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Mudança não é uma ação, mas um processo contínuo de transformação

Propor-se a uma transição para diferentes formas de estrutura e cultura organizacional pode ser feito sem a negação daquilo que sabemos fazer, fruto de décadas ou anos de experimentação, que na prática define quem somos, o que temos e fazemos.

Partindo-se deste fato, auto-conhecimento e valorização de quem somos é a pedra fundamental da mudança, seguindo um sincretismo entre Kaikaku e Kaizen, equilibrando mudanças de curto prazo quando necessárias e mantendo evolutivas continuas, ambas de forma sinérgica e acordadas entre os envolvidos.

Esta opção é a regra na maioria das empresas, as mudanças estão se dando de forma gradual e continuada, independente da metodologia, framework ou processos desenhados, percebe-se ganhos nas primeiras semanas, mas demandam anos para uma transformação cultural consistente.

Práxis

Ao iniciar, é preciso estabelecer ritmo às mudança, uma entrada mais estratégica, top-down a partir de propósito e objetivos estratégicos, portfólio e processos que serão repensados em suas dinâmicas internas, outra bottom-up resignificando nosso trabalho, permitindo às pessoas, equipes e lideranças em uma nova relação e conexões.

Top-Down, compreendendo a estratégia e apoiando a mudança a partir de projetos e processos prioritários, estabelecendo boas práticas de gestão de portfólio e governança de projetos, estabelecendo os principais pontos para instigar modelos com maior comunicação, iterativo-incrementais-articulados.

Toda e qualquer mudança precisa ter um ritmo sustentável, é preciso mudar, mas o negócio e o mercado não para, então por onde e em que ritmo mudar é importante. A frase que uso é que mudança não pode ser justificativa para não entregar, se transformação demanda tempo, garantir a continuidade do negócio é sempre imediato.

Nesta abordagem, minha convicção é que princípios e valores são mais importantes que o método ou framework, se são iterativo-incrementais e propõe-se a gerar as condições para feedback e melhoria contínua, vamos em frente com Scrum, XP, Kanban ou Lean, as retrospectivas gerarão a evolução necessária e possível.

Bootom-Up, ao mesmo tempo em que há um foco estratégico, tambem devemos apoiar a auto-organização em seu sentido mais primário, através da resignificação das pessoas e do seu trabalho, onde cada área e equipe debata e estabeleça sua tática e contribuição neste processo de mudança organizacional.

O primeiro e mais relevante passo é definir uma nova relação inter-pessoal, pessoas, equipes, áreas, interconexões internas e externas. Não só times, mas fomentar a construção de redes segundo o modelo Dual de Kotter, a estrutura funcional como substrato de redes e conexões fluidas.

Eu acredito em dinâmicas voltadas a auto-conhecimento, 5w2h, Role Model Canvas, fluxos de trabalho, processos, gargalos e desperdícios. Para então encontrar por onde será mais valoroso começar a mudar, enxugar, otimizar, de forma equalitária, melhores processos e ambientes geram pessoas mais satisfeitas e engajadas.

Meu mestrado foi usando uma pesquisa baseada no modelo JSM (Job Strain Model) de Karasek, um modelo que relacionava o controle que o próprio time através de seus integrantes tem sobre a forma de atender as demandas que lhe são priorizadas, esta relação positiva gera satisfação e provavelmente melhor performance.

Um processo baseado em auto(re)construção e (re)significação de pessoas, times, liderançãs e conexões são o substrato desejado para sustentação tanto de Kaikaku quanto Kaizen de forma sustentável e positiva, com ganhos a todos os envolvidos de forma proporcional (equidade).

A tempo, entre a abordagem top-down e a bottom-up, há uma chamada middle-out, de igual ou maior relevância, posto que havendo um pacto entre executivos, lideranças e gestores pela experimentação de uma nova forma organizacional de pensar. Este pacto é essencial para a NÃO anulação dos esforços em projetos e equipes.

Uma vez estabelecendo-se o exercício de novas formas de pensar e fazer, por um lado de forma pragmática e objetiva, evoluindo o planejamento e execução de projetos, processos ou operações, de outro desenvolvendo pessoas, equipes, lideranças e conexões, este será o substrato para a mudança e crescimento desejados.

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Toolbox 360° – Edição SP Março 2019

A parceria e organização foi da Egrégora Inteligência, puxado pela amiga Renate Land, na DoMore Training da Av Paulista a uma quadra da FIESP, a sala preparada para um dia de muita interação, compartilhamentos, debates e insights … do jeito que eu gosto, com fundo de cena e provocações implícitas e explícitas a cada minuto.

O workshop oferece fundamentação, histórico e mediadores da mudança ou quebra de paradigmas do século XX para a nova era do conhecimento proposta pelo século XXI, seguida de vários trabalhos em grupos, dinâmicas autorais como o jogo Desafio Toolbox, Toolbox Wall e técnicas variadas.

Todo o fundo de cena, desenhos e personagens são obra da Luisa Audy, hoje estudante na VFS no curso de animação, o vídeo animado dos personagens é trabalho da Anima Pocket da Adri Germani … eu fico emocionado sempre que olho o vídeo do jogo Desafio Toolbox 360°, é muito FO-FO!

Contei com a presença de muita gente querida, parceiros de viagem, alguns com quem já muito interagi, alguns que só conhecia virtualmente pelo linkedin e facebook – a Claudia Montagnoli, Monique Padilha, Camila Teixeira, Robson Sanchez, Frederico Oliveira, Karen Medina, Laura Fontana, com uma variedade de empresas presentes, algumas já parceiras de outras edições como a TOTVS, Everis, BRQ e Itaú, além de novos parceiros nas redes sociais a partir de agora  o/

Ao final, hora do feedback em relação a nossos temas e metas, primeiro sobre fundamentos e oportunidades de mercado e técnicas, segundo com a prática do jogo para resolução de desafios propostos pelos próprios grupos, terceiro a proposta prática de GC com o Toolbox Wall e por fim o core deste workshop através das 10 disciplinas organizacionais – quatro essenciais, humanas, que oferecem substrato para a constituição de um ecossistema ágil, além das outras seis pragmáticas com prismas e técnicas específicos para um trabalho eficaz e eficiente.

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Sempre bons feedbacks, desde a estrutura, organização, conteúdo e especialmente a interação N x M, formato que descentraliza e deixa muito mais rico os exercícios práticos, quer seja o jogo com suas cartas, o mural com sua técnica colaborativa ou os 10 exercícios realizados a cada disciplina organizacional apresentada.

Nada é por acaso, cada peça neste xadrez tem provocações por tráz do título, mediadores e moderadores em seus 360°, mas o cerne sempre é gerar valor, converter para resultados em equidade, desde organizações exponenciais, MUndo.VUCA, Digital Transformation, Design Thinking, óbviamente Agile, mas cada um e outros prismas sob aspectos que usualmente não são debatidos, não estão nas palestras e treinamentos certificados usuais que só falam da parte glamourosa.

Muita, mas muita mesmo, interação com um resultado invertido, interações em técnicas em que através do debate com outros nos conhecemos mais e mais. Debatemos o tempo todo custo-benefício, oportunidade-conversão, mitos-verdades, o quanto o mercado vende a casquinha mais por motivações financeiras que valorosas ao cliente, distorcendo teorias e fatos, em um mercado que movimenta bilhões em cursos, certificações e consultorias.

O ponto não é discutir o Agile Business, mas o discernimento e isenção pessoal, profissional e organizacional em buscar o que é melhor para si sem se deixar influenciar mais pela retórica publicitária, palestras e eventos que por fatos, sempre baseados não pelo método, técnica e condição inicial, mas pelo PDCL, apredizados e evolução que nos permite evoluir além de qualquer destes métodos e certificações para aquilo que mais gera transparência, colaboração, equidade e valor.

Para encerrar de forma descontraída … o vídeo do jogo Desafio Toolbox 360° pra vocês:

 

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Uma aventura 360° no velho mundo

Uma semana em Lisboa, dois cursos Scrum 360°, com duas horas dedicadas às dez disciplinas proposta por mim como base para o workshop Toolbox 360°. O responsável por esta aventura é o empreendedor Diego Maffazzioli, hoje radicado em terras luzitanas e que me apresentou à galera da Scopphu.

A viagem iniciou com duas malas enormes de material didático, fundo de cena, para dinâmicas e conteúdo, a preparação da sala demandou mais de uma hora comigo e o Diego mandando bala, preparando as mesas para os trabalhos em grupos, os murais, antecipando tudo para que o workshop tivesse máximo aproveitamento.

Foi uma grande aventura, uma semana acordando cedo, o dia inteiro dedicado a compartilhar conhecimento, ao mesmo tempo em que buscava conhecer cultura e status da turma, entrando noite adentro debatendo com o Diego sobre entrar mais em embasamento no início, como projeto, TI bi-modal, estruturas organizacionais.

O segundo dia do primeiro workshop tratou de resgatar estes fundamentos e embasamento, enquanto o segundo workshop já teve todo este pacote incluído logo no início do primeiro dia. Um pivot que garantiu uma boa avaliação no primeiro, uma ótima avaliação na segunda turma, o que muito me orgulhou do apoio e parceria com o Diego.

Conhecer Lisboa nestas condições, zero turismo, 100% focado, foi uma grande aventura, o prédio da Olisipo destinado ao desenvolvimento humano fica junto ao complexo da Expo’98, um espaço futurista e mágico junto ao porto, contando com o oceanário e dezenas de prédios incríveis e instigantes.

A Scopphu e seu povo é algo de indescritível … as conversas, o almoço, me senti em casa, conhecer a todas(os) foi muito especial – empatia, confiança, simpatia, difícil explicar o que mais me cativou. Adicionalmente, curtiram meu trabalho, especialmente o Toolbox 360° … acho que ainda voltarei lá em breve!  \o/

Uma curiosidade é que a Scopphu tem uma página no seu site em que explica o que é o seu conceito 360° – “Nossa missão garantir que todos os profissionais de gestão de projetos e os futuros, acessem aos conteúdos mais atuais, aos melhores recursos e ferramentas”. É o destino, estava escrito (Maktub!), havendo uma empresa que possui um “Conceito 360°”, eu tinha mesmo que acabar batendo um papo  \o/

https://scopphu.com/sobre-nos-2/conceito-360/

Os poucos momentos de relaxamento foram agraciados com boas conversas, comida típica AlenTejana. Os coffee-breaks eram de outro mundo, do velho mundo, doces divinos, pastéis de nata, ovos moles, com a eterna preocupação de tentar ingloriamente não voltar com 10 Kg a mais 🙂 rsrsrsrsrsrsrs

Me senti em casa, entre amigos, parceiros de viagem, uma sede simples e a cada troca de informações a certeza de que estava impregnada de outro viés cultural. Mais confiança que oportunismo, mais focado em felicidade e menos pompa, menos aparência e mais práxis … voltei completamente apaixonado!

O complexo da Expo’98 é mágico e cativante, o povo é simpático e muito fofo, sempre solicitos, pró-ativos em educadamente ajudar, parece mesmo estarmos em outro mundo. Não lembro de ter percebido tantos sorrisos e simpatia por metro quadrado …

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Edição cooperativa do Workshop Toolbox 360°

Porque quem coopera cresce, primeiros workshops com equipes de todas as áreas organizacionais de uma cooperativa, como RH, controladoria, crédito, compliance, etc. Os workshops são o nivelamento proposto para a seguir iniciarmos uma fase de assessment e proposição baseadas em Lean e Kanban.

Um dia intenso, com diferentes compartilhamentos, dinâmicas e debates, com levantamento de desafios para 2019, riscos e oportunidades, um nivelamento para inicio de trabalho. As abelhinhas foram uma dinâmica alusiva ao mascote da cooperativa, entre outras dinâmicas com a missão de aliviar a barra em um workshop denso como este.

Mercado, fundamentos, moderadores, mediadores, métodos e então entramos nas 10 disciplinas, uma abordagem que propus como forma de estruturar o workshop em etapas, quatro delas sob um prisma humano e seis mais pragmáticas e mão na massa, pensei que iria mudar logo em seguida, mas acabou sendo muito consistente.

A cada edição, muitos aprendizados e a evolução continua e consistente do modelo proposto, fruto de muitos estudos e reflexões nos últimos 10 anos, desenvolvidos aos Sábados e Domingos, em eventos, algo compulsivo como também o Team Building Games (Jogos 360°), Scrum 360° e o Sobre os Ombros de Gigantes.

O jogo Desafio Toolbox é uma provocação que gera muitos debates, muitos insights, mas principalmente gera uma sensação de curiosidade e de oportunidade. Ele é uma parte importante do workshop, mais que isso, ele demarca a importância de uma boa Toolbox para profissionais do conhecimento e suas equipes.

O Toolbox Wall é uma proposta disruptiva, pura GC, mas 100% descentralizada e auto-organizada, conectando pessoas, compartilhando vivências e expertises. Já rodei em muitos eventos e muitas empresas, o resultado é sempre surpreendente.

 

 

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Fiz o MVP de um TOTEM de mesa sobre SCRUM

Inspirado no totem do J Anderson com valores e princípios do Kanban, criei para meus workshops um Totem Scrum muito particular e que acredito que outras pessoas vão curtir, então aqui vai. Que tal um totem contendo no topo a representação de uma sprint de duas semanas com tudo aquilo que você pratica?

Estou sem uma foto do Totem para colar aqui, estou sem nenhum aqui em casa, mas os usarei nos workshops em Lisboa esta semana (já estou com malas na porta de casa, saio daqui a uma hora) e vou fotografar e colar aqui para entenderem melhor a montagem 🙂

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No totem propriamente dito, coloquei Papéis, Organização, Artefato e Conceitos e no topo formando um T, temos a estrutura inspiracional de um Sprint típico:

  • Sprint (scrum guide, exemplo 2 semanas)
  • Sprint Planning (scrum guide)
  • Daily Stand Up Meeting (scrum guide)
  • Sprint Review (scrum guide)
  • Sprint Retrospective (scrum guide)

Tem tópicos extras ao Scrum Guide, alguns controversos, mas que oriento e tento ajudar na experimentação a cada adoção, no Forming de todas as minhas implantações:

  • Pós-Daily – Se a Daily é um momento de alinhamento e energização coletiva rumo ao sucesso da Sprint, pós-daily é ajudar um colega, debater ou montar um plano de ação, é detalhar melhor ocorrências sempre que necessário, talvez uma comemoração ou cooperação. Na Daily ficam todos, enquanto na Pós fica ou vão para outro local somente quem quiser ou precisar. Tem a técnica da mãozinha, se um relato na Daily se extender, levante a mão, se mais alguém levantar quer dizer que aquele assuto ou detalhamento fica para a Pós-Daily;
  • “DDD” – Logo após o Sprint Planning e sempre que possível, uma boa prática oriunda dos fundamentos do DDD é desenhar em conjunto a construção das histórias a serem desenvolvidas, quais as camadas, serviços, classes, componentização, características essenciais, … domínio. É uma combinação da equipe sobre boas práticas aplicadas que geram tanto senso de pertença como tende a mitigar riscos significativos no Code Review;
  • Refinamento – Proposto pelos criadores do Scrum, um alinhamento das histórias sendo modeladas para a sprint seguinte, podendo inclusive se utilizar de técnicas colaborativas como Example Mapping e asseguran do que as perguntas e dúvidas mais significativas sejam antecipadas e oferecendo ao PO, analista de sistemas ou qualidade e UX procurarem usuários, stakeholders, refinarem tudo antes da próxima Sprint Planning;
  • Roteiro – Garantir a roteirização de quem apresentará cada história e quais os cenários a serem preparados, de forma a evitar surpresas e improvisos na Review (que deveria ser um show de profissionalismo, uma chave de ouro da última sprint), e também a organização de informações tanto para a abertura da REview quanto para a retrospectiva.

O fiz de forma que coubesse em uma folha A4, primeiro o Totem propriamente dito, embaixo a esquerda o “telhado” com uma dobra central para cima de forma que o modelo de sprint embaixo a esquerda seja dobrado e ali colado. O jpg abaixo está em verdadeira grandeza, A4, só imprimir, é como fazer origami, na aba do totem e no telhado. Gramatura 300, onde é preciso colagem eu usei fita dupla face … fácil  \o/

O totem mais o Scrum SetUp Canvas e o Guia Rápido que compartilhei há alguns anos formam uma boa base de organização para seu Forming, depois é praticar, iniciar o Shu-Ha-Ri, aparar as arestas no Storming e a cada retrô ir evoluindo em cadência, fluxo e frequência de entrega de valor … Amo muito tudo isso!

Guia Rápido Scrum

Este é de 2012 e foi evoluindo e ganhando versões mais bonitinhas, é uma folha A3 ou A4 se preferir, com um super resumo contendo quatro dicas essenciais para cada momento. Naquela época eu ainda não tinha criado o Scrum Setup Canvas e o simbolismo do Release Plan estava expresso apenas na forma de um BMC.

https://jorgeaudy.com/2015/09/06/meu-guia-rapido-scrum-ganhou-versao-powered-by-marines-audy/

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Scrum SetUp Canvas 

Esse artefato para pré-inception eu uso em reunião(ões) de start de projetos, antes do planejamento de releases, normalmente uma sessão de brainstorming é suficiente para mapear o essencial e pontuar riscos e oportunidades, restrições e expectativas relativas a área de TI e equipe.

https://jorgeaudy.com/2017/08/30/guia-de-uso-para-o-ssc-scrum-setup-canvas-ed-5/

 

 

 

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2019 Scrum Master trends report (Scrum.org)

Vale a pena dar uma olhadinha em mais uma pesquisa quantitativa, posto que a Version One nos é muito útil como referência, mas não entra em questões de certificações, qualificação, gênero, inclusive salariais como esta da Scrum.Org sobre o papel de Scrum Master … fica a dica para quem é da área o/

2019 Scrum Master trends report (Scrum.org)

Que tal fazer um formato típico de CLUBE DO LIVRO? Cada participante deve ler a última Status Of Agile da Version One e o último Scrum Master Trends da Scrum Org. Reunam-se um dia para debater métodos, técnicas, riscos e oportunidades, fatores críticos de sucesso, etc. No primeiro há uma variedade imensa de informações sobre Agile, no segundo é possível fazer um bom debate, fishbowl ou painel sobre o papel de Scrum Master ou Agile Coach – formação, hard e soft skills, certificações, remuneração, sincretismo entre diferentes métodos.

Link – 2019 Scrum Master trends report (Scrum.org)

Version One – https://explore.versionone.com/state-of-agile

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Scrum Prêt à Porter para DBServantes

O Agile Game do Scrum Prêt à Porter ficou ao mesmo tempo muito didático e muito fofo, estou adorando e a cada edição melhorando, não sei se vou voltar a aplicar os meus do Banco Intergáctico ou Pokedéx, acho que já ficaram na história.

O Prêt à Porter desde o quebra gelo, o storytelling, a construção do manequim, o planejamento para o Oscar e a execução das sprints gera todos os ganchos que necessito de uma forma mais lúdica e muito mais intensa em relação ao recado a passar.

Assim como o banco intergaláctico e a Pokedéx, contei com a arte e sensibilidade da Luisa e da Marinês para os desenhos do storytelling, os ATM’s do Banco Intergaláctico são uma obra de arte e agora a Mari vai montar meus manequins em escala com um material mais durável e chique.

Os que fiz e faço até aqui são recortes de caixas de servidores da Dell, sempre que acho uma a deriva para ser jogado fora lá no quinto do 99A eu pego e separo, porque eles se estragam e lá vou eu noite adentro fazer mais alguns para eliminar os que se danificam … Acho divertido essa parada de usar caixas, desenhá-las e recortar.

Os modelitos criados foram muito divertidos, nesta teve superman, modelitos pós-modernos like Andy Warhol anos 60, roupinhas casuais e um vestido com a saia toda rendada muito chique. Um Agile Game que exige preparação, organização, uma hora para start e uma hora para desmobilizar, mas vale cada minuto dedicado.

Sempre justifico um jogo pelo valor que agrega, os Agile Games que criei são lúdicos, para fixação, mas tem um papel fundamental para descontração em um workshop denso e pegado, com muita informação e compartilhamento de aprendizados por minuto … sem eles seria muito tenso, mas não deixam espairecer demais.

Estar entre colegas é diferente, já ministrei cursos os mais variados para milhares e milhares de profissionais, mas não estou acostumado a treinar colegas, isso me faz lembrar o tempo de RBS, porque treinar colegas é bem diferente de treinar clientes ou realizar workshops abertos … tem outra batida, links e contrapontos.

Ao contrário de outros workshops meus, neste eu foco mais em trabalho, avesso a meu estilo, não entro em mediadores e moderadores, modelos e teorias … todas vão aparecendo como observações a medida que avançamos, mas não tem páginas e imagens explícitas … o foco é SCRUM em 360°, acoplando tudo o mais necessário.