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Jogo Scrum da Torre de Papel

Folhas de jornal para cada equipe, que deve planejar e executar a maior torre possível que sustente no topo uma bandeira vermelha. Uma jornada de planejamento – como construirá em 4 jornadas de trabalho com 3 minutos cada. Cada equipe ganha 2 metros de fita e você só mostra e fornece a bandeira se alguém pedir ou no final.

A bandeira, assim como no Marshmellow Challenge Ágil, é um critério de aceitação oculto, que via de regra ninguém pede ou pergunta – “Como será avaliada a qualidade ou o valor da torre?” – O que gera uma boa discussão sobre fazer o que pediram/mandaram ou fazer o que é preciso para resolver a necessidade real.

Temos bônus no caso de cumprimento e penalidades, como para baixa qualidade, padronização ou material mal aproveitado. Tanto bônus quanto penalidades valem mais ou menos 5 pontos. A entrega final mais alta com a bandeira afixada com sucesso ganha 5 pontos e a mais firme outros 5 pontos.

A bandeira deve ter uma haste ou mastro e possuir volume e peso, ser de papelão ou de uma dimensão maior (um bandeirão), devendo a estrutura mesmo assim ficar de pé sem que ninguém a sustente e sem fixação no chão ou em objetos.

Estabeleça papéis (PO, SM, Eq), cada grupo organizando um Release Plan para valor e entregas esperadas em três sprints, em cada sprint confirmar a meta, executar, fazer a entrega, retrospectiva, buscar estabelecer capacidade, velocidade, cadência em meio a diversão  \o/

Assim como nos demais jogos Scrum, ao final do planejamento cada equipe deve apresentar o que pretende fazer em cada iteração, quantas cartas pretendem usar e como pretendem usá-las, gerando uma grade de sprints versus metas iniciais propostas.

Importante após a 1ª ou 2ª iteração de 2 minutos, parar para refletir papéis, se estão contribuindo, como está o valor entregue e qualidade. Cada iteração inicia com uma confirmação do planejamento, encerra com uma apresentação ao cliente daquilo que foi feito (review) e retrospectiva para análise do trabalho.

É importante estabelecer uma competição saudável, saber qual dos times construirá o mais alto castelo, assim provavelmente o mindset padrão será fazer de qualquer jeito para ganhar em centímetros ao invés de se preocuparem com a expectativa de valor do cliente.

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Jogo do Castelo de Cartas SCRUM

Um projeto SCRUM em que cada equipe fará um planejamento de iterações de 2 minutos cada, recebendo no início um baralho, projetando e executando um castelo de cartas, daqueles que coloca-se um par de duas cartas em cunha para cima lado-a-lado e uma carta sobre ambas, fazendo um primeiro andar e subindo mais alguns.

Um jogo Scrum fácil que só exige um baralho de cartas para bons insights sobre planejamento, execução iterati-incremental-articulada, papéis, timeboxes, artefatos e regras. Além de ser muito divertido, porque a qualquer momento pode surgir o imprevisto se não houver paciência e responsabilidade, porque o castelo pode ruir.

O jogo pode ser condizido igual a todos os jogos SCRUM, com papéis (PO, SM, Eq), cada grupo organizando um Release Plan para valor e entregas esperadas em três sprints, em cada sprint confirmar a meta, executar, fazer a entrega, retrospectiva, buscar estabelecer capacidade, velocidade, cadência em meio a diversão  \o/

Assim como nos demais jogos Scrum, ao final do planejamento cada equipe deve apresentar o que pretende fazer em cada iteração, quantas cartas pretendem usar e como pretendem usá-las, gerando uma grade de sprints versus metas iniciais propostas.

Importante após a 1ª ou 2ª iteração de 2 minutos, parar para refletir papéis, se estão contribuindo, como está o valor entregue e qualidade. Cada iteração inicia com uma confirmação do planejamento, encerra com uma apresentação ao cliente daquilo que foi feito (review) e retrospectiva para análise do trabalho.

PRINCÍPIOS: Ao final, valorizar o planejamento, qualidade, produtividade, se todos sentem-se úteis, sinergia e se estão claros os papéis, se foram impostos ou fruto de diálogo.

DICA: Se quiser, pode estabelecer uma competição saudável para saber qual dos times construirá o mais alto castelo, descontando um centímetro para cada “bug”, representados por cartas excessivamente desalinhadas ou tortas que comprometam a estabilidade ou estética do castelo.

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Jogo sobre Agile usando Jenga Test

Um jogo tão simples e divertido quanto didático no que diz respeito a metodologia de desenvolvimento, esclarecendo de forma lúdica as principais diferenças entre o modelo waterfall e iterativo-incremental-articulado, podendo ser um jogo facilitado com viés Kanban, Scrum, XP ou Lean.

Na prática, um jogo que fala de qualidade em um prisma tradicional e ágil, quando é uma responsabilidade de todos desde o início ao fim, lembrando Crosby e sua afirmação de que Qualidade é Grátis se qualidade for de todos … se for uma etapa o custo pode ser impeditivo.

Organização

Para jogar é preciso pelo menos duas pessoas, um como desenvolvedor ou construtor, outro para ser o controle de qualidade ou testador, sendo necessário para cada equipe um conjunto de 36 blocos de Jenga numerados de 01 a 36, além de um dado de seis lados.

O jogo Jenga pode ser adquirido em diferentes tamanhos em lojas de brinquedos, no exterior há kits em que cada bloco é do tamanho de uma caixa de vinho, por aqui há o mais tradicional em tamanho pequeno e é possível comprá-lo novo no mercado livre por R$30 (mercado livre).

Regras

O jogo possui três rodadas com o objetivo de demonstrar a diferença de um projeto waterfall ou iterativo-incremental-articulado. O objetivo final é construirmos uma estrutura de pelo menos três andares acima.

A cada rodada, teremos alguns defeitos detectados, para o que usaremos o dado – ao final de cada rodada escolhemos aleatoriamente 4 números entre 1 e 36, que representarão as peças a serem substituídas.

Importante, marque o tempo total para cada rodada:

Rodada 1:  O testador só pode testar a estrutura construída somente após a construção da estrutura inteira. Quando o testador informar os 4 blocos defeituosos, estes devem ser substituídos pelo desenvolvedor, que ao final deve entregar a estrutura remontada sem os quatro “defeitos”. Esta rodada simula um projeto waterfall!

Rodada 2:  Nesta rodada, o desenvolvedor entrega quatro sprints cumulativos com 9 blocos cada, ao final de cada sprint o testador aponta um bloco defeituoso, no primeiro de 1 a 9, no segundo de 10 a 18, no terceiro de 19 a 27 e no último de 28 a 36. O desenvolvedor deve substituir e iniciar o próximo bloco e assim por diante.

Rodada 3:  A primeira foi waterfall, a segunda iterativo-incremental-articulada, esta terceira é usando o conceito de pair, o testador tira os números no começo e avisa o desenvolvedor em tempo real, assim que ele for utilizar o bloco, de forma que evite o problema antes mesmos de criá-lo.

Esta mesma discussão temos no jogo da fábrica de moedas em um jogo bem mais simples, mas eficaz quando temos muito pouco tempo. Assim como com um tempinho um pouco maior podemos usar o viés da Spaghetti bridge e desafiar ao final da primeira, a cada sprint na segunda ou a qualquer momento na terceira que a estrutura deve suportar um livro.

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Um pouco de teatro – Scrum From Hell

É possível simular uma reunião de daily, planejamento, review, retrospectiva ou grooming de forma a expôr determinados comportamentos inconscientes, atribuindo papéis e ações a cada um dos participantes, como se fossem atores de uma peça teatral.

É possível assim gerar boas reflexões e antecipar ou evitar determinados comportamentos comuns em equipes ágeis novatas, como integrantes participarem de uma daily e ficarem olhando para o Scrum Master ou Product Owner enquanto falam, como se fosse um status report.

É possível usar esta técnica até para grandes grupos, eventos, treinamentos ou palestras, trazendo voluntários para representarem a cena. O jogo foi apresentado por William Wake no Scrum Gathering de Denver em 2004.

Apresentação/preliminar

É bom explanar o que diz o manual sobre a reunião que apresentaremos, para depois discutir o que aconteceu, se é sobre a reunião diária, qual o conceito, orientações, o que está escrito no Scrum Guide e quais as dicas para realizá-la com sucesso e bons resultados.

O autor sugere também antecipar quais os riscos, problemas comuns, mas eu aplico sem antecipar estas questões, deixo para que os participantes e platéia tenham suas percepções sem induzi-los. Após a execução, ofereça um tempo para que as pessoas relatem quais os pontos registraram como fortes e fracos.

Preparação do baralho

Supondo que o objetivo seja uma reunião diária, prepare um baralho contendo em torno de 30 cartas, 20 delas com atitudes desejadas e positivas para a proposta e regras usuais de uma reunião diária, mas outras 10 cartas com comportamentos de exceção.

Prepare a carta de forma que tenhamos duas boas para cada uma de exceção, de forma que durante a execução não corramos o risco de termos muitas cartas ou nenhuma carta de comportamentos indesejáveis. De dois para um é uma boa dose de desvios.

Cartas positivas – Coloque várias solicitando que o dono dela “Diga o que fez, vai fazer e se vê problemas para o sucesso da sprint”, mas pode haver algumas que relate um pequeno atraso sem impacto, um impedimento a ser endereçado pelo SM, a antecipação de uma entrega, etc;

Cartas de exceção:

  • Fale olhando apenas para o Scrum Master;
  • Fale truncado, rapidamente olhando para o chão;
  • Chegar atrasado e ficar explicando o porque se atrasou;
  • Mencione um impedimento, mas como se fosse algo normal;
  • Diga que esta só como observador, mas fique pontuando o que cada um fala;
  • Fique enrolando até que alguém peça pra você parar de falar;
  • Tente tratar de um assunto que nada tem a ver com as tarefas e entregas desta sprint;
  • Tente resolver o problema de alguém, entrando em detalhes técnicos;
  • Comece uma conversa paralela, enquanto a palavra esta com outra pessoa;

Mecânica de jogo

No exemplo acima com a Daily, simule um quadro Kanban e peça que a “equipe”, após entregar uma carta para cada um, se posicione em frente ao quadro como se fosse rolar uma daily de verdade. Crie um cenário verossímil, isso ajuda a entrar no personagem conforme a carta. Se for uma reunião e suas disfunções, é bem parecido com uma Daily, mas em torno de uma mesa. Pode ser um planning, review, etc.

Ao iniciar apresente um cenário típico da situação sendo representada pela galera, contextualize, entregue as cartas, tire eventuais dúvidas e peça que se posicionem … evite interferir muito durante a interpretação. Ao concluir, peço a quem participou dizer o que percebeu, se houveram disfunções, se foi tudo bem. Peça que concordem ou discordem dos outro se quiserem, mas que sejam incrementais, evitando repetir-se.

Se havia platéia, após as percepções daqueles que participaram, pode abrir para contribuições de quem assistiu, registre em um quadro para depois fazer uma reflexão sobre ações recomendadas para mitigar disfunções. Relato original em https://xp123.com/articles/scrum-from-hell

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Paper Snowflake – Agile Game sobre SCRUM

Que tal um agile game com papéis, timeboxes, times SCRUM, equipes de até 5 (cinco) integrantes por mesa, um deles assumindo o papel de scrum master, outro de product owner, demais serão a equipe de desenvolvimento.

Segue a mesma batida do Aviões 2.0 do Steffens, do SCRUMIA dos professores Catarinenses, na mesma da variação que criei para o Marshmellow Challenge Ágil com papéis, planejamento e sprints … um modelo 100% aprovado.

Distribua 5 notas a cada mesa, peça que designem os papéis, apresente na tela alguns exemplos e explique o desafio, peça que estimem sua capacidade para o primeiro sprint e explique os tempos conforme o esquema abaixo:

Para fazer os flocos de neve de papel é preciso que cada equipe compre papel e tesoura, a produção será vendida e permitirá a compra de mais papel, assim por diante a cada sprint a cada sprint, iniciando com um caixa de R$5.

  • 2 folhas de papel custam R$1,00
  • 1 par de tesouras custam R$3,00

A venda depende da qualidade de cada floco de neve de papel construído, podendo variar de R$1 a R$5, o saldo de caixa permitirá comprar as folhas necessárias para o próximo ciclo de produção e acumular seu resultado.

Como nos outros jogos que simulam o framework SCRUM, é diversão e aprendizados garantidos, mas se os aviões, barcos, chapéus ou torres de spaguetti temos um resultado estético saboroso, este com os flocos de neve ainda mais.

No link http://tastycupcakes.org/2012/05/lean-startup-snowflakes há uma outra versão deste game, vale dar uma conferida.

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Mais um framework escalando Scrum – Scrum@Scale (Jeff Sutherland)

Scrum é tido como o método ágil mais praticado no mundo conforme as pesquisas anuais da Version One, um framework que se destaca neste cenário desde o icônico “The New New Product Development Game” de Takeushi e Nonaka em 1986 na Business Harward Review.

Inicialmente havia apenas uma orientação bastante simples de como lidar com mais de um time trabalhando no mesmo projeto. Curiosamente, estes modelos anualmente ganham detratores explícitos nos eventos e na direção oposta tem cada vez mais opções:

Scrum – Experimentado desde a década de 80 por Jeff e Ken, mantidos através do Scrum Guide, que recebe nova versão atualizada na frequência bi-anual (2011, 2013, 2015 e 2017) a partir da evolução de sua ampla comunidade de prática;

Scrum Of Scrums – Desde os primórdios do Scrum o Scrum Of Scrums é um modelo simples e eficiente para poucos times trabalhando de modo síncrono, é o modelo mais enxuto deles;

Nexus – Uma proposta um pouco mais sofisticada que o SofS pela Scrum.Org, disseminada por Ken Schwaber através do Nexus Guide;

SAFe – Acrônimo para Scaled Agile Framework, criado por Dean Leffingwell e mantido pela Scaled Agile Academy.

LeSS – Desde 2005, Craig Larman e Bas Vodde trabalham para aplicar a estrutura LeSS (Large-Scale Scrum) para desenvolvimento em grandes grupos.

Scrum@Scale – Sugestão da Scrum Inc para escalar o SCRUM, lançado em 2017 já com seu Scrum@Scale Guide por Jeff Sutherland. No site da K21 tem a divulgação e detalhes do workshop sobre este framework ministrado aqui no Brasil;

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Agile Trends 2018 – palestra Agile Breadcrumb

Galera, estarei na trilha de Fundamentos para a Agilidade do Agile Trends, vou falar sobre a práxis da agilidade, preto no branco, pragmático, mais mundo real e menos histórias da carochinha – http://agiletrendsbr.com/programacao-agiletrends-2018/

Às vezes nos sentimos como João e Maria, perdidos na floresta, quando por habilidade ou sorte encontramos uma trilha de postits para seguirmos, que pode ou não dar na casa da Bruxa. Alternativas mais comuns, por onde começar, fatores críticos de sucesso, riscos e aceleradores, antes e durante a experimentação do uso de princípios, frameworks e técnicas, é fundamental conhecer o que o mercado vem praticando, erros e acertos compartilhados por nossos pares.

Quais as opções mais visitadas, desde boas práticas para ideação, modelagem, planejamento, execução ou sustentação. O pai de todos é o veterano PDCA de Shewhart e Deming, fácil de entender, mas quando vamos começar nos deparamos com funil de ideias, portfólio, programas, projetos, sustentação, gestão do conhecimento. Nos sugerem Design Thinking, Inceptions, Scrum, Kanban, XP, Lean, entre outras tantas possibilidades, frameworks e técnicas.

Agile breadcrumb – Quais os postits a seguir no meio da floresta?
Jorge Audy (DBServer)