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Rapport é relacionamento, base de um Time de Alta Performance

“Rapport é um conceito da psicologia, uma técnica usada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa. Empatia e relacionamento positivo é fator crítico de sucesso de um time, através da existência de uma relação convergente e harmônica no trabalho. Isto não quer dizer unanimidade ou igualdade, mas equidade e sinergia.

O estabelecimento de uma relação positiva no inter-pessoal de um grupo sócio-técnico de alto nível impõe equilíbrio entre influência, convicção e propósito. Muitos profissionais são ainda muito individualistas, competem por motivos fúteis, privam-se de uma visão do todo, alguns falam de agilidade, mas não abrem mão de uma visão passional do seu entorno.

Rapport

A psicologia chama de Rapport um “estado que ocorre quando duas pessoas sentem-se capazes de se conectar entre si a partir de interesses compartilhados, valores e outros fatores pessoais”, devendo se valer da atenção mútua, positividade e continuo contato, correspondência de ritmo, posturas e espelhamento, corporal e emocional.

O exercício de coaching utiliza os princípios da técnica de Rapport para estabelecer um relacionamento de confiança entre Coach e Coachee. Segundo o IBC este foco promove três comportamentos durante o coaching – coordenação, positividade e atenção mútuas – essenciais para a geração de sintonia e convergência às ações e resultados desejados.

Espelhamento

Li vários artigos sobre espelhamento e quanto mais eu lia, mais entendia o que não estava escrito, agilidade é estabelecer uma relação harmoniosa, envolvendo um mesmo parâmetro para nossos relacionamentos inter-pessoais, verbal e não verbal. Praticá-lo no nível adequado com nossos parceiros nos coloca em outro patamar enquanto pessoas – tem a ver com respeito, empatia, humildade e propósito.

Artigos relatam espelhamento como movimentar-se e falar de forma parecida com o outro, não é fazer igual, mas entrar em sintonia, em harmonia, mesmo divergindo em ideias e opiniões. Artigos citam postura, respiração, energia e ritmo, entre outras disciplinas trabalhadas de forma consciente até serem internalizadas, aprimorando nossa buscar por equilíbrio e harmonia com nossos interlocutores.

It’s Not All About “ME” (Robin Dreeke)

No livro de Dreeke há 10 disciplinas que nos ajudam a estabelecer Rapport, em Agile vivemos grupos sócio-técnicos e aprender a lidar com pessoas é tão importante quanto lidar com tecnologia. Uma impressão não literal dos 10 pontos definidos por Dreeke seria:

1)  Establish artificial time constraints

Limitação de tempo, ao iniciar estabeleça o tempo disponível, do todo ou para a etapa. Ao iniciar uma reunião, evento, conversa, debate, estabelecer uma perspectiva de tempo é tão importante quanto uma meta ou objetivo;

2) Make Sure Your Body Language is In Sync

Parecer é tão importante quanto ser, então evite demonstrações antagônicas, sorria, evite posicionar-se acima ou abaixo dos outros, seja gentil e espelhe o cumprimento, evite ser muito mais ou menos intenso que o outro, ao apertar a mão retribua ao invés de impôr;

3) Speak Slowly

Cadência e intensidade da fala, o volume e força dizem muito, Dreeke sugere pausar, cadenciar, dando tempo para que as pessoas acompanhem a linha de raciocínio, assimilem o conteúdo. Muita força demonstra animação, mas pode demonstrar ansiedade ou descontrole;

4) Ask For Help

Assertividade em pedir, atender ou receber são princípios de todas as relações humanas, exercitamos argumentação e negociação todos os dias e quanto mais empáticos formos, maior a probabilidade de estabelecer conexões e fazer acontecer;

5) Suspend Your Ego

Conter seu ego, tem a ver com ser um bom ouvinte, permitir-se ouvir, compreender, estabelecer pontos de contato, evitando ser auto-suficiente a ponto de colocar suas necessidades a frente de tudo o mais, impondo sua vontade;

6) Validate Others

Saber ouvir, com transparência e não impôr seu pensamento, genuinamente entender a posição e opinião, argumentos e embasamento do outro, é a melhor forma de debater e convergir positivamente para a melhor opção, sem sermos tendenciosos;

7) Ask: How? When? Why?

Aproveite as informações que estão lhe fornecendo para enriquecer de forma genuína seu posicionamento, use perguntas abertas para entendê-las, mesclar diferentes pontos de vistas enriquece qualquer debate ou tomada de decisão;

8) Quid Pro Quo

Reciprocidade, qualquer interação humana tende a estabelecer uma relação, melhor com empatia e vínculo, quando nos esforçamos em dar e receber, as pessoas sentem-se mais acolhidas e instigadas – entrega, doação, bilateralidade;

9) Give A Gift

Altruismo, evitando não valorizar o esforço e conquistas dos outros, evitando julgar e diminuir pequenas vitórias, a percepção e valorização do esforço em fazer certo, em correr riscos, em tentar fazer, nos faz ir além, algo como altruísmo recíproco;

10) Managing Your Own Expectations

Gerenciar expectativas, é fundamental manter expectativas o mais realistas possíveis, gerenciá-las garantem que cada meta ou objetivo, pessoal ou coletivo, sejam conscientes, factíveis mas desafiadoras, nos motivando a persegui-las.

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Mais desafiador que lightning talks – Pecha Kucha (20 x 20) e Ignite (20 x 15)

O debate de que participei no último Congresso do PMI-RS foi baseado em palavras sugeridas pelos participantes, gerando opinião e réplica em média de 5 minutos cada, me fez recordar da vontade de participar de um evento Pecha Kucha ou Ignite, ambos com palestras 20×20 ou 20×15.

São Lightning Talks usando slide shows com avanço automático de 20 slides, cada um deles por apenas 15 ou 20 segundos? Palestras relâmpago com total de 5 a 6,6 minutos em que o palestrante tem que acompanhar, falar o que precisa ser dito de forma assertiva.

Eu lembro quando o Agile Trends trouxe a proposta de palestras de 18min, contrastando com o formato tradicional de 50min, mas com a oportunidade de outro tanto para perguntas e respostas a cada bloco de duas Trend Talks de 18. Oratória é uma arte, exige prática!

Pecha Cucha (20 slides + 20 seg cada = 6,6 min)

É um formato de apresentação em slideshow contendo 20 slides com 20 segundos cada, o palestrante fala enquanto as imagens avançam automaticamente. Criado pelos arquitetos Astrid Klein e Mark Dytham, a primeira edição aconteceu em 2003 na cidade de Tóquio em uma galeria, não encontrei registro de Pechas Kuchas aqui por perto – http://www.pechakucha.org

Diferente de muitas propostas oriundas da tribo de TI, empreendedorismo, inovação e startups, um formato usado por eventos e palestrantes de todo tipo, o primeiro foi o Pecha Kucha que nasceu entre arquitetos e ganhou o mundo com essa proposta que mistura objetividade e  atenção, porque a psicologia nos mostra que palestras longas tem difícil retenção e aproveitamento.

Ignite Talks (20 slides + 15 seg cada = 5 min)

São eventos realizados nas principais cidades do mundo, cada palestrante usa um slideshow de cinco minutos através de 20 slides com 15 segundos cada. O primeiro Ignite foi realizado na cidade de Seattle em 2006, idealizado por Brady Forrest, sua organização Ignite Talks possui como missão disseminar e apoiar eventos Ignite em todo o mundo e promover o habilidade de oratória. No site da Ignite Talks consta a cidade catarinense de Florianópolis como promotora – http://www.ignitetalks.io/events. Não é para tudo, mas é um formato tão desafiador quanto eficaz.

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Uma animação apresentando o ecossistema TecnoPUC

A newsletter deste mês do TecnoPUC compartilha um trabalho em que a Luisa Audy ilustrou com outro aluno do curso de cinema da PUCRS, uma animação apresentando o ecossistema TecnoPUC.

Canal de vídeo do TecnoPUC no Youtube:
https://www.youtube.com/…/UC3t6GzIhPzVW50xCeug0vlg

Para assinar a newsletter do TecnoPUC é só se inscrever:
http://www3.pucrs.br/portal/…/TecnopucInDrops

Foi a Luisa quem fez as capas dos meus livros e jogos pertinentes a ToolBox 360º, Jogos 360º, Desafio Toolbox 360º, são dezenas de ilustrações, diferentes tabuleiros e muito especialmente em 2017 as tirinhas do Savana Scrum.

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30/09 – Vem passar um dia inspirador conosco – TecnoTalks Pais e Filhos

Vem se inspirar e planejar seu próximo projeto, um dia para compartilhar, desenhar, dançar, jogar e se divertir entre pessoas que querem mesmo é fazer parcerias com aquelas pessoas que estão mais perto de nós, como pais, filhos, irmãos, amigos. Confirme sua presença no evento: https://www.facebook.com/events/142103956389270

A programação ainda está sendo ajustada, mas a estrutura geral está sensacional e já definida conforme segue:

As 08:30 poderemos ter um wellcome coffee para quem quiser chegar cedo, para aquecimento dos bate-papos e ideias.

Manhã: 9:00

50. Storytelling e brainstorming sobre projetos e oportunidades entre pais e filhos facilitado por Paulo Caroli/filha;

50. oficina com Alexandre Leite Silva e sua pequena – projetos com LEGO;

40. Oficina sobre ilustração com Alexandre Flores Torrano;

40. Oficina de Flip Book com Alexandre Linck e Adri Germani da Anima Pocket;

Almoço: 12:00

90. Por adesão, vamos ficar por aqui mesmo e pedir algo, como pizzas. Podemos ter aqui aquele papo sobre planejamento de viagem, ancorada pelo Cassio Trindade/filha, talvez com contribuição de outros relatos;

Tarde: 13:30

20. Storytelling sobre projetos de saúde, esportivos, competições com o Carlos Giovani Rodrigues/filho;

50. Oficina com Jackes Heck e sua filha, da Academia Mentes Audazes;

60. Oficina de sapateado com o Eduardo Meira Peres e família;

60. Storytelling e oficina sobre projetos usando blogs, canais de vídeo, portfólios, com mentoria nossa para próximos passos da galera presente para seus próprios projetos – posso ancorar.

Encerramento: 16:40

Já temos algumas peças para divulgação, na medida que as outras saírem do forno compartilho, vem participar, não vamos só vivenciar desenho, ilustração, esporte, dança, arte, livros e canais de conteúdo, mas valorizar e viabilizar parcerias para uma vida, ideais, crescimento e diversão em família, pequenas ou grandes, de sangue ou aquelas unidas pelo destino.

Confirme sua presença no evento: https://www.facebook.com/events/142103956389270

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TecnoTalks Pais & Filhos – 30/09 – Save The Date!

Será no último Sábado de Setembro nosso evento de Pais & Filhos, não importa a idade, teremos compartilhamento de cases de pais e filhos que juntos lançaram livros, canais de vídeos, competições, ilustrações.

Aos poucos vamos confirmar os horários, salas e locais no TecnoPUC e PUCRS, também palestras, oficinas, atividades, jogos, diversão, além do rango para o almoço, provavelmente com opções para os mais exigentes paladares de pais & filhos.

Vamos divulgar grandes nomes que farão oficinas de como criar texto, desenhos, animações, vídeos, e como usar blogs, canais, plataformas e eventos para gerar conhecimentos e oportunidades de forma divertida, segura e planejada.

As primeiras conversas e incentivo para o tema foi com o Paulo Caroli, Carlos Giovani Rodrigues, Jackes Heck, Cassio Trindade, Alexandre Flores Torrano, Adri Germani, Marinês Beheregaray Audy, Luisa Audy, entre outros que compartilharemos aqui nos próximos dias.

Para participar, clique aqui ou na imagem.

Nas fotos temos o grande Paulo Caroli (TW) e sua filha Duda Chaieb, com o livro resultado de um trabalho dedicado que hoje vem sendo distribuído e usado até em colégios – O Mistério do Colégio Alipus

“O mistério do colégio Alipus” conta a história de um sequestro de três meninas pré-adolescentes, um caso de amor e ódio ocorrido na Guerra do Paraguai, e inesperadas revelações que misturam passado e presente numa trama de tirar o fôlego.

Também temos o Jackes Heck tem sua filha e parceira Ana como responsável pelo canal de vídeos da Acadêmia Mentes Audazes. Assistir eles interagindo no vídeo é muito legal, ela não está ali por acaso, é também é protagonista em jogos, apresentações e condução.

Programa Mentes Audazes: Centrado na Pessoa e nas suas necessidades. Desenvolvimento de Equipes e Empresas para a Alta Performance. Desenvolvimento de competências e habilidades, (Inteligências Múltiplas e Emocional)

O Carlos Giovani Rodrigues é da W4BA e do GUAN tem uma história muito legal de superação, pois quando o filho Henrique estava com 7 anos participamos juntos de mais de uma dezena de etapas e foram campeões da “Copa União Gatorade de Ciclismo”.

Uma história que começou em 2009, quando o Henrique convidou o pai a participar do campeonato. Eles estiveram de janeiro a novembro em diversas cidades competindo. Uma paixão em comum com muitas vivências, aprendizado e companheirismo.

Cássio Trindade é um colega querido há uns 17 anos, sua caçula foi minha lobinha no Grupo Escoteiro Tupã Ci. Ele, a Betynha, a Carol e a Gaby vão falar um pouco de como planejam, se organizam e fazem dar certo suas viagens, como Europa e Estados unidos.

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Minha filha é ilustradora, desenha desde os 5 anos, fez cursos de desenho japonês, ilustração, pintura, faz cinema na PUCRS. Estamos a alguns meses compartilhando um projeto que a Luisinha batizou de SAVANA SCRUM, ela criou um universo de personagens relacionados ao meu trabalho em metodologias ágeis, sem compromisso, aos poucos vai se materializando … https://jorgeaudy.com/savana-scrum/

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Layout e Graffiti – Como mudar as salas de aula?

Professores, alunos e salas de aula tradicionais, muitas ainda com quadros negros (verdes) e giz, todas elas com eternas paredes brancas sem lembranças, com dezenas de cadeiras em filas, dispostas em uma matriz de linhas e colunas … tudo isso sustentando uma relação baseada em conteúdo e avaliação linear em um paradigma secular para comprovação de conhecimento aparente.

A revolução industrial do final do século XIX está para a produção o mesmo que a universidades de Bologna e Paris do século XI está para a educação, modelos criados a luz de outra época, sob paradigmas obsoletos. Ambos assumiam que operários e estudantes deveriam fazer o que lhes diziam sem questionar, de forma padronizada, como se todos devessem ser iguais.

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Acredito nos estudos de Piaget, não sobre o processo de ensino, mas no singular protagonismo de cada criança (pessoa) no seu próprio processo de aprendizado. Ele discutiu as condições para a construção do conhecimento, o papel do erro e do esforço. O aprendizado exige provocação e ação ao invés do papel passivo de repetição e obrigação que assumem grande parte dos professores e alunos.

Há boas e louváveis iniciativas na educação, elas crescem a cada dia, mas ainda são exceções a regra em um mar de conveniências, zonas de conforto, equilíbrio contábil e sufocamento de talentos. Na maioria das vezes é mais fácil para o professor ter um conteúdo fixo, massivo, contra o qual todos os alunos devem provar que compreenderam (decoraram) o suficiente para seguir adiante.

Imaginando que instituições, alunos e professores querem mudar, querem tentar fazer diferente, por onde começar HOJE, um simbólico primeiro passo? O que temos em uma sala passível de ser mudada imediatamente, simbólico? Queremos mudar as pessoas, isto está em curso mundo afora, mas isto demanda tempo, será consequência de uma série de debates e embates.

Salas temáticas – Layout e Graffiti incentivando mais interação

Salas temáticas, uma busca simples na internet é possível ver o quanto provocação visual, por simbologia, cores, formas e disposição, o quanto a dinâmica de cada espaço tem força. Neste quesito, a maioria das salas tem elementos há mil anos inalterados, como as paredes brancas e as atemporais “classes”, com mesas e cadeiras dispostas em linhas e colunas.

Graffiti – E se cada sala tivesse um graffiti inspirador, temático, sobre aspectos culturais, ciências, geografia, biologia, informática, inovação, matemática, etc? De que forma a cor, a variedade de símbolos, a inspiração inconsciente para temas de interesse, como podem gerar provocações, contextualizações, mudanças de atitude e imersão, com múltiplas mensagens implícitas.


Formatação – Disposição das cadeiras, algo tão modulável e por incrível que pareça, uma imposição usual das instituições … não bagunçar as salas de aulas, deixando organizadas para o próximo professor. Disposição livre, em ilhas, em ferradura, em círculos como em um fishbowl, há uma dezena de formações que mitigam zonas de conforto, impedem a tentativa de ocultar-se ou esquecer-se.

No blog do Impact Hub, onde a DBserver tem sua sede paulista, encontrei algumas ilustrações de disposição para salas de eventos, um artigo pertinente a facilitação. Uma sala de aula é maior que a sala de eventos abaixo ilustrada, mas o conceito é o mesmo – em espinha de peixe, ilhas, ferradura, reunião, cada qual útil para dinâmicas que suscitam a interação, o debate, a participação, …

Imagino como seria uma escola ou universidade em que tenhamos em cada sala uma disposição e paredes grafitadas, salas temáticas com cores, ilustrações e disposição física peculiares, que passem um recado e lembrem o que estamos fazendo ali. Há empresas que tem uma parede de quadro negro (verde) e o graffite na verdade é um desenho a giz que muda a cada tanto.

Em salas de pós-graduação não é incomum, creio até que seja regra o uso de layout das cadeiras em ferradura, no meu mestrado na FACE algumas salas tinham uma disposição tradicional, em ferradura e outras uma ferradura dupla. Com certeza e acoplamento a meus valores as salas de ferradura eram as mais instigantes … todos de frente para o grande grupo, ao contrário do tradicional em que todos estão de costas …

Quadros Brancos – Em cursos de MBA voltado a executivos e profissionais já é também comum a existência não só do layout em ferradura quanto quadros brancos em várias paredes. Esta estratégia propicia que qualquer discussão possa contar com uma visualização, diagramação, qualquer professor ou aluno estão próximos a um quadro branco e podem utilizá-lo para expôr ideias e posições.

Não fazer nada sempre é o mais fácil, transferir a responsabilidade ou esperar anos em uma discussão interminável por uma mudança definitiva é muito vintage, é puro waterfall (cascata). Porque não tomar pequenas decisões e agir um passo de cada vez, se após algumas semanas não gerar valor, volte atras, se estiver gerando, talvez então aprendamos algo mais e poderemos dar o próximo passo.

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A pauta das meninas na TI inspira milhares de meninas e meninos de todas as áreas

Nos corredores do TDC POA do ano passado eu não resisti em tietar algumas das meninas mais influentes da nossa TI – Luana, Aline, Marcela, Desirée e Morvana. Metodologias ágeis, mundo maker, diferentes plataformas e tecnologias, onde cada uma sente-se a vontade para ir lá e fazer o seu melhor, aquilo que curte, que lhe faz bem, o que acaba sendo exemplo para jovens que querem fazer o mesmo … querem ser felizes fazendo aquilo que possuem talento de sobra para fazer.

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A TI nas últimas décadas transformou-se em um feudo masculino e nos últimos anos iniciou-se um movimento para mostrar para meninas que elas podem fazer a diferença, como já fizeram nos primórdios da área. Algumas das melhores profissionais que conheci em 30 anos de mercado eram meninas, analistas de sistemas, negócios e qualidade, desenvolvedoras, gerentes de projetos, etc, mesmo assim hoje ainda são minoria em empresas e equipes.

Acredito e já escrevi várias vezes sobre a força do exemplo, do espelho, de campos mórficos e da teoria da massa crítica. Quanto mais meninas despontarem em feudos onde poucas se aventuram, mais e mais desenvolverão empatia e quererão fazer o mesmo. A todos nós não cabe diferenciar, mas garantir ao máximo equidade, deixando assim que os esforços sejam recompensados.

A pauta deste post é a admiração que tenho por elas e o orgulho de conhecê-las, mas não se restringe à TI, minha cunhada é engenheira em grandes obras, minha filha está fazendo cinema, minha esposa é arquiteta e atua a 10 anos no universo Startup na Incubadora RAIAR. Não deveria ser surpresa se vou ser A, B ou C, pois cada um venho a este mundo com o desafio de descobrir onde e como mais agrega valor, ser exemplo e curtir a viagem.

No dia de hoje (21/03/2017), uma semana após a semana da mulher na TI, saiu a matéria abaixo sobre o espaço das meninas na TI. Sou professor universitário e ainda são algumas poucas a cada turma, muitas vezes intimidadas, rotuladas, com pérolas como “elas se dão melhor na área de testes” ou analistas de negócios. Em 30 anos de mercado já vi todo tipo de discriminação, assédios velados, contensão, e ainda vejo muito disso ainda.

Sobre a reportagem, a jovem, admirável e engajada Marcela Santos escreveu “Quem ta ali não é só a professora Marcela Santos, quem está ali é a a guria que quer fazer engenharia mas está com medo, a desenvolvedora que tem que colocar fone de ouvido pra não ficar ouvido piada sexista, é a gerente de projeto que ao ser incisiva em um assunto escuta um Deve estar de TPM, quem tá ali são todas as mulheres que me inspiram e que lutam essa luta comigo! LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER ESTAR!

Tenho uma filha de 19 anos e tenho um orgulho de lascar em ver meninas que dão o exemplo a ela e a outras de que é possível acreditar em ser e fazer do seu jeito. Na prática, não deveria fazer qualquer diferença o gênero, idade, credo, cor e tudo o mais para legitimar esforços para sermos nós mesmos. Lamentavelmente, o mundo não é assim, pelo contrário, há indução, imposição, discriminação e preconceito.

A alguns anos atrás, uma das melhores amigas de minha filha fez um desabafo no seu Face relatando o esgotamento e tristeza que sente em ter que aguentar assédio, insinuações, xingamentos, apenas por ser menina. Detalhe, quando ela fez o post era menor de idade, mas relatava a dificuldade em pegar ônibus, ter que escolher roupas conforme o local para não ser destratada, pois era constrangida e intimidada por homens adultos na rua e recintos.

No terceiro TecnoTalks de Janeiro deste ano discutimos a menina e sua relação com o mercado de trabalho, com frequência relações distorcidas por ações de chefes, colegas … homens. Nós criamos nossa pequena para ser o que ela quiser ser, sem induções em relação a tudo, ela é dona de si e da construção de seu futuro, mas a maioria dos pais “sem querer” ainda empurram meninos e meninas ao velho limbo, ele “audaz”, azul e “destemido”, elas “sensíveis”, rosas e “do lar”.

Todo o esforço destas meninas que são exemplo poderão gerar espelhamento em meninas que se inspirarão nelas, porém tudo isso é minimizado ou anulado se nós pais não passarmos a criar nossos filhos e filhas com maior equidade e liberdade. Cada criança vem com uma carga genética e potencialidades sem balizas, quem as coloca em uma caixa somos nós.

Na minha opinião a discussão sobre estes temas deveriam primordialmente focar principalmente na ação dos pais em gerar pessoas livres, para depois discutir empresas, hierarquia, psicopatias e tal. Esta luta é dos pais, das escolas, das empresas, do governo, é de todos – Não enquadre, pró crianças livres e criativas!

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A tempo, no dia seguinte a este post (22/03) com a arte-terapeuta Gislene Guimarães, tive o privilégio de contar com a presença das gurias da BPW Porto Alegre, uma instituição internacional que aproxima mulheres de negócios – executivas, gerentes, consultoras, empreendedoras, criativas, … que organizam eventos mensais na FNAC do Barra:

Para quem curtiu este post e não conhece as gurias e a BPW, ainda mais se for menina, fiquem ligadas – https://www.facebook.com/BPWPoA/

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