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O caminho é sermos Iterativo-Incrementais-Articulados

Há sete anos compartilho neste blog absolutamente tudo o que aprendo, alguns podem ser generalizados e outros não, mas tudo é fruto de muito estudo, leitura, proposição, experimentação e aprendizados a partir de tudo isso … me orgulho muito quando dá match com ideias de ícones da área.

Desde 2012 compartilho a percepção de que em Agile temos múltiplos Duplos Diamantes (Design Council), que é a representação diagramática mais significativa do Design Thinking, para entender, observar, gerar empatia, idear, prototipar, iterar e aprender.

Ser Iterativo-Incremental é pouco, devemos ser Iterativo-Incrementais-Articulados, planejamos em alto nível de abstração para aprender mais e mais a cada sprint e melhorar a cada iteração. Essa é a essência do conceito de Decidir no Último Momento Responsável, após acumular novos aprendizados e conhecimentos a cada sprint.

design thinking

Metodologias ágeis se utilizam dos mesmos princípios baseados em empatia, colaboração, coletividade, multidisciplinaridade, pertencimento e feedback. Rapidamente deixei de usar os diagramas tradicionais do Scrum, porque desenvolvi um diagrama com pequenos duplos diamantes a cada sprint, DoR x DoD, baseado em meus aprendizados.

Em abril o Eduardo Peres compartilhou comigo um artigo de 2017 do Jeff Pathon – https://jpattonassociates.com/dual-track-development/ – que chegou a algo muito alinhado a minhas crenças e representações, mesmo sem usar a mesma analogia, ambos transformamos cada DoR em uma oportunidade de duplo diamante  \o/

piramide abstração 2 - scrum

O pré-game é um ou mais duplos diamantes, usando técnicas diversas para entendimento, observação e seleção de alternativas, prosseguindo com ideação, prototipação, validação e planejamento em iterações, encerrando com um planejamento inicial, MVP, iterativo-incremental-articulado.

Nos ciclos iterativos-incrementais-articulados, cada combinação de DoR seguido de DoD é um pequeno duplo diamante, cada ciclo de entendimento, discussão e especificação em discovery é complementado por desenvolvimento, testes e homologação em delivery.

Ciclos concorrentes, onde o discovery/DoR está sempre um passo a frente, pré-requisito do ciclo de delivery/DoD, este quando estiver sendo executado tendo em paralelo inicio e especificação de um novo discovery/DoR, imprescindível para a próxima iteração, o próximo duplo diamantezinho dos nossos sprints.

multiplos diamantes

O desenho acima foi como tudo começou quando tentei diagramar o método SCRUM de uma forma em que o ciclo de DoR de Discovery fosse precedente ao ciclo de DoD de Delivery. Desta forma, teremos sempre ciclos concorrentes e subsequentes em pedaços mais relevantes e cronologicamente organizados.

Antes mesmo de compartilhar o diagrama, fui refatorando por achar que estava muito complexo com os tais diamantezinhos, concluindo que a simples alusão usando uma diagramação mais simples seria melhor, chegando ao desenho final que adotei, do qual tenho muito orgulho quando a uso para explicar princípios e framework.

scrum

James Shore em 2012 apresentou no Agile Brazil seu modelo de fluência, onde percebe-se agilidade desde o primeiro passo, assim que uma equipe e empresa inicia sua caminhada. Quem acha que Design Thinking é só quem usa blocos coloridos, sucata, ludificação, desculpa aí: É porque não entendeu nada!

NÃO acredito em receitas mágicas, monolíticas, sou defensor da convergência metodológica. Quem só acredita em uma metodologia, framework ou conceito do seu tempo, tende a ter uma visão intensa, monocromática e limitada de causas e efeitos, apostando na sorte: As vezes da certo, as vezes não!

Design Thinking é modelo mental complementar e sinérgico ao Scrum, Kanban, Lean Startup, Gamestorming, Lean Office, todos seguem os mesmos princípios e nenhum deles é independente. É insano aplicar um sem analisar complementariedade metodológica, necessário e desperdícios, valor e foco, negócio, tecnologia, envolvidos.

No Dual Track do Jeff Pathon, ele não cita o duplo e chama Delivery de Development, mas o resultado é absolutamente convergente (pessoalmente gosto mais do meu diagrama). Após o Release Plan, até o fim do projeto estaremos refinando, melhorando, agregando múltiplos aprendizados a cada novo sprint de DoR + DoD:

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10/05 – Debate sobre BDD entre especialistas

“Behavior Driven Development ou Desenvolvimento Guiado por Comportamento é uma técnica de desenvolvimento Ágil que encoraja colaboração entre desenvolvedores, setores de qualidade e pessoas de negócios. Proposto em 2003 por Dan North como uma resposta à TDD (Test Driven Development ou Desenvolvimento Guiado por Testes). Para tanto, desenvolvedores usam uma linguagem ubíqua que abstrai a tecnologia e foca no comportamento desejado.”

Quem foi, participou do debate e isso trouxe diferentes perspectivas e opiniões. A seguir um post muito legal do DevMedia sobre Behavior-Driven Development na plataforma .NET – https://www.devmedia.com.br/behavior-driven-development-na-plataforma-net/33372

Os debatedores possuem variados projetos que acumularam diferentes experiências no uso de BDD, o que permitiu o compoartilhamento de muito aprendizado vicariante, com seus acertos e erros em diferentes contextos, clientes, tecnologia e equipes.

1. Post do Dan North de 2006 com uma introdução e status do BDD – https://dannorth.net/introducing-bdd/

“Comportamento” é uma palavra mais útil que “teste”
O JBehave enfatiza comportamento ao longo do teste
Determine o próximo comportamento mais importante
Requisitos são comportamento também
BDD fornece uma “linguagem ubíqua” para análise
Critérios de aceitação devem ser executáveis
Nomes de métodos de teste devem ser frases
Um modelo simples de frase mantém métodos de teste focados
Um nome de teste expressivo é útil quando um teste falha”

2. Post do Dan North apresentando a relevância do uso de histórias do usuário – https://dannorth.net/whats-in-a-story/

“O desenvolvimento orientado por comportamento usa uma história como a unidade básica de funcionalidade e, portanto, de entrega. Os critérios de aceitação são uma parte intrínseca da história, definem o escopo de seu comportamento e nos dão uma definição compartilhada de “feito”. Eles também são usados ​​como base para a estimativa quando chegamos a fazer nosso planejamento. Mais importante ainda, as histórias são o resultado de conversas entre as partes interessadas do projeto, analistas de negócios, testadores e desenvolvedores. O BDD é tanto sobre as interações entre as várias pessoas no projeto quanto sobre as saídas do processo de desenvolvimento.”

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19/05 as 14:00 tem Workshop Toolbox 360º

No dia 19/05, um Sábado das 14:00 as 18:00 vou realizar um workshop sobre TOOLBOX 360º, o investimento é de apenas R$100, recebendo em troca um kit do jogo com o tabuleiro e um baralho em gramatura 300 com 83 boas práticas … instrumento suficiente para o Team Building Game DESAFIO TOOLBOX e para a execução da técnica TOOLBOX WALL, ambos com foco em aprendizado e desenvolvimento de novas competências. As vagas são limitadas e por isso as inscrições em http://bit.ly/wstoolbox1 dependem de confirmação.

Este workshop já foi realizado em alguns eventos e empresas, a seguir algumas fotos:

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Empresas e Projetos, como a vida, são Multimodais

Modelos normalmente são simples, com objetivo de passar um conceito, mas a vida real é sempre mais complexa. Isto não é uma crítica a modelos básicos e diagramáticos, é um elogio, pois eles conseguem simplificar e passar o recado em uma imagem una ou binária, fácil de ser assimilada.

O poder de materializar algo complexo em um modelo com alto nível de abstração e síntese é um poderoso artifício de comunicação, entretanto traz em si o risco inerente de que pessoas o interpretem de forma simplista, passando a negar seus desdobramentos, suas nuances e complexidade.

TI Bi-Modal do Gartner

Grandes modelos, aqueles de grande impacto e desdobramentos, assim como a TI Bi-Modal do Gartner, são obras a serem entendidas em seu tempo, efetividade e valor histórico. Neste caso, no início deste século, grandes empresas precisavam ser mais flexíveis e adaptáveis, mas queriam fazê-lo de forma “controlada”.

Hoje, grandes empresas ainda se apegam ao sonho da disrupção cultural tanto quanto à hierarquia e controle, mantendo processos tradicionais, híbridos e ágeis. A explicação vem de Schein, mudanças culturais geram angústia enquanto desapegamos do passado conhecido rumo a um futuro desejado mas desconhecido.

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Design Thinking, Lean Startup e Agile

Há uma década o Gartner propôs com perspicácia e oportunismo singular uma opção estratégica para a adoção de métodos ágeis pelas grandes organizações, recentemente posicionou-se em uma visão holística sobre novos produtos e negócios, fundindo inovação e empreendedorismo a gerenciamento de projetos ágeis.

A cada mês sabemos de mais organizações que vem adotando e experienciando Agile, Design Sprints, gestão visual e colaborativa de portfólio, concepções criativas, inceptions, frameworks e boas práticas ágeis. Fato, temos a disposição uma grande toolbox, mas cada vez mais todos sob princípios Lean.

Princípios sustentam frameworks, que são apenas guias

Na minha crença, princípios e substrato Lean são os fatores críticos de sucesso na busca por organizações exponenciais, transformação digital, organizações que aprendem, estruturas duais (Kotter), capacidade absortiva orgânica, inovação e empreendedorismo, gerenciamento de projetos de negócios digitais.

Gosto de brincar com os conceitos visuais de MVP’s e de Pivot’s, uso eles na abordagem de que modelos simples passam um recado complexo, se você entendeu simplesmente um modelo simples, provavelmente ficou só na casca, é preciso quebrá-la como um ovo e tentar compreender a utilidade da membrana, clara, gema, proteínas. Com atenção, porque ao quebrar pode ser que não tenha nada disso, só um pinto amarelo 🙂

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Por outro prisma – frameworks

No meu entendimento, é preciso que optemos por um modelo, framework ou paradigma, para então ajustá-lo, agregar técnicas e boas práticas que ele não endereça.  Em um exemplo ilustrativo, eu agrego acima do Agile Subway Map da Agile Alliance o método, porque antes de sair pinçando técnicas é importante saber qual método, framework ou modelo estruturará meu processo, para então enriquecê-lo com o que ele não cobre:

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Breve abrirão as inscrições para discutir a TI Bi-Modal. O que mudou desde seu lançamento? Qual o momento das organizações? Qual o novo paradigma proposto, estratégias, cultura, frameworks? Se tiver interesse, será no dia 28/03/2018 as 19:00, divulgaremos lá no grupo TecnoTalks e ocorrerá no TecnoPUC – https://www.facebook.com/groups/tecnotalks/

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Planejar sem um bom briefing é sabotagem

Não acredito em iniciar com paredes vazias, fosse assim e Lavoisier não teria entrado para a história, começo aproveitando o que se tem, mesmo querendo inovar, mesmo querendo ser disruptivo. Uma fonte para reflexão é a aprendizagem significativa de Ausubel.

Ausubel indicou o uso de subsunçores para a ancoragem do novo, facilitando a nova aprendizagem, segundo o autor o nosso cérebro identifica e entende o novo ou a inovação ancorando-os em algo conhecido, ou seja, a quebra de paradigmas precisa do paradigma a ser quebrado.

Sempre quero iniciar com um bom briefing de negócio, driver, ROI, status quo, personas, expectativas, jornadas, estabelecendo um debate sobre tudo aquilo que é relevante saber sobre tudo o que temos até chegar àquele momento, o que nos trouxe é a chave para seguir adiante.

Domínio e responsabilidade, é nossa obrigação em desafios de ideação ou planejamento primeiro aportar tudo o que já temos, não sonegar nada, jamais começar com uma parede vazia. Negar waterfall quer dizer não investir semanas se preparando, mas não é sonegar o que já temos.

Não interessa se é Modo 1 ou Modo 2, ambos podem ou não contar com a disponibilidade de mapas mentais, processos, dados de pesquisa, benchmarking, sistemas atuais ou concorrentes com seus mapas de funcionalidades, isso não é antecipar, isso é assertividade.

Dica: Jamais sonegue ou sabote seu próprio time das informações disponíveis, elas atuarão como substrato, como acelerador de sinapses, ponto de partida e provocação. Se não quer usar o que tem porque isso pode influenciar negativamente, seu problema é muito maior que esse.

Cada um de nós, precisamos ter em conjunto uma Toolbox proporcional ao nosso tempo, uma grande caixa de ferramenta com técnicas, frameworks, boas práticas, … para mim é inadmissível em 2018 achar que podemos somente ter um martelo, porque pro martelo tudo é prego!

Cada vez mais vejo empresas adaptando seus projetos, sustentação e processos de trabalho para ajustar-se a um framework ou técnica apenas porque alguém disse que é assim que tem que ser, por ser óbvio, lembra a fábula da roupa do rei, era de ouro mas só o rei poderia ver.

Repito o que tem sido meu mantra nos últimos três anos: Qual é a sua Toolbox? Quais as opções que você se permite para uma reunião de concepção, design sprint, ideação, modelagem, planejamento, … o seu uso é compulsório ou há uma escolha consciente dentre boas opções?

Se quiser saber mais sobre o conceito ToolBox 360°, o game pedagógico Desafio Toolbox e a técnica Toolbox Wall, são mais de 100 boas práticas, um grande buffet, recomendo um dos posts que fiz em 2017 com esta provocação ou o blog http://toolbox360graus.wordpress.com.

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21/02 TecnoTalks – Aulas, ensino e aprendizagem no séc XXI

Que tal dedicar uma noite neste final de verão para discutir um pouco mais sobre educação – cursos, treinamentos, facilitações, mentorias. Queremos fazer um evento de três horas em três blocos – cases, debate e proposição – onde a partir de exemplos práticos vamos debater um 5W2H de como construí-las e, em grupos, propôr alguns formatos, modelos, programas ou sequências para diferentes matérias e conteúdos.

Todos somos mestres e alunos nessa vida, una-se a nós – https://www.facebook.com/events/1431269393648600 – se você é professor ou aluno em algo e quer debater esse tema, vem com a gente, confirma tua presença lá no evento porque a sala tem vagas limitadas.

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Tenho dezenas de posts sobre este tema e as provocações visuais que mais curto estão abaixo para mostrar que é um tema que vale a pena debater, pelo prisma de nós mesmos como alunos ou como facilitadores, ambos com muito a contribuir neste processo, porque afinal, não existe ensino se não houver aprendizado. É uma via de mão dupla, no século XXI é uma co-criação, exige protagonismo por igual do professor e aluno.

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27/12/12 – Princípios ágeis e a escola construtivista
11/07/13 – A teoria do Ba – Parte 1 – Parte 2
08/06/14 – Mapas Conceituais e a aprendizagem significativa
10/06/14 – StoryTelling é uma técnica subestimada pela maioria
26/01/15 – Design Thinking na educação
13/04/15 – Piaget era agilista sem dúvida alguma
17/05/15 – Design Thinking um exemplo prático em 5 passos
21/05/15 – Porque ensinar e praticar Agile na faculdade
20/07/15 – Os pensadores do ensino e do aprendizado
09/08/15 – A aprendizagem significativa de Ausubel
20/08/15 – Aprendizagem experiencial
15/10/15 – Poiesis, a arte da criação, da construção, do ser criativo
13/01/15 – Agile em projetos de pesquisas acadêmicas
11/06/16 – Aulas e Curva de Ebbinghaus, aprender fazendo
08/12/16 – Aula FACIN GP – Aprendizado Experiencial
11/03/17 – 1ª aula de GP / somos gerentes e somos projeto
18/03/17 – 2ª aula de GP / de programas a principios
19/03/17 – O que aulas universitárias tem a ver com Agile
26/03/17 – 3ª aula de GP e Tópicos Especiais
02/04/17 – 4ª aula de GP e Tópicos Especiais
08/04/17 – 5ª aula de GP e Tópicos Especiais
20/05/17 – 6ª e 7ª aula de GP na FACIN
18/06/17 – Layout & Graffiti em salas de aula
28/06/17 – Sobre os ombros de gigantes

1. Uma lista de ferramentas sugeridos no Universia – http://noticias.universia.com.br/…/as-melhores-ferramentas-…

2. Uma lista de técnicas do livro de Doug Lemov –
https://pt.slideshare.net/…/aula-nota-10-49-tcnicas-para-se…

3. Eu tenho um post sobre grafitti, mas olha essa base – http://www.playground-inovacao.com.br/a-sala-de-aula-ideal…/

4. E esse artigo sobre Learned Pyramid – http://paulamusique.com/a-piramide-do-aprendizado/

5. Para fechar tem um vídeo gringo sobre escola – https://www.youtube.com/watch?time_continue=40&v=HX6P6P3x1Qg

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Toolbox 360° com a galera da Umbler e RedeHost

Uma lightningtalk pegada, uma rodada do game Desafio Toolbox, a construção de um Toolbox Wall. Foi um final de tarde agitado em Gravataí com trinta profissionais em um espaço muito bacana … me senti em casa 🙂

Quando cheguei estava rolando uma sprint review na sala ao lado, enquanto eu montava os kits e material em uma sala enorme que mais parecia um playground para adultos, que agora tem mais alguns livros, jogos e mural.

Foi um prazer montar mais um Toolbox Wall, compartilhar e interagir com uma galera pilhada. Como eram apenas 90 minutos, todo o material ficou para que pudessem fazer mais rodadas adiante … espero que compartilhem fotos \o/

Uma definição que encontrei na web para apresentar a Umbler diz: “É uma startup do ramo de hospedagem de sites e aplicações, possui atualmente unidades em Gravataí/RS e Orlando/EUA, tendo como filosofia a globalização do negócio.”

Sobre a RedeHost encontrei esta apresentação: “Com mais de 14 anos, está entre as maiores empresas de hospedagem do Brasil, conta com dois data centers em São Paulo, cerca de 400 mil domínios registrados e mais de 60 mil clientes.”