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IDEO – Collage, um mural ou clipagem, o que somos ou o que queremos

Uma dinâmica lúdica e perceptiva, que nos permite transcender o material, trabalhando o aspecto mais interpretativo, criativo e abstrato de nossas percepções. Uma boa dinâmica para warm-up, ma passível de solicitar coleta de imagens como tarefa prévia, durante alguns dias.

Imagine um mural com imagens coladas como melhor convier para um storytelling, coletadas individualmente, podendo o mural ser montado coletivamente. Folhear revistas e material nos obriga a sair de nosso script mental, buscando em cada imagem algo ainda desconhecido.

Ao fazer um desenho ou montar um Customer Journey Map, materializamos no papel aquilo que pensamos, mas quando temos imagens aleatórias, elas nos induzem linhas de pensamentos imprevisíveis, criativas, adaptativas, que poderão fazer emergir novas percepções.

Podem ser usadas imagens quaisquer, recortes, fotos, ilustrações, montadas de forma linear e cronológica, zoneadas por grupos, relatando uma única narrativa ou múltiplas. Não há restrições ou regras, pois o próprio autor(es) irá(ão) depois relatar/explicar suas abstrações visuais.

Esta técnica ou jogo tem como objetivo facilitar novas percepções da questão a ser discutida, auxiliando na abstração criativa de um problema ou no relato de questões em seus 360°, de forma menos explícita e racional, privilegiando a imaginação e criatividade.

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IDEO – O valor de termos “Grupos Desfocados”

Ao invés de um grupo focal (Focus Group), a IDEO também propõe grupos desfocados (Unfocused Group), privilegiando e garantindo perceber e debater desafios sob diferentes abordagens, substratos, materiais, teorias e práticas, processos e pessoas.

Vai muito além do conceito de multi-disciplinaridade, estamos falando de reunir um grupo diversificado de pessoas talentosas em diferentes áreas, oferecendo a cada uma e a todas uma gama estimulante de materiais para criação de soluções díspares e instigantes.

Há um exemplo da IDEO que tratava de novas ideais para novas soluções em calçados, para o que buscaram historiadores, podólogos, massagistas, sociólogos, profissionais de marketing e produção.

Em se tratando da IDEO, com Deep-Dive e Design Thinking, não surpreende, chega a ser óbvio, mas apesar disto, empresas mundo afora tentam repetir suas façanhas reunindo pessoas que representem os clientes, desenvolvimento, GP e produção, … não é bem isso né!

É comum nos estudos de casos da IDEO termos psicólogos, sociólogos, historiadores, artistas, … alguns nada tem a ver com a empresa ou segmento, são fora da caixa. Eu nunca vivenciei uma sessão na IDEO, sei quem já fez treinamentos por lá, mas é difícil replicar por aqui.

Enquanto isso, pelo custo ou simplificação, falta de imaginação ou por pressa, vemos sessões deste tipo com poucos perfis envolvidos, todos funcionários ou clientes já com um modelo mental e paradigmas, influenciados pelo seu próprio envolvimento e histórico.

Não estou dizendo que é bom ou ruim, mas é diferente, tem outra matriz e outro resultado, pode ser inovador, disruptivo até, mas limitado pela própria limitação de espectro de conhecimento, expertise e vivências envolvidos.

Para disrupção e empreendedorismo, empresas deveriam ser mais ousadas para alocação de profissionais diversificados de grande conhecimento em suas áreas, áreas fora da caixa, além do óbvio, cliente, negócios e TI é bom para algo previsível, mais que isso exige mais.

Nos próximos posts vou compartilhar outras técnicas e dinâmicas relacionadas a DT e IDEO.