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II Toolbox na Educação na Politécnica – 1ª parte

Uma noite mágica, o privilégio de interagir com mais de 50 professores da Politécnica, colegas e amigos dos cursos da engenharia, arquitetura e informática. Uma sequência de dinâmicas 100% horizontais, auto-organizadas, descontraidas … que geraram um mapa inicial de técnicas e estabeleceram metas para a segunda parte, mais duas horas semana que vem onde teremos Lightning Talks e detalhamento auto-organizado das melhores sugestões para 2019/1.

Rolou um papo inicial sobre o conceito e oportunidades, seguido de um super-warm up que adoro, o dos bonecos, que se transformaram em três personas em um exercício de empatia sobre o que esperam e pensam sobre o semestre que em mais um mês se inicia. Depois debates em grupos sobre aulas, técnicas e boas práticas, com a escolha e apresentação daquelas que cada grupo acreditava serem as mais impactantes e clusterização de todas. Daqui a uma semana tem mais …

A preparação foi desde cedo, murais, material distribuido em mesas para 10 grupos, chegando ao prédio 32 sob o coro de passarinhos, em meio a uma vegetação ímpar e que transmite uma grande satisfação em poder considerar a PUCRS-TecnoPUC minha segunda casa. Hoje seria a primeira parte de duas, a segunda será daqui a mais uma semana e terá a missão proposta pelo próprio grupo de montar nosso mural e cada um detalhar aquela técnica que mais curte, para aplicar a técnica de wall com postits verdes e amarelos sobre dompinio e desejo … gestão do conhecimento em sua materialização mais distribuida.

Todos nós somos mestres e alunos nessa vida, nos inspiramos e somos inspiração, curto Piaget, Bandura, Prensky, Ausubel, Kolb, Maturana, Ebbinghaus, … dezenas de mestres que interpretamos e nos apropriamos, resignificamos a nosso contexto, porque o mundo gira e muda um pouco a cada volta. Como base, cada mesa ficou com uma provocação falando sobre Educação 3.0, nativos/imigrantes digitais e sobre o movimento PUCRS 360° cada vez mais materializado em cada prédio e colega.

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20/10 – quem ainda não fez o workshop de Toolbox?

Dia 20/10, 13h às 18h, debateremos nossa Toolbox através de 115 boas práticas para profissionais de todas as áreas – carreira, estratégia, modelagem, planejamento, execução, aprendizado, …

Na participação, cada um receberá um kit contendo o tabuleiro e baralho colorido com mais de cem técnicas e boas práticas, certificado de participação, muita interação e aprendizados.

Haverá um email de confirmação do workshop, o quórum mínimo é de 20 pessoas. Uma experiência singular desde a chegada até o final, veja algumas fotos, relatos e conteúdo em http://bit.ly/relato-toolbox

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Aula? Curva de ebbinghaus, Ludificação e Aprender fazendo

Uma disciplina de Gerenciamento de Projetos onde discutimos semanalmente a prática real, pontos fortes, restrições, dicotomias, confrontando diferentes conceitos industriais, tradicionais, enxutos (Lean) e ágeis. Em cada aula, iniciando por relembrar o básico – As 10 áreas de conhecimento do PMBOK, seus 5 grupos de processos, SCRUM e as boas práticas ágeis que contemplam em si cada uma das 10 áreas e da essência dos 5 grupos de processos.

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CURVA DE EBBINGHOUSE

Segundo Ebbinghaus, a repetição é um fator decisivo e essencial para uma maior retenção daquilo que aprendemos, a quantidade de informações que o cérebro humano retém decai significativamente com o passar do tempo. Entretanto, a repetição eleva este patamar a cada revisão, fixando cada vez maior parte do conteúdo, convertendo-o em conhecimento.

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Sendo assim, sobre os ombros de gigantes, incorporando ao processo de aprendizado uma importante teoria da psicologia do final do século XIX sobre a memória humana, cada nova aula de gerenciamento de projetos começa com três imagens desenhadas na maior escala possível no quadro branco, além de projetadas. As 10 áreas de conhecimento e os 5 grupos de processos do PMBOK a esquerda do quadro, tendo a direita o ciclo de vida SCRUM, contendo boas práticas ágeis adicionais pertinentes as áreas e grupos de processos.

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LUDIFICAÇÃO

Aulas semanais de quatro créditos (3Hrs) nas sextas-feiras a partir das 19:30, prolongando-se assim até as 22:30 é um grande desafio contra o cansaço inerente a noite do último dia útil da semana, último compromisso antes do merecido descanso e laser do final de semana. Se não houver ludicidade, dinâmicas, exercícios práticos, alguns games, é certo que corremos o risco de que o cansaço e sono vençam teoria e sobrecarga de conceitos e novos conhecimentos.

Sendo assim, a cada hora ou hora e meia rola um jogo pertinente, teve SCRUMIA, Mashmellow Challenge, a dos triângulos do Caroli, entre outros. Formas divertidas para manter-se no conteúdo, mas ficar um pouco de pé, movimentar-se, acordar, aproveitando para trazer alguns princípios e conceitos.

APRENDER FAZENDO

Durante todo o semestre houve um exercício transversal em que cada um dos 6 grupos formados com 4 a 6 integrantes desenvolveram um projeto, passando pelos 5 grupos e 10 áreas de conhecimento, pautando sempre técnicas PMBOK e ágeis. Exercícios trazem percepções de acertos e erros, é para isso que existem em aula, proporcionando aprendizado direto ou vicariante, conhecimento pela vivência.

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1. Os primeiros quadros, iniciamos com ideação usando matriz CSD, Oficina de Futuro ou Lean Canvas para que cada grupo realizasse um brainstorming e escolhesse qual o projeto que gostaria de executar simbolicamente durante as aulas até o final do semestre;

2. Na  sequência foram construídos os termos de abertura (Project Model Canvas) e apresentação de partes interessadas (mapa de stakeholders), ilustrando assim a necessidade de um kickoff apresentando todas as informações disponíveis quando da estruturação para início do grupo de processos de planejamento do projeto;

3. Usamos User Story Mapping para montar a Work Breakdown Structure (WBS ou EAP – Estrutura analítica de projeto) onde declararam o escopo do projeto, enquanto em um quadro análogo montaram um escopo de projeto, com atividades, reuniões e marcos relacionados a atividade de gerenciamento do projeto, como artefatos ou eventos relacionados aos planos, execuções e controle pertinentes as 10 áreas de conhecimento e planejamento;

4. Cada grupo realizou um plano de RH contendo cada um deles enquanto integrantes do time, disponibilidade, alocação, perfil, etc, de forma a permitir os planos de tempo (Release Plan e exemplo no MS-Project) em cronogramas sumarizados, risco (quali ou quanti) e qualidade (prévio e controle).

5. Discutimos custos, aquisições, referenciamos integração, comunicação e partes interessadas, para enfim realizarmos um exercício de execução, monitoramento e controle. O exercício foi usando tesoura, folhas brancas, recicladas e pautadas, cola, durex, postits e hidrocor, de forma que cada grupo se organizasse em papéis, responsabilidades e atitude na tarefa de construir as telas. Uma folha branca era o fundo de tela e não pode ser riscada, outra cor de folha são recortados os labels, campos, botões, grids, …

6. Durante a execução em Sprints de 8 minutos, retrospectivas e reflexões sobre o que deu certo ou não, o quanto lembraram das 10 áreas de conhecimento e 5 grupos de processos, o quanto seguiram o ciclo de vida SCRUM, sprints, plannings, dailys, reviews (envolvimento do cliente) e lições aprendidas …

O quanto temos um modelo mental quantitativo e conteudista, usando sempre métricas internas de volume e individualismo? Quer usando PMBOK ou SCRUM, o quanto colaboramos, compartilhamos e nos mantemos informados e informamos com o intuito de ajustar o andamento, corrigir desvios, gerar planos de ações diários para evitar surpresas e riscos, desperdício ou boa vontade?

Agilidade já está incorporada ao PMBOK e boas práticas dele já foram assimiladas pela comunidade ágil, métodos ágeis estão sendo praticados em pequenas, médias e grandes empresas, cada vez mais e a cada ano amplia-se experiências em empresas públicas e privadas … é preciso uma percepção holística e ajustar o método escolhido de forma a não desperdiçar velhas e novas lições, aprendizados que aceleram e potencializam resultados.

ENSINO

Em uma turma de alunos de quinto ou sexto semestre, lidamos com profissionais já com alguma experiência, reter um conteúdo programático sem oferecer um mix real daquilo que o mercado pratica e exige de nós é um risco maior que nos expormos a não apenas passar conteúdo registrado em livros, mas experiência prática e exemplos, usando nem só uma abordagem tradicional, menos ainda uma visão romântica da agilidade … somos muito mais que isso!

É um grande desafio, pois na graduação oferece-se uma base, conhecimentos e conceitos, mas ali temos alunos com diferentes interesses e objetivos, assim como dito por Piaget, é preciso não sermos preconceituosos com a unicidade de cada um, porque a responsabilidade de reter a atenção, passar informação, levar em consideração as diferenças, … é do professor, que deve permanentemente se questionar sobre seus métodos e técnicas, profundidade e amplitude, para ajustar-se, pois cada turma é diferente da anterior, não pelo tempo, mas porque são diferentes grupos humanos, com suas individualidades e características unas.

Amo muito tudo isso   \o/

Quanto ao conteúdo, meu papel é mostrar que TUDO o que consta como valoroso na gestão de projetos tradicional, também o é em projetos ágeis. Quer em artefatos próprios ou fundidos em artefatos típicos, como no Release Plan com espaço para riscos, stakeholders, qualidade, comunicação, quer no product backlog ou no quadro kanban, é preciso simbolizar para não esquecer áreas essenciais para que um projeto se torne um sucesso. Não sigo o PMBOK a uma década, mas compartilho minha convicção de que é preciso termos nossas metas, pactos e interesses visíveis, tanto quanto o quadro de retrospectiva e de tarefas …

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