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Rádio Piratini, programa #Inovação

A convite da Deborah Pilla Villela, na tarde do dia 09/05/18 fui ao centro para debater sobre #inovação na Rádio Piratini, no subsolo do palácio Piratini, sede do governo Gaúcho. Além de mim, também foram convidados o Diretor-Presidente da CORSAN Flávio Ferreira Presser e o empreendedor/investidor Cristiano Franco da POAtek.

Falamos sobre inovação em empresas, de capacidade absortiva, sobre grupos de investimento, aceleradoras e parques tecnológicos, sobre o que esperar de profissionais em um século de permanentes mudanças e desafios, não só tecnológicas, mas organizacionais e sociais.

É possível acessar todos os podcasts na página http://www.procergs.rs.gov.br/inovacao-podcasts. O nosso deve ser lançado provavelmente no dia 15/05/18, mas vale a pena dar uma olhada nos anteriores, duvido que ao dar uma olhada não encontre muitos de seus bruxos por lá.

É possível acessar, ouvir, baixar, o #Inovação é semanal, comandado pela vice-presidente da PROCERGS, Deborah Villela.

De quebra conheci o sub-solo do palácio de governo Gaúcho, no mesmo lugar onde a campanha da legalidade ganhou voz, que Brizola transmitia os ideais da legalidade, ou seja, naquele momento nós falando de inovação e capacidade absortiva éramos a resistência à zona de conforto, a procrastinação, ao comodismo.

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Insights no Learning 3.0 Camp na Trinca – Abril/2018

Imagine uma imersão de 16 horas com o mineiro Yoris Linhares, em dois blocos de 8 horas sem a pressão usual de conteúdo programático, mas proporcionando uma dúzia de dinâmicas facilitadas “também” pelo facilitador, mas principalmente pelos participantes.

Uma edição de luxo, contando com grandes parceiros de outros eventos e comunidade, como a Mayra, o Motta, a Claudinha, a galera da TRINCA, uma turma excepcional pela riqueza de conhecimentos e vivências que compartilham compulsivamente  \o/

Há uma espinha dorsal alinhavada pelo Alexandre Magno, mas o maior valor foca no aprendizado em 360 graus, N x N, onde a cada momento todos propõem técnicas, dinâmicas, abordagens e trocam experiências.

  • Learning 1.0 – O processo e o conteúdo é unilateral;
  • Learning 2.0 – O conteúdo é unilateral e o processo compartilhado;
  • Learning 3.0 – O processo e o conteúdo é compartilhado.

Não vou compartilhar aquilo que já está no blog, inclusive o Canvas e muitas das técnicas discutidas, mas algumas técnicas e conceitos que eu ainda não tinha aqui no blog nem no livro eu listo a seguir, algumas delas provavelmente merecerão daqui a alguns dias um post só pra elas após algum estudo e talvez uma prática. Várias delas são usadas com variações ou com outra abordagem, mas esta flexibilidade é a maior riqueza de domínio para um facilitador:

1. LEARNING MOSAIC

Um mural que inicia com um postit para cada participante, podendo ser usado o icebreaker em que desenhamos coletivamente cada um de nós, um traço com cada “colega”. Ali no mural cada um vai incluindo suas expectativas e seus aprendizados com postits menores ao redor de sua imagem, compondo um mural cumulativo, que inicia com algumas expectativas e vai incrementando com aprendizados na medida em que o Camp vai evoluindo. Cabe ali modelos, dicas de livros, técnicas, boas práticas, networking, insights, oportunidades, etc.

2. A BANHEIRA DE TAYLOR

Foi apenas um comentário, mas achei resenhas do livro de Niels Pflaeging – “Organize for Complexity” (2014). Muitas organizações ainda mantém paradigmas semelhantes ao que Taylor defendia no início do século XX. O termo “banheira” remete à forma do gráfico sobre o mindset mais dinâmico, artesanal e adaptativo no século XIX e colaborativo e adaptativo no século XXI,  tendo no meio (século XX) um período de grande demanda e baixa concorrência, com foco na oferta, hierarquia, repetitividade e previsibilidade. Niels afirma que no século XXI não é possível manter o mesmo mindset Tayloriano sem pôr em risco a sobrevivência das empresas.

3. PROBLEM PITCH

Uma espécie de notação para declaração de problemas, assim como em User Stories, é possível gerar maior assertividade se ao declararmos um problema usarmos a notação, apresentada como arquétipos – <Papel> <Emoção> < Ação> <Motivo>. Como pode ser exemplificado em “Como integrante de um time ágil, fico perdido e chateado, quando repriorizam algo sem esclarecer e debater o porque da mudança, benefícios e ônus”. Assim como em uma User Story, a notação padronizada nos oferece a disseminação de uma técnica que colabora para uma comunicação mais objetiva sobre problemas e oportunidades, para então priorizá-las.

4. APRENDIZAGEM em 70:20:10

Os pesquisadores McCall, Eichinger e Lombardo propuseram um modelo de aprendizagem identificado por 70:20:10, materializando o que grandes pensadores já haviam proposto, mas que as pesquisas apontaram uma proporção, onde apenas 10% de nosso aprendizado vem de cursos e teorias a nós apresentadas, 20% seria fruto de aprendizado vicariante, fruto da interação com outras pessoas e o conhecimento de suas experiências, enquanto 70% é resultante de suas próprias experiências. Trata-se de um modelo que podemos sustentar por outros estudos, como o aprendizados experiencial de Kolb e no aprendizado vicariante de Bandura.

5. EXPOSIÇÃO DE TÉCNICAS

Uma dinâmica muito produtiva foi o desafio que cada um de forma independente desenhou ou registrou em folhas as técnicas que utilizava para resolver problemas, para aprender novas técnicas, para criar novas soluções. Cada participante montou nas paredes uma exposição de técnicas, as quais foram apresentadas e discutidas rapidamente, cada um compartilhando suas origens, motivações, experiências e resultados com cada uma delas. O resultado foi a obtenção de vários insights, variações e cenários em que cada técnica seria útil e valorosa para aproveitar ou resolver diferentes tipos de desafios.

6. TATAKI DAI (Japão) ou DISPUTATIO (Latim)

Uma variação do Team Building Game de Tribunal, onde foi proposto um tema – “Quais as dicas para o desenvolvimento de uma Aprendizagem 3.0” – de forma que cada um listou suas principais percepções para que alguém ou grupo implemente um ambiente de aprendizado 3.0. Na sequência, cada integrante apresenta de forma aleatória algumas destas dicas e todos os demais tentam encontrar justificativas do porque aquela dica não geraria valor, seria inviável ou incerta. Diferente da técnica de Tribunal, ao invés de papéis de defesa e acusação, temos uma pessoa apresentando um tópico e todos os demais contrapondo.

7. MOODBOARD

Outra citação casual que valeu a pena ir atrás e conhecer um pouco mais, em agências, o Moodboard ou “Quadro de Atmosfera” é uma boa prática para a materialização visual de um mural de referências visuais que pretende assim gerar um conceito visual (Look & Feel) para nosso projeto. Uma ferramenta frequentemente usada por designers para criar uma identidade com o projeto, uma atmosfera de empatia. Já usei este conceito em vários times, sem saber que tinha um nome, não só em relação a projetos, produtos ou negócios, mas em eventos, datas especiais e relacionamento em comunidade.

8. HYPER ISLAND

Ao discutirmos sobre User Experience, venho a tona a referência da Hyper Island como referência em design, uma IDEO Sueca, criada em Estocolmo e que espalhou centros de aprendizagem e de consultorias em todo o mundo mundo, incluindo o Brasil. Programas e cursos educacionais para imersão de jovens talentos e profissionais da indústria e Consultoria em Inovação Empresarial para aumentar a compreensão de como a era digital muda a sociedade e o comportamento do consumidor – e apoiar as organizações no processo de mudança de permanecer ou se tornar criativo e competitivo em um mundo cada vez mais digitalizado.

9. TÉCNICA DE FEYNMAN

o Prêmio Nobel de Física de 1965 foi Richard Feynman, que metodizou e compartilhou sua técnica para ajudar a rapidamente entender qualquer tema. Uma pessoa que se destacava pela capacidade de sintetizar de forma muito assertiva temas complexos, propôs quatro passos para esta habilidade – Inicie entendendo o conceito e origem daquilo que quer explicar, tente criar uma definição clara e acessível a seus interlocutores, compartilhe e revisite tudo o que sabe e refatore sua definição melhorando-a, finalmente o desafio é tornar esta definição o mais enxuta e simples possível – na arte de explicar o complexo de forma simples!

10. FLUXO DE APRENDIZADO

A essência do fluxo de aprendizado é primeiro Problematizar, Criar Sentido e Compartilhar de forma iterativo-incremental-articulada, melhorando a cada ciclo, baseado em pesquisa, conexão e prática. Vários exercícios durante os dois dias seguiram esta receita, começando sempre pela discussão e entendimento do problema para então gerar empatia e sentido a este entendimento, de forma que ele possa ser compartilhado. O que também nos levava ao Manifesto do Learning 3.0:

A facilitação do Yoris Linhares é uma aula de facilitação, um papel as vezes mal entendido que ele exercita com maestria, baseado em empatia, oportunidade, com foco em valor em co-criação … no fundo é uma aula de humildade, onde o esforço permanente é ter como protagonista TODAS as pessoas e a interação entre elas.

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Uma solução “Para todos nós”

Recentemente tive a oportunidade de conhecer o pessoal da 4All e da Uhuu, onde reencontrei ex-colegas, ex-alunos e grandes nomes da comunidade Startup do RS e Brasil. No salão de eventos ali na Furriel pudemos bater um papo sobre Agile, equipes, projetos, operações, princípios e pessoas.

Não há brasileiro ligado em tecnologia, inovação e empreendedorismo que não tenha ouvido falar do lançamento da 4All, startup com a grife do fundador da GetNet, José Renato Hopf. O desafio é ter um grande mix de funções em um só app – estacionamento, restaurante, serviço, transporte, eventos, esporte, etc.

É só baixar, tenho ele no meu celular a bastante tempo!

O argumento é convergência e escala, o meio é tecnologia e disrupção, a facilidade é uma experiência única e de valor, com uso intensivo de ferramentas de geo, machine learning, segmentação, computação cognitiva, etc. Para isso, conta com grandes nomes da TI e da comunidade de startups e empreendedorismo.

Em pauta a difusão e consolidação de uma cultura vibrante baseada em novos paradigmas profissionais esperados para o século XXI, mindset e princípios Lean, frameworks que vão desde Lean Startup, Scrum, Kanban. Foram bate-papos com muita interação, sem receitas ou amarras, buscando alinhar vivências e percepções de todos.



Teve inclusive um convite para a galera ir em um Sábado ao TecnoPUC exercitar o conceito de Toolbox Wall, quando trocamos presentes, eu ganhei uma camiseta do meu Grêmio com patrocínio da 4All e eu ofereci um kit do Desafio Toolbox.

Agradecimento, um dos guris sugeriu a digitalização das cartinhas com mergulhos, provocação que foi a gênese do blog Toolbox360graus dedicado a (hoje) mais de 120 técnicas e boas práticas. Essa iniciativa fechou um ciclo, pois tudo começou com o blog, que virou livro, que virou workshops, que virou um Agile Game, que virou uma técnica de GC, que virou um novo blog, agora especializado. \o/


São rodadas de alinhamento metodológico, um papo multilateral com grupos multidisciplinares, duração de um turno, sempre muito interativa e pragmáticas, baseada em diferentes modelos, paradigmas, disrupção, papo-cabeça mesmo, divertido e descontraído.

  • Histórico
  • Motivadores
  • Lean Thinking
  • Empresa & Carreiras
  • Frameworks
  • Toolbox
  • Scrum
  • Kanban
  • ScrumBan

Quer na Furriel ou TecnoPUC, a gente dá uma bagunçada no espaço, formando ilhas ou em espinha de peixe, sem a necessidade de cumprir um roteiro, com liberdade de derivar, focar e desfocar. Galera pilhada, querida, com muita sinergia e paixão, amo muito tudo isso!

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Um Sábado na Área 51 \o/

A instalação da Força Aérea dos Estados Unidos conhecida como Área 51 fica dentro da Área de Teste e Treinamento de Nevada. O objetivo principal da base é publicamente desconhecido; contudo, com base em evidências históricas, ela provavelmente apoia o desenvolvimento e teste de aeronaves experimentais e sistemas de armas. O intenso sigilo em torno da base a tornou tema frequente de teorias de conspiração e folclore envolvendo OVNIs. – wikipedia

Em Porto Alegre, RS, segunda sua página no Facebook, a área 51 nasceu do desejo de unir pessoas com uma visão de trabalho mais contemporânea, em um ambiente criativo e conectado com a natureza. Um espaço criativo com cerca de 200 pessoas e 30 empresas em iniciativas ligadas à comunicação, educação, empreendedorismo, entretenimento e tecnologia …

Lá na 51 eu conheci a galera da http://www.huia.com.br, startup lançada em 2012 pelos sócios-fundadores da W3haus com o objetivo de entregar soluções no ambiente digital para as empresas do grupo NonConformity e mercado de agências em geral. A produtora ganhou destaque com trabalhos como Causa Brasil, em parceria com W3haus e Seekr, que identificava manifestações de rua por meio de conversas publicadas nas redes sociais, e Huia Time Travel, solução que levava os participantes a uma viagem aos momentos mais marcantes da história da Internet na década de 90.

Foi um Sábado pegado, falando de Agile em todas as suas possibilidades, especialmente em projetos e sustentação, não só em, mas especialmente em desenvolvimento de projetos. Teve teoria, dinâmica, muita interação e por acaso também muita pizza. Foi um grande prazer conhecer e bater um papo com essa galera.

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18/01 – TecnoTalks sobre Storytelling com a Jornada do Herói

Teremos um bucaneiro puxando o Tecnotalks sobre storytelling no dia 18/01/18 as 19:00, o Dreyson Queiroz fará uma palestra e depois faremos um Startup Dojo diferente, baseado na jornada do herói, no arco do personagem e a jornada do gamer. Vamos idear e desenhar novas histórias, personagens, heróis, talvez virem livros, tirinhas, filmes, animações, talvez novas oportunidades de negócios.

Mini-CV da fera: Único gaúcho a participar do Sprint no Google Venture, ele trabalhou na Substantiva e foi diretor de Arte na Paim Comunicação e na Cadastra. Hoje é um dos protagonistas no Estaleiro Liberdade e é designer de interações na empresa Clashdi.

O evento está no facebook no grupo TecnoTalks – https://www.facebook.com/events/1549969218456078

Uma oportunidade de conhecer técnicas utilizando as jornadas, mas se você não conhece as jornadas, imperdível para conhecer e refletir o número de oportunidades que esta abordagem abre para games, livros, vídeos, filmes, animações, quadrinhos, storytelling …

Aqui vai um tira-gosto sobre a jornada do herói de Campbell:

Tem uma apresentação que mostra sete tipos de heróis e anti-heróis, os desenhos são muito legais e a caracterização é bem didática:

Também tem um vídeo do VDB que é nota 10 sobre Storytelling que vale dedicar alguns minutos para assistir:

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Rapport é relacionamento, base de um Time de Alta Performance

“Rapport é um conceito da psicologia, uma técnica usada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa. Empatia e relacionamento positivo é fator crítico de sucesso de um time, através da existência de uma relação convergente e harmônica no trabalho. Isto não quer dizer unanimidade ou igualdade, mas equidade e sinergia.

O estabelecimento de uma relação positiva no inter-pessoal de um grupo sócio-técnico de alto nível impõe equilíbrio entre influência, convicção e propósito. Muitos profissionais são ainda muito individualistas, competem por motivos fúteis, privam-se de uma visão do todo, alguns falam de agilidade, mas não abrem mão de uma visão passional do seu entorno.

Rapport

A psicologia chama de Rapport um “estado que ocorre quando duas pessoas sentem-se capazes de se conectar entre si a partir de interesses compartilhados, valores e outros fatores pessoais”, devendo se valer da atenção mútua, positividade e continuo contato, correspondência de ritmo, posturas e espelhamento, corporal e emocional.

O exercício de coaching utiliza os princípios da técnica de Rapport para estabelecer um relacionamento de confiança entre Coach e Coachee. Segundo o IBC este foco promove três comportamentos durante o coaching – coordenação, positividade e atenção mútuas – essenciais para a geração de sintonia e convergência às ações e resultados desejados.

Espelhamento

Li vários artigos sobre espelhamento e quanto mais eu lia, mais entendia o que não estava escrito, agilidade é estabelecer uma relação harmoniosa, envolvendo um mesmo parâmetro para nossos relacionamentos inter-pessoais, verbal e não verbal. Praticá-lo no nível adequado com nossos parceiros nos coloca em outro patamar enquanto pessoas – tem a ver com respeito, empatia, humildade e propósito.

Artigos relatam espelhamento como movimentar-se e falar de forma parecida com o outro, não é fazer igual, mas entrar em sintonia, em harmonia, mesmo divergindo em ideias e opiniões. Artigos citam postura, respiração, energia e ritmo, entre outras disciplinas trabalhadas de forma consciente até serem internalizadas, aprimorando nossa buscar por equilíbrio e harmonia com nossos interlocutores.

It’s Not All About “ME” (Robin Dreeke)

No livro de Dreeke há 10 disciplinas que nos ajudam a estabelecer Rapport, em Agile vivemos grupos sócio-técnicos e aprender a lidar com pessoas é tão importante quanto lidar com tecnologia. Uma impressão não literal dos 10 pontos definidos por Dreeke seria:

1)  Establish artificial time constraints

Limitação de tempo, ao iniciar estabeleça o tempo disponível, do todo ou para a etapa. Ao iniciar uma reunião, evento, conversa, debate, estabelecer uma perspectiva de tempo é tão importante quanto uma meta ou objetivo;

2) Make Sure Your Body Language is In Sync

Parecer é tão importante quanto ser, então evite demonstrações antagônicas, sorria, evite posicionar-se acima ou abaixo dos outros, seja gentil e espelhe o cumprimento, evite ser muito mais ou menos intenso que o outro, ao apertar a mão retribua ao invés de impôr;

3) Speak Slowly

Cadência e intensidade da fala, o volume e força dizem muito, Dreeke sugere pausar, cadenciar, dando tempo para que as pessoas acompanhem a linha de raciocínio, assimilem o conteúdo. Muita força demonstra animação, mas pode demonstrar ansiedade ou descontrole;

4) Ask For Help

Assertividade em pedir, atender ou receber são princípios de todas as relações humanas, exercitamos argumentação e negociação todos os dias e quanto mais empáticos formos, maior a probabilidade de estabelecer conexões e fazer acontecer;

5) Suspend Your Ego

Conter seu ego, tem a ver com ser um bom ouvinte, permitir-se ouvir, compreender, estabelecer pontos de contato, evitando ser auto-suficiente a ponto de colocar suas necessidades a frente de tudo o mais, impondo sua vontade;

6) Validate Others

Saber ouvir, com transparência e não impôr seu pensamento, genuinamente entender a posição e opinião, argumentos e embasamento do outro, é a melhor forma de debater e convergir positivamente para a melhor opção, sem sermos tendenciosos;

7) Ask: How? When? Why?

Aproveite as informações que estão lhe fornecendo para enriquecer de forma genuína seu posicionamento, use perguntas abertas para entendê-las, mesclar diferentes pontos de vistas enriquece qualquer debate ou tomada de decisão;

8) Quid Pro Quo

Reciprocidade, qualquer interação humana tende a estabelecer uma relação, melhor com empatia e vínculo, quando nos esforçamos em dar e receber, as pessoas sentem-se mais acolhidas e instigadas – entrega, doação, bilateralidade;

9) Give A Gift

Altruismo, evitando não valorizar o esforço e conquistas dos outros, evitando julgar e diminuir pequenas vitórias, a percepção e valorização do esforço em fazer certo, em correr riscos, em tentar fazer, nos faz ir além, algo como altruísmo recíproco;

10) Managing Your Own Expectations

Gerenciar expectativas, é fundamental manter expectativas o mais realistas possíveis, gerenciá-las garantem que cada meta ou objetivo, pessoal ou coletivo, sejam conscientes, factíveis mas desafiadoras, nos motivando a persegui-las.

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Mais desafiador que lightning talks – Pecha Kucha (20 x 20) e Ignite (20 x 15)

O debate de que participei no último Congresso do PMI-RS foi baseado em palavras sugeridas pelos participantes, gerando opinião e réplica em média de 5 minutos cada, me fez recordar da vontade de participar de um evento Pecha Kucha ou Ignite, ambos com palestras 20×20 ou 20×15.

São Lightning Talks usando slide shows com avanço automático de 20 slides, cada um deles por apenas 15 ou 20 segundos? Palestras relâmpago com total de 5 a 6,6 minutos em que o palestrante tem que acompanhar, falar o que precisa ser dito de forma assertiva.

Eu lembro quando o Agile Trends trouxe a proposta de palestras de 18min, contrastando com o formato tradicional de 50min, mas com a oportunidade de outro tanto para perguntas e respostas a cada bloco de duas Trend Talks de 18. Oratória é uma arte, exige prática!

Pecha Cucha (20 slides + 20 seg cada = 6,6 min)

É um formato de apresentação em slideshow contendo 20 slides com 20 segundos cada, o palestrante fala enquanto as imagens avançam automaticamente. Criado pelos arquitetos Astrid Klein e Mark Dytham, a primeira edição aconteceu em 2003 na cidade de Tóquio em uma galeria, não encontrei registro de Pechas Kuchas aqui por perto – http://www.pechakucha.org

Diferente de muitas propostas oriundas da tribo de TI, empreendedorismo, inovação e startups, um formato usado por eventos e palestrantes de todo tipo, o primeiro foi o Pecha Kucha que nasceu entre arquitetos e ganhou o mundo com essa proposta que mistura objetividade e  atenção, porque a psicologia nos mostra que palestras longas tem difícil retenção e aproveitamento.

Ignite Talks (20 slides + 15 seg cada = 5 min)

São eventos realizados nas principais cidades do mundo, cada palestrante usa um slideshow de cinco minutos através de 20 slides com 15 segundos cada. O primeiro Ignite foi realizado na cidade de Seattle em 2006, idealizado por Brady Forrest, sua organização Ignite Talks possui como missão disseminar e apoiar eventos Ignite em todo o mundo e promover o habilidade de oratória. No site da Ignite Talks consta a cidade catarinense de Florianópolis como promotora – http://www.ignitetalks.io/events. Não é para tudo, mas é um formato tão desafiador quanto eficaz.