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Learning Canvas – As Is x To Be

Assim como o Managing Dojo do Manoel Pimentel, outro grande nome da comunidade ágil brasileira desenvolveu o Learning Canvas, Alexandre Magno idealizou um quadro que auxiliasse no direcionamento de um debate para resolução de um problema, desafio ou aproveitamento de oportunidade.

O Learning Canvas surgiu em meio a proposta do Magno para toda uma plataforma que ele identificou como Learning 3.0, sob o paradigma de construção coletiva, com técnicas e dinâmicas para facilitação com o intuito de organizar sem tolher a liberdade e co-criação.

Se utilizando de duas perspectivas – passado e futuro – no passado é importante estabelecer qual é o tema a ser debatido e endereçado, quais os sintomas percebidos para então esclarecer a experiência, o que já foi feito ou tentado. No futuro, ideias de novas opções, resultados esperados e tentativas.

É importante, dentro do possível, seguir o racional temporal proposto da esquerda para a direita, uma ordem não impositiva, mas justificada para organizar a construção de uma solução a partir do problema, fatos históricos, experiência acumulada, ideiação, metas e plano de ação.

Tema e cabeçalho: Asker é quem propõe o problema, Sharers são todos que ali estão para ajudar a resolver e tem também o Facilitator;

Problems and Symptoms: Problema e informações adicionais suficientes para entendimento;
Stories: Qual o contexto, o que existe hoje, o que já foi tentado, decisões passadas, situação atual;

Ideas: Registro do debate sobre possibilidades para resolução do problema ou oportunidade, ideias e  alternativas;
Expect Results: Como será o futuro quando este problema não existir mais ou a oportunidade tiver sido aproveitada;
To Try: é o plano de ação resultante do debate, aproveitando as melhores ideias sob a expectativa de futuro desejado.

Confere o vídeo abaixo, termos uma técnica para organizar reuniões para resolução de problemas ou brainstorming é essencial para manter o foco de forma sistematizada, garantindo uma reunião criativa e de ideação sem perder o rumo.

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Cleber da Silveira – storytelling de arquitetura em um projeto de software

Alunos e profissionais que foram no TecnoPUC ou PUCRS no final de tarde, sala 306 do prédio 32 (Escola Politécnica) onde rolou uma storytelling imperdível com Cléber da Silveira, arquiteto de referência da DBServer com 15 anos de experiência em projetos de SW.

Ele relatou o passo-a-passo de um projeto no tocante a arquitetura, pipeline, integração contínua, devops e o necessário para apoiar máxima fluidez, consistência e garantia de qualidade a uma equipe de desenvolvimento de software …

  • Microservices x domínios
  • Deploy contínuo
  • Análise de vulnerabilidade
  • Validação contínua do MVP
  • Autonomia do time
  • Entropia (ADE)
  • Quality Gate
  • Telemetria
  • Circuit Breaker
  • Escalabilidade e roteamento
  • Database Migration
  • Isolamento
  • GitLab … feature branch
  • Inspeção contínua
  • Testes de Unidade e integração
  • Provisionamento
  • Pipeline
  • Fitness function
  • Agilidade

Em meio a tudo isso, uma hora intensa, com bastante interação com um dos melhores arquitetos do Brasil, um show de informações sobre grandes players, auto-scale, pipe e escalabilidade de infra como código, back-pressure, everything fails overtime, etc.

Em 2016 tive o privilégio de contar com a presença do Sr Lincolm Aguiar, em 2017 um storytelling com o Matheus Alagia, em 2018 com o Cleber da Silveira, com certeza três dos maiores profissionais de TI com quem trabalhei em mais de 30 anos de profissão, centenas de projetos, dezenas de empresas.

A seguir, outra apresentação feita pelo Cleber, desta vez sobre OAuth2:

 

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Lean Project Canvas – Ajuda no trabalho com Portfólios

Lean Project Canvas foi proposto por Brad Swanson com o objetivo de criar um artefato que facilitasse a priorização de portfólios sob um mindset ágil e visual de proposta de valor para o negócio. Na prática, gera fichas pré-formatadas para uma visão posicional e profunda de projetos em um portfólio.

O lado esquerdo do canvas trata de percepções de mercado, enquanto o lado direito diz respeito a produto/serviço. A análise quantitativa de valor para o negócio e custos se utiliza de uma série parcial de Fibonacci, o que acaba permitindo uma leitura transversal comparativa entre pontos de Valor para o negócio e de Custo.

  1. Qual o Problema a ser endereçado, como ele é resolvido ou contornado agora;
  2. Quais os Segmentos de Clientes, seguindo a técnica de personas e quais seriam os early adopters;
  3. Relacione os principais Canais para acessar e converter clientes;
  4. Diga quais as Métricas de Sucesso (Aquisição, Ativação, Retenção, Receita, Referência);
  5. Quais são as Possíveis Soluções conhecidas ou percebidas;
  6. Prontidão empresarial diz respeito a dinâmica interna da empresa em gerar sinergia;
  7. Custo pelo Atraso é uma métrica que avalia o impacto da postergação (*);
  8. Valor do negócio em pontos, para o usuário, urgência (custo de atraso) e redução de risco ou oportunidade;
  9. Custo do negócio em pontos.

Seria possível prever a criação de uma taxa de retorno em destaque em cada ficha (ROI = Valor em pontos / Custo em pontos) e ao invés de um quadro linear conforme proposto (logo abaixo), imagino um quadro misto com uma área relativa a backlog, de transição já direcionando às esteiras e as esteiras em curso.

Cheguei a lembrar no Portfólio com a alegoria da corrida de carros proposta pelo Rafael Capra … ia ficar legal, mas ia precisar uma parede de dimensões legais \o/

Pessoalmente, divulgo muito porque é afim as minhas crenças uma imagem atribuída ao grande Ricardo Vargas sobre gestão de Portfólio (abaixo), onde esta abordagem de fichas com as informações essenciais é 100% aderente e complementar.

Outra citação é a proposta descolada do grande Rafael Capra de SP em usar uma alegoria de pista de corrida, que me faz pensar em esteiras (times) com escuderia e carros como projetos com alguns nos boxes, talvez algum acidentado sendo atendido e aqueles no páreo para a reta final (entregas) …

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Gestão do Tempo gera trabalho sustentável

De nada adianta um processo bem desenhado, otimizado, produtivo, se as pessoas envolvidas não conseguem gerir bem o seu tempo. Mesmo um processo ineficiente, se tiver pessoas engajadas e competentes na gestão do seu tempo, contornariam muitas de suas limitações.

Para isso, há um grande número de técnicas para auto-organização de suas atividades diárias, priorizando desde o início do dia aquilo que é importante e urgente. Algumas partem de uma lista no início de cada dia com prioridades, como a matriz de importância x urgência.

Podemos usar bons frameworks colaborativos, mas se não aprendermos a gerenciar nosso tempo no dia-a-dia, na granularidade de tarefas x valor (relevância) x urgência sempre será uma roleta russa. Sem gestão do tempo alternaremos desnecessariamente dias de tranquilidade e stress.

Na maior parte das vezes, é nossa melhor ferramenta para negociação, apoio a argumentação, porque quem pede muitas vezes não tem a oportunidade de uma visão geral e de impacto, gerando uma sobrecarga e resultados deficientes, atrasos, retrabalho ou desperdícios.

Tem gente que usa uma nova folha de seu moleskine todos os dias, outros possuem um kanban pessoal, usam sistemas ou apps, etc, adotam a técnica dos 7 minutos, Pomodoro Tecnique, … mas a percepção de valor da gestão do tempo só se apreende fazendo.

O segredo não é não parar para relaxar, tomar um café ou trocar impressões com colegas, pois isso é fundamental. Precisamos ter sempre a vista as prioridades e metas, com um bom quadro Kanban a nível coletivo e uma gestão de tempo pessoal, que pode usar listas, quadrantes ou quadros pessoais.

Se nosso cotidiano fosse previsível isso não seria tão relevante, mas sabemos que o telefone toca, um diretor demanda pequenas coisas, o cliente ou usuário tem dúvidas e consome tempo … inevitável, nosso dia-a-dia possui padrões explicados pelas Teorias da Complexidade, por isso uma gestão visual é útil.

Na gestão de tempo a data de entrega é importante, mas o deadline para iniciar também, o raciocínio segue o momento mais cedo e mais tarde da teoria de caminho crítico, então: faça uma coisa de cada vez, faça o que é realmente necessário, entregue cedo e comemore ao invés de tarde sob pressão, acima de tudo aprenda a justificar o NÃO.

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Jogo de aquecimento do Boneco/Robô

Divida o grupo em seis para desenharem e recortar as peças de um boneco ou robô o mais rápido possível. Essa dinâmica exige preparação e separação de material – papel branco ou colorido, régua e tesoura, além de um rolo de fita crepe para colar as partes do robô na parede e as especificações de cada parte em separado.

Para isso, é preciso que você separe o grupo em seis partes, de forma que cada equipe desenhe e recorte uma das partes, podendo ser a cabeça, tronco, um dos braços ou uma das pernas. Se houverem só cinco equipes, eu mesmo faço a cabeça com as características do robô do perdidos no espaço \o/

As especificações de cada uma das seis partes estão cada uma em uma folha, onde também consta uma “régua” onde cada unidade é mais ou menos uns 5 centímetros. Assim, usando esta minha “régua” eles terão que colar mais de uma folha A4 para poder fazer suas partes.

  • Divida as equipes e distribua papel, cola (ou fita) e tesoura;
  • Cada equipe é uma fábrica de componentes para robôs;
  • Repasse aos grupos as dimensões de uma parte do robô;
  • Defina o comprimento e a largura do robô;
  • Divida equipes conforme o número de partes do robô;
  • Cabeça, tronco, dois braços/mão, duas perna/pé;
  • Distribua as partes da direita e esquerda separadas;
  • Recolha as partes do robô conforme ficarem prontas;
  • Com todas as partes entregues, monte o robô colando na parede (*).

(*) Só monte após o último entregar e enquanto isso apresse-os como qualquer cliente faz, vá dizendo que ainda não recebeu nada, que está com pressa, que acha que escolheu as fábricas erradas, não impeça que conversem, mas se pressionar eles não vão fazer nada além de correr para entregar.

A seguir um exemplo de medidas que são entregues a todos, mas cada equipe sendo responsável por uma deseis partes, nunca dando o braço ou perna direita e esquerda para a mesma equipe. Distribua de forma que não fiquem muito próximos e em meio a correria e diversão esquecerão de padronizações.

Por exemplo, em unidades: cabeça (2 x 3,5), tronco (7 x 8 com cintura de 5), braço direito ou esquerdo (10 com bíceps 2, cotovelo 1,5, antebraço 1,8, pulso 1 e mão 2,6 x 1,8), perna direita ou esquerda (12,5, joelho 1,5 e pé 1,5 x 3).

Se o jogo der certo (sempre dá), o robô ficará um Frankenstein, com pernas, braços, mãos e pés desproporcionais. Se houver poucas equipes na dinâmica, cada uma receberá mais partes do robô para montar. Para poucas equipes, divida em pedaços menores, mas alternados, nunca iguais.

Após colar o robô insista em uma retrospectiva sobre cair na pressa e abrir mão do processo e boas práticas, ficar angustiado mas não argumentar o que é melhor e discutir os critérios de aceitação, correr atras de suas metas, mas garantir valor e qualidade para não gerar desperdício e retrabalho.

PRINCÍPIOS: Um jogo para falar de comunicação, colaboração e clareza de objetivos. Principalmente para destacar a máxima de que “se cada um se preocupar com a SUA tarefa, não vai dar certo”. O importante é o objetivo final, coletivo. Se o jogo for bem conduzido, as equipes priorizarão a quantidade e o tempo, cedendo à pressão, ao invés da qualidade, é sempre assim!

DICAS: Faça naturalmente pressão por resultados o mais rápidos possível, algo normal dentro da maioria das empresas. Simplifique que são apenas partes de um robô e que eles são especialistas em robôs, pode até oferecer um brinde aos três primeiros que entregarem a sua parte.

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Jogo sobre Agile usando Jenga Test

Um jogo tão simples e divertido quanto didático no que diz respeito a metodologia de desenvolvimento, esclarecendo de forma lúdica as principais diferenças entre o modelo waterfall e iterativo-incremental-articulado, podendo ser um jogo facilitado com viés Kanban, Scrum, XP ou Lean.

Na prática, um jogo que fala de qualidade em um prisma tradicional e ágil, quando é uma responsabilidade de todos desde o início ao fim, lembrando Crosby e sua afirmação de que Qualidade é Grátis se qualidade for de todos … se for uma etapa o custo pode ser impeditivo.

Organização

Para jogar é preciso pelo menos duas pessoas, um como desenvolvedor ou construtor, outro para ser o controle de qualidade ou testador, sendo necessário para cada equipe um conjunto de 36 blocos de Jenga numerados de 01 a 36, além de um dado de seis lados.

O jogo Jenga pode ser adquirido em diferentes tamanhos em lojas de brinquedos, no exterior há kits em que cada bloco é do tamanho de uma caixa de vinho, por aqui há o mais tradicional em tamanho pequeno e é possível comprá-lo novo no mercado livre por R$30 (mercado livre).

Regras

O jogo possui três rodadas com o objetivo de demonstrar a diferença de um projeto waterfall ou iterativo-incremental-articulado. O objetivo final é construirmos uma estrutura de pelo menos três andares acima.

A cada rodada, teremos alguns defeitos detectados, para o que usaremos o dado – ao final de cada rodada escolhemos aleatoriamente 4 números entre 1 e 36, que representarão as peças a serem substituídas.

Importante, marque o tempo total para cada rodada:

Rodada 1:  O testador só pode testar a estrutura construída somente após a construção da estrutura inteira. Quando o testador informar os 4 blocos defeituosos, estes devem ser substituídos pelo desenvolvedor, que ao final deve entregar a estrutura remontada sem os quatro “defeitos”. Esta rodada simula um projeto waterfall!

Rodada 2:  Nesta rodada, o desenvolvedor entrega quatro sprints cumulativos com 9 blocos cada, ao final de cada sprint o testador aponta um bloco defeituoso, no primeiro de 1 a 9, no segundo de 10 a 18, no terceiro de 19 a 27 e no último de 28 a 36. O desenvolvedor deve substituir e iniciar o próximo bloco e assim por diante.

Rodada 3:  A primeira foi waterfall, a segunda iterativo-incremental-articulada, esta terceira é usando o conceito de pair, o testador tira os números no começo e avisa o desenvolvedor em tempo real, assim que ele for utilizar o bloco, de forma que evite o problema antes mesmos de criá-lo.

Esta mesma discussão temos no jogo da fábrica de moedas em um jogo bem mais simples, mas eficaz quando temos muito pouco tempo. Assim como com um tempinho um pouco maior podemos usar o viés da Spaghetti bridge e desafiar ao final da primeira, a cada sprint na segunda ou a qualquer momento na terceira que a estrutura deve suportar um livro.

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Bom dia! 7 minutos podem fazer a diferença

Cada um de nós possui hábitos que realiza no início de cada dia. Uma xícara de café, uma navegada nas redes sociais, conversar rapidamente com os colegas, organizar sua mesa para o dia, verificar e-mails na caixa de entrada.

O editor da Inc.Com é John Brandon, que todos os dias dedica exatos 7 minutos para torna-lo mais proveitoso e instigante. É uma forma de energizar, resgatar inspirações, quer conscientes ou inconscientes. É um exercício pessoal, individual, mas nada impede que insights de interesse possam ser compartilhados, mas aí pode durar 9 ou 10 minutos ao invés dos 7 previstos, conforme abaixo:

Primeiro minuto – Desconecte-se de tudo, esvazie a mente, desligue-se. Não é um exercício trivial, mas você vai aprender a fazer com a prática. Têm praticantes de Yôga que demoram a aprender a esvaziar a mente para realmente se conectar com seu eu interior;

Segundo minuto – Inspire e expire profundamente, várias vezes, feche os olhos se preferir, mas tente não dispersar, concentre-se no seu diafragma, no ar entrando e saindo por sua traqueia, concentre-se nisso por um minuto. Não é para hiperventilar, apenas respirar profundamente;

Por quatro minutos – Agora vem uma parte legal, que pode ser tão surpreendente quanto previsível, mas sempre um bom exercício de autoconhecimento. Transcreva com uma caneta ou lápis tudo aquilo que está circulando pela sua mente, sem restrições. Podem ser preocupações, alegrias, prioridades, ideias, riscos, qualquer coisa;

Sétimo minuto – Feche o último minuto dos 7 totais analisando suas anotações, talvez perceba com o passar dos dias que nos primeiros dias você foi previsível e com a prática podem vir coisas às vezes do consciente e outras do inconsciente. Se nessa análise você pinçar coisas a fazer, entenda-as e as priorize para começar o dia eliminando aquilo que está martelando na sua cabeça. Às vezes sem nem perceber. É como uma laboral para o cérebro no início de cada dia. Pratique e dê tempo para perceber valor e aprender a fazer de forma mais relaxada e não no automático, vale a pena!

http://www.inc.com/john-brandon/this-7-minute-morning-routine-will-change-your-work-life.html

Mens sana in corpore sano!

Inspire-se e estabeleça um treino matinal de 7 minutos, que é uma técnica de treinamento com uma sequência de 12 movimentos, talvez seja uma opção transformá-lo em 14 e pronto. Você pode adotar um, outro, ambos ou nenhum, mas tem tudo a ver, ao acordar dedique 7 minutos com estes passos simples e variados. Ao chegar no trabalho, dedique 7 minutos a um rápido brainstorming e organização … experimente!

http://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/3799-treino-fisico-de-sete-minutos-e-recomendado-por-cientistas-e-dispensa-equipamentos-veja-como-fazer.html