. Cada kit pode ser usado por grupos de 5 a 6 pessoas por vez, com 5 baralhos fazemos dinâmicas com 25 a 30 pessoas.

O jogo Desafio Toolbox é autoral, para ser usado na disseminação, ensino e aprendizado de novas técnicas, para planejamento e modelagem de técnicas para projetos ou operações. Eu uso em workshops, equipes, eventos e com alunos em sala de aula.

Em 2015 lancei o livro TOOLBOX 360°, então com 70 técnicas, em 2016 lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX 360° com tabuleiro e cartas, em 2017 a técnica TOOLBOX WALL, destinado a estabelecer uma gestão do conhecimento auto-organizada.

O jogo tem como missão compartilhar mais de uma centena de técnicas, boas práticas e abordagens em um viés pedagógico, fazendo seus jogadores se questionarem sobre a “sua” Toolbox, pela riqueza das boas práticas que pratica e pelo valor que agrega.

Para a galera que tem as versões anteriores do Desafio Toolbox, as mesmas regras da edição atual podem ser utilizadas, evoluiram a partir de Play Tests e observações em empresas e pessoas que utilizam o jogo. A nova regra pode ser utilizada nas 4 versões, desde a 1ª em lona resinada, dado e fichas individuais, a 2ª com regras tipo Master e ainda fichas individuais e a terceira já simplificada, com ficha coletiva.

tabuleiros

O jogo tem regras simples voltadas a instigar debate em torno do atendimento de um cenário real ou fictício, a seguir apresento as regras e sugestões para o uso do jogo: INICIAÇÃO > CENÁRIO > CARTAS > NEGOCIAÇÃO > ENCERRAMENTO > DICAS & VARIAÇÃO:

INICIAÇÃO

1. As equipes devem ser de 5 jogadores, um ponto de equilíbrio para gerar e permitir o debate e argumentação;
2. Cada equipe escolhe um mestre, ele terá a responsabilidade de resolver impasses e fazer fluir o jogo;
3. O mestre também joga, como os outros jogadores, ele se diferencia apenas quando o jogo não estiver avançando;

CENÁRIO

4. A equipe sorteia ou escolhe uma das seis cartas-exemplo de cenários, mas pode propor um cenário real;
5. O objetivo de todos, como um time, é escolher as melhores cartas para atender o melhor possível o cenário;

CARTAS

6. O mestre mistura o baralho de cartas de técnicas e depois distribui cinco cartas aleatórias a cada jogador;
7. Os jogadores analisam suas cinco cartas e o mão (primeiro a esquerda do mestre) inicia com a sua melhor carta;
8. O jogador ao propor uma carta, a justifica brevemente e indica qual acha que é a sua posição (de 1 a 6) no tabuleiro. Por exemplo, provavelmente uma carta de planejamento é mais para o início e lições aprendidas é mais para o fim.
9. Em sentido horário, a partir do primeiro, um jogador por vez propõe uma carta ou passa a vez se não tiver mais nenhuma carta útil;

NEGOCIAÇÃO

10. Após as seis posições do tabuleiro ocupadas, a cada nova jogada é possível propor trocas (retirar uma das já propostas por uma melhor), pode-se propor a retirada de uma das cartas justificando porque aquela carta não é útil e/ou propor trocas de posições entre as 6 cartas para que a sequência faça melhor sentido para execução;
11. Um a um, em sequência jogam novas cartas, propondo mudanças ou passando a vez;
12. Assim que concordarem que as cartas no tabuleiro são as melhores jogadas até o momento com o objetivo de atender o melhor possível o cenário proposto no início, encerra-se a jogada;

ENCERRAMENTO

13. Somente após encerrada a jogada é que todos mostram as cartas restantes em mãos, é uma oportunidade de aprender um pouco mais ao perceberem que haviam boas cartas que poderiam ter sido usadas;
14. Encerrado o breve debate que pode acontecer ao terem sido definidas as 6 melhores cartas para atender o cenário e terem sido apresentadas todas as cartas em mão, recolhem-se todas as 25 cartas da rodada e as colocam bem embaixo do baralho para que o jogo seguinte se utilize de novas cartas;
15. Reiniciar o jogo com a definição de um cenário em comum acordo e distribuição de novas cartas.

DICAS & VARIAÇÕES

A. O objetivo do jogo, em sua origem, é pedagógico e busca proporcionar e instigar o debate sobre técnicas e abordagens. A existência do mestre é para evitar que o foco se perca e acabem gastando mais tempo discutindo opiniões detalhes ou sutilezas, ao invés de oportunidades e abstração;

B. É importante perceber que muitas técnicas possuem grande versatilidade, podendo serem utilizadas em diferentes momentos e contextos, mas podem ser adaptadas, utilizadas, por isso é de bom tom instigar a reinterpretação do uso de suas boas práticas, desde que façam sentido e aparentemente gerem valor no uso.

C. O baralho pode ser usado para montar um primeiro mural de boas práticas, pode ser usado de forma versátil como fonte de consulta e organização, principalmente como uma técnica de gestão do conhecimento, a galera cola postits verdes naquilo que pode ajudar, amarelos naquilo que quer aprender ou precisa de ajuda.

D. É possível fazer mais de uma rodada com o mesmo cenário, buscando provocar o debate sobre o melhor atendimento com diferentes cartas, contando com 25 cartas novas a cada vez e assim abrindo diferentes percepções de uso e aprendizados sobre a existência de variadas opções para cada fim;

E. É possível distribuir até 3 notas ou moedas fictícias de R$100 para cada jogador, que na sua vez de jogar pode se utilizar delas para comprar ao custo de R$100 uma nova carta por vez. Esta variação permite ao final da rodada a reflexão se era realmente necessário ter gasto dinheiro atrás de outras técnicas ou não;

F. É possível retirar do baralho aquelas cartas de técnicas fora de contexto, bem como incluir novas cartas que podem ser impressas e recortadas em uma gráfica expressa, reorganizando o baralho e utilizando-o como uma técnica de planejamento, distribuindo todas as cartas com o objetivo de encontrar a melhor composição possível.

Vale a pena dar uma olhada no registro de um workshop com fotos, informações e depoimentos acumulados de várias edições – https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/

 

 

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The Course Design Canvas – Adaptado e expandido

No último Toolbox na Educação na Politécnica da PUCRS eu era facilitador, como tal é preciso me isentar, concentrando-me na facilitação. Um colega me pediu que eu compartilhasse qual e como eu uso meu canvas para me organizar visualmente quanto a minhas disciplinas e cursos, então percebi que apesar de conviver com estes mapas visuais pedagógicos na parede de meu quarto, ainda não tinha compartilhado por aqui.

Faço questão de manter a referência e o nome, como tributo a quem criou, mas meu foco é compartilhar a minha prática e aprendizados, via de regra com adaptações à minha realidade ou perfil. É o caso do “Course Design Canvas” credidato à NetMind.net, que proporciona uma mapa cartesiano de características de uma disciplina, curso ou workshop, um exercício de empatia com quem propõe ou propôs o conteúdo e com quem vai assistir ele em busca de conhecimento e valor.

Não uso o canvas inicialmente proposto pela NetMind per si, mas como pano de fundo para o que realmente me interessa, que é o planejamento de aulas. Dito isto, meu maior valor é a visualização do planejamento aula-a-aula, composto por elementos variados como teoria, trabalhos em grupo e exercícios, dinâmicas e jogos, convidados e debates, laboratório, etc. O canvas é útil por concentrar visualmente as principais informações, mas seu verso com os dias e programas é mágico.

Eu uso em papel com postits e selos, poderia ser virtual, mas não acho necessário, curto a manipulação, modelagem, acho divertido, fácil ir adaptando às mudanças durante o semestre. Os campos do Canvas são interessantes, inclui uma segunda página, aproveitando a necessidade de ter duas A4 em linha para o planejamento aula-a-aula no verso, de forma muito simples tenho uma célula para cada dia, para até 24 dias, o que ajuda muito para o (re)planejamento e ajustes.

FRENTE

Curso? O nome e contexto, caso seja a disciplina de um curso;
Duração? Período(s) e horário(s);
Alunos? Quem vai participar, perfil, persona, o que define o quórum;
Pré-requisitos? Conhecimentos prévios exigidos ou desejados;
Conteúdos? Quais os principais conteúdos e proporcionalidade entre eles;
Objetivos? Quais os objetivos de aprendizagem;
Pré-curso? Ações prévias que o professor ou instrutor deve fazer;
Materiais? Qual material didático será usado e/ou entregue no curso;
Metodologia? É presencial, EAD ou semi-presencial, expositiva, invertida ou co-criada.
Pós-curso? Ações subsequentes que o professor ou instrutor deve fazer;
Avaliação? Quais as formas e cálculo para eventuais avaliações;
Empatia? Personas ou técnicas para ampliar a atenção e retenção;
Locais? Sala(s), prédio(s), locais programados;
Obs Gerais? Informações adicionais.

VERSO

No verso, há uma matriz para identificação de cada data e logo abaixo distribuição de conteúdo e previsão de técnicas, dinâmicas, salas, etc. Utilizo postits pequenos, sobrepostos, com selos coloridos que indicam jogos, laboratório, convidados, exercícios à distância.

Para quem curtiu mais a frente que o verso, compartilho o link do original – https://www.netmind.net/knowledge-center/the-course-design-canvas/

Para quem ficou curioso com a minha adaptação, aqui está em pdf – Course Design Canvas adaptado – frente e verso

HISTÓRIA

Em 2015 quando comecei a dar aulas na PUCRS eu fiquei incomodado, estava acostumado a planejar cursos e workshops no próprio PPTX ou Prezi, mas tinham no máximo 16Hrs de duração distribuidos em alguns dias em sequência. Então comecei a usar a parede do escritório de casa para mapear dia-a-dia em postits a distribuição da matéria em aula com postits adicionais sobrepostos com detalhes sobre jogos e técnicas em especial … funcionava muito bem, mas queria muito poder ter comigo …

Também encontrei alguns canvas e artefatos para planejamento de aulas, mas o foco de todos eram conceitos e planejamento geral e não detalhando a distribuição aula-a-aula, então acabei fazendo uma fusão do Canvas que considerava o mais interessante com o meu método. Uma curiosidade é que de largada eram duas folhas A3, a parte de cima com o planejamento geral e a parte de baixo a distribuição a cada dia … depois optei por fazer frente e verso e o que mantenho a vista sempre é o verso.

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De Tempos Liquidos de Bauman ao Mundo VUCA de Bennis e Nanus

Já tinha postado minhas interpretações sobre o livro e reflexão de Tempos Liquidos de Zygmunt Bauman, mas reitero esta percepção frente a um termo que tenho visto ganhar destaque, o mundo V.U.C.A. de Warren Bennis e Burt Nanus – Volatility, Uncertainty, Complexity and Ambiguity. Me impressiona tantas empresas levadas a falência pela inépcia em se adaptar a um mercado cada vez mais fluido, tanto quanto profissionais que se deixam tornarem-se obsoletos enquanto insistem em manter-se fiéis a uma receita que no passado foi lucrativa ou satisfatória, talvez tenham sido até inovadoras.

É impensável imaginar hoje, ano de 2019, manter-se planejamentos estratégicos engessados para cinco anos como se fazia na década de 70 ou 80, impensável imaginar profissionais ou mesmo executivos seguindo um plano escrito há anos atrás, mantendo reuniões anuais, não para adaptação, mas para garantir a execução do plano, seguindo dotações orçamentárias, penalizando oportunidades e persistindo em erros. Em tempos e mercados líquidos, precisamos seguir modelos iterativo-incrementais-articulados, frente a verdades voláteis, incertas, complexas e ambíguas.

MUndo.VUCA

Em artigo de 1995, dois signatários do manifesto ágil publicaram “Scrum And The Perfect Storm”, refletindo sobre as desventuras do barco Andrea Gail, diferenciando confiar apenas na leitura dos instrumentos (plano e métricas) e a importância de sempre se olhar pela janela do deck. Antes disto, Takeushi & Nonaka, fonte de inspiração para o Scrum ao citar a analogia ao Rugbi no antológico artigo “The New New Product Development Game” de 1986 na HBR dissertando sobre times auto-organizados, permanentemente reorganizando-se a medida que o jogo segue.

Somando Bauman, Bennis e Nanus, temos bons livros que nos fazem pensar em um tempo LIQUIDO e em uma realidade MU.V.U.C.A. (mundo VUCA), em permanente mudança, que nos exige multi-ajustes de rumo e posicionamento, que nos exige reposicionar na escala de horas, dias, semanas, não mais em meses ou anos, nossos planos, ou como disseram Ken e Jeff, mantenedores do framework SCRUM, ajustar o rumo de nosso barco de acordo com as ondas, o vento, a chuva e a nós mesmos … quer seja nosso barco uma organização, empresa, negócio, produto, serviço, projeto ou nossas carreiras.

O livro “Liquid Times” de Bauman é assim descrito:

“A modernidade imediata é leve, líquida, fluida, e infinitamente mais dinâmica que a modernidade sólida que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana. Zygmunt Bauman esclarece como se deu essa transição e nos auxilia a repensar os conceitos e esquemas cognitivos usados para descrever a experiência individual humana e sua história conjunta. Modernidade líquida complementa e conclui a análise realizada pelo autor em Globalização: as conseqüências humanas e Em busca da política.”

O livro “Leaders: Strategies for Taking Charge” de Bennis e Nanus:

“Neste estudo esclarecedor sobre liderança, o renomado guru de liderança Warren Bennis e seu coautor, Burt Nanus, revelam os quatro princípios-chave que todo gerente deve conhecer: Atenção por meio da visão, significado através da comunicação, confiança através do posicionamento e a implantação de si mesmo. Nesta era de enxugamento e reestruturação afetando muitos processos, as empresas caíram na armadilha da falta de comunicação e desconfiança, por isso a visão e a liderança são necessárias mais do que nunca.”

Fecho com uma reflexão, um pensamento bem mais antigo, categórico ;o)

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Toolbox na Educação – uma edição olho-no-olho

Ao contrário de focar na construção de um grande mural de técnicas e boas práticas de ensino-aprendizagem, a ideia era mais interação pessoa-a-pessoa, o que transformou nosso evento em uma seção de mentoria coletiva, algo muito mais pessoal, mais íntimo, no debate N x N sobre o processo construído e melhorado por cada um.

Um por vez relatamos nossas técnicas de planejamento e execução de nossas aulas, ao mesmo tempo TODOS iam perguntando, enetendendo, dando dicas ou trocando experiências, gerando aos poucos uma série de insights pessoais e em grupo – Aline, Daniéis, Guilherme, Igor, Fabiane, Simone, Jaque, … sobre educação e vida!

Como sempre e como deve ser, a maioria eram rostos conhecidos de outros carnavais, colegas de PUCRS da graduação e da pós, amigos queridos e admirados da faculdade SENAC, não só professores, como alguns consultores e coachs. Um bom mix, todos dispostos a se expôr, compartilhar e debater suas convicções.

Se fosse fazer um relato breve através de bullets, teríamos tópicos abaixo que geraram muito debate ilustrados com técnicas e abordagens para implementá-los:

  • Só existe ensino se houver aprendizado;
  • Não é só prof > aluno, mas aluno > aluno e aluno > prof;
  • Iniciar alinhando o porque estamos todos ali – valor para a vida deles;
  • Debater o conteúdo para as carreiras e sonhos deles, contribuições;
  • Trazer especialistas e ex-colegas para dicas, debates e depoimentos;
  • Fazer retrospectivas e diários para registro de insights e oportunidades;
  • A cada tanto, relembrar aprendizados e impacto na vida deles;
  • Técnicas para instigar alunos serem estudantes;
  • Construir o planejamento de aulas com ajuda dos alunos;
  • Usar Agile na condução das aulas e não apenas como conteúdo;
  • Sw Kahhot, Coligo, BlackBoard, Moodle, …
  • Técnicas de mapeamentos de competências, T Shape, …
  • Montagem de grupos auto-organizadas ou aleatórias;
  • Avaliações sobre aprendizagem pessoal, evolutivas;
  • Uso de Quiz e ferramentas para gamefication da sala de aula;
  • Storytelling e valorização da comunicação, assertividade, argumentação;
  • Nova lei para curricularização da extensão;
  • Aulas como PDCL, adaptativas às características do grupo;
  • Pesquisas e mapeamento dos perfis dos alunos para identificar oportunidades;
  • Projetos de cunho social, busca de apoio e ao final com visita a campo;
  • Técnicas interessantes para condução de trabalhos em grupos;
  • Contribuição em conceitos para progressão de carreira.

Ficou marcado para 27/02 um novo encontro, com convite aberto a nossos networking, desta vez a ser realizado na faculdade SENAC. A proposta é que os participantes levem seu planejamento de aula e material para uma espécie de pitchs, apresentações rápidas para gerar debates e aprendizados cruzados entre todos os presentes.

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II Toolbox na Educação na Politécnica – 1ª parte

Uma noite mágica, o privilégio de interagir com mais de 50 professores da Politécnica, colegas e amigos dos cursos da engenharia, arquitetura e informática. Uma sequência de dinâmicas 100% horizontais, auto-organizadas, descontraidas … que geraram um mapa inicial de técnicas e estabeleceram metas para a segunda parte, mais duas horas semana que vem onde teremos Lightning Talks e detalhamento auto-organizado das melhores sugestões para 2019/1.

Rolou um papo inicial sobre o conceito e oportunidades, seguido de um super-warm up que adoro, o dos bonecos, que se transformaram em três personas em um exercício de empatia sobre o que esperam e pensam sobre o semestre que em mais um mês se inicia. Depois debates em grupos sobre aulas, técnicas e boas práticas, com a escolha e apresentação daquelas que cada grupo acreditava serem as mais impactantes e clusterização de todas. Daqui a uma semana tem mais …

A preparação foi desde cedo, murais, material distribuido em mesas para 10 grupos, chegando ao prédio 32 sob o coro de passarinhos, em meio a uma vegetação ímpar e que transmite uma grande satisfação em poder considerar a PUCRS-TecnoPUC minha segunda casa. Hoje seria a primeira parte de duas, a segunda será daqui a mais uma semana e terá a missão proposta pelo próprio grupo de montar nosso mural e cada um detalhar aquela técnica que mais curte, para aplicar a técnica de wall com postits verdes e amarelos sobre dompinio e desejo … gestão do conhecimento em sua materialização mais distribuida.

Todos nós somos mestres e alunos nessa vida, nos inspiramos e somos inspiração, curto Piaget, Bandura, Prensky, Ausubel, Kolb, Maturana, Ebbinghaus, … dezenas de mestres que interpretamos e nos apropriamos, resignificamos a nosso contexto, porque o mundo gira e muda um pouco a cada volta. Como base, cada mesa ficou com uma provocação falando sobre Educação 3.0, nativos/imigrantes digitais e sobre o movimento PUCRS 360° cada vez mais materializado em cada prédio e colega.

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As 10 disciplinas organizacionais básicas

Comecei a disseminar de forma estruturada a compilação do meu livro TOOLBOX 360° em 2015, lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX em 2016, a técnica TOOLBOX WALL em 2017 e finalmente um workshop baseado no jogo em 2018, que foi evoluindo para um baralho com 115 técnicas e boas práticas.

Durante o transcorrer desta estrada foi preciso diferenciar a executivos, gestores e profissionais envolvidos quais seriam as disciplinas envolvidas, já que a angústia sempre era o fato de existirem centenas de métodos, frameworks, técnicas e boas práticas … aos poucos estabeleci 10 delas.

As 10 disciplinas organizacionais por mim propostas foram divididas em 4 disciplinas essenciais – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões – e 6 disciplinas pragmáticas – Estratégia, Modelagem, Validação, Planejamento, Engenharia e Desafios.

Não tem nada a ver com polarização ou discução sobre qual o método, framework ou corpo de conhecimento ideal, mas ser preciso conhecer ao maior número possível deles, pontos fortes e fracos, especialmente complementares, caso-a-caso, conforme cultura, contexto e pessoas.

Pela visão poética do Pequeno Príncipe, do ócio criativo proposto pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, passando por desenvolvimento pessoal, carreira, desenvolvendo projetos e operações, produtos e serviços, uma provocação à frequente miopia organizacional ao focar apenas em uma delas.

Por exemplo, materializando este sincretismo, eu mesmo publiquei alguns livros e ebooks ecléticos sobre SCRUM, Toolbox, Team Building Games, todos com reflexões sobre modelos e teorias, muitas oriundas da filosofia, psicologia, sociologia, ciências sociais, um deles só sobre isso – “Sobre os Ombros de Gigantes!”.

Tudo parte de um modelo mental iterativo-incremental-articulado, um passo de cada vez, com foco naquilo que é mais relevante e voloroso, eliminando ou mitigando todo tipo de desperdício. Isto exige empatia, sinergia e protagonismo, individual e coletivo em seu sentido mais amplo.

As essenciais refletem e provocam a necessidade da mudança pessoal, coletiva, na relação líder-liderados e principalmente na relação entre todos os envolvidos, gerando conexões fortes lastreadas em metas e objetivos comuns ou complementares, convergentes ou coopetidos (*).

(*) “Coopetição é uma estratégia de negócios baseada na Teoria dos Jogos, combinando cooperação e competição, com ganhos percebidos a todos os envolvido”.

As 4 disciplinas que eu batisei de “essenciais”, dizem respeito a base cultural, pessoas e suas relações, desde aspectos de carreira (proteana), passando por equipes (auto-organizadas), lideranças (management 3.0) e as conexões espontâneas, induzidas ou orquestradas.

Não adianta debater metodologias sem antes refletir sobre paradigmas de valores pessoais e coletivos, desenvolvimento de carreira, nossos sonhos e seus reflexos comportamentais, preferencialmente sinérgicos às metas e objetivos organizacionais – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões:

Nas 6 disciplinas que batisei de pragmáticas, complementares e consequentes às anteriores, estabelece-se a necessidade de alinhamento em seus 360°, desde o mercado, empresa, missão, visão, objetivos, de forma a gerar resultados valorosos em equidade a todos os envolvidos.

O foco aqui é o permanente ajuste do próprio foco, usando de empatia e sinergia, na construção de processos fluidos onde o protagonismo é compartilhado em 360° e constantemente redirecionado à melhoria contínua – Estratégia, Modelagem, Validação, Planejamento, Engenharia e Desafios.

Cada uma destas disciplinas possui dezenas de oportunidades, algumas fundamentais, por vezes complementares, outras divergentes, mas ao todo são centenas de  boas práticas para desenvolvê-las a bom termo. Este substrato garantirá que nossas escolhas não sejam casuais, mas uma opção comparativa e depois evolutiva.

Human Thinking – Das 10 disciplinas básicas de uma organização, quatro delas são essenciais a qualquer objetivo e ao seu sucesso, dizem respeito à pessoas e suas relações, outras seis são mais pragmáticas, relativas a projetos e operações, produtos e serviços, exploitation e exploration. Em uma visão holística, todas são igualmente relevantes, mas em uma visão sustentável e exponencial, pessoas são a base

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O valor de uma certificação não está no certificado

Certificações não atestam domínio, mas conhecimento em determinado momento, podem atestar que alguém sabe ou tem boa memória, porque é a prática, experiência, vivências, interações cotidianas e evolução que atestarão nosso real interesse, aprendizados reais, práticos, evitando fazer por fazer.

A meus alunos eu afirmo que certificações são como histórias do usuário em um planejamento de produto, ela não está sozinha, e a priorização de sua obtenção e investimento, deve ser avaliado de forma holística, conforme valor comparativo a outros cursos e investimentos que poderia fazer e se beneficiar.

O Brasil possui muitas empresas reconhecidas como algumas das melhores do mundo, com excelentes profissionais, por exemplo, a PSPO que fiz com o Alexandre Mac Fadden é oficial, ele atua nos EUA e internacionalmente como instrutor preparando turmas e profissionais para certificarem-se.

Há alguns anos atrás fui aprovado na PSM I por solicitação da empresa, era importante ter alguma certificação oficial na mão. Optei pela PSM I da Scrum.org ao custo de US$100 na época, pois a Scrum Alliance e PMI eram bem mais caros. De lá para cá o mercado de certificações recebeu de forma consistente a Scrum Study, a EXIM, etc.

Uma coisa não mudou, o Brasil possui uma riqueza de eventos nacionais, regionais e locais de classe mundial – Agile Brazil, Scrum Day, Agile Trends, Agile Days, Gathering, meetups a rodo e Comunidades de Prática como o TecnoTalks. Participar de eventos e comunidades geram profundos aprendizados vicários e networking.

Eu não sou apaixonado por certificações, mas tenho consciência e recomendo a alunos e amigos que reflitam transversalmente como se sua carreira e vida tivesse sprints, nos quais eles precisam estabelecer metas e valor com mínimo desperdício e máxima agregação às dimensões que mais lhe abrirão portas e reconhecimento.

O mercado de cursos e certificações movimentam centenas de milhões, talvez bilhões a cada ano, o que não é um demérito, mas é preciso que tenhamos consciência destas cifras, para relativizar tudo o que assistimos e ouvimos versus a nossa realidade e de mercado.

Todas as organizações certificadoras de Scrum, Kanban, Lean, SAFe, PMI, coaching, e muito outros, possuem valor em determinado momento e contexto e é importante que dediquemos algum tempo tentando esclarecê-lo antes de sair investindo por impulso ou sem clareza de objetivos …

Antes de fazer, aproveite as simulações que as instituições abaixo oferecem, existem certificações gratuitas de entrada e provas simuladas que possuem questões reais da prova de certificação … leia o Scrum Guide e faça várias vezes as simulações para entrar no clima e ganhar ritmo, até atingir 100%.

Não é preciso dizer que ler algumas vezes, se possível debater o Scrum Guide, é muito importante para uma certificação Scrum, mas também tem outros materiais, ebooks, livros, até mesmo um BOK (corpo de conhecimento oferecido gratuitamente pela Scrum Study):