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Primeira aula SI GP 2019/1 – EU S.A.!

Minha primeira aula de GP é uma reflexão sobre o que é a essência do gerenciamento de projetos para a vida de cada um de nós, com a provocação de que haveria uma empresa além daquela onde trabalhamos e somos remunerados por aplicar todos estes conhecimento – EU S.A.!

Em qualquer projeto em que atuamos, nos esforçamos por ter clara a nossa missão, para aplicar anos de aprendizados para construir um plano baseado em objetivos inserido em um ambiente positivo com colegas, cliente, parceiros, stakeholders, usando de iterações para permanentemente ajustar e antecipar resultados de valor.

A noite inicia com uma apresentação da disciplina, organização, ementa, objetivos e bibliografias (mais tradicionais e mais disruptivas em GP), fechando esta primeira meia hora com a programação – datas, conteúdos, objetivos por blocos, provas – e um pacto de interação para transformarmos nossa sexta a noite em valor real para todos.

EU S.A. – NOSSO MAIOR E MELHOR PROJETO!

Após a apresentação da disciplina começamos uma sequência de debates e técnicas, começando pela realidade de cada um e sonhos, metas, objetivos (AS IS x TO BE), introduzo alguns conceitos e paradigmas básicos para um breve aquece, sempre recheado com muitos cases reais envolvendo empresas e profissionais.

O restante da noite, com intervalo entre 21:00 e 21:15, será perceber uma visão de gestão de projetos para nossa vida e carreira, seguindo um estrato Estratégico, Tático e Operacional, com um dois exercícios em cada uma destas abordagens.

ESTRATÉGICO – Sonho de cada um são o ponto de partida para materializar nosso Business Model You (Alexander Osterwalder), discutindo os nove campos com muito debate, troca de ideias, percepções e aproveitamento de drivers ágeis bastante úteis – fracionar, priorizar, compartilhar, antecipar, gerar valor, divertir-se em todo o caminho.

TÁTICO – Perfis profissionais na era do conhecimento, profissionais do conhecimento, perfil T, Pí e Comb. Debatemos mapas de competências, tangencio o conceito de Toolbox e introduzo brevemente as áreas do PMBOK para então fazer um brainstorming sobre atividades (escopo) para viabilizar nossos planos pára conquistar o mundo.

OPERACIONAL – Estamos encerrando a noite, mas não sem antes algum debate sobre a importância de buscar equilíbrio na gestão de nosso tempo, em evitar a procrastinação do que é importante versus a sedução do circunstancial e emergencial, o valor de retroalimentar e manter estes planos em mente e executá-los.

Esta foi a primeira noite, ninguém arredou pé, mesmo sendo véspera de carnaval. A preparação da sala é sempre uma aventura, pchegar uma hora antes, reorganizar a sala em ilhas asimétricas, distribuir o material, sempre ter jogos a mão (anti-sono), porque aula das 19:30 as 22:45 de sextas-feiras é um desafio divertido se assim decidirmos.

A cada aula vamos mergulhando mais e mais em conceitos e técnicas, sob diferentes prismas e abordagens, focando em planejamento como algo bom, natural, mas que facilmente é delegado ou procrastinado … neste caso, a força gravitacional das Zonas de Conforto, tal qual buracos negros, atraem para si até a luz e o senso de tempo.

Como me planejo? Quais as técnicas? Aprendo muito a cada interação com colegas professores em meus eventos de Toolbox na Educação, tanto quanto com as conversas com alunos, especialmente os debates com alunos antes e depois das aulas, chego quase duas horas antes e somos sempre os últimos a sair do prédio nas sextas-feiras.

“Me empenho e perco noites de sono bolando formas para que sejam interativas, o maior valor é trazer o mundo para dentro da sala de aula, sem teoreba, mas os desafios reais dos alunos. GP é para a vida, tudo o que vale para planejamento de projetos de SW, vale duplamente para a carreira, filhos, viagens, felicidade, … Desafios que não carecem de formalidade técnica e postits, mas 100% de mindset. Entender essa oportunidade, internalizar o valor que Design Thinking, Scrum, Kanban, Lean, XP e as 10 áreas de conhecimento do PMBOK gererão atitude e comportamento vencedores.”

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Vídeo animado do jogo Desafio Toolbox é uma obra de arte

Que tal assistir o vídeo com a animação do tutorial do jogo DESAFIO TOOLBOX 360°? Depois de assistir, comenta aqui ou nas redes, compartilha se acha que o jogo pode ser útil para mais alguém da sua rede. A criação é da Anima Pocket, estúdio do Alexandre Linck e da Adri Germani, os personagens no vídeo e tabuleiro são da Luisa Audy.

Esta última versão é primorosa, tabuleiro e baralho em gramatura 300, frente e versos coloridos, a editoração ficou muito legal, contando com 115 cartas com conceitos, técnicas e boas práticas descritas e com link (QRCode) para artigos. Semanalmente eu posto para todo o Brasil, sempre nas segundas-feiras:

Para adquirir o kit, envie para toolbox.audy.360@gmail.com seu endereço completo, o que quer e quantidade, eu retornarei com instruções e postarei registrado via correios para rastreio – 1 kit é R$100, 3 kits são R$250 e 5 kits são R$375

KIT COM TABULEIRO E BARALHO TOOLBOX 360°

Seu propósito é instigar o aprendizado, inovação e protagonismo. O baralho possui 115 cartas, mais portátil e melhor que um livro, mais versátil, podemos ordenar, separar, marcar, categorizar e muito mais. Cada kit pode ser usado por grupos de 5 a 6 pessoas por vez, com 5 baralhos fazemos dinâmicas com 25 a 30 pessoas.

O jogo Desafio Toolbox é autoral, para ser usado na disseminação, ensino e aprendizado de novas técnicas, para planejamento e modelagem de técnicas para projetos ou operações. Eu uso em workshops, equipes, eventos e com alunos em sala de aula.

Em 2015 lancei o livro TOOLBOX 360°, então com 70 técnicas, em 2016 lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX 360° com tabuleiro e cartas, em 2017 a técnica TOOLBOX WALL, destinado a estabelecer uma gestão do conhecimento auto-organizada.

O jogo tem como missão compartilhar mais de uma centena de técnicas, boas práticas e abordagens em um viés pedagógico, fazendo seus jogadores se questionarem sobre a “sua” Toolbox, pela riqueza das boas práticas que pratica e pelo valor que agrega.

Para a galera que tem as versões anteriores do Desafio Toolbox, as mesmas regras da edição atual podem ser utilizadas, evoluiram a partir de Play Tests e observações em empresas e pessoas que utilizam o jogo. A nova regra pode ser utilizada nas 4 versões, desde a 1ª em lona resinada, dado e fichas individuais, a 2ª com regras tipo Master e ainda fichas individuais e a terceira já simplificada, com ficha coletiva.

tabuleiros

O jogo tem regras simples voltadas a instigar debate em torno do atendimento de um cenário real ou fictício, a seguir apresento as regras e sugestões para o uso do jogo: INICIAÇÃO > CENÁRIO > CARTAS > NEGOCIAÇÃO > ENCERRAMENTO > DICAS & VARIAÇÃO:

INICIAÇÃO

1. As equipes devem ser de 5 jogadores, um ponto de equilíbrio para gerar e permitir o debate e argumentação;
2. Cada equipe escolhe um mestre, ele terá a responsabilidade de resolver impasses e fazer fluir o jogo;
3. O mestre também joga, como os outros jogadores, ele se diferencia apenas quando o jogo não estiver avançando;

CENÁRIO

4. A equipe sorteia ou escolhe uma das seis cartas-exemplo de cenários, mas pode propor um cenário real;
5. O objetivo de todos, como um time, é escolher as melhores cartas para atender o melhor possível o cenário;

CARTAS

6. O mestre mistura o baralho de cartas de técnicas e depois distribui cinco cartas aleatórias a cada jogador;
7. Os jogadores analisam suas cinco cartas e o mão (primeiro a esquerda do mestre) inicia com a sua melhor carta;
8. O jogador ao propor uma carta, a justifica brevemente e indica qual acha que é a sua posição (de 1 a 6) no tabuleiro. Por exemplo, provavelmente uma carta de planejamento é mais para o início e lições aprendidas é mais para o fim.
9. Em sentido horário, a partir do primeiro, um jogador por vez propõe uma carta ou passa a vez se não tiver mais nenhuma carta útil;

NEGOCIAÇÃO

10. Após as seis posições do tabuleiro ocupadas, a cada nova jogada é possível propor trocas (retirar uma das já propostas por uma melhor), pode-se propor a retirada de uma das cartas justificando porque aquela carta não é útil e/ou propor trocas de posições entre as 6 cartas para que a sequência faça melhor sentido para execução;
11. Um a um, em sequência jogam novas cartas, propondo mudanças ou passando a vez;
12. Assim que concordarem que as cartas no tabuleiro são as melhores jogadas até o momento com o objetivo de atender o melhor possível o cenário proposto no início, encerra-se a jogada;

ENCERRAMENTO

13. Somente após encerrada a jogada é que todos mostram as cartas restantes em mãos, é uma oportunidade de aprender um pouco mais ao perceberem que haviam boas cartas que poderiam ter sido usadas;
14. Encerrado o breve debate que pode acontecer ao terem sido definidas as 6 melhores cartas para atender o cenário e terem sido apresentadas todas as cartas em mão, recolhem-se todas as 25 cartas da rodada e as colocam bem embaixo do baralho para que o jogo seguinte se utilize de novas cartas;
15. Reiniciar o jogo com a definição de um cenário em comum acordo e distribuição de novas cartas.

DICAS & VARIAÇÕES

A. O objetivo do jogo, em sua origem, é pedagógico e busca proporcionar e instigar o debate sobre técnicas e abordagens. A existência do mestre é para evitar que o foco se perca e acabem gastando mais tempo discutindo opiniões detalhes ou sutilezas, ao invés de oportunidades e abstração;

B. É importante perceber que muitas técnicas possuem grande versatilidade, podendo serem utilizadas em diferentes momentos e contextos, mas podem ser adaptadas, utilizadas, por isso é de bom tom instigar a reinterpretação do uso de suas boas práticas, desde que façam sentido e aparentemente gerem valor no uso.

C. O baralho pode ser usado para montar um primeiro mural de boas práticas, pode ser usado de forma versátil como fonte de consulta e organização, principalmente como uma técnica de gestão do conhecimento, a galera cola postits verdes naquilo que pode ajudar, amarelos naquilo que quer aprender ou precisa de ajuda.

D. É possível fazer mais de uma rodada com o mesmo cenário, buscando provocar o debate sobre o melhor atendimento com diferentes cartas, contando com 25 cartas novas a cada vez e assim abrindo diferentes percepções de uso e aprendizados sobre a existência de variadas opções para cada fim;

E. É possível distribuir até 3 notas ou moedas fictícias de R$100 para cada jogador, que na sua vez de jogar pode se utilizar delas para comprar ao custo de R$100 uma nova carta por vez. Esta variação permite ao final da rodada a reflexão se era realmente necessário ter gasto dinheiro atrás de outras técnicas ou não;

F. É possível retirar do baralho aquelas cartas de técnicas fora de contexto, bem como incluir novas cartas que podem ser impressas e recortadas em uma gráfica expressa, reorganizando o baralho e utilizando-o como uma técnica de planejamento, distribuindo todas as cartas com o objetivo de encontrar a melhor composição possível.

Vale a pena dar uma olhada no registro de um workshop com fotos, informações e depoimentos acumulados de várias edições – https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/

 

 

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The Course Design Canvas – Adaptado e expandido

No último Toolbox na Educação na Politécnica da PUCRS eu era facilitador, como tal é preciso me isentar, concentrando-me na facilitação. Um colega me pediu que eu compartilhasse qual e como eu uso meu canvas para me organizar visualmente quanto a minhas disciplinas e cursos, então percebi que apesar de conviver com estes mapas visuais pedagógicos na parede de meu quarto, ainda não tinha compartilhado por aqui.

Faço questão de manter a referência e o nome, como tributo a quem criou, mas meu foco é compartilhar a minha prática e aprendizados, via de regra com adaptações à minha realidade ou perfil. É o caso do “Course Design Canvas” credidato à NetMind.net, que proporciona uma mapa cartesiano de características de uma disciplina, curso ou workshop, um exercício de empatia com quem propõe ou propôs o conteúdo e com quem vai assistir ele em busca de conhecimento e valor.

Não uso o canvas inicialmente proposto pela NetMind per si, mas como pano de fundo para o que realmente me interessa, que é o planejamento de aulas. Dito isto, meu maior valor é a visualização do planejamento aula-a-aula, composto por elementos variados como teoria, trabalhos em grupo e exercícios, dinâmicas e jogos, convidados e debates, laboratório, etc. O canvas é útil por concentrar visualmente as principais informações, mas seu verso com os dias e programas é mágico.

Eu uso em papel com postits e selos, poderia ser virtual, mas não acho necessário, curto a manipulação, modelagem, acho divertido, fácil ir adaptando às mudanças durante o semestre. Os campos do Canvas são interessantes, inclui uma segunda página, aproveitando a necessidade de ter duas A4 em linha para o planejamento aula-a-aula no verso, de forma muito simples tenho uma célula para cada dia, para até 24 dias, o que ajuda muito para o (re)planejamento e ajustes.

FRENTE

Curso? O nome e contexto, caso seja a disciplina de um curso;
Duração? Período(s) e horário(s);
Alunos? Quem vai participar, perfil, persona, o que define o quórum;
Pré-requisitos? Conhecimentos prévios exigidos ou desejados;
Conteúdos? Quais os principais conteúdos e proporcionalidade entre eles;
Objetivos? Quais os objetivos de aprendizagem;
Pré-curso? Ações prévias que o professor ou instrutor deve fazer;
Materiais? Qual material didático será usado e/ou entregue no curso;
Metodologia? É presencial, EAD ou semi-presencial, expositiva, invertida ou co-criada.
Pós-curso? Ações subsequentes que o professor ou instrutor deve fazer;
Avaliação? Quais as formas e cálculo para eventuais avaliações;
Empatia? Personas ou técnicas para ampliar a atenção e retenção;
Locais? Sala(s), prédio(s), locais programados;
Obs Gerais? Informações adicionais.

VERSO

No verso, há uma matriz para identificação de cada data e logo abaixo distribuição de conteúdo e previsão de técnicas, dinâmicas, salas, etc. Utilizo postits pequenos, sobrepostos, com selos coloridos que indicam jogos, laboratório, convidados, exercícios à distância.

Para quem curtiu mais a frente que o verso, compartilho o link do original – https://www.netmind.net/knowledge-center/the-course-design-canvas/

Para quem ficou curioso com a minha adaptação, aqui está em pdf – Course Design Canvas adaptado – frente e verso

HISTÓRIA

Em 2015 quando comecei a dar aulas na PUCRS eu fiquei incomodado, estava acostumado a planejar cursos e workshops no próprio PPTX ou Prezi, mas tinham no máximo 16Hrs de duração distribuidos em alguns dias em sequência. Então comecei a usar a parede do escritório de casa para mapear dia-a-dia em postits a distribuição da matéria em aula com postits adicionais sobrepostos com detalhes sobre jogos e técnicas em especial … funcionava muito bem, mas queria muito poder ter comigo …

Também encontrei alguns canvas e artefatos para planejamento de aulas, mas o foco de todos eram conceitos e planejamento geral e não detalhando a distribuição aula-a-aula, então acabei fazendo uma fusão do Canvas que considerava o mais interessante com o meu método. Uma curiosidade é que de largada eram duas folhas A3, a parte de cima com o planejamento geral e a parte de baixo a distribuição a cada dia … depois optei por fazer frente e verso e o que mantenho a vista sempre é o verso.

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Toolbox na Educação – uma edição olho-no-olho

Ao contrário de focar na construção de um grande mural de técnicas e boas práticas de ensino-aprendizagem, a ideia era mais interação pessoa-a-pessoa, o que transformou nosso evento em uma seção de mentoria coletiva, algo muito mais pessoal, mais íntimo, no debate N x N sobre o processo construído e melhorado por cada um.

Um por vez relatamos nossas técnicas de planejamento e execução de nossas aulas, ao mesmo tempo TODOS iam perguntando, enetendendo, dando dicas ou trocando experiências, gerando aos poucos uma série de insights pessoais e em grupo – Aline, Daniéis, Guilherme, Igor, Fabiane, Simone, Jaque, … sobre educação e vida!

Como sempre e como deve ser, a maioria eram rostos conhecidos de outros carnavais, colegas de PUCRS da graduação e da pós, amigos queridos e admirados da faculdade SENAC, não só professores, como alguns consultores e coachs. Um bom mix, todos dispostos a se expôr, compartilhar e debater suas convicções.

Se fosse fazer um relato breve através de bullets, teríamos tópicos abaixo que geraram muito debate ilustrados com técnicas e abordagens para implementá-los:

  • Só existe ensino se houver aprendizado;
  • Não é só prof > aluno, mas aluno > aluno e aluno > prof;
  • Iniciar alinhando o porque estamos todos ali – valor para a vida deles;
  • Debater o conteúdo para as carreiras e sonhos deles, contribuições;
  • Trazer especialistas e ex-colegas para dicas, debates e depoimentos;
  • Fazer retrospectivas e diários para registro de insights e oportunidades;
  • A cada tanto, relembrar aprendizados e impacto na vida deles;
  • Técnicas para instigar alunos serem estudantes;
  • Construir o planejamento de aulas com ajuda dos alunos;
  • Usar Agile na condução das aulas e não apenas como conteúdo;
  • Sw Kahhot, Coligo, BlackBoard, Moodle, …
  • Técnicas de mapeamentos de competências, T Shape, …
  • Montagem de grupos auto-organizadas ou aleatórias;
  • Avaliações sobre aprendizagem pessoal, evolutivas;
  • Uso de Quiz e ferramentas para gamefication da sala de aula;
  • Storytelling e valorização da comunicação, assertividade, argumentação;
  • Nova lei para curricularização da extensão;
  • Aulas como PDCL, adaptativas às características do grupo;
  • Pesquisas e mapeamento dos perfis dos alunos para identificar oportunidades;
  • Projetos de cunho social, busca de apoio e ao final com visita a campo;
  • Técnicas interessantes para condução de trabalhos em grupos;
  • Contribuição em conceitos para progressão de carreira.

Ficou marcado para 27/02 um novo encontro, com convite aberto a nossos networking, desta vez a ser realizado na faculdade SENAC. A proposta é que os participantes levem seu planejamento de aula e material para uma espécie de pitchs, apresentações rápidas para gerar debates e aprendizados cruzados entre todos os presentes.

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II Toolbox na Educação na Politécnica – 1ª parte

Uma noite mágica, o privilégio de interagir com mais de 50 professores da Politécnica, colegas e amigos dos cursos da engenharia, arquitetura e informática. Uma sequência de dinâmicas 100% horizontais, auto-organizadas, descontraidas … que geraram um mapa inicial de técnicas e estabeleceram metas para a segunda parte, mais duas horas semana que vem onde teremos Lightning Talks e detalhamento auto-organizado das melhores sugestões para 2019/1.

Rolou um papo inicial sobre o conceito e oportunidades, seguido de um super-warm up que adoro, o dos bonecos, que se transformaram em três personas em um exercício de empatia sobre o que esperam e pensam sobre o semestre que em mais um mês se inicia. Depois debates em grupos sobre aulas, técnicas e boas práticas, com a escolha e apresentação daquelas que cada grupo acreditava serem as mais impactantes e clusterização de todas. Daqui a uma semana tem mais …

A preparação foi desde cedo, murais, material distribuido em mesas para 10 grupos, chegando ao prédio 32 sob o coro de passarinhos, em meio a uma vegetação ímpar e que transmite uma grande satisfação em poder considerar a PUCRS-TecnoPUC minha segunda casa. Hoje seria a primeira parte de duas, a segunda será daqui a mais uma semana e terá a missão proposta pelo próprio grupo de montar nosso mural e cada um detalhar aquela técnica que mais curte, para aplicar a técnica de wall com postits verdes e amarelos sobre dompinio e desejo … gestão do conhecimento em sua materialização mais distribuida.

Todos nós somos mestres e alunos nessa vida, nos inspiramos e somos inspiração, curto Piaget, Bandura, Prensky, Ausubel, Kolb, Maturana, Ebbinghaus, … dezenas de mestres que interpretamos e nos apropriamos, resignificamos a nosso contexto, porque o mundo gira e muda um pouco a cada volta. Como base, cada mesa ficou com uma provocação falando sobre Educação 3.0, nativos/imigrantes digitais e sobre o movimento PUCRS 360° cada vez mais materializado em cada prédio e colega.

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As 10 disciplinas organizacionais básicas

Realizei a compilação e lançamento de posts do meu blog para o livro TOOLBOX 360° em 2015, lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX em 2016, a técnica TOOLBOX WALL em 2017 e o workshop baseado neles em 2018, quando já contabilizava 115 boas práticas.

No transcorrer desta estrada foi preciso diferenciar aos envolvidos quais seriam as disciplinas essenciais e pragmáticas onde estas 115 boas práticas poderiam ser utilizadas, através de frameworks, técnicas e dinâmicas … estabelecendo-se então 10 prismas.

As 10 disciplinas organizacionais propostas foram divididas em 4 disciplinas essenciais – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões – e 6 disciplinas pragmáticas – Estratégia, Modelagem, Validação, Planejamento, Engenharia e Desafios.

Não tem nada a ver com o método, framework ou corpo de conhecimento ideal, mas sobre ser preciso conhecer um mix construtivo e útil deles, pontos fortes e fracos, especialmente complementares, caso-a-caso, conforme cultura, contexto e pessoas.

Da visão poética do Pequeno Príncipe ao ócio criativo do sociólogo De Masi, passando por desenvolvimento pessoal, carreira, projetos e operações, produtos e serviços, uma provocação à frequente miopia organizacional ao focar apenas em uma delas.

Materializando este sincretismo, eu mesmo publiquei alguns livros e ebooks ecléticos sobre SCRUM, Toolbox, Team Building Games, todos com reflexões sobre modelos e teorias – filosofia, psicologia, sociologia, ciências sociais – “Sobre os Ombros de Gigantes!”.

As 4 disciplinas “essenciais”, dizem respeito a base cultural, pessoas e suas relações, desde aspectos de carreira (proteana), passando por equipes (auto-organizadas), lideranças e as conexões espontâneas, induzidas ou orquestradas – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões:

Pragmatismo – o foco é o permanente ajuste do próprio foco, usando de empatia e sinergia, na construção de processos fluidos onde o protagonismo é compartilhado em 360° e constantemente redirecionado à melhoria contínua – Estratégia, Modelagem, Validação, Planejamento, Engenharia e Desafios.

Cada disciplina possui dezenas de oportunidades, ao todo são centenas de  boas práticas para desenvolvê-las a bom termo. Um maior domínio sobre este substrato garantirá que nossas escolhas não sejam casuais, mas uma opção comparativa e evolutiva.

Human Thinking – Das 10 disciplinas básicas de uma organização, quatro delas são essenciais a qualquer objetivo e ao seu sucesso, dizem respeito à pessoas e suas relações, outras seis são mais pragmáticas, relativas a projetos e operações, produtos e serviços, exploitation e exploration. Em uma visão holística, todas são igualmente relevantes, mas em uma visão sustentável e exponencial, pessoas são a base!

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Curso de Governança de TIC para Governo Digital

Tive o privilégio de assumir o módulo de gestão de projetos de um curso inovador entre govero do estado e a escola de negócios da PUCRS. Fui convidado pela Profª Edimara e o Prof Guilherme a compartilhar teoria e prática em governança de projetos, desde e ideação e portfólio.

Com média presencial de 25 gestores de TI do governo, realizado no vigésimo andar do Centro Administrativo do Estado do RS, tive o prazer de rever alguns conhecidos de projetos que me envolvi no passado recente e com certeza ganhei novos parceiros de viagem.

O substrato de todo o curso é governo digital, governo 3.0, smart cities, governança de TIC e governança de projetos, PMO, Agile, inovação e empreendedorismo, ambidestria organizacional.

Composto por oito módulos, um curso intensivo onde governo digital, governança, inovação, gestão de projetos e empreendedorismo foram a grande tônica … inspirados permanentemente pela lembrança da abordagem oferecida pelo novo governador eleito para 2019 – 2022.

  • Transformação Digital;
  • Governo 3.0;
  • Governança de TIC;
  • Gestão de Serviços de TIC;
  • Gestão de Projetos;
  • Segurança da Informação;
  • Data Analytics;
  • Atividade Integradora.

O meu módulo foi denso, com muito conhecimento e exemplos práticos, a cada tópico oferecendo uma visão o mais ampla e eclética possível, com uma última aula 100% prática, servindo de elo de ligação entre um módulo e outro, especialmente uma oficina integradora que encerrará o curso.

O feedback no fechamento foi prazeroso, tendo conseguido passar além de conhecimento e informação, também crenças e princípios que venho defendendo na última década, como consultor pela DBServer e professor da Escola Politécnica da PUCRS.

A tempo, a oportunidade de interagir desde 2013 pela DBserver em grandes projetos com empresas de TI da união, estadual e municipal, como SERPRO, PROCERGS, PROCEMPA, Defensoria Pública do RS e outras, me agregou muita experiência vicariante a compartilhar.

A expectativa de todos nós, gaúchos, é que a experiência exitosa do governo do Sr governador Eduardo Leite frente ao municipio de Pelotas, reconhecido meritóriamente pelo viés de tecnologia aplicada a favor do cidadão gerará uma espiral crescente de otimismo e empreendedorismo no estado.

Que venha 2019, será um ano de virada! \o/