Refletindo sobre rentabilização no modelo de negócio de uma startup

Uma colega me pediu material sobre modelos de negócio para quem está se largando na grande rede, para repassar a alguém que possui um negócio e quer fincar uma bandeira e rentabilizar online. Fiz um pequeno resumo que, como tudo que faço, compartilho por aqui.

Falamos sobre Lean Canvas e quadros secundários, sobre conhecer o máximo possível sobre TODAS as personas envolvidas – diferentes perfis de clientes, de concorrência, fornecedores, parceiros. Porque em algum momento será preciso analisar custos fixos, variáveis, retiradas, margem e tributação.

Quando avançamos sobre modelos de negócios, chega uma hora que pode ser preciso sintetizar tópicos típicos de planos pessoais dos sócios ou de quem o negócio depende, também pode ser útil mapear pessoal, operação, marketing, financeiro, porque há casos em que isso muda tudo.

Mas, de toda forma, chega a hora em que temos que decidir como rentabilizar ou conseguir colocar e manter seu negócio online de pé … e precisamos definir um modelo sustentável de receita, que deve não só cobrir as despesas e retiradas, mas deixar uma margem, da qual retiraremos parte para inovar – H2 e H3.

VENDA (B2C, B2B, C2C) – Venda de produtos ou serviços, as vezes algo simples resolve, senão, algo em formato eCommerce ou mCommerce, há plataformas de diferentes fornecedores, de comunidades a soluções proprietárias, mas tem joomla, drupal, etc para construção;

FREEMIUM – Muitas startups de soluções e serviços digitais oferecem uma conta free com limitações, como Trello, Miro, Prezi, dropbox, skype, etc. Na medida em que o cliente quer mais recursos, é preciso pagar uma assinatura que via de regra tem opções crescentes;

ASSINATURA – Via de regra temos um trial de 30 a 90 dias, como faz o Mural, por exemplo, tens o trial e, ou ele bloqueia ou é preciso assinar. É um mecanismo de encantamento, uma forma do cliente poder usar e gerar e perceber valor e efetividade. Com frequência a cobrança é anual;

ANÚNCIOS e DESTAQUES – É uma modalidade meio século XX, quando era a maior fonte de receita de sites de conteúdo ou notícias, mas é uma forma que perdeu demais espaço, é preciso ter uma grande audiência e influência para atrair publicidade;

COMISSÃO e AFILIADOS – É possível oferecer serviço ou produtos de terceiros, ganhar um Fi a partir disto, como marketplaces. É uma fórmula de intermediação em que muitas startups investiram para diferentes segmentos e nichos, o ganho vem com o volume. Como Uber ou iFood;

APOIADORES – Assim como a wikipedia e outras soluções, elas angariam recursos através de empresas e pessoas que aportam recursos mensalmente, no caso de negócios de interesse social ou comunitário as grandes empresas podem querer incluir isso no seu balanço social;

LEADS – Content Marketing, uma coisa leva a outra, ovo e a galinha, oferecer conteúdo para obter audiência, rentabilizar canais de vídeos, indiretamente entram os outros modelos, produtos, cursos, livros, etc e ganhar projeção para alavancar outros negócios, propaganda e comissões;

Há outros modelos, como FRANQUIAS, CLASSIFICADOS, COMUNIDADES, CROWDSOURCING, CLUBES (DE DESCONTO), etc.

Eu tenho nos meus favoritos um material de 2012 sobre Business Model Canvas, com 75 canvas preenchidos, vale a pena dar uma olhada. Eu prefiro o Lean Canvas do Ash Maurya, acho mais amplo, discute o problema, concorrentes, UVP, … mas é inegável a grande contribuição dada pelo Alexander Osterwalder com o BMC.

 

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