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Carreira – The six “coffees” of separation

No final da minha aula semana passada, fiquei em sala até bem mais tarde conversando com um aluno que está na busca do que ele de fato quer fazer, qual carreira seguir – data science, desenvolvimento de software web, mobile, … Falamos é claro sobre papéis, cargos, funções, emprego, mas principalmente que a resposta a essa pergunta não está nos livros, mas na vida real lá fora.

Falamos sobre networking e como ativá-lo, citei alguns exemplos de bruxos nas áreas de conhecimento que ele citava, quase todos atuando em empresas a curta distância de onde estávamos conversando naquele momento, no 32 da PUCRS. Acredito na tese de Milgram, que encontramos qualquer pessoa a no máximo seis “cafés” ou hangouts de distância (*).

(*) The six degrees of separation, estudo científico dos anos 60 do psicólogo Stanley Milgram, ele confirmou que com até seis cartas é possível conectar duas pessoas quaisquer no mundo. O experimento enviava a pessoas uma carta com um destinatário, se o conhecessem deveriam reenviar a ele, se não o conhecesse deveria mandar a alguém de suas relações que talvez o conhecesse, gerando uma sequência de no máximo seis pessoas. Em estudo mais recentes, usando redes sociais, Facebook e Yahoo provaram que a taxa de separação entre duas pessoas quaisquer caiu para 3 a 5 pessoas.

Existem muitas ferramentas para ajudar a modelar e planejar nossas carreiras, mas a maioria delas pressupõem que já temos um mínimo de convicção do que queremos fazer, com o que queremos trabalhar. Sem isso, é preciso iniciar pelo começo, pesquisar, entrevistar, conversar, mapear e conhecer melhor diferentes empresas, áreas e profissionais que atuem nos diferentes papéis que atraem nossa atenção.

Como no duplo diamante do Design Thinking, iniciando por pesquisa, entrevistas, consultas, gerando um mix de opções de carreira, então selecione um por vez, iniciando pelo mais promissor, entender suas características, hard e soft skills, mercado, empresas, valores, até escolher um deles. Então, vivenciar, crescer, consolidar ou pivotar, mudar se preciso ou desejado.

“Café” é a melhor estratégia  🙂

REDE – Se sair da inércia é o primeiro passo, então o segundo é marcar um Hangout, é usar a teoria de Milgram a nosso favor, se Data Science é uma possibilidades, é agendar alguns contatos com profissionais envolvidos em ciência de dados, BI, data warehouse, people analytics, data lake. Se não os conhece, acione quem conhece e peça ajuda, triangule, conheça melhor sua rotina, skills, etc.

PERSONAS – A medida que vamos tomando cafés (também pode ser um suco, biscoitinhos, smoothies, almoços, visitas ao trabalho, etc), vamos conhecendo o melhor possível empresas e suas diferentes oportunidades, função, cargos, profissão, vagas relacionadas. É possível manter tudo isso na memória, mas sugiro ir montando um mapa conceitual do networking e mapas de personas sobre cada uma destas opções.

EMPRESAS – Além de um mapa de possíveis colocações e atuações, importante já ir montando uma matriz ou mapa mental com as informações sobre as empresas. Times, profissionais, tecnologia, contratações, valores, pontos fortes e fracos, opiniões, tudo o que lhe auxiliar a ir estruturando suas escolhas e plano de ação.

Pouco tempo ao tempo Com toda certeza, deve ser um plano adaptativo, iterativo-incremental, cada passo deste processo deve demorar dias, o objetivo neste caso é ir validando e avançando. Nada é definitivo, então faça acontecer, não sente encima porque não é um ovo, tenha objetivos de curto prazo, o mais importante é dar um passo após o outro em alguma direção.

É importante ter em mente que para chegar a ser um profissional cobiçado, provavelmente obterá antes um estágio, um nível júnior inicial, aprendendo e crescendo, como na alegoria dos três horizontes da McKinsey. Pensar os primeiros passos é mais importante que a dúvida natural sobre o tamanho da fatia de tempo prevista, que é relativa conforme a pessoa, área, papel e desafio.

ODYSSEY – Tenho uma releitura do Odyssey Plan do Evans e Burnett, o sequenciamento só diz respeito a ordenação, não a fatias de tempo, podem ser semanas, meses até anos. O importante é que a partir do primeiro café, já é possível começar o mapa de rede, personas e empresas, logo, também começar a pensar no seu Odyssey.

Feito o Odyssey, por favor, faça um quadro físico com postits ou um virtual no Trello, garanta que seu cérebro irá se indignar se os cards não andarem e o tempo sim. Um quadro kanban é a garantia de auto-gestão, um antídoto à procrastinação … por isso, prefiro quadros físicos, na geladeira, na porta do roupeiro, porque ele nos alerta a cada dia se as coisas estão andando ou estamos rolando com a barriga.

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Entrevista para o programa Mundo VUCA

Falamos sobre paradigmas e pragmatismos, disrupção e status quo, sobre teorias e modelos, porque se o Mundo é VUCA, como fazer para surfar nessa onda? É óbvio que não tem receita de bolo, mas tem muitas dicas legais de ingredientes, gestão do conhecimento, parceiros de viagem e sobretudo autoconhecimento, autodiagnóstico e mãos a obra, experimentando, tentando e aprendendo a cada tentativa.

Conheci o Alexandre Ascal e o Ramon Peres Luis da I2DH em um dos meus workshops Toolbox 360° há um ano atras, como o universo conspira e é 100% VUCA, quis o destino que descobríssemos amigos em comum e que acabaríamos no Living 360° juntos gravando um programa sobre empresas e profissionais do século XXI para o programa Mundo VUCA da Esteio News OnLine, onde são âncora, produção, direção e câmera.

Grato pela oportunidade!

Alexandre Ascal – https://www.linkedin.com/in/alexandre-ascal-de-melo-05230921/

Ramon Luis – https://www.linkedin.com/in/ramon-luiz-486473195/

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Mapa tático para (re)colocação profissional

Tenho paixão por ajudar jovens e veteranos a organizar as ideias em relação ao seu planejamento de carreira, com certeza um tema frequentemente desconsiderado por muitas pessoas. Como professor e mentor, uso muitos artefatos, caso a caso, mas faltava algo que me ajudasse a direcionar sob aspectos que credito serem de muita utilidade e em uma sequência de alto valor agregado em muitos casos.

Para ser didático, concentrei quesitos que não constam em nenhum dos outros canvas e que são essenciais a minha abordagem, auto-conhecimento complementar a um SWOT, mapa dos sonhos na linha dos três horizontes da McKinsey, persona e rede sobre o papel desejado e quem pode ser acionado, finalmente, qual a tática a ser adotada, iniciando pela empresa ou segmento, oportunidade e plano de ação.

Um canvas simples, que preenche uma lacuna expressiva em um bom mindset para a busca de (re)colocação, já usei com alunos e amigos em cafés e almoços no 32 e no living, ex-colega e filhos de amigos de longa data, em um viés de gerenciamento de projeto de carreira, apresento também em sala de aula para alunos de SI … vejo nele aspectos de estratégia, visão, escopo, tempo, riscos e qualidade, recursos e aquisição.

Em anos anteriores eu explicava cada um destes quesitos e ia materializando em diferentes folhas ou só orientando a relevância de certas informações, este canvas materializa e vem atingindo o valor que me propus ao criar um A3 conveniente. Tem me ajudado a encurtar caminhos nos debates com quem me procura para discutir planejamento de carreira, com frequência pivot, reposicionamento ou recolocação.

Para cada quadrante há toda uma abordagem que o expande ou limita, quanto a relevância estratégica de ter cenários de curto, médio e longo prazos, uma adaptação dos três horizontes da McKinsey, o enorme potencial de auto-conhecimento e o quanto podemos mergulhar em pontos e resgatar informações ocultas, escolher a(s) persona(s), explicitar o networking com empresas, pessoas, contatos e traçar um plano de ação.

Como a maioria dos Canvas, há uma recomendação sobre a ordem de preenchimento, que pode ser alterada, mas a ordem induz a uma linha de raciocínio, como iniciar pensando nos seus sonhos de curto, médio e longo prazos. Seguindo pelo auto-conhecimento sobre sua história recente, forças e fraquezas, então discutir personas, networking (rede) e plano de ação. Ele não substitui nenhum dos outros, mas é complementar.

Antes é possível que façamos um SWOT, diversas personas de papéis de interesse, jornadas ou propostas de valor (melhoria), talvez johari, um mapa de competências, um BMY com sonhos, gurus e seus talentos, mas em algum momento concentro e direciono neste canvas que criei e na maior parte das vezes (quando da tempo) criamos ou oriento a montagem de um Odyssey (Evans & Burnett) para um maior compromisso.

Estratégia = Sonhos

Tudo começa pelo topo, divertido fazer um desenho, pode ser o que quiser, uma alegoria, um ícone, caricatura, para então registrar os três horizontes, que via de regra são diferentes, passos para chegar ao sonho, mas não necessariamente há três diferentes. Só esses três campos gera um bom debate e bons insights, legal reconectar-se com sonhos esquecidos, tanto quanto perceber que eles mudaram com o tempo.

Resgate à história recente

O passo seguinte é preencher como ele vê a essência de seu histórico, o que já fez, onde, porque, ganhos e dores, aprendizados, forças e fraquezas, não chega a ser um Johari, mas é significativo refletir pelo que se foi e se é valorizado, feedbacks de chefias e ex-colegas, empresa e mercado. Este quadrante a esquerda é uma reflexão sobre auto-conhecimento a partir de sua experiência recente.

Persona = Papel/cargo/função

É importante desenhar a persona almejada, qual é esse papel/cargo/função e o porque tem seu interesse, qual a principal justificativa, quais as dúvidas. Selecione uma apenas após dar a oportunidade de desenhar tantas quantas a pessoa tenha percepção de interesse real, para então identificar o que faz a esquerda e a direita o que o destaca ou diferencia como um bom profissional em hard e soft skills. No quesito persona, as vezes uso um mapeamento de diferentes persona ou mesmo empathy canvas. Simulo benchmarks, discutindo o que faz este profissional em diferentes empresas, variações, estilos, qual a mais atraente, remuneração, tendência e cenários futuros.

Rede/conexões/parceiros

Para este recolocação, quais os contatos de seu networking de 1st, 2nd ou 3rd, com quem poderá contar, acionar, pedir ajuda. Brinco que uma forma melhor de procurar é cercar as empresas almejadas, na pratica estamos falando de pessoas, encontrar e convidar para um café, um almoço, uma visita a empresa, conhecer melhor, identificar lacunas e gaps, até mesmo confirmar se é ali mesmo que quer chegar. Acredito que este quesito é um dos mais relevantes e importantes.

Plano de ação

Minha abordagem é pró-ativa, escolher as empresas que mais queremos, oportunidades conhecidas ou desejadas e o que fará para fazer acontecer, lições aprendidas. Ir atrás dos contatos e conexões que possam agilizar o processo de (re)colocação e principalmente aprendendo ao máximo a cada interação, o que falta, porque não, se não foi selecionado, o que foi o diferencial, gap analisys, para por em prática ajustes, estudos, certificações, se o que falta de fato é possível adquirir, complementar, estar melhor preparado para a próxima tentativa.

Conclusão

Vários colegas, alunos e conhecidos me procuram para debater autoconhecimento, estratégia e plano de ação para entrar, voltar ou movimentar-se no mercado. Como em tudo o mais, não tem um roteiro, é quase caso a caso, escolho uma entre muitas técnicas, todas já compartilhadas aqui – roda da vida e da profissão, personas (papéis), proposta de valor (as is – to be), swot/fofa, jornada, networking map, mapa de competências, business model you, odyssey plan, grow, …

Mas faltava algo, haviam gaps de informações e sequenciamento, por isso quero fazer refletir sobre estes tópicos, como no modelo de Broadwell, o primeiro passo é saber o que não sabemos, isto nos permite escolher usar ou não, mas se não sabemos o que não sabemos, o risco da ignorância mascara erros simples e desperdícios de aprendizados e melhorias em algo tão importante como carreira.

Tenho dezenas de posts relacionados a este assunto (carreira), fiz uma pesquisa e listei abaixo alguns, em especial um webinar antigo (*) antes de criar este canvas e facilitar uma mentoria de carreira. No webinar cito várias possibilidades de técnicas, mas havia algo faltando. Estes posts mostram que há anos venho tentando facilitar uma orientação baseada em técnicas análogas ao que usamos em projetos para empresas.

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Teoria U – Uma abordagem que pode transformar países

Mudamos porque o mundo gira, novas propostas surgem, novas gerações se impõem, por regra o status quo na área pública resiste, da mesma forma que em empresas privadas. No Brasil, por exemplo, tivemos o período de Vargas com o estado novo, tivemos o período de Kubitchek dos 5 em 50, passamos por juntas e presidentes militares, também é claro a redemocratização …

Com certeza as leis que criaram e suportaram o status quo vem aos poucos mudando, se adaptando a um novo mundo globalizado e com alto nível de competição, acesso universal a tecnologia e condições de inovar e empreender. A velocidade com que mudou o mundo corporativo contrasta com certos segmentos que tentam sobreviver com fórmulas criadas para outras fases políticas e sociais.

O mais certo é que a geração Z e Alfa não acatará muitos destes modelos anacrônicos gerados no passado, em contraponto a novas realidades, eles querem parcerias, colaboração, contribuição, saber os porquês e contribuir com objetivos que se assemelhem aos seus, porque cada vez mais estão conectados e tem o mundo a disposição … a opção à inércia, mais que nunca, é por o pé no estribo e ganhar o mundo.

Teoria U

É um método de gerenciamento de mudanças proposto por Otto Scharmer a partir dos estudos de Friedrich Glasl, tornando-se uma respeitada teoria da administração. O ponto de partida foi o desafio de mudar o status quo e inércia de funcionários públicos e líderes,  pela dificuldades destes em acompanhar o desenvolvimento de um novo mindset alinhados às organizações contemporâneas e sociedade.

Enquanto empresas privadas evoluem para modelos inovadores, colaborativos e iterativo-incrementais para entrega antecipada de valor em empatia com todas as partes envolvidas, líderes políticos e servidores públicos apegam-se a inércia improdutiva atrelada a padrões ineficazes de tomada de decisão. Sintomático, este modelo transcendeu o espectro público para ser lido e refletido também em organizações privadas.

Dado os grandes desafios postos aos líderes do século XXI, a metodologia, aprimorada por Otto Scharmer e colegas, inclusive Peter Senge, vem sendo utilizada em empresas, suas cadeias produtivas e em países. O objetivo é reconhecer as causas dos problemas atuais e como mudar as condições que os geraram, para resolvê-los de forma inovadora. O método propõe o desenvolvimento de sete passos e capacidades essenciais:

  1. Downloading – Ouvir! Escute o que a vida exige que você faça. Como processos,instrumentos e recursos funcionam;
  2. Seeing – Não julgue! Tenha a mente aberta, sem preconceitos. Compreenda o subsistema social, funções e gerenciamento;
  3. Sensing – Una e colabore! Valores, regras e políticas que moldam a organização, porque e pelo que coisas acontecem;
  4. PRESENCING – É isso que queremos? Conecte-se à fonte mais pura e profunda de si mesmo e de sua missão;
  5. Cristallizing – Agrupe quem tem a visão e intenção. Estabeleça quais valores e diretrizes queremos para o futuro;
  6. Prototyping – Engajem-se! Mente, coração e mãos, como organização, funções e papéis devem ser desenhados;
  7. Performing – Opere a partir do todo! Quais processos, fenômenos e fatos representam a organização do futuro.

Vale muito a leitura do artigo https://innodriven.com/design-thinking-and-the-u-theory/ escrito por Delfina Zagarzazú traçando pontos de contato entre as duas abordagens, ou melhor, reinterpretando a Teoria U à luz dos paradigmas do Design THinking, uma abordagem focada em redesenhar a nós mesmo enquanto organização, instituição ou instância de governo, com maior empatia e valor a todos os envolvidos.

No site do autor tem os links para os livros e resenhas  (https://www.ottoscharmer.com) informações sobre a abordagem, usada para Desenvolvimento de Lideranças (1) na sua capacidade em detectar e aproveitar oportunidades futuras emergentes, em Inovação Profunda (2), com foco na criação de sistemas com múltiplas partes interessadas e Treinamentos (3) oferecidos a governos, organizações da sociedade civil e lideranças empresariais. A imagem abaixo esta na home page do site:

A origem da Teoria U é buscar força para que teorias, modelos e métodos que tanto geram riqueza e visibilidade em grandes empresas globais com viés colaborativo, sejam exemplo para criatividade e inventividade em ambientes sociais, internos e externos. É preciso que os benefícios do estabelecimento de propósito lastreado em coletividade atinja seu ápice em todos os segmentos.

Do PDCA mais básico ao Dragon Dreaming, do Kayzen ao Design Thinking, do Agile à Teoria U, do Art of Hosting ao Lean Startup, o mundo mudou e muitas pessoas se apegam a modelos mentais que já deveriam ter sido superados, recheados de dissonância cognitiva em explícitas defesas psíquicas … para NÃO mudar há centenas de justificativas plausíveis, mas a mudança é inevitável, porque o mundo já mudou.

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Mais um papo descontraído para um Canal de vídeo

Mais uma entrevista legal falando sobre mercado, pessoas e reflexões sobre a era do conhecimento, novamente para o Vale dos Sinos, para o Canal Esteio News. Esta foi gravada ali no prédio 15, conhecido como Living 360° na PUCRS, para o Alexandre Ascal e o Ramon Peres Luis.

https://www.facebook.com/RTvesteionews/ – te inscreve no canal para não esquecer e conto com feedback de quem assistir, ok. Antigamente eu recusava todos os convites para mídias tradicionais e digitais … mas são experiências muito instigantes e geram uns feedbacks muito legais.

Vai pro ar na terça-feira do dia 10/03, a data invertida do meu aniversário, compartilhando muito das minhas crenças enquanto professor PUCRS, consultor DBServer e instrutor Sputnik sobre mercado, empresas e profissionais em uma era de reconhecimento de soft skills e sinergia.

Espero que curtam   o/

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Alguns canvas que podem acelerar um debate sobre priorização

E que tal um canvas básico para priorização, usados principalmente para acelerar os insumos para debate, alinhamento e organização de ideias. Levantamentos prévios e brainstorming modelam rapidamente um canvas de forma colaborativa, para então iniciar o mais importante, o debate e argumentações necessárias para convergir e co-criar um ranking de possibilidades.

A riqueza no uso de canvas como aceleradores nos mantém focados no melhor tempo possível para debate, justificativas, contraditórios, um item que inicialmente aparecer no quadrante ideal não garante resignação, mas materializa um mapa visual que em muito facilita o debate, opinião, argumentação e tomada de decisão baseado em estratégia, objetivos, forças e oportunidades.

Lean Project Canvas

Lean Project Canvas foi proposto por Brad Swanson com o objetivo de criar um artefato que facilitasse a priorização de portfólios sob um mindset ágil e visual de proposta de valor para o negócio. Não uso todos os campos, mas caso-a-caso selecionamos quais fazem sentido e montamos uma ficha simplificada que torna mais fluido …

O lado esquerdo do canvas trata de percepções de mercado, enquanto o lado direito diz respeito a produto/serviço. A análise quantitativa de valor para o negócio e custos se utiliza de uma série parcial de Fibonacci, o que acaba permitindo uma leitura transversal comparativa entre pontos de Valor para o negócio e de Custo.

lean-project-canvas-1

Matriz de Priorização

No canvas de priorização temos um eixo cartesiano representado pelos potenciais benefícios e a facilidade de implementação, considerando-se que em meio ao processo de mapeamento os projetos maiores são fracionados e tornam-se programas, contendo MVPs e Releases, considerando validação e antecipação de valor, pela validação de hipóteses ou geração de negócios.

As 5 forças de Porter

Michael Porter propôs uma análise de negócio e mercado através de uma avaliação das forças contextuais que podem afetar a capacidade de uma empresa ganhar e reter seus clientes. Assim, propôs uma análise do microambiente, em um mapa de intensidade competitiva, diretamente relacionada à lucratividade: Poder de negociação dos clientes – Tamanho do mercado, Dimensionamento por compra, Diferenciais entre competidores, Sensibilidade ao preço, Custo e habilidade na troca; Poder de negociação dos fornecedores – N° e porte dos fornecedores, Singularidade do produto/serviço, Custo da mudança, Habilidade em trocar; Risco de novos competidores – Tempo para entrada de novos, Custo de entrada, Economia de escala, Barreiras de conhecimento para entrada, Barreiras tecnológicas; Risco de substitutos – Tendências de mercado, Probabilidade de inovação, Riscos tecnológicos e (In)satisfação com a solução atual; Competitividade do segmento – Número de competidores, Competências essenciais, Diferencial competitivos, Variação de preços, Lealdade dos clientes.

Matriz ANSOF

Mais uma técnica ancestral, na sua origem é uma técnica para planejamento estratégico de marketing, mas assim como outros tantos, os classifico como poderosas dinâmicas para aquecimento neural, como estabelecer uma discussão e brainstorming relativo a exploration x exploitation – ANSOFF, H. I. (1957), Strategies for Diversification, Harvard Business Review, Vol. 35 Issue 5, Sep/Oct.

Matriz-ANSOFF

3 horizontes da McKinsey

Baghai , Coley e White em 2000 propuseram o modelo dos Três Horizontes, permitindo que a gerência sênior visse como seria uma organização realmente ambidestra, no conceito de que empresas precisam executar modelos de negócios existentes e simultaneamente inovar, alavancando a visão de distribuição e preparação para o futuro, valorizando um equilíbrio entre produtos e programas estáveis e de inovação.

Matriz BCG

No canvas de mercado proposto pela Boston Consulting Group, temos um eixo com a percepção de nossa participação de mercado e outro com as perspectivas de expansão e crescimento deste mercado. No canvas clássico com quatro quadrantes, incluo frequentemente mais dois para enquadrar e visualizar ideias, possibilitando mapear produtos e serviços, tanto quanto discutir nossa estratégia.

Uso o canvas abaixo para mapear os produtos e serviços de interesse da empresa para um evento de alinhamento, debate e priorização de portfólio de programas e projetos, como todos os outros, o objetivo é servir de base para os debates, argumentações e tomadas de decisão para priorização e sequenciamento, confirmando os projetos em curso ou alterando-os.

Matriz RAB

Priorização exige percepção de valor real e contextual, por isso um canvas escolhido pode ajudar a visualizar o todo, são técnicas inquestionáveis em situações de baixo controle sobre prioridades e tempo, proporcionando o estabelecimento de critérios iniciais, que podem evoluir caso já tenhamos um modelo mental que realize formal ou informalmente este exercício, de forma periódica e sempre que necessário.

RAB e GUT são bem ortodoxas, ainda lembradas por algumas pessoas, mas que ao contrário dos modelos visuais simplificados hoje bastante difundidos, geram um sentimento de complexidade e rigidez devido a ter muitos campos numéricos e tal, reflexo de uma época em que valorizava-se mais números e sofisticação que artefatos mais leves e fluidos, coloridos e visuais.

RAB

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2020 já está valendo, melhor revisar sua estratégia, portfólio e estrutura

Nos últimos anos tenho com frequência me envolvido com eventos para organização de portfólios e programas, algo que proporciona a todos os envolvidos uma oportunidade de exercitar um debate bem mais amplo do que um produto ou projeto. Partimos sempre de um alinhamento de missão e visão, debatemos propósito e direcionadores estratégico, para então esclarecer o mapa de programas, projetos e iniciativas.

Não importa se é uma startup que iniciou com uma única ideia, uma empresa P, M ou G, todas merecem ter um mapa estratégico que materialize ideias, planos e execuções em portfólio, sub-portfólios, programas, banco de ideias. Se inexistem projetos grandes como existiam no século XX, mas sim programas que representam todos os MVP’s, MMP’s, releases, é preciso ter uma única visão daquelas mais importantes.

Nunca um planejamento é igual ao outro, sempre depende das características da empresa, pessoas envolvidas, por isso exige um levantamento prévio de informações sobre estrutura e planos, para assim organizar o material e abordagem. O ano de 2020 está aí, melhor iniciar com um alinhamento estratégico, com um brainstorming entre os principais interessados para convergência entre objetivos e execuções.

1. Preliminares

Tudo inicia com uma reunião prévia e um pacto, seguido de um breve trabalho de resgate, pesquisa e organização, mapeando o 5w2h do portfólio que queremos, definir quem são os envolvidos, onde estão as informações disponíveis, como organizar e o que precisamos para nos reunirmos com sucesso, o que temos sobre portfólio, sub-portfólios, programas e projetos em 5 status – recentemente entregues, em curso, próximos aguardando para iniciar, backlog e novidades. Também faz parte a proposta de uma agenda e programação para o planejamento.

Há dois grandes aspectos a serem levantados nas preliminares, a estrutura e portfólio, pois saber qual o organograma, times, squads ou esteiras é tão importante quanto saber no que estão trabalhando e irão trabalhar. Uso muito aqui a representação fantástica do PMRank do Ricardo Vargas, é preciso saber a estratégia, os filtros, estabelecer o funil, conhecer as esteiras atualmente disponíveis em suas características e dimensionamento para garantir a melhor distribuições e resultados práticos.

2. Planejamento

Reunir as pessoas necessárias e compatíveis ao desafio, em uma programação que gere um grande alinhamento estratégico, apresentação dos levantamentos realizados, sempre dou preferência para montar este mapa em uma parede, oportunizando momentos para debate e brainstorming, validação, ranqueamento e sequenciamento dos principais itens nos 5 status propostos. Algumas vezes (não é exceção), a estratégia não esta clara e a construção de direcionadores ou objetivos estratégicos para o ano, semestre ou mesmo trimestre é necessário.

o sequenciamento básico é uma boa abertura com as boas-vindas, provavelmente contando com um quebra-gelo seguido por um alinhamentos e uma fala significativa do sponsor ou stakeholder, com frequência o presidente, VP ou um diretor, temos então a apresentação da situação atual, usualmente por pasta, diretoria ou área em seus 5 status, as vezes com foco mais no que está em curso e próximos, talvez com algumas propostas de mudança ou não, depois um debate, ranqueamento, sequenciamento e esclarecimento de próximos passos.

3. Iterativo-incremental-articulado

Desde o início vamos pactuando como criar ou resignificar ciclos de acompanhamento e tomadas de decisão, de forma a manter o portfólio vivo, sendo debatido em sua execução e oportunizando adaptações e ajustes se necessário para aproveitar ao máximo abordagens ágeis, ao mesmo tempo top-down e bottom-up, decisões de negócio e estratégia, por outro efeitos positivos e eventualmente negativos da execução.

Os três passos são essenciais, uma preparação adequada para não confiar na memória e improviso criativo, o alinhamento e organização do portfólio geral ou parcial, a garantia de uma agenda recorrente de acompanhamento, garantindo o melhor aproveitamento deste modelo. A partir daí é PDCL, Kaizen, Scrum, Kanban, seguir ciclos de execução que antecipe a entrega de maior valor e aprendizados.

O modelo mental a consolidar vem do Lean Startup, Design Thinking, Service Thinking, Human Centered Design, … manter ciclos vivos de aprendizado e melhoria, busca por entrega do principal e maior valor a cada passo, aproximando-se ao máximo das partes envolvidas, como clientes, stakeholders, equipes, parceiros, antecipando validação de hipóteses e uma visão holística do todo e partes.