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Debates entre Especialistas na Escola Politécnica

A cada semestre implemento um programa de Debate Entre Especialistas, convidando não só profissionais de muita experiência para montar um painel ou storytelling sobre um tema de grande interesse, como BDD (Behavior Driven Development), DDD (Domain Driven Design), DevOps e GP em projetos ágeis.

O objetivo é aproximar alunos e profissionais experientes para uma hora de interação, troca de percepções, muito aprendizado vicariante. As contribuições são em 360º, além dos debatedores ou palestrante, a aula é aberta, mesclando alunos com profissionais da comunidade TecnoTalks de empresas do parque TecnoPUC.

Não só em 2018, mas em anos anteriores sempre tive a oportunidade de contar com grandes profissionais, contando com a presença e contribuição do Sr Lincolm Aguiar, Matheus Alagia, Paula Martins, Patrícia Garay, a cada ano conforme o tema e interesse das turmas nas disciplinas de GP e Tópicos Especiais em Engenharia de SW.

Hoje (22/06/18 as 19:30) teremos o encerramento na disciplina de GP com três grandes nomes em PMO, Agile e Projetos com o objetivo de debater o papel do novo escritório de projetos em empresas ágeis, interagindo com os papéis de Agile Coachs, Scrum Masters e Gerentes de Projetos.

Na quinta-feira de 21/06 as 19:30 tivemos o compartilhamento de conhecimento de um dos grandes arquitetos de solução do RS, Cléber da Silveira falou todo o abecedário de um projeto do século XXI usando as melhores práticas de DevOps, automação, escalabilidade, papiline de infraestrutura a software.

No dia 07/06 tivemos um super-debate sobre uma disciplina obrigatória em equipes que buscam uma arquitetura de solução orientada a domínios e não a tecnologia, três profissionais responsáveis por aplicá-la em seus projetos ou empresa interagiram e compartilharam suas experiências.

Sobre BDD o bicho pegou, falamos da teoria e o contrastes com a prática de mercado, dificuldades, resistências e equívocos em lidar com BDD como uma técnica de automação de testes sem envolver todo o processo e desde o início para entendimento e modelagem a partir de comportamento.

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Cleber da Silveira – storytelling de arquitetura em um projeto de software

Alunos e profissionais que foram no TecnoPUC ou PUCRS no final de tarde, sala 306 do prédio 32 (Escola Politécnica) onde rolou uma storytelling imperdível com Cléber da Silveira, arquiteto de referência da DBServer com 15 anos de experiência em projetos de SW.

Ele relatou o passo-a-passo de um projeto no tocante a arquitetura, pipeline, integração contínua, devops e o necessário para apoiar máxima fluidez, consistência e garantia de qualidade a uma equipe de desenvolvimento de software …

  • Microservices x domínios
  • Deploy contínuo
  • Análise de vulnerabilidade
  • Validação contínua do MVP
  • Autonomia do time
  • Entropia (ADE)
  • Quality Gate
  • Telemetria
  • Circuit Breaker
  • Escalabilidade e roteamento
  • Database Migration
  • Isolamento
  • GitLab … feature branch
  • Inspeção contínua
  • Testes de Unidade e integração
  • Provisionamento
  • Pipeline
  • Fitness function
  • Agilidade

Em meio a tudo isso, uma hora intensa, com bastante interação com um dos melhores arquitetos do Brasil, um show de informações sobre grandes players, auto-scale, pipe e escalabilidade de infra como código, back-pressure, everything fails overtime, etc.

Em 2016 tive o privilégio de contar com a presença do Sr Lincolm Aguiar, em 2017 um storytelling com o Matheus Alagia, em 2018 com o Cleber da Silveira, com certeza três dos maiores profissionais de TI com quem trabalhei em mais de 30 anos de profissão, centenas de projetos, dezenas de empresas.

A seguir, outra apresentação feita pelo Cleber, desta vez sobre OAuth2:

 

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Lean Project Canvas – Ajuda no trabalho com Portfólios

Lean Project Canvas foi proposto por Brad Swanson com o objetivo de criar um artefato que facilitasse a priorização de portfólios sob um mindset ágil e visual de proposta de valor para o negócio. Na prática, gera fichas pré-formatadas para uma visão posicional e profunda de projetos em um portfólio.

O lado esquerdo do canvas trata de percepções de mercado, enquanto o lado direito diz respeito a produto/serviço. A análise quantitativa de valor para o negócio e custos se utiliza de uma série parcial de Fibonacci, o que acaba permitindo uma leitura transversal comparativa entre pontos de Valor para o negócio e de Custo.

  1. Qual o Problema a ser endereçado, como ele é resolvido ou contornado agora;
  2. Quais os Segmentos de Clientes, seguindo a técnica de personas e quais seriam os early adopters;
  3. Relacione os principais Canais para acessar e converter clientes;
  4. Diga quais as Métricas de Sucesso (Aquisição, Ativação, Retenção, Receita, Referência);
  5. Quais são as Possíveis Soluções conhecidas ou percebidas;
  6. Prontidão empresarial diz respeito a dinâmica interna da empresa em gerar sinergia;
  7. Custo pelo Atraso é uma métrica que avalia o impacto da postergação (*);
  8. Valor do negócio em pontos, para o usuário, urgência (custo de atraso) e redução de risco ou oportunidade;
  9. Custo do negócio em pontos.

Seria possível prever a criação de uma taxa de retorno em destaque em cada ficha (ROI = Valor em pontos / Custo em pontos) e ao invés de um quadro linear conforme proposto (logo abaixo), imagino um quadro misto com uma área relativa a backlog, de transição já direcionando às esteiras e as esteiras em curso.

Cheguei a lembrar no Portfólio com a alegoria da corrida de carros proposta pelo Rafael Capra … ia ficar legal, mas ia precisar uma parede de dimensões legais \o/

Pessoalmente, divulgo muito porque é afim as minhas crenças uma imagem atribuída ao grande Ricardo Vargas sobre gestão de Portfólio (abaixo), onde esta abordagem de fichas com as informações essenciais é 100% aderente e complementar.

Outra citação é a proposta descolada do grande Rafael Capra de SP em usar uma alegoria de pista de corrida, que me faz pensar em esteiras (times) com escuderia e carros como projetos com alguns nos boxes, talvez algum acidentado sendo atendido e aqueles no páreo para a reta final (entregas) …

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Cenários Prospectivos – De olhos nos muitos futuros líquidos

É o esforço em projetar um futuro provável através de uma visão desejável e diferentes cenários alternativos. Por exemplo, as grandes empresas de tecnologia possuem áreas de pesquisa e desenvolvimento de produtos, assim como seus concorrentes, de posse de informações e percepções é possível tentar antecipar os cenários possíveis.

Um conceito em que usamos Futurologia, Teoria dos Jogos, Árvore de Decisões, Teoria das Restrições, tudo isso e muito mais, em dinâmicas colaborativas de criação de cenários, estruturação de planos de ação com intenção de aproveitá-los, direcioná-los, mitigá-los, mudá-los, em ciclos iterativo-incrementais-articulados.

Sabemos que grandes empresas possuem cenários prospectivos projetando décadas, dezenas de variáveis, como domínio, investimento, concorrência, governo, mercado, tendências diversas, projeções que algumas empresas do passado e recentemente a Kodak não exercitaram e se deixaram envolver sem ação.

Mesmo não sendo uma mega-corporação, mesmo uma pequena startup, no formato de planejamento estratégico ou um simples jogo de CHARETTING, ter ciência do que é, benefícios e mecânica, nos ajuda a aproveitar seus mecanismos e possibilidades, quer para décadas ou semanas a frente.

 

Há diferentes métodos: OBJETIVO, via brainstorming para análise e priorização, um SUBJETIVO via benchmarking para criar uma imagem ideal com causas e efeitos, uma TÉCNICA NOMINAL DE GRUPO (NGT), com especialistas discutindo pertinência, probabilidade e auto-avaliação.

É um exercício de CHARETTING, uma técnica muito utilizada em ideação, onde vamos alterando premissas, restrições, oportunidades, para então tentar exercitar seus desdobramentos. Em cenários prospectivos há lentes conhecidas por montanhas e oceanos, entre outras.

Diferentes técnicas são comuns, como brainstormings, benchmarking, delphi (análise individual de especialistas), impactos cruzados (causa-efeito entre diferentes cenários), análise prospectiva (cenário ideal, mais provável e alvo) e interações estratégicas (ação de um ator influenciando outros).

Mas essa teoria abre as portas para técnicas mais contemporâneas como Grupos Desfocados, Técnicas de Design Thinking, dinâmicas de Art of Hosting, onde buscamos não só com especialistas, mas aproveitar a totalidade do capital intelectual a disposição, potencializando-o com muita multidisciplinaridade e técnicas.

As grandes empresas aplicam esta técnica e possuem especialistas na facilitação destas técnicas, como Sony, Samsung, Shell, … achei divertido oferecer como valor agregado dois vídeos IGUAIS, um tradicional e outro usando PowToon com o mesmo conteúdo, só para descontrair:

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06/06 – TecnoTalks People Analytics

Uma noite com grandes nomes ligados ao RH do século XXI, temas sobre People Analytics, avaliação continuada, atração, desenvolvimento e retenção. Online de Boston Deli Matsuo, ex-diretor do Google e ex-VP de pessoas na RBS, fundador da Appus, e de SP o Lauro Madalosso, gerente de produtos também da Appus.

Aqui do parque teremos Daniel Kafruni da startup Elofy sediada no TecnoPUC falando sobre gestão de metas e OKR, contaremos também com o Fernando Gutheil para falar sobre People Analytics na Renner, fechando a noite com a Carine Pereira da SerMais,  que também é curadora do TEDx Feevale.

Uma noite sobre pessoas e organizações, exercitando o tema da noite, conectando e interligando pessoas, Na organização contamos também com o Marco Migliavacca, a Andreza Deza e a Jéssica Aaraújo, parceiros e TecnoTalkers de outros carnavais. Na platéia muitos companheiros de jornada, mas a maioria da galera era da área de RH.

Desta vez a rede suportou bem, impecável, só foi preciso reiniciar uma vez, mas abaixo está em dois vídeos a totalidade das três horas de eventos – Deli e Madalosso da Appus, Gutheil da Renner, Kafruni da Elofy e Carine da SerMais.

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Paradoxo do Coach indispensável substitui o de Controle e o do Super-Herói

Na medida em que o tempo passa, novas fórmulas e modelos mentais vão sendo construídos, substituindo com novas percepções de mercado em detrimento a outros já desacreditados. Infelizmente, algumas mudanças acabam apenas substituindo os antigos paradoxos por novos tão incongruentes quanto.

Paradoxo – Pensamento, proposição ou argumento que contraria princípios básicos e gerais, aparentando falta de nexo ou de lógica; contradição.

Enquanto consultores, entramos já com meta explícita para sair, nosso papel é instigar o interesse em trabalharem de forma colaborativa, auto-organizada, iniciando uma caminhada de aprendizado continuado. A meta não é fazer mágica, mas iniciar uma caminhada evolucionária, ampliando suas caixas de ferramentas a cada passo.

Este post não é um julgamento de valores ou abordagens, apenas reflete sobre os principais paradoxos sobre equipes de trabalho nos últimos 100 anos sob uma percepção das mecânicas organizacionais desde a revolução industrial até os dias de hoje …

Paradoxo do Controle

Na primeira metade do século XX o paradoxo era que controle gerava mais produtividade, mas a produtividade era uma percepção consequente de trabalho sob pressão e em condições físicas e psicológicas que prejudicavam a capacidade produtiva, em tempo real ou em uma visão longitudinal, cumulativa, linear.

Aquele paradoxo do controle gerava uma sobrecarga organizacional em cargos, custos, tempo, de forma que precisamos de mais controle para ter “trabalho”, mas aumentar gestores, coordenadores, supervisores, gerentes, diminui a capacidade de investir no trabalho em si, que conhecemos como Gemba, onde e quem faz acontecer.

Paradoxo do Super-Herói

Na segunda metade do século XX havia o paradoxo preponderante do Super-Herói, da Liga da Justiça, dos profissionais workaholic, destacando o individualismo para serem valorizados. Mas quanto mais valorizamos um indivíduo como Sassá Mutema, salvador da produtividade, menos contamos com a desejada sinergia coletiva.

O paradoxo do Super-Herói ao mesmo tempo era valorizado porque resolvia, mas ele resolvia preponderantemente os problemas que ele mesmo criava, resultado da falta de união e colaboração entre todos os envolvidos em prol do coletivo e dos resultados conjuntos, desprivilegiando a comunicação e gestão do conhecimento.

Paradoxo do Coach indispensável

Muitas empresas investem no novo paradoxo do século XXI, o Paradoxo do Coach indispensável, papel que deveria ser libertador, mas ao invés disto cria dependência através de um processo continuado de sapiência singular para direcionamento adequado, como uma babá para evitar que crianças façam a coisa errada.

Um paradoxo que gera a cada dia novos coachs indispensáveis, não só Agile Coach organizacionais, também Life Coach, Personal Coach, Teen Coach, Baby Coach, … o paradoxo é o coachee ver-se dependente do coach para continuar avançando, gerando dependência ao invés de auto-conhecimento e auto-organização.

O antídoto segundo Len Lagestee

É a antítese da proposta por Len Lagestee, Agile Coach de Chicago em http://illustratedagile.com/2016/10/24/exit-strategy-agile-coach/ quando afirma que um Agile Coach não deveria trabalhar para perpetuar-se (em monitorar e controlar para dizer o que é melhor e o que é certo), um artigo a mim apresentado pelo colega Silas Serpa de SP.

Em um mindset de comando-controle, este paradoxo é mais do mesmo, pois quanto mais precisamos de uma pessoa para dizer o que está certo ou errado em nome da organização, mais lembrará GQA e gestão, uma pasteurização que trabalhará contra o objetivo de auto-organização e protagonismo.

A chave não é controle, mas propósito, aprendizado, equidade, então a solução não é continuar valorizando gestão e monitoramento, métricas e indicadores, a chave é para ser colaboração e coletividade baseados em um senso comum de confiança, de liberdade com responsabilidade, cada time e profissional com suas peculiaridades.

Conclusão

O verdadeiro processo Kaizen é suscitador de acertos e erros, aprendizados diretos e indiretos, verticais e horizontais, criar papéis paradoxais e mantê-los mais que o mínimo necessário, ao invés de acelerar, atrasará a mudança. Se as pessoas percebem que não decidem, tocarão o barco e aguardarão para saber o que fazer, sem se arriscar.

Cada grupo humano é único, se queremos maior performance do time e para isso contratamos um “gestor” travestido de coach com o objetivo de comparar e cobrar melhor performance, talvez indique que 100 anos depois ainda tentamos reinterpretar os estudos do casal Gilbreth sobre tempos e movimentos.

O que garante aprendizado, foco e engajamento são mecanismos que proporcionem comunicação, garantindo a auto-gestão do conhecimento por toda a organização, através de encontros, CoP, compartilhamento, retrospectivas e futurespectivas. É a mágica do moto-contínuo, que ao invés de dissipar energia, a potencializa!

Um post de opinião na mesma linha do https://jorgeaudy.com/2017/01/12/uma-alegoria-poetica-e-dura-para-agile-coachs/

 

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Rádio Piratini, programa #Inovação

A convite da Deborah Pilla Villela, na tarde do dia 09/05/18 fui ao centro para debater sobre #inovação na Rádio Piratini, no subsolo do palácio Piratini, sede do governo Gaúcho. Além de mim, também foram convidados o Diretor-Presidente da CORSAN Flávio Ferreira Presser e o empreendedor/investidor Cristiano Franco da POAtek.

Falamos sobre inovação em empresas, de capacidade absortiva, sobre grupos de investimento, aceleradoras e parques tecnológicos, sobre o que esperar de profissionais em um século de permanentes mudanças e desafios, não só tecnológicas, mas organizacionais e sociais.

É possível acessar todos os podcasts na página http://www.procergs.rs.gov.br/inovacao-podcasts. O nosso deve ser lançado provavelmente no dia 15/05/18, mas vale a pena dar uma olhada nos anteriores, duvido que ao dar uma olhada não encontre muitos de seus bruxos por lá.

É possível acessar, ouvir, baixar, o #Inovação é semanal, comandado pela vice-presidente da PROCERGS, Deborah Villela.

De quebra conheci o sub-solo do palácio de governo Gaúcho, no mesmo lugar onde a campanha da legalidade ganhou voz, que Brizola transmitia os ideais da legalidade, ou seja, naquele momento nós falando de inovação e capacidade absortiva éramos a resistência à zona de conforto, a procrastinação, ao comodismo.