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Kirkpatrick – O que seria de nós se não soubéssemos das curvas?

Há diferentes teorias e curvas que reiteradamente discuto e que nos ajudam a entender o processo cognitivo e desafio relacionado ao aprendizado, mudança e melhoria, como a Curva de Tuckman para formação de um time, hoje vou compartilhar a Curva de Kirkpatrick.

Em 1994, Donald Kirkpatrick publicou um bestseller intitulado Avaliando Programas de Treinamento, apresentando quatro estágios relacionados aos possíveis desdobramentos de um treinamento, gerando o que chamou de reação, aprendizado, comportamento e resultados.

O entendimento de Tuckman, Ebbinghaus, Kirkpatrick e outras, nos ajudam a entender antecipadamente os porquês e de posse destas informações trabalharmos desde cedo com argumentos e ações para gerar maior efetividade na formação e evolução de nossos times.

Vejo isso a cada treinamento, a curva sobre a conversão de ensino em aprendizado e sua conversão em prática, os estudos de Kirkpatrick lançam luz e nos ajudam a melhorar enquanto palestrante, instrutor, professor, facilitador e/ou coach.

Vai além da Curva de Ebbinghaus sobre nossa capacidade e limitação de retenção e assimilação, também Edgar Schein, lembrando que a mudança gera desconforto quando percebemos que deixaremos o conhecido para tentar algo novo, que ainda não dominamos.

Eu tenho uma matriz temporal de condução para qualquer treinamento, conhecida por quem me acompanha, com um pré (organizar e instigar metas), há a execução (interagir e projetar) e um pós (experimentar, persistir e melhorar), onde acrescentei a curva de Kirkpatrick:

Em seu estudo Kirkpatrick estabeleceu ranges para cada etapa, mas como agilista eu acredito que cada pessoa, imerso em times e cultura organizacional, estabelecerá um ritmo para seu grupo, conforme liderança, metodologia, maturidade, domínio, etc.

Conhecer as diferentes curvas nos ajudam a agir para torná-las mais fluidas, gerando maior retenção e conversão em resultados práticos. Mantendo a reação em seus insights, o interesse no aprendizado, a pró-atividade do comportamento e persistência até os resultados:

1- Reação é quando o aluno ou participante percebe que aquele conteúdo tem a ver com ele e que pode ser útil de alguma forma, colaborando para possíveis melhorias no seu trabalho ou a ele enquanto pessoa. Refere-se a interesse e a maioria se motiva!

2- Aprendizado é quando o aluno ou participante se mostra interessado realmente, interagindo com o instrutor e demais participantes enquanto traça cenários imaginários de uso e projeção de resultados. Diz respeito a entendimento e planejamento!

3- Comportamento é quando o aluno ou participante estabelece uma experimentação e aprendizados, permitindo-se mudar para tanto. Diz respeito a vivência e validação, exigindo engajamento e persistência!

4- Resultados é quando estabelece-se aquilo que chamamos de melhoria contínua, os resultados já são percebidos e os mesmos são valorizados. Refere-se a evolução proposta pelas artes marciais como Ju-Ha-Ri, adaptando e tirando o máximo de benefícios.

Em treinamentos é preciso instigar pessoas a serem agentes de mudança, não desistirem e serem exemplo. A psicologia afirma que todo grupo humano possui lideranças ou formadores de opinião, o tempo e o sucesso de um processo de mudança depende muito do exemplo deles.

 

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Lencioni – As 5 disfunções passíveis de medir em um time

O mais famoso livro de Patrick Lencioni (2002) discorre sobre a existência de cinco disfunções a serem trabalhadas para o desenvolvimento de uma equipe de alta performance, um paradigma muito utilizado desde então, desde o meio esportivo ao de equipes em empresas.

Assim como tantas outras teorias e disciplinas que compartilho, ao convergirem aos mesmos princípios e fundamentos que balizam a formação de times ágeis, vem a corroborar metodologias e boas práticas fundamentadas em equipes auto-organizadas.

Parto do princípio de que o uso de uma metodologia ágil não garante a inexistência destas disfunções, mas um time que busca melhorar a partir dos princípios ágeis e o modelo mental cooperativo e colaborativo tende a resolver ou mitigar diariamente eventuais desvios.

É impossível não perceber o quanto cada disfunção tem a ver com princípios e fundamentos Lean, quanto a valor, auto-organização, gemba, kaizen, ainda mais se imaginarmos um time Scrum em seu ciclo contínuo de PDCL, iterativo-incremental-articulado.

Se falarmos de princípios, papéis, timeboxes, regras e artefatos, todos eles convergem para a constante pauta de uma equipe de alta performance, privilegiando confiança, confronto de ideais, comprometimento, responsabilidade coletiva e foco em entrega continuada de valor.

1. Ausência de confiança (Absence of Trust) – Confiança está no topo da pirâmide Lean do grande Samuel Crescêncio, base de qualquer princípio ágil, na transparência com realismo, inexistente se não houver confiança uns nos outros, entre os integrantes do time tanto quanto com todas as partes envolvidas e interessadas. É a base de cada reunião proposta pelo método Scrum, esperando que todos confiem uns nos outros;

2. Medo do conflito (Fear of Conflicts) – É estabelecer sempre uma saudável discussão de ideias a procura da melhor solução, base cíclica para melhoria contínua. É estabelecer objetivos comuns, fugir da zona de conforto e expressar sua opinião de forma positiva, evitar levar qualquer divergência para o lado pessoal, tanto quanto possível usar o aprendizado passado para resignificar e replanejar o futuro;

3. A falta de compromisso (Lack of Commitment) – O planejamento, a execução e resultados são comuns, coletivos, é fugir do status quo onde existe a “sua” parte e tomar consciência coletiva de que somos um time e que o resultado é a soma total de suas partes. É a base de qualquer time de alta performance, times ágeis, participar e sair de qualquer reunião com senso de pertença e compromisso uno;

4. Evitar a responsabilização (Avoidance of Accountability) – Se o resultado é de todos, se é colaborativo, cabe a cada um incentivar, apoiar, contrapôr, ajudar, questionar tudo sempre que necessário, até que a soma de conhecimentos e expertises gere a cada dia o máximo de sinergia possível. É acima de tudo relembrar o engajamento coletivo em seu máximo potencial e resultados, diferente de pressão ou imposição;

5. Falta de atenção aos resultados (Inattention to Results) – Evitar o individualismo, dispersão e desperdício, é comprometer-se do início ao fim a entrega de valor, com qualidade, de forma sustentável, mas privilegiando sempre resultados e entregas significativas. Para isso usamos ciclos iterativo-incrementais-articulados, privilegiando feedback constantes e planos de ação com foco em valor.

Em um modelo mais tradicional de liderança, a opção era estabelecer metas, métricas e monitoramento, durante décadas estabelecer pressão e exigências era a estratégia recomendada. Em Agile o investimento é no desenvolvimento de equipes e pessoas, cerne da auto-organização.

Uma tradução não literal está proposta abaixo:

1. Somos apaixonados e abertos a discussão sobre questões do time.
2. Apontamos deficiências uns dos outros de forma sincera e livre.
3. Sabemos no que colegas estão trabalhando e como contribuem para o todo.
4. Pedimos desculpas imediatas e genuínas entre nós se necessário.
5. Fazemos voluntariamente sacrifícios para o bem do time.
6. Admitimos abertamente nossas fraquezas e erros.
7. As reuniões da equipe são atraentes (não são chatas).
8. Estamos comprometido com as decisões, mesmo com inicial desacordo.
9. A moral é significativamente afetada pela incapacidade de atingir os objetivos.
10. Em reuniões, as questões mais relevantes são colocadas a mesa.
11. Nos preocupamos frente a perspectiva de não poder ajudar nossos pares.
12. Sabemos das predileções uns dos outros e estamos confortáveis em discuti-las.
13. Terminamos as discussões com resoluções e chamadas claras à ação.
14. Os membros da equipe desafiam uns aos outros sobre seus planos e abordagens.
15. O conjunto fica acima do individualismo.

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Desafio ToolBox 360º dia 05/09 das 18:30 as 20:00

Um jogo que começou inspirado em uma dinâmica para minha disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software na FACIN da PUCRS, que transcendeu para algo muito maior e melhor que eu imaginava. Acreditem, vale a pena experimentar e dar uma conferida!

Mais de 70 técnicas e boas práticas oriundas de métodos, framework e mercado consolidaram um baralho que pode se transformar em um guia de bolso para usar, desde o jogo original, em mapeamento de competências, no planejamento ou resolução de problemas.

Eu prometi que será derradeiro, a partir da semana que vem disponibilizarei uma versão enxuta que possa ser utilizada por quem quiser. Vinha enxugando a atual devido a tamanho e custos de confecção e postagem de embalagem, tabuleiro, baralho, fichas e dado.

Para se inscrever neste Play Test, clique aqui ou na imagem:

Para saber mais informações sobre o jogo, regras, play tests, palestras, oficinas e fotos – https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox/

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Scrum Setup Canvas no Agile Trends Gov 2017

Mais uma rodada de compartilhamento do Scrum Setup Canvas, desta vez na capital federal durante o Agile Gov 2017. Foi minha primeira apresentação usando como pano de fundo o Savana SCRUM, mas mantendo a pegada de diferenciação entre Go Horse e SCRUM.

Sala lotada, um bloco onde quem me precedeu foi o Allison Vale, iniciei apresentando uma das alegorias que mais curto, do Andy Glover onde o product backlog é um cesto enorme com todas as suas roupas sujas e o sprint backlog é a roupa que necessitamos para amanhã.

Valor é garantir ter a roupa adequada para seus compromissos do dia seguinte, de nada adianta lavar um cesto de cuecas ou as roupas mais caras ou as maiores ou menores, valor é ter aquela muda necessária e adequada para o dia seguinte, quer para frio, calor, longa ou curta.

SCRUM SETUP CANVAS

O mote do Scrum SetUp Canvas começa com as informações, combinações e restrições, como o tipo de máquina de lavar e secar, a capacidade de ambas, o tipo de sabão, para roupas brancas ou coloridas, se a expectativa é a entrega delas passadas e dobradas, …

Sempre trago minha maior convicção sobre o conceito de ToolBox 360º, que diz respeito a seu processo, ferramental, boas práticas, qualidade, excelência, destacando a certeza de que cada decisão acarretará ganhos ou perdas, que deverão ser transparentes e realistas.

Relembrei conceitos básicos sobre o Agilo romântico defendido por alguns e o Agila realista das grandes organizações, os conceitos básicos do SCRUM e suas variações, praticados em meio a complexidade e vicissitudes de empresas, governança de TI, PMO, GP e times.

  • Elevator Statement
  • Equipe e envolvidos
  • Aproveitamento e formato dos sprints
  • Arquitetura e Integrações
  • Indicadores e Métricas
  • Boas Práticas e Ferramentas
  • DoR (Definition of Ready)
  • DoD (Definition of Done)
  • Feriados e Férias
  • Sprint Zero
  • Reserva Técnica (%)

DESAFIO TOOLBOX 360°

Ao final dos 25 minutos, um convite ao jogo das 17:30 na mesma sala, quando 25 pessoas participaram até as 19:00 do Desafio ToolBox 360°, sempre com muitos insights, debates, argumentações e aprendizado. Tudo isso concorrendo com o happy-hour e cerveja no saguão ao lado.

SCRUM SETUP CANVAS
02/04/17 – Spoiler da minha palestra para o Agile Trends
13/04/17 – Apresentação em 25 min no Agile Trends
07/06/17 – Versão pdf tamanho A3 para impressão

TOOLBOX 360º
01/03/17 – Página Desafio ToolBox 360° / 5W2H  🙂
08/03/16 – ToolBox 360°, um guia de referência geral de boas práticas
03/04/17 – Desafio Toolbox – Agile Trends 2017 – ppt – relato

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TecnoTalks – Pais e Filhos, projetos com amor incondicional

Se você tem um case de projeto fora da caixa entre pais e filhos, comenta aqui, em breve vai rolar um evento Tecnotalks sobre este tema e espero que possamos inspirar mais e mais parcerias desta natureza … uma forma de se divertir e estreitar laços, de desenvolver potencialidades e habilidades, de compartilhar e desmistificar nosso mundo profissional a nossos pequenos.

Cito meu grande guru e exemplo, o Paulo Caroli, que com sua filha lançou o Mistério do Colégio Alipus, seu relato é uma história inspiradora, assim como o trabalho com a minha pequena, desenhista e ilustradora, a Luisa Audy com o Savana Scrum. O Jackes Heck e a filha Ana Clara na Academia Mentes Audazes tem a parceria nos workshops e vídeos, enquanto o Giovani Rodrigues pareou com o filho Henrique em competições nacionais, infantil e adulta, de bike, onde cada um deles sagrou-se campeão nos circuitos.

Paulo & Duda – http://misteriodocolegio.com/autores/
Jorge & Luisa – https://jorgeaudy.com/savana-scrum/
Jackes & Ana – https://www.facebook.com/mentesaudazes/

Estão aparecendo outras histórias legais, como a do Fausto Vanin em que o casal e as crianças lançaram juntos o https://fifu.familyo vídeo disponível no link é muito fofo.

Tem também a do Andre Streppel em uma regata integrando gerações no Veleiros, com crianças, jovens e adultos (matéria) e vídeo abaixo …  muito legal.

https://www.youtube.com/watch?v=5M0Bp2iimxE

Pais e filhos, uma relação que pode desde cedo abrir portas, desenvolver vocações, que podem ser exemplo para outros pais e filhos na criação de novos mundos em histórias, livros, filmes, blogs, teatro, coleções, personagens, desenhos, culinária, …

Se você tem uma história, compartilhe aqui e vamos somar essa energia e compartilhar com o mundo, quem sabe não acaba gerando uma coletânea em um ebook relatando cada história singular, única, como essas \o/

A seguir, fotos que representam o lançamento do livro de sucesso, as tirinhas e seus personagens, workshops e seu canal de vídeo, pai e filho em um esporte de competição:

pais e filhos 1

pais e filhos 2

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Não acredite em dogmas ágeis, seja ágil na agilidade

Ahhhh, não pode isso, não pode aquilo, só é ágil se for assim, só é ágil se for assado, as vezes agilidade fica parecendo um culto de tantos dogmas. É preciso ser ágil na agilidade, começar por algum lugar e deixar as retrospectivas gerarem a evolução desejada na velocidade possível.

Não confunda debates sobre mediadores e moderadores com a prática diária. A teoria tem a ver com crenças e argumentos, citamos gurus e boas práticas, pesquisas, erros frequentes e fatores críticos de sucesso. Na prática é um passo de cada vez, aprendendo, cada caso é um caso.

Uso como alegoria o uniforme de um time de futebol, o tal manto sagrado tem cores, brasões, o jogo tem regras, mas cada jogador possui biotipo e características que exigem ajustes, talvez uma chuteira diferente que o privilegie, especialmente em função de sua dinâmica de jogo.

A máxima é simples, no lugar de dizer que está errado ou procurar culpados, pergunte: Estamos melhorando? Melhores que 2 meses atrás? Piores que 2 meses a frente? Sim? Siga em frente sem desmerecer o esforço, evoluímos, seja positivo e apoie o time, o caminho é esse.

Sem esquecer da máxima das artes marciais – Shu Ha Ri – pois devemos no Shu começar tentando entender e escolher um método, seguir seus preceitos, para então aos poucos ir adaptando a nossas características, sendo ágeis na agilidade, para então finalmente supera-lo em resultados.

Karasek – Job Strain Model

No mestrado usei o modelo JSM de Karasek, onde pessoas com maior autonomia (controle) sobre seu trabalho (demanda), são mais felizes (satisfeitas). Queremos alta demanda com alto controle, isso é trabalho ativo. Baixa demanda gera acomodação, baixo controle gera frustração.

Acredito no modelo de Karasek, opondo-se a Taylor e Fayol, as pessoas gostam de trabalhar, sentirem-se úteis e competentes, orgulhosos em fazer a diferença. Afinal, estamos vivendo uma era de crescimento pessoal, desenvolvimento de competências, soft skills, empatia em sinergia.

Agile não é religião

Cada vez mais escuto dogmas, se o objetivo é debater métodos e boas práticas, sou parceiro, gosto de me provocar a pensar, mas algumas vezes nem discuto, porque fujo de dogmas. Não discuto com quem só tem dogmas, é porque é ou porque leu, mas não tem fatos e vivências.

Quem já interagiu comigo sabe que sou enfático em minhas convicções, tenho frases intensas, meu objetivo é desacomodar. Mas em cada implantação, cada empresa, área, equipe e pessoas possuem sua dinâmica. É preciso entendê-la para saber porquês e adaptar-se, baby steps.

Demoro um tempo para me posicionar, nunca só pela teoria, porque na prática a teoria é outra. Me ajusto à procura de um primeiro passo, sem ser disruptivo além da conta frente ao status quo, o importante é dar um primeiro passo firme e efetivo, para então irmos evoluindo.

As vezes iniciamos 100% acoplados ao método e já introduzimos boas práticas de interesse, as vezes um mínimo de boas práticas selecionadas para gerar valor no dia-a-dia e garantir algo que nos dê crédito adiante. Nenhum argumento é tão bom para seguir em frente quanto resultados …

. Não trabalhamos para o processo, é o contrário;
. Qual é a cultura da empresa? Qual o perfil dos líderes?
. Quais as restrições, exigências e expectativas reais?
. Está gerando valor? Qual a opinião de todos?
. É preciso acompanhar pessoas em sprints para entendê-las;
. Para avaliar melhor, use os cinco porquês (busque a causa);
. Não é aconselhável, vamos entender a motivação;
. Se eu penso diferente, me explica, se possível me mostra;
. Importante, o que tem aparecido nas retrospectivas?
. Não idealize, não tenha pressa demais, calma, baby-steps.

Mudança tem um tanto de Schein, Schneider, tem a ver com Tuckman e Yerkes-Dodson, impossível adotar Agile sem falar de soft skills, T shape e carreira proteana. Dá uma lida no ebook sobre teorias e modelos essenciais sobre os quais já postei, uma leitura fundamental para quem quiser entender melhor os porquês – Clique aqui para baixar no dropbox!

 

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TTalks documentação – Debates não miram receitas, mas insights

Após o TecnoTalks do dia 26/07/17, algumas pessoas me mandaram mensagens e conversaram comigo sobre suas percepções de que esperavam outra coisa do debate proposto sobre documentação, eles queriam uma palestra sobre documentação. Uma em especial disse ter saído mais cedo porque achou caótico demais, percebeu que não obteria as respostas que procurava, um passo-a-passo.

Mas o formato quebrando em pequenos grupos para gerar debates e compartilhamentos finais entre eles era o objetivo desde o início quando propus um debate. Já temos receitas de bolo demais, métodos, frameworks e boas práticas, ao procurar mais uma receita de bolo, só o que acharemos é mais uma entre várias. Temos passo-a-passos em palestras, quando alguém apresenta ou resume um tema, como documentação por exemplo.

Um debate serve para nos tirar da zona de conforto, sua missão é o confronto de ideias, somente será um sucesso se seus participantes tiverem que se virar nos 30 para desenvolver suas argumentações. Pode debater aspectos teóricos ou ter base prática de seus debatedores, mas sua natureza é o debate. Documentação, por exemplo, é documentação de valor, conforme contexto, necessidade e valor que agrega.

Além de métodos, frameworks e processos, já há receitas e dogmas demais, tradicionais e ágeis. O que pesa mesmo são valores e princípios, de resto, cada vez mais acho que inexiste projeto ágil ou tradicional, existem projetos, apenas projetos bem ou mal gerenciados conforme a necessidade, não existe documentação ágil ou tradicional, o que existe ou não é documentação útil e efetiva, adequada a necessidade e realidade.

Dito tudo isso, a chave-mestra é Lean, é potencialização de valor e eliminação de desperdício em equidade, iniciando em algum lugar e melhorando continuamente, debatendo o que acontece no mundo, em outras empresas, seus acertos e erros, aprendizado vicariante, para então construir sua própria história … sem tantos dogmas, tabus e maldições.

Sobram operários e faltam filósofos na era do conhecimento
Poiesis, a arte da criação, da construção, do ser criativo

Os parceiros da noite na facilitação foram a Karina Kohl e o Vladson Freire, os dois deram uma aula de facilitação de um debate:
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A seguir os vídeos do debate sobre documentação no TTalks de 26/07 as 19:00, para a maioria foi uma oportunidade para debater, argumentar, refletir, colocar em cheque ou re-significar suas crenças sobre o assunto. Para mim, uma noite incrível de provocações, com dezenas de parceiros de viagem, muitos amigos, colegas e conhecidos de estrada. Pretendo fazer outro post mais adiante, mas por enquanto esse