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Odyssey Plan (Burnett e Evans)

Tenho usado de forma bem criativa o canvas de Odyssey Plan, técnica criada para um dos cursos mais falados de Stanford, o “Designing your life!” dos professores William Burnett e David J Evans.

Burnett e Evans ensinam como o Design Thinking pode ser utilizado no planejamento de uma vida mais significativa e gratificante, independente de quem somos, não porque tudo é possível, mas que é possível sermos felizes.

De forma didática e prática Burnett e Evans mostram que é possível usar com sucesso as mesmas técnicas do Design Thinking adotados por empresas, mas neste caso usado para planejamento de vida e carreiras mais criativas.

Dentro de propostas de técnicas como a construção de uma linha tempo retroativa (diário) com principais pontos de nossa vida ou carreira, o desenvolvimento de mapas com nosso networking, objetivos, competências.

Neste contexto, o Odyssey Plan é uma espécie de canvas com uma timeline futura de 5 jornadas, eles usam anos, eu com meus alunos uso semestres, com profissionais varia ainda mais, como quarters, conforme os objetivos e horizonte.

Se pararmos para pensar, tudo, em casa, carreira, MVP’s e releases de produtos, tudo pode ter uma sequência de técnicas de empatia, conhecimento, mudanças, que culminem em um planejamento de alto nível sobre como “chegar lá”.

Título – Como sempre um bom ponto de partida, neste caso um título significativo contendo no máximo 6 palavras, assertivo, que contenha o seu principal motivo de ser.

Endereçamento – Na direita inferior temos três questões significativas que este plano responde ou planeja uma resposta, uma forma de materializar as principais dúvidas que o plano deve responder.

Plano – No miolo temos cinco ciclos de tempo, que conterá informações, podendo ser metas, ações, pontos de atenção, ricos,  oportunidades, focando principalmente em ações ou metas.

Sentimento – Na esquerda inferior temos uma ampliação do conceito de nível de confiança, agregando também a percepção se temos os recursos necessários, se gostamos do plano e quanto a sua coerência.

Quanto ao livro Designing Your Life do Burnett e Evans – “Crie o projeto mais importante de todos: sua vida.Baseado no popular curso de Stanford que iniciou o movimento de design de vida, este notebook, que possui uma espinha espiral metálica, capa de acetato fosco e elástico na barriga permite que você mergulhe mais fundo em suas curiosidades, motivações e habilidades; defina seus objetivos; e acompanhar o seu progresso.”

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Éfeso tinha razão, ninguém é o mesmo duas vezes

Eu não só acredito nos fundamentos e conceitos que compartilho sobre Toolbox, como o vivencio a cada edição dos workshops, a cada semana no trabalho ou no dia-a-dia em casa ou na rua … a mudança é a única certeza!

Segundo Éfeso – Ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez, pois as águas já serão outras. Assim também é o ser humano, que não pode ser o mesmo por duas vezes, porque ele já não será o mesmo!

Heráclito de Éfeso (500 AC), filósofo grego pré-socrático pai da dialética, propôs a ideia de que o mundo esta em permanente movimento, chamando isso de Panta Rei (~ tudo flui, nada persiste).

O workshop Toolbox 360º é um eterno mutante, não só porque ele muda de uma edição para a outra a partir das vivências anteriores, mas porque a cada grupo tem-se uma egrégora (*) diferente, que o conduz por outros caminhos.

(*) Egrégora: sempre que pessoas do bem se reúnem, 2 ou 1000, a soma de suas energias em sinergia é única, singular, muito maior que a soma de suas individualidades.

Nos últimos 2 anos, o workshop surgiu como um MVP com 4 Horas em equipes sobre fundamentos, desafios, o jogo Desafio Toolbox e debates de diferentes técnicas para empatia, estratégia, brainstorming, proposta de valor e planos.

Passou a ter 6 Horas com uma proposta mais estrutura e ludificada para os debates, o que em um terceiro passo subiu para 8 Horas navegando sobre design thinking, managing 3.0, modelagem de carreira e negócio, resolução de problemas.

Logo em seguida propus uma estrutura composta por 10 disciplinas ou prismas, quatro essenciais e seis pragmáticos, oferecendo algumas técnicas e exercitando uma delas para cada, sempre usando desafios escolhidos por cada equipe.

Já com 12 Horas, entre 09AM e 19AM, mas mudou novamente, sempre com o objetivo de gerar o maior número de insights a serem depois aprofundados, no último 1/4 entrei com um City Building Game sobre estratégia, projeto e operação:

  • Fundamentos
  • Pareto + Cynefin
  • Desafio Toolbox 360°
  • Disciplinas essenciais:
    • Pessoas + Carreira
    • Equipe + Team Building
    • Liderança + Estrutura
    • Conexões + CoP’s
  • Toolbox Wall 360°
  • City Building Game:
    • Estratégia
    • Projetos
    • Operações

Sinceramente, desde a primeira edição sempre tive ótimos feedbacks, muito aprendizado experiencial, fruto de ludificação, mas mesmo assim, sempre na ânsia de experimentar e oferecer a melhor experiência, com efetividade e valor.

“Um sábado inteiro repleto de ensinamentos no Workshop Toolbox 360 ministrado pelo Mario Bros., digo, professor Jorge Audy. Momento de aprender dezenas de técnicas, desde estratégia, modelagem, validação, planejamento, execução e melhoria contínua. Parabéns pela excelente didática!” – Murilo Correa, CSM – IT PM Dell

“Ontem tive a oportunidade de participar deste evento maravilhoso. Um sábado inteiro falando e praticando técnicas de planejamento de carreira, projetos, gestão de pessoas, liderança, estratégia e equipes. Valeu muito!” – Eduarda Vieira – Banrisul

“Aconteceu, desejei muito participar deste super encontro. Foi incrível! Admiração é a palavra que mais define meu sentimento, uma imersão em conhecimento, trocas, diversão, networking, que fizeram meus pensamentos borbulhantes! Tenho a certeza de que o Desafio apenas começou.” – Mariane Braga – Especialista em Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Pessoal e Organizacional, Apaixonada por T&D e Gestão de Carreira.

“Foi demais, sai de lá com vários insights e todos nós saímos com a certeza de que o Desafio apenas começou. Que esse batalhão transformador se multiplique cada vez mais e possamos ajudar as todos em nossos meios, seja qual for o segmento a termos melhores resultados e nos sentirmos felizes pelo que fazemos!” – Marcelo Lira – Safeweb

“Dia de Toolbox 360, com 115 novas ferramentas e Gamefication. Métodos Ágeis, Liderança, Pessoas e muita exposição de Idéias. Com um público muito eclético de Administradores, Engenheiros, Matemáticos, professores de ensino médio. Gratidão!” – Ramon Peres Luiz – Diretor de Transformação Humana do I2DH

This Saturday Jorge Audy facilitated the Toolbox 360° Workshop and I was able to attend it and learn about different techniques, from strategy, modeling, validation, until planning, execution, and continuous improvement.” – Carlos Henrique Hughini | e-Core

“Sábado para descobrir novas técnicas e aprofundar conhecimentos. Legal demais! Aprendizagem + criatividade = insights!” – Laís Witt Paim – Grupo A

Uma galera muito querida, que por saberem antecipadamente pelas redes que era meu aniversário no dia anterior, trouxeram um bolo para ser cortado enquanto cantavam parabéns … fiquei muito emocionado pelo carinho o/

“JOVENS, façam esse workshop! Esse trabalho é tão agregador em todas as áreas que dá vontade de fazer todas as adições. Se vc é professor, recomendo ainda mais!” – Taila Becker – SENAC

Diversas

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Os 4 estágios de novas competências

A consciência de saber o que não sabe e quer saber é o alicerce de novos conhecimentos, primeiro de quatro estágios do aprendizado – “o que não sei que não sei”, “aquilo que sei que não sei”, “o que sei que sei”, “o que não sei que sei”.

Novos aprendizados tem a ver com o querer saber, com a inquietação de quem acredita que há mais além do muro daquilo que já sabemos, tem a ver com um frequente questionamento, uma apologia à maiêutica socrática (*).

Acredito que esta é uma base conceitual na atuação de um coach ou mentor frente a seu coachee ou mentorado, tem a ver com auto-consciência, influenciando-o para que ele avance por fases de esclarecimento daquilo que poderia aprender ou desenvolver, o aprendizado e o atingimento da maestria.

1. Incompetência Inconsciente ou não sei que não sei – Podemos dizer que este é o primeiro estágio, aquele mais perigoso, pois nada é mais comodo que não admitir que não sabemos ou o que há para saber. Isto no coloca na ignorância – “estado de quem não se está a par da existência ou ocorrência de algo”;

2. Incompetência Consciente ou sei que não sei – É onde a aprendizagem realmente começa, quando percebemos algo que merece ser conhecido, pelo valor que pode nos agregar, pela crença em sua natureza, finalidade ou utilidade. É quando percebemos algo que desconhecemos e gera em nós a vontade de aprender;

3. Competência Consciente ou sei que sei – É todo o aprendizado acumulado sobre o qual já temos consciência do nosso estágio de domínio sobre algum tema, a partir de onde teremos o empenho em fixar e ampliar. Pode parecer ser este o objetivo, mas este estágio exige esforço e consciência para que um saber seja utilizado;

4. Competência Inconsciente ou não sei que sei – Este é o ápice do saber, quando ele está introjetado e não exige esforço em lembrar o que sabemos. Como nas artes marciais em exercícios de Kata em um Dojo, é quando o saber não exige esforço, após muito treino e dedicação ele sempre estará lá, mesmo sem querer!

Conforme a wikipedia, o instrutor de administração Martin M. Broadwell descreveu o modelo como “os quatro níveis de ensino” em fevereiro de 1969. Na psicologia, este modelo de “competência consciente” está relacionados aos estados psicológicos envolvidos no processo de progredir da incompetência para a competência enquanto nova habilidade .

Len Lagestee e os Agile Coach

Quando escrevi meus primeiros posts sobre a abordagem do Len eu ainda não conhecia a teoria dos quatro estágios da competência, mas acho ela 100% aderente a proposta de Len Lagestee, Agile Coach em Chicago, que no artigo  exit-strategy-agile-coach afirma que um Agile Coach não deve trabalhar para perpetuar-se.

O papel e avaliação de um bom agile coach é o tempo necessário para sair do estágio de “Não sei que Não sei”, passar pelo “Sei que não Sei”, até chegar ao “Sei que Sei”, porque ir adiante é uma questão de tempo, vivência, o que fica é o valor que já gera e o engajamento em internalizar estas novas competências.

(*) Só sei que nada sei!

Sócrates ousou dizer que nada sabia, não o Sócrates do Corinthians que esse sabia muito de futebol, mas o filósofo grego que propôs a Maiêutica baseado na necessidade de questionar, inquietar-se com as infinitas possibilidades que o mundo nos proporciona.

Bem, o exemplo de Sócrates é curioso, visto que aparentemente essa postura lhe custou a vida, por afrontar os sábios da época, afirmando que é sábio conhecer a própria ignorância, pois quanto mais aprendemos, mais temos a aprender.

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Cada workshop é único e evolutivo

Mais um workshop, mais conexões, bons feedbacks e, mesmo não querendo, uma sensação irresistível da necessidade de mudanças. Se por um lado sei que o workshop é denso, na proposta de ser um overview de 360° com múltiplas perspectivas de abordagens, frameworks, técnicas e boas práticas, por outro, cada olhar e reação causa em mim uma reação e adaptação, sempre em busca de causa-efeito, para isso crio e experimento jogos e dinâmicas, acho que nunca será um workshop com um passo-a-passo mecânico, simplesmente porque ele nunca será um pacote.

Me lembra uma experiência de quando eu era adolescente, caminhando apressado no centro me deparei com uma “cigana” ou algo assim na minha frente pedindo para ver minha mão, achei curioso e abri a palma e ela falou de forma acelerada por uns 30 ou 40 segundos, uma pilha de coisas, mas no meio de tudo aquilo meu cérebro “pinçou” algumas palavras que a mim faziam sentido. Acho que la percebia e ia adaptando sua narrativa a minhas reações … na hora fiquei impressionado com a sutileza, malícia e perspicácia da técnica.

Hoje, 35 anos depois, o princípio é o mesmo, falo de carreira, de desenvolvimento humano, de team building, lideranças, conexões em suas variadas oportunidades, jogamos o Desafio provocando muitos debates e mostrando que hard e soft skills se desenvolvem através de prática, direta ou indireta, vicariante, onde jogos são bons aceleradores. Mesmo sendo denso em conceitos e técnicas, mesmo com 25 em cada edição, cada um “pinça” aquilo que mais lhe toca e precisa, gerando debates de cunho pessoal que se tornam coletivos.

A representação mais explícita desta abordagem é o jogo Desafio Toolbox, que sempre gera em duas rodadas de muitos debates e em muito pouco tempo cria um senso de time, sinergia e foco em valor enquanto cada um analisa e negocia com os demais, uma a uma, sequenciando seis entre dezenas de técnicas.

“Que baita sábado! Passar o dia trocando idéias, ativando novas sinapses e aprendendo com o prof Jorge Audy foi sensacional. Obrigada pelas dicas, pelo Toolbox 360° e pela generosidade em dividir seu tempo e conhecimento conosco” – Karen Patrícia | SENAC

“Super formação nesse sábado!” – Márcia Silva | Projeccia

“Um sábado tu ensina, nos demais tu aprende! Sábado recheado de trocas sobre metodologias ágeis. Toolbox 360” – Janaina Santos Campos | Educação Corporativa

“Que baita evento! Só elogios. Que turma! Quanto conhecimento e troca de experiências em um único dia!” – Luis Santos Moraes | Agilista

“Sábado de muito aprendizado e compartilhamento!” – John Azevedo | Dell

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Workshop Toolbox 360° 14/09/2019 no TecnoPUC

Dia 14/09, Sábado, das 09:00 as 19:00 vamos debater nossa Toolbox em projetos, operações, carreira e vida. Um workshop para profissionais de todas as áreas sobre auto-conhecimento, planejamento, desafios, execução, …

A inscrição garante um kit com tabuleiro e baralho com mais de cem técnicas e boas práticas, além de muita interação e aprendizados teóricos e práticos, com dinâmicas ilustrativas e divertidas …

Inscrição é R$250 em http://bit.ly/toolbox-360 … após a inscrição será enviado email com orientações adicionais.

Vai rolar debates e interações em grupos, vamos jogar Desafio Toolbox 360°, refletir sobre técnicas de planejamento de Carreira, sobre Team Building, ciclo de vida em Projetos e Operações, também Toolbox Wall.

Acontecerá no TecnoPUC, mais sobre o jogo em https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox e tem fotos e relatos em https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina

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CoffeeAndIt publicou o bate-papo comigo

O Coffee And It é um canal dedicado para Engenheiros de Software, Engenheiros de Infraestrutura, Engenheiros de SRE, Arquitetos, Agilistas enfim todos os amantes em geral do fantástico mundo de entrega de software e Cloud Computing.

Os criadores do canal são o Cleber da Silveira e o Vinicius Soares, o vídeo com o bate-papo que rolou comigo está logo abaixo e acho que ficou bem leve, descontraído e debate temas cotidianos, nada de tecnologia, mais sobre humanidade.

Conversamos sobre Toolbox, dinâmicas, técnicas e fundamentos, em termos um bom mix de ferramentas a nossa disposição, escolhidas com oportunismo para cada interação profissional ou pessoal, em suma, para a vida  o/

  • O Canal no Face fica em link
  • O Canal no Youtube fica em link

O email do canal é o channelcoffeeandit@gmail.com

 

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Feedback do envelope

Um jogo bem descontraído e flexível, que pode ser aleatório ou N x N, em que a equipe acomoda-se em um círculo de conselho, eu curto sentar no chão ou em um círculo sem uma mesa ao centro.

Em círculo, coloque ao centro folhas de tamanho A5, canetinhas coloridas, supondo sete integrantes, cada um recebe um envelope A4, oferecendo alguns minutos para colocarem nele seu nome e um desenho que o represente.

Após cada envelope ter o nome de seu proprietário, cada um passa o envelope ao primeiro colega a sua esquerda (sentido horário), enquanto o facilitador solicita que cada um pegue uma folha e escreva ou desenhe algo.

Por exemplo, a primeira solicitação pode ser escrever um ponto forte ou elogio de algo recente sobre o dono do envelope que está com você. Cada um está com um envelope, cada um escreve algo e coloca dentro dele.

A partir daí, peça que repassem o envelope que tem em mãos para o próximo a sua esquerda (sentido horário), orientando um novo assunto, como os abaixo, até que cada um receberá seu envelope e encerra-se o ciclo.

Cadencie, é para ser breve, um minutinho ou dois para cada tópico, se alguém não quiser preencher em algum item, peça que coloque em branco. Na hipótese inicial de

  • Um ponto forte ou elogio?
  • Se ele(a) fosse um bicho, qual seria?
  • Uma mania, caquete ou esquisitice?
  • Alguma paixão que ele(a) tem, artes, música, filmes, esporte, …?
  • Uma atitude recente que ele(a) poderia ter feito diferente?
  • Qual a roupa preferida, estilo ou peça?
  • Se ele fosse um som, qual seria? escreva este som.

Dá para sequenciar de variadas formas, ao encerrar o ciclo e o envelope voltar aos donos, peça que cada um abra seu envelope, leia o que tem dentro e escolha aquele que achar mais pitoresco.

É possível deixar as perguntas mais descontraídas ou mais sérias, é possível fazê-lo com o objetivo de feedback oculto, apenas como quebra-gelo, eu adapto ao momento e oportunidades.