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Universidade Corporativa não é só para os grandes

Universidade Corporativa é “qualquer entidade educacional que estabeleça-se como uma ferramenta estratégica, projetada para auxiliar uma organização, focada nas formações específicas de seus líderes e colaboradores, sintonizada a seus interesses, objetivos e estratégias” – wikipedia.

Algumas das mais conhecidas Universidades Corporativas no Brasil são de empresas públicas, mas há cases no Brasil e mundo afora de universidades corporativas de grandes empresas, há décadas investindo no desenvolvimento de cursos de gestão, liderança e outros temas estratégicos.

O objetivo não é titulação, mas aprimoramento estratégico de hard e softskills desejados pelas organizações em seus quadros. A iniciativa pode ser própria ou desenvolvida em parcerias com instituições educacionais, um modelo que tradicionalmente exige grandes investimentos.

Pense bem, no século XXI, ano de 2020, milhares de cursos online de mínimo custo, nada impede que qualquer empresa, só ou em parceria, faça ou consuma aproveite trilhas a partir do que existe na web e pela geração de spots de videos ou podcasts sobre temas de interesse.

Antes de argumentar, alguns links após segundos de pesquisa no Google:

  • TED, por um mundo melhor e mais sustentável
  • 99U, uma grande variedade de vídeos educacionais
  • Coursera, uma plataformas de educação gratuíta
  • OEB, o Open Education Base tem milhares de aulas
  • AE, a Academic Earth oferece vídeos de universidades
  • Quora, comunidade aberta com milhares de tópicos
  • Gutemberg, o projeto disponibiliza milhares de livros
  • Wikiversidade, a versão educacional da WikiPedia
  • Duolingo é um site de ensino de linguas gratuito
  • Udacity é um site de aulas, diferentes matérias e campos

Qual o valor, o custo x benefício de uma boa curadoria web de conteúdos disponiveis na web e próprios, talvez uma plataforma com cursos, videos, podcasts, artigos, com agregação de comentários, contribuições, anexação de mídias variadas, …

Desta forma, pequenas e médias também poderiam ter sequências recomendadas de treinamentos e estudos de forma mediada, registrada e avaliada, fomentando o aprendizado organizacional a partir de seu nível mais essencial.

Muito se diz do imenso volume de conhecimento gerado a cada minuto, também sobre a (falta de) integridade ou confiabilidade de grande parte deste volume. Infelizmente, por outro lado, muitas empresas parecem perpetuar seus problemas aguardando poder contratar cursos famosos e onerosos.

Garimpar o que tem de bom no universo de possibilidades na web, pagos, freemium e abertos é uma arte acessível a todos e onde todos ganham … o importante é pensar Lean, baby steps, é praticar constantemente o desapego pelo ideal e gerar valor incremental …

O acesso cada vez maior à tecnologia permite hoje que informações de toda sorte cheguem até nós das mais diferentes formas. Num momento em que todos podemos ser, ao mesmo tempo, leitores e autores, surge a necessidade de saber selecionar no meio do caos aquilo que, de fato, tem relevância e credibilidade. Afinal, em que prestar atenção? O que realmente importa? Mario Sergio Cortella e Gilberto Dimenstein levam a debate nesse livro a ideia de curadoria do conhecimento. Em bate-papo instigante, eles apresentam esse novo conceito e iluminam vários aspectos de nossa cidadania. Pois, como apontam aqui, a formação continuada para a prática da curadoria, isto é, da socialização e mediação dos saberes, torna-se fundamental nesta nova era, seja nas escolas, seja nas empresas ou nos meios de comunicação, como forma de empoderamento do indivíduo.

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II edição SCRUM Prêt à Porter

Mais um Sábado de muita interação, conteúdo, sorrisos e trocas de experiências. A base era Scrum, mas com muitos links para Kanban, Lean e XP, como deve ser. Tudo começa com um supre storytelling com a Julia Roberts, o PersOnal Stylist dela (PO), o deSiMpedidor (SM) e a equipe de alta costura da nossa maison.

Amo muito essas incursões aos Sábados, sempre repleta de gente muito querida, curtindo uma admiração mútua que acaba transcendendo as redes sociais para o mundo real, brilho nos olhos, paixão em compartilhar, sorrisos e trocas de planos de carreira, ensino, aprendizados, trabalho, empresas, … vida! Só paro se for obrigado a parar por força maior, senão vou continuar a fazer com a frequência possível e viável.

storytelling workshop

Alguém postou algo que achei muito instigante, dizia que era um curso meu com minha didática peculiar 🙂 Foi um post que me fez refletir o que seria essa peculiaridade. Com certeza não dizia respeito à nata batida com os morangos  🙂  rsrsrsrs, talvez uma abordagem mais pragmática, crença de que o mais importante é começar para então esforçar-se em aprender e melhorar, quem sabe pela abordagem sincrética de várias fontes, por um Scrum que em boa parte não está no Scrum Guide … ou algo que nem imagino.

O mais importante é a presença de amigos(as), colegas e conhecidos(as) das redes, muitos sorrisos e iteração do início ao fim. Amo muito tudo isso, inclusive o cachecol, fitas métricas e gravatas borboletas \o/  O objetivo do jogo é fixação, mas também descontração em meio a um dia denso de conteúdo, longe de ser um curso técnico, mas denso pelo viés de volume de informações, algumas vezes referenciando o guide, fundamentos e citações, mas na maior parte do tempo compartilhando prática e formas de fugir das armadilhas e de teses/teorias que na prática não se sustentam.

Na página do SCRUM 360° tem todo o conteúdo … fico a disposição o/

A dinâmica segue a abordagem do Banco Intergaláctico e da edição Pokedéx, algo muito divertido para exercitar sem se apegar a tecnicismo ou mesmo à rigides de método e processo, mas a interação humana, comunicação e paixão por entregar valor … pauta permanente – o que é valor, porque estamos fazendo o que fazemos, de que forma agregamos ao cliente, ao produto, ao projeto, ao time e à empresa.

O valor do curso cobre e gera uma margem para cobrir a logistica, materiais, coffee, almoço e amenidades para descontrair e divertir. Pelo volume de informação, sem essa válvula de escape, ia ficar pesado pra caramba 🙂 rsrsrsrsrs

A alimentação é um capítulo a parte, desde as frugalisses como frutas, morangos a granel e nata batida, aos sanduichinhos e pãos de queijos quentinhos do Silva e muitos biscoitinhos, merengues e gostosuras … às pizzas do meio-dia.

coffee

É isso aí, três trilhas que muito me orgulham, três workshops derivados de meus livros e dinâmicas, autorais, peculiares. Não são (até aqui) um negócio, não são um produto, é meu hobby, a cada workshop um valor acessível à qualquer um, mesmo assim gratuito a quem por algum motivo eu queria muito que fizesse, abrindo janelas para reciclagem, colegas, amigos queridos, com o objetivo de abalar algumas estruturas  🙂

A tempo, esta edição é mais divertida, a do Banco Intergaláctico e a Pokedéx eram apaixonantes, esta dá um trabalhão, mas as outras era um esforço do cão em função de material e organização. Eram muito mais complexas, atendiam os mesmos objetivos, mas exigiam muito mais tempo prévio, impressões, variedade de material e tornava as dinâmicas mais trabalhosas a todos, na Prêt à Porter todos se divertem mais para os mesmos aprendizados essenciais.

trilhas workshops

 

 

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2ª aula de GP – De programas a princípios

Pensei e estou postando cada aula da disciplina de GP, conforme acontecem neste semestre, esta é a segunda aula (Março/2017). Se você não leu a primeira, sugiro ler, pois o sequência tem uma razão – 1ª aula de GP, somos gerentes e somos o projeto.

Partindo do pressuposto de que a Curva de Ebbinghouse está correta, iniciei a segunda e cumulativamente começarei todas as aulas relembrando os tópicos relevantes que vimos nas aulas anteriores. Outra técnica é ir apresentando a teoria mais maçante em camadas, desde uma citação inicial em uma aula, um exercício ou overview em outra para então aprofundarmos e exercitarmos elas.

A revisão inicial no início da segunda aula relembrou fundamentos relacionados ao que é um projeto, a relação conceitual e prática entre PMBOK e SCRUM, o quanto é essencial entender o mínimo suficiente do problema, solução e critérios de aceitação antes de sair fazendo.

Principalmente, relembrei Alexander Osterwalder e o contexto relacionado ao planejamento de carreira, revimos a matriz SWOT, a necessidade de estabelecer uma visão (sonhos) de curto, médio e longo prazos, CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes) e parceiros de viagem, de colegas a gurus, para então preencher seu Business Model You (BMY).

Introduzi o conceito de CHAx5 ou Team Competency Matrix para planejamento real relacionado a desenvolvimento de competências a partir de planos de ação sobre como melhorar seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Entendimento que é requisito para a práxis do BMY, tirando o máximo de proveito dele.

Breve história da gerência de projetos

Projetos possuem responsáveis e são planejados, gerando planos que serão acompanhados e gerarão previstos x realizados desde o antigo Egito, com a diferença que naquela época usavam papiros ao invés de Excel e Project. Apresentei conceitos de corporações de ofício até a fundação do PMI em 69.

Falei sobre as condições que geraram a revolução industrial, sobre o modelo sustentado por mestres artesões e seus aprendizes, para chegar às estruturas organizacionais percebidas desde a revolução industrial no que tange a hierarquia e projetos – funcional, matricial, projetizada e hipertexto.

Discutimos rapidamente os conceitos e importância da gestão de portfólio, gestão de programas, gestão de projetos, sub-projetos e caracteristicas de parte a parte em relação a operações. Após discutir um pouco os conceitos e exemplifica-los, apliquei o jogo do BONECO que compartilhei no meu livro JOGOS 360º para discutir o que é um projeto e o que é um programa na prática.

Um histórico dos estudos sobre taxas de sucesso em projetos, como o Chaos Report do Standish Group, para então discutir os diferentes modelos de ciclo de vida de projetos – waterfall, iterativo-incremental tradicional e iterativo-incremental ágil baseado em equipes ágeis.

Fiz uma breve introdução sobre áreas de planejamento do PMI-RS e seus grupos de processos, relacionando-os ao framework SCRUM. Falei do modelo proposto pelo Gartner baseado no conceito de Pace Layered e TI Bi-Modal, refletindo um post do Mauro Sotille sobre a edição 6 do PMBOK.

Para fechar a segunda aula, apresentei e debati o manifesto e princípios ágeis, realizando uma dinâmica de auto-avaliação sobre o entendimento e o quanto cada um acredita e segue um a um, usando o conceito de quadrante mágico proposto no meu livro ToolBox 360°.

principiosageis

A galera pediu que um jogo de quebra-gelo é importante quanto mais cedo no início da aula para dar uma acordada, também me pediram para explicar novamente a questão da avaliação através de provas e trabalhos e uma aluna questionou sobre como seriam os exercícios práticos de gestão de projetos – através de um projeto de A a Z (iniciaremos com a ideação e escolha de um projeto para cada equipe a ser formada, passando pelo planejamento ou discussão das 10 áreas, usando técnicas ágeis, até a execução de sprints e entregas de mocks).