0

Matsushita – Lean, empatia, T-shaped, … na década de 20

Estamos acostumados a ler sobre Ohno e Toyoda, sobre Deming e Juran, … mas bem antes da IIWW e dos icônicos anos 50 e 60, já havia um expoente da escola de administração japonesa fazendo história. Matsushita exercitou um vasto repertório de inovação, cooperação, responsabilidade social, estratégia com foco nas pessoas, qualidade e lean thinking.

Seguindo seus princípios, em um modelo de gestão proposto e aplicado nos anos 20 com a criação da Matsushida Electric, propôs 7 princípios orientadores, uma história empresarial que até hoje é apresentada em grandes universidades de negócios mundo afora, curiosamente, Matsushida foi chamado de deus da gestão empresarial por muito japoneses:

  1. Contribuição para a sociedade
  2. Justiça e honestidade
  3. Cooperação e espírito de equipe
  4. Esforço incansável pela melhoria
  5. Cortesia e humildade
  6. Adaptabilidade
  7. Gratidão 

Os sete princípios essenciais da Panasonic seguem até hoje a filosofia do fundador desde os anos 20. Conforme Matsushita demonstrou durante o transcorrer de décadas, crises, guerras, pois juntos é possível aprender com todas as experiência, com ideais humanísticos aprendemos e crescemos tanto com o sucesso quanto com o fracasso.

Com frequência repito uma percepção de que tantas contribuições virem do Japão não é mera coincidência, de Konosuke Matsushita a Ikujiro Nonaka, floresceram em uma cultura com essência baseada no auto-conhecimento, respeito e coletividade. Um contraste a uma filosofia mais individualista, competitiva e pouco empática ocidental.

Ele inciou sua empresa em 1918, desde o início preocupando-se em fazer o melhor para seus clientes, colaboradores e sociedade. Uma abordagem 100% empírica, aprendendo e adaptando-se, a solução co-criada e era resultado de engajamento e perseverança, com base na confiança, todos os envolvidos assumiam responsabilidades pelo todo.

No post anterior compartilhei mais uma vez o conceito de estrutura organizacional Dual de John P. Kotter, que desde 1972 passou a lecionar na faculdade de negócios Harvard Business School, titular a partir de 1981, nomeado Professor de Liderança Konosuke Matsushita, princípios e valores que nitidamente o influenciaram em suas teorias.

A Time publicou em 1962 uma matéria sobre Matsushita, seu estilo de vida e modo de pensar de Konosuke como Industrialista, Maior Produtor de Dinheiro, Filósofo, Editor de Revistas e Autor de Best-sellers. Também descreveu Konosuke como um pioneiro que combinou os talentos de Henry Ford e Horatio Alger Jr.

O reconhecimento a história deste veterano industrial japonês e sua forma de administrar e pensar somente cresceu após a matéria na TIME, em setembro de 1964, antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, teve sua história retratada também na revista LIFE e circulação de oito milhões de cópias.

matsushita IV

Livro: “Not for bread alone! A business Ethos, a Management Ethic

Not for bread alone é uma alusão à responsabilidade de um empresário não ser ganhar ou não dinheiro (pão), vai além da posse material, há um senso de responsabilidade pelo valor que agrega ao cliente, colaboradores e sociedade;

Ethos é o conjunto de traços e modos de comportamento que conformam o caráter ou a identidade de uma coletividade. Em Sociologia, é uma espécie de síntese dos costumes de um povo.

Ethic é a parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam ou orientam o comportamento humano, refletindo a essência dos valores e exortações presentes em qualquer realidade social.

O link para o pdf de um livro antológico sobre seus princípios, valores e ensinamentos: http://www.karl-schlecht.de/fileadmin/daten/Download/Buecher/Not_for-Bread-Alone_Matsushita_durchsuchbar.pdf

0

5 forças de Porter – competitividade, oportunidades e ameaças

Tenho paixão por entender grandes ícones, avaliar suas teorias e práticas para decidir de que forma elas podem influenciar minha atuação e meus desafios, pessoais e profissionais. Assim, teremos menos possibilidades de sermos influenciados por modismos, buzzwords, especialmente quando tentamos ser apenas cool e moderninhos.

Porter propôs uma análise de negócio e mercado tão simples quanto redentora, uma avaliação das forças contextuais que podem afetar a capacidade de uma empresa satisfazer seus clientes. Assim, Porter propôs uma análise do microambiente, em um mapa com sua intensidade competitiva, diretamente relacionada à lucratividade.

Poder de negociação dos clientes

  • Número de clientes (tamanho do mercado)
  • Dimensionamento por compra
  • Diferenciais visíveis entre competidores
  • Sensibilidade ao preço
  • Custo e habilidade na troca

Poder de negociação dos fornecedores

  • Número de fornecedores
  • Porte dos fornecedores
  • Singularidade do produto/serviço
  • Custo da mudança
  • Habilidade em trocar

Risco de novos competidores

  • Tempo necessário para entrada de novos
  • Custo de entrada e economia de escala
  • Barreiras de conhecimento na entrada
  • Barreiras tecnológicas

Risco de substitutos

  • Tendências de mercado
  • Probabilidade de inovação
  • Riscos tecnológicos
  • (In)Satisfação na solução atual

Competitividade do segmento

  • Número de competidores
  • Competências essenciais
  • Diferencial competitivos
  • Variação de preços
  • Lealdade dos clientes

Uma resposta de Porter, contrapondo a análise SWOT, que a meu ver tem uma pegada mais aberta, mas que pelo jeito em meados do século XX tinha gente usando SWOT para analisar seu negócio, o que incomodou o autor.

Há uma infinidade de fontes na web discutindo este modelo, abaixo um outro que achei bem completo:

Tenho dois bordões, um é “Toolbox 360°”, inexiste velho e novo, inexistem martelos mágicos, mas sim ter ou não uma boa caixa de ferramentas com opções e composições. O outro é “Sobre os ombros de gigantes”, frase do mestrado, não tirar nada da cartola, nada é óbvio, é preciso estudar, estudar e estudar, ler, ler e ler mais um pouco.

0

Outubro com Toolbox e Jogos 360° em POA

Em Outubro de 2019 vai rolar mais dois workshops, um de Toolbox 360° e um do Jogos 360°, serão mais de oito horas com muita interação em iterações, reflexões e aprendizados, debates em grupos e geral.

Se der uma navegada aqui no blog, vai encontrar muitos relatos, fotos, vídeos e depoimentos da galera que já participou, nesta edição terá muitas novidades, ambos evoluirão para ainda maior práxis, mais práticas e ludicidade.


Dois workshops versáteis e evolutivos em Outubro, mais de mil pessoas já participaram, foco em carreira, facilitação, instrutores, equipes, lideranças:

05/10/19 – TOOLBOX 360° – Inscrições http://bit.ly/toolbox-360 – Vamos debater e vivenciar uma centena de técnicas e boas práticas úteis em carreira, equipe, estratégia, projetos e operações. EVENTO: https://www.facebook.com/events/2572447976177326/

O de Toolbox pivotará das 10 disciplinas propostas nas últimas 10 edições, mantendo aquelas que batizei de essenciais e substituindo as outras seis que chamei de pragmáticas por exercícios transversais de estratégia, projetos e operações.

12/10/19 – JOGOS 360° – Inscrições https://bit.ly/tbg360-audy – Vamos experienciar uma centena de jogos, entre quebra-gelos, aquecimentos e pedagógicos para uso em nosso dia a dia. EVENTO: https://www.facebook.com/events/1354084891433294/

O de Jogos consolida o canvas de apreensão e seleção de jogos, opções e práxis da melhor delas, além de um exercício lúdico e divertido, colaborativo, para a criação de um jogo para um tema selecionado pelos grupos ali formados.

Obs importante: Alguns dias após a inscrição, todos receberão dicas prévias, reflexões e orientações adicionais, quem já possui o kit ou livro reduz em cem pilas porque não precisará levá-los.

As mudanças são permanentemente para torná-los mais pedagógicos e empíricos, não só focados na prática e aprendizados durante os workshops, como para conversão em valor no contexto de cada um a partir do dia seguinte.

0

Geração DUX – Fundação Gerações

A “Fundação Gerações” é uma organização sem fins lucrativos, provida por grandes empresas, com foco no terceiro setor gaúcho. Como meio, apoiar projetos de valor social por meio de fundos de investimento e pela formação de jovens líderes – http://geracaodux.com.br/

Apoio institucional do CIEE/RS, UniRitter e Instituto Jama, conta com mantenedoras do porte da AES Sul, Gerdau, Vonpar e FMSS, seleciona turmas para com elas debater uma grande amplitude de conhecimentos e vivências, diferentes hard e soft skills para jovens líderes.

O programa Geração DUX para desenvolvimento de lideranças tem turmas anuais com teoria, vivência e visitas que fomenta a preparação de líderes inspiradores, com atitude, pautados pela ética e pertencimento a uma sociedade mais justa e sustentável.

Este mês tive o privilégio de me reunir com a turma deste ano para compartilhar principios, crenças, valores e muito conhecimento vicariante. Não foi uma aula, foi um pack de provocações e não faltou um bom jogo Toolbox discutindo técnicas e ambidestria …

Dá uma olhada nos dois vídeos abaixo, um sensacional sobre a edição 2018 e algumas dicas com Fernando Schüler:

0

3Re – Repensando, Recriando e Reconectando-se a sua Carreira

Tres diferentes abordagens, reunidas em um único workshop para replanejar sua carreira. No Sábado, dia 03/08/2019, discutiremos fundamentos e paradigmas da era do conhecimento. Usaremos uma sequência de dinâmicas e técnicas sobre Inteligência Emocional, Mercado, Design Thinking, Lean Startup e Agile Thinking para fazer repensar quem somos, recriar nossos planos e nos reconectar com o mundo que nos cerca.

O quanto tudo o que utilizamos em programas e projetos em empresas inovadoras pode ser aplicado em nossas vidas, em nossas carreiras. Ser iterativo-incremental, assumir que a vida é imprevisível, que é preciso repensar, recriar e reconectar de forma a nos adaptarmos ao . Trata-se de termos empatia com nós mesmos, com nossa rede e com nosso entorno, evitando assim procrastinar, não deixar a vida correr a revelia.

Da uma olhada neste webinar para a King Host discutindo carreira em 2018:

Gislene Guimarães é Psicóloga, escritora, palestrante, professora e coordenadora de pós-graduação. Desenvolveu e se dedica a Arte Terapia com foco na mente criativa e desenvolvimento pessoal e de grupos. Formada em Comunicação Social; Especialista em Gestão Criativa e Inovação; Facilitadora de Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos – SBDG; Practitioner em Programação Neurolinguística; Professional & Life Coaching.

Tatiana Ximenes tem por missão desenvolver soluções para problemas complexos, combinando conhecimentos e expertise de mercado. Experiente no segmento de comunicação, reinventou-se para atender demandas estratégicas na DBServer. Seu objetivo é garantir o melhor posicionamento de mercado através de conexões relevantes. Uma visão sistêmica e inquietação contínua a mantém em constante aperfeiçoamento.

Jorge Audy, escoteiro, professor pela escola Politécnica e de Negócios da PUCRS, facilitador e consultor sobre metodologias de gestão pela DBServer. Blogueiro (http://jorgeaudy.com) e autor dos livros Scrum 360°, Toolbox 360° e Jogos 360°, palestrante e instrutor. Analista de Sistemas pela PUCRS e mestre na linha de pesquisa sobre gestão da informação, pesquisando sobre times durante a adoção de metodologias ágeis.

Outro vídeo interessante é esta Ted Talk para o TEDx Laçador deste ano:

A tempo: Este workshop é uma versão de mercado das oficinas que acredito serão a minha nova base ao meu voluntariado em ONG’s, Escotismo e coletivos. A muito tempo me dedico a diferentes voluntariados, agora percebi que esta oficina em especial, somada ao Toolbox 360°, pode ajudar muita gente a encontrar novas formas de entrar e se manter no mercado de trabalho de forma mais criativa e colaborativa, em rede. O divisor de águas foi o convite da Ana Goelzer e Claudia Sanders para palestrar no TEDx Laçador, a preparação e participação descortinou opções inspiradoras em ajudar jovens e adultos a se planejarem melhor para o mercado. Mês que vem terei uma primeira interação neste sentido … compartilharei cada passo e convidarei outros a ajudar.

0

Retomando meus workshops, vem aí um de Toolbox 360° – 01/06/2019

No dia 01/06/2019 vai rolar mais uma edição do workshop TOOLBOX 360° aqui em Porto Alegre. Um Sábado para compatilhar, debater e interagir, na pauta mais de uma centena de técnicas e boas práticas. Separados em grupos dinâmicos, além da conhecimento e aprendizados vicariantes, rodaremos o jogo Toolbox 360° e a técnica de gestão do conhecimento batizada de Toolbox Wall.

O workshop é das 09:00 as 12:00, intervalo para o almoço e continua das 13:30 as 18:30. Cada participante receberá um kit do jogo com tabuleiro e baralho, coloridos, frente e verso, gr 300 com 115 cartas de técnicas. Uma abordagem aberta, para profissionais de qualquer formação, carreira, empresas ou área de atuação.

Inscrições – http://bit.ly/toolbox360-010619
Informações – https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/
Dúvidas – toolbox.audy.360@gmail.com

2

Operações também precisam ser ambidestras, exponenciais e absortivas

Nos últimos 10 anos tenho participado majoritariamente de projetos para desenvolvimento de software usando frameworks e técnicas ágeis, mas recentemente vem crescendo o envolvimento maior de equipes de operações que ganharam consciência da importância disto.

Processos de operações não podem consumir recorrentemente todo o tempo disponível para eles … não tem receita de bolo, é importante sistematizar ciclos de auto-avaliação e feedbacks em busca de oportunidades, experimentação e melhoria contínua.

Recentemente estava conversando com uma área de suporte em uma instituição financeira, a realidade deles é atender os processos previstos, o desafio é enxugar o melhor possível para que estejam aptos a incrementar novos fluxos, produtos e serviços.

Em uma conversa rápida, citando auto-conhecimento, pareto e cynefin, já foi possível perceber fluxos parcialmente automatizados ou sem automatização, que poderiam eliminar desperdícios operacionais desnecessários no processo atual, como filas, gargalos, tempo e sobrecarga.

A base sempre é auto-conhecimento, quem somos e o que fazemos, visando um mapa de oportunidades, identificando o mais valoroso, repensando os fluxos de maior potencial, alguns casos carecendo apenas de ideação, outros exigindo investimento, etc.

Ambidestria

É preciso entregar o que está previsto e compromissado, mas buscar garantir algum tempo para debater inovação, melhorias e automação. Desta forma, temos os serviços vigentes e a inovação asyncronamente sendo executados pelas equipes, de forma auto-organizada.

As vezes, em meio a uma operação diária, equipes consomem até seu último minuto em atendimento, não reservando ou tendo um plano de ação claro para a otimização de seus processos, desperdiçando boas oportunidades de mudanças, melhorias e automação.

Eu sempre ilustro que se temos sobrecarga diária de trabalho, reservar tempo para melhorias sempre parece impossível, mas se não fizermos isso, provavelmente nunca teremos tempo livre para melhorar e ir além. Para termos tempo livre, é preciso gerenciar melhor nosso tempo, não é mágico, mas via de regra, possível.

Organizações Exponenciais

Nem só empresas novas, startups, disruptivas e tecnológicas pensam em ser exponenciais, qualquer empresa deve ter em seu DNA o objetivo de preparar-se para crescer sem aumento de custos diretamente proporcionais. É a diferença entre uma empresa linear e uma exponencial, temos que estar prontos para crescer sem dôr.

O pensamento exponencial parte do princípio de que tudo merece debate e proposição de otimização, muitas vezes envolvendo automações ou simplificações, para que seja possível crescermos sem necessariamente contratar mais e mais pessoas e recursos, de forma diretamente proporcional e altamente onerosa.

Capacidade de Absorção

Durante o mestrado lembro que realizamos debates sobre os conceitos de Capacidade de Absorção de uma organização, como sendo a habilidade de perceber mudanças no mundo ao seu redor e converter isso em melhorias em seus produtos, serviços e processos.

O foco era a absorção de novos conhecimentos e a conversão destes em inovação e empreendedorismo em diferentes extratos e substratos organizacionais, gerando mudanças melhor protagonizadas por seus colaboradores a partir da orquestração e sinergia de informações e conhecimentos externos e internos.

Conclusão

Temos a alegoria do lenhador, se parar periodicamente para afiar o seu machado terá sempre maior produtividade, pois parando para afiar terá que aplicar menos força por menos vezes. Se pensar que parar alguns minutos é ruim, desperdiçará horas adicionais de sobrecarga com um machado sem fio.

Que tal começar com um storytelling com o relato de suas atividades, somado a um How Might We ou 5w2h para perguntas significativas, talvez um Role Model Canvas e o redesenho de processos usando princípios de Pareto e Cynefin para elaboração de planos de ação que via de regra gera grandes aprendizados.

A chave é a conscientização de que é preciso estar atento não só as suas entregas e metas, mas reservar parte de seu tempo para o debate construtivo sobre melhoria contínua de seus processos, ambiente, ferramentas e pessoas.