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Workshop Toolbox 360º de 02/06/2018

Não tinha registrado aqui no blog a edição do Workshop Toolbox 360º do dia 02/06/2018 a tarde no Global TecnoPUC, que mais uma vez agrupou vinte e cinco profissionais de diferentes áreas para debater e levar para casa o tabuleiro, o baralho e toda a inquietação gerada em quatro horas de interação sobre ideias, técnicas e boas práticas.

“Trabalho na área de Marketing Digital, e é incrível aprender coisas novas e poder adaptar para o meu contexto. O Workshop proporcionou conhecimentos e reflexões não só sobre processos de trabalhos, mas também sobre carreira. É incrível ver como todos os problemas e desafios se tornam mais leves e simples de se resolverem quando pensamos de forma sistemática, organizada e com propósito, entregando valor.” – Carolina Ullian – Analista de Marketing Digital na RedeHost

“O workshop Toolbox 360° possibilitou ter contato com dezenas de ferramentas que muito úteis em minha atividade profissional. Recomendo, em especial para quem trabalha com grupos e deseja conhecer formas disruptivas de conduzir e engajar equipes.” – Barbara Silva Costa – Sistemica desenvolmento educacional

“Percebi que projetos que estava desenvolvendo poderiam ser muito mais colaborativos e com mais sentido para as minhas equipes de trabalho. Alterei uma metodologia de um projeto já na segunda-feira e obtivemos um resultado com um propósito muito mais alinhado com a missão deste projeto. A forma apenas começou a ser mudada e já vemos um horizonte muito mais eficiente. Acho que está é a forma de criarmos algo realmente novo no mundo corporativo.” – Alexandre Ascal – Consultor e Coaching Executivo.

“Vivenciar esse momento no sábado foi muito gratificante, além de todo o conhecimento absorvido com foco em desenvolvimento de projetos, o professor Jorge nos auxilia no planejamento da nossa carreira, eu que de certa forma me sentia “perdida” nessa jornada profissional saí de lá cheia de respostas. Só tenho a agradecer pela tarde de valor imensurável.” – Pamela Moraes da Rosa – analista de Suprimentos Gerdau

“Eu pessoalmente já tenho em mente utilizar a Janela de Johari no meu ambiente pessoal para me tornar uma pessoa melhor com meus familiares, amigos, enfim, pessoas próximas.” – Vinicius Bittencourt Ramos – Analista de testes

“Participar do workshop para mim foi muito mais que aprender e discutir ferramentas, conheci novas pessoas e pude ver a aplicação das técnicas através de outros olhos. Excelente experiência!” – Camila da Silva Capellão – Analista de Negócios CWI

“Tirou minhas ideias do lugar e me pôs a pensar…” – Mara Lúcia Barbosa da Silva – Educadora Escola Convexo

Estou reorganizando todo meu arsenal de jogos e técnicas em Toolboxes especializados, um geral, um tecnológico, outro sobre Team Building Games, além dos de Educação e RH que vão ser gerados a N mãos no dia 23/06 próximo. Entre nessa vibe do Toolbox 360º, sou parceiro para construir em diferentes áreas Toolbox especialistas.

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Paradoxo do Coach indispensável substitui o de Controle e o do Super-Herói

Na medida em que o tempo passa, novas fórmulas e modelos mentais vão sendo construídos, substituindo com novas percepções de mercado em detrimento a outros já desacreditados. Infelizmente, algumas mudanças acabam apenas substituindo os antigos paradoxos por novos tão incongruentes quanto.

Paradoxo – Pensamento, proposição ou argumento que contraria princípios básicos e gerais, aparentando falta de nexo ou de lógica; contradição.

Enquanto consultores, entramos já com meta explícita para sair, nosso papel é instigar o interesse em trabalharem de forma colaborativa, auto-organizada, iniciando uma caminhada de aprendizado continuado. A meta não é fazer mágica, mas iniciar uma caminhada evolucionária, ampliando suas caixas de ferramentas a cada passo.

Este post não é um julgamento de valores ou abordagens, apenas reflete sobre os principais paradoxos sobre equipes de trabalho nos últimos 100 anos sob uma percepção das mecânicas organizacionais desde a revolução industrial até os dias de hoje …

Paradoxo do Controle

Na primeira metade do século XX o paradoxo era que controle gerava mais produtividade, mas a produtividade era uma percepção consequente de trabalho sob pressão e em condições físicas e psicológicas que prejudicavam a capacidade produtiva, em tempo real ou em uma visão longitudinal, cumulativa, linear.

Aquele paradoxo do controle gerava uma sobrecarga organizacional em cargos, custos, tempo, de forma que precisamos de mais controle para ter “trabalho”, mas aumentar gestores, coordenadores, supervisores, gerentes, diminui a capacidade de investir no trabalho em si, que conhecemos como Gemba, onde e quem faz acontecer.

Paradoxo do Super-Herói

Na segunda metade do século XX havia o paradoxo preponderante do Super-Herói, da Liga da Justiça, dos profissionais workaholic, destacando o individualismo para serem valorizados. Mas quanto mais valorizamos um indivíduo como Sassá Mutema, salvador da produtividade, menos contamos com a desejada sinergia coletiva.

O paradoxo do Super-Herói ao mesmo tempo era valorizado porque resolvia, mas ele resolvia preponderantemente os problemas que ele mesmo criava, resultado da falta de união e colaboração entre todos os envolvidos em prol do coletivo e dos resultados conjuntos, desprivilegiando a comunicação e gestão do conhecimento.

Paradoxo do Coach indispensável

Muitas empresas investem no novo paradoxo do século XXI, o Paradoxo do Coach indispensável, papel que deveria ser libertador, mas ao invés disto cria dependência através de um processo continuado de sapiência singular para direcionamento adequado, como uma babá para evitar que crianças façam a coisa errada.

Um paradoxo que gera a cada dia novos coachs indispensáveis, não só Agile Coach organizacionais, também Life Coach, Personal Coach, Teen Coach, Baby Coach, … o paradoxo é o coachee ver-se dependente do coach para continuar avançando, gerando dependência ao invés de auto-conhecimento e auto-organização.

O antídoto segundo Len Lagestee

É a antítese da proposta por Len Lagestee, Agile Coach de Chicago em http://illustratedagile.com/2016/10/24/exit-strategy-agile-coach/ quando afirma que um Agile Coach não deveria trabalhar para perpetuar-se (em monitorar e controlar para dizer o que é melhor e o que é certo), um artigo a mim apresentado pelo colega Silas Serpa de SP.

Em um mindset de comando-controle, este paradoxo é mais do mesmo, pois quanto mais precisamos de uma pessoa para dizer o que está certo ou errado em nome da organização, mais lembrará GQA e gestão, uma pasteurização que trabalhará contra o objetivo de auto-organização e protagonismo.

A chave não é controle, mas propósito, aprendizado, equidade, então a solução não é continuar valorizando gestão e monitoramento, métricas e indicadores, a chave é para ser colaboração e coletividade baseados em um senso comum de confiança, de liberdade com responsabilidade, cada time e profissional com suas peculiaridades.

Conclusão

O verdadeiro processo Kaizen é suscitador de acertos e erros, aprendizados diretos e indiretos, verticais e horizontais, criar papéis paradoxais e mantê-los mais que o mínimo necessário, ao invés de acelerar, atrasará a mudança. Se as pessoas percebem que não decidem, tocarão o barco e aguardarão para saber o que fazer, sem se arriscar.

Cada grupo humano é único, se queremos maior performance do time e para isso contratamos um “gestor” travestido de coach com o objetivo de comparar e cobrar melhor performance, talvez indique que 100 anos depois ainda tentamos reinterpretar os estudos do casal Gilbreth sobre tempos e movimentos.

O que garante aprendizado, foco e engajamento são mecanismos que proporcionem comunicação, garantindo a auto-gestão do conhecimento por toda a organização, através de encontros, CoP, compartilhamento, retrospectivas e futurespectivas. É a mágica do moto-contínuo, que ao invés de dissipar energia, a potencializa!

Um post de opinião na mesma linha do https://jorgeaudy.com/2017/01/12/uma-alegoria-poetica-e-dura-para-agile-coachs/

 

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Workshop Toolbox 360º de 19/05/2018

O dia começou cedo para organizar tudo no local, a Marinês Beheregaray Audy fez os pãezinhos de canela glaceados e um bolo, eu passei na feirinha do Olimpico e comprei frutas variadas, morangos lindões, ameixas chilenas, uvas red gigantes, maçãs mini, além de biscoitos e cucas caseiras. Ao chegar no TecnoPUC encomendei 2 Kg dos pães de queijo do Silva e refri.

Chovia bastante, era o primeiro final de semana de frio aqui no RS, mas um bom guardachuva e meu carrinho e estava com caixas, sacolas e mochila na sala. Coladas as 125 folhas do Toolbox Wall na parede, reorganizadas as mesas, cadeiras e organizada as bancadas intercalando frutas, biscoitos, pãezinhos e bolo. Tive a ajuda inesperada de um aluno da Politécnica que passava e entrou.

As 13:45 começou a a galera a chegar, muita gente querida, amigos e conhecidos de outros eventos e TecnoTalks. A tarde transcorreu dentro da normalidade, em uma simbiose que os feedbacks confirmaram que gerou uma cadência legal. O tempo no mural foi uma oportunidade da galera se instigar lendo e marcando aquilo que curte e aquilo que gostaria de aprender mais.

“O Workshop foi incrível, estar dentro deste ecossistema de construção pessoal e profissional é sem dúvida alguma extremamente enriquecedor. O Jorge, como sempre, foi além das expectativas, alimentou a todos com uma energia contagiante e com o conhecimento de quem está realmente vivendo as práticas no dia a dia.” – Carine Aguirre dos Santos – Scrum Master na Azion

“Dinâmico e prático, o workshop Toolbox 360° expõe de forma clara a necessidade de o profissional ter uma visão geral de ferramentas e técnicas variados. Foi uma tarde de muita mão na massa, networking e coaching de carreira.” – Nei Dias Villas Boas – Analista de projetos nas Lojas Renner

“Para mim o workshop foi uma experiência muito significativa, pois pude desmistificar o uso das ferramentas, entendendo que elas são adaptativas e não interessa qual a área de atuação, será sempre o bom senso que vai nos direcionar para quais delas escolher para nossa realidade! Além disso, o jogo facilita e muito a nossa vida para a escolha mais adequada, de uma forma colaborativa!” – Mel Vedana – Analista de RH SENAC RS

“O workshop pra mim foi muito valioso. O maior diferencial pra mim foi o networking, uma oportunidade ímpar de discutir sobre o uso de ferramentas, algumas que eu nunca tinha escutado falar, aplicadas em diferentes contextos pelos meus e minhas colegas de grupo. O workshop poderia começar com uma apresentação sobre o Toolbox Wall e depois ir direto para o jogo. Falamos sobre diversas coisas relevantes, mas eu deixaria os grupos mais livres para decidir quais ferramentas discutir. Talvez algo nas linhas de: Toolbox Wall -> Jogo -> A cada rodada, alguém do grupo tem de apresentar em (5-10-15 minutos) uma das ferramentas utilizadas pela pessoa nas empresas e que também foi utilizada para solucionar algum dos desafios do jogo.” – Guilherme Motta – head de tecnologia na Globo.com

Durante o workshop, intercalado com uma introdução conceitual, o Toolbox Wall e o jogo Desafio Toolbox, apresentei e debatemos em grupos e todos juntos técnicas e canvas variados sobre planejamento, usando nossas carreiras como exemplo, ideação e resolução de problemas. Durante o jogo o debate foi como sempre delicioso de assistir, a galera discutindo o porque uma ou outra técnica é mais valorosa para o desafio posto.

Somente por curiosidade, resgatei quais foram as técnicas do mural mais votadas, com taxas acima de 25% dos presentes teriam votado, mas na verdade todo e qualquer com mais de um voto já pode dar match e gerar diferentes técnicas de GC, desde reuniões, trocas, compartilhamento, eventos, gerando valor de forma descentralizada e auto-organizada:

  • 6 ou 7 votos – Team Building Games, priorização, Mapa de Competências, Sprint Review, Stand Up Meeting, Kanban, Personas, ROI/Capex/Opex
  • 8 ou 9 votos – Retrospectivas, Dragon Dreaming, Direto ao Ponto, Feedback Canvas, OKR,
  • 10 ou 11 – Scrum, Design Sprint,

Os primeiros e as últimas, agradecimento ao Marcos, aluno da Eng Mecânica da nossa Politécnica que estava passando e ficou pra ver e me ajudou ao ir buscar debaixo de chuva os pães de queijo e Coca no Silva, no final a Marinês, a Luisa Audy e a Morvana Bonin, minhas anjas até o último segundo no Café Coworking 100% arrumadinho.

Fiquei no compromisso de fazer mais um em breve, assim que conseguir uma sala legal, vou fazer sim o/

tabuleiro

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Cada workshop gera sua própria energia, que nos alimenta a alma, energia que antigos chamavam de egrégora, desde muito antes de acontecer, fruto da perspectiva de interação, amizade, ansiedade, desejo, expectativas, mas também da preparação com carinho e dedicação para que tudo dê certo.

Mais uma egrégora que a medida de sorrisos e satisfação dessa congregação de energias aqueceu a tarde de todos que se envolveram e levaram para casa o kit com tabuleiro, baralho e vivências … Amo muito tudo isso!

Acho que fiquei no compromisso de fazer mais um com quem queria ir nesse e não pôde, cada feedback e aprendizado neste ajudará a melhorar um pouco cada detalhe do próximo … se tudo der certo tentarei lugar e marcarei para o início de Junho.

O material que usei como linha-base esta salvo neste pdf: Desafio ToolBox Mário Bros – Café Coworking Global – III

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O caminho é sermos Iterativo-Incrementais-Articulados

Há sete anos compartilho neste blog absolutamente tudo o que aprendo, alguns podem ser generalizados e outros não, mas tudo é fruto de muito estudo, leitura, proposição, experimentação e aprendizados a partir de tudo isso … me orgulho muito quando dá match com ideias de ícones da área.

Desde 2012 compartilho a percepção de que em Agile temos múltiplos Duplos Diamantes (Design Council), que é a representação diagramática mais significativa do Design Thinking, para entender, observar, gerar empatia, idear, prototipar, iterar e aprender.

Ser Iterativo-Incremental é pouco, devemos ser Iterativo-Incrementais-Articulados, planejamos em alto nível de abstração para aprender mais e mais a cada sprint e melhorar a cada iteração. Essa é a essência do conceito de Decidir no Último Momento Responsável, após acumular novos aprendizados e conhecimentos a cada sprint.

design thinking

Metodologias ágeis se utilizam dos mesmos princípios baseados em empatia, colaboração, coletividade, multidisciplinaridade, pertencimento e feedback. Rapidamente deixei de usar os diagramas tradicionais do Scrum, porque desenvolvi um diagrama com pequenos duplos diamantes a cada sprint, DoR x DoD, baseado em meus aprendizados.

Em abril o Eduardo Peres compartilhou comigo um artigo de 2017 do Jeff Pathon – https://jpattonassociates.com/dual-track-development/ – que chegou a algo muito alinhado a minhas crenças e representações, mesmo sem usar a mesma analogia, ambos transformamos cada DoR em uma oportunidade de duplo diamante  \o/

piramide abstração 2 - scrum

O pré-game é um ou mais duplos diamantes, usando técnicas diversas para entendimento, observação e seleção de alternativas, prosseguindo com ideação, prototipação, validação e planejamento em iterações, encerrando com um planejamento inicial, MVP, iterativo-incremental-articulado.

Nos ciclos iterativos-incrementais-articulados, cada combinação de DoR seguido de DoD é um pequeno duplo diamante, cada ciclo de entendimento, discussão e especificação em discovery é complementado por desenvolvimento, testes e homologação em delivery.

Ciclos concorrentes, onde o discovery/DoR está sempre um passo a frente, pré-requisito do ciclo de delivery/DoD, este quando estiver sendo executado tendo em paralelo inicio e especificação de um novo discovery/DoR, imprescindível para a próxima iteração, o próximo duplo diamantezinho dos nossos sprints.

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O desenho acima foi como tudo começou quando tentei diagramar o método SCRUM de uma forma em que o ciclo de DoR de Discovery fosse precedente ao ciclo de DoD de Delivery. Desta forma, teremos sempre ciclos concorrentes e subsequentes em pedaços mais relevantes e cronologicamente organizados.

Antes mesmo de compartilhar o diagrama, fui refatorando por achar que estava muito complexo com os tais diamantezinhos, concluindo que a simples alusão usando uma diagramação mais simples seria melhor, chegando ao desenho final que adotei, do qual tenho muito orgulho quando a uso para explicar princípios e framework.

scrum

James Shore em 2012 apresentou no Agile Brazil seu modelo de fluência, onde percebe-se agilidade desde o primeiro passo, assim que uma equipe e empresa inicia sua caminhada. Quem acha que Design Thinking é só quem usa blocos coloridos, sucata, ludificação, desculpa aí: É porque não entendeu nada!

NÃO acredito em receitas mágicas, monolíticas, sou defensor da convergência metodológica. Quem só acredita em uma metodologia, framework ou conceito do seu tempo, tende a ter uma visão intensa, monocromática e limitada de causas e efeitos, apostando na sorte: As vezes da certo, as vezes não!

Design Thinking é modelo mental complementar e sinérgico ao Scrum, Kanban, Lean Startup, Gamestorming, Lean Office, todos seguem os mesmos princípios e nenhum deles é independente. É insano aplicar um sem analisar complementariedade metodológica, necessário e desperdícios, valor e foco, negócio, tecnologia, envolvidos.

No Dual Track do Jeff Pathon, ele não cita o duplo e chama Delivery de Development, mas o resultado é absolutamente convergente (pessoalmente gosto mais do meu diagrama). Após o Release Plan, até o fim do projeto estaremos refinando, melhorando, agregando múltiplos aprendizados a cada novo sprint de DoR + DoD:

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10/05 – Debate sobre BDD entre especialistas

“Behavior Driven Development ou Desenvolvimento Guiado por Comportamento é uma técnica de desenvolvimento Ágil que encoraja colaboração entre desenvolvedores, setores de qualidade e pessoas de negócios. Proposto em 2003 por Dan North como uma resposta à TDD (Test Driven Development ou Desenvolvimento Guiado por Testes). Para tanto, desenvolvedores usam uma linguagem ubíqua que abstrai a tecnologia e foca no comportamento desejado.”

Quem foi, participou do debate e isso trouxe diferentes perspectivas e opiniões. A seguir um post muito legal do DevMedia sobre Behavior-Driven Development na plataforma .NET – https://www.devmedia.com.br/behavior-driven-development-na-plataforma-net/33372

Os debatedores possuem variados projetos que acumularam diferentes experiências no uso de BDD, o que permitiu o compoartilhamento de muito aprendizado vicariante, com seus acertos e erros em diferentes contextos, clientes, tecnologia e equipes.

1. Post do Dan North de 2006 com uma introdução e status do BDD – https://dannorth.net/introducing-bdd/

“Comportamento” é uma palavra mais útil que “teste”
O JBehave enfatiza comportamento ao longo do teste
Determine o próximo comportamento mais importante
Requisitos são comportamento também
BDD fornece uma “linguagem ubíqua” para análise
Critérios de aceitação devem ser executáveis
Nomes de métodos de teste devem ser frases
Um modelo simples de frase mantém métodos de teste focados
Um nome de teste expressivo é útil quando um teste falha”

2. Post do Dan North apresentando a relevância do uso de histórias do usuário – https://dannorth.net/whats-in-a-story/

“O desenvolvimento orientado por comportamento usa uma história como a unidade básica de funcionalidade e, portanto, de entrega. Os critérios de aceitação são uma parte intrínseca da história, definem o escopo de seu comportamento e nos dão uma definição compartilhada de “feito”. Eles também são usados ​​como base para a estimativa quando chegamos a fazer nosso planejamento. Mais importante ainda, as histórias são o resultado de conversas entre as partes interessadas do projeto, analistas de negócios, testadores e desenvolvedores. O BDD é tanto sobre as interações entre as várias pessoas no projeto quanto sobre as saídas do processo de desenvolvimento.”

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19/05 as 14:00 tem Workshop Toolbox 360º

No dia 19/05, um Sábado das 14:00 as 18:00 vou realizar um workshop sobre TOOLBOX 360º, o investimento é de apenas R$100, recebendo em troca um kit do jogo com o tabuleiro e um baralho em gramatura 300 com 83 boas práticas … instrumento suficiente para o Team Building Game DESAFIO TOOLBOX e para a execução da técnica TOOLBOX WALL, ambos com foco em aprendizado e desenvolvimento de novas competências. As vagas são limitadas e por isso as inscrições em http://bit.ly/wstoolbox1 dependem de confirmação.

Este workshop já foi realizado em alguns eventos e empresas, a seguir algumas fotos:

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Empresas e Projetos, como a vida, são Multimodais

Modelos normalmente são simples, com objetivo de passar um conceito, mas a vida real é sempre mais complexa. Isto não é uma crítica a modelos básicos e diagramáticos, é um elogio, pois eles conseguem simplificar e passar o recado em uma imagem una ou binária, fácil de ser assimilada.

O poder de materializar algo complexo em um modelo com alto nível de abstração e síntese é um poderoso artifício de comunicação, entretanto traz em si o risco inerente de que pessoas o interpretem de forma simplista, passando a negar seus desdobramentos, suas nuances e complexidade.

TI Bi-Modal do Gartner

Grandes modelos, aqueles de grande impacto e desdobramentos, assim como a TI Bi-Modal do Gartner, são obras a serem entendidas em seu tempo, efetividade e valor histórico. Neste caso, no início deste século, grandes empresas precisavam ser mais flexíveis e adaptáveis, mas queriam fazê-lo de forma “controlada”.

Hoje, grandes empresas ainda se apegam ao sonho da disrupção cultural tanto quanto à hierarquia e controle, mantendo processos tradicionais, híbridos e ágeis. A explicação vem de Schein, mudanças culturais geram angústia enquanto desapegamos do passado conhecido rumo a um futuro desejado mas desconhecido.

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Design Thinking, Lean Startup e Agile

Há uma década o Gartner propôs com perspicácia e oportunismo singular uma opção estratégica para a adoção de métodos ágeis pelas grandes organizações, recentemente posicionou-se em uma visão holística sobre novos produtos e negócios, fundindo inovação e empreendedorismo a gerenciamento de projetos ágeis.

A cada mês sabemos de mais organizações que vem adotando e experienciando Agile, Design Sprints, gestão visual e colaborativa de portfólio, concepções criativas, inceptions, frameworks e boas práticas ágeis. Fato, temos a disposição uma grande toolbox, mas cada vez mais todos sob princípios Lean.

Princípios sustentam frameworks, que são apenas guias

Na minha crença, princípios e substrato Lean são os fatores críticos de sucesso na busca por organizações exponenciais, transformação digital, organizações que aprendem, estruturas duais (Kotter), capacidade absortiva orgânica, inovação e empreendedorismo, gerenciamento de projetos de negócios digitais.

Gosto de brincar com os conceitos visuais de MVP’s e de Pivot’s, uso eles na abordagem de que modelos simples passam um recado complexo, se você entendeu simplesmente um modelo simples, provavelmente ficou só na casca, é preciso quebrá-la como um ovo e tentar compreender a utilidade da membrana, clara, gema, proteínas. Com atenção, porque ao quebrar pode ser que não tenha nada disso, só um pinto amarelo 🙂

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Por outro prisma – frameworks

No meu entendimento, é preciso que optemos por um modelo, framework ou paradigma, para então ajustá-lo, agregar técnicas e boas práticas que ele não endereça.  Em um exemplo ilustrativo, eu agrego acima do Agile Subway Map da Agile Alliance o método, porque antes de sair pinçando técnicas é importante saber qual método, framework ou modelo estruturará meu processo, para então enriquecê-lo com o que ele não cobre:

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Breve abrirão as inscrições para discutir a TI Bi-Modal. O que mudou desde seu lançamento? Qual o momento das organizações? Qual o novo paradigma proposto, estratégias, cultura, frameworks? Se tiver interesse, será no dia 28/03/2018 as 19:00, divulgaremos lá no grupo TecnoTalks e ocorrerá no TecnoPUC – https://www.facebook.com/groups/tecnotalks/