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Participe da 12ª State Of Agile Survey da Version One e coloque o Brasil na estatística

Se você é da tribo de desenvolvimento de software, vai lá e responde a 12ª edição da pesquisa anual da Version One sobre métodos ágeis no mundo. A cada ano o Brasil vem crescendo, para nos vermos nesta pesquisa de âmbito mundial, todo mundo tem que responder, ajuda lá e responde direitinho \o/

Se você não conhece esta survey, merece não só responder como dar uma olhada nas últimas, ver quais os métodos mais usados, fatores críticos de sucesso, maiores empecilhos, técnicas mais utilizadas, desafios, riscos e oportunidades … já dá para se ter uma ideia geral dos últimos 11 anos.

http://stateofagile.versionone.com/

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Sua carreira deveria ser um de seus hobbies

Vejo o planejamento de carreira como meu hobby mais instigante, até mesmo porque ter prazer em sonhar e projetar diferentes cenários futuros deveria ser algo apaixonante à todos nós – onde, como, porque, com quem, fazendo o que, ganhando quanto, para quando.

O risco de vermos nossa carreira como trabalho é acabar acreditando que carreira é só o trabalho, cartão-ponto, mas é muito mais, trabalho é apenas o aspecto efêmero da carreira. Carreira é hobby, arte, como no cinema, (re)criando storyboards, (re)desenhando o futuro.

O risco de não vermos nossa carreira como hobby, é seguir caprichos do acaso ou sorte, correr o risco de seguir como muitos profissionais que não possuem qualquer plano, trabalham onde há vaga, onde lhe chamarem, como um mal necessário, qualquer coisa com salário serve.

Hobby – Algo interessante que se goste de fazer em horas vagas ou para passar o tempo.

Planejamento de carreira envolve pesquisa, networking, interação, o que nos leva a saber mais sobre onde queremos trabalhar e onde NÃO queremos trabalhar. Começa por autoconhecimento, missão, visão, objetivos, passa por modelagem e envelopamos com planejamento.

Afora SWOT, Johari, mapa de competências, sempre sugiro um Business Model You expandido de três informações – seus sonhos de futuro, quais competências lhe dão sustentação e facilitarão atingi-los, quem são parceiros de viagem, os bruxos que ajudarão a fazê-lo.

Quando se pensa em empresas, onde queremos trabalhar ou mesmo construir, é fundamental entender e discutir sua cultura, ambiente de trabalho, qual o modelo mental na prática, trabalhando como operários, especialistas ou profissionais do conhecimento.

Essas informações não encontramos nos classificados, exigem algum empenho, networking, almoços ou cafés com pessoas que lá trabalham, buscar conhecer muito mais que as vagas abertas, mas como é trabalhar com suas pessoas, mindset, hierarquia, ritmo, agilidade.

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Este post inspirou-se em uma conversa e no artigo do Fábio Trierveiler, agile coach de uma das maiores empresas brasileiras de tecnologia, sediada em SC – https://www.linkedin.com/pulse/musiquinha-do-fant%C3%A1stico-te-causa-depress%C3%A3o-est%C3%A1-na-f%C3%A1bio

A seguir, alguns posts meus sobre o tema:

 

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Já ouviu falar em carreira Proteana? Mais atual que nunca!

Carreira Proteana é um conceito onde tudo o que temos discutido faz sentido, pois ao contrário do século XX, cada profissional é responsável e gestor de sua carreira. O critério de sucesso não é salário, sucesso é satisfação e busca pela plenitude, onde ela estiver, salário é consequência.

É preciso parar de procurar receitas e começar a aprender a cozinhar!

Douglas T Hall foi assertivo na percepção de mudança na orientação da carreira organizacional linear do século XX, dizia ele que o desenvolvimento profissional passaria a ser obtido por meio de aprendizado contínuo, auto-direcionado, movido por desafios e na busca constante pela satisfação pessoal.

Os ingredientes para o sucesso em carreiras Proteanas, disse Hall, seria a mudança de foco do know-how para o learning-how, da segurança do emprego para a construção de um status de empregabilidade, sempre voltada a integralidade do ser, em uma visão holística pessoal e não por pura necessidade organizacional.

Entre amigos e parceiros de viagem sempre digo que o medo de perder o emprego não pode ser nunca maior que perder a empregabilidade, o desafio não é abrir mão de tudo pelo salário, mas dedicar-se a atender as expectativas atuais enquanto permanentemente desenvolve-se em seu CHA, como profissional e pessoa.


Tabela: Protean Career: Theoretical Review and Bibliometric Analysis (Neves, Trevisan e João, 2013)

Quarenta anos depois, com a geração millenial no mercado de trabalho, lembrando muito Agile e os conceitos de carreira de shape T e Pi, com experiências variadas, aprendizado contínuo, trabalho desafiador e prazeroso. Tudo isso sempre a ver com lócus interno, em uma trajetória prospectiva, multidirecional.

O termo de carreira proteana inspirou-se no personagem Proteus da mitologia grega, deidade marinha que podia mudar de forma, com o dom da metamorfose. Assim, cada profissional deve fazer aquilo que é melhor para SEU plano de carreira e não apenas seguir o desejo da organização onde está, priorizando sua relação de emprego e salário em detrimento de sua empregabilidade e sonhos.

Se no passado era um mal sinal a troca de empresa ou mesmo função, ligados aos conceitos de especialização máxima da revolução industrial, no século XXI, hoje os consultores de RH questionam a permanência excessiva no mesmo cargo e na mesma empresa, fazendo a mesma coisa da mesma forma por anos.

Minha esposa diz que eu tenho ciclos de 5 anos, é o tempo para me desenvolver e seguir para novos desafios, fui concursado na Procempa na década de 80, empresário na de 90, coordenador de desenvolvimento corporativo na ADP Brasil e Grupo RBS nos anos 2000, consultor, professor e agile coach nos anos 2010. Ao mesmo tempo, na vida pessoal, passei por clubes, maçonaria, escotismo, ong’s, GU’s e Cop’s.

A vida é tão maravilhosa em oportunidades em tantos níveis e dimensões, que é um desperdício simplesmente deixar o tempo passar em banho-maria, incomodados, reclamando do destino em nossas zonas de conforto. Ao ler artigos sobre carreiras proteanas vemos muitas características atribuídas a dita geração Millenial, gente como eu e você que busca:

  • Valores pessoais acima dos valores organizacionais;
  • Busca de qualidade de vida no cotidiano, não no futuro;
  • Flexibilidade à mudança e busca por desafios;
  • Busca pela auto-eficácia e auto-estima;
  • Priorização da sensação de sentido e valor;
  • Posicionamento, significado e realização.

É impossível ler matérias sobre o tema e não enxergar profissionais com inspiração em princípios ágeis, inovação e empreendedorismo, capacidade absortiva, colaborativos, multi-disciplinares, adaptáveis, bem como visualizar características relacionadas a protagonismo baseados em conceitos Lean, como Gemba e Kaizen.

Carreira Proteana, um conceito original do final da década de 70, mas quarenta anos depois tanto empresas quanto profissionais ainda tem muito a aprender. De lá para cá, novos métodos e processos, novos conceitos de gestão e de profissionais, desenvolvimento de disciplinas essenciais em gestão por competências e gestão do conhecimento, mesmo assim ainda estamos engatinhando.

O Gustavo N Reis, grande parceiro de estrada, nestes ideais, me mandou uma tirinha ótima do Ricardo Siri Liniers – https://www.facebook.com/porliniers

Acima de tudo, além de todo e qualquer conceito, método ou recurso – https://jorgeaudy.com/2016/07/29/voce-e-a-media-das-5-pessoas-com-quem-mais-interage/

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Workshop de Inovação e Criatividade – Mentes Audazes

Conheci o Jackes Heck a um ano e acabamos nos encontrando no Desafio Toolbox 360º no DBTalks de 15/07/17 no TecnoPUC, com a chancela de ser professor de pós na Faculdade SENAC-RS, onde conheço tantos amigos e profissionais que admiro. Ele se define como um Design Thinker, Colaborativo, Criativo e Cocriativo.

SORTEIO – Quem compartilhar este post citando o Jackes Heck concorrerá a dois sorteios com inscrição gratuita no workshop … é só compartilhar e torcer 🙂

Daqui a uma semana, no Sábado de 22/07/17 entre 8:00 e 12:00 na sede do SESCON-RS na Rua Augusto Severo, 168, perto do Bourbon da Assis Brasil, vai rolar um workshop em meio a um projeto seu chamado de Academia de Mentes Audazes – https://www.facebook.com/mentesaudazes/

Eu achei a proposta legal e o workshop tem um investimento de R$139, para quem esta querendo repensar ou empreender ideias em seus projetos pessoais ou profissionais, ele garante que você não sai o mesmo de lá, após abordagens, dinâmicas e jogos colaborativos … gostei do nome: Mentes Audazes  🙂

Eu apoiei na realização do lançamento do programa e formação em coaching criativo da Gislene Guimarães com o TecnoTalks e DBServer, também curti e por isso compartilho mais esta oportunidade, porque é minha paixão colaborar no desenvolvimento de pessoas: Melhores pessoas, Melhores profissionais!

Inscrição, clique aqui: http://bit.ly/2sviMlj

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A equação CAPEX += OPEX é essencial para bons gestores e equipes

Quer na vida, empresa, futebol, política, é preciso entender o valor de trabalhar com equilíbrio entre metas de curto, médio e longo prazos, desdobramentos, ganhos e perdas. O brasileiro trata CAPEX e OPEX em suas empresas da mesma forma que gerencia times de futebol ou política, muitas vezes imediatista, oportunista, pró-geração de factóides.

Não entendam o tom de meus posts como acusatórios, são situações que nos circundam em diferentes graus, o que precisamos as vezes é um balde de água gelada para se propôr a debater com mais realismo as consequências de atos nossos (conscientes ou inconscientes). A equação certa é CAPEX += OPEX, significa CAPEX = CAPEX + OPEX.

CAPEX (expenditure) ~ despesas ou investimentos em bens de capital; despesas de capital; aquisições.

OPEX (operational expenditure) refere-se às despesas operacionais, recorrentes, continuadas.

CAPEX é investimento, aquisição, projeto, mas cada tomada de decisão ali pode aumentar ou diminuir sua OPEX, custo recorrente de operação que muitos geram como a maldição da múmia. Um projeto mal feito, imediatista, enrolada em retalhos, terá que ser mantido com doses maciças de recursos super-dimensionados por anos para fazer frente a tudo o que não foi feito em alguns meses mal geridos de projeto.

Sempre cito paradigma e risco da Teoria da Agência, pois ‘empresa’ não existe, existem CEO, VP’s, diretores, gerentes, profissionais, as vezes inconscientemente com foco em objetivos pessoais ou zona de conforto. Projetos precisam ter no radar uma visão de longo prazo, evitando acordos onde todos se beneficiam, menos a empresa.

Reflexão: Estudos sobre Linha de Produto de SW demonstram um custo inicial para a absorção e qualificação, sendo mais oneroso começar a fazer diferente do que fazer mais do mesmo, até um breakeven, quando então passamos a obter os resultados melhores desejados, cumulativamente, cada vez mais – Vale para muitas técnicas e tecnologias!

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CAPEX e OPEX – ESTUDOS DE CASOS HIPOTÉTICOS

Um projeto de software construído sob muita pressão pode gerar elogios, bonificações e promoções pelo CAPEX, mas com práticas inconsequentes afetando sua OPEX. Um projeto construído com muita pressa, pode ganhar elogios, mesmo com tecnologia inadequada, desde que atenda a necessidade. Tem até casos em que não se documenta de forma mínima, não se automatiza o mínimo, nem qualidade ou valor necessários.

Há uma infinidade de histórias hipotéticas, ardilosas ou inconscientes, envolvendo ingenuidade, miopia, interesses, medo de argumentar, zelo pela estabilidade, falta de comunicação, não saber ouvir, vício em protagonismo individual e suas benesses no modelo de gestão 1.0 onde fazer exatamente o que mandam gera recompensas.

Bons indicadores são alto custo de manutenção, dimensionamento absurdo de equipes de sustentação, delay entre identificação de corretivas e evolutivas até a execução e entrega delas, quando ajustes simples exigem desproporcional esforço, novos projetos comprometidos em um ciclo viciosos de legados e deficiências coisas do passado.

Em muitos casos as empresas sequer fazem esta ilação CAPEX += OPEX, como se uma nada tivesse a ver com a outra … mas estes impasses não sobrevivem a um bom estudo de cadeia de valor. Rasgar dinheiro até é possível em tempos de bonança, mas na crise eles estarão tão imersos em soluções mal construídas que sua OPEX irá cobrar o preço.

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É fácil ser perdulário e inconsequente durante a bonança, complicado é olhar para trás e perceber que milhões desperdiçados no passado estão fazendo falta. Na hora do aperto é possível reduzir a CAPEX, reduzir sua capacidade em evoluir, mas impossível reduzir uma OPEX contaminada sem comprometer a operação, o cliente e sua imagem.

Há algo tão ruim quanto o alto custo evitável de OPEX, é quando CAPEX gera novas CAPEX, quando a cada par de anos temos que reconstruir soluções mal feitas, que acaba virando uma colcha de retalhos e exige reconstrução. Um projeto que não atende a real necessidade, um produto mal feito que não pôde ser escalado ou evoluído.

Planejamento ágil, sinérgico, ciclos iterativo-incrementais-articulados, em camadas, com boas práticas de engenharia de software, testes automatizados, devops, com equipes auto-organizadas pesando cada decisão quanto ao ponto de equilíbrio entre qualidade e valor para o negócio, geram também valor no médio e longo prazos às partes.

Nosso trabalho encarece ou mitiga a equação CAPEX += OPEX, cada decisão tomada durante um projeto irá tender a uma OPEX mais alta ou mais baixa. As decisões em um projeto com CAPEX bem dimensionada e racional pode levar a uma OPEX recorrente como no cenário #1, #2, #3 ou #4 … isto pode ser uma escolha consciente ou inconsciente.

A pergunta é: Nossas decisões estão economizando tempo ou custo ou mesmo escopo e gerando uma OPEX #1? A brincadeira que faço em meus cursos é: quem ligaria para o diretor presidente da empresa e argumentaria caso isso tornasse-se explícito? Na maior parte das vezes, líderes diriam que não tinha a menor ideia que nossas decisões levavam a tamanho impacto … afinal, no Lean, GEMBA tem direitos e deveres, a responsabilidade de argumentar, advertir sobre a OPEX, por incrível que pareça, também é nossa.

O tom deste post é provocativo, precisamos compreender o oportunismo na Teoria da Agência, o mimetismo na Teoria Institucional, sócio-técnica, trilogia de Juran, capacidade absortiva, contingencial, GC no modelo SECI e de exploitation x exploration, acredito muito em entender Teorias da psicologia e sociologia que tanto nos envolvem e citam, dá uma olhada no eBook “sobre os ombros de gigantes“.

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Diferentes quadros para debater cultura e dinâmica de equipes

Após o post com variados assessments (avaliações) ágeis, compartilho algumas técnicas de cultura de time baseadas em diferentes canvas. Já postei sobre todos eles mais de uma vez em usos pessoais, sobre produtos, negócios, mas aqui ofereço boas técnicas a serem usadas para estabelecer o máximo de auto-conhecimento coletivo, enxergando uma equipe, das partes ao todo.

Acredito muito em Team Building Games, de forma útil e positiva, com objetivo, mas há também múltiplas técnicas para interação e sinergia, reflexão e auto-conhecimento. Alguns quadros foram criados e se propõem a discutir diferentes aspectos da formação, dinâmica e trabalho em grupo. Alguns deles apresento abaixo, com links de origem, outros são habituée aqui no blog.

1. TEAM CANVAS

O Team Canvas é um quadro proposto por Alex Ivanov e Mitya Voloshchuk com o objetivo de propôr uma ferramenta para discutir a dinâmica de trabalho e interação de um time, impactada tanto pela cultura pessoal de seus integrantes quanto da cultura organizacional. Clique aqui e baixe template A3.

Pessoas e Funções: Nome e função dos integrantes;
Objetivos comuns: Qual o foco comum a todo o time;
Objetivos pessoais: Objetivos individuais dos integrantes;
Propósito: Porque fazemos o que fazemos, qual nossa motivação;
Valores: Quais são os nossos valores;
Forças e ativos: Pontos fortes;
Fraquezas e Riscos: Pontos fracos;
Necessidades e Expectativas: O que precisa e o que quer;
Regras e Atividades: Regras básicas e atividades-chave.

Clique aqui para acessar o site explicativo do Team Canvas e sua técnica.

2. TEAM CHARTER CANVAS

Um modelo mais envolvido com missão e valores, segundo seu autor, é complementar ao Team Canvas explicado e linkado logo acima. No site do autor ele recomenda que antes de preenche-lo de forma colaborativa uma das opções é realizar uma dinâmica de integração e provocação como o Lego Serious Play.

Missão – Qual o porque da existência da equipe;
Escopo – O que é e o que não é escopo do time;
Valores – Como a equipe aborda seus objetivos;
Papéis – Quem é quem na equipe;
Eventos – Como celebra sucessos e como busca aprender;
Objetivos – O que a equipe busca atingir, atender, ser;
Forças – Habilidades e pontos fortes coletivos e individuais;
Fraquezas – O que falta ao time para ser ainda melhor;
Normas – Como a equipe se determina e toma decisões.

Clique aqui para acessar o site oficial e aqui para baixar o template em A0.

3. TEAM CHARTER CANVAS / releitura

4. LEAN TEAM CANVAS

Outro quadro com peculiaridades muito legais, uma espécie de Business Model para o trabalho em equipe onde os campos tiveram uma reinterpretação bastante acoplada, como por exemplo:

Liderança – Quais as características de um líder;
Atividades de time – Atividades desejadas, como feedbacks, reuniões, eventos;
Cultura – Motivação, dinâmica interna, propósito, prioridades;
Valor – Como o time agrega valor, competências essenciais, diferenciais;
Ciclo – Qual o ciclo de vida desejado no trabalho;
Espaço – Modalidades, metodologias, ferramentas essenciais;
Membros – Quem são, função, hard e soft skills que os define;
Custos – Prioridade dos investimentos diretos ou indiretos;
Objetivos – Estratégia, metas, objetivos comuns e prioritários.

Clique aqui para assistir um slideshare completo sobre Lean Team Canvas.

5. SWOT e JOHARI

Duas técnicas poderosas em diferentes frentes, mas também usados para debater o auto-conhecimento de um time, no SWOT (FOFA em português) debatemos forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, enquanto na Janela de JOHARI discutimos o quanto nós percebemos e o mundo nos percebe em relação a estes mesmos quesitos, materializando áreas abertas, ocultas, cegas e desconhecidas:

6. CHAx5 (Mapa de Competências)

Este é efetivo e divertido, a equipe lista todos os conhecimentos, habilidades e atitudes que são relevantes ou representam oportunidades para o seu trabalho em equipe, quer em um projeto, sustentação ou operação. Há quem use apenas para conhecimentos, há quem amplie também para habilidade e competências em um espectro mais amplo. O resultado é muito realismo, insights, planos de melhoria.

Tem muito mais, este post foi só para provocar que tem muito mais que projeto e produto, é preciso discutir melhoria contínua inclusive a partir da cultura e dinâmica interna de cada time … opções para a nossa Toolbox 360°.  \o/

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Savana Scrum – Para muitos, procrastinar é uma camuflagem

Muitas vezes nossas posições e dúvidas são apenas uma camuflagem para nossa zona de conforto, falamos em mudança e insatisfação ao mesmo tempo que procrastinamos qualquer ação real para fazer acontecer. Por muito tempo eu atribui isto ao medo da mudança, mas na maior parte das vezes acho que é apenas acomodação.

Algumas pessoas são conscientes de certas prioridades e necessidades para que seus planos ou sonhos fiquem mais próximos, mas o medo de errar, de falhar, ter que se posicionar, faz com que muitos ignorem sonhos, procrastinem, consciente ou inconscientemente deixam recorrentemente para “amanhã”.

Alguns assumem uma ignorância induzida como camuflagem, fazem de conta que não veem ou sabem o que fazer. Quando alguém tenta ajudar, agradecem a ajuda, sugestões, dicas, mas é tudo o que não querem, porque dicas o colocam na estrada e o que eles querem mesmo é poder se resignar, fazer de conta e nada fazer.

Os efeitos da procrastinação serão ainda mais penosos quando não temos a benção da ignorância, pois quando conscientes das consequências, o ato de procrastinar toma outra dimensão em nossas vidas. Por mais que possamos culpar os outros, transferir ou negar, sabemos que nós mesmos deveríamos ter feito algo.

Procrastinação – adiamento, ato recorrente de negligenciar algo; quando um trabalho não recebe a devida atenção, sendo deixado de lado para produção de outros menos importantes.

Camuflagem – A camuflagem é um conjunto de técnicas e métodos que permitem a um organismo permanecer indistinto do ambiente que o cerca, desapercebido, sem chamar a atenção.

Quantos profissionais estão insatisfeitos com o que fazem? Não gostam de onde estão, as condições em que trabalham, tecnologia, salário, parceiros? Querem mudar algo, mas procrastinam diariamente? Desconversam, cavam trincheiras, zonas de conforto, rabugentos, sempre arautos do que os outros deveriam fazer.

Muitos preferem não ter planos, não ter sonhos, preferem se convencer de que é o destino ou simplesmente não pensam em nada disso, preenchem todo o seu tempo com novela, futebol, séries, brigas, corrida, filhos, saturam até não sobrar tempo para mais nada, sem refletir, sonhar, definir novas metas, afinal não sobra tempo.

Eu “quero”, mas não sei o que fazer

A alguns dias atrás eu fiz uma brincadeira e fiquei rindo sozinho enquanto a repetia várias vezes. A pessoa com quem estava me dissera que minha camiseta estava com um furo na manga: Eu coloquei o dedo no furo e disse: “Não sei o que fazer”, ela disse que era fácil costurar e eu repeti “Não sei bem o que fazer”. Ela achou estranho e me disse que é fácil costurar, talvez na recepção houvesse agulha e linha ou que deixasse para fazer isso a noite … mas propositalmente eu repetia: “Não sabia o que fazer” … rsrsrsrsrsrsrs

Algumas pessoas são assim, sabem o que fazer, sabem quais as opções, mas apesar de ameaçar, não fazem nada, talvez porque não queiram tomar decisões difíceis, talvez não queiram correr riscos, é muito mais fácil deixar o tempo passar. Quem sabe algo aconteça, talvez a mudança venha sem ter que decidir, só precisará seguir a maré e … se algo der errado terão quem culpar, nem que seja o destino.

Em meus treinamentos eu advirto que se alguém é o único a perceber um risco ou problema, ele é o maior responsável pela solução, posto que os outros neste caso são ignorantes. Se isso impede que as coisas deem certo, de nada adianta avisar ou culpar, precisamos agir, nos mobilizar, buscar alternativas, propôr alternativas e assumir nosso protagonismo como agentes de mudanças.

A melhor estratégia: Parceiros de viagem

Assim como em um regime, na academia, em uma formação, a melhor estratégia é termos parceiros de viagem, quer por semelhança nos objetivos, por amizade ou oportunismo acabam por nos incentivar a ir persistir e além. É bem mais fácil quando conversamos com alguém sobre nossos sonhos, riscos e oportunidades.

Alguns optam por um círculo íntimo de amigos com sonhos semelhantes, lembro que na época de faculdade e nos anos seguintes meus melhores amigos e parceiros eram da minha área, todos analistas de sistemas. Depois disso, ao natural, a participação em grupos de usuário e comunidades de prática acabaram me aproximando de pessoas tão inquietas quanto eu … que vem e vão a cada ano.

A arte de correr atrás de seus sonhos é não esquecer deles, mantê-los vivos, evoluindo sem perder suas essências, evitando conformar-se e acomodar-se. Com a estratégia que for, importante é manter-se aprendendo, se valorizando, certo de que estamos melhores que há alguns meses atras e continuaremos crescendo. Por isso parceiros, porque juntos somos mais, tudo se acelera.