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Universidade Corporativa não é só para os grandes

Universidade Corporativa é “qualquer entidade educacional que estabeleça-se como uma ferramenta estratégica, projetada para auxiliar uma organização, focada nas formações específicas de seus líderes e colaboradores, sintonizada a seus interesses, objetivos e estratégias” – wikipedia.

Algumas das mais conhecidas Universidades Corporativas no Brasil são de empresas públicas, mas há cases no Brasil e mundo afora de universidades corporativas de grandes empresas, há décadas investindo no desenvolvimento de cursos de gestão, liderança e outros temas estratégicos.

O objetivo não é titulação, mas aprimoramento estratégico de hard e softskills desejados pelas organizações em seus quadros. A iniciativa pode ser própria ou desenvolvida em parcerias com instituições educacionais, um modelo que tradicionalmente exige grandes investimentos.

Pense bem, no século XXI, ano de 2020, milhares de cursos online de mínimo custo, nada impede que qualquer empresa, só ou em parceria, faça ou consuma aproveite trilhas a partir do que existe na web e pela geração de spots de videos ou podcasts sobre temas de interesse.

Antes de argumentar, alguns links após segundos de pesquisa no Google:

  • TED, por um mundo melhor e mais sustentável
  • 99U, uma grande variedade de vídeos educacionais
  • Coursera, uma plataformas de educação gratuíta
  • OEB, o Open Education Base tem milhares de aulas
  • AE, a Academic Earth oferece vídeos de universidades
  • Quora, comunidade aberta com milhares de tópicos
  • Gutemberg, o projeto disponibiliza milhares de livros
  • Wikiversidade, a versão educacional da WikiPedia
  • Duolingo é um site de ensino de linguas gratuito
  • Udacity é um site de aulas, diferentes matérias e campos

Qual o valor, o custo x benefício de uma boa curadoria web de conteúdos disponiveis na web e próprios, talvez uma plataforma com cursos, videos, podcasts, artigos, com agregação de comentários, contribuições, anexação de mídias variadas, …

Desta forma, pequenas e médias também poderiam ter sequências recomendadas de treinamentos e estudos de forma mediada, registrada e avaliada, fomentando o aprendizado organizacional a partir de seu nível mais essencial.

Muito se diz do imenso volume de conhecimento gerado a cada minuto, também sobre a (falta de) integridade ou confiabilidade de grande parte deste volume. Infelizmente, por outro lado, muitas empresas parecem perpetuar seus problemas aguardando poder contratar cursos famosos e onerosos.

Garimpar o que tem de bom no universo de possibilidades na web, pagos, freemium e abertos é uma arte acessível a todos e onde todos ganham … o importante é pensar Lean, baby steps, é praticar constantemente o desapego pelo ideal e gerar valor incremental …

O acesso cada vez maior à tecnologia permite hoje que informações de toda sorte cheguem até nós das mais diferentes formas. Num momento em que todos podemos ser, ao mesmo tempo, leitores e autores, surge a necessidade de saber selecionar no meio do caos aquilo que, de fato, tem relevância e credibilidade. Afinal, em que prestar atenção? O que realmente importa? Mario Sergio Cortella e Gilberto Dimenstein levam a debate nesse livro a ideia de curadoria do conhecimento. Em bate-papo instigante, eles apresentam esse novo conceito e iluminam vários aspectos de nossa cidadania. Pois, como apontam aqui, a formação continuada para a prática da curadoria, isto é, da socialização e mediação dos saberes, torna-se fundamental nesta nova era, seja nas escolas, seja nas empresas ou nos meios de comunicação, como forma de empoderamento do indivíduo.

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Replicação de eventos – uma experiência de grande potencial

Um colega venho falar sobre o post anterior sobre lições aprendidas e gestão do conhecimento, curioso por onde começar, há várias formas, top-down, bottom-up, middle-out, centralizado, orquestrado, em algumas empresas é meio caótico, mas igual, todos ganham se começarem por algum lugar, por ex: Programa de replicação!

Um pacto ou política para replicação de eventos é simples e fácil de aplicar e oferece uma degustação impactante através do valor gerado pelo compartilhamento de novos conhecimentos a partir da participação em um evento, elevando-o do individual para o fomento de uma cultura de aprendizado organizacional.

Caso hipotético #1 – Em algum lugar do passado, o colaborador J solicita a sua chefe, Srta T, inscrição, viagem e hospedagem para ir a um ótimo evento em Buenos Ayres, ele vai, assiste palestras, workshops e participa de debates. Ao retornar, passa pela Srta T no corredor e ela pergunta como foi o evento e ele responde: “Massa!  o/”. De fato ele curtiu, assistiu, selecionou aquilo que mais lhe agregaria a si e a seu trabalho, o que lhe gerará oportunidades de uso de boas práticas, técnicas, tecnologias e mais em sua equipe, projeto, produto. Fim da história!

Caso hipotético #2 – Em algum momento no início do século, o colaborador A solicita a sua chefe, Srta X, inscrição, viagem e hospedagem para ir a um ótimo evento em Buenos Ayres, mas ele vai com o compromisso de após retornar fazer uma palestra, lightning talks e/ou debates sobre o que de melhor vivenciou. Por isso, A ao assistir as palestras, workshops e debates, ele fotografa, filma, anota dicas, insights, aprendizados, conversa com os palestrantes e os inclui em seu networking no Linkedin, eles e outros participantes. Ao retornar, organiza e divulga um evento de replicação no qual repassa tudo o que viu, aprendeu e compartilha insights e informações de interesse dos colegas, com um debate ao final.

Caso hipotético #3 – Estamos em Dezembro, os times debateram em suas CoP’s e Grupos de discussão quais são os melhores e mais relevantes eventos para 2020, encaminhando a partir disto uma recomendação de eventos e treinamentos que julgam e justificam como importantes para crescimento e tal ano que vem. As chefias ainda estão fechando o orçamento 2020 e tem a oportunidade de defender as verbas para eventos e qualificação. No momento apropriado, passagens, estadias e inscrições adquiridos, participações registradas e enriquecidas. Os compartilhamentos organizados ocorrem dentro da agenda de CoP’s, GU’s, Chapters, Guildas, Clubes, etc que acontecem periodicamente com grande adesão da galera (*). As apresentações são gravadas em vídeos, podcasts, salvas em um repositório, linkadas em artigos na nossa wiki, enriquecendo uma grande base de conhecimento que possui crescimento orgânico consistente e que retroalimenta a gestão do conhecimento organizacional.

(*) Em alguns casos o participante convidou o palestrante durante o evento, que topou o convite para vir refazer sua palestra em uma CoP interna com presença usual de dezenas de profissionais, registro e divulgação.

Gestão do Conhecimento

Em meio a discussão de organizações exponenciais, organizações que aprendem, gestão de conhecimento organizacional, modelo SECI, conceito de Ba, exploitation/exploration, etc, qualquer empresa é capaz de argumentar e estabelecer uma cultura saudável de comunidades de prática com interesses comuns, desenvolvimento humano, hard e soft skills.

O risco é a centralização ou a hierarquização de tais comunidades, que precisam ser fluidas e despertar nelas e em seus participantes os princípios da auto-organização e melhoria contínua. Se GC ainda é meio que taboo, comece comendo esse mingau pelas beiradas, de forma prática, replicando eventos e gerando assim conhecimento de grande impacto.

Essa iniciativa pode ser o ponto de partida, um instrumento que instigará outros mecanismos de compartilhamento, criação e enriquecimento de uma grande base de conhecimento e aprendizados organizacional. Só evite idealizar, o mais importante é iniciar, e neste caso a isca da replicação é quase irrecusável como convite ao aprendizado.

Em 2015 um estudo meu com um colega de mestrado – Mário Oscar Steffen – foi aprovado em um congresso, era uma pesquisa quantitativa baseada em uma survey sobre o quanto CoP’s externas em eventos abertos influenciam CoP’s internas entre colegas da mesma organização e os resultados foram muito interessantes – https://jorgeaudy.com/2015/05/29/cop-capacidade-absortiva-e-desempenho-organizacional/

A experiência física ou virtual, real e de valor, no compartilhamento e gestão do conhecimento, identificadas no Conceito de Ba por Nonaka e Takeuchi na década de 80, inspirados em ensinamentos do filosofo Nishida, fundador do movimento filosófico japonês pela escola de Kioto:

Podemos chamar de Ba cada espaço compartilhado para a geração de conhecimento, de forma consciente e organizada, desde que investido de um contexto visando o debate, a troca, o crescimento.

O fator chave de um Ba é o pré-requisito de possuir um substrato que possibilite e fomente o processo de compartilhamento e geração de conhecimento de forma consistente.

Ba possui valor subjetivo, dependente dos atores que o constituem ou constroem, cabe a organização proporcionar as condições, incorporar estes valores em seu modelo mental e de seus integrantes.

Um conceito originário na filosofia de Nishida, proposto por Nonaka, um dos pais do SCRUM, que orienta que Ba não tem hierarquia, pois é orientado ao senso de pertença e protagonismo dos envolvidos.

Dito isto sobre Gestão do Conhecimento em um contexto organizacional, nunca é demais novamente compartilhar a significância dos estudos de Nonaka e seus parceiros:

Gestão do Conhecimento e Lições Aprendidas

Há uma semana atras estava debatendo sobre como promover e potencializar ao máximo Lições Aprendidas, que muitas vezes ficam restritas a repositórios fragmentados por projeto, iniciativas, ou perdem-se em meio a um enorme volume de informações fracionadas sem concentração por tipo de lição aprendida, conteúdo ou … conhecimento.

Retrospectives ou Futurespectives são dinâmicas de grupos voltadas a aprendizados e melhoria contínua, podendo ser com frequência pré-determinada como no Scrum ou conforme demanda. Seu conceito mais tradicional advém do registro das lições aprendidas no transcorrer ou final de um projeto, para que fiquem ao alcance de outras equipes ou colegas.

A dúvida não é fazer ou não fazer, mas estabelecer racionalmente sua estrutura e natureza, muito especialmente definir uma abordagem clara para a gestão cumulativa de conhecimentos como núcleo essencial, um meio disponível e acessível a todos para ser seu repositório, podendo este ter diferentes naturezas, como wiki, blog, site, …

O PMBOK orienta que um Projeto deve ter registrada suas Lições Aprendidas antes de encerrar, sendo mais eficaz fazer estes registros a medida que o projeto transcorre e aprendizados acontecem. Este processo foca na redução de riscos e aproveitamento de oportunidades ao iniciar cada novo projeto.

Fato, muitos gerentes de projetos realizavam este registro ao final do projeto preenchendo e anexando ao site de projeto um formulário de lições aprendidas, de forma que o aprendizado é de um projeto e não de um tema ou assunto. Qualquer estratégia centrada no projeto, transforma a lição aprendida em refém do projeto ou GP, ao invés de tratá-la como um aprendizado da organização, registrada através de artigos estruturados como em um jardim do conhecimento.

Organizações que aprendem

Senge (1990) afirma que colaboradores geram e aplicam seus conhecimentos, novos e consolidados, desenvolvendo sua capacidade de gerar resultados e valor, onde surgem novos e elevados padrões em que a aspiração coletiva é liberada, onde as pessoas aprendem a aprender em grupo.

Nonaka e Takeushi (1997) são considerados os pais da gestão do conhecimento como a conhecemos hoje, dois dos grandes contribuidores das Teorias das Organizações que Aprendem, circulando entre o conhecimento tácito e implícito, transformando aprendizado individual em organizacional.

Jardim do Conhecimento

Jardim do conhecimento, por exemplo, pode ser uma plataforma wiki em que cada ítem é categorizado e tagueado de forma a facilitar seu agrupamento, localização, permitindo fácil rastreabilidade, criando páginas autônomas com hipertexto para outras páginas, centrado cada uma em um item de conhecimento.

Podemos ter categorias ou trilhas sobre Scrum, com tags para papéis, timeboxes, artefatos e regras, outra sobre Kanban, com métricas, gestão de fluxo, maturidade, uma sobre Dot NET, JAVA, DevOps, etc, talvez uma sobre reuniões, facilitação, gestão de conflitos, … contendo links, hipertexto, áudio, vídeos, … com versionamento.

Cada item está relacionado a uma categoria e sub-categorias, de forma a gerar estruturas (árvores ~ tronco e galhos onde temos as folhas ~ conhecimento), com tags livres para fácil localização. Se o conteúdo é 100% co-criado livremente, a estrutura precisa curadoria para não perder-se em conflitos de estrutura, redundâncias e ‘anacronismo’.

Co-criação

Bem conduzido e orquestrado desde o início é garantia de um volume imprevisível e exponencial de conteúdo co-criado e refinado por seus pares, versionado e permanentemente enriquecido por links e mídias internas e externas. Previsivelmente poderá ser usado como base de conhecimento para workshops, livros, inbound marketing, etc …

Um excelente exemplo para árvores de conhecimento é a Wikipedia, que se utiliza de um open source chamado MediaWiki criada por eles para atender a sua própria necessidade. Cada página é editável pelos próprios envolvido de forma colaborativa, segundo um manual básico de estilo, que é uma página de recomendações de estrutura textual e hipertexto.

Em um contexto organizacional, NÃO é preciso uma mediação prévia de conteúdo, beirando a censura, ao contrário, a liberdade integrada a uma estrutura e recomendações gerará muitos aprendizados de forma descentralizada em volumes e pertencimento desejados para que transforme-se uma ferramenta de todos, mantida colaborativamente.

Mediação NÃO é necessária, mas uma equipe ou comitê organizador é imprescindível, de forma a fazer crescer a estrutura e categorias conforme os aprendizados vão-se ampliando e gerando novas oportunidades. Em empresas com uma boa gestão de comunidades, há sempre grupo(s) que se reúne(m) periodicamente com atribuições de boa administração.

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Desenhando sua vida

Na minha palestra no TEDxLaçador eu afirmo que “Somos Um Só”, quer no trabalho, lazer ou descanso, sempre podemos usar nossos conhecimentos e aprendizados. As empresas adotaram abordagens do Lean Startup, Design Thinking, Métodos Ágeis, Art Of Hosting, Gamification e muito mais, que também são úteis para nossas vidas pessoais e carreiras.

Um dos cursos mais famosos de Stanford é o “Designing Your Life”, criado por Bill Burnett e Dave Evans, que virou best seller sobre como podemos usar abordagens típicas do Design Thinking em tudo na nossa vida. O objetivo é termos uma boa vida e um bom trabalho.

Uma vida bem projetada é uma vida generativa, constantemente criativa, produtiva, mutável e evolutiva, sempre aberta a surpresa!

Existem quatro áreas, para as quais devemos manter ou buscar o equilíbrio em nosso redesenho de vida:

1. Saúde é a base, em todos os seus aspectos, física, emocional, mental e espiritual;
2. Trabalho, de forma plena, naquilo para o que somos pagos ou voluntariado;
3. Lazer, valorizando aquelas coisas que você faz para se divertir;
4. Amor em toda sua amplitude, apaixonado, fraterno, por pessoas e pelo mundo que nos cerca;

Abordagem esta que baseia-se, segundo os autores, em cinco atitudes:

1. Seja curioso – A melhor combustivel para melhorar algo é a curiosidade, ela nos move para o estudo, na busca por outras formas melhores em atingir nossos objetivos. Assim como na teoria da ambidestria organizacional, onde empresas devem gerar resultados ao mesmo tempo que devem dedicar algum tempo a inovação e empreendedorismo em suas diferentes forma. A curiosidade, o questionamento, a inquietude, são valores essenciais da melhoria contínua;

2. Experimente – Há décadas nos empenhamos para que empresas se utilizem de protótipos, pilotos ou etapas com rápido feedback. Sempre é possível fracionar o que é preciso fazer, de forma que ao iniciar, os resultados venham da forma mais rápida possível na forma de validação e geração de valor, ou mesmo da percepção antecipada do erro, para que possamos percebê-los o quanto antes e agir para mudar, corrigir, inovar;

3. Repense – Se experimentar é uma necessidade, é preciso estabelecer ciclos muito curtos de feedback, para assim dar-nos ao direito de repensar e mudar o que fazemos e mesmo o que queremos. Assim como nas empresas, a vida deve ser iterativo-incrementais-articulada, evitando as vezes a falta de foco, a postergação, a manutenção de algo errado além do mínimo necessário ou de nos beneficiarmos de algo que está dando certo o máximo possível;

4. Aproveite – A vida é uma longa caminhada cheia de surpresas, riscos e oportunidades, é preciso estarmos abertos a aproveitar a estrada e não viver apenas para aproveitar o destino final. Os autores afirmam que a vida é um processo e não um resultado, a qual precisa ser vivida a cada dia, as vezes aproveitando o melhor possível, as vezes assimilando algo de ruim que tentaremos reverter da melhor forma possível;

5. Parceiros – Eu uso o termo “parceiros de viagem”, porque se a vida é uma caminhada, é muito melhor se a trilharmos em boa companhia … Quem são seus parceiros de viajem? Mais que nunca, empresas se utilizam de processos empaticos e colaboradtivos para gerar melhores produtos, serviços e processos. Assim, é preciso estarmos atentos aos sinais que o mundo nos oferece na forma de feddbacks, de diferentes opiniões, sugestões, contra posições, a diversidade é aliada das boas decisões.

No curso de Burnet e Evans, em Stanford, os participantes realizam uma sequência de atividades de auto-conhecimento a (re)desenho de sua vida e carreira:

1. Avaliação – Aqui eu uso a roda da vida, alinhado ao que eles sugerem, que é a realização de uma autoreflexão sobre o balanceamento de sua vida, o que está legal e o que não. Este exercício mostrará um diagnóstico sobre o equilibrio entre a qualidade da vida, pessoal, profissional e relacionamentos;

2. Visão – Aqui eu uso o mapa dos sonhos e Ikigay, ferramentas que demonstram e nos lembram nosso propósito, o que amamos fazer, o que temos habilidades e conhecimentos para fazer bem, aquilo que alguém está disposto a nos pagar para fazer e aquilo que agrega valor ao mundo, ao nosso entorno;

Eles tem uma dinâmica em que propõe que cada um escreva até 250 palavras sobre o que entende como um bom trabalho e uma boa vida. Mais que isso, eles afirmam que a partir destas palavras é possível apreender nossa visão de vida e trabalho desejados e que negá-los gerará insatisfação, senão hoje, em curto prazo.

3. Diário – Eles chamam de Good Time Journal, que é na verdade um desenho de jornada onde esclarecemos o passo-a-passo de nossa vida durante três semanas típicas, podendo ser a jornada de casa, do trabalho e lazer. O desenho, assim como em Customer Journey Map, é enriquecido com informações e sentimentos;

As anotações devem ser sublinhadas ou escritas em verde aquilo que nos traz prazer e em vermelho o que não gostamos. Caso a caso devemos desdobrar, para cada anotação verde ou vermelha, ao que ela nos remete, o que nos lembra, o que nos inspira ou desagrada;

4. Planejamento – Eu uso um conceito próximo à uma User Story Mapping, enquanto eles propuseram um canvas muito legal que chamaram de “Odyssey Plan”, projetando os próximos 5 anos, mínimo de 3. Nele identificamos um título assertivo e perguntas que o plano responde/responderá;

5. Validação – Eles recomendam técnicas típicas de validação, através de prototipação, pesquisa, consultas com pessoas que são nossos parceiros de viagem, talvez nossos gurus e bruxos. É seguir o conceito do Lean Startup de “get out of the building” e validar ideias no mundo lá fora com pessoas e fatos reais.

https://www.forbes.com/sites/adigaskell/2016/09/16/5-steps-to-help-you-to-design-your-life/#7677482c24d1

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6ª edição do jogo Desafio Toolbox 360°

A nova versão está muito profi, o trabalho da Marinês com as cartas e o tabuleiro ficou sensacional, as cartas aumentaram na largura e altura, ganharam em tamanho e personalidade, estamos experimentando uma legenda.

A cada rodada em workshops e posterior, recebo muitos feedbacks e aos poucos vou refinando, eliminando algumas cartas, ajustando alguns textos, incluindo outros, atualmente conta com 130 técnicas para projetos e operações.

Como as cartas cresceram, o tabuleiro aumentou proporcionalmente, ganhou duas dobras ao invés de uma e o desafio acabou sendo uma grande solução, de um lado do fechamento a identificação, do outro um índice de cartas/técnicas.

Tudo começou com o livro em 2015, com o apoio da DBServer lançamos e aos poucos foi surgindo o jogo e a dinâmica de wall, em 2017 no primeiro play test com a Adri Germani no térreo do 99A tinha um tabuleiro em lona resinada.

O livro iniciou com 72 cartas um pouco maiores que as desta 5ª versão, até a 3ª ainda existiam as fichas e o dado, com algumas regras tipo o jogo Master que deixavam o jogo mais sofisticado, mas a galera dispersava com a competição.

De lá para cá, a cada nova edição, semestralmente, o jogo foi focando na sua maior meta, pedagógico, 115 e depois 130 técnicas, retirei os dados e as fichas, bem como o perímetro… talvez voltem em uma edição comemorativa futura.

tabuleiros

Por capricho do destino, casei com a Marinês (arquiteta e designer – UniRitter) e tivemos a Luisa (artista e ilustradora – PUCRS e VFS), gerado uma sinergia nas artes, editorações e principalmente na diversão durante a jornada.

A Adri Germani estava no primeiro play test, uma amiga que conheci em eventos Tecnotalks da época, para três anos depois criar o vídeo-tutorial do jogo, uma obra de arte que aproveitou os personagens criados pela Luisa para a ação.

Meus dias são na cidade em que nasci, em um apartamento que escolhemos e adoramos, a 18 minutos da PUCRS e TecnoPUC, local de trabalho para mim na DBServer, para a Mari e onde a Luisinha estagiou … tudo de bom!

Com as duas dobras, a Marinês acabou gerando uma emenda melhor que o próprio soneto, imposto em função do aumento das cartas, ao fazer as duas dobras gera um envelope, de um lado a identificação do jogo e do outro o índice.

Ao abrir a primeira aba com as ferramentinhas, a identificação do modelo Agile Design e da DBServer, minha segunda casa, só não tem o logo da PUCRS porque em uma organização do tamanho da universidade demandariam muito esforço.

A primeira rodada afora os play tests foi em sala de aula na disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, no início cabreiros, aos poucos a meninada começou a curtir e aproveitou muito a dinâmica, gerando bons debates.

A categorização das cartas demorou, sempre achei que tentar facilitar a escolha das técnicas as bitolavam, mas encontrei uma forma de fazê-lo que não impacte na interpretação e adaptação das técnicas – PDCL.

Ficou basicamente com uma legenda no pé de página de cada carta com 6 categorias não exclusivas – Strategy (estratégia), Ideation (inspiração), Plan (planejamento), Do (execução), Check (acompanhamento), Learn (aprendizado).

Um alvo (meta), uma lâmpada (ideia), um marco ou bandeira (plano), mãos a obra (chave de boca), monitoramento (lupa com métrica) e o símbolo de kaizen sobre melhoria (aprendizado):

O vídeo merece estar sempre em qualquer post sobre o jogo, é didático e muito bonito, melhor forma de encerrar uma postagem sobre o conceito Toolbox 360° é com ele:

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Andragogia – Platão, Knapp, Knowles, Glasser e Deming

O termo andragogia e seu conceito vem dos escritos de Platão sobre a educação, do grego “andros” (adulto) e gogos (educar), resgatado pelo alemão Alexander Knapp no século XIX para diferenciar as abordagens no aprendizado infantil e adulto, orientado pela noção de utilidade.

Após Knapp em 1833 ter trazido à pauta a andragogia enquanto ciência no ensino e aprendizagem de adultos, esta ganhou o mundo em meados do século XX com o americano Malcolm Knowles, através de seus livros, estabelecendo uma pauta e debate sobre o tema.

Ao privilegiar a percepção de utilidade pelo aluno, deixamos para trás métodos “passivos”, privilegiando métodos “ativos” e mais participativos, onde dinâmicas multi-laterais proporcionam um aprendizado autônomo, contando com o próprio aluno como protagonista (*).

Protagonista, personagem mais importante do teatro grego clássico, em torno do qual se constrói a trama.

Educação, ensino e aprendizagem

No início do século passado, acreditava-se que a educação de crianças deveria ser hierarquizada, posto que precisavam aprender o que adultos lhes ensinavam em uma relação unilateral. Nos anos 50, Knowles propunha a necessidade de adultos dirigirem seus aprendizados, por suas necessidades, motivação e resultados esperados.

O aprendizado deve ter utilidade e ser co-criado entre o adulto que aprende e o que ensina, baseado em aprendizados anteriores, vivências e necessidades. Isto estabelece o que deve ser uma parceria, onde o papel do professor é o de facilitador, contribuindo no processo relacionado a gestão do conhecimento por parte do aluno.

A Teoria da Escolha e a Pirâmide da Aprendizagem

Um modelo a ser conhecido é a pirâmide de aprendizagem de William Glasser, psiquiatra americano que curiosamente desenvolveu idéias de W. Edwards Deming, conhecidas como terapia de realidade e teoria de escolha, aplicadas à educação, onde vemos o professor como um facilitador.

No livro Teoria da escolha de Glasser, a escolha pelo aprendizado, pelo estudo sobre determinado conteúdo, pode ser percebida no ensino-apredizagem como uma motivação intrinseca, de cunho interior a cada aluno, motivado pelo interesse ou necessidade.

Metodologias Ativas

Andragogia oferece toda uma base de conhecimento útil a Agile Coachs, mentores e facilitadores, resignificando a forma como o desenvolvimento humano, individual ou em grupos, acontecem nas empresas. A gamificação da gestão do conhecimento tem também muito a agregar a partir de princípios do ensino à adultos.

A tempo, ainda no século XX, a educação infantil também ganhou quebras de paradigmas convergentes. Metodologias ativas garantem interação não só entre professor e aluno, mas especialmente entre alunos, experiências e percepções, gerando interesse e valor, construindo conhecimentos ancorando-os em aprendizados anteriores.

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II edição SCRUM Prêt à Porter

Mais um Sábado de muita interação, conteúdo, sorrisos e trocas de experiências. A base era Scrum, mas com muitos links para Kanban, Lean e XP, como deve ser. Tudo começa com um supre storytelling com a Julia Roberts, o PersOnal Stylist dela (PO), o deSiMpedidor (SM) e a equipe de alta costura da nossa maison.

Amo muito essas incursões aos Sábados, sempre repleta de gente muito querida, curtindo uma admiração mútua que acaba transcendendo as redes sociais para o mundo real, brilho nos olhos, paixão em compartilhar, sorrisos e trocas de planos de carreira, ensino, aprendizados, trabalho, empresas, … vida! Só paro se for obrigado a parar por força maior, senão vou continuar a fazer com a frequência possível e viável.

storytelling workshop

Alguém postou algo que achei muito instigante, dizia que era um curso meu com minha didática peculiar 🙂 Foi um post que me fez refletir o que seria essa peculiaridade. Com certeza não dizia respeito à nata batida com os morangos  🙂  rsrsrsrs, talvez uma abordagem mais pragmática, crença de que o mais importante é começar para então esforçar-se em aprender e melhorar, quem sabe pela abordagem sincrética de várias fontes, por um Scrum que em boa parte não está no Scrum Guide … ou algo que nem imagino.

O mais importante é a presença de amigos(as), colegas e conhecidos(as) das redes, muitos sorrisos e iteração do início ao fim. Amo muito tudo isso, inclusive o cachecol, fitas métricas e gravatas borboletas \o/  O objetivo do jogo é fixação, mas também descontração em meio a um dia denso de conteúdo, longe de ser um curso técnico, mas denso pelo viés de volume de informações, algumas vezes referenciando o guide, fundamentos e citações, mas na maior parte do tempo compartilhando prática e formas de fugir das armadilhas e de teses/teorias que na prática não se sustentam.

Na página do SCRUM 360° tem todo o conteúdo … fico a disposição o/

A dinâmica segue a abordagem do Banco Intergaláctico e da edição Pokedéx, algo muito divertido para exercitar sem se apegar a tecnicismo ou mesmo à rigides de método e processo, mas a interação humana, comunicação e paixão por entregar valor … pauta permanente – o que é valor, porque estamos fazendo o que fazemos, de que forma agregamos ao cliente, ao produto, ao projeto, ao time e à empresa.

O valor do curso cobre e gera uma margem para cobrir a logistica, materiais, coffee, almoço e amenidades para descontrair e divertir. Pelo volume de informação, sem essa válvula de escape, ia ficar pesado pra caramba 🙂 rsrsrsrsrs

A alimentação é um capítulo a parte, desde as frugalisses como frutas, morangos a granel e nata batida, aos sanduichinhos e pãos de queijos quentinhos do Silva e muitos biscoitinhos, merengues e gostosuras … às pizzas do meio-dia.

coffee

É isso aí, três trilhas que muito me orgulham, três workshops derivados de meus livros e dinâmicas, autorais, peculiares. Não são (até aqui) um negócio, não são um produto, é meu hobby, a cada workshop um valor acessível à qualquer um, mesmo assim gratuito a quem por algum motivo eu queria muito que fizesse, abrindo janelas para reciclagem, colegas, amigos queridos, com o objetivo de abalar algumas estruturas  🙂

A tempo, esta edição é mais divertida, a do Banco Intergaláctico e a Pokedéx eram apaixonantes, esta dá um trabalhão, mas as outras era um esforço do cão em função de material e organização. Eram muito mais complexas, atendiam os mesmos objetivos, mas exigiam muito mais tempo prévio, impressões, variedade de material e tornava as dinâmicas mais trabalhosas a todos, na Prêt à Porter todos se divertem mais para os mesmos aprendizados essenciais.

trilhas workshops