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NÃO entregar valor NÃO é opção em uma sprint

A cada dia em um projeto SCRUM é preciso relembrar Pareto (80 x 20), bem como buscar inspiração na técnica de caminho crítico. Desde o release plan, product backlog e sprint backlog, daily e pós-daily, review e retrô, o discurso de valor é legal, mas só vale se entregarmos valor.

Quando cito Pareto em projetos, tem o estratégico pela necessidade do cliente e usuários, o tático na complexidade e capacidade, tem o operacional de cada dia, a nível de tecnologia, requisitos, funcionalidades, regras, … temos então nossa rede mental e caminho crítico.

Pareto: A regra dos 80/20 ou Lei dos poucos vitais para muitos triviais, afirma que aproximadamente 80% dos efeitos vêm de 20% das causas. Um dos ícone do Lean, a lenda Joseph Moses Juran, sugeriu este princípio e o nomeou em homenagem a Vilfredo Pareto e seus estudos.

Áreas de Convergência/Divergência: O caminho crítico é uma sequencia de atividades que representa o caminho mais longo de um projeto. Área de Convergência é quando várias atividades devem concluir para outra iniciar, Área de Divergência é quando uma é pré-requisito de várias.

Assim como um bom gerente de projetos, uma equipe ágil lida diariamente com a possibilidade de tomada de decisões relacionadas a riscos, rede, fragmentação, inclusão e exclusão de atividades, paralelismo e sequenciamento, recursos essenciais para auto-organização e sucesso.

Em uma liberdade poética, trago uma rede e seu caminho crítico propostas pela UniversoProjeto para discutir conceitos de caminho crítico, não representa a estratégia de histórias e tarefas em uma sprint mas é didática quanto a caminho crítico e áreas de convergência e divergência:

Em Agile, cada história possui sua rede no sprint, gerando um desafio tático diário ao time, como na abstração que montei logo abaixo … a entrega do mínimo valor (vitais) de qualquer história não pode ser comprometida em função de entregas triviais de outras histórias:

Diariamente, a cada novo fonte, objeto, classe ou método é preciso perceber o caminho crítico e lembrar de evitar triviais antes de vitais, valorizando eliminar gargalos e garantir entregas antecipadas, parciais, essa é a nossa missão: Entregar valor!

As vezes usamos de dissonância cognitiva para justificar o porque não vai ser possível, esquecendo de se utilizar de uma visão holística, onde o todo é composto de partes … equipes ágeis de alta performance esforçam-se em entendê-las e tomam decisões para garantir entregas e valor.

Acredite, adaptar-se não é resignar-se a inevitabilidade das mudanças, é diariamente mitigar, contornar, fracionar, eliminar ou reduzir áreas de convergências e divergência, focar na essência, de forma que a adaptação não seja a negação do valor, mas a confirmação dele.

Cada SPRINT é um pacto por valor a ser entregue

Planejado na inception e materializado no product backlog, a sprint backlog é um pacto gerado pelo time entorno do mix de domínio, conhecimento, expertises e percepções de todos, levando em condição valor, prioridade, complexidade, riscos e oportunidades.

A cada Daily e pós-Daily, nossa missão é repactuar o sucesso de nossas entregas, mitigando riscos, sempre focados no mínimo entregável de valor suficiente, sempre investindo no vital e questionando o trivial, justificando assim o porque do método ágil que praticamos.

Na medida que o sprint avança, a responsabilidade e necessidade de planos de ação e responsabilidade na aplicação de árvores de decisões vais tornando-se cada vez mais premente. No 1° dia, 2° e 3° temos mais opções, a partir do 4° e do 7° temos menor margem para manobras.

Estudo de caso: Em um cenário adverso, no segundo dia foi discutido opções e assumidos certos riscos, no quarto dia já é preciso concentrar esforços e no sétimo dia muitas vezes temos que tomar decisões difíceis, mas responsáveis frente ao compromisso de entrega de valor.

Para ser mais claro, quando falamos no sprint planning sobre compromisso com a excelência combinada, características funcionais otimizadas, regras, automações, camadas, etc, isto NÃO pode ser mais importante que a entrega, validação com o cliente, fluxo e cadência.

Se decisões tiverem que ser tomadas, ok, vamos depois discutir o porque foi preciso, vamos aprender com elas, vamos nos esforçar por melhorar nos próximos sprints, vamos incluir a discussão sobre o resgate e refatoramento do gap entre o que foi previsto versus o que foi feito.

Falando em valor e sprints, cuidado com o que promete, pois és responsável por quem cativas e NÃO entregar o máximo de valor a cada sprint NÃO é opção! O desafio e a solução todos terem este princípio em mente, sem stress, mas antenados ao máximo de entregas de valor.

Nossa linguagem ubiqua foca em valor para o cliente, se você mesmo assim não abre mão de atrasos por excelência técnica, em detrimento de valor antecipado, validação e aprendizado – PDCL – Desculpa, mas talvez seja uma linguagem ambigua e não ubiqua.

Se leu até aqui, tenho certeza que vai curtir ler esse outro, garantcho:  https://jorgeaudy.com/2014/11/04/divida-tecnica-um-mal-necessario-mas-nao-e-um-carma/

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Desafio ToolBox 360º dia 05/09 das 18:30 as 20:00

Um jogo que começou inspirado em uma dinâmica para minha disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software na FACIN da PUCRS, que transcendeu para algo muito maior e melhor que eu imaginava. Acreditem, vale a pena experimentar e dar uma conferida!

Mais de 70 técnicas e boas práticas oriundas de métodos, framework e mercado consolidaram um baralho que pode se transformar em um guia de bolso para usar, desde o jogo original, em mapeamento de competências, no planejamento ou resolução de problemas.

Eu prometi que será derradeiro, a partir da semana que vem disponibilizarei uma versão enxuta que possa ser utilizada por quem quiser. Vinha enxugando a atual devido a tamanho e custos de confecção e postagem de embalagem, tabuleiro, baralho, fichas e dado.

Para se inscrever neste Play Test, clique aqui ou na imagem:

Para saber mais informações sobre o jogo, regras, play tests, palestras, oficinas e fotos – https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox/

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Guia de uso para o SSC – Scrum Setup Canvas – Ed 5

Fiz um manual(zinho) para iniciantes, justificando cada campo do Scrum Setup Canvas, exemplificando estas definições pouco antes da realização de um Release Plan. Elas poderão mudar, mas precisam ser conscientes para embasar o planejamento e execução.

Boa sorte, customize, me avise se fizer alterações pois eu mesmo já o alterei bastante desde a primeira versão, agradeço a oportunidade de melhorá-lo ou pelo menos de saber de variações existentes. Clique aqui e baixe o manual, com modelo em A3.

  • Elevator Statement
  • Equipe e envolvidos
  • Aproveitamento e formato dos sprints
  • Arquitetura e Integrações
  • Indicadores e Métricas
  • Boas Práticas e Ferramentas
  • DoR (Definition of Ready)
  • DoD (Definition of Done)
  • Feriados e Férias
  • Sprint Zero
  • Reserva Técnica

Clique aqui para assistir a apresentação gravada por colegas no Agile Trends 2017.

 

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Se fossemos uma lavanderia, poderia ser uma lavanderia SCRUM

O blog http://cartoontester.blogspot.com.br não tem novos posts desde 2014, tem um traço muito próprio, mas eu tenho paixão pelo diagrama abaixo, alegoria ao método SCRUM caso nosso backlog fosse um enorme cesto de roupa suja. A beleza da simplicidade, impossível não entender o básico do SCRUM com ela.

É possível discernir facilmente cada etapa, inclusive é possível entender o que é valor, a relevância de um bom Release Plan, o que é o Selected Sprint Backlog, o próprio Sprint backlog, o conceito de sprint, a review e retrospectiva, até o pacote potencialmente entregável, daria para reescrever o guide de forma bem divertida.

Nada disso está no blog do Andy Glover (talvez parente do Danny), mas a primeira vez que olhei para essa alegoria, diagramada como abaixo, foi amor a primeira vista … todos os conceitos de timeboxes e artefatos pulam na frente, muito legal!

Poderia traçar analogia a N situações, acho que até meus avós entenderiam o que é esse tal de SCRUM, backlog, sprint, para ilustrar escolhi um cenário bem simples:

Pré-game: nosso PO chega na lavanderia SCRUM com um imeeeeenso cesto de roupa suja, mostra para a equipe e pede um planejamento para estimar o custo. O cesto é muito grande e a galera pergunta para o PO o que ele tinha ali, qual sua necessidade e expectativas, permitindo a equipe planejar e combinar o projeto.

Com o Scrum Setup Canvas eles percebem que precisarão de uma máquina de lavar, outra de secar e uma bancada de passar, dimensionamento de equipe, exigências de qualidade do serviço, pontos de atenção, cuidados, etc. Estimam que precisarão provavelmente 3 (três) sprint (rodadas na máquinas de lavar, secar e passar), mais 1 (um) de buffer na eventualidade de precisar de sete, pois dependendo do tamanho e peso das toalhas talvez seis fosse pouco.

O nosso PO diz que precisa para a primeira sprint de pelo menos uma toalha grande, pois está sem nenhuma e tem que tomar um banho para ir trabalhar e que até a segunda precisará de determinada calça de veludo, uma camisa azul e roupa de baixo para usar, determinando que para o terceiro precisaria de um smoking completo e roupa de baixo, meias pretas. De posse das informações a equipe planejou os itens a cada rodada de forma a atender as necessidades do cliente.

Ao final, está definido o nosso product backlog, entendido, priorizado, MVP, planejado em sprints, permitindo à equipe começar a trabalhar no primeiro sprint.

Sprint 1 – A equipe realiza o primeiro sprint, seguindo a prioridade do cliente, realizando cada máquina e serviços, mantendo o cliente informado do andamento e tendência. O cliente pôde passar no horário combinado e avalia o trabalho executado, comentando que esperava mais da dobradura de uma camisa, feedback depois discutido entre a equipe para que as próximas fiquem melhor.

Sprint 2 – O PO propõe alterar um pouco o sprint backlog, apontando outra calça como prioridade e incluindo mais uma toalha pequena que trouxe, mas que a equipe acredita que não impacta na previsão e por já ter entregue a toalha grande, avaliam a tendência e avisam o cliente que provavelmente não precisará do buffer. A entrega se confirma e o cliente elogia que a nova dobradura da camisa está muito melhor e a calça de brim escolhida será melhor para seu compromisso.

Sprint 3 – A cada sprint a equipe confirma com o cliente a priorização e condições, executa, entrega e ao final discute os feedbacks e percepções variadas de ocorrências. Já conhecem o cliente e estabelece-se uma relação de confiança, quer pela transparência, pela confirmação, parceria e resultados.

Quer tentar? Fecha os olhos e faça seu story board mental do projeto SCRUM da sua lavanderia com o seu cliente … acho que a galera do Savana Scrum vai abrir uma lavanderia na selva e vou postar algumas tirinhas das suas aventuras  \o/

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Uma versão PDF para impressão A3 do Scrum Setup Canvas

Compartilho uma versão A3 para impressão e uso do Scrum Setup Canvas. Não é para ser só mais um quadro com postits na parede, ele é vital ao gerar um debate sobre acordos e pré-definições pouco antes da realização de um Release Plan.

É para ser um documento vivo, com combinações e pactos evolutivos, jamais para justificativas, mas para aprendizados e melhoria contínua. A maioria de seus campos são relevantes mas não constam em nenhum outro canvas ou artefato.

Para quem não acompanhou nem os posts anteriores nem as apresentações, o SSC é um quadro que formaliza as combinações e premissas essenciais que balizarão o Release Plan, para planejar é preciso definir as bases sobre as quais o faremos.

Eu gosto mais da minha versão colorida do SSC, mas alguns amigos, colegas e contatos tem me pedido uma versão A3 para uso, então criei uma para ser impresso em tamanho grande, de forma a usar postits pequenos como eu uso.

Clique aqui para baixar o manual com um modelo A3 em pdf.

  • Elevator Statement
  • Equipe e envolvidos
  • Aproveitamento e formato dos sprints
  • Arquitetura e Integrações
  • Indicadores e Métricas
  • Boas Práticas e Ferramentas
  • DoR (Definition of Ready)
  • DoD (Definition of Done)
  • Feriados e Férias
  • Sprint Zero
  • Reserva Técnica (%)

Clique aqui para assistir a apresentação em vídeo no Agile Trends 2017.

Clique aqui para acessar a apresentação em PDF.

Espero que seja útil aos que já o utilizam ou querem experimentar, igual fico a disposição no caso de dúvidas, aberto a sugestões ou críticas construtivas 🙂

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Daily e pós-daily só dá certo se souber porque dá certo

A técnica ágil mais praticada no mundo, conforme as pesquisas da Version One, é a Daily ou Stand Up Meeting. Parece ser algo trivial, mas é preciso algum esforço e dedicação para entender na prática o que é, para que serve, experimentação para fazer dar certo, diferenciar a Daily da Pós-Daily, achar o ponto de equilíbrio.

Trata-se de uma rápida reunião com menos de 15 minutos, preferencialmente no início da manhã, antes de entrarmos em fluxo. Uma reunião tática, que gera uma boa energia para o dia todo, lembrando a todos que estão todos unidos para o sucesso da sprint, iteração usualmente com duas semanas de trabalho.

Entender a Daily como um Status Report é sinal de que ainda temos mindset de comando-controle. Daily é dizer e ouvir o suficiente para concordarmos que estamos fazendo o melhor possível para a meta da sprint. É preciso ver a Daily como um pacto diário, focado naquilo que de melhor podemos fazer:

  • O que fiz desde a última e se isso contribuiu para a nossa meta;
  • O que pretendo fazer até a próxima para contribuir para a meta;
  • Se preciso de ajuda, tenho ou vejo impedimentos para a meta;
  • Se eu vejo uma oportunidade ou posso ajudar a irmos além.

Se algo não está de acordo ou há que se debater sobre algum risco, fato ou oportunidade … então encerre a Daily, libere quem não precisa ficar para esta conversa e inicie o que chamo de Pós-Daily!

Daily x Pós-Daily

Se a Daily é uma alinhamento de abstrações pessoais de atividades, risco e oportunidades, justifica-se então a presença obrigatória de toda a equipe de desenvolvimento … porque a meta, valor, produtividade, energia e Lean thinking de todos a cada dia é responsabilidade de todos.

Sempre que necessário for é possível fazer uma Pós-Daily, com a presença apenas de quem possa ou precise colaborar. Se na Daily a presença é obrigatória, no pós-Daily fica somente quem necessário, em comum acordo. Em uma equipe auto-organizada, a Daily e a pós-Daily são nosso choque diário de realidade.

São dois momentos que dizem respeito a relembrar que a meta é de todos, que estamos juntos nessa, que mais que contar com o apoio uns dos outros, é fundamental que estejamos de acordo que estamos todos gerando sinergia suficiente para que a auto-organização aconteça.

Não importa se presencial ou remoto, o fato é que uma conversa no inicio do dia reativa o foco, relembra que estamos todos juntos nessa, chama a atenção para o fluxo expresso no quadro e a tendência visualizadas nas métricas.

Querer que suas Daily Stand Up Meetings deem certo sem ter entendido porque e para que elas servem é análogo a querer uma vitamina no copo pela manhã só porque comprou um liquidificador … mas tem que comprar os ingredientes certos e preparar, senão é só peça de decoração.

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14/06/17 – 1° Scrum Day Brasil, pela Scrum.org

Dá uma navegada no site da SCRUM.ORG e na página do Scrum Day 2017, porque será um momento histórico, primeiro grande evento organizado pela Scrum.Org no Brasil, em grande estilo … dedicado ao método ágil mais utilizado no mundo.

Um grande time de especialistas certificados pela Scrum.Org, muitos nomes que você com certeza conhece e acompanha em seus posts pelas redes. O valor é absolutamente irrisório, early birds a R$200 até o dia 14/06 e depois R$280.

Para quem é de SP não dá para perder, para quem não é temos quase dois meses para ver passagens acessíveis a todos nos sites de viagem, se sua empresa adquirir hoje vai gastar em ida e volta (POA-SP) e inscrição exatos R$800,00:

Serão palestras, relatos de casos, workshops e open spaces variados relacionados diretamente com a prática da metodologia ou do Scrum em escala, além de treinamentos oficiais com referências mundiais da própria Scrum Org.

Não tenho palavras em parear com um timaço de especialistas que admiro e considero meus gurus no primeiro grande evento da Scrum Org no Brasil. Será no Prodigy Grand Hotel & Suits Berrini em SP, organizado pela Scrum Org e pela Concrete Solutions – https://www.scrumday.com.br/

Vou aplicar o SCRUM Game criado por mim para os treinamentos da DBServer, batizado de Banco Intergaláctico. Uma hora e meia para exercitar papéis, timeboxes, artefatos e regras para um cliente tri-especial, que após seu último empreendimento resolveu sair do lado negro e regenerar-se em um negócio de muito potencial em fase de crescimento.

Aos agilistas da ponte SP – RJ, com certeza nos vemos por lá no dia 14/06, para os gaúchos e outros estados a inscrição hoje é R$200, mais passagem ida e volta adquirida agora disponível a R$600 … mas não fica procrastinando, fala com teu chefe, apresenta um plano de replicação que não tem como não dar certo.  \o/