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Um quadro estratégico e tático inter-equipes

Em uma consultoria recente os PO’s e analistas me pediram ajuda para organizar um product backlog compartilhado entre 6 equipes especialistas em suites de uma solução digital corporativa – financeiro, contábil, backoffice, etc.

Me baseei em um quadro de features por equipes do framework SAFe, onde temos cada equipe com suas features para o Train, garantindo uma visão tática por equipe x feature que dá suporte para algumas reuniões táticas e escaladas.

A necessidade era baseada em um backlog sendo priorizado por diferentes clientes e pela própria empresa para evolução e manutenção do produto. Queriamos um artefato que os ajudasse a ter uma visão clara transversal estratégica e tática para distribuição e acompanhamento.

Eu já havia ajudado a introduzir há alguns meses Scrum e Scrum of Scrums, que vinham trazendo bons resultados, mas agora os PO’s e analistas precisavam algo mais visual para o backlog nos próximos meses.

Diagramaticamente, reorganizamos os postits utilizados por eles em uma reunião recente de priorização com clientes, quando usaram um quadro de valor x esforço, com cores para 5 diferentes naturezas de ítens.

Simbolizei na imagem a principal diferenciação destacada, pois para cada time temos duas trilhas, uma para projetos (azul) e outra para sustentação (reserva técnica). O quadro visual é apenas para priorização e abstração em uma escala de tempo mensal.

O quadro ficará em um desses cavaletes com rodinhas, a granularidade dos tickets será por conveniência, coisas muito pequenas não serão representadas individualmente e o formato privilegiará selos com marcos, riscos e lembretes.

Cada postits azul representando projetos, no momento apropriado, terão sua própria inception e seu quadro de Release Plan junto ao(s) time(s) envolvidos, ficando aqui registrado apenas seus MVP’s e Releases.

O número de meses/sprints representados no quadro será um ponto de equilíbrio com foco em que o quadro facilite reuniões de estratégia com as equipes, diretoria e clientes. Também será um facilitador na mudança em curso para Agile no que diz respeito a gestão visual transversal, no plano estratégico e tático, compartilhada entre todos os envolvidos e interessados, inclusive stakeholders.

Relato GVDASA

Uma empresa de atuação nacional que vem fazendo sua transformação digital, com total apoio da alta direção, da gestão e equipes ágeis praticando Scrum, Kanban e realizando reuniões transversais seguindo Scrum of Scrums.

A mais de ano, cada equipe, desde a adoção, contando com profissionais que vem se empenhando em serem ágeis, agregar valor, evoluindo a cada ciclo, melhorando suas práticas ágeis através de experimentação x resultados.

“Já queria te dar um primeiro feedback. Recebemos um pedido de priorização de outra área, o item estava em 7º lugar no backlog, marquei um momento para discussão com os envolvidos e direção e utilizamos a técnica de comparação, ou seja o item a ser priorizado é mais importante que o 1º, 2º, 3º e assim sucessivamente. O resultado foi que todos concordaram que a priorização estava correta e deram um feedback positivo a respeito da clareza e transparência das prioridades que estão sendo trabalhadas.”

Vinicius Iager – coordenado de desenvolvimento GVDASA – Gestão educacional integrada, solução completa para a otimização dos processos acadêmicos e administrativos da sua instituição – http://gvdasa.com.br/

logotipo GVDasa

Conclusão

Não só as equipes envolvidas, mas a participação de clientes, líderes e executivos sempre é muito positivo ao se depararem com um quadro de portfólio, programa, ciclo ou Release Plan. Eles veem ali materializado seus objetivos, desejos, sonhos e expectativas.

Muito da alta pressão, “natural” em projetos de TI, é existir diferentes percepções e entendimentos relativos a prioridades e possibilidades. Ao estabelecer um quadro estratégico ou tático, toda a discussão sobre priorização (e mudanças) geram um único entendimento.

Não há regras pétrias de ticketagem (postits) ao iniciar o uso, tanto granularidade quanto diferenciação irão adaptar-se a realidade do tipo de portfólio, programa, ciclo, tecnologia, complexidade, volumes, equipes, pessoas, etc … Dê o primeiro passo, explicite e deixe que as retrospectivas se encarregarão de melhora-lo cada vez mais.

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21/02 TecnoTalks – Aulas, ensino e aprendizagem no séc XXI

Que tal dedicar uma noite neste final de verão para discutir um pouco mais sobre educação – cursos, treinamentos, facilitações, mentorias. Queremos fazer um evento de três horas em três blocos – cases, debate e proposição – onde a partir de exemplos práticos vamos debater um 5W2H de como construí-las e, em grupos, propôr alguns formatos, modelos, programas ou sequências para diferentes matérias e conteúdos.

Todos somos mestres e alunos nessa vida, una-se a nós – https://www.facebook.com/events/1431269393648600 – se você é professor ou aluno em algo e quer debater esse tema, vem com a gente, confirma tua presença lá no evento porque a sala tem vagas limitadas.

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Tenho dezenas de posts sobre este tema e as provocações visuais que mais curto estão abaixo para mostrar que é um tema que vale a pena debater, pelo prisma de nós mesmos como alunos ou como facilitadores, ambos com muito a contribuir neste processo, porque afinal, não existe ensino se não houver aprendizado. É uma via de mão dupla, no século XXI é uma co-criação, exige protagonismo por igual do professor e aluno.

DT-Educação

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27/12/12 – Princípios ágeis e a escola construtivista
11/07/13 – A teoria do Ba – Parte 1 – Parte 2
08/06/14 – Mapas Conceituais e a aprendizagem significativa
10/06/14 – StoryTelling é uma técnica subestimada pela maioria
26/01/15 – Design Thinking na educação
13/04/15 – Piaget era agilista sem dúvida alguma
17/05/15 – Design Thinking um exemplo prático em 5 passos
21/05/15 – Porque ensinar e praticar Agile na faculdade
20/07/15 – Os pensadores do ensino e do aprendizado
09/08/15 – A aprendizagem significativa de Ausubel
20/08/15 – Aprendizagem experiencial
15/10/15 – Poiesis, a arte da criação, da construção, do ser criativo
13/01/15 – Agile em projetos de pesquisas acadêmicas
11/06/16 – Aulas e Curva de Ebbinghaus, aprender fazendo
08/12/16 – Aula FACIN GP – Aprendizado Experiencial
11/03/17 – 1ª aula de GP / somos gerentes e somos projeto
18/03/17 – 2ª aula de GP / de programas a principios
19/03/17 – O que aulas universitárias tem a ver com Agile
26/03/17 – 3ª aula de GP e Tópicos Especiais
02/04/17 – 4ª aula de GP e Tópicos Especiais
08/04/17 – 5ª aula de GP e Tópicos Especiais
20/05/17 – 6ª e 7ª aula de GP na FACIN
18/06/17 – Layout & Graffiti em salas de aula
28/06/17 – Sobre os ombros de gigantes

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O mindset do Design Thinking na Educação

Inicie pensando Design Thinking na educação pela sua cláusula mais pétria, a empatia, enxergando o aluno como nosso cliente, com o qual é preciso estabelecer sinergia. Inexiste ensino sem aprendizado, logo entender seu cliente é essencial, assim como em métodos ágeis, é obrigação do facilitador, mentor ou coach, encontrar a técnica mais adequada a média e a cada cliente, sua cultura, subsunçores (âncoras ou conhecimento prévio), ensino tem duas vias para retroalimentar-se e melhorar continuamente.

Novas gerações

Não acredito em gerações pela data de nascimento, não é uma maldição, todos nós evoluímos, há pessoas jovens e velhas presas ao passado, tanto quanto jovens e velhos vivendo intensamente o presente. Entretanto, estes estudos nos ajudam a entender períodos de tempo.

Geração Y (Millenials), estão a noite em aula após o dia inteiro trabalhando em empresas que buscam novos paradigmas, Agile, DT, Fábrica 4.0, organizações exponenciais e duais, em aula buscam algo que ative sua curiosidade e exercitem na prática, não só na teoria.

Geração Z, multi-threads, multimídia, uma meninada que nasceu com um iPAD nas mãos, que escolhe o assunto, o filme, o jogo, tudo é on demand, a tentativa de exigir atenção em aulas padronizadas é quase o oposto de seu mindset, crenças e valores.

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Novos tempos + novos alunos = novos professores

Ano de 2018 e tem muito professor que vê o aluno como um recipiendário, alguém que deve curvar-se a sua sapiência e receber um conhecimento de forma respeitosa, reverencial e se possível inerte, sem questionar, desconstruir e reconstruir. Na maior parte das vezes, professores cavam suas trincheiras em torno de um conhecimento estático, em meio a um mundo em movimento, impondo suas regras em aulas formatadas de forma a permitir apenas que o aluno escute, aprenda e agradeça.

Quanto a fazer diferente, tem gente que ainda acredita que aulas invertidas são disruptivas, mas aulas invertidas eram inovação na década de 80 do século XX, entretanto, no ano de 2018 do século XXI é inócuo apenas inverter, é preciso interagir e envolver, é preciso se utilizar de teorias e modelos da psicologia e sociologia para entender o aluno a sua frente e co-criar com ele o formato de aula que os mantenha atentos, interessados, alertas, reiteradamente resgatando sua vontade em experimentar.

Um resgate das escolas Gregas, cada indivíduo como único

Nenhum dos conceitos por mim defendidos é novo, ao contrário, não estou propondo uma revolução ou mudança a frente, o que proponho é um resgate, uma mudança atras, inspirando-se nas escolas gregas, com mentores e aprendizes, cada qual com muito a agregar a si mesmo (maiêutica-2016), a propôr e criar (poiesis-2015), a interagir e co-criar (pensadores do ensino e do aprendizado-2015).

Alguns posts são essenciais, um sobre Design Thinking (DT na educação-2015) e outro sobre os estudos de uma pesquisadora sobre o uso dos princípios ágeis na faculdade, não como conteúdo, mas como framework-base para disciplinas e aulas (Dra Yael-2006), com menos desperdício e mais valor agregado. É essencial termos ementas, mas instanciadas por MVP passível de ser ajustado, adaptado ao perfil e características de cada turma … na prática é a troca de professores estáticos por professores mais dinâmicos e adaptativos a seu tempo e seus alunos.

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Espaços físicos e filosóficos para geração de conhecimento

Desde 2012 escrevo sobre o universo de Piaget (construtivismo educacional-2012), tanto quanto o Conceito de Ba (Takeushi e Nonaka-2013) como meio para a criação de salas de aula em seu sentido filosófico, um ambiente gerador de experiências e conhecimento, alinhado ao aprendizado significativo (Ausubel-2015) e ao aprendizado experiencial (Kolb-2015), chegando inclusive a lembrar o Conceito de Ba em relação ao ambiente proposto pelo DT e Agile, em salas diferentes daquelas propostas há 500 anos atrás (layout e grafitti-2017).

É preciso desapegar de educação e aprendizado ligado a seriedade e reverências a sapiência secular, é para ser divertido e interessante em todos os sentidos, em 11/06/16 fiz esta provocação, afinal, até o século XX, rir na igreja, trabalho ou escola era inadequado. Finalmente, eu tento adotar em minhas aulas princípios inspirados na Curva de EbbinghausAprendizado Experiencial (exemplos: 1ª aula, 2ª aula, 3ª aula, 4ª aula, 5ª aula, 6ª/7ª aula). Cometo erros, mas muito disso dá muito certo, de um semestre para o outro mudam não só os alunos, mas suas necessidades.

Novas escolas e modelos para educadores e alunos

Como mudar o status quo de sua escola, faculdade, cursos variados? Há uma infinidade de experimentos mundo afora, um mundo cada vez mais compartilhado na web e nas redes, antes de reinventar a roda é bom saber o que está rolando mundo afora.

Na Finlândia em 2015 houve farta divulgação por aqui sobre uma experiência na escola estatal em que deixariam de ter disciplinas, posto que cada aluno precisaria ter uma visão trans-disciplinar sobre o conhecimento que teria que ajudar a organizar e aprender. Há críticas, mas o que o governo busca é um equilíbrio entre o tradicional e o novo, oferecendo conteúdo estruturado e co-criação em um ou dois ciclos anuais.

Ao falarmos da China após as conquistas de melhores alunos em matemática em competição internacional e também dos Tigres Asiáticos, há o contraste em sistemas rígidos e conteudistas, centrados em conhecimento e não em criatividade e inovação, envolvendo jovens imersos em um sistema político e cultural que valoriza competições e domínio, mas nada afeito a questionamentos e auto-organização.

Nos Estados Unidos, diferentes iniciativas baseadas em Design Thinking vem se consolidando como um meio de auto-organização, de forma que dirigentes, professores e alunos contribuam por igual na construção de novos ambientes e modelos educativos para aprendizado ativo. O site abaixo é uma versão traduzida de uma destas propostas, focada em unir as partes envolvidas em um processo criativo para esta mudança.

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O vale do silício atrai alunos e profissionais pelo ecossistema aberto tanto a competição quanto a coopetição e colaboração, assim como Austrália e Canadá, Irlanda e Alemanha, são regiões que se anteciparam na leitura das crianças e jovens conectados do século XXI, que buscam algo que lhes ofereça liberdade com criatividade, apoio para que construam seu próprio caminho, aprendizado, propósito e satisfação em fazer parte.

Para encerrar, uma reflexão poderosa como mola propulsora para nosso esforço e mudança: Estamos-perdendo-uma-geracao-de-talentos (2017)

 

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Digital Artisans – Ray Wang

Um post em ritmo de resenha de Carnaval (2018) – Se não formos agentes de mudança nesta era de disrupção, seremos atropelados por ela, nosso planejamento de carreira deve estar alinhado ao mercado (time to market) tanto quanto o planejamento estratégico de qualquer empresa que pretenda sobreviver e crescer no século XXI.

No século XXI, na busca por organizações exponenciais, estruturas duais, transformação digital e indústria 4.0, temos a soma de hard e soft skills, profissionais multimodais, colaborativos, com sinergia e foco permanente em resultados. Precisamos ter amplitude de visão e skills que nos permitam sermos parte desta nova economia.

Artesãos Digitais – Ray Wang – Constellation Research Inc

Desapegue e deixe o século XX para trás, as empresas precisam cada vez mais de especialistas (hardskills) com habilidades (softskills), técnicos criativos, operacionais de negócio, exatas + humanas, que saibam explorar ao máximo os dois hemisférios do seu cérebro – razão e emoção.

O fundador e analista da Constellation Research Inc é Ray Wang, ele cunhou o anagrama ARTISANS alusivo a artesãos digitais. Para destacar-se no século XXI as organizações buscam profissionais completos, com domínio no que ele chamou de sete blocos de construção:

  • (A) Autêntico: manter-se fiel à marca da organização
  • (R) Relevante: entregar valor em escala
  • (T) Transparente: ter a compreensão do coletivo
  • (I) Inteligente: adaptação à auto-aprendizagem
  • (S) Speedy: capacidade de resposta na era digital
  • (A) Analítica: democratizar a tomada de decisões
  • (N) Não conformista: buscar a ruptura na criação

Post Original com múltiplos links, vale a leitura – research-report-digital-artisans-seven-building-blocks-behind-building-digital-business

Ray Wang também propõe uma visão dos 5 (cinco) pilares da tecnologia do consumidor – five-consumer-tech-macro-pillars-influence-enterprise-software-innovation/

 

Abordagem: “Não somos mais uma economia de produtos e serviços, mas de experiências e resultados. Os líderes empresariais e suas organizações devem mudar para manter as promessas nesta era da tecnologia social e móvel, onde clientes, funcionários e parceiros se comunicam uns com os outros. A força de trabalho também mudou, funcionários esperam poder determinar quando e como eles trabalharão, a tecnologia e os valores que sua empresa assumirá. As organizações só podem participar dessa conversa se reconhecerem estes fatos, devem articular e avançar com essas mudanças sociais, organizacionais e tecnológicas.”

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Agile Bi-Modal e o planejamento de projetos

O agilista que mais admiro e sigo é o Paulo Caroli, guru da Thoughtworks, referência ágil mundial desde o planejamento até a retrospectiva.

Em 2011 participei de um evento em que ele facilitou uma técnica de Inception para um site de CoP – elevator, objetivos, personas, jornadas, histórias, US mapping com valor x cronologia – sprints e releases.

Anos depois ele lançou a Inception Enxuta, sua técnica Direto ao Ponto surpreende pela habilidade em planejar em nível zero – elevator, objetivos, personas, features, MVPs em ondas (sequenciamento) e canvas.

Genial as duas, extremamente simples, racionais e objetivas ao que se propõem, pessoalmente acabei optando por deixar as duas na minha toolbox, as vezes uso uma, outras vezes a outra.

Fazer certo a coisa certa

Mais importante que a inception, é o trabalho prévio para enquadramento, direcionando ou não business cases, concepção estratégica, bases para que uma inception se beneficie de tudo o que já sabemos – mapas, jornadas, processos, benchmark, mapa de funcionalidades, etc.

Quando iniciamos um projeto do modo 1 como se fosse modo 2, este é o primeiro e maior desperdício, ele se propagará por meses, desconsiderando tudo o que já se sabe apenas para tentar enquadrá-lo como modo 2.

Modo #1 – Projetos com escopo de negócio claros

Participo de dezenas de projetos a cada ano, para os grandes clientes da DBserver, novos produtos tanto quanto evolutivas e pacotes de corretivas. A maioria deles temos um escopo de negócio claro, há variadas alterações durante seu curso, mas um Release Plan claro em sprints e histórias permitem amplitude de conhecimento, registro permanente de mudanças e aprendizado intenso, como por exemplo:

Um sistema de acompanhamento jurídico, com cadastro de escritórios, advogados, causas pró e contra, agenda de datas legais e de trabalho, integração com o TJ e etc. Um projeto executado em alguns meses com uma equipe enxuta, com alterações muito a nível de DoR, pois o briefing e brainstorming durante a Inception, somado ao budget e schedule, proporcionaram um projeto focado e estável em alto nível.

Um sistema de qualidade relacionado a exportação, focado na comunicação de ocorrências por clientes de outros países, gerando registro em uma base de dados, negociação, desde a abertura até o encerramento de cada caso, contando com fotos, relatos e laudos. O briefing, maturidade da equipe, budget e schedule deste também proporcionou um projeto focado e estável em alto nível.

Também soluções corporativas como de serviços adicionais, seguros ou franquias, é claro que há mudanças, mas termos uma ou duas dezenas de sprints desenhadas só trazem senso de pertença, apropriação de conceitos de negócio, principalmente nos dá visão clara de mudanças, impactos, compromisso com entrega, em contextos que valoriza-se o negócio tanto quanto há conhecimento abrangente sobre ele.

Modo #2 – Projetos com escopo de negócio variável

São em bem menor número, na maioria dos casos envolvem eventos prévios de concepção ou mesmo sprint designs, não há uma clara visão da melhor solução ou da melhor forma para executá-las, na maior parte das vezes há um objetivo de entender o primeiro passo, o mínimo produto viável, contando com algumas prints para durante esta trajetória escolher o próximo passo, fruto de construção e validações.

O case mais vivo na minha memória foi em uma solução de atendimento ao cliente com acompanhamento jurídico, de início planejamos alguns sprints, houveram muitas mudanças e aos poucos estabeleceu-se um planejamento de altíssimo nível sem sequer usar de estimativas, apenas conversávamos e a equipe estabelecia com o PO e stakeholders por onde ir e a medida que seguíamos em frente ajustava-se o backlog.

Outro case foi uma solução de apoio a gerentes de contas ou de negócios, onde de início estabeleceu-se a percepção de que não sabíamos para onde seguir e durante algumas semanas foram trabalhadas reuniões de concepção junto a diferentes personas, validando-as em mocks até que a melhor solução ficou estabelecida, completamente diferente da proposta inicial.

Fui Agile Coach por vários meses em uma aceleradora, a cada sexta-feira planejávamos os próximos passos para algumas semanas, sendo que na sexta seguinte tudo poderia mudar. Lean Startup na veia, permanentemente checando ideias, pressupostos, validando, programando algo, validando, tudo de novo, validando, … Várias startups, com nenhuma tínhamos planos maiores que algumas semanas em Kanban.

A seguir minha reinterpretação sobre a TI Bi-Modal do Gartner, ambos os modos ágeis:

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Toolbox 360° com a galera da Umbler e RedeHost

Uma lightningtalk pegada, uma rodada do game Desafio Toolbox, a construção de um Toolbox Wall. Foi um final de tarde agitado em Gravataí com trinta profissionais em um espaço muito bacana … me senti em casa 🙂

Quando cheguei estava rolando uma sprint review na sala ao lado, enquanto eu montava os kits e material em uma sala enorme que mais parecia um playground para adultos, que agora tem mais alguns livros, jogos e mural.

Foi um prazer montar mais um Toolbox Wall, compartilhar e interagir com uma galera pilhada. Como eram apenas 90 minutos, todo o material ficou para que pudessem fazer mais rodadas adiante … espero que compartilhem fotos \o/

Uma definição que encontrei na web para apresentar a Umbler diz: “É uma startup do ramo de hospedagem de sites e aplicações, possui atualmente unidades em Gravataí/RS e Orlando/EUA, tendo como filosofia a globalização do negócio.”

Sobre a RedeHost encontrei esta apresentação: “Com mais de 14 anos, está entre as maiores empresas de hospedagem do Brasil, conta com dois data centers em São Paulo, cerca de 400 mil domínios registrados e mais de 60 mil clientes.”

 

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Discutimos business, tecnologia, agilidade, … menos ROI

Já escrevi sobre a displicência brasileira tangenciando o assunto ROI, estamos mudando para Agile, discutindo valor para o negócio, features, histórias, mas mesmo assim, a abordagem é sempre abstrata e passional, pouco materializada em números, fatos e projeções.

ROI (return on investment) é a relação entre a quantidade de dinheiro ganho (ou perdido) como resultado por uma quantidade de dinheiro investido.

Há uma semana atrás estava debatendo com alguns colegas sobre a importância de termos mais dados sobre as práticas de automação de testes, tal como Jasmine no frontend, Protractor na aplicação, JUnit no backend, Selenium no funcional, etc.

Minha percepção é que só não temos melhores práticas de TDD e automação porque temos poucas informações reais sobre ROI, com investimento e benefícios explícitos, apresentando taxas, percentuais, métricas e indicadores.

O Tiago Totti, arquiteto e colega que tenho como referência em tecnologia, me encaminhou há alguns dias o link de um artigo sobre os benefícios do TDD, quando o desenvolvimento é orientado a testes, de onde partimos para a construção da solução.

Supondo uma hipotética taxa de qualidade em 30%, é um bom ponto de partida para análise do estabelecimento de um software de maior qualidade, menor custo de manutenção, maior velocidade para corretivas e evolutivas, menos riscos e impactos em produção.

Por não termos dados concretos, o que a maioria das equipes fazem é ceder e reclamar, mas quando desafiados a gerar estes números, reclamam em dobro porque são contra métricas e indicadores … não consigo entender, assim cada projeto parece ser o primeiro.

Vale a leitura, uma ótima reflexão sobre métricas e números em determinado contexto, está na hora de criar os números para o seu – investimento (tempo, custo de qualificação do time e senhoridade) x resultado (taxa de erros em produção, resposta a corretivas e evolutivas).

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Não concorda? Sua realidade é diferente? Pois é esse meu ponto, faltam números em nossas realidades e só quem pode gerá-los somos nós. Se você tem números sobre custo x benefício de desenvolvimento com qualidade, me manda o link …  \o/