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Dinâmica: É tudo improviso … Vamos improvisar!

Com o desafio de fazer em três dias o planejamento de MVP’s e MMP’s de dois produtos, que irão resignificar a relação dos clientes com a empresa, com a presença de 30 pessoas de diferentes áreas, TI e facilitadores, montei um programa típico de uma inception – iniciando por um briefing completo das duas ideias, desenho de visão, objetivos e personas, construção da jornada atual e desejada onde os dois produtos se integram, identificação inicial de features, modelagem de MVP’s e MMP’s, as vezes trabalhando em quatro e dois grupos, sempre debatendo e convergindo para um só.

No final do primeiro dia, já com o briefing de alinhamento do histórico, ideias, trajetória, que gerou uma única visão, objetivos e personas, encerramos jogando “É tudo improviso!”, inspirado no programa liderado pelo Marcio Ballas na Band, onde 7 pessoas assumiram cada uma o papel de uma das personas mapeadas – cliente, marketing, atendimento, relacionamento, comercial, consultor e jurídico.

Encerramos o primeiro dia de forma muito divertida e colaborativa, representando passo-a-passo cada interação desde uma peça de marketing, o cliente assistindo, primeira interação, até a contratação, execução, feedback e conclusões, tudo sem scripts ou preparação, mas com profissionais que atuam nestas áreas improvisando diferentes situações. Meu papel era, a cada interação, registrar na parede com postits a jornada apresentada e suas variações.

  • Dia 1 – Boas vindas, QG com apresentações, briefing, visão, personas e objetivos, elevator;
  • Dia 2 – Overview do dia 1, jornadas, levantamento e relacionamento de features;
  • Dia 3 – Modelagem de MVP’s, MMP’s e parking lot, revisão e próximos passos.

Esta dinâmica é uma forma excepcional de encerrar o primeiro dia, pois todas as informações essenciais de entendimento inicial estão mapeadas nas paredes e oferece a oportunidade de todos co-criarem uma narrativa, um exercício improvisado de storytelling, antecipando os principais pontos da jornada que será desenhada no dia seguinte. Na prática, a jornada atual é desenhada de forma lúdica, quase sem esforço, se divertindo.

Dica: No final, para a próxima tive a ideia de oferecer aos voluntários dos papéis 5 minutos para que escolham ítens em uma caixa ou grande portfólio com diferentes elementos de cena, como chapéus, gravatas, cartões recortados e pintados, em escala majorada representando emails,  telefones, contratos, etc … uma moldura de TV ou monitor do computador para representar o sistema, uma lâmpada gigante para representar uma ideia.

Estas dinâmicas, como o “é tudo improviso”, crachá, 1-2-3, o nó humano, origami, triângulos, pair plane, boneco, etc, são importantes tanto para instigar a reflexão sobre colaboração, auto-organização, comunicação, co-criação, quanto são muito importantes para descontrair e relaxar. Lembrando que três dias de dinâmicas e a responsabilidade que isso envolve podem tornar extremamente cansativos se não houverem momentos de explícita diversão e … improviso :o)

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As 10 disciplinas corporativas, Pareto e o modelo Cynefin

O modelo Cynefin nunca esteve tão na moda, mas como tudo o mais é preciso entender sua essência para depois treinar seu mecanismo e aproveitamento. Quando falo de essência, é possível aprender muito e realizar diferentes exercícios nele, enfatizando e refletindo sobre Pareto, MVP, alçada, timing, muito sobre Lean Thinking. O utilizo há 10 anos em transformação cultural, adoção de novas metodologias, no treinamento de equipes com mindset ainda muito tradicional.

Nos meus workshops eu o utilizo para debater formas racionais de fracionamento, priorização, antecipação, frequencia e entrega continua de valor. Frente a percepção de um desafio Complexo, vivenciar a arte de extrair dele aquilo passível de ser Complicado e deste o que pode ser considerado Simples. Frente a algo complexo, o mote é mitigar uma tendência natural à Dissonância Cognitiva e suas defesas psiquicas, assumindo a estratégia de Baby Steps, retroalimentando nossa energia à frente.

Uma abordagem assertiva para discutir disciplinas essenciais – Pessoas, Equipes, Líderes e Conexões – usando técnicas singulares em cada uma delas, aderentes a estas pessoas, (macro e micro) cultura organizacional, momento e características. Por exemplo, poderíamos usar um 5w2h, matriz CSD, uma matriz de Team Building, desenhar Jornadas ou mesmo técnicas de retrospectivas como a estrela de cinco pontas ou um storytelling com HMW.

O objetivo é materializar nossos desafios, quer baseados em retrospectivas ou futurespectivas. Na sequência podemos usar o mindset de Lean Thinking, típico em seleção para um MVP, como em User Story Mappings, quadrante mágico ou seguindo a linha de raciocínio do MVP Canvas. A meta é termos uma espécie de Product Backlog gerado pelo time reunido com suas necessidades priorizadas por valor, conversão, timing – usável, factível e valioso!

De posse do primeiro ítem mais valioso e efetivo para enquadramento, seguindo o substrato conceitual do Small Project Philosophy do Standish Group, queremos analisar nossos desafios como sendo passíveis de serem fracionados, analisando suas partes de forma a trazer algumas delas de complexo para complicado e de complicado para óbvio. O objetivo principal é mostrar que quase sempre algo complexo pode ser quebrado em partes consideradas mais fáceis ou previsíveis.

A pergunta que fica estampada quando fazemos este exercício é – porque estamos demorando tanto para coisas simples e de domínio, que só dependem de nós, ou complicadas que com algum esforço são possíveis de serem executadas. É fácil postergar algo grande e complexo, mas com frequência é também fácil fracionar e executar partes valorosas e que já colocam algo complexo em marcha, com entregas imediatas ou frequentes.

Não é uma análise aleatória ou displicente, mas de grande responsabilidade, por isso usamos a força do coletivo em técnicas colaborativas de debate e tomadas de decisão, técnicas oriundas do Design Thinking, UX, Lean Startup, Agile. Importante não subestimar os conceitos de latência do lean Project Canvas, evitando gerar desperdício ao executar partes simples e complicadas de algo complexo, caso explicitamente gerem estoque inútil e sem valor devido a dependências ou desdobramentos (latência).

Gosto de dizer que a habilidade e o treino em perceber partes simples ou complicadas, passíveis de serem antecipadas, em meio a algo grande e complexo, é uma forma intensa de gerar a energia cinética que vai nos ajudar a iniciar, manter e ter sucesso em muitas empreitadas. Vale para o trabalho e vale para a vida, em ambos a força do coletivo, debate, capital intelectual, antecipação de riscos e oportunidades.

São abordagens que precisam ser introjetadas e quanto mais exercitarmos, assim como movimentos em um Dojo de artes marciais, mais as seguiremos sem ter que lembrar delas, negociá-las e facilitá-las … é um mindset que tem que estar nos hábitos do nosso dia-a-dia, do café ao projeto, de reuniões a operações. Pense nisso e boa sorte!

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Benchmark

É mais que analisar a concorrência, é tirar o máximo de proveito dos dados, informações e conhecimentos disponíveis sobre qualquer fonte, física ou virtual, primária ou secundária. No Design Thinking é a Pesquisa Desk, o Gartner oferece uma ideia de quadrante mágico, um eixo de inovação e execução, mas com frequência usamos planilhas comparativas de features, pontos fortes e fracos, valores e recursos necessários.

Ludicamente, é como um arquiteto ou estilistas que busca inspiração nas artes, nas ruas, revistas, hoje em dia a web é ponto de partida para tudo, mas com o cuidado de não se limitar, porque o mundo real desperta outros sentidos e percepções … eles chamam de repertorizar. Benchmark é evitar tentar reinventar a roda.

Se você teve uma ideia, o primeiro passo é pesquisar e ver quem mais a teve, a quanto tempo, quantos produtos semelhantes já estão no mercado, quais seus pontos fortes e fracos, características e estratégia adotada por suas empresas, matriz de funcionalidades, comercialização, …

Significado: “Benchmarking é um processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais, e é um importante instrumento de gestão das empresas. O benchmarking é realizado através de pesquisas para comparar as ações de cada empresa. Tem o objetivo de melhorar as funções e processos de uma determinada empresa, importante aliado para vencer a concorrência, uma vez que analisa as estratégias e possibilita criar e ter ideias novas em cima do que já é realizado.”

Sempre que já existem opções, como sistema atual, alternativas, concorrentes, é preciso conhecê-los e compará-los, quer seja para não cometer erros conhecidos, como para inspirar-se naquilo que o mercado já confirmou ou rejeitou. Abaixo algumas matrizes comparativas para efeito de ilustração, entretanto benchmark pode vir na forma de um relatório ou fichas descritivas:

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Lean UX Canvas

Primeiro entender o trabalho como um problema de negócios a resolver, não apenas como uma solução a implementar, somente após entendido e contextualizado é que debateremos pressupostos e hipóteses – Jeff Gothelf. Ele informa em seu site que inspirou-se no Opportunity Canvas de Jeff Patton.

“O Lean UX Canvas ajuda as equipes a estruturar seu trabalho como um problema de negócios a ser resolvido. Ao dissecar esse problema de negócios em suas principais suposições, você pode desenvolver hipóteses para projetar experimentos e testes” – Jeff Gothelf.

Os campos do canvas são auto-explicativos:

Business Problem – Qual é o problema, desafio ou oportunidade?

Business Outcome – Quais os resultados esperados desta iniciativa;

Users & Customers – Quais as personas, identificá-las e entendê-las;

User Benefits – Quais os benefícios esperado pelas personas mapeadas;

Solution Ideas – Quais as alternativas e possibilidades de resolução;

Hypotheses – Quais são o(s) plano(s) de ação, propostas de atuação;

What’s the most important things we need to learn? – Primeiro(s) pontos a validar;

What’s the least amount of work we need to do to learn the next most important thing? – MVP

O post do autor é http://www.jeffgothelf.com/blog/leanuxcanvas/

Este canvas materializa o processo proposto originalmente em seu livro “Lean UX”. Segundo o autor, eles usam esse processo para ajudar as equipes a orientarem seu trabalho como um problema de negócios a ser resolvido, compreender esse problema de negócios em suas principais premissas. Tais premissas gerarão posteriormente hipóteses, para as quais desenvolveremos modelos ou protótipos a serem validados.

https://www.amazon.com.br/Lean-UX-Applying-Principles-Experience/dp/1449311652

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Google Design Sprint

Design Sprint é um framework de cinco fases que ajuda a responder questões críticas do negócio através de prototipação rápida e testes de usuários. Permitem que sua equipe gere rapidamente hipóteses, aprendizagem, validações e produtos. O processo ajuda a inovar, incentivar o pensamento centrado no usuário, alinhar sua equipe sob uma visão compartilhada.

O Google propôs em 2010 após estudar no Google Ventures 300 estratégias de negócios, pensamento de design e métodos de pesquisa de usuários de lugares como IDEO e Stanford Design School. Desenvolveram assim uma estrutura que apoia o pensamento divergente (brainstorming criativo que resulta em várias soluções possíveis) e o pensamento convergente (usando etapas lógicas definidas para chegar a uma única solução).

Segundo a Google: “É um framework de cinco fases que ajuda a responder questões críticas do negócio através de prototipagem rápida e testes de usuários. Os Sprints permitem que sua equipe atinja metas e produtos claros e obtenha aprendizados importantes rapidamente. O processo ajuda a inovar, incentiva o pensamento centrado no usuário, alinha a equipe sob uma visão compartilhada e os leva ao lançamento do produto mais rápido.”

Já é largamente utilizado no mercado, proposto pelo Google em 2010, incentivado pelo Google Ventures, pesquisando profundamente métodos e conceitos propostos pela IDEO e Stanford Design School. O foco é alternar pensamento divergente (brainstorming criativo que resulta em várias soluções possíveis) e convergente (usando etapas lógicas definidas para chegar a uma única solução).

https://designsprintkit.withgoogle.com/

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Um Focus Group para degustação da Conexão Varejo

Uma tarde de experimentação e validação dos pressupostos da Conexão Varejo, uma iniciativa liderada pela colega Tatiana Ximenes com o propósito de gerar mais que eventos e conexões, mas propósito e sinergia em prol de objetivos comuns.

Uma programação de quatro horas que se dispôs a reproduzir em pequena escala uma variada gama de técnicas voltadas a integração, entropia-sinergia e o foco em valor prático, seguindo como base o duplo diamante do Design Thinking.

A inspiração para esta iniciativa é o resultado de anos de parcerias e experiências em uma das áreas de excelência da DBserver, o varejo é representado pelas grandes redes, mas se faz presente na vida das pessoas por milhões de pequenas lojas.

Com crise ou sem crise, nos alimentamos, nos vestimos, consumimos bens, nos divertimos, jogamos variadas modalidades, … o varejo está presente a cada momento de nossa vida, a cada dia desde o nosso café da manhã até irmos para a cama a noite.

 

1. Como todo experimento social e lúdico, nossa anfitriã deu as boas-vindas a todos e alinhou nossos objetivos, agenda, premissas e restrições para o dia, convocando todos a interagirem e se conectarem a cada passo.

2. Uma experiência que iniciou com um quebra-gelo bem lúdico para interação e empatia uns com os outros, fugindo de apresentações formais baseadas em currículo, mas em quem somos, no que acreditamos, em nossos sonhos.

3. Logo a seguir, apresentação das bases da Conexão Varejo, ilustrando através de uma representação infográfica com os princípios e principais pressupostos que nos dão sustentação e permitirão construir algo duradouro.

4. A primeira metade do experimento foi um debate sobre meios de interação, que fomentasse não só a comunicação, mas uma conexão continua e construtiva. A cada passo, muito debate através de técnicas lúdicas e colaborativas.

5. Um ingrediente biológico estava a disposição, essencial para uma tarde construtiva, com café, suco, sanduichinhos, brigadeiro no copo e muita energia extra para repôr a tensão e dissipação natural durante debates e consolidações.

6. Na segunda metade, já tendo experimentado momentos de integração e debates sobre o modelo proposto e sua exponenciação, chegou a vez de focar em geração de oportunidade e negócios de forma bastante ampla e auto-organizada.

7. Em diferentes técnicas, cada qual montou visões de si mesmo, quer como pessoa, profissional ou empresa, para na sequência estabelecermos rodadas de conversas 1:1, focando em pontos de contato e sinergia, gerando oportunidades.

8. O objetivo ao final foi atingido e muito bem avaliado pelos participantes, explicitamente não é uma abordagem de balcão para marketing ou reprodução de técnicas de comércio, mas ideação, inovação, a busca por novas alternativas em negócios.

Posso dizer com certeza que a tarde foi um sucesso, a validação de um MVP baseado em reunir pessoas de diferentes segmentos e skills com o mesmo objetivo de interagir e buscar novas opções para crescimento através da colaboração e coopetição.

Esta história está só começando, apenas um primeiro passo, mesmo sendo fruto e decorrência de uma longa caminhada com projetos e experiências. A mim, o prazer de ter sido convidado a participar deste momento como facilitador …

Em breve, próximos capítulos da Conexão Varejo!

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Empresas e Projetos, como a vida, são Multimodais

Modelos normalmente são simples, com objetivo de passar um conceito, mas a vida real é sempre mais complexa. Isto não é uma crítica a modelos básicos e diagramáticos, é um elogio, pois eles conseguem simplificar e passar o recado em uma imagem una ou binária, fácil de ser assimilada.

O poder de materializar algo complexo em um modelo com alto nível de abstração e síntese é um poderoso artifício de comunicação, entretanto traz em si o risco inerente de que pessoas o interpretem de forma simplista, passando a negar seus desdobramentos, suas nuances e complexidade.

TI Bi-Modal do Gartner

Grandes modelos, aqueles de grande impacto e desdobramentos, assim como a TI Bi-Modal do Gartner, são obras a serem entendidas em seu tempo, efetividade e valor histórico. Neste caso, no início deste século, grandes empresas precisavam ser mais flexíveis e adaptáveis, mas queriam fazê-lo de forma “controlada”.

Hoje, grandes empresas ainda se apegam ao sonho da disrupção cultural tanto quanto à hierarquia e controle, mantendo processos tradicionais, híbridos e ágeis. A explicação vem de Schein, mudanças culturais geram angústia enquanto desapegamos do passado conhecido rumo a um futuro desejado mas desconhecido.

Bimodal-IT_Gartner

Design Thinking, Lean Startup e Agile

Há uma década o Gartner propôs com perspicácia e oportunismo singular uma opção estratégica para a adoção de métodos ágeis pelas grandes organizações, recentemente posicionou-se em uma visão holística sobre novos produtos e negócios, fundindo inovação e empreendedorismo a gerenciamento de projetos ágeis.

A cada mês sabemos de mais organizações que vem adotando e experienciando Agile, Design Sprints, gestão visual e colaborativa de portfólio, concepções criativas, inceptions, frameworks e boas práticas ágeis. Fato, temos a disposição uma grande toolbox, mas cada vez mais todos sob princípios Lean.

Princípios sustentam frameworks, que são apenas guias

Na minha crença, princípios e substrato Lean são os fatores críticos de sucesso na busca por organizações exponenciais, transformação digital, organizações que aprendem, estruturas duais (Kotter), capacidade absortiva orgânica, inovação e empreendedorismo, gerenciamento de projetos de negócios digitais.

Gosto de brincar com os conceitos visuais de MVP’s e de Pivot’s, uso eles na abordagem de que modelos simples passam um recado complexo, se você entendeu simplesmente um modelo simples, provavelmente ficou só na casca, é preciso quebrá-la como um ovo e tentar compreender a utilidade da membrana, clara, gema, proteínas. Com atenção, porque ao quebrar pode ser que não tenha nada disso, só um pinto amarelo 🙂

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Por outro prisma – frameworks

No meu entendimento, é preciso que optemos por um modelo, framework ou paradigma, para então ajustá-lo, agregar técnicas e boas práticas que ele não endereça.  Em um exemplo ilustrativo, eu agrego acima do Agile Subway Map da Agile Alliance o método, porque antes de sair pinçando técnicas é importante saber qual método, framework ou modelo estruturará meu processo, para então enriquecê-lo com o que ele não cobre:

agile subway map II

Breve abrirão as inscrições para discutir a TI Bi-Modal. O que mudou desde seu lançamento? Qual o momento das organizações? Qual o novo paradigma proposto, estratégias, cultura, frameworks? Se tiver interesse, será no dia 28/03/2018 as 19:00, divulgaremos lá no grupo TecnoTalks e ocorrerá no TecnoPUC – https://www.facebook.com/groups/tecnotalks/