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10/05 – Debate sobre BDD entre especialistas

“Behavior Driven Development ou Desenvolvimento Guiado por Comportamento é uma técnica de desenvolvimento Ágil que encoraja colaboração entre desenvolvedores, setores de qualidade e pessoas de negócios. Proposto em 2003 por Dan North como uma resposta à TDD (Test Driven Development ou Desenvolvimento Guiado por Testes). Para tanto, desenvolvedores usam uma linguagem ubíqua que abstrai a tecnologia e foca no comportamento desejado.”

Quem foi, participou do debate e isso trouxe diferentes perspectivas e opiniões. A seguir um post muito legal do DevMedia sobre Behavior-Driven Development na plataforma .NET – https://www.devmedia.com.br/behavior-driven-development-na-plataforma-net/33372

Os debatedores possuem variados projetos que acumularam diferentes experiências no uso de BDD, o que permitiu o compoartilhamento de muito aprendizado vicariante, com seus acertos e erros em diferentes contextos, clientes, tecnologia e equipes.

1. Post do Dan North de 2006 com uma introdução e status do BDD – https://dannorth.net/introducing-bdd/

“Comportamento” é uma palavra mais útil que “teste”
O JBehave enfatiza comportamento ao longo do teste
Determine o próximo comportamento mais importante
Requisitos são comportamento também
BDD fornece uma “linguagem ubíqua” para análise
Critérios de aceitação devem ser executáveis
Nomes de métodos de teste devem ser frases
Um modelo simples de frase mantém métodos de teste focados
Um nome de teste expressivo é útil quando um teste falha”

2. Post do Dan North apresentando a relevância do uso de histórias do usuário – https://dannorth.net/whats-in-a-story/

“O desenvolvimento orientado por comportamento usa uma história como a unidade básica de funcionalidade e, portanto, de entrega. Os critérios de aceitação são uma parte intrínseca da história, definem o escopo de seu comportamento e nos dão uma definição compartilhada de “feito”. Eles também são usados ​​como base para a estimativa quando chegamos a fazer nosso planejamento. Mais importante ainda, as histórias são o resultado de conversas entre as partes interessadas do projeto, analistas de negócios, testadores e desenvolvedores. O BDD é tanto sobre as interações entre as várias pessoas no projeto quanto sobre as saídas do processo de desenvolvimento.”

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19/05 as 14:00 tem Workshop Toolbox 360º

No dia 19/05, um Sábado das 14:00 as 18:00 vou realizar um workshop sobre TOOLBOX 360º, o investimento é de apenas R$100, recebendo em troca um kit do jogo com o tabuleiro e um baralho em gramatura 300 com 83 boas práticas … instrumento suficiente para o Team Building Game DESAFIO TOOLBOX e para a execução da técnica TOOLBOX WALL, ambos com foco em aprendizado e desenvolvimento de novas competências. As vagas são limitadas e por isso as inscrições em http://bit.ly/wstoolbox1 dependem de confirmação.

Este workshop já foi realizado em alguns eventos e empresas, a seguir algumas fotos:

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Projetos de Games? Christian Likawka / Rockhead Games

Convidei o Christian Likawka da Rockhead Games para dar um overview sobre projetos de games aos alunos da disciplina de gerenciamento de projetos do curso de Sistemas de Informação da Escola Politécnica da PUCRS no dia 04/05/18 as 19:30.

O resultado foi uma super-aula sobre projetos de games, estratégia, mercado, como iniciar, com a experiência como professor no programa de pós-graduação, ele ofereceu uma visão 360º deste segmento a partir de sua exitosa carreira.

Na medida que ele ia falando, fui registrando tópicos, tags, dicas, fases, etc, colei as fotos deste registro logo após o vídeo, apenas para efeito de marcação, pois garanto que o vídeo vale cada segundo, ele dá muitas dicas legais para quem tem interesse ou curte games.

O registro de dicas e bullets da narrativa a medida que ele ia falando está logo abaixo, inclusive as dicas de sites e links:

Quer saber mais sobre a Rockhead? http://gamereporter.uol.com.br/rockhead/

Quer saber mais sobre o Starlit Adventures? http://starlitadventures.com/

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Insights no Learning 3.0 Camp na Trinca – Abril/2018

Imagine uma imersão de 16 horas com o mineiro Yoris Linhares, em dois blocos de 8 horas sem a pressão usual de conteúdo programático, mas proporcionando uma dúzia de dinâmicas facilitadas “também” pelo facilitador, mas principalmente pelos participantes.

Uma edição de luxo, contando com grandes parceiros de outros eventos e comunidade, como a Mayra, o Motta, a Claudinha, a galera da TRINCA, uma turma excepcional pela riqueza de conhecimentos e vivências que compartilham compulsivamente  \o/

Há uma espinha dorsal alinhavada pelo Alexandre Magno, mas o maior valor foca no aprendizado em 360 graus, N x N, onde a cada momento todos propõem técnicas, dinâmicas, abordagens e trocam experiências.

  • Learning 1.0 – O processo e o conteúdo é unilateral;
  • Learning 2.0 – O conteúdo é unilateral e o processo compartilhado;
  • Learning 3.0 – O processo e o conteúdo é compartilhado.

Não vou compartilhar aquilo que já está no blog, inclusive o Canvas e muitas das técnicas discutidas, mas algumas técnicas e conceitos que eu ainda não tinha aqui no blog nem no livro eu listo a seguir, algumas delas provavelmente merecerão daqui a alguns dias um post só pra elas após algum estudo e talvez uma prática. Várias delas são usadas com variações ou com outra abordagem, mas esta flexibilidade é a maior riqueza de domínio para um facilitador:

1. LEARNING MOSAIC

Um mural que inicia com um postit para cada participante, podendo ser usado o icebreaker em que desenhamos coletivamente cada um de nós, um traço com cada “colega”. Ali no mural cada um vai incluindo suas expectativas e seus aprendizados com postits menores ao redor de sua imagem, compondo um mural cumulativo, que inicia com algumas expectativas e vai incrementando com aprendizados na medida em que o Camp vai evoluindo. Cabe ali modelos, dicas de livros, técnicas, boas práticas, networking, insights, oportunidades, etc.

2. A BANHEIRA DE TAYLOR

Foi apenas um comentário, mas achei resenhas do livro de Niels Pflaeging – “Organize for Complexity” (2014). Muitas organizações ainda mantém paradigmas semelhantes ao que Taylor defendia no início do século XX. O termo “banheira” remete à forma do gráfico sobre o mindset mais dinâmico, artesanal e adaptativo no século XIX e colaborativo e adaptativo no século XXI,  tendo no meio (século XX) um período de grande demanda e baixa concorrência, com foco na oferta, hierarquia, repetitividade e previsibilidade. Niels afirma que no século XXI não é possível manter o mesmo mindset Tayloriano sem pôr em risco a sobrevivência das empresas.

3. PROBLEM PITCH

Uma espécie de notação para declaração de problemas, assim como em User Stories, é possível gerar maior assertividade se ao declararmos um problema usarmos a notação, apresentada como arquétipos – <Papel> <Emoção> < Ação> <Motivo>. Como pode ser exemplificado em “Como integrante de um time ágil, fico perdido e chateado, quando repriorizam algo sem esclarecer e debater o porque da mudança, benefícios e ônus”. Assim como em uma User Story, a notação padronizada nos oferece a disseminação de uma técnica que colabora para uma comunicação mais objetiva sobre problemas e oportunidades, para então priorizá-las.

4. APRENDIZAGEM em 70:20:10

Os pesquisadores McCall, Eichinger e Lombardo propuseram um modelo de aprendizagem identificado por 70:20:10, materializando o que grandes pensadores já haviam proposto, mas que as pesquisas apontaram uma proporção, onde apenas 10% de nosso aprendizado vem de cursos e teorias a nós apresentadas, 20% seria fruto de aprendizado vicariante, fruto da interação com outras pessoas e o conhecimento de suas experiências, enquanto 70% é resultante de suas próprias experiências. Trata-se de um modelo que podemos sustentar por outros estudos, como o aprendizados experiencial de Kolb e no aprendizado vicariante de Bandura.

5. EXPOSIÇÃO DE TÉCNICAS

Uma dinâmica muito produtiva foi o desafio que cada um de forma independente desenhou ou registrou em folhas as técnicas que utilizava para resolver problemas, para aprender novas técnicas, para criar novas soluções. Cada participante montou nas paredes uma exposição de técnicas, as quais foram apresentadas e discutidas rapidamente, cada um compartilhando suas origens, motivações, experiências e resultados com cada uma delas. O resultado foi a obtenção de vários insights, variações e cenários em que cada técnica seria útil e valorosa para aproveitar ou resolver diferentes tipos de desafios.

6. TATAKI DAI (Japão) ou DISPUTATIO (Latim)

Uma variação do Team Building Game de Tribunal, onde foi proposto um tema – “Quais as dicas para o desenvolvimento de uma Aprendizagem 3.0” – de forma que cada um listou suas principais percepções para que alguém ou grupo implemente um ambiente de aprendizado 3.0. Na sequência, cada integrante apresenta de forma aleatória algumas destas dicas e todos os demais tentam encontrar justificativas do porque aquela dica não geraria valor, seria inviável ou incerta. Diferente da técnica de Tribunal, ao invés de papéis de defesa e acusação, temos uma pessoa apresentando um tópico e todos os demais contrapondo.

7. MOODBOARD

Outra citação casual que valeu a pena ir atrás e conhecer um pouco mais, em agências, o Moodboard ou “Quadro de Atmosfera” é uma boa prática para a materialização visual de um mural de referências visuais que pretende assim gerar um conceito visual (Look & Feel) para nosso projeto. Uma ferramenta frequentemente usada por designers para criar uma identidade com o projeto, uma atmosfera de empatia. Já usei este conceito em vários times, sem saber que tinha um nome, não só em relação a projetos, produtos ou negócios, mas em eventos, datas especiais e relacionamento em comunidade.

8. HYPER ISLAND

Ao discutirmos sobre User Experience, venho a tona a referência da Hyper Island como referência em design, uma IDEO Sueca, criada em Estocolmo e que espalhou centros de aprendizagem e de consultorias em todo o mundo mundo, incluindo o Brasil. Programas e cursos educacionais para imersão de jovens talentos e profissionais da indústria e Consultoria em Inovação Empresarial para aumentar a compreensão de como a era digital muda a sociedade e o comportamento do consumidor – e apoiar as organizações no processo de mudança de permanecer ou se tornar criativo e competitivo em um mundo cada vez mais digitalizado.

9. TÉCNICA DE FEYNMAN

o Prêmio Nobel de Física de 1965 foi Richard Feynman, que metodizou e compartilhou sua técnica para ajudar a rapidamente entender qualquer tema. Uma pessoa que se destacava pela capacidade de sintetizar de forma muito assertiva temas complexos, propôs quatro passos para esta habilidade – Inicie entendendo o conceito e origem daquilo que quer explicar, tente criar uma definição clara e acessível a seus interlocutores, compartilhe e revisite tudo o que sabe e refatore sua definição melhorando-a, finalmente o desafio é tornar esta definição o mais enxuta e simples possível – na arte de explicar o complexo de forma simples!

10. FLUXO DE APRENDIZADO

A essência do fluxo de aprendizado é primeiro Problematizar, Criar Sentido e Compartilhar de forma iterativo-incremental-articulada, melhorando a cada ciclo, baseado em pesquisa, conexão e prática. Vários exercícios durante os dois dias seguiram esta receita, começando sempre pela discussão e entendimento do problema para então gerar empatia e sentido a este entendimento, de forma que ele possa ser compartilhado. O que também nos levava ao Manifesto do Learning 3.0:

A facilitação do Yoris Linhares é uma aula de facilitação, um papel as vezes mal entendido que ele exercita com maestria, baseado em empatia, oportunidade, com foco em valor em co-criação … no fundo é uma aula de humildade, onde o esforço permanente é ter como protagonista TODAS as pessoas e a interação entre elas.

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Clube do Livro TOTVS, uma ideia a ser seguida

Tive o prazer de ser convidado a interagir com a galera do Clube do Livro da TOTVS, convite feito pela Claudia Montagnoli, especialista em Gestão de Serviços e Governança de TI na TOTVS SP e que tudo fez para que a experiência fosse ótima para todos.

A iniciativa é recente e a adesão a cada reunião é presencial na sala em SP e até 40 participantes remotos, os relatos que recebi são muito bacanas, o livro anterior do clube foi “Scrum – A Arte De Fazer o Dobro do Trabalho na Metade do Tempo” do Jeff.

Segundo a wikipedia – “Clube do Livro é um grupo onde pessoas se encontram regularmente para discutir sobre um livro que acabaram de ler, expressando suas opiniões, críticas, etc. Comumente, membros de clubes do livro encontram-se em suas casas, livrarias, cafés, restaurantes, … há também versões online.”

“Empresa brasileira de software, serviços, plataforma e consultoria e está entre as maiores desenvolvedoras de sistemas de gestão integrada do mundo”, multinacional presente em 41 países, com orgulho, nossos vizinhos no prédio 99A, estamos no 5º andar e eles no 12º … essa é a força do ecossistema TecnoPUC.

Com bastante antecedência recebi o convite e alinhamento, uma semana antes testamos a conexão pelo excelente software da CISCO para videoconf – WEBEX. Desde o início a Claudia foi cuidadosa nos mínimos detalhes, abriu a oportunidade para questionamentos prévios, gerando interação, o que me permitiu entender melhor algumas dúvidas e pontos de interesse.

A experiência foi gratificante para mim, o tempo foi bem curtinho, acompanhado do colega Éder Hamermüller, uma hora porque quintas e sextas eu tenho meus alunos na Escola Politécnica da PUCRS, mas provavelmente deve ter gerado pano pra debates acalorados a seguir, acho que dei motivos 🙂

Iniciativas como essa devem ser incentivadas, pois agregam valor ainda maior a leitura, quer seja de livros, artigos, pesquisas, potencializadas pelo debate e mais ainda pelas derivações resultantes de diferentes visões e vivências.

Sem palavras por terem escolhido meu livro Scrum 360° para uma destas rodadas, mas feito o convite aproveitei para enfatizar ainda mais a dimensão humana, racional e emocional, que resulta em uma curva cognitiva crescente.

Foi possível aproveitar cada minuto para provocar reflexões, nosso papel enquanto agentes de mudança, sempre pautando Pareto, sem idealizações, mas Kaizen, contando com combinações e retrospectivas gerando micro-planos de ação.

O papel das métricas e indicadores, princípios intrínsecos a ritmo ou cadência, seguindo um fluxo contínuo de DoR/DoD de forma a termos não só fluides, mas a busca por um fluxo de alta performance cadenciado e sustentável.

Foram mais de 80 participantes, entre presenciais e conectados, por isto o GDrive usado para perguntas e respostas entre todos será mantido por mais 30 dias com o objetivo de instigar o máximo de interação.

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Se por acaso tiver interesse no livro, está lá na Casa do Código.

A Cláudia ao final fez uma provocação sensacional, relembrando uma antiga propaganda da Pirelli em que o mote era: “Potencia não é nada sem controle!” … fica aqui para fazer pensar, é bem curtinha e deixa um bom debate subliminar:

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Learning 3.0 Camp – POA 28 e 29/04

Nos dias 28 e 29, um final de semana de imersão no Learning Camp aqui em Porto Alegre. Lembro que participei de uma oficina sobre Learning 3.0 canvas em 2012 com o Alexandre magno, eram os primeiros passos de uma extensa plataforma criada por ele para gestão do conhecimento, resolução de problemas e otimização da energia empregada no nosso cotidiano x resultados.

Compartilho das mesmas crenças que norteiam o Learning 3.0, questiono muitas empresas que investem em consultores, cursos e certificações de frameworks, mas esquecem de investir em seus facilitadores para a construção de um ecossistema que aprende, que buscam seu auto-conhecimento e melhoria contínua. A solução derradeira é investir em uma empresa que aprende.

Inscrições em – https://www.eventbrite.com.br

Yoris Linhares – https://www.linkedin.com/in/yorisls/ – Learning and Organisational Agility Facilitator. Sharing and learning about product development, management and innovation. Learning 3.0, Lean Inception, and Management 3.0 facilitator.

Valerya Carvalho – https://www.linkedin.com/in/valerya-carvalho – Finance Executive with solid experience in the Finance, Controlling and Administration, with strong performance in strategic and operational management. I’ve worked for national and multinational companies. In my experience, I have had an outstanding performance in seeking new business opportunities while focusing on the value added.

Na dúvida em fazer uma imersão de 2 dias? Então da uma olhada no vídeo:

Alexandre Magno em 2015 sobre a origem da construção da sua plataforma: “O mundo está mudando em um ritmo mais rápido do que nunca. Novos conceitos e técnicas para todos os tipos de trabalho estão continuamente surgindo, e tudo isso precisa ser aprendido rapidamente. O problema é que, se temos visto uma (r)evolução em diversas áreas, como Management, Marketing, Organizational Design, Business e Software Development, o mesmo não pode ser dito para o campo de Learning. Profissionais, times e empresas continuam tentando aprender novos conceitos através de métodos antigos, e assim se limitam à teoria, não conseguindo leva-los ao ‘mundo real’. Learning 3.0 atualiza conceitos, apresenta histórias e discute cenários que nos farão refletir sobre o papel que a aprendizagem exerce em nossas vidas. Saiba mais sobre o Learning 3.0 neste Test-Drive com Alexandre Magno.”

O Learning 3.0 me lembra fortemente as diferentes teorias que curto e estudo sobre aprendizado organizacional, profissionais, interação, protagonismo. Me traz a mente o modelo hipertexto proposto por Takeushi e Nonaka, onde temos três dimensões organizacionais, a formal, a de equipes ágeis, além da dimensão de gestão do conhecimento. Tem a ver com modelo SECI e Conceito de Ba, o difícil é escolher quem fará para então replicar e fazer rodar.

Todo facilitador poderia fazer estes cursos para colocar em cheque sua percepção de aprendizado, quer significativa, experiencial, construtivista, com um tanto de Maiêutica e Poiesis  🙂  Lembro de meus posts reivindicando mais filósofos nas organizações, que questionem, que debatam, que facilitem a convergência em soluções e resultados … Pense nisso! Eu acredito que o interesse maior destes workshops deveria ser das empresas, preparar seu pessoal para construir ecossistemas de aprendizado.

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O business do Agile é um desserviço e as vezes me tira do sério!

O mercado é engraçado, por isso é preciso usar um filtro “anti-Lord Becket”, porque muitas vezes é “apenas um bom negócio”. Com frequência, críticas e polarizações servem apenas para a venda de novos cursos, certificações, consultorias, produtos e serviços.

A bola da vez é palestrar dizendo que o Agile dos outros está fora de moda e não serve, é preferível negar, maquiar e “inovar” no nome ao invés de pensar multi-modal, porque ganha-se mais dinheiro e mais rápido se disser que é diferente de todo o resto.

Dizer que os outros estão errados é só um bom negócio, desdenhar o anterior e dizer que o seu é a nova solução usando frases de efeito é tudo o que as pessoas querem ouvir, porque sem isso teriam que persistir, experimentar, aprender, tomar decisões e melhorar, e aprender dá trabalho.

Polarizar tudo que é “diferente” do seu é tão risível quanto defender uma única solução para tudo, quer seja Lean, Scrum, SAFe, XP, Design Thinking, PMBOK. Nem o Biotônico Fontoura nem Bombril conseguiram, o biotônico não coloria cabelo e bombril não servia para Tefal  🙂

um-bom-negocio

Jamais implantei só Scrum, Kanban ou XP em qualquer empresa, porque Scrum pode ajudar na gestão de projetos, Kanban ajuda na gestão visual de fluxo, XP ajuda nos aspectos de excelência e engenharia, enquanto na essência Lean é o pai de todos.

Sei que sou um tanto polêmico, ácido, odeio super-heróis, super-receitas, especialmente histórias da carochinha, não existe roteiro mágico, temos que arregaçar as mangas, entender e sincretizar Agile, Design Thinking, Lean Startup, PMBOK, art of hosting, SECI, Kotter, OKR, …

Sim, precisamos escolher um framework-base entre tantos, para então vivenciar e melhorar com técnicas e boas práticas a cada retrospectiva (ou como quiser chamar). O engraçado é que muita gente chega a omitir e trocar o nome de técnicas para poder se diferenciar, o diferente vende!

Multi-convergência metodológica 🙂

Compartilho minha crença em multi-convergência metodológica desde 2012, por isso não aceito participar de debates fake sobre Scrum x Lean x Kanban x XP x SAFe x PMBOK … Se parar para olhar, sempre são tendenciosos, tem segundos interesses, comerciais ou egocêntricos.

Eu acredito em um AGILE Multi-modal, onde as condições existentes em relação ao negócio, produto, projeto e tecnologia estabelecem uma melhor combinação de metodologias, jamai$ $igo por conveniência a$ modinha$ que estabelecem a$ condiçõe$ de certo e errado no mercado.

É preciso evoluir sem destruir tudo de bom que somos e construímos, tanto que não uso mais o acrônimo PDCA, mas PDCL (Act foi substituído pelo Learn). Mudança não é ruptura, é melhoria, por isso a base é “melhoria contínua”. Negar quem somos é o primeiro passo do fracasso.

Lei da Oferta e Procura 😦

Se tem quem pague, sempre haverá gurus do NOVO, negando tudo o que se tem como substrato de experiências e aprendizado só porque não segue a sua cartilha, quer porque não usa WIP, porque não usa metáforas, é contra Releases e contra a daily, logo, ele o novo é seu salvador!

No fundo, eles são contra ou não confiam na sua capacidade cognitiva, pior, não acreditam em Agile ou em aprendizado coletivo e cumulativo, em Kaizen, menos ainda Gemba, suas frases são de que o que você faz é desperdício e errado, exceto eles e o seu NOVO.

Eu tenho evitado ir em eventos repletos de coachs e consultores que ganham a vida vendendo frases de efeito e histórias da carochinha, me incomoda esse showbiz de figurinhas repetidas. Alguns deveriam trabalhar em Hollywood, como roteiristas, atores ou em marketing.

Eu entro pela porta deixando claro que não sou protagonista, sou alguém que teve a chance de vivenciar este processo em muitas empresas, então meu papel é provocar, incentivar, não é ser álibi nem bengala, é incentivar pessoas a assumirem o papel de agentes na sua mudança.

Acredite no modelo SECI, faça Kaikaku, mas a cultura deve ser Kaizen

A seguir alguns posts recentes, neste blog tem quase mil deles sobre Agile, GC, Carreira, Cultura, Pessoas, Team Building Games e Toolbox:

1. Defendo o protagonismo das pessoas da empresa, dos times, Gemba, o papel do Coach é ser a manivela e não a gasolina, se fez um bom trabalho, as pessoas assumirão o protagonismo – https://jorgeaudy.com/2017/01/12/uma-alegoria-poetica-e-dura-para-agile-coachs/

2. Mudamos porque o mundo deu muitas voltas e sempre oferece novas opções, porque a inventividade humana proporciona isso. Evite investir na síndrome do super-herói, eles são a antítese do coletivo e melhoria contínua – https://jorgeaudy.com/2017/11/19/toolbox-wall/

3. Quem diz que só pratica um método ou framework, quer seja Scrum, Kanban, XP, Lean ou PMBOK é muito ingênuo, tendencioso, malandro ou mentiroso – https://jorgeaudy.com/2015/05/04/multi-convergencia-metodologica-e-o-melhor-caminho/

4. Tem cada vez mais gurus da nova era, que fizeram um curso e resolveram vender com frases de auto-ajuda de rodoviária, visionários “Cazuza” com “um museu cheio de grandes novidades” – https://jorgeaudy.com/2017/01/11/se-for-so-um-bom-negocio-ajuste-e-melhore/

5. Antes de reclamar que mexeram no seu queijo, tente entender que o queijo não é seu, tentar maquiar pseudos-culpados ou inventar pseudo-polarizações não vão garantir seu estoque por muito tempo – https://jorgeaudy.com/2017/02/12/pmbok-e-agile-quem-mexeu-no-meu-queijo/

Reflexão postada nas redes: O esforço em se destacar fazendo o oposto que pregamos é um desserviço. Todos os modelos contemporâneos alimentam-se na essência do Lean, em auto-conhecimento, PDCL, persistência em experimentação e aprendizado, melhoria-continua. Então … partir do principio que “o meu Agile é melhor que o de vocês” é risível e apesar de vender bem porque vai de encontro ao que os incautos buscam, depõe contra a inteligência e capacidade cognitiva deles. O queijo do mercado era polarizar entre Agile e PMBOK, agora que isso saiu de moda, a polarização mais rentável é negar de forma tendenciosa um ou todos os outros modelos, teóricos ou vigentes, para destacar o seu de forma “espetaculosa”. Para eles, um deles, Scrum, XP, Lean, Design Thinking, Kanban, etc … é a única e singular solução possível, o restante é diferente e inviável!