Sociogramas e Grafos para ajudar na modelagem de times

A partir de um comentário e sugestão do Alexandre Ramires em um post em que eu compartilhava uma técnica de mapas visuais para questões demográficas, me interessei por descobrir mais sobre sociogramas. A situação é como criar mapas mentais e descobrir Ausubel e Aprendizagem significativa … algumas coisas ganham novo sentido, resignificam-se  \o/

Já na primeira busca e leituras, encontrei um artigo debatendo sociogramas (sociologia) e grafos (computação e matemática), propondo maior padronização e legibilidade a diagramas sociais e por isso decidi compartilhar. Dentre as técnicas e origens, um ponto de atenção à auto-avaliação sociométrica, afeita aos workshops de Team Building.

Um sociograma (Jacob L Moreno) é uma técnica que apresenta diagramaticamente as relações entre os atores de um grupo, permitindo visualizar as relações de afinidade, subgrupos e identificar as pessoas mais influentes(líderes sociométricos). Usual na sociologia, analisa as relações e grau de coesão uns com os outros e com o sistema.

A teoria dos grafos (ninguém menos que Leonhard Euler) é um ramo da matemática que estuda as relações entre os objetos de um determinado conjunto, onde temos um conjunto de objetos denominados vértices (ou nós) e um subconjunto de pares não ordenados de vértices como arestas (Edges – arestas).

Não estou propondo usar grafos em nossos sociogramas, mas sugerindo a leitura sobre uma teoria que nos enriquece e pode gerar insights e mixagem, aderente a minha paixão pelo modelo dos quatro estágios do aprendizado/competências e pela teoria da capacidade de absorção, onde conhecimento nunca é demais e pode gerar outros conhecimentos.

Na teoria dos sociogramas há técnicas de minimização de cruzamentos e/ou simplificação, a seguir alguns exemplos práticos, inclusive com alguns fundamentos de grafos, com direção na ligação, que também pode ter um número indicando força, que assim pode reduzir o números de setas por uma só com um índice (número original de setas).

Uma dinâmica típica da sociologia é fazer três perguntas a cada integrante, de forma que as respostas sejam confidenciais analiticamente, mas não sinteticamente, através de um sociograma – (1) Quem do grupo levaria para ajudá-lo em uma ilha deserta? (2) Quem do grupo você escolheria para ajudá-lo a organizar um grande evento? (3) Se sorteado, quais os colegas que você convidaria para uma viagem com tudo pago?

Em oficinas de Team Building, todos do time e outros papéis inter-equipes envolvidos debatem e modelam o seu diagrama de equipe (sociograma), como melhor lhes é legível em suas relações, gerando por vezes gráficos circulares, hierárquicos, horizontalizados, … a diferença é que no lugar de bolinhas, uso postits grandes ou folhas A5 com o nome, imagem e perfil dos integrantes ou posições, como nos exemplo recentes em Dezembro de 2019.

Lendo sobre sociogramas e grafos abre-se novas possibilidades de facilitação e resultados práticos, evitando-se questões formais em demasia, creio que é possível enriquecer meus mapas (sociais) intra e inter-times com Arestas (linhas) e informações pertinentes ao fluxo de trabalho ou processo:

No meu entendimento, quando facilito e ajudo a construir sociogramas me baseio em mapas mentais, mas poderiam com um estudo maior sobre sociogramas e grafos talvez propor reflexões e artifícios adicionais que ajudem a materializar os tipos de relações existentes, eventuais fluxos formais ou informais de trabalho, intra e inter-equipes, lideranças, parceiros.

Creio que tem muito potencial cruzar grafos, sociogramas e team building, na medida certa pode potencializar os bons resultados que atingimos em oficinas para modelagem de grupos (Team Building), o desafio é não introduzir nada complexo ou formal demais, mas ludificar alguns dos conceitos que demonstram as ligações intra e inter-grupais …

Se não aprimorar as técnicas já utilizadas, pelo menos será uma leitura bem interessante, daquelas que nos agregam boas referências conceituais … Voltaremos … enquanto isso, bom 2020 a todos!

 

 

2 comentários

  1. Não apenas para modelagem de times mas de áreas inteiras e quem sabe a própria corporação. Vamos combinar que enxergar um organograma tabelado como é costumeiro não parece combinar com a visão complexa que já temos sobre a organização (vide alien do M 3.0). Dias atrás estávamos pensando em como reestruturar os cargos da TI com algo que fizesse sentido junto a agilidade tendo em vista a possibilidade de navegabilidade entre diferentes cargos e papéis. Como que o RH e o jurídico fariam para acompanhar? Como eles poderiam evoluir o modelo pensando em algo tão enxuto quanto uma Startup onde o founder atua como CEO, CFO, CTO e qualquer outro quando necessário? Vale a reflexão..

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    1. Participei há uns dois anos atras de um debate sobre o uso de perfis Comb Shape, havendo assim uma experimentação cruzando aspectos de competências (e consequente atuações essenciais), mas usando um vetor horizontal sobre uma amplitude maior de contribuição mais aberta. Uso para esta discussão o (excelente) paradigma proposto por Kotter sobre Dual e a já antiga mas provocativa estrutura em Hipetexto de Nonaka e Takeushi … Bom tema para debate, Feliz 2020!

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