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PBB – Product Backlog Building Canvas (Fábio Aguiar)

Conhecimento nunca é demais, na primeira vez que li sobre PBB, a técnica me pareceu estar na mesma linha daquilo que eu já fazia em uma inception, entretanto esse mês estava assistindo um material explicativo do Fábio Aguiar e compreendi detalhes e sutilezas bem interessantes, além de perceber que ainda não tinha compartilhado por aqui no blog minhas percepções e o link de um slideshare dele bem didático.

O site oficial da técnica é http://www.productbacklogbuilding.com/

O case apresentado no slideshare é uma solução de palestras em comunidade, bastante auto-explicativa. Em uma inception iniciamos com uma visão de negócio, é/não é, elevator, para então mapear personas e seus objetivos. A partir destas informações mapeamos jornadas existentes, debatemos possíveis melhorias nelas, selecionamos e acrescemos as features e as priorizamos os primeiros MVP’s ou Releases.

1. PERSONAS – Me chamou atenção a simplificação do quesito personas, contendo a esquerda em postits menores as suas atividades ou atribuições e a direita seus objetivos, curti muito esta mecânica, simples e objetiva. Gosto do mapa de persona com perfil, comportamento e necessidades, mas curti muito esta abstração diagramática com o post it grande e postitzinhos significativos à esquerda e direita.

2. FEATURES – Eu sempre construo a jornada da forma como ela é hoje, com passos manuais e sistema, para então debater e idear melhorias para a construção de uma jornada ideal, que é triada e selecionamos aquilo que é pertinente ao sistema desejado. Entretanto, da mesma forma as Features possuem uma simbologia com postit grande e pequenos a esquerda e direita, respectivamente necessidades e objetivos …

Uma inception típica tem várias features, o que tornaria o canvas um pouco maior e mais saturado que se vê no exemplo, mas sempre é positivo perceber outras abordagens e insights de pessoas que fazem diferente de nós, neste caso a proposta é muito interessante, faz sentido e é simples, pode muito bem ser aplicada sem que saiamos muito do script convencional, só acho que a folha do canvas … é a parede.

É a parede, não porque vamos planejar muito mais que um MVP ou release, mas por experiência, um MVP ou Release demanda muito mais que algumas poucas features, então entendo o canvas como conceitual, vamos seguir mas não que tenhamos ou estejamos restritos a uma folha A3, A2 ou mesmo uma A1, melhor demarcar e usar a parede, porque é por aí  ;o)

3. ITENS – Finalmente, é muito legal uma abordagem análoga ao Example Mapping do Matt Wynne que utiliza postits de cores diferentes durante o debate sobre passos (ítens), no caso do PBB o mapeamento de itens ou passo de uma feature usa um quadro a parte (~jornada) com cores de postits laranja (dúvida), verdes (informação) e azul (ideias). Curto muito esta abordagem e a uso, acho didático e esteticamente elucidativo.

Por fim há um passo de priorização semelhante ao formato de User Story Mapping, que considero bastante efetivo. O slideshare é este aqui, logo abaixo, recomendo assistir e ter um bloquinho de notas por perto por via das dúvidas, talvez surja a oportunidade de experimentar na íntegra, se usar não esqueça de postar e informar o autor que usou e dar um feedback:

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O valor de uma certificação não está no certificado

Certificações não atestam domínio, mas conhecimento em determinado momento, podem atestar que alguém sabe ou tem boa memória, porque é a prática, experiência, vivências, interações cotidianas e evolução que atestarão nosso real interesse, aprendizados reais, práticos, evitando fazer por fazer.

A meus alunos eu afirmo que certificações são como histórias do usuário em um planejamento de produto, ela não está sozinha, e a priorização de sua obtenção e investimento, deve ser avaliado de forma holística, conforme valor comparativo a outros cursos e investimentos que poderia fazer e se beneficiar.

O Brasil possui muitas empresas reconhecidas como algumas das melhores do mundo, com excelentes profissionais, por exemplo, a PSPO que fiz com o Alexandre Mac Fadden é oficial, ele atua nos EUA e internacionalmente como instrutor preparando turmas e profissionais para certificarem-se.

Há alguns anos atrás fui aprovado na PSM I por solicitação da empresa, era importante ter alguma certificação oficial na mão. Optei pela PSM I da Scrum.org ao custo de US$100 na época, pois a Scrum Alliance e PMI eram bem mais caros. De lá para cá o mercado de certificações recebeu de forma consistente a Scrum Study, a EXIM, etc.

Uma coisa não mudou, o Brasil possui uma riqueza de eventos nacionais, regionais e locais de classe mundial – Agile Brazil, Scrum Day, Agile Trends, Agile Days, Gathering, meetups a rodo e Comunidades de Prática como o TecnoTalks. Participar de eventos e comunidades geram profundos aprendizados vicários e networking.

Eu não sou apaixonado por certificações, mas tenho consciência e recomendo a alunos e amigos que reflitam transversalmente como se sua carreira e vida tivesse sprints, nos quais eles precisam estabelecer metas e valor com mínimo desperdício e máxima agregação às dimensões que mais lhe abrirão portas e reconhecimento.

O mercado de cursos e certificações movimentam centenas de milhões, talvez bilhões a cada ano, o que não é um demérito, mas é preciso que tenhamos consciência destas cifras, para relativizar tudo o que assistimos e ouvimos versus a nossa realidade e de mercado.

Todas as organizações certificadoras de Scrum, Kanban, Lean, SAFe, PMI, coaching, e muito outros, possuem valor em determinado momento e contexto e é importante que dediquemos algum tempo tentando esclarecê-lo antes de sair investindo por impulso ou sem clareza de objetivos …

Antes de fazer, aproveite as simulações que as instituições abaixo oferecem, existem certificações gratuitas de entrada e provas simuladas que possuem questões reais da prova de certificação … leia o Scrum Guide e faça várias vezes as simulações para entrar no clima e ganhar ritmo, até atingir 100%.

Não é preciso dizer que ler algumas vezes, se possível debater o Scrum Guide, é muito importante para uma certificação Scrum, mas também tem outros materiais, ebooks, livros, até mesmo um SBOK (corpo de conhecimento oferecido gratuitamente pela Scrum Study):

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EBM – Evidence Based Management Guide

O modelo de EBM, Evidence Based Management Guide ou gerenciamento baseado em evidências em português, é uma estrutura proposta pela SCRUM.ORG e Ken Schwaber não só para orientação, mas também oferece uma plataforma que gera estatísticas relacionadas a métricas de equipes, produtos e projetos ágeis.

EBM – Evidence Based Management Guide – Como melhorar continuamente os resultados de negócios, medindo o valor e usando o gerenciamento empírico.

O fundamento é que a inspeção frequente dos resultados apóia a melhoria contínua, a tomada de decisão focada em aprendizados, não só para a melhorias da eficiência operacional, mas para melhorar sua capacidade de criar valor para clientes e stakeholders.

A EBM analisa métricas e indicadores em 4 áreas de valor-chave, selecionadas caso-a-caso de acordo com a organização, todas contribuindo para a melhor percepção possíuvel e potencialização dos melhores resultados de forma iterativo-incremental-articulada.

  • Valor corrente – Mede o valor entregue ao cliente ou usuário hoje;
  • Valor Não Realizado – Mede o valor que poderia ser realizado atendendo a todas as necessidades potenciais do cliente ou usuário;
  • Capacidade de Inovar – Mede a capacidade de fornecer um novo recurso que pode atender melhor a necessidade de um cliente ou usuário;
  • “Time to Market” – Mede a capacidade de fornecer rapidamente novas capacidades, serviços ou produtos.

O objetivo é valorizar a transparência, inspeção e adaptação a partir de métricas para esclarecer a capacidade de uma organização e suas práticas de entrega de produtos. Melhoria contínua não é uma opção, é a base do Agile, ciclos consistentes de construção, aprendizado, melhoria.

A provocação é muito oportuna, há métricas de projeto e de produto, no curso de PSPO com o Alexandre Mac Fadden fica claro a percepção de que há métricas mais influenciáveis (cycle e lead time, velocidade) e aquelas menos influenciáveis (receita, acessos, downloads), categóricas.

Vale a pena baixar o manual, ler com atenção e processar as informações com atenção:

https://scrumorg-website-prod.s3.amazonaws.com/drupal/2018-09/EBM_Guide%20September%202018.pdf

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Benchmark

É mais que analisar a concorrência, é tirar o máximo de proveito dos dados, informações e conhecimentos disponíveis sobre qualquer fonte, física ou virtual, primária ou secundária. No Design Thinking é a Pesquisa Desk, o Gartner oferece uma ideia de quadrante mágico, um eixo de inovação e execução, mas com frequência usamos planilhas comparativas de features, pontos fortes e fracos, valores e recursos necessários.

Ludicamente, é como um arquiteto ou estilistas que busca inspiração nas artes, nas ruas, revistas, hoje em dia a web é ponto de partida para tudo, mas com o cuidado de não se limitar, porque o mundo real desperta outros sentidos e percepções … eles chamam de repertorizar. Benchmark é evitar tentar reinventar a roda.

Se você teve uma ideia, o primeiro passo é pesquisar e ver quem mais a teve, a quanto tempo, quantos produtos semelhantes já estão no mercado, quais seus pontos fortes e fracos, características e estratégia adotada por suas empresas, matriz de funcionalidades, comercialização, …

Significado: “Benchmarking é um processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais, e é um importante instrumento de gestão das empresas. O benchmarking é realizado através de pesquisas para comparar as ações de cada empresa. Tem o objetivo de melhorar as funções e processos de uma determinada empresa, importante aliado para vencer a concorrência, uma vez que analisa as estratégias e possibilita criar e ter ideias novas em cima do que já é realizado.”

Sempre que já existem opções, como sistema atual, alternativas, concorrentes, é preciso conhecê-los e compará-los, quer seja para não cometer erros conhecidos, como para inspirar-se naquilo que o mercado já confirmou ou rejeitou. Abaixo algumas matrizes comparativas para efeito de ilustração, entretanto benchmark pode vir na forma de um relatório ou fichas descritivas:

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Shadowing para levantamento de mais informações

É análogo ao conceito de sombra do Design Thinking, é sentar ao lado de alguém, no dia-a-dia de uma equipe e registrar fatos e percepções. Fotografe, grave, filme, peça depoimentos, abstraia roteiros, registre pensamentos, insights, cenários principais e alternativos.

Há uma possibilidade em que terceirizamos esse trabalho, quer por motivos geográficos, volume, velocidade, então um diário pode ser confeccionado e entregue a quem fará o registro, sugerindo as mais diferentes técnicas, para ser preenchido e mantido pela própria pessoa estudada (*) ou por um observador próximo.

(*) Há uma técnica chamada diário, em que pedimos que a própria pessoa registre e mantenha tudo o que acontece durante um certo período de horas ou dia, pois ao ter que registrar provavelmente ele próprio perceberá fatos que lhe passam desapercebido em meio a rotina.

Um super-artigo sobre shadowing em pesquisa é https://www.interaction-design.org/literature/article/shadowing-in-user-research-do-you-see-what-they-see

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One Page Change Plan

Um canvas com uma abordagem concentrada e singular, que privilegia o debate e planejamento do fluxo de distribuição, implantação e transição, eu não a uso explicitamente, mas são questões comumente trabalhadas quando estamos debatendo a pré-inception para alinhar expectativas e contextualização com stakeholders.

  • A primeira parte resume o que é, o que impacta, como será monitorado e medido;
  • O segundo bloco, intermediário, esclarece quem será impactado e como serão apoiados na mudança;
  • No terceiro bloco, o plano, a mudança e a preparação para que dê certo, além dos próximos passos.

Mais informações podem ser encontradas na página da Lean Change.Org

Uma ferramenta poderosa para um alinhamento antes e depois de um planejamento, uma canvas de amplitude para entendimento do contexto e responsabilidade:

1. Que mudança estaremos fazendo? Qual o nosso objetivo? O que queremos implementar ou mudar?

2. Por que é importante para a organização? Por que estamos fazendo essa mudança? Quais as justificativas ou mesmo benefícios?

3. Qual é e como vamos medir o sucesso? Quais as métricas e indicadores que serão utilizados?

4. Como vamos apresentar o progresso? Quas o plano de comunicação para compartilhar e validar diferentes percepções?

5. Quem são as pessoas, áreas, stakeholders afetados pela mudança? Qual o seu papel?

6. Como nós ajudaremos as pessoas na transição? Além de requisitos de transição, como potencializar, manter o foco?

7. Qual é o nosso plano em alto nível? Preparação? Introdução? Estratégia de Rollout? Retroalimentação?

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BA Day = GUAN + IIBA

Business Analysis Day (BA Day) é um evento anual realizado pelo Chapter de Porto Alegre do Instituto Internacional de Análise de Negócios (IIBA®), com o objetivo de promover conceitos e práticas de análise e resolução de problemas de negócios mediante palestras e debates realizados por especialistas e membros da comunidade.

IIBA – International Institute of Business Analysis, Chapter Porto Alegre
GUAN – Grupo de Usuários de Análise de Negócios da SUCESU-RS

Este evento contempla uma programação de aproximadamente dez horas de atividades focadas na disseminação do conhecimento e na integração de seus participantes. O BA Day 2012 será no dia 24 de novembro, das 8h às 18h, no auditório do 9º andar da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia (FACE) da PUCRS, situada a Av. Ipiranga, 6681, prédio 50.

Público Alvo : Nesta edição são previstos 130 participantes (capacidade máxima do local), dentre os quais: Analistas de Negócio, Gestores de Negócio, Gerentes de Projeto, Gestores de Processo, Gestores de TI, Consultores de Gestão, Product Owners, entre outros.

Programação : A programação do BA Day 2012 foi concebida para estimular o debate entre seus participantes mediante a apresentação de cases e ideias que desafiarão suas crenças sobre o que é Análise de Negócios. As novas tendências de mercado suportadas pelo IIBA e algumas estratégias empregadas por especialistas e líderes de diferentes organizações serão utilizadas como base para a realização de quatro debates de 30 minutos cada.

O objetivo é fazer com que o participante saia do evento com ideias inovadoras para aplicar em seu ambiente de negócios. A agenda de atividades do BA Day 2012 irá contemplar palestras de 30 e 60 minutos intercaladas com debates e sessões de networking nos intervalos de café e almoço. Serão tratados e debatidos os seguintes temas:

  • Parte I – Passado, presente e futuro da Análise de Negócios
  • Parte II – Perspectivas sobre Análise de Negócios em TI
  • Parte III – Perspectivas sobre Análise de Negócios além da TI
  • Parte IV – Muito além da Análise de Negócios…

Promoção : Os primeiros 25 inscritos pagarão penas R$ 100,00! Essa promoção encerrará no dia 15 de Outubro. Do 50 ao 100 custará R$ 140,00 até o dia 29 de Outubro. Um novo valor será divulgado após 29 de Outubro.

Acesse o site de inscrições, garanta sua vaga, siga o IIBA no Twitter @iibapoa