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Um Focus Group para degustação da Conexão Varejo

Uma tarde de experimentação e validação dos pressupostos da Conexão Varejo, uma iniciativa liderada pela colega Tatiana Ximenes com o propósito de gerar mais que eventos e conexões, mas propósito e sinergia em prol de objetivos comuns.

Uma programação de quatro horas que se dispôs a reproduzir em pequena escala uma variada gama de técnicas voltadas a integração, entropia-sinergia e o foco em valor prático, seguindo como base o duplo diamante do Design Thinking.

A inspiração para esta iniciativa é o resultado de anos de parcerias e experiências em uma das áreas de excelência da DBserver, o varejo é representado pelas grandes redes, mas se faz presente na vida das pessoas por milhões de pequenas lojas.

Com crise ou sem crise, nos alimentamos, nos vestimos, consumimos bens, nos divertimos, jogamos variadas modalidades, … o varejo está presente a cada momento de nossa vida, a cada dia desde o nosso café da manhã até irmos para a cama a noite.

 

1. Como todo experimento social e lúdico, nossa anfitriã deu as boas-vindas a todos e alinhou nossos objetivos, agenda, premissas e restrições para o dia, convocando todos a interagirem e se conectarem a cada passo.

2. Uma experiência que iniciou com um quebra-gelo bem lúdico para interação e empatia uns com os outros, fugindo de apresentações formais baseadas em currículo, mas em quem somos, no que acreditamos, em nossos sonhos.

3. Logo a seguir, apresentação das bases da Conexão Varejo, ilustrando através de uma representação infográfica com os princípios e principais pressupostos que nos dão sustentação e permitirão construir algo duradouro.

4. A primeira metade do experimento foi um debate sobre meios de interação, que fomentasse não só a comunicação, mas uma conexão continua e construtiva. A cada passo, muito debate através de técnicas lúdicas e colaborativas.

5. Um ingrediente biológico estava a disposição, essencial para uma tarde construtiva, com café, suco, sanduichinhos, brigadeiro no copo e muita energia extra para repôr a tensão e dissipação natural durante debates e consolidações.

6. Na segunda metade, já tendo experimentado momentos de integração e debates sobre o modelo proposto e sua exponenciação, chegou a vez de focar em geração de oportunidade e negócios de forma bastante ampla e auto-organizada.

7. Em diferentes técnicas, cada qual montou visões de si mesmo, quer como pessoa, profissional ou empresa, para na sequência estabelecermos rodadas de conversas 1:1, focando em pontos de contato e sinergia, gerando oportunidades.

8. O objetivo ao final foi atingido e muito bem avaliado pelos participantes, explicitamente não é uma abordagem de balcão para marketing ou reprodução de técnicas de comércio, mas ideação, inovação, a busca por novas alternativas em negócios.

Posso dizer com certeza que a tarde foi um sucesso, a validação de um MVP baseado em reunir pessoas de diferentes segmentos e skills com o mesmo objetivo de interagir e buscar novas opções para crescimento através da colaboração e coopetição.

Esta história está só começando, apenas um primeiro passo, mesmo sendo fruto e decorrência de uma longa caminhada com projetos e experiências. A mim, o prazer de ter sido convidado a participar deste momento como facilitador …

Em breve, próximos capítulos da Conexão Varejo!

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Mais um Desafio Toolbox e ToolBox Wall

Um blog, um livro, um jogo de tabuleiro, uma técnica de gestão do conhecimento, a cada mês compartilho e dissemino um pouco mais estes conceitos e conteúdos. A pergunta é: Qual é a sua toolbox, a da sua equipe, da sua empresa, o que dominamos, experimentamos e desejamos.

São mais de 120 boas práticas compiladas a partir de seleções e vivências, crescente ano após ano, oriundas de diferentes frameworks, métodos, modelos, experimentos, envolvendo estratégia, ideação, modelagem, planejamento, definição, construção e aprendizado.

Desta vez foi na Quarta do Conhecimento da PROCERGS a convite da Luciana Hahn, oportunidade que tive a oportunidade de mais uma vez reencontrar e interagir com amigos, ex-colegas, parceiros de profissão e paixão pelo aprendizado e gestão do conhecimento.

Porque um acixa de ferramenta apenas com um martelo somente será útil frente a pregos, uma caixa de ferramenta cheia de opções inúteis será pesada e onerosa, nossa meta será sempre buscar o equilíbrio com ferramentas úteis e na medida, lembrando que não podemos parar no tempo, não serão melhores por serem antigas ou novas, mas porque geram resultados e valor.

Foi um papo rápido e partimos para o jogo Desafio Toolbox, formando várias equipes de 5 integrantes, um como mestre, com um desafio e cinco cartas aleatórias para cada um para debate e proposição das melhores cartas (técnicas) entre as 25 em jogo.

Após duas rodadas, dois desafios, inauguramos um grande Toolbox Wall em frente ao refeitório, um grid de uns sete ou oito metros, metade com técnicas e outra metade com tecnologia, convidando a todos a interagirem – colocando postits verdes, amarelos e laranjas:

  • Verde – Eu conheço e posso ajudar no entendimento ou execução desta técnica (carta);
  • Amarelo – Eu quero aprender ou preciso de ajuda para experimentar esta técnica (carta);
  • Laranja – Eu não recomendo (várias laranjas removem esta carta para uma quarentena).

A seguir fotos e vídeos desta experiência singular, com feedbacks e sugestões variadas nos dias seguintes como a do Jose Ignacio Jaeger Neto para uso de QRCode para acessar a página correspondente no blog e a colocação de um mural de feedbacks.

Tive um probleminha com meu notebook, mas sem nenhuma perda para a dinâmica, fiz um briefing do conceito por trás do jogo e da técnica e seguimos adiante.

Foi mais uma oportunidade de muita interação e aprendizado que esta disseminação de boas práticas me proporciona, compartilharei novos capítulos em breve.

[ ] e se ficar curioso, entra em contato o/

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Uma solução “Para todos nós”

Recentemente tive a oportunidade de conhecer o pessoal da 4All e da Uhuu, onde reencontrei ex-colegas, ex-alunos e grandes nomes da comunidade Startup do RS e Brasil. No salão de eventos ali na Furriel pudemos bater um papo sobre Agile, equipes, projetos, operações, princípios e pessoas.

Não há brasileiro ligado em tecnologia, inovação e empreendedorismo que não tenha ouvido falar do lançamento da 4All, startup com a grife do fundador da GetNet, José Renato Hopf. O desafio é ter um grande mix de funções em um só app – estacionamento, restaurante, serviço, transporte, eventos, esporte, etc.

É só baixar, tenho ele no meu celular a bastante tempo!

O argumento é convergência e escala, o meio é tecnologia e disrupção, a facilidade é uma experiência única e de valor, com uso intensivo de ferramentas de geo, machine learning, segmentação, computação cognitiva, etc. Para isso, conta com grandes nomes da TI e da comunidade de startups e empreendedorismo.

Em pauta a difusão e consolidação de uma cultura vibrante baseada em novos paradigmas profissionais esperados para o século XXI, mindset e princípios Lean, frameworks que vão desde Lean Startup, Scrum, Kanban. Foram bate-papos com muita interação, sem receitas ou amarras, buscando alinhar vivências e percepções de todos.



Teve inclusive um convite para a galera ir em um Sábado ao TecnoPUC exercitar o conceito de Toolbox Wall, quando trocamos presentes, eu ganhei uma camiseta do meu Grêmio com patrocínio da 4All e eu ofereci um kit do Desafio Toolbox.

Agradecimento, um dos guris sugeriu a digitalização das cartinhas com mergulhos, provocação que foi a gênese do blog Toolbox360graus dedicado a (hoje) mais de 120 técnicas e boas práticas. Essa iniciativa fechou um ciclo, pois tudo começou com o blog, que virou livro, que virou workshops, que virou um Agile Game, que virou uma técnica de GC, que virou um novo blog, agora especializado. \o/


São rodadas de alinhamento metodológico, um papo multilateral com grupos multidisciplinares, duração de um turno, sempre muito interativa e pragmáticas, baseada em diferentes modelos, paradigmas, disrupção, papo-cabeça mesmo, divertido e descontraído.

  • Histórico
  • Motivadores
  • Lean Thinking
  • Empresa & Carreiras
  • Frameworks
  • Toolbox
  • Scrum
  • Kanban
  • ScrumBan

Quer na Furriel ou TecnoPUC, a gente dá uma bagunçada no espaço, formando ilhas ou em espinha de peixe, sem a necessidade de cumprir um roteiro, com liberdade de derivar, focar e desfocar. Galera pilhada, querida, com muita sinergia e paixão, amo muito tudo isso!

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Agile Trends 2018 – palestra Agile Breadcrumb

Galera, estarei na trilha de Fundamentos para a Agilidade do Agile Trends, vou falar sobre a práxis da agilidade, preto no branco, pragmático, mais mundo real e menos histórias da carochinha – http://agiletrendsbr.com/programacao-agiletrends-2018/

Às vezes nos sentimos como João e Maria, perdidos na floresta, quando por habilidade ou sorte encontramos uma trilha de postits para seguirmos, que pode ou não dar na casa da Bruxa. Alternativas mais comuns, por onde começar, fatores críticos de sucesso, riscos e aceleradores, antes e durante a experimentação do uso de princípios, frameworks e técnicas, é fundamental conhecer o que o mercado vem praticando, erros e acertos compartilhados por nossos pares.

Quais as opções mais visitadas, desde boas práticas para ideação, modelagem, planejamento, execução ou sustentação. O pai de todos é o veterano PDCA de Shewhart e Deming, fácil de entender, mas quando vamos começar nos deparamos com funil de ideias, portfólio, programas, projetos, sustentação, gestão do conhecimento. Nos sugerem Design Thinking, Inceptions, Scrum, Kanban, XP, Lean, entre outras tantas possibilidades, frameworks e técnicas.

Agile breadcrumb – Quais os postits a seguir no meio da floresta?
Jorge Audy (DBServer)

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Planejar sem um bom briefing é sabotagem

Não acredito em iniciar com paredes vazias, fosse assim e Lavoisier não teria entrado para a história, começo aproveitando o que se tem, mesmo querendo inovar, mesmo querendo ser disruptivo. Uma fonte para reflexão é a aprendizagem significativa de Ausubel.

Ausubel indicou o uso de subsunçores para a ancoragem do novo, facilitando a nova aprendizagem, segundo o autor o nosso cérebro identifica e entende o novo ou a inovação ancorando-os em algo conhecido, ou seja, a quebra de paradigmas precisa do paradigma a ser quebrado.

Sempre quero iniciar com um bom briefing de negócio, driver, ROI, status quo, personas, expectativas, jornadas, estabelecendo um debate sobre tudo aquilo que é relevante saber sobre tudo o que temos até chegar àquele momento, o que nos trouxe é a chave para seguir adiante.

Domínio e responsabilidade, é nossa obrigação em desafios de ideação ou planejamento primeiro aportar tudo o que já temos, não sonegar nada, jamais começar com uma parede vazia. Negar waterfall quer dizer não investir semanas se preparando, mas não é sonegar o que já temos.

Não interessa se é Modo 1 ou Modo 2, ambos podem ou não contar com a disponibilidade de mapas mentais, processos, dados de pesquisa, benchmarking, sistemas atuais ou concorrentes com seus mapas de funcionalidades, isso não é antecipar, isso é assertividade.

Dica: Jamais sonegue ou sabote seu próprio time das informações disponíveis, elas atuarão como substrato, como acelerador de sinapses, ponto de partida e provocação. Se não quer usar o que tem porque isso pode influenciar negativamente, seu problema é muito maior que esse.

Cada um de nós, precisamos ter em conjunto uma Toolbox proporcional ao nosso tempo, uma grande caixa de ferramenta com técnicas, frameworks, boas práticas, … para mim é inadmissível em 2018 achar que podemos somente ter um martelo, porque pro martelo tudo é prego!

Cada vez mais vejo empresas adaptando seus projetos, sustentação e processos de trabalho para ajustar-se a um framework ou técnica apenas porque alguém disse que é assim que tem que ser, por ser óbvio, lembra a fábula da roupa do rei, era de ouro mas só o rei poderia ver.

Repito o que tem sido meu mantra nos últimos três anos: Qual é a sua Toolbox? Quais as opções que você se permite para uma reunião de concepção, design sprint, ideação, modelagem, planejamento, … o seu uso é compulsório ou há uma escolha consciente dentre boas opções?

Se quiser saber mais sobre o conceito ToolBox 360°, o game pedagógico Desafio Toolbox e a técnica Toolbox Wall, são mais de 100 boas práticas, um grande buffet, recomendo um dos posts que fiz em 2017 com esta provocação ou o blog http://toolbox360graus.wordpress.com.

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O mindset do Design Thinking na Educação

Inicie pensando Design Thinking na educação pela sua cláusula mais pétria, a empatia, enxergando o aluno como nosso cliente, com o qual é preciso estabelecer sinergia. Inexiste ensino sem aprendizado, logo entender seu cliente é essencial, assim como em métodos ágeis, é obrigação do facilitador, mentor ou coach, encontrar a técnica mais adequada a média e a cada cliente, sua cultura, subsunçores (âncoras ou conhecimento prévio), ensino tem duas vias para retroalimentar-se e melhorar continuamente.

Novas gerações

Não acredito em gerações pela data de nascimento, não é uma maldição, todos nós evoluímos, há pessoas jovens e velhas presas ao passado, tanto quanto jovens e velhos vivendo intensamente o presente. Entretanto, estes estudos nos ajudam a entender períodos de tempo.

Geração Y (Millenials), estão a noite em aula após o dia inteiro trabalhando em empresas que buscam novos paradigmas, Agile, DT, Fábrica 4.0, organizações exponenciais e duais, em aula buscam algo que ative sua curiosidade e exercitem na prática, não só na teoria.

Geração Z, multi-threads, multimídia, uma meninada que nasceu com um iPAD nas mãos, que escolhe o assunto, o filme, o jogo, tudo é on demand, a tentativa de exigir atenção em aulas padronizadas é quase o oposto de seu mindset, crenças e valores.

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Novos tempos + novos alunos = novos professores

Ano de 2018 e tem muito professor que vê o aluno como um recipiendário, alguém que deve curvar-se a sua sapiência e receber um conhecimento de forma respeitosa, reverencial e se possível inerte, sem questionar, desconstruir e reconstruir. Na maior parte das vezes, professores cavam suas trincheiras em torno de um conhecimento estático, em meio a um mundo em movimento, impondo suas regras em aulas formatadas de forma a permitir apenas que o aluno escute, aprenda e agradeça.

Quanto a fazer diferente, tem gente que ainda acredita que aulas invertidas são disruptivas, mas aulas invertidas eram inovação na década de 80 do século XX, entretanto, no ano de 2018 do século XXI é inócuo apenas inverter, é preciso interagir e envolver, é preciso se utilizar de teorias e modelos da psicologia e sociologia para entender o aluno a sua frente e co-criar com ele o formato de aula que os mantenha atentos, interessados, alertas, reiteradamente resgatando sua vontade em experimentar.

Um resgate das escolas Gregas, cada indivíduo como único

Nenhum dos conceitos por mim defendidos é novo, ao contrário, não estou propondo uma revolução ou mudança a frente, o que proponho é um resgate, uma mudança atras, inspirando-se nas escolas gregas, com mentores e aprendizes, cada qual com muito a agregar a si mesmo (maiêutica-2016), a propôr e criar (poiesis-2015), a interagir e co-criar (pensadores do ensino e do aprendizado-2015).

Alguns posts são essenciais, um sobre Design Thinking (DT na educação-2015) e outro sobre os estudos de uma pesquisadora sobre o uso dos princípios ágeis na faculdade, não como conteúdo, mas como framework-base para disciplinas e aulas (Dra Yael-2006), com menos desperdício e mais valor agregado. É essencial termos ementas, mas instanciadas por MVP passível de ser ajustado, adaptado ao perfil e características de cada turma … na prática é a troca de professores estáticos por professores mais dinâmicos e adaptativos a seu tempo e seus alunos.

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Espaços físicos e filosóficos para geração de conhecimento

Desde 2012 escrevo sobre o universo de Piaget (construtivismo educacional-2012), tanto quanto o Conceito de Ba (Takeushi e Nonaka-2013) como meio para a criação de salas de aula em seu sentido filosófico, um ambiente gerador de experiências e conhecimento, alinhado ao aprendizado significativo (Ausubel-2015) e ao aprendizado experiencial (Kolb-2015), chegando inclusive a lembrar o Conceito de Ba em relação ao ambiente proposto pelo DT e Agile, em salas diferentes daquelas propostas há 500 anos atrás (layout e grafitti-2017).

É preciso desapegar de educação e aprendizado ligado a seriedade e reverências a sapiência secular, é para ser divertido e interessante em todos os sentidos, em 11/06/16 fiz esta provocação, afinal, até o século XX, rir na igreja, trabalho ou escola era inadequado. Finalmente, eu tento adotar em minhas aulas princípios inspirados na Curva de EbbinghausAprendizado Experiencial (exemplos: 1ª aula, 2ª aula, 3ª aula, 4ª aula, 5ª aula, 6ª/7ª aula). Cometo erros, mas muito disso dá muito certo, de um semestre para o outro mudam não só os alunos, mas suas necessidades.

Novas escolas e modelos para educadores e alunos

Como mudar o status quo de sua escola, faculdade, cursos variados? Há uma infinidade de experimentos mundo afora, um mundo cada vez mais compartilhado na web e nas redes, antes de reinventar a roda é bom saber o que está rolando mundo afora.

Na Finlândia em 2015 houve farta divulgação por aqui sobre uma experiência na escola estatal em que deixariam de ter disciplinas, posto que cada aluno precisaria ter uma visão trans-disciplinar sobre o conhecimento que teria que ajudar a organizar e aprender. Há críticas, mas o que o governo busca é um equilíbrio entre o tradicional e o novo, oferecendo conteúdo estruturado e co-criação em um ou dois ciclos anuais.

Ao falarmos da China após as conquistas de melhores alunos em matemática em competição internacional e também dos Tigres Asiáticos, há o contraste em sistemas rígidos e conteudistas, centrados em conhecimento e não em criatividade e inovação, envolvendo jovens imersos em um sistema político e cultural que valoriza competições e domínio, mas nada afeito a questionamentos e auto-organização.

Nos Estados Unidos, diferentes iniciativas baseadas em Design Thinking vem se consolidando como um meio de auto-organização, de forma que dirigentes, professores e alunos contribuam por igual na construção de novos ambientes e modelos educativos para aprendizado ativo. O site abaixo é uma versão traduzida de uma destas propostas, focada em unir as partes envolvidas em um processo criativo para esta mudança.

DT-Educação

O vale do silício atrai alunos e profissionais pelo ecossistema aberto tanto a competição quanto a coopetição e colaboração, assim como Austrália e Canadá, Irlanda e Alemanha, são regiões que se anteciparam na leitura das crianças e jovens conectados do século XXI, que buscam algo que lhes ofereça liberdade com criatividade, apoio para que construam seu próprio caminho, aprendizado, propósito e satisfação em fazer parte.

Para encerrar, uma reflexão poderosa como mola propulsora para nosso esforço e mudança: Estamos-perdendo-uma-geracao-de-talentos (2017)

 

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Indústria 4.0

Estive viajando para compartilhar princípios e práxis Agile em uma unidade industrial de uma multinacional gaúcha e brasileira, onde a transformação ágil e digital é fundida aos objetivos de indústria 4.0, ciente disto, dei uma estudada e inclui algumas provocações pertinentes.

Indústria tem relação a produzir coisas reais, materiais, muitas delas imprescindíveis a vida e bem-estar de todos no planeta, representando mais de 70% do comércio global. Processos de produção, direta ou indiretamente, contratam centenas de milhões de pessoas pelo mundo.

Os números acima indicam as dimensões do contexto, riscos e oportunidade ao focarmos nossa atenção na indústria, em seus processos e em seus resultados, tanto para a vida de seus colaboradores como para toda a população mundial.

A Alemanha, reconhecida pelas iniciativas verdes em suas cidades, indústrias, produtos e serviços, trabalhou durante dois anos em parceria com algumas de duas maiores universidades e empresas para em 2014 divulgar sua “Industrie 4.0: Smart manufacturing for the future”.

Sempre na vanguarda, nos anos seguintes os alemães, responsáveis e pioneiros nas primeiras legislações verdes para cidades e habitações sustentáveis, tomam a frente para falar sobre a necessidade desta evolução ser tecnológica e social para indústria e empresas.

No centro da discussão pela indústria 4.0 estão os sistemas cyber-físicos (CPS), que permite a crescente digitalização dos processos da indústria de transformação, gerando direta ou indiretamente soluções que fomentam amplamente a internet das coisas, dados e serviços.

Clique em Siemens_Grafik para ver um pdf A3 da 4.0 pela Siemens.

Segundo a wikipedia – Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial é uma expressão que engloba tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas cyber-físicos (CPS), Internet das Coisas e Computação em Nuvem. Facilita a visão e execução de Fábricas Inteligentes com estruturas modulares, sistemas CPS monitoram e criam uma cópia virtual do mundo físico, tomando decisões descentralizadas. Com a internet das coisas (IoT), os sistemas CPS comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real, e através da computação em nuvem estes serviços são oferecidos e utilizados pelos participantes da cadeia de valor.”

Vale a pena ficar ligado, além de fascinante, terá impacto direto na nossa vida e no planeta. A seguir alguns princípios:

  • Interoperabilidade: Trata-se da interação e conexão entre humanos e sistemas CPS em fábricas inteligentes;
  • Virtualização: Sensores interconectados interagem com uma estrutura virtual da própria fábrica contando com modelos digitais;
  • Descentralização: Árvores de decisão e machine learning agilizarão processos e racionalizarão recursos e resultados;
  • Capacidade em Tempo-Real: Alto poder de armazenamento e processamento distribuído para análises em tempo real;
  • Orientação a Serviço: O uso de modelos em nuvem para oferecimento e consumo de serviços.
  • Modularidade: Permitir escalar sua adaptação a demanda, diminuindo ou crescendo de forma autônoma e exponencial.

Desde seu lançamento vem se intensificando a óbvia relevância de aspectos explícitos relacionados a racionalização de recursos e energia, impacto e responsabilidade social, tanto quanto ecológico … é a indústria do século XXI, cada vez mais conectada e responsável!

Dezenas de novas carreiras surgirão a cada passo e evolução tecnológica, pois estas soluções exigirão muito mais do que temos hoje.