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Uma animação apresentando o ecossistema TecnoPUC

A newsletter deste mês do TecnoPUC compartilha um trabalho em que a Luisa Audy ilustrou com outro aluno do curso de cinema da PUCRS, uma animação apresentando o ecossistema TecnoPUC.

Canal de vídeo do TecnoPUC no Youtube:
https://www.youtube.com/…/UC3t6GzIhPzVW50xCeug0vlg

Para assinar a newsletter do TecnoPUC é só se inscrever:
http://www3.pucrs.br/portal/…/TecnopucInDrops

Foi a Luisa quem fez as capas dos meus livros e jogos pertinentes a ToolBox 360º, Jogos 360º, Desafio Toolbox 360º, são dezenas de ilustrações, diferentes tabuleiros e muito especialmente em 2017 as tirinhas do Savana Scrum.

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30/09 – Vem passar um dia inspirador conosco – TecnoTalks Pais e Filhos

Vem se inspirar e planejar seu próximo projeto, um dia para compartilhar, desenhar, dançar, jogar e se divertir entre pessoas que querem mesmo é fazer parcerias com aquelas pessoas que estão mais perto de nós, como pais, filhos, irmãos, amigos. Confirme sua presença no evento: https://www.facebook.com/events/142103956389270

A programação ainda está sendo ajustada, mas a estrutura geral está sensacional e já definida conforme segue:

As 08:30 poderemos ter um wellcome coffee para quem quiser chegar cedo, para aquecimento dos bate-papos e ideias.

Manhã: 9:00

50. Storytelling e brainstorming sobre projetos e oportunidades entre pais e filhos facilitado por Paulo Caroli/filha;

50. oficina com Alexandre Leite Silva e sua pequena – projetos com LEGO;

40. Oficina sobre ilustração com Alexandre Flores Torrano;

40. Oficina de Flip Book com Alexandre Linck e Adri Germani da Anima Pocket;

Almoço: 12:00

90. Por adesão, vamos ficar por aqui mesmo e pedir algo, como pizzas. Podemos ter aqui aquele papo sobre planejamento de viagem, ancorada pelo Cassio Trindade/filha, talvez com contribuição de outros relatos;

Tarde: 13:30

20. Storytelling sobre projetos de saúde, esportivos, competições com o Carlos Giovani Rodrigues/filho;

50. Oficina com Jackes Heck e sua filha, da Academia Mentes Audazes;

60. Oficina de sapateado com o Eduardo Meira Peres e família;

60. Storytelling e oficina sobre projetos usando blogs, canais de vídeo, portfólios, com mentoria nossa para próximos passos da galera presente para seus próprios projetos – posso ancorar.

Encerramento: 16:40

Já temos algumas peças para divulgação, na medida que as outras saírem do forno compartilho, vem participar, não vamos só vivenciar desenho, ilustração, esporte, dança, arte, livros e canais de conteúdo, mas valorizar e viabilizar parcerias para uma vida, ideais, crescimento e diversão em família, pequenas ou grandes, de sangue ou aquelas unidas pelo destino.

Confirme sua presença no evento: https://www.facebook.com/events/142103956389270

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TecnoTalks Pais & Filhos – 30/09 – Save The Date!

Será no último Sábado de Setembro nosso evento de Pais & Filhos, não importa a idade, teremos compartilhamento de cases de pais e filhos que juntos lançaram livros, canais de vídeos, competições, ilustrações.

Aos poucos vamos confirmar os horários, salas e locais no TecnoPUC e PUCRS, também palestras, oficinas, atividades, jogos, diversão, além do rango para o almoço, provavelmente com opções para os mais exigentes paladares de pais & filhos.

Vamos divulgar grandes nomes que farão oficinas de como criar texto, desenhos, animações, vídeos, e como usar blogs, canais, plataformas e eventos para gerar conhecimentos e oportunidades de forma divertida, segura e planejada.

As primeiras conversas e incentivo para o tema foi com o Paulo Caroli, Carlos Giovani Rodrigues, Jackes Heck, Cassio Trindade, Alexandre Flores Torrano, Adri Germani, Marinês Beheregaray Audy, Luisa Audy, entre outros que compartilharemos aqui nos próximos dias.

Para participar, clique aqui ou na imagem.

Nas fotos temos o grande Paulo Caroli (TW) e sua filha Duda Chaieb, com o livro resultado de um trabalho dedicado que hoje vem sendo distribuído e usado até em colégios – O Mistério do Colégio Alipus

“O mistério do colégio Alipus” conta a história de um sequestro de três meninas pré-adolescentes, um caso de amor e ódio ocorrido na Guerra do Paraguai, e inesperadas revelações que misturam passado e presente numa trama de tirar o fôlego.

Também temos o Jackes Heck tem sua filha e parceira Ana como responsável pelo canal de vídeos da Acadêmia Mentes Audazes. Assistir eles interagindo no vídeo é muito legal, ela não está ali por acaso, é também é protagonista em jogos, apresentações e condução.

Programa Mentes Audazes: Centrado na Pessoa e nas suas necessidades. Desenvolvimento de Equipes e Empresas para a Alta Performance. Desenvolvimento de competências e habilidades, (Inteligências Múltiplas e Emocional)

O Carlos Giovani Rodrigues é da W4BA e do GUAN tem uma história muito legal de superação, pois quando o filho Henrique estava com 7 anos participamos juntos de mais de uma dezena de etapas e foram campeões da “Copa União Gatorade de Ciclismo”.

Uma história que começou em 2009, quando o Henrique convidou o pai a participar do campeonato. Eles estiveram de janeiro a novembro em diversas cidades competindo. Uma paixão em comum com muitas vivências, aprendizado e companheirismo.

Cássio Trindade é um colega querido há uns 17 anos, sua caçula foi minha lobinha no Grupo Escoteiro Tupã Ci. Ele, a Betynha, a Carol e a Gaby vão falar um pouco de como planejam, se organizam e fazem dar certo suas viagens, como Europa e Estados unidos.

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Minha filha é ilustradora, desenha desde os 5 anos, fez cursos de desenho japonês, ilustração, pintura, faz cinema na PUCRS. Estamos a alguns meses compartilhando um projeto que a Luisinha batizou de SAVANA SCRUM, ela criou um universo de personagens relacionados ao meu trabalho em metodologias ágeis, sem compromisso, aos poucos vai se materializando … https://jorgeaudy.com/savana-scrum/

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Layout e Graffiti – Como mudar as salas de aula?

Professores, alunos e salas de aula tradicionais, muitas ainda com quadros negros (verdes) e giz, todas elas com eternas paredes brancas sem lembranças, com dezenas de cadeiras em filas, dispostas em uma matriz de linhas e colunas … tudo isso sustentando uma relação baseada em conteúdo e avaliação linear em um paradigma secular para comprovação de conhecimento aparente.

A revolução industrial do final do século XIX está para a produção o mesmo que a universidades de Bologna e Paris do século XI está para a educação, modelos criados a luz de outra época, sob paradigmas obsoletos. Ambos assumiam que operários e estudantes deveriam fazer o que lhes diziam sem questionar, de forma padronizada, como se todos devessem ser iguais.

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Acredito nos estudos de Piaget, não sobre o processo de ensino, mas no singular protagonismo de cada criança (pessoa) no seu próprio processo de aprendizado. Ele discutiu as condições para a construção do conhecimento, o papel do erro e do esforço. O aprendizado exige provocação e ação ao invés do papel passivo de repetição e obrigação que assumem grande parte dos professores e alunos.

Há boas e louváveis iniciativas na educação, elas crescem a cada dia, mas ainda são exceções a regra em um mar de conveniências, zonas de conforto, equilíbrio contábil e sufocamento de talentos. Na maioria das vezes é mais fácil para o professor ter um conteúdo fixo, massivo, contra o qual todos os alunos devem provar que compreenderam (decoraram) o suficiente para seguir adiante.

Imaginando que instituições, alunos e professores querem mudar, querem tentar fazer diferente, por onde começar HOJE, um simbólico primeiro passo? O que temos em uma sala passível de ser mudada imediatamente, simbólico? Queremos mudar as pessoas, isto está em curso mundo afora, mas isto demanda tempo, será consequência de uma série de debates e embates.

Salas temáticas – Layout e Graffiti incentivando mais interação

Salas temáticas, uma busca simples na internet é possível ver o quanto provocação visual, por simbologia, cores, formas e disposição, o quanto a dinâmica de cada espaço tem força. Neste quesito, a maioria das salas tem elementos há mil anos inalterados, como as paredes brancas e as atemporais “classes”, com mesas e cadeiras dispostas em linhas e colunas.

Graffiti – E se cada sala tivesse um graffiti inspirador, temático, sobre aspectos culturais, ciências, geografia, biologia, informática, inovação, matemática, etc? De que forma a cor, a variedade de símbolos, a inspiração inconsciente para temas de interesse, como podem gerar provocações, contextualizações, mudanças de atitude e imersão, com múltiplas mensagens implícitas.


Formatação – Disposição das cadeiras, algo tão modulável e por incrível que pareça, uma imposição usual das instituições … não bagunçar as salas de aulas, deixando organizadas para o próximo professor. Disposição livre, em ilhas, em ferradura, em círculos como em um fishbowl, há uma dezena de formações que mitigam zonas de conforto, impedem a tentativa de ocultar-se ou esquecer-se.

No blog do Impact Hub, onde a DBserver tem sua sede paulista, encontrei algumas ilustrações de disposição para salas de eventos, um artigo pertinente a facilitação. Uma sala de aula é maior que a sala de eventos abaixo ilustrada, mas o conceito é o mesmo – em espinha de peixe, ilhas, ferradura, reunião, cada qual útil para dinâmicas que suscitam a interação, o debate, a participação, …

Imagino como seria uma escola ou universidade em que tenhamos em cada sala uma disposição e paredes grafitadas, salas temáticas com cores, ilustrações e disposição física peculiares, que passem um recado e lembrem o que estamos fazendo ali. Há empresas que tem uma parede de quadro negro (verde) e o graffite na verdade é um desenho a giz que muda a cada tanto.

Em salas de pós-graduação não é incomum, creio até que seja regra o uso de layout das cadeiras em ferradura, no meu mestrado na FACE algumas salas tinham uma disposição tradicional, em ferradura e outras uma ferradura dupla. Com certeza e acoplamento a meus valores as salas de ferradura eram as mais instigantes … todos de frente para o grande grupo, ao contrário do tradicional em que todos estão de costas …

Quadros Brancos – Em cursos de MBA voltado a executivos e profissionais já é também comum a existência não só do layout em ferradura quanto quadros brancos em várias paredes. Esta estratégia propicia que qualquer discussão possa contar com uma visualização, diagramação, qualquer professor ou aluno estão próximos a um quadro branco e podem utilizá-lo para expôr ideias e posições.

Não fazer nada sempre é o mais fácil, transferir a responsabilidade ou esperar anos em uma discussão interminável por uma mudança definitiva é muito vintage, é puro waterfall (cascata). Porque não tomar pequenas decisões e agir um passo de cada vez, se após algumas semanas não gerar valor, volte atras, se estiver gerando, talvez então aprendamos algo mais e poderemos dar o próximo passo.

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A pauta das meninas na TI inspira milhares de meninas e meninos de todas as áreas

Nos corredores do TDC POA do ano passado eu não resisti em tietar algumas das meninas mais influentes da nossa TI – Luana, Aline, Marcela, Desirée e Morvana. Metodologias ágeis, mundo maker, diferentes plataformas e tecnologias, onde cada uma sente-se a vontade para ir lá e fazer o seu melhor, aquilo que curte, que lhe faz bem, o que acaba sendo exemplo para jovens que querem fazer o mesmo … querem ser felizes fazendo aquilo que possuem talento de sobra para fazer.

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A TI nas últimas décadas transformou-se em um feudo masculino e nos últimos anos iniciou-se um movimento para mostrar para meninas que elas podem fazer a diferença, como já fizeram nos primórdios da área. Algumas das melhores profissionais que conheci em 30 anos de mercado eram meninas, analistas de sistemas, negócios e qualidade, desenvolvedoras, gerentes de projetos, etc, mesmo assim hoje ainda são minoria em empresas e equipes.

Acredito e já escrevi várias vezes sobre a força do exemplo, do espelho, de campos mórficos e da teoria da massa crítica. Quanto mais meninas despontarem em feudos onde poucas se aventuram, mais e mais desenvolverão empatia e quererão fazer o mesmo. A todos nós não cabe diferenciar, mas garantir ao máximo equidade, deixando assim que os esforços sejam recompensados.

A pauta deste post é a admiração que tenho por elas e o orgulho de conhecê-las, mas não se restringe à TI, minha cunhada é engenheira em grandes obras, minha filha está fazendo cinema, minha esposa é arquiteta e atua a 10 anos no universo Startup na Incubadora RAIAR. Não deveria ser surpresa se vou ser A, B ou C, pois cada um venho a este mundo com o desafio de descobrir onde e como mais agrega valor, ser exemplo e curtir a viagem.

No dia de hoje (21/03/2017), uma semana após a semana da mulher na TI, saiu a matéria abaixo sobre o espaço das meninas na TI. Sou professor universitário e ainda são algumas poucas a cada turma, muitas vezes intimidadas, rotuladas, com pérolas como “elas se dão melhor na área de testes” ou analistas de negócios. Em 30 anos de mercado já vi todo tipo de discriminação, assédios velados, contensão, e ainda vejo muito disso ainda.

Sobre a reportagem, a jovem, admirável e engajada Marcela Santos escreveu “Quem ta ali não é só a professora Marcela Santos, quem está ali é a a guria que quer fazer engenharia mas está com medo, a desenvolvedora que tem que colocar fone de ouvido pra não ficar ouvido piada sexista, é a gerente de projeto que ao ser incisiva em um assunto escuta um Deve estar de TPM, quem tá ali são todas as mulheres que me inspiram e que lutam essa luta comigo! LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER ESTAR!

Tenho uma filha de 19 anos e tenho um orgulho de lascar em ver meninas que dão o exemplo a ela e a outras de que é possível acreditar em ser e fazer do seu jeito. Na prática, não deveria fazer qualquer diferença o gênero, idade, credo, cor e tudo o mais para legitimar esforços para sermos nós mesmos. Lamentavelmente, o mundo não é assim, pelo contrário, há indução, imposição, discriminação e preconceito.

A alguns anos atrás, uma das melhores amigas de minha filha fez um desabafo no seu Face relatando o esgotamento e tristeza que sente em ter que aguentar assédio, insinuações, xingamentos, apenas por ser menina. Detalhe, quando ela fez o post era menor de idade, mas relatava a dificuldade em pegar ônibus, ter que escolher roupas conforme o local para não ser destratada, pois era constrangida e intimidada por homens adultos na rua e recintos.

No terceiro TecnoTalks de Janeiro deste ano discutimos a menina e sua relação com o mercado de trabalho, com frequência relações distorcidas por ações de chefes, colegas … homens. Nós criamos nossa pequena para ser o que ela quiser ser, sem induções em relação a tudo, ela é dona de si e da construção de seu futuro, mas a maioria dos pais “sem querer” ainda empurram meninos e meninas ao velho limbo, ele “audaz”, azul e “destemido”, elas “sensíveis”, rosas e “do lar”.

Todo o esforço destas meninas que são exemplo poderão gerar espelhamento em meninas que se inspirarão nelas, porém tudo isso é minimizado ou anulado se nós pais não passarmos a criar nossos filhos e filhas com maior equidade e liberdade. Cada criança vem com uma carga genética e potencialidades sem balizas, quem as coloca em uma caixa somos nós.

Na minha opinião a discussão sobre estes temas deveriam primordialmente focar principalmente na ação dos pais em gerar pessoas livres, para depois discutir empresas, hierarquia, psicopatias e tal. Esta luta é dos pais, das escolas, das empresas, do governo, é de todos – Não enquadre, pró crianças livres e criativas!

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A tempo, no dia seguinte a este post (22/03) com a arte-terapeuta Gislene Guimarães, tive o privilégio de contar com a presença das gurias da BPW Porto Alegre, uma instituição internacional que aproxima mulheres de negócios – executivas, gerentes, consultoras, empreendedoras, criativas, … que organizam eventos mensais na FNAC do Barra:

Para quem curtiu este post e não conhece as gurias e a BPW, ainda mais se for menina, fiquem ligadas – https://www.facebook.com/BPWPoA/

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PMBOK e Agile – Quem mexeu no meu queijo?

O lançamento da 6ª edição do guia PMBOK entrará para a história como um marco, pois traduziu uma postura eclética imposta pelo mercado e profissionais contra o Taboo de que gerenciamento de projetos é uma coisa e métodos ágeis para gerenciamento de projetos, como SCRUM, são outra.

Vaticínio: “Em alguns anos ninguém vai perguntar se você é PMBOK ou Agile, eles vão perguntar se você gerencia bem seus projetos, se há desperdício ou sinergia na geração de valor às partes!”

Reflita comigo, o PMI foi criado em 1969, apenas quinze anos depois começaram a pipocar práticas, técnicas e métodos chamados inicialmente de lightwave, batizados de Ágeis em 2001. O artigo seminal do SCRUM foi “The new new product development game” de T&N na Harward Business Review em 1986.

Na minha visão, um grande acelerador desta quebra de barreiras com certeza foi o lançamento dos conceitos de Pace Layered e TI-Bi Modal pelo Gartner, que desde então acelerou a inserção de métodos e práticas ágeis nas grandes empresas e corporações, antes dominadas por processos hierarquizados e preditivos.

Meta: “Atrair e reter talentos, com empatia e sinergia, gerando valor em equidade, de forma que empresa, fornecedor e cliente, tanto quanto seus integrantes, cresçam e melhorem continuamente!”

Convergindo à isso, no início deste século era difícil imaginar grandes eventos do PMI com grandes palestras sobre Agile, mas no início dos anos 10 deste século passei a ver grandes agilistas passarem a frequentar os grandes eventos do PMI, bem como grandes nomes do PMI começarem a se aproximar da comunidade ágil.

Acredito que muito em breve deixará de existir o monopólio dos GP’s ditos tradicionais versus Agilistas, isto ao mesmo tempo é inspirador e curioso, porque estamos falando de cifras na faixa dos bilhões de dólares em cursos oficiais (PMBOK, Scrum Alliance, Scrum Org, etc), certificações e consultorias.

Aos que acreditam que sua metodologia ou processo é sagrado, quase uma religião onde os “outros” ou mudanças no seu Be-a-Ba são profanos, muito em breve terão que mudar suas posturas e atitudes. Haverá sempre espaço para os xiitas, mas o futuro organizacional será iterativo-incremental-articulado, evolutivo, adaptativo.

Foco: “Sentar-se a mesa em uma organização, antecipar e promover mudanças no sentido certo é mais importante que a intensidade e profundidade! Se não pode mudar tudo, faça algo, fazer nada não é opção!”

Muitas empresas e profissionais já perceberam que “mexeram no queijo delas“, negar iniciativas de experimentação de técnicas em qualquer escala é negar os benefícios que eles trazem às pessoas e empresas. Eu acredito que dado o primeiro passo, percebido os primeiros ganhos, a tendência é dar o próximo, um a um.

Quem mexeu no meu queijo?

Em Setembro de 1998 Spencer Johnson lançou o livro “Quem mexeu no meu queijo?” – uma parábola sobre adaptar-se às mudança, pela história de quatro personagens pequeninos acomodados ou pró-ativos em relação ao seu estoque de queijo. Um best seller que discutiu acomodação, adaptação e antecipação.

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Lembra um pouco o conceito de exploration x exploitation, escancarando os principais motivos pelo qual muitas empresas líderes de um mercado em determinado momento, faliram após anos comendo queijo, acomodados na sua liderança, vendo o queijo acabar pouco a pouco e não fazendo nada.

Momento: “Vivemos uma era de inovações, oportunidades em meio a crises continentais, profissionais Millenials, revoluções tecnológicas sem precedentes. Pequenas startups com um link concorrendo com corporações!”

Muitos profissionais, assim como empresas, se utilizam de técnicas obsoletas para tentar perpetuar-se de forma sintética, em busca de sobrevida ao seu negócio, mas não trabalhando para reinventar-se, encontrar o próximo estoque de “queijo”, preferem tentar impor, reclamar, culpar, apenas postergando o inevitável.

Especialmente em períodos de crise, a experimentação voluntária ou pressionada na procura de métodos, técnicas e boas práticas que gerem antecipação, pertença e melhores resultados é benéfico a todos, empresa e profissionais. Conquistado os primeiros ganhos, a tendência é retrospectivas trazerem ao natural os próximos.

Defendo que mesmo a empresa não acreditando, se uma equipe praticar o que está ao seu alcance, como daily e ciclos com retrospectivas, só isto já gerará ganhos na redução do stress, aumento da auto-organização, melhorias dos resultados. Se isso for verdade, ao natural quererão experimentar mais e mais.

Bem-vinda a edição 6, a considero um marco em um processo irreversível de convergência metodológica que defendo a anos nos meus posts. Compartilho a seguir um link da PMTECH, um artigo do Mauro Sotille sobre o que muda na edição 6, com um parágrafo em especial sobre “queijos” ágeis:

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Teço elogios a iniciativa da TI-BiModal do Gartner neste mesmo sentido, de quebrar o gelo, abrir estradas, porque muitas vezes o mais difícil é dar o primeiro passo, perder o medo. Acredito muito em uma frase do Juan Bernabó, keynote no Agile Brazil de 2016 – “Esperemos que as retrospectivas façam seu trabalho!”

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Os 7 pecados capitais no ambiente de trabalho

Tudo em nosso dia-a-dia é significativo, nosso comportamento, expressões, queremos sempre, consciente ou inconscientemente, dizer algo ao mundo que nos vê e cerca. Nada é obra do acaso em nossos atos, nosso entorno chegará as suas conclusões e o tempo confirmará estes pressupostos.

A mente, o corpo e a linguagem interagem para criar a percepção que cada um de nós tem do mundo e que o mundo tem de nós. Precisamos parar com frequência para analisar os recados que nossas ações e corpo estão passando, acima de tudo lembrem-se, somos reféns do rastro de nossas ações, de nossa própria história.

No processo de comunicação, tudo o que falamos é 7% do resultado, 38% são resultantes da maneira como falamos, entonação e ênfase, 55% diz respeito a nossa linguagem corporal, expressões, gestos e postura, não esquecendo da influência de sua história, afinal de contas, as pessoas sabem quem você é.

Comunicação subliminar através dos 7 pecados capitais :

Não é incomum termos chefias ou colegas que fogem ou projetam suas frustrações e limitações através da agressividade exagerada, recorrente ou caricata. Como crianças mimadas, inseguras e imediatistas, lhes faltando argumentação equilibrada, acham que surtando as pessoas sairão correndo e realizarão seus pedidos;

 As vezes criamos nossos próprios monstrinhos, talvez gerando soberba na pessoa que elogiamos sem medidas, depois reclamamos por serem difíceis. Elogios ou premiações devem ser coletivos ou apropriados e sensatos, caso contrário gerará competição entre colegas, priorizando o individualismo acima do coletivo, priorizando aparências;

 Creio que não seja consciente, ao natural a maioria das pessoas com o tempo busca uma zona de conforto. Uma reação óbvia e inconsciente é depreciar quem esta tentando fazer diferente, é pessoalizar ações que possam contrapôr o ecossistema virtual que construímos ao nosso redor, de forma que as coisas se encaixem perfeitamente;

 É a fome desmedida, quer fome por poder, quer estar inovando sempre, pela busca de novos conhecimentos, pela centralização,  …, gerando uma pressão irracional ou incompatível com a velocidade possível para o time ou a organização. O maior risco é não darmos o espaço ou tempo necessário para que estes conhecimentos ou habilidades cresçam de forma sustentável.

 É valorizar em demasia o excesso de algo que deveria ser apenas o suficiente, como gasto irracional em legalzisses, em mobiliário, tecnologia, … Além do necessário, tornando o investimento um desperdício, apenas para chamar atenção para si mesmo, por interesses pessoais e não resultados;

 É passar da medida, é matar a galinha dos ovos de ouro, é sugar o que pode de sua própria equipe, área ou empresa, financeira, intelectual ou emocionalmente, querendo levar vantagem e ganhar em tudo sempre, querendo sempre mais, usando N pesos e medidas … conforme conveniência;

 É confundir o coletivo e o pessoal, é desmerecer o mérito de alguém, é tomar posições e decisões mesquinhas, é perder o equilibrio e o senso de justiça para valorizar ou ganhar pontos com alguém, independente de ser colega, chefe ou dono do negócio. Alguns não conseguem ver alguém brilhar!

Melhoria contínua

Antes de mais nada, precisamos querer melhorar, temos que tomar a decisão de melhorar e ajudar o time a evoluir, dar o exemplo, caso contrário ficaremos empatando o jogo eternamente, pois enquanto alguns puxam para cima, outros puxam para baixo e a diferença quem faz somos nós (baita responsabilidade).

Somos a média daqueles poucos em quem nos inspiramos e com quem interagimos, se isso é verdade, as pergunta são “Quem lhe inspira e porque, por virtudes? A troco de que alguém poderá se inspirar em você?” … estas duas perguntas deveriam ser repetidas diariamente no espelho pela manhã.

Sempre digo, com bom humor, que precisamos ter companheiros de viajem, aquela(s) pessoa(s) em quem confiamos e que nos darão um toque quando nos deixarmos levar pela situação e chutarmos o balde … de forma recíproca, ofereceremos nosso ombro e os incentivaremos quando necessário, o ideal é que seja uma matriz N x M, pois estamos todos na mesma estrada.

Cuidado, todos merecemos ter chances de melhorar, errar, aprender e tentar  novamente, mas em se tratando de pecados capitais, estamos falando de valores, crenças, provavelmente “Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira” (provérbio árabe) … na enésima vez, temos que saber a hora de mudar … de parceiro, time, área ou … empresa   😦

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