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Storytelling – Jorge Audy, 10 anos de Agile

Ao fazer um relato de meus três anos de DBserver, percebi que em 2008 há exatos 10 anos atrás eu desci para a área de produtos digitais. No dia anterior eu era coordenador do projeto MPS-Br no corporativo, no dia seguinte assumi equipes digitais que vinham tentando Agile … minha história começou a mudar e não parou desde então, o tempo passou, fiquei 10 anos mais velho e mesmo assim me sinto 20 anos mais jovem \o/

Para registro histórico, um storytelling navegando desde o ano de 2008 quando assumi a coordenação de desenvolvimento das equipes da área de produtos digitais do Grupo RBS até hoje. Quem quiser comentar, comenta aqui \o/

2008 – No ScrumBut até cair a ficha

Após 7 anos de ADP Brasil como coordenador de desenvolvimento corporativo, envolvido com equipes no ERP JDEdwards, operação, web corporativa e print center, fui contratado pelo Grupo RBS em 2007. Em 2008 troquei a TI corporativa pela coordenação de desenvolvimento da área de produtos digitais responsável pelo ClicRBS, ZH, Hagah, Pense, rádios, TV e jornais.

Praticamos um ScrumBut de 2008 a 2011, ano em que sob a direção do Alexandre Blauth, gerência do Marco Migliavacca, mentoria do Luiz Cláudio Parzianello e pareando com a colega Cintia Lima imergimos uns no Agile Brazil de Fortaleza e saímos outros do outro lado. Fui de gravata e espírito comando-controle e me ví na volta ainda no avião preparando um plano de ação revolucionário.

Estávamos em Julho, mas em Novembro nos mudaríamos para o quinto andar do prédio 99A do TecnoPUC, o desafio era praticarmos Agile e chegarmos aquele novo ambiente já com boas práticas ágeis ou esperar para nos mudarmos para um ecossistema ágil ainda com mindset tradicional e com muito a fazer … mudar, experimentar e aprender ou esperar a pressão do simbolismo da mudança?

2011 – Mudança em ritmo antecipado e acelerado

Entre Agosto de 2011 e Novembro, quando da mudança para o TecnoPUC, lançamos o desafio de treinar e começar a praticar, experimentar, aprender mais e nos desafiar estarmos prontos para um andar e um ecossistema que exigiria muito de todos nós. Eu e a Cintia realizamos dezenas de treinamentos Agile e Scrum, em três etapas, cinco turmas em cada.

Em Agosto foi um mínimo necessário de mindset, auto-organização e retrospecticvas, alguns destaques como a reversão de alguns projetos como o RuralBR e referência do piloto com o Hagah, seguido de todas as demais equipes, em Setembro foi Kanban e em Outubro foi a totalidade do método Scrum e Kanban.

2012 – Uma revolução em todos os sentidos

Os treinamentos e coaching que puxamos a partir de Agosto e a ida em Novembro para o TecnoPUC foi o precursor de uma revolução, nada mais foi o mesmo depois disto. Os treinamentos e rollout de metodologias ágeis, compartilhando nossos estudos e vivências não pararam mais, áreas corporativas e veículos com quem interagíamos a cada projeto eram treinadas e incentivadas à prática.

Daquela época, tenho até hoje grandes amigos que levaram a todo aquele aprendizado, outras empresas e áreas de atuação, um período em que comecei a participar de GU’s, CoP’s, eventos locais, regionais e nacionais, aprendendo com os grandes nomes do Agile brasileiro e compartilhando minhas experiências em Agile para pessoas e empresas.

Naquele ano iniciei a Comunidade de Práticas chamada TecnoTalks que hoje conta com 2500 integrantes, entrei para a equipe de coordenação do Grupo de Usuários de Métodos Ágeis da SUCESU-RS e lancei meu blog – http://JORGEAUDY.COM – que hoje conta com 900 posts, onde compartilho conteúdo, resenhas de livros e artigos, ebooks, propondo técnicas e team buildings, além de compartilhar uma agenda de eventos.

2013 – Mestrado e a busca por novos caminhos

Em 2013 eu iniciei o meu mestrado, pedi as contas no Grupo RBS e iniciei um trabalho como consultor e Agile Coach com a Software Process, realizando especialmente um trabalho na TNT/Mercúrio que em pouco mais de meio ano, pilotos e rollout com grandes profissionais, toda a área de TI estava na mesma batida, praticando Agile. Outro trabalho pela SW Process foi com a SABEMI.

Meu mestrado foi na FACE em Administração, na linha de pesquisa de Gestão da Informação, a dissertação foi com o tema “Adaptação à mudança nas características do trabalho : níveis de demanda e controle durante a adoção do método ágil SCRUM por equipes de desenvolvimento de software“, com estudos de casos em empresa privada e pública.

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2014 – Em Julho iniciei na DBServer

O meu primeiro semestre na DB foi alucinante, iniciando com treinamento SCRUM 360º e consultoria para a Grendene no projeto piloto SCRUM de “Report de Qualidade” envolvendo a área de exportação e clientes estrangeiros, mas em Setembro iniciou a maratona do SERPRO, como Agile Coach, com treinamentos SCRUM 360° em regionais (SP, RJ, BA, BSB, SC, PE, AL, PR, RS), consultoria em 2 projetos piloto (SC, RJ) com procuradoria geral e tesouro nacional.

Neste ano lancei o livro SCRUM 360°, uma primeira edição independente e uma segunda com a Casa do Código, uma publicação diferente das demais que falam do todo, pois a proposta era falar de fundamentos, bases psicológicas e sociológicas, mais que técnicas e ferramentas, o que há por trás dos papéis, a natureza humana das timeboxes, artefatos e regras.

2015 a 2017 – FACIN, Livros, Eventos, Projetos

A partir de 2015, terminado o mestrado, fui convidado e sou professor na FACIN da PUCRS nas disciplinas de Tópicos Especiais em Engenharia de Software e Gerenciamento de Projetos, ao mesmo tempo em que consultorias, pilotos e coaching iam se desenrolando pela DBserver, aqui no RS principalmente, mas com interações em SC, PR e SP.

Em 2015 lancei meu segundo livro, chamado JOGOS 360°, ilustrado e colorido, com encarte A3 de referência, um livro em parceria com minha filha, ilustradora e graduanda de cinema na PUCRS responsável pelas ilustrações e encarte.

Em 2016 lancei o meu terceiro e último livro, uma franquia na verdade, TOOLBOX 360°, além dos posts no blog e o livro, em 2017 lancei o DESAFIO TOOLBOX 360°, apresentado em workshops nos principais eventos ágeis brasileiros.

Neste ínterim propus algumas técnicas, como alguns quadros de alçada, Diário de Bordo, o SCRUM SETUP CANVAS, uma técnica de análise de documentação e alguns ebooks úteis sobre teorias e modelos (Sobre os Ombros de Gigantes) e Guia Geral sobre adoção ágil.

Em 2017, também com minha filha é claro, lançamos as tirinhas do SAVANA SCRUM para falar das idiossincrasias e aprendizados ágeis na forma de personagens lúdicos e divertidos, com grande potencial de crescimento.

Um período intenso em participações como palestrante em eventos – DBTalks, TecnoTalks, Agile Brazil, Agile Trends (troféu de melhor Trend Talk), TDC’s POA e Floripa, NeoTalks NeoGrid, RAIAR, ADP Labs, Agile Day Gerdau, Conexão King Host, SEPRORGS, Quarta do Conhecimento PROCERGS, Fale com o Coach SERPRO, Semanas Acadêmicas e Feira das Profissões PUCRS e IFRS, FISL, Congressos do PMI-RS (IX, X, XI e XIV), BPW na FNAC, RED #1 e #2, GUMA, LA SALLE, UEBRS, Faculdade DOM BOSCO, entre outros.

Projetos mais significativos para mim entre 2015 e 2017:

DEFENSORIA PÚBLICA do RS – 2015 – Treinamento, consultoria e Agile Coach à equipe piloto do portal do defensor, com duração de um ano, desdobrado em um segundo piloto (Agenda).

DIMED – 2015 – Treinamento e consultoria para o projeto piloto SCRUM “Panvel na palma da mão” e planejamento do programa para a primeira Panvel em SP prevista para Abril de 2016 envolvendo projetos de todas as áreas da empresa;

PROCERGS – 2015/2016/2017 – Treinamento e consultoria Scrum junto a equipes da fábrica interna, sustentação e um processo continuado de Lean Thinking junto a DRC (equipe de analistas de negócios) ajudando a resignificar missão, visão, objetivos e planos de ação;

SICREDI – 2016/2017 – Já foram mais de 25 turmas com média de 30 participantes em um treinamento de Nivelamento Ágil que criei especialmente para mais de 700 profissionais. Para eles desenvolvi o jogo Banco Intergaláctico para experimentação lúdica de Release Plan e Sprints de um ATM em papelão e telas através de papel colorido, tesoura, cola, régua, … Além disso, planejamento e primeiro MVP projeto técnico para crédito rural.

PROCEMPA – 2016 – Agile Coach, treinamento e consultoria envolvendo quase todas as áreas da empresa, com projetos piloto Scrum em todas as equipes de desenvolvimento. Uma oportunidade única foi a facilitação de uma dinâmica de gestão de portfólio para os últimos três meses do governo municipal em 2016, com presença do prefeito e secretários municipais sobre projetos para o centro da capital;

SISPRO – 2016 – Treinamento e consultoria Scrum e Kanban nas equipes de ERP e serviços, com coaching a dois projetos-piloto;

RENNER – 2016 – Treinamento e consultoria Scrum em um projeto-piloto envolvendo a área de varejo, contando com treinamento de lideranças e interações junto a equipes de fábrica;

GETNET – 2016 – Desmistificando Agile, treinamento e consultoria em projeto piloto DSDM batizado de Falcão Peregrino, metodologia adotada por recomendação do Gartner;

UNICRED – 2016 – Treinamento e consultoria com dois projetos pilotos – gestor de negócios e evolutivo da solução de caixa;

ZAFFARI – 2016/2017 – Treinamento de todas as equipes de TI e consultoria em projetos Scrum para dois pilotos – jurídico e app;

GVDASA – 2017 – Agile Transformation do maior ERP brasileiro de educação, equipes Scrum para projetos, Kanban para sustentação e Lean Office para áreas de consultoria, suporte e apoio;

SOFTPLAN – 2017 – Consultoria em Scrum dentro de uma prática SAFe junto as áreas de procuradoria (3 equipes) e tribunais (10 equipes), além de coaching para adoção ágil na equipe de DevOps;

JCME e Rede Marista – 2017 – Facilitação no planejamento ágil de solução estratégica para congregações e inscrições escolares.

Afora estas oportunidades na disseminação e trocas de boas práticas, foram múltiplas palestras e workshops junto a outros clientes e prospects, a maioria no RS, mas muitos em outros estados, sempre sobre Agile, como Scrum, Kanban, Lean Office, Team Building Games, Toolbox, Agile Transformation, Liderança Ágil e facilitação.

Ainda tem muito 2017, mas já prevejo um 2018 cheio de novidades e desafios.  \o/

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PMI Agile Practice Guide – boas práticas ágeis há 30 anos

Fiz vários posts nas redes desde que as primeiras resenhas sobre o PMBOK 6ª edição começaram a sair, mas não aqui no blog para registro.

Não é um passo a frente, é apenas o resgate de um gap de 30 anos, desde o mítico artigo de Takeushi e Nonaka em 1986 com “The New New Product Development Game” o gerenciamento de projetos ganhava uma nova prática, demorou três décadas para ela ser incorporada formalmente à ToolBox, primeiro com a ACP, agora com o manual de práticas ágeis.

Neste ínterim surgiram a Scrum Alliance, Scrum Org, Scrum Study e outras instituições que buscaram preencher esta lacuna, afinal, uma boa prática crescente sobre gerenciamento de projetos estava fora do corpo de conhecimento internacional sobre gerenciamento de projetos … sem justificativa plausível.

Há vários anos parafraseio o baixinho Lord Becket de piratas do caribe, pois é apenas “um bom negócio”, neste ínterim todo mundo ganhou, cursos, eventos, especialistas e certificações surgiram em profusão, polarizando algo impolarizável. A partir de agora, na mesma fonte, é só escolher como quer gerenciar seu projeto.

Ainda tem muita estrada pela frente, mas de passo em passo, chegamos lá!

Fábio Cruz – http://www.fabiocruz.com.br/pmbok-agil/

Mauro Sotille – http://blog.pmtech.com.br/pmbok6/

Alguns posts desde 2012 sobre gerenciamento de projetos e a necessidade de haver simbiose entre métodos, técnicas e boas práticas:

12/02/2017 – PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

31/08/2015 – A mítica dicotomia PMBOK x SCRUM

02/09/2016 – Não fuja, todos nós somos Gerentes de Projetos

27/07/2016 – Pulo do gato ou equívoco da TI Bi-Modal do Gartner?

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Um guia de 12 páginas com o resumo do resumo

É preciso ser ágil na agilidade, por um lado tem a ver com a cultura Lean, sermos enxutos e objetivos, também tem a ver com capacidade absortiva e carreira proteana, tanto quanto criar ambientes sustentáveis e positivos. Para isso, precisamos ser criativos, planejar sucintamente, seguir MVP, validar e evoluir, é mais fácil do que parece.

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Sempre curti criar resumos, esquemas, diagramas, uma forma de fixar conhecimento, desde criança os faço para estudar, instigando minha memória visual e motora. Talvez dai venha minha paixão por registrar tudo o que aprendo e pratico aqui no blog e em livros, guias, encartes, canvas, acima de tudo escrevo para mim.

O guia de uma página A3 criado em 2014 foi crescendo (como esperado), a partir de cada livro, artigos, posts, fui incorporando conceitos e lembretes sobre diferentes métodos, frameworks e propostas, chegando a 12 páginas A3 que estão sempre comigo e compartilho com quem interajo em projetos pelo meu link do pdf completo:

https://jorgeaudy/…/resumo-do-resumo-jorgeaudy.pdf

Já esta tudo aqui nos posts do blog a muito tempo, acessível em seus posts, páginas, BlogMap e links úteis, mas ainda não tinha compartilhado esta versão em pdf, talvez tenha passado desapercebido por quem acompanha os posts e não navega no blog, o conteúdo deste guia é:

  1. Estratégia e adoção Agile
  2. Papéis e carreira
  3. Pré-game e ideação
  4. Business Model Generation
  5. Preparação para o planejamento
  6. Planejamento
  7. Execução SCRUM
  8. Sustentação KANBAN
  9. Management 3.0
  10. Design Thinking
  11. DevOps
  12. Self-Assessment

O link do guia A3 original onde este de 12 páginas começou é este aqui:

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Enxerguei mais longe porque estava sobre os ombros de gigantes (Isaac Newton)

Desde 2012 tenho compartilhado resenhas e minhas interpretações de teorias, modelos, pesquisas científicas e livros, conceitos que eu vou incorporando de forma cumulativa à minha ToolBox como agilista e Agile Coach.

Por hobby, selecionei 40 e montei um eBook para registro, útil a quem quiser ler sobre quarenta diferentes teorias e modelos que muito me ajudaram a entender melhor a psicologia por trás de equipes e empresas.

Mas atenção, todas tem um viés, opinião, tento demonstrar de que forma elas me ajudaram a entender melhor pessoas, trabalho em equipe, organizações, porque de muitas atitudes, conscientes ou inconscientes. Isso ajuda você a ajudar.

Espero que a leitura seja útil, fico a disposição para receber dicas de outras teorias e modelos importantes, criticas e sugestões. Se baixar o pdf, agradeço muito desde já qualquer feedback sobre o conteúdo.

Clique aqui para baixar o ebook gratuitamente!

APRESENTAÇÃO
400 AC – A ALEGORIA DA CAVERNA
400 AC – POIESIS
1350 – HUMANISMO
1791 – UTILITARISMO
1885 – CURVA DE EBBINGHAUS
1908 – LEI DE YERKES-DODSON
1946 – PETER DRUKER
1950- CONSTRUTIVISMO
1950 – TEORIA SÓCIO-TÉCNICA
1950 – PDCA – CICLO ITERATIVO
1950 – TRILOGIA DE JURAN
1963 – APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
1964 – EQUIDADE E EXPECTÂNCIA
1965 – CURVA DE TUCKMAN
1969 – JANELAS QUEBRADAS
1972 – TEORIA DA AGÊNCIA
1972 – TEORIA CONTINGENCIAL
1974 – AS 8 LEIS DE LEHMAN
1977 – TEORIA INSTITUCIONAL
1977 – APRENDIZADO VICÁRIO E AUTO-EFICÁCIA
1979 – JSM, JOB STRAIN MODEL
1983 – MASSA CRÍTICA
1984 – TEORIA DAS RESTRIÇÕES
1984 – STRUCTURATION THEORY
1984 – APRENDIZADO EXPERIENCIAL
1990 – CAPACIDADE ABSORTIVA
1991 – EXPLOITATION EXPLORATION
1991 – COMUNIDADES DE PRÁTICA
1995 – CULTURA ORGANIZACIONAL
1996 – A ORGANIZAÇÃO APRENDE
1997 – ESTRUTURA EM HIPERTEXTO
1998 – CONCEPT OF BA
1999 – TEORIA DO FLUXO
2000 – CYNEFIN E COMPLEXIDADE
2002 – GESTÃO POR COMPETÊNCIAS
2002 – SOX E GOVERNANÇA
2008 – GAME THINKING
2014 – COP DE COP’S
2015 – CONCEPT OF BA OFFICE

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Schneider Culture Model

Sempre admirei e cito Schein e Hofstede, entre outros pensadores do século XX que se debruçaram sobre cultura organizacional e mudança, mas nunca citei Schneider, falha minha e aqui vai minha retratação.

O modelo de Schneider apresentado abaixo pode ser usados para analisar, entender e melhorar o contexto de trabalho de uma equipe, projeto ou serviço, quer como warmup ou para traçar planos de ação. Eu o cito em treinamento de líderes e workshops, com foco em auto-conhecimento e melhoria contínua.

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Para fundamentos mais amplos deste modelo, sugiro o livro de  Willian E. SCHNEIDER chamado “Uma Alternativa à Reengenharia“, publicado pela Record em 1996. Também há farto material na web, como o estudo sobre modelos de cultura Organizacional que encontrei na base da Springer.

Acredito muito em Schein no tocante a micro-culturas organizacionais, o conjunto delas gera nossa identidade, onde cultura é algo construído e não deliberado. O modelo proposto por Schneider é uma ferramenta fácil de usar como referência, onde é possível por exemplo assumir um viés mais Orientado à Realidade (está acontecendo agora) ou à Possibilidades (olhando à frente).

Se entendermos a cultura organizacional em valores, normas e padrões que moldam o comportamento de funcionários à missão e objetivos da organização, defendo a relevância da gerência média como definidora da cultura organizacional preponderante, pois o seu tipo de liderança possui papel fundamental nesta construção.

Schneider propôs um questionário para facilitar a identificação de aspectos indicativos para os quatro quadrantes, eu não acredito cegamente em sistemas quantitativos ou questionários, maspodem ser úteis quando ainda não dominamos análises qualitativas e visuais, usando os próprios quadrantes para mapear com postits nossas percepções e fatos:

Jamais somos só um quadrante, há o mais expressivo ou significativo, esta consciência pode nos levar a trabalhar melhor e de forma mais consciênte sobre
esta tendência ou exceções. Em um processo de transformação ágil, o que fazemos é discutir oportunidades de melhoria … é aí que o modelo pode ajudar.

Schneider identifica que mudanças culturais (como métodos ágeis) significariam a percepção de troca da predominância de um quadrante para outro, mesmo que mantenhamos indícios menores dos demais, como foi dito de início, corroborado pelo modelo já bastante difundido sobre TI Bi-Modal do Gartner por exemplo.

Encerro Schneider lembrando novamente de Schein, mudança gera insegurança e angústias, é preciso desaprender o velho para aprender o novo, mesmo detendo grande domínio sobre o velho e muito pouco sobre o novo … quanto maior nossa consciência sobre este fato, mais fácil será revertê-lo, dedicando-nos a reduzir nossa ansiedade e assim otimizando a curva de aprendizado.

O livro e uma proposta para reflexão

Uma curiosidade sobre o abstract do livro, ele afirma que mesmo contando com consultores e programas de treinamento, a melhoria deve ser gerada a partir de dentro. “Uma Alternativa à Reengenharia” explica como as organizações podem desenvolver planos de melhoria eficazes com base em suas forças e objetivos corporativos. O primeiro passo é reconhecer a necessidade de mudança organizacional, o livro fornece um questionário para assessment e apoio a elaboração de uma estratégia para mudança da cultura organizacional.

A auto-avaliação abaixo tem original compartilhado em drive.google.com, encontrei na página da http://www.scrumturkey.com/2012/11. Nunca uso questionários, mas algo assim é descontraído, pode suscitar um bom Warmup, gerando argumentações e discussão sobre o quadro do início deste post:

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09/07 – 1° Workshop ToolBox 360º

Dia 09/07 ministrarei um workshop sobre as técnicas e boas práticas que venho utilizando desde 2011 em implantações ágeis e startups que registrei no livro ToolBox 360°. Ideação, visão, estratégia, modelagem, planejamento, execução e aprendizado.

Se tiver dúvidas sobre o conteúdo, pergunte, se quiser participar, faça sua inscrição que entrarei em contato, o valor de R$100,00 dará direito a um livro ToolBox 360°, participação no workshop de 09/07, custeando também coffee-breaks e material didático.

Pré-Inscrições no link http://bit.ly/toolbox360 (entrarei em contato)

Capa TOOLBOX 360º Final curvas

Um workshop que pretende explicar e exercitar as melhores técnicas que são apresentadas no livro ToolBox 360º, um guia com 70 tópicos, entre métodos, dinâmicas, técnicas e boas práticas:

Capa TOOLBOX 360º Final curvas

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Pré-Inscrições no link http://bit.ly/toolbox360 (entrarei em contato).

9 prefácio
13 Apresentação
14 Agile E autoeficácia
16 Teoria do Bá
19 Só erra quem faz !!!
21 Iterativo-incremental
23 Uma revolução permanente
26 Multi-convergência metodológica

MÉTODOS & FRAMEWORKS
27 PDCL
30 SCRUM
33 KANBAN
37 LEAN STARTUP
40 DESIGN THINKING
43 EXTREME PROGRAMMING (XP)
45 LEAN SOFTWARE DEVELOPMENT

VISÃO
49 CAFÉ KAIZEN
50 MAPA DE STAKEHOLDERS
51 ELEVATOR PITCH
53 CHARETTING
55 MATRIZ CSD
57 OFICINAS DE FUTURO
60 IMPACT MAPPING
63 CONTRATOS ÁGEIS
65 PORTFÓLIO ÁGIL

ESTRATÉGIA
67 PRODUCT BOX
69 BUSINESS MODEL CANVAS
71 VALUE PROPOSITION CANVAS
73 LEAN CANVAS
75 PROJECT MODEL CANVAS
77 LEAN NONPROFIT MISSION
78 ESTRATEGY PROPOSAL
79 GAME DESIGN CANVAS

VALIDAÇÃO
81 PRETOTYPING
82 PROTOTIPAÇÃO
83 VALIDATION BOARD
85 VALIDATED LEARNING
86 THE WIZARD OF OZ
88 DOJO BOSHÚ

PLANEJAMENTO
91 EMPATHY CANVAS
93 PERSONA
94 USER STORIES + BDD
97 CHA x 5
98 MAPPING
100 MATRIZ RAB
101 MATRIZ GUT

DISCOVERY
103 MAPA DE RISCOS
104 CUSTOMER JOURNEY MAP
105 DIAGRAMA SIPOC
107 MANAGING DOJO
109 ISHIKAWA
111 UX DOJO
113 5W2H
114 GROOMING

DELIVERY
115 QUADRO DE TAREFAS
117 STAND UP MEETING
119 CUMULATIVE FLOW DIAGRAM
119 BURNDOWN
121 DAILY TRACKING
122 STATUS REPORT

ENGENHARIA
128 LINHA DE PRODUTO DE SW
131 PAIR PROGRAMMING
133 TDD
135 DÉBITO TÉCNICO
138 PEER/CODE REVIEW
140 VERSIONAMENTO
144 MÉTRICAS

ENTREGA x APRENDIZADO
147 FOCUS GROUP
148 Cont/Com/Can
149 CAUSA / EFEITO
150 MAPA MENTAL
151 MAPA METODOLÓGICO
152 DASHBOARD ÁGIL
153 AGILE SUBWAY MAP

GESTÃO DO CONHECIMENTO
155 COMUNIDADES DE PRÁTICA
156 OPEN SPACE
157 WORLD CAFÉ
158 LIGHTNING TALKS
159 FISHBOWL
161 CONECTE.ME

DESENVOLVIMENTO HUMANO
163 MATRIZ SWOT / FOFA
165 CHA PESSOAL
166 JANELA DE JOHARI
168 JANELA INDISCRETA
169 BUSINESS MODEL YOU
171 SETE MINUTOS
173 POMODORO TECHNIQUE
174 TEAM BUILDING GAMES

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Agile Trends – Desmistificando a cultura ágil

Um resumo superficial da apaixonada palestra sobre cultura em uma TrendTalk no Agile Trends SP 2016, 18 minutos de muito compartilhamento e provocações com auditório lotado e atento … foi gravado, acho que vão publicar, aviso se e quando acontecer.

O design é da Fernanda Borges, da nossa equipe de marketing, tudo é trabalho de equipe, nada se sustenta sozinho nessa vida e se acontecer … seria muito solitário, então prefiro ter parceiros e parceiras incríveis de viagem como os que tenho, valeu Fernanda!  \o/

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Uma empresa ágil é uma construção que precisa iniciar sua construção pelas pessoas, é como uma casa que precisa ser iniciada pelas fundações. Qualquer equação sobre auto-organização, kaizen e gemba, valor x desperdícios, inicia pelas pessoas, que definem culturas a partir de suas ações, comportamento, hábitos, através de boas práticas e ferramentas que gerarão enfim os resultados desejados.

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EmpreenDB é um programa interno de incentivo a inovação e empreendedorismo, onde colegas podem submeter ideias, receber coaching e apoio para suas validações e construção, uma forma de valorizar talentos inquietos, que ainda poderão muito contribuir enquanto validam suas ideias e aprendem com elas.

O Business Lab é um programa de Design Thinking, voltado a ideação e modelagem de novos produtos e serviços, uma forma de manter na alça de mira um processo constante de inovação e empreendedorismo da empresa em relação ao mercado.

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Fábrica de craques é a edição DBServante em parceria com o Centro de Inovação do TecnoPUC para seleção de estagiários que receberão para aprender com mentores o que é na prática um projeto de três meses usando Scrum e apoio em cada plataforma, framework e técnicas necessárias. Na prática, é preparar de fato jovens promissores para o mercado de trabalho, que na maioria dos casos acabam contratados pela própria DBServer.

O projeto academia é o aproveitamento e manutenção de talentos quando estes encerram um projeto e ainda não há outro designado, enquanto isto, estudo, certificações, desafios pontuais são oferecidos enquanto aguardam sua realocação.

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Propus a dinâmica Dojo Boshú em 2012, um misto de treinamento e seleção de jovens sem nenhuma ou com pouca experiência a procura de um primeiro emprego. Um grupo selecionado de CV’s é convidado para em um turno participar de três oficinas, uma de coding dojo front, outra com um coding dojo backend e uma de agile games. Ao final, os facilitadores e as meninas do RH possuem uma avaliação precisa de talentos, potencial e principalmente mindset de cada um dos participantes, porque nada mais transparente que atitudes em um mão na massa.

O programa DBLearning são ciclos de palestras, workshops, mini-cursos, grupos de estudos, decididos e promovidos pela galera com o apoio do PMO, uma forma de permanentemente trazer novos temas e conhecimentos, vivências e experimentos, essenciais a uma cultura que privilegie aprendizado contínuo.

Recorrentemente a DB promove eventos abertos e também participa através de seus colaboradores de eventos, onde exercitamos o compartilhamento de experiências e conhecimentos aplicados. Eventos próprios, participando de Grupos de Usuários, Comunidades de Práticas e em múltiplas parcerias com empresas e instâncias do ecossistema TecnoPUC, como o Centro de Inovação e CriaLab.

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Jogos são uma paixão antiga que internalizamos e compartilhamos, em suas mais diferentes abordagens, jogos como meio para treinamentos, interação, diversão e muito mais. Quer internamente a uma equipe, área, à empresa ou mesmo inter-organizacional.

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Estou no meu terceiro livro, o SCRUM 360º pela Casa do Código em ebook e físico, o JOGOS 360º e o TOOLBOX 360º, este último lançado durante o Agile Trends de 2016. A união dos três demonstram minhas mais profundas crenças quanto a modelo mental, cultura e desafios no uso de metodologias ágeis. Em especial, o quanto precisamos saber lançar mãos de técnicas e jogos para a introdução e fixação de melhorias … contínuas e efetivas, de valor.

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Jogos são o melhor meio para auto-conhecimento, porque jogando nos damos o direito de sermos nós mesmos e de posse disso, o dever de melhorarmos como pessoas e profissionais. Dos três livros, no menu de páginas no topo deste blog, este é o único que surgiu enquanto livro antes de ser publicado no blog. Os outros dois estavam 100% publicados e trata-se de coletâneas que podemos acessar os links abaixo do topo do blog.

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Existem talvez centenas de técnicas e boas práticas, ágeis e não ágeis, no livro ToolBox tive a pretensão de compartilhar aquelas que mais usamos, a arte da facilitação é termos o maior domínio possível, acumularmos experiências diversas, para quando necessário colaborarmos com orientações baseadas não em teorias, mas em vivências.

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O meu primeiro livro tentou levar minhas crenças de que há muito mais a suportar um time SCRUM que o scrum guide nos informa quando entramos nesta estrada. Lá eu compartilho minhas percepções até 2013 quanto a aspectos psicológicos e relacionais, já aprendi muito desde então, muitas experiências se somaram e procuro aqui no blog manter tudo atualizado.

Esta apresentação ganhou como bloco mais votado pela galera em conjunto com a Trend Talk do Vitor Massari, pois ganhamos o troféu Lucca Bastos. A seguir a divulgação, com o segundo bloco mais votado também tendo a DBServer através de um de seus diretores, Eduardo Peres, e uma foto com a colega Fernanda Borges, designer que montou a apresentação:

Troféu Lucca Bastos

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