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21/02 TecnoTalks – Aulas, ensino e aprendizagem no séc XXI

Que tal dedicar uma noite neste final de verão para discutir um pouco mais sobre educação – cursos, treinamentos, facilitações, mentorias. Queremos fazer um evento de três horas em três blocos – cases, debate e proposição – onde a partir de exemplos práticos vamos debater um 5W2H de como construí-las e, em grupos, propôr alguns formatos, modelos, programas ou sequências para diferentes matérias e conteúdos.

Todos somos mestres e alunos nessa vida, una-se a nós – https://www.facebook.com/events/1431269393648600 – se você é professor ou aluno em algo e quer debater esse tema, vem com a gente, confirma tua presença lá no evento porque a sala tem vagas limitadas.

TTalks-2102-DT na Educação

Tenho dezenas de posts sobre este tema e as provocações visuais que mais curto estão abaixo para mostrar que é um tema que vale a pena debater, pelo prisma de nós mesmos como alunos ou como facilitadores, ambos com muito a contribuir neste processo, porque afinal, não existe ensino se não houver aprendizado. É uma via de mão dupla, no século XXI é uma co-criação, exige protagonismo por igual do professor e aluno.

DT-Educação

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27/12/12 – Princípios ágeis e a escola construtivista
11/07/13 – A teoria do Ba – Parte 1 – Parte 2
08/06/14 – Mapas Conceituais e a aprendizagem significativa
10/06/14 – StoryTelling é uma técnica subestimada pela maioria
26/01/15 – Design Thinking na educação
13/04/15 – Piaget era agilista sem dúvida alguma
17/05/15 – Design Thinking um exemplo prático em 5 passos
21/05/15 – Porque ensinar e praticar Agile na faculdade
20/07/15 – Os pensadores do ensino e do aprendizado
09/08/15 – A aprendizagem significativa de Ausubel
20/08/15 – Aprendizagem experiencial
15/10/15 – Poiesis, a arte da criação, da construção, do ser criativo
13/01/15 – Agile em projetos de pesquisas acadêmicas
11/06/16 – Aulas e Curva de Ebbinghaus, aprender fazendo
08/12/16 – Aula FACIN GP – Aprendizado Experiencial
11/03/17 – 1ª aula de GP / somos gerentes e somos projeto
18/03/17 – 2ª aula de GP / de programas a principios
19/03/17 – O que aulas universitárias tem a ver com Agile
26/03/17 – 3ª aula de GP e Tópicos Especiais
02/04/17 – 4ª aula de GP e Tópicos Especiais
08/04/17 – 5ª aula de GP e Tópicos Especiais
20/05/17 – 6ª e 7ª aula de GP na FACIN
18/06/17 – Layout & Graffiti em salas de aula
28/06/17 – Sobre os ombros de gigantes

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Team Alignment Map

O TAM é um gráfico visual que permite aos participantes de diferentes equipes realizarem reuniões mais produtivas, estruturando o conteúdo de suas conversas de acordo com quatro pilares fundamentais que levam a uma melhor execução de seu trabalho – objetivos, compromissos, recursos e riscos.

Criado por Stefano Mastrogiacomo, segundo o autor, é parte de um conjunto de ferramentas para ajudar líderes e equipes multifuncionais a entregar projetos de inovação bem-sucedidos melhorando os processos internos de comunicação. O canvas possui quatro colunas, que podem ser trabalhadas de formas variadas e evolutivas.

Objetivos comuns – o que queremos alcançar juntos?
Compromissos conjuntos – Quem faz o que para quem?
Recursos conjuntos – De quais recursos precisamos?
Riscos comuns – O que pode nos impedir de ter sucesso?

Cada bloco de construção do TAM ilustra informações essenciais a serem discutidas durante as reuniões da uma equipe. O conteúdo das colunas deve ser discutido e validado por toda a equipe para minimizar as diferenças de interpretação.

Colei aqui o canvas e alguns de seus diagramas de preenchimento, mas o melhor é baixar o PDF com a apresentação e orientações de preenchimento e uso pelo próprio autor – https://www.teamalignment.co/

https://www.teamalignment.co/wp-content/uploads/2017/12/Team-Alignment-Map-Intro-Guide.pdf

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Reflexões sobre o conceito IDEO Deep-Dive

O Design Thinking proporcionou resultados que projetaram a IDEO como a maior e mais conhecida empresa de design de produtos do mundo, tudo isso graças a um processo de trabalho reconhecido como orientado a empatia, sinergia, disrupção e resultados muito rápidos.

De produtos Apple a seringas para insulina, de carrinhos de supermercado a cabines de votação, de desfribiladores a canetas esferográficas, design de produtos para AT&T, Palm e Western Digital, também design de serviços para a Lufthansa e diferentes cadeias de produção.

O Deep-Dive é um conceito proposto pela IDEO para o desenvolvimento rápido de novos produtos, serviços, processos. Por ser a IDEO, trata-se de envolver rápida e profundamente um grupo multi-disciplinar e clientes para geração de novas soluções em alguns dias.

Na minha opinião, há três virtudes na cultura IDEO em patamares tão arraigados e intensos que os tornam únicos a décadas:

1. Soma, uma tática entendida mas não reproduzida por limitações de diferentes gêneros, a constituição de equipes de projeto verdadeiramente multi-disciplinares, a inovação inicia pelo choque de prismas e domínios em variados campos do conhecimento e vivências.

2. Liberdade, outro princípio anulado com frequência por limitações variadas, lideranças imperativas, gerando profissionais que tentam dizer e fazer aquilo que eles acham que o seu líder faria ou esperam dele, suprimindo a criatividade e disrupção.

3. Empatia, não é só se colocar no lugar do outro, é a soma de colocar-se e sentir o que o outro sente, é buscar a compreensão melhor possível do porque, como, quando, sua história, consciente e inconsciente … é o sustentáculo do Design Thinking.

O conceito prático proposto pela IDEO é mais que conhecido e vem evoluindo, não só pelas mãos da IDEO, mas da Google e outros players que dedicam-se a inovação e liderança em seus segmentos, na vanguarda de produtos e serviços.

Não se iluda, a proposta de concentrar uma supercarga de energia em cinco dias de intensa interação, colaboração e propósito exige estudo, habilidade, conhecimento, informação, preparação, fosse fácil e qualquer um faria com sucesso.

Quer aprender a fazer, experimente, atraia e reúna talentos, invista direta e indiretamente em políticas e técnicas inclusivas e participativas, é preciso amplitude de conhecimento, senso de auto-eficácia, talento e atitude, tem muito a ver com a Teoria da Capacidade de Absorção.

A Teoria da Capacidade de Absorção (Cohen e Levinthal, 1990) é a capacidade de uma empresa reconhecer o valor de novas informações externas, assimilá-las em um estoque ativo e renovável, aplicando-as para fins de inovação e empreendedorismo.

Creio que todos os cursos introdutórios ao Design Thinking se veem obrigados a falar da IDEO e do trabalho de desenvolvimento de um novo carrinho de supermercado em 5 dias … sustentado por muita colaboração e experimentação prática, o resto é história!

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Pontos de atenção

Perceba no vídeo que não partem do zero, há pesquisa, benchmark, sombra, levantamentos, dados primários e secundários. Muitas empresas reinterpretam o Deep-Dive e pulam estudos e pesquisa porque tem pressa em chegar onde sempre chegam.

Um trunfo da IDEO são seus times realmente multi-disciplinares e talentosos, muitas empresas investem mais na sala colorida, cheias de tecnologia e puffs amarelos que em pessoas, mas enfiar muitas pessoas em uma “sala criativa” exigirá tempo e experiência para fazer efeito.

O primeiro passo é dedicado ao entendimento do que temos em mãos, já no segundo iniciam as técnicas e sessões de brainstorming, individuais, em grupos e coletivas, com amplo espectro, sem pré-conceitos, críticas, nem líderes. Só muitas ideias, debates e exposição visual.

Estamos seguindo o duplo diamante, primeiro divergimos para depois convergir, há várias técnicas de convergência em grupos de trabalho, de forma que as ideias vão sendo postas e todos podem votar naquelas que mais chamam a atenção por serem inovadoras, boas e factíveis.

O passo seguinte a escolha das melhores ideias é o de prototipação e validação, rapidamente materializando de diferentes formas, se utilizando de quaisquer técnicas e materiais para tanto em rápidos ciclos de feedback, ajustes e nova validação.

Há um permanente sentido de facilitação e organização, é preciso gestão e staff para prover as condições e gerenciar pessoas, material, garantir regras de convivência, alimentação, não só prover mas ter uma visão estratégica sobre o andamento.

Técnicas como a IDEO Deep-Dive não encerram-se em si mesmas, são aceleradores para transformar ideias em algo validável junto ao mercado a que se destina, é concentrar uma dúzia de pessoas em alguns dias, gerando um somatório de centenas de horas concentradas e dirigidas por uma técnica orientada a inovação, buscando extrair o máximo de sinergia e resultados no menor tempo possível.

Encerro citando o duplo diamante do Design Thinking, tanto quanto os novos conceitos de Design Sprint experimentados pelo Google, também técnicas de Inception Enxuta como a Direto ao Ponto do Paulo Caroli. É preciso ter explosão e direção, desde a percepção da necessidade, ideação e prototipação, intercalado com validação e ajustes a cada passo … arriscar-se a errar cedo, aprender com os erros e melhorar.

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Equipe, área ou papel – Inicie sabendo quem somos, o que e como fazemos

Se você é de TI, principalmente se for de desenvolvimento, há frameworks e modelos seguidos por milhares de empresas, centenas de livros, especialistas, mas por onde começar se você é de uma área sem tanta bibliografia e atenção? Na minha opinião, um canvas de auto-conhecimento é um bom ponto de partida, para uma espécie de 5W2H da sua área, equipe ou projeto – hoje e futuro!

Um exemplo de ferramenta são facilitações que fiz em 2017 com equipes de eventos, cursos, comunidade, geração de conteúdo, onde usei para inicio de trabalho sobre cada uma o “Role Model Canvas” do Christian Botta. Dei uma simplificada, adaptando a necessidade, privilegiando mais espaço e foco nas jornadas de trabalho, mas iniciando pelo mapeamento de missão, ferramentas, comunicação e restrições:

Pesquisando outras formas de analisar área, equipe ou papel, encontrei um canvas que já entrou  para a minha toolbox. Enquanto lia já visualizei a mecânica de uma discussão para chegarmos às oportunidades de mudanças que queremos. Tenho certeza que vou mexer na estrutura, mas aqui compartilho o original … mais adiante, assim que usar, compartilharei a minha reinterpretação, ok.

Design Ops Canvas – Um modelo colaborativo, focando em um papel ou área, sua liderança, clientes e fornecedores, buscando uma visão 360° dela. Ainda não usei, antecipo porque vou tirar férias e gostei demais, talvez até para uma reflexão de final de ano, útil a quem procura um trabalho diferenciado com sua equipe ou área nesta virada de ano … achei um pouco pesado, mas é simplifique conforme o foco desejado.

O preenchimento é da esquerda para a direita, de cima para baixo, no original sugere iniciar pela identificação das pessoas ou personas no circulo central, mas eu acho melhor iniciar por “O que fazemos?”, afinal, a área, equipe ou papel já existiam ou existirão independente das pessoas que ali estão neste momento …

1. O que fazemos? Qual é o nome da nossa área, o que geramos de valor, como trabalhamos, com que ferramental;

2. Quem nós somos? Quem são nossos integrantes, nossos stakeholders, parceiros, que tipo de suporte necessitamos deles e vice-versa;

3. Como nos comunicamosInterna e externamente, como geramos, compartilhamos e crescemos em informação, conhecimento e expertise;

4. Quais são nossas restrições? Como gerenciamos premissas, restrições e riscos, técnicas, tática, contingenciamento;

5. Como estamos estruturados? Aqui entra pegado mindset, auto-organização e controles, padrões, políticas e alçada;

6. Gestão? Missão, metas, cobranças, estrutura organizacional, responsabilidades e hierarquia;

7. Extras? Informações pertinentes que reconhecemos como relevantes para o nosso objetivo neste mapeamento;

Com certeza pode ser usado como um warm-up ao iniciar uma discussão sobre si mesmo, enquanto equipe, área ou projeto. O autor sugere que encontremos oportunidades no uso de cores dos postits, quer por papel ou nos pontos de atenção. É possível com certeza usar cores ou postits diferentes para indicar o AS IS e o TO BE. O original está nos links abaixo:

 

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Inicie questionando tudo, inclusive as certezas – How Might We?

Uma das forças motrizes da inventividade humana é questionar o que sabemos, como fazer diferente, este simples ato continuado tem o poder de nos impulsionar além de nossa zona de conforto. A arte de nos colocarmos em cheque, na busca pelo até então desconhecido.

  • Se fazemos um tanto – Como podemos fazer mais?
  • Se fazemos algo – Como podemos fazer diferente?
  • Se vamos até um ponto – Como podemos ir além?

 

No início do duplo diamante de DT, uma explosão de questionamentos- tente distribuir postits e canetões, proponha um desafio, estabeleça uma discussão, enquanto cada um anota questionamentos propositivos, sem pré-conceitos, sem filtros, colocando tudo em cheque?

  • Como nós podemos construir com mais qualidade
  • Como nós podemos envolver melhor o cliente?
  • Como nós podemos fazer mais com menos?
  • Como nós podemos confirmar esta informação?
  • Como nós podemos garantir mais valor?
  • Como nós podemos ser mais pró-ativos?
  • Como nós podemos ter retrospectivas + efetivas?

A técnica nos induz a iniciar sempre nos questionando ao invés de ter tantas certezas, termos mais dúvidas abertas, menos filtros auto-impostos. Uma técnica Google para gerar o maior número de questionamentos sobre como podemos fazer melhor e inovar, mudar, resolver, aproveitar.

Na página da DesignSprintKit da Google, eles sugerem que tenhamos sempre um bloco de postits e um canetão a mão, pois ao assistirmos uma preleção, palestra, debate, especialmente quando o “momento” em questão tiver o objetivo de ideação ou proposição de soluções e mudanças.

https://designsprintkit.withgoogle.com/methods/understand/hmw-directions/

O slideshare abaixo é de 20/01/17, Borrys Hasian, especialista Google UX/UI, que propõe um Design Sprint de apenas 3 dias. Porque não?

Até mesmo para nos questionar é preciso ver além da caixa, na Teoria da Absorção, base daquilo que chamamos de Capacidade Absortiva, se aprendermos não só sobre o que sabemos, mas diversificarmos nossos conhecimentos, é uma forma de gerar sinapses inesperadas, daquilo que chamamos de criatividade, inovação, inventividade.

Capacidade Absortiva é a medida do quanto podemos ser inovadores e empreendedores no nosso cotidiano, empreendendo novas formas de fazer, inovando nossa rotina com criatividade, redesenhando processos, experimentando, aprendendo, melhorando.

Uma abordagem semelhante ao famoso 5W2H, quando em um braisntorming levantamos todas as perguntas possíveis – O que, Porque, Como, Quando, Qual, Quem, Quanto, Quando – para então buscar respostas ou ações para buscar as respostas.

Também na linha da Matriz CSD, onde dispomos em um quadro nossas aparentes certezas, tanto quanto dúvidas e suposições, uma forma de mapear o que sabemos e o que não sabemos, tentando estabelecer e priorizar os próximos passos, as próximas respostas.

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Receita para uma retrô colaborativa 2017 e sonhar juntos 2018

Em uma tarde, de forma lúdica e muito interativa o tempo todo, a construção de uma retrospectiva do ano de 2017 e sonhos comuns para 2018, cada sonho com proposta de ações a serem vistas como próximos passos para aquilo que queremos todos ver acontecer.

Me sinto agraciado por conhecer e interagir com tantas pessoas incríveis, uma estrada que me permite encontros e reencontros, aprendizados, oportunidades para colocar minhas crenças e convicções em cheque a cada nova interação com pessoas, em eventos, projetos, debates.

O diferencial não é a técnica, nem o material, o tamanho da árvore, o desenho dos murais, a diferença está sempre na empatia, na sinergia, nas pessoas, é o senso de time, o desejo de sonhar juntos, mesmo nas diferenças, o maior ganho é aproximar pessoas.

14:00. Abertura, com boas-vindas, alinhamento de expectativas, apresentação do programa-base, convocar a ação, se possível uma palavra do anfitrião, quer seja um diretor, gerente, sponsor, conclamar em torno de uma missão, o que nos trouxe aquele momento. Evitar ser um monólogo, interaja um tanto, cite algo, cumprimente, elogie, gere senso de grupo. No programa é bom alinhar horários e liberdades, como se necessário atender o celular para algo muito importante, há o saguão, uma forma de atribuir liberdade com responsabilidade;

14:15. Quebra-gelo natalino, uma árvore de Natal incompleta, embaixo de cada cadeira mais um ramo e um enfeite, inclusive em algumas cadeiras vazias – esse é o fato acima de qualquer outro, cada um de nós é uma pequena parte de algo maior, apenas quando todos juntos, colaborando, vendo o todo, vendo que falta algo, talvez alguém ausente, entender a sua parte, ser pró-ativo, ajudar uns aos outros, de forma positiva, construtiva, sem verdades absolutas, mas complementares;

14:40. Retrospectiva 2017, estabeleça provocações iniciais, resgate momentos, talvez algumas conquistas, mantenha aquela inquietação positiva do quebra-gelo para introduzir a técnica de brainstorming. Duas mesas grandes com muitos postits e canetões coloridos e nas quatro cabeceiras os letreiros – EU, Nossa Área/equipe, Empresa, Clientes/mercado. De forma auto-organizada, meio caótica, todos circulam pelas mesas e vão lendo os postits já propostos, podendo criar novos e votar com palitinhos, ao final dezenas de sugestões com votação;

15:15. Mural da retrospectiva 2017 será formado na sequência, ainda com a maioria em pé entorno das mesas, algo que chamamos de ponto de saturação, não espere todos sentarem, nem interrompa enquanto muitos ainda estão propondo novos postits. O mural será construído de forma que os mais votados estejam bem encima e os menos votados cada vez mais para baixo, é possível estabelecer um racional para o eixo horizontal também, como cronologia ou alçada, da esquerda para a direita. O resultado, enquanto a galera senta pode ser apresentado, quando lemos e revisamos de forma breve o quadro final … sujeito a eventual réplica e adendos;

Obs: Os duendes a esquerda embaixo indicam projetos ou ações em curso, que já geraram alguns resultados, mas há ainda muito pela frente.

16:00. Coffe-break

16:20. Quebra-gelo de identidade da tarde é o clássico jogo colaborativo dos crachás, onde cada um interagiu com pelo menos 5 ou 6 colegas para compôr sua “foto” (desenho onde cada colega contribuiu com um traço, como olhos, boca, cabela, orelhas, barba, nariz, …) e paixões (coisas que curtimos e que a maioria não sabe, podendo ser família, esporte, hobby, música, filmes, …). Aproveitamos o resultado para a galera colocar no segundo mural, o de 2018, na base de uma grande árvore de Natal onde depois colocaremos nossos sonhos para o ano que vai começar;

16:40. Sonhos e ações para 2018, na esteira do quebra-gelo dos crachás e início do mural 2018, usando a mesma técnica de brainstorming com as duas mesas grandes com postits e canetões coloridos e os letreiros – EU, Nossa Área/equipe, Empresa, Clientes/mercado. Já com a galera mais afinada com a técnica descontraída e divertida, todos circulam pelas mesas, vão propondo e lendo os postits propostos sobre sonhos e ações sugeridas para fazer eles se concretizarem, novamente com direito a votos e complementos. Os sonhos são bolas e postits pequenas cada ação;

17:20. Um grande mural dos sonhos para 2018 com aquela grande árvore de Natal é preenchido por todos com as bolas contendo os sonhos mais votados mais para cima e descendo com as menos votadas. Assim que as bolas estejam colocadas, o próprio facilitador pode ir lendo um por vez, de cima para baixo e buscando o entendimento do que é o sonho, quais as ações propostas e o quanto ele é factível ou não, faz sentido ou não, se merece estar ali ou não, … é bem fluído, vamos colando novos postits, eliminando alguns por consenso, chegando a uma construção realmente coletiva;

18:00. Encerramento, sempre é bom pedir um feedback, qual o sentimento que a galera leva dali, se atingimos algo satisfatório e o quanto desenhamos juntos algo que dependerá da ação e contribuição de todos, no final sempre uma palavra por quem quiser contribuir nas frases finais e em especial do sponsor, gestor, diretor presente com um incentivo final e desejo coletivo de Boas festas e um ótimo 2018 a todos.

Parece que foi ontem e estávamos iniciando mais um ano junto a pessoas queridas, 2017 está encerrando, 2018 se descortina com novas possibilidades, seguir em frente, ampliando ou renovando esforços e conquistas … sempre melhores que antes, aquém do que seremos um dia!

Desde já, um Feliz Natal e próspero ano novo!

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Stop The Line – Se tiver que apertar, aperte, mas só se for o caso :)

Há uma técnica adaptada do Lean Toyota que se chama “Stop The Line”, destacando algo que já passou por todo o processo de desenvolvimento e precisa priorização de ajustes (bug, impedimento, mudança) para ser entregue e não ficar com status de “quase pronto, mas com problemas”.

Diz a lenda que na Toyota havia botões vermelhos escritos “Stop The Line”, o custo ao apertá-lo era o de parar a linha de produção com um alto custo por minuto, mas mesmo assim evitando que defeitos persistissem e gerassem um ônus ainda maior adiante.

Em projetos de software, é um selo para chamar a atenção de que algo já consumiu os recursos, mas que exige algo mais para ser considerado pronto. Se ele era mais valoroso que os demais para iniciar, provavelmente é algo de valor que precisa atenção adicional para não ficar parado.

Uma técnica com foco em entrega antecipada de valor, que assim como o WIP (work in progress), responsável por limitar o número de atividades em cada status do fluxo de trabalho, nos induz a privilegiar primeiro acabar algo iniciado ao invés de ficar empilhando semi-acabados.

Gosto muito da frase do Juan Bernabó no final do Agile Brazil de 2016 – “Esperamos que as retrospectivas façam o seu trabalho!”. Tomo a liberdade de colocar a frase logo acima de um fictício botão de “Stop The Line”, com uma matriz que sempre uso para indicar o ciclo de vida de um sprint … quase tudo tem um momento ideal:

Stop The Line é um modelo mental

Se a descrição acima faz sentido, expanda além das funcionalidades, tarefas e defeitos, use este modelo mental para tudo, uma vez planejado o Sprint Backlog, quanto maior o foco e dedicação, melhor, pois haverão imprevistos, então deixe para depois o que não faz diferença ser agora.

Uma sprint possui uma estrutura pensada para foco em valor e resultado, adaptação sempre que necessário, com apresentação e aprendizados ao final, gerando um moto-contínuo equilibrado entre liberdade e responsabilidade, cerne da auto-organização.

Tem muito a ver com Pareto, não tem receita de bolo, mas o melhor é ver o todo e priorizar aquilo que gera mais valor e aparentemente fará diferença, o restante deixe para as retrospectivas fazerem o seu trabalho (mesmo em retrôs eu não imponho a pauta, ela é do time).

Tanto o WIP quanto o STL são padrões mentais relativo a sistemas puxados que vão se construindo em um time ágil, não por poder garantir só acertos, mas principalmente saber lidar com experimentação e erros, afinal, a cada novo insight ou percepção é preciso refletir:

  • Manter o time focado durante 8 dias na sprint tem seu valor.
  • É necessário “stop the line” para discutir isso agora?
  • Se sobre critérios DoR, não dá para aguardar a Grooming?
  • Se sobre critérios DoD, não dá para aguardar a Review/Retrô?
  • Alguns impasses urgentes vão surgir, esse merece ser um deles?

Os primeiros Sprints de um Projeto

Há uma ampla gama de aprendizados, alguns ajustes em tempo real são vitais para estabelecer um patamar de confiança entre equipe, PO e stakeholders, baseado em entregas de valor e qualidade, outras questões podem esperar a retrospectiva.

Sem esquecer de Tuckman, da curva de aprendizado, de alguns sprints com riscos adicionais pertinentes a certo grau de tensão e desconhecimento do projeto, dos colegas, da tecnologia, modelo de dados, que a cada sprint vão-se mitigando e criando raízes fortes.

Ainda na minha opinião, que não vale nada, por isso é de graça, querer acelerar e garantir todos os aprendizados o mais rápido possível nos empurra para comando-controle ou tensão desnecessária, eu acredito em tempo ao tempo, equipes fortalecem-se e encontram seu ritmo.

As vezes não consigo deixar de lembrar o episódio do “Dino Da Silva Sauro” da família Dinossauro, quando assina uma TV a cabo com 150 canais … ele faz um cálculo e concluiu que a cada hora deveria assistir 24 segundos em cada canal para aproveitar ao máximo o investimento. Via de regra, menos é mais!