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Crazy Eight (oito ideias em oito minutos em uma A4)

Me lembra vários jogos postados lá no http://jogos360graus.wordpress.com com o objetivo de nos fazer sair fora da caixa, podendo ser usado como proposto, como uma técnica de ideação e brainstorming ou como incentivo a criatividade e adaptabilidade, como é o charetting e outras.

Crazy 8 é uma proposta de ideação do Design Sprint que pode ser utilizada como um jogo, desafiando cada um dos participantes a ter até oito ideias em oito minutos, usando para isso uma folha A4 dobrada ao meio três vezes. Em cada um dos oito espaço marcados entre as dobras, desenhe ou registre graficamente a seu modo uma ideia, tentando evitar mais do mesmo, sem preconceito, mesmo que pareça maluca.

Desenho é o modo mais primário de comunicação, uma criança antes de falar ou escrever já registra suas emoções e percepções através de desenhos, então não intimide-se por técnica ou beleza, foque em registros livres, cada um a sua maneira … depois você terá a oportunidade de explicar seus desenhos, foque nas ideias e provocações.

Crazy Eights pode ser um passo de quatro, um roteiro iniciando pela troca de informações, registro de insights, ideação de oito ideias registradas graficamente através de desenhos e rabiscos em oito quadrantes de uma folha A4 em um tempo de oito minutos (Crazi 8’s), para então juntos trabalharmos a(s) melhor(es) opção(ões).

A referência que recomendo e chamo a atenção é o site https://designsprintkit.withgoogle.com/methods/sketch/crazy-8s/

Minha maior curiosidade ao ler sobre a técnica é que usualmente trabalhamos o coletivo, potencializando brainstormings em pequenos grupos, aproveitando ao máximo diferentes expertises e conhecimentos, que somados geramos sinergia (2 + 2 = 5). No caso do Crazy Eight, mesmo criando pequenos grupos, o primeiro passo é individual, cada qual registrando seus pensamentos.

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NÃO entregar valor NÃO é opção em uma sprint

A cada dia em um projeto SCRUM é preciso relembrar Pareto (80 x 20), bem como buscar inspiração na técnica de caminho crítico. Desde o release plan, product backlog e sprint backlog, daily e pós-daily, review e retrô, o discurso de valor é legal, mas só vale se entregarmos valor.

Quando cito Pareto em projetos, tem o estratégico pela necessidade do cliente e usuários, o tático na complexidade e capacidade, tem o operacional de cada dia, a nível de tecnologia, requisitos, funcionalidades, regras, … temos então nossa rede mental e caminho crítico.

Pareto: A regra dos 80/20 ou Lei dos poucos vitais para muitos triviais, afirma que aproximadamente 80% dos efeitos vêm de 20% das causas. Um dos ícone do Lean, a lenda Joseph Moses Juran, sugeriu este princípio e o nomeou em homenagem a Vilfredo Pareto e seus estudos.

Áreas de Convergência/Divergência: O caminho crítico é uma sequencia de atividades que representa o caminho mais longo de um projeto. Área de Convergência é quando várias atividades devem concluir para outra iniciar, Área de Divergência é quando uma é pré-requisito de várias.

Assim como um bom gerente de projetos, uma equipe ágil lida diariamente com a possibilidade de tomada de decisões relacionadas a riscos, rede, fragmentação, inclusão e exclusão de atividades, paralelismo e sequenciamento, recursos essenciais para auto-organização e sucesso.

Em uma liberdade poética, trago uma rede e seu caminho crítico propostas pela UniversoProjeto para discutir conceitos de caminho crítico, não representa a estratégia de histórias e tarefas em uma sprint mas é didática quanto a caminho crítico e áreas de convergência e divergência:

Em Agile, cada história possui sua rede no sprint, gerando um desafio tático diário ao time, como na abstração que montei logo abaixo … a entrega do mínimo valor (vitais) de qualquer história não pode ser comprometida em função de entregas triviais de outras histórias:

Diariamente, a cada novo fonte, objeto, classe ou método é preciso perceber o caminho crítico e lembrar de evitar triviais antes de vitais, valorizando eliminar gargalos e garantir entregas antecipadas, parciais, essa é a nossa missão: Entregar valor!

As vezes usamos de dissonância cognitiva para justificar o porque não vai ser possível, esquecendo de se utilizar de uma visão holística, onde o todo é composto de partes … equipes ágeis de alta performance esforçam-se em entendê-las e tomam decisões para garantir entregas e valor.

Acredite, adaptar-se não é resignar-se a inevitabilidade das mudanças, é diariamente mitigar, contornar, fracionar, eliminar ou reduzir áreas de convergências e divergência, focar na essência, de forma que a adaptação não seja a negação do valor, mas a confirmação dele.

Cada SPRINT é um pacto por valor a ser entregue

Planejado na inception e materializado no product backlog, a sprint backlog é um pacto gerado pelo time entorno do mix de domínio, conhecimento, expertises e percepções de todos, levando em condição valor, prioridade, complexidade, riscos e oportunidades.

A cada Daily e pós-Daily, nossa missão é repactuar o sucesso de nossas entregas, mitigando riscos, sempre focados no mínimo entregável de valor suficiente, sempre investindo no vital e questionando o trivial, justificando assim o porque do método ágil que praticamos.

Na medida que o sprint avança, a responsabilidade e necessidade de planos de ação e responsabilidade na aplicação de árvores de decisões vais tornando-se cada vez mais premente. No 1° dia, 2° e 3° temos mais opções, a partir do 4° e do 7° temos menor margem para manobras.

Estudo de caso: Em um cenário adverso, no segundo dia foi discutido opções e assumidos certos riscos, no quarto dia já é preciso concentrar esforços e no sétimo dia muitas vezes temos que tomar decisões difíceis, mas responsáveis frente ao compromisso de entrega de valor.

Para ser mais claro, quando falamos no sprint planning sobre compromisso com a excelência combinada, características funcionais otimizadas, regras, automações, camadas, etc, isto NÃO pode ser mais importante que a entrega, validação com o cliente, fluxo e cadência.

Se decisões tiverem que ser tomadas, ok, vamos depois discutir o porque foi preciso, vamos aprender com elas, vamos nos esforçar por melhorar nos próximos sprints, vamos incluir a discussão sobre o resgate e refatoramento do gap entre o que foi previsto versus o que foi feito.

Falando em valor e sprints, cuidado com o que promete, pois és responsável por quem cativas e NÃO entregar o máximo de valor a cada sprint NÃO é opção! O desafio e a solução todos terem este princípio em mente, sem stress, mas antenados ao máximo de entregas de valor.

Nossa linguagem ubiqua foca em valor para o cliente, se você mesmo assim não abre mão de atrasos por excelência técnica, em detrimento de valor antecipado, validação e aprendizado – PDCL – Desculpa, mas talvez seja uma linguagem ambigua e não ubiqua.

Se leu até aqui, tenho certeza que vai curtir ler esse outro, garantcho:  https://jorgeaudy.com/2014/11/04/divida-tecnica-um-mal-necessario-mas-nao-e-um-carma/

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25/11 – DB ToolBox Wall

Tive a oportunidade de criar um mural de técnicas do Toolbox Wall na DBserver no Sábado de 25/11/2017 com mais de 80 boas práticas para ciclos iterativos-incrementais de ideação, modelagem, validação, planejamento, construção e aprendizados. Com técnicas oriundas de métodos e frameworks, tradicionais e ágeis, do Design Thinking, Lean Startup, Scrum, Kanban, Art Of Hosting, de variadas formas e dinâmicas. O objetivo é ser um apoio a gestão do conhecimento, provocar o interesse em novos aprendizados, compartilhamento de boas práticas.

Venho compartilhando no blog e no livro a anos, em 2017 chegou a vez do jogo Desafio Toolbox, chegar ao Toolbox Wall foi tão somente uma consequência natural, uma forma de trabalhar em grande escala aquilo que muitos resultados vem trazendo pelos outros meios. Em grande escala temos um mural de oportunidades, selos, avatares, dicas, informações organizacionais e muito mais.

Agradeço a participação do Claudio Dias Junior que apareceu mesmo por meia hora para interagir, Henrique Geremia Nievinski da Data Science Brigade, galera que conheci quando o Cabral lançou o Serenata e fui eu ler mais sobre essa galera de Data Science, Augusto Rückert do ZAP, tecnotalker de longa data, colega da Mayra no ZAP, Kênia Martins Couto da Atmosfera Social, o parceiraço Taner Pereira do Sicredi, na mesma vibe do colega e tecnotalker Rodrigo Murari Severo, ao parceiraço Thiago Mulek e a surpreendente arquiteta Samara Fonseca, que tem alma de TI, porque pegou junto do começo ao fim. Todos ganharam um baralho, minha forma de agradecer a parceria.

Eles escolheram três técnicas, que praticamos como exercício – Lean Startup, UX Value Proposition e Impact Mapping. Em pouco mais de uma hora, exercitamos técnicas de modelagem, ideação/empatia e de user storing, rendendo uma boa percepção do potencial de uso destas e das outras técnicas, onde o conceito principal é aprender fazendo, porque a prática é o melhor professor.

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Toolbox Wall – Pode ser um guia, mapa, jogo, técnica, método ou até decoração

Aquilo que começou como um livro, desenvolveu-se como um jogo de tabuleiro, está transformando-se em uma poderosa técnica de brainstorming, aprendizado, planejamento e decoração que estou chamando de ToolBox Wall.

Das páginas do livro, mais de 70 técnicas e boas práticas começaram a serem convertidas em um mural de folhas A5, que crescem assiduamente com novas dinâmicas e artefatos que vou aprendendo ou desenvolvendo em meu trabalho.

Na minha opinião, toda empresa deveria ter o seu Toolbox Wall, um mural com suas técnicas preferidas, sugeridas e desejadas, em frente ao qual a galera poderia debater alternativas, escolher, caso-a-caso, quer para ampliar horizontes, quer para encontrar soluções.

Trata-se de um mural A5 e cartas que estão sendo usados para planejar quais as técnicas desejadas, de diferentes frentes, inspiradas em Design Thinking, Lean Startup, Lean UX, métodos Ágeis, Art Of Hosting e outras fontes de inspiração.

Após o lançamento do jogo no Trends 2017, empresas me reportaram seu uso em dinâmicas onde o próprio time propõe um desafio real, para então seguindo as regras do jogo Desafio Toolbox 360° encontrarem a sequência que melhor lhes atende.

Vou começar a fazer workshops em noites da semana e Sábados de dia, onde a inscrição será para levar consigo um destes kits, prometo uma experiência única de Toolbox através do próprio jogo, apresentação e vivências.

Minhas fonte de inspiração são muitas, décadas de estudos, não só as que hoje são modinha, mas também resgato outras paixões, como em meus outros livros, o de Jogos 360° seguindo princípios de gamefication, o Scrum 360° e no ebook Sobre os Ombros de Gigantes.

O Toolbox Wall é a materialização sui generis de 10 anos de aprendizados em métodos ágeis, outros 20 anos de experiência em TI antes de descer para a coordenação de desenvolvimento da área de produtos digitais em 2008, quando já editava a newsletter “Marolas de Agilidade”.

A anos divulgo a técnica de Agile Subway Map, a anos dissemino minha abordagem sobre a necessidade de cada um de nós possuir uma grande ToolBox, pois quem se limita a um martelo, qualquer desafio será tratado como um prego, limitado a falta de alternativas.

Em 2015 propus um conceito que chamei de Multi-Convergência Metodológica (04/05/15), sempre defendi a existência do duplo diamante, MVP e Pivot desde o pré-game, inception e no fluxo iterativo-incremental-articulado existente a cada sprint.

O que define o quanto aprofundaremos e aproveitaremos isso depende da cultura e pressão em prazo/orçamento. Mas essa é a base do livro ToolBox 360°, do jogo Desafio Toolbox e do Toolbox Wall, um mural inquieto de boas práticas, oportunidades e inspiração.

Um ciclo PDCL implícito na dualidade temporal entre DoR e DoD, a cada sprint modelando e prototipando o próximo (DoR), enquanto construímos assertivamente o atual e validamos com o cliente (DoD): Onde está o duplo diamante no Agile? (21/08/2016)

A partir desta abordagem, debatemos o problema, opções e a best choice no pré-game, para então em um projeto trabalhar a ideia-modela-prototipa-valida-aprende (DoR), ao mesmo tempo que analisa-constrói-testa-valida-aprende (DoD).

multiplos diamantes

Do duplo diamante do Design Thinking, somado ao Lean Startup com princípios análogos de empatia e validação incrementais, criei uma representação SCRUM com inception e duplos diamantes representados como séries concorrentes de DoR e DoD.

Após blitzkriegs de planejamento utilizando-se algumas de dezenas de técnicas de design thinking e lean startup, prosseguimos com estas e outras tantas em menor escala, mas mesmo propósito, dia-a-dia, em baby-steps, aferindo, ajustando, prosseguindo, entregando valor:

scrum

Por exemplo, um time com um desafio, um projeto onde a galera pode ter um mural para inspirar-se e pinçar dentre múltiplas técnicas algo para pesquisa, brainstorming, modelagem, validação, planejamento, execução iterativo-incremental-articulada, auto-organização, aprendizado, gestão do conhecimento … pode inclusive incorporar nossos mapas de tecnologia ou pelo menos ter exemplos para diferentes plataformas.

Outro exemplo é a busca por uma dinâmica impactante, que os instigue a aprender de forma divertida, mas com foco em conversão, em práticas de interesse. Um brainstorming com regras onde podemos discutir dezenas de possíveis técnicas para resolução de problemas, escolhendo aquelas que querem experimentar, experienciar, aprender fazendo, divertindo-se no percurso, com responsabilidade.

tabuleiro

Esta estrada não teria acontecido sem a inspiração e o apoio de alguns amigos, que em meio a correria do dia-a-dia cederam uma hora para me ajudar a percorrer esta estrada editorial e vivencial. Representativamente, em algumas fotos, agradeço reiteradamente a minha maneira:

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Sem esquecer de agradecer aos parceiros Darth (George Lucas), Pikachú (Satoshi Tajiri) e ao Super Mário (Nintendo).

 

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No TDC POA 2017 falei sobre o SSC e DJM

No dia 11/11/17 tive o prazer de participar novamente da trilha Agile do TDC Porto Alegre, ano passado da abertura e este ano com o encerramento. No ano passado fiz uma palestra provocativa sobre Agile Transformation, este ano sobre a necessidade de materializar nossa estratégia e tática, metodológica, tecnológica e humana.

TDC POA 2017 – SSC & DJM

Scrum Setup Canvas – Antes de entrar em um planejamento de releases e suas sprints é preciso materializar aquelas informações que o excelente Project Model Canvas do Prof Finocchio nos oferece como termo de abertura. É essencial estabelecermos parâmetros como pontos de atenção do mapa de tecnologia, formato, DoR e DoD, sprints e etc:

Doc Journey Map – Pesquise e analise as boas práticas sobre artefatos e documentação, mas faça isso para subsidiar uma análise crítica sobre a sua realidade, cultura, tecnologia e pessoas. Para cada documentação utilizada ou desejada é possível fazer um canvas A3 discutindo a origem, sustentação e destinação, seu custo x valor x benefício:

Sobre estes artefatos, tenho outros posts, vídeos e manual de uso:

02/04/17 – Spoiler da minha palestra para o Agile Trends
13/04/17 – Vídeo de  25 min no Agile Trends
07/06/17 – Versão pdf tamanho A3 para impressão
31/07/17 – Agile Trends Gov – Relato do evento
30/08/17 – Guia de uso para o SSC
06/09/17 – Aprenda com sua documentação

Tenho uma foto logo após minha palestra com parte da galera que assistiu com os coordenadores da trilha:

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Aproprie-se do modelo GROW

O modelo GROW é uma ferramenta de coaching, mas pode ser entendido e usado por qualquer um de nós. Minha crença, desafiar um time a assumir as rédeas de sua vida e carreira é uma forma intensa de melhorar a satisfação, o engajamento, o propósito.

A anos me empenho em compartilhar boas práticas para planejamento de vida e carreira a amigos e parceiros. Não pratico coaching, nem como coachee, menos ainda como coach, porque acredito que junto a parceiros dessa viagem temos as rédeas na mão.

A técnica GROW (John Whitmore) é assim chamada por ser o acrônimo de Gol, Realidade, Opções, plano de ação (Will), em essência, precisamos saber o que queremos, onde estamos hoje, quais as opções possíveis e qual o seu plano para atingir a melhor delas.

Uma técnica muito instigante, podendo ser trabalhado tanto a nível pessoal, como entre integrantes de uma equipe, lembra muito o canvas do managing dojo do Manoel Pimentel para resolução de problemas – desafio, idéias, opções, plano de ação e métricas:

Goal – Estabeleça o Objetivo

Tudo começa quando estabeleça um objetivo SMART (específico, mensurável, factível, realista e temporal), uma mudança de comportamento ou atitude, um desafio, uma mudança necessária.

Reality – Examine a realidade atual

Qual é a situação atual, aquilo que chamamos de AS IS, uma espécie de um 5w2h da situação atual, incluindo tentativas e contingências já tentadas e resultados, na tentativa de aprender com experimentos ou experiências anteriores.

Options – Explore as opções

Quais as alternativas, quais as opções percebidas, julgando caso a caso, para cada alternativa fazemos uma espécie de SWOT, identificando se há e quais são os seus pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças.

Will – Estabeleça um plano de ação

Após as reflexões e brainstormings, baseado sempre em muita reflexão, pesquisa, com grandes doses de realismo e transparência, está na hora de propôr um plano de ação, algo sobre o qual haverá ciclos como em um PDCA.

Fica ligado em mais esta ferramenta coringa, criada para coaching, mas iterativo-incrementais que somos, mantendo motivação e foco, ajustando se preciso, uma técnica especialmente eficiente quando contamos uns com os outros para entender, experimentar e ajustar.

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Storytelling – Jorge Audy, 10 anos de Agile

Ao fazer um relato de meus três anos de DBserver, percebi que em 2008 há exatos 10 anos atrás eu desci para a área de produtos digitais. No dia anterior eu era coordenador do projeto MPS-Br no corporativo, no dia seguinte assumi equipes digitais que vinham tentando Agile … minha história começou a mudar e não parou desde então, o tempo passou, fiquei 10 anos mais velho e mesmo assim me sinto 20 anos mais jovem \o/

Para registro histórico, um storytelling navegando desde o ano de 2008 quando assumi a coordenação de desenvolvimento das equipes da área de produtos digitais do Grupo RBS até hoje. Quem quiser comentar, comenta aqui \o/

2008 – No ScrumBut até cair a ficha

Após 7 anos de ADP Brasil como coordenador de desenvolvimento corporativo, envolvido com equipes no ERP JDEdwards, operação, web corporativa e print center, fui contratado pelo Grupo RBS em 2007. Em 2008 troquei a TI corporativa pela coordenação de desenvolvimento da área de produtos digitais responsável pelo ClicRBS, ZH, Hagah, Pense, rádios, TV e jornais.

Praticamos um ScrumBut de 2008 a 2011, ano em que sob a direção do Alexandre Blauth, gerência do Marco Migliavacca, mentoria do Luiz Cláudio Parzianello e pareando com a colega Cintia Lima imergimos uns no Agile Brazil de Fortaleza e saímos outros do outro lado. Fui de gravata e espírito comando-controle e me ví na volta ainda no avião preparando um plano de ação revolucionário.

Estávamos em Julho, mas em Novembro nos mudaríamos para o quinto andar do prédio 99A do TecnoPUC, o desafio era praticarmos Agile e chegarmos aquele novo ambiente já com boas práticas ágeis ou esperar para nos mudarmos para um ecossistema ágil ainda com mindset tradicional e com muito a fazer … mudar, experimentar e aprender ou esperar a pressão do simbolismo da mudança?

2011 – Mudança em ritmo antecipado e acelerado

Entre Agosto de 2011 e Novembro, quando da mudança para o TecnoPUC, lançamos o desafio de treinar e começar a praticar, experimentar, aprender mais e nos desafiar estarmos prontos para um andar e um ecossistema que exigiria muito de todos nós. Eu e a Cintia realizamos dezenas de treinamentos Agile e Scrum, em três etapas, cinco turmas em cada.

Em Agosto foi um mínimo necessário de mindset, auto-organização e retrospecticvas, alguns destaques como a reversão de alguns projetos como o RuralBR e referência do piloto com o Hagah, seguido de todas as demais equipes, em Setembro foi Kanban e em Outubro foi a totalidade do método Scrum e Kanban.

2012 – Uma revolução em todos os sentidos

Os treinamentos e coaching que puxamos a partir de Agosto e a ida em Novembro para o TecnoPUC foi o precursor de uma revolução, nada mais foi o mesmo depois disto. Os treinamentos e rollout de metodologias ágeis, compartilhando nossos estudos e vivências não pararam mais, áreas corporativas e veículos com quem interagíamos a cada projeto eram treinadas e incentivadas à prática.

Daquela época, tenho até hoje grandes amigos que levaram a todo aquele aprendizado, outras empresas e áreas de atuação, um período em que comecei a participar de GU’s, CoP’s, eventos locais, regionais e nacionais, aprendendo com os grandes nomes do Agile brasileiro e compartilhando minhas experiências em Agile para pessoas e empresas.

Naquele ano iniciei a Comunidade de Práticas chamada TecnoTalks que hoje conta com 2500 integrantes, entrei para a equipe de coordenação do Grupo de Usuários de Métodos Ágeis da SUCESU-RS e lancei meu blog – http://JORGEAUDY.COM – que hoje conta com 900 posts, onde compartilho conteúdo, resenhas de livros e artigos, ebooks, propondo técnicas e team buildings, além de compartilhar uma agenda de eventos.

2013 – Mestrado e a busca por novos caminhos

Em 2013 eu iniciei o meu mestrado, pedi as contas no Grupo RBS e iniciei um trabalho como consultor e Agile Coach com a Software Process, realizando especialmente um trabalho na TNT/Mercúrio que em pouco mais de meio ano, pilotos e rollout com grandes profissionais, toda a área de TI estava na mesma batida, praticando Agile. Outro trabalho pela SW Process foi com a SABEMI.

Meu mestrado foi na FACE em Administração, na linha de pesquisa de Gestão da Informação, a dissertação foi com o tema “Adaptação à mudança nas características do trabalho : níveis de demanda e controle durante a adoção do método ágil SCRUM por equipes de desenvolvimento de software“, com estudos de casos em empresa privada e pública.

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2014 – Em Julho iniciei na DBServer

O meu primeiro semestre na DB foi alucinante, iniciando com treinamento SCRUM 360º e consultoria para a Grendene no projeto piloto SCRUM de “Report de Qualidade” envolvendo a área de exportação e clientes estrangeiros, mas em Setembro iniciou a maratona do SERPRO, como Agile Coach, com treinamentos SCRUM 360° em regionais (SP, RJ, BA, BSB, SC, PE, AL, PR, RS), consultoria em 2 projetos piloto (SC, RJ) com procuradoria geral e tesouro nacional.

Neste ano lancei o livro SCRUM 360°, uma primeira edição independente e uma segunda com a Casa do Código, uma publicação diferente das demais que falam do todo, pois a proposta era falar de fundamentos, bases psicológicas e sociológicas, mais que técnicas e ferramentas, o que há por trás dos papéis, a natureza humana das timeboxes, artefatos e regras.

2015 a 2017 – FACIN, Livros, Eventos, Projetos

A partir de 2015, terminado o mestrado, fui convidado e sou professor na FACIN da PUCRS nas disciplinas de Tópicos Especiais em Engenharia de Software e Gerenciamento de Projetos, ao mesmo tempo em que consultorias, pilotos e coaching iam se desenrolando pela DBserver, aqui no RS principalmente, mas com interações em SC, PR e SP.

Em 2015 lancei meu segundo livro, chamado JOGOS 360°, ilustrado e colorido, com encarte A3 de referência, um livro em parceria com minha filha, ilustradora e graduanda de cinema na PUCRS responsável pelas ilustrações e encarte.

Em 2016 lancei o meu terceiro e último livro, uma franquia na verdade, TOOLBOX 360°, além dos posts no blog e o livro, em 2017 lancei o DESAFIO TOOLBOX 360°, apresentado em workshops nos principais eventos ágeis brasileiros.

Neste ínterim propus algumas técnicas, como alguns quadros de alçada, Diário de Bordo, o SCRUM SETUP CANVAS, uma técnica de análise de documentação e alguns ebooks úteis sobre teorias e modelos (Sobre os Ombros de Gigantes) e Guia Geral sobre adoção ágil.

Em 2017, também com minha filha é claro, lançamos as tirinhas do SAVANA SCRUM para falar das idiossincrasias e aprendizados ágeis na forma de personagens lúdicos e divertidos, com grande potencial de crescimento.

Um período intenso em participações como palestrante em eventos – DBTalks, TecnoTalks, Agile Brazil, Agile Trends (troféu de melhor Trend Talk), TDC’s POA e Floripa, NeoTalks NeoGrid, RAIAR, ADP Labs, Agile Day Gerdau, Conexão King Host, SEPRORGS, Quarta do Conhecimento PROCERGS, Fale com o Coach SERPRO, Semanas Acadêmicas e Feira das Profissões PUCRS e IFRS, FISL, Congressos do PMI-RS (IX, X, XI e XIV), BPW na FNAC, RED #1 e #2, GUMA, LA SALLE, UEBRS, Faculdade DOM BOSCO, entre outros.

Projetos mais significativos para mim entre 2015 e 2017:

DEFENSORIA PÚBLICA do RS – 2015 – Treinamento, consultoria e Agile Coach à equipe piloto do portal do defensor, com duração de um ano, desdobrado em um segundo piloto (Agenda).

DIMED – 2015 – Treinamento e consultoria para o projeto piloto SCRUM “Panvel na palma da mão” e planejamento do programa para a primeira Panvel em SP prevista para Abril de 2016 envolvendo projetos de todas as áreas da empresa;

PROCERGS – 2015/2016/2017 – Treinamento e consultoria Scrum junto a equipes da fábrica interna, sustentação e um processo continuado de Lean Thinking junto a DRC (equipe de analistas de negócios) ajudando a resignificar missão, visão, objetivos e planos de ação;

SICREDI – 2016/2017 – Já foram mais de 25 turmas com média de 30 participantes em um treinamento de Nivelamento Ágil que criei especialmente para mais de 700 profissionais. Para eles desenvolvi o jogo Banco Intergaláctico para experimentação lúdica de Release Plan e Sprints de um ATM em papelão e telas através de papel colorido, tesoura, cola, régua, … Além disso, planejamento e primeiro MVP projeto técnico para crédito rural.

PROCEMPA – 2016 – Agile Coach, treinamento e consultoria envolvendo quase todas as áreas da empresa, com projetos piloto Scrum em todas as equipes de desenvolvimento. Uma oportunidade única foi a facilitação de uma dinâmica de gestão de portfólio para os últimos três meses do governo municipal em 2016, com presença do prefeito e secretários municipais sobre projetos para o centro da capital;

SISPRO – 2016 – Treinamento e consultoria Scrum e Kanban nas equipes de ERP e serviços, com coaching a dois projetos-piloto;

RENNER – 2016 – Treinamento e consultoria Scrum em um projeto-piloto envolvendo a área de varejo, contando com treinamento de lideranças e interações junto a equipes de fábrica;

GETNET – 2016 – Desmistificando Agile, treinamento e consultoria em projeto piloto DSDM batizado de Falcão Peregrino, metodologia adotada por recomendação do Gartner;

UNICRED – 2016 – Treinamento e consultoria com dois projetos pilotos – gestor de negócios e evolutivo da solução de caixa;

ZAFFARI – 2016/2017 – Treinamento de todas as equipes de TI e consultoria em projetos Scrum para dois pilotos – jurídico e app;

GVDASA – 2017 – Agile Transformation do maior ERP brasileiro de educação, equipes Scrum para projetos, Kanban para sustentação e Lean Office para áreas de consultoria, suporte e apoio;

SOFTPLAN – 2017 – Consultoria em Scrum dentro de uma prática SAFe junto as áreas de procuradoria (3 equipes) e tribunais (10 equipes), além de coaching para adoção ágil na equipe de DevOps;

JCME e Rede Marista – 2017 – Facilitação no planejamento ágil de solução estratégica para congregações e inscrições escolares.

Afora estas oportunidades na disseminação e trocas de boas práticas, foram múltiplas palestras e workshops junto a outros clientes e prospects, a maioria no RS, mas muitos em outros estados, sempre sobre Agile, como Scrum, Kanban, Lean Office, Team Building Games, Toolbox, Agile Transformation, Liderança Ágil e facilitação.

Ainda tem muito 2017, mas já prevejo um 2018 cheio de novidades e desafios.  \o/