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Universidade Corporativa não é só para os grandes

Universidade Corporativa é “qualquer entidade educacional que estabeleça-se como uma ferramenta estratégica, projetada para auxiliar uma organização, focada nas formações específicas de seus líderes e colaboradores, sintonizada a seus interesses, objetivos e estratégias” – wikipedia.

Algumas das mais conhecidas Universidades Corporativas no Brasil são de empresas públicas, mas há cases no Brasil e mundo afora de universidades corporativas de grandes empresas, há décadas investindo no desenvolvimento de cursos de gestão, liderança e outros temas estratégicos.

O objetivo não é titulação, mas aprimoramento estratégico de hard e softskills desejados pelas organizações em seus quadros. A iniciativa pode ser própria ou desenvolvida em parcerias com instituições educacionais, um modelo que tradicionalmente exige grandes investimentos.

Pense bem, no século XXI, ano de 2020, milhares de cursos online de mínimo custo, nada impede que qualquer empresa, só ou em parceria, faça ou consuma aproveite trilhas a partir do que existe na web e pela geração de spots de videos ou podcasts sobre temas de interesse.

Antes de argumentar, alguns links após segundos de pesquisa no Google:

  • TED, por um mundo melhor e mais sustentável
  • 99U, uma grande variedade de vídeos educacionais
  • Coursera, uma plataformas de educação gratuíta
  • OEB, o Open Education Base tem milhares de aulas
  • AE, a Academic Earth oferece vídeos de universidades
  • Quora, comunidade aberta com milhares de tópicos
  • Gutemberg, o projeto disponibiliza milhares de livros
  • Wikiversidade, a versão educacional da WikiPedia
  • Duolingo é um site de ensino de linguas gratuito
  • Udacity é um site de aulas, diferentes matérias e campos

Qual o valor, o custo x benefício de uma boa curadoria web de conteúdos disponiveis na web e próprios, talvez uma plataforma com cursos, videos, podcasts, artigos, com agregação de comentários, contribuições, anexação de mídias variadas, …

Desta forma, pequenas e médias também poderiam ter sequências recomendadas de treinamentos e estudos de forma mediada, registrada e avaliada, fomentando o aprendizado organizacional a partir de seu nível mais essencial.

Muito se diz do imenso volume de conhecimento gerado a cada minuto, também sobre a (falta de) integridade ou confiabilidade de grande parte deste volume. Infelizmente, por outro lado, muitas empresas parecem perpetuar seus problemas aguardando poder contratar cursos famosos e onerosos.

Garimpar o que tem de bom no universo de possibilidades na web, pagos, freemium e abertos é uma arte acessível a todos e onde todos ganham … o importante é pensar Lean, baby steps, é praticar constantemente o desapego pelo ideal e gerar valor incremental …

O acesso cada vez maior à tecnologia permite hoje que informações de toda sorte cheguem até nós das mais diferentes formas. Num momento em que todos podemos ser, ao mesmo tempo, leitores e autores, surge a necessidade de saber selecionar no meio do caos aquilo que, de fato, tem relevância e credibilidade. Afinal, em que prestar atenção? O que realmente importa? Mario Sergio Cortella e Gilberto Dimenstein levam a debate nesse livro a ideia de curadoria do conhecimento. Em bate-papo instigante, eles apresentam esse novo conceito e iluminam vários aspectos de nossa cidadania. Pois, como apontam aqui, a formação continuada para a prática da curadoria, isto é, da socialização e mediação dos saberes, torna-se fundamental nesta nova era, seja nas escolas, seja nas empresas ou nos meios de comunicação, como forma de empoderamento do indivíduo.

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Sociogramas e Grafos para ajudar na modelagem de times

A partir de um comentário e sugestão do Alexandre Ramires em um post em que eu compartilhava uma técnica de mapas visuais para questões demográficas, me interessei por descobrir mais sobre sociogramas. A situação é como criar mapas mentais e descobrir Ausubel e Aprendizagem significativa … algumas coisas ganham novo sentido, resignificam-se  \o/

Já na primeira busca e leituras, encontrei um artigo debatendo sociogramas (sociologia) e grafos (computação e matemática), propondo maior padronização e legibilidade a diagramas sociais e por isso decidi compartilhar. Dentre as técnicas e origens, um ponto de atenção à auto-avaliação sociométrica, afeita aos workshops de Team Building.

Um sociograma (Jacob L Moreno) é uma técnica que apresenta diagramaticamente as relações entre os atores de um grupo, permitindo visualizar as relações de afinidade, subgrupos e identificar as pessoas mais influentes(líderes sociométricos). Usual na sociologia, analisa as relações e grau de coesão uns com os outros e com o sistema.

A teoria dos grafos (ninguém menos que Leonhard Euler) é um ramo da matemática que estuda as relações entre os objetos de um determinado conjunto, onde temos um conjunto de objetos denominados vértices (ou nós) e um subconjunto de pares não ordenados de vértices como arestas (Edges – arestas).

Não estou propondo usar grafos em nossos sociogramas, mas sugerindo a leitura sobre uma teoria que nos enriquece e pode gerar insights e mixagem, aderente a minha paixão pelo modelo dos quatro estágios do aprendizado/competências e pela teoria da capacidade de absorção, onde conhecimento nunca é demais e pode gerar outros conhecimentos.

Na teoria dos sociogramas há técnicas de minimização de cruzamentos e/ou simplificação, a seguir alguns exemplos práticos, inclusive com alguns fundamentos de grafos, com direção na ligação, que também pode ter um número indicando força, que assim pode reduzir o números de setas por uma só com um índice (número original de setas).

Uma dinâmica típica da sociologia é fazer três perguntas a cada integrante, de forma que as respostas sejam confidenciais analiticamente, mas não sinteticamente, através de um sociograma – (1) Quem do grupo levaria para ajudá-lo em uma ilha deserta? (2) Quem do grupo você escolheria para ajudá-lo a organizar um grande evento? (3) Se sorteado, quais os colegas que você convidaria para uma viagem com tudo pago?

Em oficinas de Team Building, todos do time e outros papéis inter-equipes envolvidos debatem e modelam o seu diagrama de equipe (sociograma), como melhor lhes é legível em suas relações, gerando por vezes gráficos circulares, hierárquicos, horizontalizados, … a diferença é que no lugar de bolinhas, uso postits grandes ou folhas A5 com o nome, imagem e perfil dos integrantes ou posições, como nos exemplo recentes em Dezembro de 2019.

Lendo sobre sociogramas e grafos abre-se novas possibilidades de facilitação e resultados práticos, evitando-se questões formais em demasia, creio que é possível enriquecer meus mapas (sociais) intra e inter-times com Arestas (linhas) e informações pertinentes ao fluxo de trabalho ou processo:

No meu entendimento, quando facilito e ajudo a construir sociogramas me baseio em mapas mentais, mas poderiam com um estudo maior sobre sociogramas e grafos talvez propor reflexões e artifícios adicionais que ajudem a materializar os tipos de relações existentes, eventuais fluxos formais ou informais de trabalho, intra e inter-equipes, lideranças, parceiros.

Creio que tem muito potencial cruzar grafos, sociogramas e team building, na medida certa pode potencializar os bons resultados que atingimos em oficinas para modelagem de grupos (Team Building), o desafio é não introduzir nada complexo ou formal demais, mas ludificar alguns dos conceitos que demonstram as ligações intra e inter-grupais …

Se não aprimorar as técnicas já utilizadas, pelo menos será uma leitura bem interessante, daquelas que nos agregam boas referências conceituais … Voltaremos … enquanto isso, bom 2020 a todos!

 

 

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2020, ano novo com baralhos novos – Toolbox e Jogos

Não acredito mais em livros para compartilhar conteúdos que são modulares, passíveis de serem reagrupados, versáteis o suficiente para montar murais, jornadas, … dezenas de possibilidades conforme nossa criatividade.

A partir de agora não tenho mais livros, mas baralhos de TOOLBOX 360° e JOGOS 360°, cartas e tabuleiros ampliados, ainda mais úteis, fruto dos últimos meses de workshops, muitos feedbacks e aprendizados.

Um trabalho em equipe, a Luisa com sua arte, a Marinês com sua experiência em design, o investimento foi de 14k em gráfica e muito mais em tempo, preliminares, editoração, protótipos, bonecos, arte, editoração e atividades apaixonantes.

O valor até Março continua o mesmo da edição de 2019, R$100,00 (cem reais) já com o custo de correio, é só mandar um email para toolbox.audy.360@gmail.com com nome, endereço completo e qual o kit que deseja receber.

JOGOS 360° em tabuleiro e baralho

O tabuleiro do JOGOS 360° é tamanho A3, dobrado ao meio, com frente e verso coloridos, de um lado temos um grande guia de possibilidades com espaço para marcação e possibilidade de uso de postits para apontamentos, no verso temos o meu canvas de mapeamento de jogos, desde a oportunidade/missão a sua organização e execução.

O baralho vem com quase o dobro de jogos que o livro, 130 icebreakers, warmups e agilegames, cada carta possui um QRCode que nos leva para o blog em um artigo mais detalhado sobre uso e com a possibilidade de comentários e contribuições, interagir comigo sobre detalhes, variações, material preparatório e muito mais.

TOOLBOX 360° revisado e ampliado

O baralho vem com quase o dobro de jogos que o livro, experimentando um legenda de uso, em dimensão ampliada, de forma que seja possível montar os murais com as próprias cartas em uma proporção ideal, consequentemente o tabuleiro ficou maior que uma A3, o que exigiu um trabalho de design muito legal da Marinês, agora com duas dobras.

Assim como o de jogos 360°, atingiu a marca de 130 dinâmicas e boas práticas, sem filtros ou preconceito, em suma é o que eu como consultor uso em um ano típico na DBServer, as legendas possuem ícones de Estratégia, Ideação, Planejamento, Execução, Monitoramento e Aprendizado, uma devolutiva a pedidos de quem já usa e queria dicas de uso.

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Replicação de eventos – uma experiência de grande potencial

Um colega venho falar sobre o post anterior sobre lições aprendidas e gestão do conhecimento, curioso por onde começar, há várias formas, top-down, bottom-up, middle-out, centralizado, orquestrado, em algumas empresas é meio caótico, mas igual, todos ganham se começarem por algum lugar, por ex: Programa de replicação!

Um pacto ou política para replicação de eventos é simples e fácil de aplicar e oferece uma degustação impactante através do valor gerado pelo compartilhamento de novos conhecimentos a partir da participação em um evento, elevando-o do individual para o fomento de uma cultura de aprendizado organizacional.

Caso hipotético #1 – Em algum lugar do passado, o colaborador J solicita a sua chefe, Srta T, inscrição, viagem e hospedagem para ir a um ótimo evento em Buenos Ayres, ele vai, assiste palestras, workshops e participa de debates. Ao retornar, passa pela Srta T no corredor e ela pergunta como foi o evento e ele responde: “Massa!  o/”. De fato ele curtiu, assistiu, selecionou aquilo que mais lhe agregaria a si e a seu trabalho, o que lhe gerará oportunidades de uso de boas práticas, técnicas, tecnologias e mais em sua equipe, projeto, produto. Fim da história!

Caso hipotético #2 – Em algum momento no início do século, o colaborador A solicita a sua chefe, Srta X, inscrição, viagem e hospedagem para ir a um ótimo evento em Buenos Ayres, mas ele vai com o compromisso de após retornar fazer uma palestra, lightning talks e/ou debates sobre o que de melhor vivenciou. Por isso, A ao assistir as palestras, workshops e debates, ele fotografa, filma, anota dicas, insights, aprendizados, conversa com os palestrantes e os inclui em seu networking no Linkedin, eles e outros participantes. Ao retornar, organiza e divulga um evento de replicação no qual repassa tudo o que viu, aprendeu e compartilha insights e informações de interesse dos colegas, com um debate ao final.

Caso hipotético #3 – Estamos em Dezembro, os times debateram em suas CoP’s e Grupos de discussão quais são os melhores e mais relevantes eventos para 2020, encaminhando a partir disto uma recomendação de eventos e treinamentos que julgam e justificam como importantes para crescimento e tal ano que vem. As chefias ainda estão fechando o orçamento 2020 e tem a oportunidade de defender as verbas para eventos e qualificação. No momento apropriado, passagens, estadias e inscrições adquiridos, participações registradas e enriquecidas. Os compartilhamentos organizados ocorrem dentro da agenda de CoP’s, GU’s, Chapters, Guildas, Clubes, etc que acontecem periodicamente com grande adesão da galera (*). As apresentações são gravadas em vídeos, podcasts, salvas em um repositório, linkadas em artigos na nossa wiki, enriquecendo uma grande base de conhecimento que possui crescimento orgânico consistente e que retroalimenta a gestão do conhecimento organizacional.

(*) Em alguns casos o participante convidou o palestrante durante o evento, que topou o convite para vir refazer sua palestra em uma CoP interna com presença usual de dezenas de profissionais, registro e divulgação.

Gestão do Conhecimento

Em meio a discussão de organizações exponenciais, organizações que aprendem, gestão de conhecimento organizacional, modelo SECI, conceito de Ba, exploitation/exploration, etc, qualquer empresa é capaz de argumentar e estabelecer uma cultura saudável de comunidades de prática com interesses comuns, desenvolvimento humano, hard e soft skills.

O risco é a centralização ou a hierarquização de tais comunidades, que precisam ser fluidas e despertar nelas e em seus participantes os princípios da auto-organização e melhoria contínua. Se GC ainda é meio que taboo, comece comendo esse mingau pelas beiradas, de forma prática, replicando eventos e gerando assim conhecimento de grande impacto.

Essa iniciativa pode ser o ponto de partida, um instrumento que instigará outros mecanismos de compartilhamento, criação e enriquecimento de uma grande base de conhecimento e aprendizados organizacional. Só evite idealizar, o mais importante é iniciar, e neste caso a isca da replicação é quase irrecusável como convite ao aprendizado.

Em 2015 um estudo meu com um colega de mestrado – Mário Oscar Steffen – foi aprovado em um congresso, era uma pesquisa quantitativa baseada em uma survey sobre o quanto CoP’s externas em eventos abertos influenciam CoP’s internas entre colegas da mesma organização e os resultados foram muito interessantes – https://jorgeaudy.com/2015/05/29/cop-capacidade-absortiva-e-desempenho-organizacional/

A experiência física ou virtual, real e de valor, no compartilhamento e gestão do conhecimento, identificadas no Conceito de Ba por Nonaka e Takeuchi na década de 80, inspirados em ensinamentos do filosofo Nishida, fundador do movimento filosófico japonês pela escola de Kioto:

Podemos chamar de Ba cada espaço compartilhado para a geração de conhecimento, de forma consciente e organizada, desde que investido de um contexto visando o debate, a troca, o crescimento.

O fator chave de um Ba é o pré-requisito de possuir um substrato que possibilite e fomente o processo de compartilhamento e geração de conhecimento de forma consistente.

Ba possui valor subjetivo, dependente dos atores que o constituem ou constroem, cabe a organização proporcionar as condições, incorporar estes valores em seu modelo mental e de seus integrantes.

Um conceito originário na filosofia de Nishida, proposto por Nonaka, um dos pais do SCRUM, que orienta que Ba não tem hierarquia, pois é orientado ao senso de pertença e protagonismo dos envolvidos.

Dito isto sobre Gestão do Conhecimento em um contexto organizacional, nunca é demais novamente compartilhar a significância dos estudos de Nonaka e seus parceiros:

Gestão do Conhecimento e Lições Aprendidas

Há uma semana atras estava debatendo sobre como promover e potencializar ao máximo Lições Aprendidas, que muitas vezes ficam restritas a repositórios fragmentados por projeto, iniciativas, ou perdem-se em meio a um enorme volume de informações fracionadas sem concentração por tipo de lição aprendida, conteúdo ou … conhecimento.

Retrospectives ou Futurespectives são dinâmicas de grupos voltadas a aprendizados e melhoria contínua, podendo ser com frequência pré-determinada como no Scrum ou conforme demanda. Seu conceito mais tradicional advém do registro das lições aprendidas no transcorrer ou final de um projeto, para que fiquem ao alcance de outras equipes ou colegas.

A dúvida não é fazer ou não fazer, mas estabelecer racionalmente sua estrutura e natureza, muito especialmente definir uma abordagem clara para a gestão cumulativa de conhecimentos como núcleo essencial, um meio disponível e acessível a todos para ser seu repositório, podendo este ter diferentes naturezas, como wiki, blog, site, …

O PMBOK orienta que um Projeto deve ter registrada suas Lições Aprendidas antes de encerrar, sendo mais eficaz fazer estes registros a medida que o projeto transcorre e aprendizados acontecem. Este processo foca na redução de riscos e aproveitamento de oportunidades ao iniciar cada novo projeto.

Fato, muitos gerentes de projetos realizavam este registro ao final do projeto preenchendo e anexando ao site de projeto um formulário de lições aprendidas, de forma que o aprendizado é de um projeto e não de um tema ou assunto. Qualquer estratégia centrada no projeto, transforma a lição aprendida em refém do projeto ou GP, ao invés de tratá-la como um aprendizado da organização, registrada através de artigos estruturados como em um jardim do conhecimento.

Organizações que aprendem

Senge (1990) afirma que colaboradores geram e aplicam seus conhecimentos, novos e consolidados, desenvolvendo sua capacidade de gerar resultados e valor, onde surgem novos e elevados padrões em que a aspiração coletiva é liberada, onde as pessoas aprendem a aprender em grupo.

Nonaka e Takeushi (1997) são considerados os pais da gestão do conhecimento como a conhecemos hoje, dois dos grandes contribuidores das Teorias das Organizações que Aprendem, circulando entre o conhecimento tácito e implícito, transformando aprendizado individual em organizacional.

Jardim do Conhecimento

Jardim do conhecimento, por exemplo, pode ser uma plataforma wiki em que cada ítem é categorizado e tagueado de forma a facilitar seu agrupamento, localização, permitindo fácil rastreabilidade, criando páginas autônomas com hipertexto para outras páginas, centrado cada uma em um item de conhecimento.

Podemos ter categorias ou trilhas sobre Scrum, com tags para papéis, timeboxes, artefatos e regras, outra sobre Kanban, com métricas, gestão de fluxo, maturidade, uma sobre Dot NET, JAVA, DevOps, etc, talvez uma sobre reuniões, facilitação, gestão de conflitos, … contendo links, hipertexto, áudio, vídeos, … com versionamento.

Cada item está relacionado a uma categoria e sub-categorias, de forma a gerar estruturas (árvores ~ tronco e galhos onde temos as folhas ~ conhecimento), com tags livres para fácil localização. Se o conteúdo é 100% co-criado livremente, a estrutura precisa curadoria para não perder-se em conflitos de estrutura, redundâncias e ‘anacronismo’.

Co-criação

Bem conduzido e orquestrado desde o início é garantia de um volume imprevisível e exponencial de conteúdo co-criado e refinado por seus pares, versionado e permanentemente enriquecido por links e mídias internas e externas. Previsivelmente poderá ser usado como base de conhecimento para workshops, livros, inbound marketing, etc …

Um excelente exemplo para árvores de conhecimento é a Wikipedia, que se utiliza de um open source chamado MediaWiki criada por eles para atender a sua própria necessidade. Cada página é editável pelos próprios envolvido de forma colaborativa, segundo um manual básico de estilo, que é uma página de recomendações de estrutura textual e hipertexto.

Em um contexto organizacional, NÃO é preciso uma mediação prévia de conteúdo, beirando a censura, ao contrário, a liberdade integrada a uma estrutura e recomendações gerará muitos aprendizados de forma descentralizada em volumes e pertencimento desejados para que transforme-se uma ferramenta de todos, mantida colaborativamente.

Mediação NÃO é necessária, mas uma equipe ou comitê organizador é imprescindível, de forma a fazer crescer a estrutura e categorias conforme os aprendizados vão-se ampliando e gerando novas oportunidades. Em empresas com uma boa gestão de comunidades, há sempre grupo(s) que se reúne(m) periodicamente com atribuições de boa administração.

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E por falar em Team Building …

Uma empresa no início do século XX era percebida explicitamente por grandes nomes da administração como máquinas, cada área e cada profissional em sua especialização, com um estrutura de comando e controle.

Em meados do século XX, empresas como organismos, pessoas como células tronco destinadas a especialização, equipes seriam órgãos e sistemas, pulmões, coração, ossos, músculos, com um cérebro tomando decisões.

Em função destas alegorias, nossos livros de administração mostram estruturas organizacionais previsíveis, como as tradicionais funcionais, matriciais e projetizadas, as três baseadas em premissas de comando e controle.

No início do século XXI temos estruturas ainda não reconhecidas por alguns livros de administração, mas que ilustram e materializam modelos baseados em redes, contendo ao mesmo tempo modelos formais e flexíveis.

Um dos meus gurus sobre teorias das organizações que aprendem e se adaptam dinamicamente, é Ikujiro Nonaka, que com seus parceiros gerou algumas das propostas mais consistentes para nortear esta mudança.

O modelo hipertexto propôs três dimensões organizacionais, uma formal, que estrutura e suporta, uma invertida com equipes auto-organizadas e uma terceira que explicita a gestão do conhecimento como um ativo organizacional.

Outro autor de renome, John P Kotter propôs uma estrutura que batizou de Dual, com uma dimensão formal, análoga a 1ª da hipertexto e uma análoga a 2ª através de redes dinâmicas conforme propósito, mais inquieta e inovadora.

“Kotter argumenta que você deve fazer as duas coisas ao mesmo tempo. O lado hierárquico, analítico e sequencial dos negócios precisa de coordenação. O lado experimental, imaginativo e da rede, precisa de capacitação. Vinculando os dois para que operem em paralelo, mantendo o lado hierárquico conectado à inovações, para que a hierarquia acompanhe e construa o todo em vez de puxá-lo em direções diferentes.”

Kotter

Em 1972, Kotter doutorou-se e passou a lecionar na faculdade da Harvard Business School, passou a professor titular em 1981, nomeado Professor de Liderança Konosuke Matsushita, mítico fundador da Panasonic, inovador em gestão no Japão pré-guerra.

Os princípios de Konosuke Matsushita já na década de 30, foco da disciplina de Kotter, pregava a qualidade e eliminação de desperdícios, priorizando as necessidades dos clientes e colaboradores, com a responsabilidade de ser difusor de desenvolvimento social. O sucesso era a meta do empresário aos operários, nos anos 20 e 30 em meio a crises, manteve os quadros e pôs todos a vender e colaborar das formas possíveis.

matsushita

Não por acaso, há conhecimento e princípios essenciais que ligam os grandes nomes que admiro, Nonaka, Deming, Ohno, Matsushita, Juran, Kotter, Druker, mas me dando o direito à interpretação, prisma do aprendizado significativo de David Ausubel, pois precisamos interpretar o que descobrimos à luz de nosso saber (subsunçores).

Nos meus treinamentos, moldei gradualmente um conceito baseado em disciplinas, aos poucos consolidadas em sete, quatro essenciais e três pragmáticas – pessoas, equipes, liderança e conexões, seguido de estratégia, projetos e operações.

Dual ou ambidestramente, estruturei o cerne de conhecimentos e aprendizados em sete disciplinas, paradigmas e mais de 130 boas práticas, úteis de forma direta ou indireta no desenvolvimento humano e formação de times.

Materializando este sincretismo, publiquei livros e jogos sobre SCRUM, Toolbox, Team Building Games, com muitas teorias da filosofia, psicologia, sociologia e ciências sociais, porque precisamos estar “Sobre os Ombros de Gigantes!”.

TEAM BUILDING

4 essenciais – Quatro disciplinas que dizem respeito a base humana, social, sobre pessoas e suas relações, desde aspectos de contribuição e carreira (proteana), passando por equipes (auto-organizadas), lideranças e conexões (redes), espontâneas, induzidas ou orquestradas – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões:

3 pragmáticas – Três disciplinas práticas, onde o foco é inspiração e transpiração, usando de empatia e sinergia, na construção de processos fluidos onde o protagonismo é compartilhado em 360°, colegiado, colaborativo, constantemente redirecionado para melhoria contínua de suas metas, entregas e aprendizados – Estratégia, Projetos e Operações.

Não há uma receita de bolo, mas um grande substrato que nos proporcionam rápida interpretação, alinhamento, experimentação, validação, alimentando ciclos contínuos e virtuosos. A cada oportunidade, um maior domínio sobre este substrato garantirá que nossas escolhas não sejam casuais, mas uma opção comparativa e evolutiva.

Uma boa abordagem é discutir brevemente prismas e paradigmas de mercado, de estrutura e desenvolvimento humano, para então dedicar-se de forma prática no entendimento e exercício real, primeiro falando de pessoas, como se agrupam e trabalham juntas, como exercem liderança, para então entender as possibilidades de conexões.

Em um dia de exercícios partindo das questões mais essenciais, humanas, passamos a algumas das melhores práticas relacionadas a estratégia, táticas e execução de projetos e operações … desde o início com foco em modelagem de quem somos e como fazemos para nos ressignificarmos e propormos melhorias incrementais relevantes .

Cada uma das disciplinas conta com dezenas de oportunidades, variáveis conforme as características do próprio time, cultura organizacional, processos, produtos e serviços, mas há uma linha mestra:

  1. Pessoas com maior domínio sobre seu planejamento de carreira, auto-conhecimento e planos;
  2. Equipes com clareza de missão, contexto, intra e inter, em ciclos contínuos de melhoria contínua;
  3. Liderança baseada em transparência, confiança, proporcionando o substrato e meios possíveis;
  4. Conexões, tanto intra-equipe, inter-equipes e inter-organizacional, mercado e comunidade;
  5. Estratégia enquanto envolvimento, comunicação, alinhamento claro em prol de sinergia e resultados;
  6. Projetos, inspirado em paradigmas ágeis, colaborativos, empírico e convertendo o máximo de valor;
  7. Operações, baseadas intensamente em comunicação, gestão efetiva de fluxo com foco em solução.
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Dez/2019 – 3 workshops 360° na DBServer

Vai ser um final de ano agitado, fechando mais um ano típico no ecossistema PUCRS-TPUC, ansioso aguardando Domingo o Programa Business RS na TV a cabo, canal de vídeo e site, mas também porque vai rolar uma experiência de três workshops 360° pela DBServer no TecnoPUC a valores super atraentes – http://bit.ly/3ws360

5ªfeira – Scrum 360° – Introdução às metodologias ágeis, SCRUM, Kanban e XP enquanto mecanismos complementares. A práxis do método ágil mais usado para gerenciamento de projetos e como gerar sinergia com diferentes métodos para estabelecer melhoria contínua; Cada inscrição vale um guia de referência rápida Scrum e Kanban.

6ªfeira – Toolbox 360° – Uma visão prática sobre 130 técnicas, interpretadas para o desenvolvimento de pessoas, equipes, lideranças e conexões. Partindo das pessoas e seu autodesenvolvimento, como base para a construção de equipes auto-organizadas; Cada inscrição vale um kit do jogo Desafio Toolbox com tabuleiro, guia e baralho com 130 técnicas.

Sábado – Jogos 360° – Um dia inteiro dedicado a debater fundamentos, team building games e gamification, mediadores no uso de jogos em diferentes contextos – quebragelos, aquecimentos e pedagógicos – debatendo e exercitando a escolha, a adaptação e a criação de jogos. Cada inscrição vale um kit com o canvas, guia e baralho com 130 jogos.

—————————————— 5ªfeira – Agile 360°

Um mergulho no universo das metodologias ágeis como forma de endereçamento de processos para projetos e operações, onde equipes de todas as áreas de uma organização vem se utilizando de metáforas, jogos e dinãmicas para introduzir e fixar conceitos de planejamento e execução iterativo-incremental-articulada. Pesquisas e análises de mercado, o quanto empresas vem se utilizando destas abordagens para implementar conceitos de transformação organizacional, quer em digital, fábrica, office, sob modelos iterativo-incrementais-articulados, abstraindo desenvolvimento, para ser útil a qualquer equipe de projeto e operações.

Posts sobre a edição Banco Intergaláctico e sobre Scrum:
https://jorgeaudy.com/2016/11/11/virada-agil-2016-toolbox-360-banco-intergalactico/
https://jorgeaudy.com/2016/11/13/virada-agil-2016-toolbox-360-banco-intergalactico-dia-2/
https://jorgeaudy.com/2015/11/23/a-genese-de-um-novo-agile-game-banco-24-hrs/
https://jorgeaudy.com/be-a-ba-do-scrum/
https://jorgeaudy.com/2019/04/14/mudanca-nao-e-uma-acao-mas-um-processo-continuo-de-transformacao/

Abertura da Stadium do TDC Floripa 2019 com a história do que conhecemos como Agile: https://jorgeaudy.com/2019/04/28/tdc-a-historia-do-agile-passado-presente-e-futuro/

—————————————— 6ªfeira – Toolbox 360°

O conceito Toolbox 360° nasceu como um livro, evoluiu para um jogo de tabuleiro, depois uma técnica de gestão do conhecimento, ativa e auto-organizada, finalmente como um workshop experiencial – autodesenvolvimento (pessoas), construção de times, lideranças e conexões, contextualizado por estratégia, projetos e operações. O jogo, o mural e o workshop são base e gatilho da experimentação interativa de pelo menos 130 técnicas e boas práticas úteis no dia a dia de qualquer pessoa, para auto-conhecimento, trabalho em equipe, liderança e conexões.

1) Um jogo versátil com tabuleiro e baralho – https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox ;
2) Mais que um livro, técnica de GC ou jogo – https://jorgeaudy.com/toolbox-360 ;
3) Sobre os ombros de gigantes – https://jorgeaudy.com/2017/06/28/enxerguei-mais-longe-porque-estava-sobre-os-ombros-de-gigantes-isaac-newton ;
4) Abaixo alguns relatos de edições do workshop, organização, execução e depoimentos:
https://jorgeaudy.com/2019/09/15/cada-workshop-e-unico-e-evolutivo/
https://jorgeaudy.com/2019/03/19/edicao-cooperativa-do-workshop-toolbox-360/
https://jorgeaudy.com/2018/08/19/18-08-18-cada-workshop-toolbox-360o-e-unico/
https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/
Abaixo alguns vídeos provocativos debatendo o valor de um mindset Toolbox 360°:
5) Debate conceito Toolbox 360° –  https://www.youtube.com/watch?time_continue=48&v=R07ROotO-3o
6) Vídeo animado sobre o jogo –  https://www.youtube.com/watch?v=lfTVbRsLXkc
7) Webinar sobre carreira – https://jorgeaudy.com/2018/07/19/webinar-king-host-sobre-carreira
8) Palestra no TEDxLaçador –  https://www.youtube.com/watch?v=7na7QNMWbXg

—————————————— Sábado – Jogos 360°

Tenho centenas de posts sobre jogos – quebragelos, aquecimentos e pedagógicos – que acabaram por serem compilados em um livro, batizado de Jogos 360°, que posteriormente acabou derivando para um workshop de 8Hrs em que além de práticas, debatemos a seleção e exercitamos a criação de jogos. No workshop, após experimentarmos e debatermos vários jogos ativos e também reflexivos, usamos vários canvas para modelagem de aulas com jogos, criação e desenvolvimento de jogos, canvas de gamification organizacional, exercícios inspiracionais em que cada grupo formado cria algo e apresenta.

JEAN WILLIAM FRITZ PIAGET –  “Os jogos são admiráveis instituições sociais, porque, ao promoverem a comunicação interpessoal criam um relacionamento grupal. Jogando, a criança tem acesso à realidade social, compreende suas regras, as suas necessidades, a construção e importância na delimitação da atividade”.

1. Jogos 360° – https://jorgeaudy.com/jogos-360o/
2. Exemplo 1 – https://jorgeaudy.com/2018/08/06/11-08-18-1330-as-1730-jogos-360/
3. Team building games – https://jorgeaudy.com/2015/02/18/agile-games-team-building-games-icebreakers-warmups/
4. Criando jogos – https://jorgeaudy.com/2019/10/09/criando-jogos-para-times-grupos-turmas/
5. Exemplo 2 – https://jorgeaudy.com/2019/10/14/maratona-de-12hrs-de-jogos-e-seus-aprendizados/
6. Exemplo 3 – https://jorgeaudy.com/2018/07/17/workshops-de-14-07-jogos-360-e-toolbox-360/
7. Escola alemã de jogos – https://jorgeaudy.com/2018/11/16/a-nova-escola-alema-em-jogos-de-tabuleiro/
8. Game Mapping – https://jorgeaudy.com/2018/11/07/game-mapping-um-passo-a-passo-no-planejamento-de-jogos/
9. Organizando workshops – https://jorgeaudy.com/2019/03/05/organizar-workshops-e-muito-mais-que-burocracia/

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