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Mais uma semana e vem aí mais um ano, tô De Boas!

Essa semana (10/09/2018) vou estar na ilha mais querida do Sul do país, local onde passei quase todos os finais de semana de verão da minha juventude – Joaquina, Lagoa da Conceição, Praia Mole, Canasvieiras, Jurerê, Armação, Pantano do Sul, Praia da Barra, Ponta das Canas, … ainda “ontem” era com a galera pra pegar onda, wind e caiaque, o tempo passa, mas a diversão e paixão pela ilha ainda são as mesmas, só mudou o meio …

http://www.noticenter.com.br/n.php?CATEGORIA=&ID=20009&TITULO=eventos-discutem-a-transforma-o-digital-em-florian-polis

Ao aproximar-se o niver dos meus 57 anos, sinto-me abençoado, a cada semana participo como facilitador, aprendiz, professor, amigo, marido e pai frente a oportunidades fantásticas de interações que muito aprendo e fazem sempre me questionar e me reinventar – um Focus Group com mais de 20 lideranças estaduais em seus órgãos, duas facilitações de transformação de times de alta performance (arquitetura e Techops), alguns debates e workshops Toolbox, um open space com mais de 50 pessoas, poder assistir um treinamento com uma das melhores profissionais da área, facilitar um planejamento de projeto com um time de referência e um outro para start de parâmetros de um catálogo de serviços que vai fazer história, um banco intergaláctico com alunos e deliciar-se com nossa pequena se reinventando no Canadá o/ Que venham os sessenta.

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Variação interessante do Product/Market Fit Canvas

Que tal um Canvas como base para uma dinâmica de mapeamento de produto e seu mercado? De um lado temos características, desafios, canais e experiência do usuário, enquanto do outro analisamos as outras alternativas, funcionalidades-chave, valor para seu canal e métricas-chave.

O objetivo inicial tem muito a ver com empatia com determinada(s) persona(s) que estejam em seu foco ou hipótese de negócio para então discutir a modelagem de parâmetros que o ajudem a construir seu entendimento e argumentos de venda ou contribuir para a definição de hipóteses para validação.

Imagine um evento onde grupos multi-disciplinares de profissionais debatam em um world-café diferentes produtos, seus mercados e valor, para isso eu ajustei os campos do canvas a nossa necessidade, a esquerda empatia com o cliente, a direita percepções sobre o produto.

O objetivo final é relacionar o melhor texto e argumentos de valor do produto, por isso uma proposta de mercado (cliente) e objetivamente a caracterização essencial do produto e informações que possam estabelecer qualidades e benefícios.

Vale a pena seu uso em diferentes situações, o canvas adaptado, o original ou outras variações podem ajudar como um warm-up, na forma de um jogo de aquecimento antes de uma dinâmica de modelagem de produtos, de retrospectiva de um projeto, de vendas ou mesmo de estratégia.

O original foi proposto como uma técnica específica para modelar o entendimento do acoplamento entre mercado e produto, mas eu o tenho usado mais para aquece, para ampliar o domínio sobre algo, quer seja um produto ou serviço em diferentes situações.

A seguir uma foto simbólica com a apresentação do product/market fit canvas e do objetivo final a ser atingido …

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Iniciando um Toolbox sobre Educação entre colegas de Politécnica PUCRS

A convite da professora Ana Paula, em parceria com as professoras Milene Silveira e Cristina Nunes, que reuniram professores da Escola Politécnica da PUCRS para debater educação, facilitei a construção de um Toolbox Wall do zero, contendo apenas o que cada um usa em sala de aula.

Foram em torno de três horas de debates, world café, clusterização, com revisão e edição das categorias propostas e ítens distribuídos entre Ações Externas, Dinâmicas, Método, Avaliação, Recursos, Engajamento … com muita descontração, brincadeiras e camaradagem.

Para melhor entendimento, levei meus walls de boas práticas e de jogos, fiz uma introdução ao conceito de Toolbox Wall, cheguei mais cedo, organizei a sala em ilhas de seis, cada uma contendo uma folha grande de papel pardo, muitos postits grandes, quadrados e pequenos, além de canetões.

Este foi o primeiro passo, agora o mural vai para uma parede junto a sala dos professores, onde queremos que aos poucos vão surgindo outras dinâmicas ainda não materializadas, refinamento delas com mais informações, para que no segundo semestre seja possível formatar além dos postits.

Tenho para mim que um mural desta natureza é um ativo, que expandido torna-se um ativo de interesse não só da politécnica, um mapa inspiracional com diferentes abordagens e técnicas praticadas por colegas, com quem podemos tirar dúvidas, experimentar, inovar, somar, fazer igual diferente.

Esta parada só está começando!  \o/

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Círculo de Conselho

Todos formam um circulo e sentam-se com as pernas cruzadas a frente. Em ambiente corporativo pode ser em uma sala acarpetada, mas eu sempre curti ir para a rua e fazer sob as árvores do parque tecnológico, nos gramados das alamedas do Tecnopuc.

Pode ser usado para um debate descontraído, para resolver um tema polêmico, através da deliberação de todos, de forma lúdica e descontraída, por exemplo:

  • Dê as boas-vindas e realize um exercício de energização:
    • Uma meditação, alongamento, respiração;
  • Apresente o objetivo inicial e puxe um pacto:
    • Cada um diga sua expectativa e objetivo;
    • Combine horários, break e responsabilidades;
  • No centro é importante colocar algo significativo:
    • Pode ser algo do grupo, símbolo ou mascote;
    • Pode até ser um lanche ou café quentinho;
  • Faz-se um pacto de intenção, onde tudo será construtivo:
    • Opiniões são bem-vindas, mesmo contrárias;
    • Não devem levar nada para o lado pessoal;
    • Combinem um token para garantir a palavra;
  • Apesar das combinações, facilite um clima positivo:
    • Evite ficar interrompendo, eles se resolvem;
    • Se esquentar, interfira deixando a energia fluir;
  • O encerramento é colaborativo:
    • Deixe que cada um diga o que aconteceu;
    • Feche com uma provocação construtiva.

PRINCÍPIOS: Comunicação é o melhor caminho, mas tomar decisões de forma democrática exige discernimento e bom senso. O que vale são os argumentos, mas frente a um impasse, é preciso que alguém puxe para si a responsabilidade, para isso que o SCRUM possui papéis, dentre eles o Product Owner.

DICA: Eu levo folhas de Flipchartpost-its e canetões, que deixo no centro do círculo ao alcance de todos para registro do que for importante.

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$howbiz e auto-promoção estão deturpando eventos e princípios ágeis

Muitos agilistas brasileiros estão preocupados demais com o ego e em vender “novos” treinamentos, modelos, certificações, criar bordões, vender coaching, palestrar muito em todos os eventos, com muita pirotecnia e muito show de ilusionismo. Sempre pensando na próxima palestra com conteúdo espetaculoso ao invés de contribuir.

Isso já aconteceu na praia do universo startup, que aos poucos virou uma enganação, o negócio não é ajudar a gerar resultados, o negócio é showbiz, onde ir palestrar, gerar factóides e gerar gurus virou um objetivo muito lucrativo, para muitos o business está nos eventos, palestras, seu negócio é o Startup Showbiz.

Também já aconteceu no universo do coaching, essa praia deturpou tanto que até eu sou sondado a cada semana, pois para ser um coach é só certificar-se em um curso PNL de final de semana para então começar a usar isso a seu favor, … desculpa, mas no século XX o nome disso era charlatanismo.

Eu palestro cada vez menos, quando o faço eu sou quase rabugento, inicio alertando que sou ácido contra esse grande negócio Agile, Startup, Coach, que ao invés de acelerar está empatando. Até entendo, pois é a lei da oferta e procura, apontar culpados e receitas mágicas é o que a maioria quer, então tem cada vez mais quem venda.

Quem assiste acaba achando que está fazendo algo muito errado, porque ele não é como palestram, logo, tem que contratar um coach ou consultor para melhorar (sic) … se ele soubesse que a palestra conta 25% e omite os 75% daquilo igual ao que ele chama de carência por um coach … daria um processo de propaganda enganosa!  😦

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Agile showbiz paradoxal

Entrada triunfal, apontando erros e criticando o que está posto, oferecendo as únicas receitas que funcionam, minando iniciativas anteriores com frases de efeito e muita auto-ajuda, ironicamente fazendo isso após falar de PDCL, Kaizen, Gemba, baby steps, Karasek e Tuckman.

Tem muito agilista que palestra sobre um monte de coisas legais, descoladas, divertidas, criativas, mas na maior parte das vezes tudo isso ele faz em 25% do seu tempo, nos outros 75% não é mais que um bom e velho GQA de processo, porque agilidade tem que ser do jeito dele.

É fácil de reconhecer, eles tem convicção de que o que eles sabem e orientam é a melhor solução, as outras não, consequentemente geram um paradoxo esdrúxulo, pois eles defendem a auto-organização, desde que da forma deles, o resto é ilógico, ruim e incongruente.

Ok, entendo, é um bom negócio!

O MiMiMi do Scrum, Kanban, ScrumBan, XP, Lean, SAFe, S@S, Less, Mng 3, DT, não tem fim e gera milhões de receita, cada um de seus defen$ore$ fazendo de conta que só o seu resolve … eu sempre ofereci escolherem um como base, pinçando boas práticas e opções dos outros não oferecidas pela base escolhida.

A maioria omite os pontos de contato porque o seu curso, certificação, coach, palestras e outras fontes de receita e ribalta são Scrum, Kanban, XP, SAFe, … Tem que fazer de conta que é único, singular e mágico … a discussão entre Scrum, Kanban e XP seria engraçada se o ônus não fosse tão alto para o mercado e empresas.

Se é um ou outro, se não pode experimentar, se após acertar não pode mais errar, se todas as equipes possuem pautas e métricas extrínsecas comparativas, se apontamos “culpados”, se errar é inaceitável, qual foi a aula sobre Agile que eu faltei?

Uma das estratégias mais incríveis é negar aprendizados, ao invés de continuar evoluindo é preciso negar, se não conseguir, mudar os nomes das coisas, via de regra eu fico com a impressão de que o objetivo é preparar a próxima palestra no próximo evento, permanente gerando o próximo “case” … business em segundo plano.

Os eventos de Agile a muito tempo se tornaram iguais aos de Startup, grandes cifras e muito showbiz, muitos dos que estão lá palestrando estão mais preocupados com seu enorme ego e seu business do que passar conhecimento realista, verdadeiro, vicariante útil.

Paradoxo do coach indispensavel substitui o paradoxo de controle e o do super-heroi

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Ligando os Pontos

Esta dinâmica vem de um exercício de criatividade e improvisação que usamos no escotismo entre jovens de 18 a 20 anos em ações sociais, a primeira coisa a ser feita é pedir que sentem-se no chão naquilo que chamamos de um círculo de conselho e dê a cada um uma folha e canetinhas coloridas.

No caso do escotismo, propomos um desafio a ser realizado ou um desafio diferente em cada folha, como uma ação do agasalho, alimentação, páscoa, natal, … e peça que cada um pense em algo fora da caixa, para então desenhar ou escrever na folha sua ideia mais criativa para a ação deste ano. Em 2 minutos, peça que escrevam usando apenas uma parte do papel.

Peça que repassem o papel para a pessoa a sua esquerda, então cada um deve interpretar o que o colega escreveu e desenhos, para então inspirar-se e evoluir, ir além, melhorar ou mesmo resignificar aquela ideia em algo ainda mais criativo, inovador, ousado. Deixe claro que não há preconceitos ou limites, podem viajar na maionese.

Dê dois minutos para cada rodada e então sigam passando ao colega da esquerda, até que cada um tenha novamente a sua folha original em suas mãos. Finalmente, o autor original deve interpretar a evolução e mudanças havidas e preparar uma proposta final convergente ou conclusiva a todo o processo evolutivo trabalhado em sua folha.

No trabalho, além do social, mudanças ou eventos, algo novo, de integração ou gestão do conhecimento, …, é um brainstorming diferente, divertido, de alto impacto, pois todos se envolveram nas ideias de todos, evolutiva ou disruptivamente, encerrando com um minuto para o pitch do resultado em cada folha apresentado por cada um.

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Jogo da Volta ao Mundo

Exige apenas um mapa de seu estado, país, continente ou mundial, grande o suficiente para colocar no centro da mesa e o pessoal poder visualizar seus detalhes, facilmente adquirido em livrarias ou encadernado em edições de Atlas.

O facilitador diz o nome de uma cidade, atração turística, empresa e a galera tem que apontar no mapa onde fica. Pode-se combinar que cada um deve dizer algo sobre aquele lugar, qualquer informação.

Pense em provocações, como clubes de futebol, lugares pitorescos, sede e filiais da sua empresa, a casa dos próprios integrantes.

PRINCÍPIOS: Saber se divertir, colaborar com informações úteis, pitorescas, integração e sinergia.Todos agregam algo a partir de seus conhecimentos e vivências.

DICA: Eu misturo tecnologia com ecologia e cito alguns cases brasileiros, catarinenses, baianos, como o Projeto Tamar.