Clark Terry – O que o Jazz tem a nos ensinar sobre inovação (improviso)

Quando ouvimos falar do Jazz em seu berço, quando lembramos ainda adolescentes curtindo a gravação de uma Jam Session, conceitos que recentemente assistimos nas palavras do personagem de Ryan Gosling em La-La-Land sobre o improviso e a beleza do improviso do Jazz de verdade.

Hoje estava navegando e cruzei com um artigo em https://www.jazzadvice.com/clark-terrys-3-steps-to-learning-improvisation/ que tinha este vídeo de Clark Terry. Tem tudo a ver, curto alegorias, analogias e metáforas, uma forma de ajudar na compreensão do valor de certos conceitos.

Me fez lembrar o conceito de Shu-Ha-Ri do Aikido, (1) siga o mestre, treine, (2) varie a partir de suas habilidade, experimente, (3) até o momento em que você já será um mestre. No Jazz, segundo uma de suas lendas, não é diferente – Imitação, Assimilação e, só então, a Inovação.

Três passos para a maestria: (1) comece seguindo os mestres, identifique alguém com quem se identifique, entenda sua mecânica e reproduza, (2) aos poucos vá agregando seus próprios traços, habilidades, paixões, (3) para finalmente criar um estilo próprio, único, singular.

1°. Imitação

Segundo Clark, a imitação é escutar muito e identificar como conseguiríamos seguir as características daquilo que estamos admirando, o formato, a linguagem, a interlocução. Afinal, 99% de nós não começamos como virtuoses, quer no Jazz, nas artes marciais, na pintura, em projetos no trabalho.

2°. Assimilação

Aos poucos, a imitação vai dando espaço a Assimilação pela prática, variações e adaptações, que serão repensadas conforme os feedbacks recebidos, conscientemente sendo anexados ou abandonados de nosso repertório … gerando uma caixa de ferramentas cheia de trejeitos, momentos e efeitos.

3°. Inovação

A partir de dado momento, sem perceber, estaremos tocando em nosso próprio estilo, talvez uma variação interessante da ideia original, talvez algo completamente inovador. Se não sairmos do conforto da imitação, nada será realmente seu, vamos receber aplausos, mas por simples imitação.

A assimilação é que nos permite variar e experimentar opções tonais, diferentes frases e intervalos, transformando o Jazz no que ele é … uma obra de arte sempre única. O aprendizado durante a assimilação é que nos mostra do que somos capazes e o que é realmente possível.

Tudo nos leva a inovação, que neste caso simboliza aquilo que aprendemos e experimentamos em sua potencialidade, fora dos limites de sua origem, segundo potencial de nossas habilidades, caso as tenhamos … afinal, cada um de nós possui talentos, natos e inatos, que nunca são os mesmos.

“Clark Virgil Terry Jr. (1920-2015) foi um trompetista de swing e bebop nascido em St Louis, Missouri, pioneiro do flugelhorn no jazz (um tipo de clarin valvulado). Ele compôs e tocou com Charlie Barnet (47), Count Basie (48–51), Duke Ellington (51–59), Quincy Jones (60) e Oscar Peterson (64-96). Por mais de 70 anos inspirou e ensinou aos mais jovens, foi mentor de Quincy Jones , Miles Davis , Herbie Hancock , Wynton Marsalis , Pat Metheny , Dianne Reeves e Terri Lyne Carrington.”

O Breno Curvelato citou uma palestra-show de uma banda de Jazz sobre gerenciamento de projetos, MARCELO TORRES JAZZ. No resumo tem “Estabelecer um paralelo entre sua banda de Jazz e uma Organização é o desafio do Maestro, Administrador de empresas e Trompetista Marcelo Torres Jazz. Desde que PETER DRUKER disse (há 18 anos) que “Cada vez mais as Organizações deveriam se parecer com Bandas de Jazz” Marcelo Torres mostra situações que acontecem no palco e no dia a dia dos colaboradores de uma empresa. Todas as Palestras são interativas tendo a participação da Plateia”.

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