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Recriei os menus de Jogos e Toolbox com imagens

Prestes a comemorar 8 anos de blog, redesenhei as páginas com os menus de jogos e toolbox, onde havia listas indexadas sobre jogos e técnicas, cada linha apontando para um post, agora tem imagens ilustrativas indexadas (desenhos dos jogos são da Luisa Audy).

As listas iniciaram despretensiosas, foram crescendo ano a ano e viraram boas caixas de ferramentas, a partir de 2014 se transformaram em livros, workshops e jogos que são uma grande paixão e proporcionaram dezenas de momentos incríveis em 2018 e 2019.

Ainda tem posts de jogos e técnicas não indexados, afinal, são 1301 posts, mas estou revisando e atualizando – teorias e modelos, técnicas e boas práticas, metodologias, relatos e depoimentos sobre eventos que organizo, resenhas, vivências sobre facilitação, etc.

JOGOS 360° – https://jorgeaudy.com/jogos-360o/

Mais de cem jogos divididas em icebreakers, muitos warm ups e agile games, para tornar este acesso mais divertido e dinâmico, produzi em gráfica os baralhos em formato especial, gramatura alta, coloridos, cada um com uma descrição ou passo-a-passo e um QRCode para o post. Se tiver interesse no baralho e canvas A3 ou quiser acessar o menu, visita a página do Jogos 360°.


TOOLBOX 360° – https://jorgeaudy.com/toolbox-360/

Mais de cem técnicas em categorias como estratégia, modelagem, planejamento. Assim como para os jogos, criei o baralho e o tabuleiro para ampliar e versatilizar seu uso, formato especial, gramatura alta, coloridos, cada um com uma descrição da técnica e o QRCode para um post. Se tiver interesse no baralho e tabuleiro A3 do Desafio Toolbox 360° ou visitar o menu, na página do Toolbox 360°.


CULINÁRIA – para descontrair!
20/07/12 – Pedrinhas de maça
17/03/13 – Pudim de maçã com pão
07/07/13 – Grostoli da colônia tem gosto de infância
23/05/15 – Granola feita em casa é tudo de bom
22/12/15 – Biscoitos de Gengibre
07/08/16 – Comidinha de gato
11/01/17 – Bruschettas vegetarianas

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Contribuindo no planejamento de carreira de jovens – um acelerador de 0 a 100!

Com frequência, jovens e alunos, alguns veteranos também, me procuram para ajudar a quebrar alguns paradigmas, refletir e materializar um plano de carreira. Para ajudar é preciso resgatar sua história, aspectos essenciais, ajudar a melhor mapear e organizar seu contexto, referências, novas atitudes e principalmente, estabelecer objetivos.

Fui criando guias, hoje são duas folhas A3 que conduzem um storytelling com HMW sobre sonhos, profissão e carreira, gerando as deixas para falar sobre empatia, cenários, antecipação, valor, com destaque para networking e provocações sobre o paradigma onde o profissional precisa escolher a empresa tanto quanto a empresa escolher o profissional.

Em cada nova informação, podemos usar cards com cores que identifiquem prioridades, insights, pontos de atenção, especialmente a primeira folha, onde temos formação (podemos colocar tickets destacados com certificações ou treinamentos), em hobbies, posto que muitas vezes hobbies são grandes aliados para integração e interação.

Entrevistas e contatos, ter na ponta da língua o que quer, porque, referências, competências:

A empresa mapeia e sabe exatamente o que esta procurando, infelizmente quem esta sendo entrevistado as vezes só quer um emprego, não tem muito o que dizer, conversar, se posicionar. Antigamente precisávamos do CV e uma prova técnica, hoje também temos longas conversando sobre vivências, plano de carreira, mapa de competências, expectativas.

Planejamento de carreira é algo essencial para entrantes no mercado, que muitas vezes nem tem muita convicção sobre o que querem fazer, informações úteis ao se prepara para uma entrevista, posto que cada vez mais os entrevistadores buscam pessoas que sabem o que querem, tem atitude, certos de suas certezas e de suas incertezas.

Profissionais, é fundamental constantemente expandir sua rede com profissionais de referência (pág.1):

Mapear quem são os nomes em destaque, porque se destacam, onde e como interagem e geram valor, usualmente nomes do circuito de eventos, palestras, webinars, artigos, posts, que merecem ser fonte de inspiração. Eu uso o termo cercar, quer dizer, seguir nas redes, assistir, interagir sempre que possível, conhecer e se fazer conhecido.

Ao fazê-lo, nos mantemos informados sobre a excelência, não só competências essenciais, hard e soft skills que os destacam, mas sobre ferramental, técnicas, boas práticas, seguindo o modelo de Broadwell que destaca a importância em saber que existe, sair da ignorância, para então ter atitude e querer aprender, se desenvolver.

Atuações (personas) e valor, saber as profissões e carreiras em destaque onde pode e quer atuar (pág.2):

Uso a alegoria de personas do design thinking para explicar papéis almejados, uma forma de entender que é preciso saber pelo que esse profissional é valorizado, que valor ele agrega, seus principais atributos. Essas informações geram em nós a percepção de prioridade naquilo que é nosso plano de desenvolvimento, estudos, investimento.

A oportunidade de ampliar de forma constante seu networking com profissionais da área e papéis que temos interesse é um grande acelerador para saber rapidamente de oportunidades, novos conhecimentos, chances de tornar-se conhecido na área de forma discreta. Se você é da área jurídica, o mínimo é ter uma rede crescente de advogados, escritórios e até juízes sempre que possível.

Empresas, networking e canais, estamos no ápice de uma visão de cenários possíveis e envolvimento (pág.2):

Identificar as empresas onde mais quer trabalhar é um exercício permanente, ao ter um bom e crescente networking, ao participar de fóruns e eventos, inevitavelmente conhecemos mais e mais detalhes sobre empresas. Sua cultura, práticas, oportunidades, investimentos, também sobre seus negócios, produtos e serviços, até mesmo sazonalidade.

Investir na aproximação de profissionais, empresas e desenvolver um networking que gere um ciclo virtuoso de informações e oportunidades, também tem a ver com a reflexão sobre canais e relacionamento. Como você usa as redes sociais, o quão é ativo e atrai a atenção, o quanto posta e compartilha coisas sobre a sua área, isso não pode ser difícil, se é, é um ponto de preocupação.

A primeira página A3 é um exercício de visão de vida, contexto e trajetória até aqui, na prática é um aquece para a segunda página:

1. Identificar o nome e, se quiser, família imediata, com quem vive;
2.  Algo que curte muito sobre o seu momento hoje;
3. Algo que o preocupa, que o tira do sério hoje;
4. Liste seus hobbies, talentos, esportes, coisas que faz por curtição;
5. Rendimentos (quanto ganha hoje) ou de onde vem essa grana;
6. Despesas (quanto gasta hoje) ou onde vai a sua grana.

7. Formação, com seus cursos, eventos, etc;
8. Experiência, sobre trabalho, formais ou informais.

9. Sonhos, desejos para a vida, viagens, família, conquistas;
10. Carreira, o que já havia projetado ou previsto;

11. Profissionais de referência, aqueles que vale a pena se aproximar;
12. Competências que os destacam, que os fazem ser reconhecidos como tal.

A segunda página é onde mapearemos nossas percepções, meios, objetivos e um plano com priorização de atividades priorizadas:

1. Papéis ou personas sobre as atuações possíveis ou desejadas, podendo ser cargo, função, colocação;
2. Qual o valor que estes papéis entregam e são valorizados, hard e soft skills, desempenho.

3. Quais as empresas são aquelas top 3 onde quer realmente continuar ou entrar em breve;
4. Networking é a identificação de quem pode ajudá-lo a fazer isso acontecer, chegar onde quer chegar.

5. Canais e relacionamento? Qual passará a ser sua estratégia em redes sociais, grupos, eventos, …

6. Um plano de atividades, ações, empenho, mudanças, devidamente priorizada e sequenciada de 1 a 5.

Tenho dezenas de posts com ferramentas destinadas para auto-conhecimento, abordagens, modelos, técnicas, um carinho especial com planejamento de carreira por ser professor e ver esta inquietude e muitos erros em jovens meio perdidos neste quesito. O artefato acima descrito não é a evolução disso tudo, mas um instrumento mais, pois as vezes um SWOT basta, as vezes um mapa de rede, outras um Value Proposition com um plano de melhoria naquilo que faz para tornar-se melhor, caso-a-caso:

Mas, com ou sem planejamento de carreira, boa sorte aí!

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Hora de desapegar para (re)pensar, (re)significar, (re)agir, se (re)inventar

Em 2019 fiz uma palestra no TEDxLaçador convidando as pessoas a se apropriarem de tudo o que de melhor a indústria e organizações desenvolveram em técnicas para auto-conhecimento, ideação, planejamento, inovação e empreendedorismo … Agora, o covid-19 impôs!

Com minha amiga e colega Tatiana Ximenes, temos conversado sobre ser imperativo sair do choque inicial da pandemia e iniciar um processo criativo sobre cenários e ações de curto, médio e longo prazo, tanto no aspecto profissional, familiar, equipes, empresas, para autônomos.

Importante visualizar o modelo de Elisabeth Kübler Ross sobre reação à tragédia, luto ou perda, isso pode nos ajudar a acelerar a recuperação, diminuindo a depressão do choque e inércia causado por uma crise singular como covid-19.

Proponho três passos – passado, presente e futuro – (1) relembrar onde estávamos e o que almejávamos, (2) onde estamos e possibilidades, (3) planos sobre como trabalhar para criar cenários alternativos, daí em diante é tentar, aprender, fazer de novo.

Psicologia positiva é uma coisa, negação é outra

1. A maioria dos planos e estratégias comprometidos, não importa se temos reservas, porque o mercado e o contexto que conhecíamos não existe mais, e temos que aceitar que uma nova normalidade vai demorar pelo menos um ano;

2. Pequenas empresas fechando, profissionais desempregados, vai piorar antes de melhorar, falta de dinheiro nas ruas, endividamento estatal, aumento da inflação. Por melhor que um ou outro esteja, a maioria é que definirá o padrão;

3. Isso não é pessimismo, é realismo, não é futuro, é presente, se acha que não, talvez viva em uma redoma de vidro, porque pessoas são demitidas, pequenas zeram seus quadros, grandes empresas nas mídias doando, mas apertando o cinto.

Os maiores aprendizados não são novos

Nos últimos 20 anos muitos não fizeram o dever de casa, estão ainda no século XX: Tem uma empresa e não usa a tecnologia; Não convertem clientes em networking; Estão empregados mas o foco é o salário e as férias; Alguns tocam um dia de cada vez, sem estratégia;

Muitos acham que Design Thinking é para privilegiados, Lean Startup é para jovens empreendedores, o uso profissional da internet e redes não é necessário, é difícil gerenciar networking, imagem e pegada digital. Está na hora de se reinventar, pedir ajuda se preciso;

Não sou a Maria Antonieta, sei que muitos não tem pão nem brioches, mas todos pode ter aliados, associações, instituições, grupos, ONG. A sociedade tem uma pirâmide e na base é mais difícil, mas quem tem acesso é indesculpável não tentar para si e disseminar, compartilhar.

Vamos lá, três passos: Passado, presente e futuro

É preciso desapegar e colocar antigas verdades e posições em cheque, temporária ou definitivamente, por isso partiremos de uma análise do passado, dupla avaliação do presente, racional e criativa, para então sermos ambidestros em relação a um futuro ainda não escrito.

PPF

1. PASSADO: AUTO-CONHECIMENTO

Resgatar informações essenciais de quem somos até aqui, estratégia, objetivos, mercado, produtos, serviços, pessoas. Um exercício de empatia consigo mesmo, um mapa de nossas expectativas, planos e fatos antes disso tudo começar. Um exercício que tem tudo para ajudar a relembrar e estabelecer a consciência de quem somos e do que somos capazes.Foco na construção de um mapa de rede contendo tudo de útil sobre nós mesmos, parceiros, fornecedores, clientes, negócios, mercados, aquilo que temos a nossa disposição ou acesso.

Identidade > Estratégia > Objetivos > Iniciativas >>> Mapa expandido de rede

2. PRESENTE: DESAPEGO

A partir do mapa criado sobre nós mesmos, entender nossa situação atual, impacto, estrutura, portfólio, SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) em categorias selecionadas, como mercado, ambiente, ferramental, processos, pessoas, talvez estoque, matéria-prima, o objetivo é listar toda e qualquer oportunidade, produtos, serviços, competências, o que temos a nossa disposição, sem filtros ou preconceitos. A ideação é o uso de técnicas de ideação e co-criação de possibilidades a partir dos mapas construídos até aqui.

Estrutura > Portfólio > SWOT expandido >>> Banco de ideias

3. FUTURO: PLANOS DE AÇÃO

A partir daqui o foco é materializar cenários prospectivos, entendê-los, como podem ser e o que podemos fazer em curto, médio e longo prazo, utilizando tudo que estiver ao nosso alcance ou que possa ser ativado, aquilo que está em nosso rede (1st, 2nd, 3rd), influência direta ou indireta, de forma que possamos montar planos, experimentar, aprender, seguir em frente. Com coragem para (re)criar, mudar, temporária ou permanentemente, mais que sobreviver à crise covid-19, reinventar-se pelo tempo necessário para seguir em frente.

Cenários > Oportunidades >>> Plano(s) iterativo-incremental

Só se aprende fazendo, mãos à obra!

Um exercício em três tempos que pode se circunscrever em algumas horas ou faseado em dias, pode ocupar uma folha ou um mural, tudo depende da amplitude e profundidade, do prazer e curtição em fazer este mapeamento, não fazê-lo por obrigação. Até mesmo porue fazer não é receita de solução, não há garantias, só garante maior auto-conhecimento, melhor compreensõ e a percepção de ideias para um plano de ação. Com sorte, gerará maior sinergia e cumplicidade entre os envolvidos.

Exemplo – PASSADO: AUTO-CONHECIMENTO – Quem somos, planos e pretensões, qual a área de atuação, fluxo de caixa, o que temos, o que somos. Mapear uma rede expandida de nós mesmos – o que pode ajudar, empresas atuais e anteriores, parceiros atuais e anteriores, talentos, negócios, hobbies, “amigos de amigos”. Já modelei vários para amigos e alunos, sempre há surpresas, informações antes escondidas em uma rede mal entendida. PRESENTE: DESAPEGO – Analisar a grana, entradas e saídas, para então debruçar-se no mapa de rede construído, gerando insights, questionamentos, oportunidades. Amplie, reflita, registre forças, fraquezas, oportunidades, ameaças, pois tudo o que fizemos e mapeamos até aqui serão insumos para novas opções, gere o máximo de insights. FUTURO: PLANEJAMENTO – Chegou a hora de desenhar cenários, com a soma de nosso banco de ideias e riscos. Os cenários trazem debates sobre causas e efeitos, impacto e probabilidade, custo x benefício. Para cada cenário ou ideia, cada reflexão, cada projeção, são insumos para nosso plano de ações.

Conclusão

Na minha opinião, a abordagem e condução não é muito diferente para pessoas, famílias, autônomos, desempregados, MEI, profissionais, equipes, áreas, negócios, produtos, grupos, ONG’s, … iniciamos relembrando quem somos e de onde viemos, continuamos no mapeamento de situação e possibilidades, terminamos com ideação para cenários e iniciativas. Tudo isso focados em definir os próximos passos.

Ajudei nessa modelagem um jovem que queria pivotar a carreira e encontrou algumas alternativas de contatos que ainda não tinha percebido, um amigo autônomo que está sem rendimentos e que mapeamos possibilidades de parcerias, com amigos que confirmaram a oportunidade de cursos online, um deles a opção por buscar um coaching.

Não pode e não é rígido, a medida que vamos conversando, percebemos que cada caso é um caso, pode durar horas ou dias, o ideal é termos mais pessoas participando, familiares, parceiros, colegas, … é legal a busca por reinvenção, de si mesmo, produtos, serviços, mercado.

Tenho 1300 post publicados, centenas de técnicas e boas práticas, relatos e depoimentos, posso citar alguns:

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Aprender a mapear experiências (jornadas) é um diferencial essencial

Tudo na vida pode ser visto como histórias, quer seja um produto, serviço, trabalho, família, amigos, etc. Tudo fica mais claro quando visualizamos o passo-a-passo e os enriquecemos com informações, expectativas e percepções, melhor ainda se reunirmos um grupo para isso. Técnica poderosa, em uma retrospectiva para lições apendidas, para a compreensão de negócios ou co-criação de algo disruptivo.

A gênese desta abordagem acompanha a humanidade desde a idade das pedras, quando os grupos humanos passaram a se reunir para contar sua história, crenças, leis, façanhas e temores, inicialmente ao redor do fogo. Storytelling é uma técnica ancestral, pela qual todos nós somos capazes de contar uma história passada, presente ou futura, real ou ficção, onde todos que participam viajam e tornam-se parte dela.

STORYTELLING é mais que uma mera narrativa, mas a arte de contar histórias envolventes, fazendo as pessoas se sentirem realmente parte dela, gerando empatia com seus personagens, para assim transmitir uma mensagem de forma inesquecível.

Uma história bem contada tem o poder de nos transportar a momentos, lugares e dimensões, quando mais facilmente nos colocamos em outro papel e contexto, vendo o mundo pelos olhos de um protagonista. No mundo dos negócios surgiram técnicas para mapear a experiência do cliente, do colaborador, do cidadão, buscando no passo-a-passo de alguém uma relação a uma ideia de negócio, produto ou serviço.

A palavra-chave é Empatia, colocar-se no lugar de outra pessoa, hora para entender como aconteceu, acontece, aconteceria ou acontecerá. O objetivo não é apenas entender a narrativa, mas induzir as pessoas a incorporarem um papel, vivenciar a experiência junto ao protagonista, olhando pelos seus olhos, sentindo o que ele sente. Para isso, podemos contar com diferentes sentidos – visão, audição, tato (motor), etc.

EMPATIA é uma palavra de origem grega, significando a habilidade de entender a necessidade do outro, sentindo o que outra pessoa sente, conseguindo se colocar no lugar dela para ver o mundo pela sua perspectiva e singularidade.

No mundo dos negócios, sempre tivemos técnicas de diagramação, contando com notações formais para desenho de processos, desde fluxogramas a casos de uso e BPMN. A diferença entre BPMN e storytelling é que jogamos fora o formalismo, para que qualquer pessoa ou grupo, juntos possam debater de forma livre e aberta, provavelmente usando quadros brancos ou postits, para desenhar jornadas.

O BPMN é útil para registro formal de processos, treino e regulação, auditorias, automação, mas exige profissionais treinados em sua notação e técnicas, possui ciclos longos de levantamento e desenho devido ao seu rigor técnico. O uso de desenhos informais como jornadas permite que qualquer grupo de profissionais use de criatividade e busque consenso para o melhor desenho frente a seu entendimento e objetivo.

BPMN ou “Business Process Model and Notation” é uma notação para gerenciamento de processos de negócio, prevendo uma centena de ícones padrão, regras e pré-definições no desenho de processos organizacionais, visando treinamento, padronização e auditoria.

Desapegue, use técnicas abertas que geram bons resultados em qualquer contexto, pela assertividade encontrada a partir de poucas regras e muito diálogo, materializando mapas de fluxo, com notação e forma sempre singulares, com informações auto-organizadas, hipóteses, afirmações úteis. As técnicas mais ricas e empáticas possibilitam enriquecimento adaptativo de informações, como em Customer Journey Map e Blueprints.

Jornadas são como filmes com extras, com pontos fortes e fracos, dados sobre atores, valor, evidencias, background, dispositivos, ideação, satisfação, etc. Originalmente são propostos mapas cartesianos, frente a um passo-a-passo da primeira linha, contando com diferentes trilhas de informações adicionais logo abaixo, cada passo acrescendo dados, para que na soma deles possamos compreender o seu real potencial.

Na minha opinião, são conceitos e técnicas fundamentais a qualquer profissional, tanto para quem é de negócios, backoffice, quanto de tecnologia. Ter experiências mapeando blueprint e journeys é uma garantia de vivência na co-criação de empatia e compreensão coletiva sobre a experiência de quem queremos melhor conhecer e atender, desde clientes, colaboradores, cidadãos a perfis mais específicos e singulares.

Dica importante? Só se aprende fazendo, desapegando de eventual Síndrome do Impostor (*), acreditando que este é um trabalho colaborativo e que juntos debateremos o assunto e selecionaremos construtivamente as informações pertinentes ao contexto em direção ao nosso objetivo. Todos os aprendizados, tentativas e erros, desenvolverá em cada um de nós melhor capacidade de empatia e modelagem de experiências.

(*) SÍNDROME DO IMPOSTOR na psicologia é uma linha de pensamento onde a pessoa não consegue aceitar que é capaz, sendo levada a procrastinar ou não fazer, postergando desenvolver-se como profissional, achando que somente os outros é que conseguem.

Eu parto da missão para a escolha das técnicas, sequenciamento e profundidade, antes, durante e depois, conforme o objetivo acordado, segundo o mix de atores envolvidos, o tempo disponível, perfil dos principais protagonistas e das equipes envolvidas. O uso de pesquisa, briefing, técnicas de visão relacionadas a estratégia, negócio, entendendo se partimos de uma ideia, evoluímos um produto ou buscamos oportunidades.

Raramente uso templates como os abaixo, encontrados em qualquer pesquisa no Google, mas acho que engessa o fluxo inquisitivo e criativo, prefiro definir cores para os tipos de informações a medida que afloram. Inicio apresentando as técnicas e depois co-criamos juntos mapas de informações que raramente são quadradinhas e cartesianas, mas sempre representam o tanto de real alinhamento e valor que definimos.

No desenho de jornada é possível visualizarmos o passo-a-passo e as informações e percepções consequentes que auxiliarão na empatia, debate e tomada de decisão colaborativa daquilo que queremos entender e melhorar, enquanto no blueprint temos uma visualização exata de camadas, alçadas e meios envolvidas a cada passo. Em ambos temos a identificação de áreas quentes, propícias a ideação e melhorias.

A cada passo em uma jornada, podemos incrementar uma infinita gama de informações pertinentes, escolhidas (com certa parcimônia) pelo grupo reunido, sempre o mais multidisciplinar possível, usando recursos presenciais ou remotos de modelagem, quer postits físicos ou virtuais, talvez com quadros brancos e paredes, mas também podendo ser com o software Miro ou Mural, sempre da forma mais colaborativa possível.

No exemplo abaixo, debatemos a ideia de negócio no #1, empatizamos com as personas no #2, desenhamos a jornada deles no #3 enriquecida com o máximo de informações a cada passo, contexto e proposta de valor, para no #4 desenharmos a jornada futura e no #5 propôr uma sequência baseada em valor, percebendo-se etapas como MVP’s ou Releases para validações e negócios. O #6 é próximos passos.

A tempo, quando ajudo a montar jornadas e blueprints eles se parecem com a imagem real abaixo (não posso deixar nítida por termo de confidencialidade) no ítem #3 e #4:

O mapeamento de uma jornada e o eriquecimento de informações junto a cada passo é, em hipótese, algo simples e descentralizado, se temos 10 pessoas discutindo uma jornada, o foco é qualquer um dos participantes, em especial se houver um facilitador, ir registrando a discussão através de passos e informações em postits, ao natural as coisas vão se estruturando, sequenciando e fazendo mais sentido.

Um amigo certa vez descreveu uma inception por um prisma muito interessante, nos primeiros passos há um misto de sentimentos, como “o tempo está passando”, “tenho pressa, assim não vai dar”, “já discutimos isso”, “gostaria de pular tudo isso e ir direto ao ponto”, mas é preciso  acreditar na lógica do processo e se engajar para que dê certo, aos poucos as coisas começam a encaixar e as decisões sempre fluem a bom termo.

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Papopinado sobre Toolbox 360° em época de covid-19

Papopinado é uma iniciativa do Fábio Trieveiler, Fábio Jascone, Ricardo Binns e Anderson Gonzaga, em sua terceira edição, debatendo paradigmas, abordagens, técnicas e boas práticas relativas a home office, trabalho remoto, equipes distribuídas.

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O convite para falar sobre Toolbox 360° e homeoffice venho do Fábio Trieveiler, profissional que conheci em 2018 na SoftPlan e que hoje atua como lean-agile leader na Supero na ilha de Santa Catarina, em Florianópolis.

O Ricardo Binns e o Fábio Jascone são da Philips em Blumenau e o Anderson Gonzaga é da Ailos de Blumenau, todos eles palestrantes e instrutores conhecidos da comunidade ágil brasileira.

Foi uma papo bem descontraído, divertido, sem uma pauta prévia estabelecida além do título e o tempo voou, falamos sobre tópicos bem variados e a maioria deles substrato, relevantes com ou sem pandemia e distanciamento social.

O vídeo ficou publicado no canal de vídeo do PapoPinado no Youtube e colei o link direto para o vídeo a seguir:

Só porque o tema proposto pelos guris foi Toolbox, mais informações em https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox/

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Webinar “Virei PO! E agora?”

Em empresas que vivenciam métodos ágeis e mesmo algumas que ainda não vivenciam, um papel diferenciado se destaca, o de PO ou Product Owner, mas o que é e como crescer e evoluir nesta atuação de grande responsabilidade e visibilidade?

O papel de Product Owner se estabeleceu como um padrão de mercado, um profissional dedicado a ser o representante do cliente em um ou mais produtos. Mesmo empresas que não utilizam métodos ágeis, vem estabelecendo este papel do método SCRUM.

Um profissional empenhado a entender o negócio, produto e stakeholders para a tomada de decisão e máximo retorno de valor para o negócio sobre o investimento – driver: mercado, negócio, ROI, Lean Startup, Design Thinking, Small Projects e Agile Thinking.

Jeff e Ken mantém o Scrum Guide e o compartilham em dezenas de linguas com a ajuda de agilistas de todo o mundo – https://www.scrumguides.org/download.html – agregando aprendizados em média a cada dois anos. O que diz o Scrum Guide sobre PO?

O Product Owner é o responsável por maximizar o valor do produto resultado do trabalho do Time de Desenvolvimento. Como isso é feito pode variar amplamente através das organizações, Times Scrum e indivíduos. O Product Owner é a única pessoa responsável por gerenciar o Backlog do Produto. O gerenciamento do Backlog do Produto inclui:

• Expressar claramente os itens do Backlog do Produto;
• Ordenar os itens do Backlog do Produto para alcançar melhor as metas e missões;
• Otimizar o valor do trabalho que o Time de Desenvolvimento realiza;
• Garantir que o Backlog do Produto seja visível, transparente, claro para todos, e mostrar o que o Time Scrum vai trabalhar a seguir; e,
• Garantir que o Time de Desenvolvimento entenda os itens do Backlog do Produto no nível necessário.

O Product Owner pode fazer o trabalho acima, ou delegar para o Time de Desenvolvimento fazê-lo. No entanto, o Product Owner continua sendo o responsável pelos trabalhos. O Product Owner é uma pessoa e não um comitê. O Product Owner pode representar o desejo de um comitê no Backlog do Produto, mas aqueles que quiserem uma alteração nas prioridades dos itens de Backlog devem endereçar ao Product Owner.

Para que o Product Owner tenha sucesso, toda a organização deve respeitar as decisões dele(a). As decisões do Product Owner são visíveis no conteúdo e na priorização do Backlog do Produto. Ninguém pode forçar o Time de Desenvolvimento a trabalhar em um diferente conjunto de requerimentos.

Em 2013 eu lembro que assisti alguns vídeos do Henrik Kniberg, entre eles um overview sobre o framework Scrum, sempre didático, entre eles tinha o vídeo abaixo sobre o papel de product owner. É um vídeo antigo, de quando ele era coach na Spotify, época que a empresa explodiu:

Tem um vídeo da KnowledgeHut que eu acho muito didático e assertivo no conceito, acho que é um bom início para quem ainda está começando:

Em 2018, um dos últimos TecnoTalks foi exatamente um sobre PO com profissionais diferenciados, o post com tudo o que rolou, perfis dos participantes, relato – https://jorgeaudy.com/2018/11/01/31-10-po-debate-entre-especialistas/

Antes, em 2017 organizei um open space para debater o papel de PO que rolou no primeiro Canal Café, aquele ali do estacionamento na entrada do TecnoPUC, que contou com muita gente e como todo Open Space foi anárquico e memorável. No post que fiz na época tem vários vídeos com os pitchs e debates de cada grupo de discussão, clica no link, lá tem pelo menos 3 vídeos legais – https://jorgeaudy.com/2017/02/10/ttalks-keep-calm-and-trust-your-product-owner/

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Finalmente, tenho um talk na Quarta do Conhecimento da PROCERGS em 2014 com o mote “DNA de um PO”. É quase um achado arqueológico, o tempo passa voando:

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Vídeo-chamada com vídeo, áudio e muita sinestesia – Zoom, Miro, Trello e GDrive

Na noite do dia 27/03/2020, rolou a segunda aula remota pós quarentena da PUCRS pelo covid-19, nesta o Zoom e vídeo reunião já não era novidade e pude introduzir conceitos essenciais de facilitação remota e sinestesia, o impacto do uso das câmeras, comunicação não verbal e o uso de murais cooperativos.

Uma oportunidade de exercitar video-chamadas agregadas de conceitos sensoriais e ativos, colaborativas com MIRO, TRELLO e sheets do GDrive. Acoplando o conteúdo em ppt com as ferramentas, exercitando técnicas de mural para modelagem visual colaborativa, onde todos compartilham e editam ao mesmo tempo.

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Aproveitei o conteúdo da aula (história do gerenciamento de projetos e uma introdução ao PMI e PMBOK) para exercitar reuniões por vídeo o mais instigantes, empáticas e produtivas. Primeiro é preciso desapegar das restrições do século XX quando reuniões por vídeoconf eram limitadas, enquanto agora é possível engajar e ousado mais.

No Miro era possível ver 10 cursores com os nomes de cada um enquanto os elementos do diagrama iam surgindo, acordos sendo feitos e co-criação a bom termo. No Trello foi possível debater e incluir cards colaborativamente. No GDrive, usei uma planilha para simular o preenchimento de um PMC e todos trabalhando juntos.

Nas próximas aulas quero aproveitar para falar de outras ferramentas, como as de mapas mentais, outros boards, canvas e ferramentas de comunicação. Aproveitaremos as aulas remotas para ir além do conteúdo e exercitar a maior demanda dos dias de hoje – reuniões remotas para tudo, mantendo a empatia, sinergia … e elegância.

Vídeo-chamada sem vídeo e sem sinestesia? Pode isso Arnaldo?

O mundo está vivenciando home-office na marra, reuniões virtuais com quem está longe ou perto. Lembro em 2013 em projetos ágeis as empresas ainda insistiam em voo e hotel para garantir o presencial. Hoje, usarem largamente vídeo-chamadas já é uma conquista, agora vem novos paradigmas de interação com mais sinestesia.

Sinestesia refere-se a uma sensação secundária que acompanha uma percepção, ou seja, uma sensação em um lugar originária de um estímulo proveniente de um estímulo de outro (Dorsch, 1976), designa a união ou junção de planos sensoriais diferentes.

Muitos ainda mantém o hábito vintage de desligar o vídeo e ficar só com o áudio, mas devemos instigar e aproveitar diferentes sentidos sempre que possível, no caso de uma vídeo chamada, é possível ativar a audição, a visão e a ação, ativa ou mesmo estática … aquela que gera uma expectativa de ação.

Cenário #1 – inércia, sem quebrar paradigmas

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, todas de câmera desligada, uma falando por vez, repleto de lacunas, todos cheios de parcimônia, posso falar, desculpa te atrapalhar, ops não percebi que ainda estavas falando, todas olhando para uma tela estática em que a fotinho de quem está falando fica em destaque. Característica comum também é intercalar falas com gaps, fatias generosas de tempo sem ninguém falando porque ninguém sabe quem vai falar e pela ausência dos vídeos, não temos a menor ideia de quem quer ou vai falar;

Cenário #2 – sacudindo a poeira

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, afinal, não importa se esta de casaco, blusão ou pijama (mínimo decoro é esperado), o que aparece é o busto, todos vendo o colega ou cliente, olho-no-olho, percebendo o movimento e intenção, um movimento de mão, mesmo se der uma atrapalhada, deixa seguir, aguarda mais um pouco, sem salamaleque. Aqui temos uma percepção sensorial melhor e divertida, as coisas encaixam a partir de um movimento de sobrancelhas, um aceno de mão, um piscar de olhos;

Cenário #3 – quebrando tudo \o/

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, todos naturalmente estabelecendo protocolos informais de fala, olho-no-olho e cumplicidade, já sem salamaleques e data vênias. Além disso, com um quadro do Miro em branco ou pré-elaborado, talvez uma planilha (ou doc ou drawing) do Goggle Drive aberta, entre outros tantas opções (*), permitindo que algo dinâmico possa ser manipulado. Por exemplo, uma planilha com uma coluna para cada participante, um doc com tópicos, pauta ou diagrama, um Canvanizer, um Trello;

Conclusão

Em oficinas, treinamento, aulas e reuniões, tenho o hábito de colocar uma folha branca A2, postits e canetões no meio de cada mesa, isso vale para a DBserver, para workshops com a Sputnik e para minhas aulas na POlitécnica da PUCRS.

Em dias de home office nesta quarentena não poderia ser diferente … o povo ainda esta se adaptando a video meetings, o primeiro passo foi do covid-19, o segundo foi abrir um Zoom, Skype, Hangout ou Whereby, o próximo vai ser perder o medo deles, ir além do que se usava no passado, agora é as ganhas.

Canal oficial com vídeo-tutoriais do MIRO – https://www.youtube.com/channel/UCfhGfgBKDcFI74bBJ9yjLDQ

Canal de vídeo-tutoriais do Trello no youtube – https://www.youtube.com/channel/UClwrPjExZWnpU0fIMUj__ZA

Canal de vídeo oficial do Google Spreadshhets com tutoriais – https://www.youtube.com/channel/UC8p19gUXJYTsUPEpusHgteQ

Canal oficial do Zoom no Youtube – https://www.youtube.com/user/ZoomMeetings

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