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O business do Agile é um desserviço e as vezes me tira do sério!

O mercado é engraçado, por isso é preciso usar um filtro “anti-Lord Becket”, porque muitas vezes é “apenas um bom negócio”. Com frequência, críticas e polarizações servem apenas para a venda de novos cursos, certificações, consultorias, produtos e serviços.

A bola da vez é palestrar dizendo que o Agile dos outros está fora de moda e não serve, é preferível negar, maquiar e “inovar” no nome ao invés de pensar multi-modal, porque ganha-se mais dinheiro e mais rápido se disser que é diferente de todo o resto.

Dizer que os outros estão errados é só um bom negócio, desdenhar o anterior e dizer que o seu é a nova solução usando frases de efeito é tudo o que as pessoas querem ouvir, porque sem isso teriam que persistir, experimentar, aprender, tomar decisões e melhorar, e aprender dá trabalho.

Polarizar tudo que é “diferente” do seu é tão risível quanto defender uma única solução para tudo, quer seja Lean, Scrum, SAFe, XP, Design Thinking, PMBOK. Nem o Biotônico Fontoura nem Bombril conseguiram, o biotônico não coloria cabelo e bombril não servia para Tefal  🙂

um-bom-negocio

Jamais implantei só Scrum, Kanban ou XP em qualquer empresa, porque Scrum pode ajudar na gestão de projetos, Kanban ajuda na gestão visual de fluxo, XP ajuda nos aspectos de excelência e engenharia, enquanto na essência Lean é o pai de todos.

Sei que sou um tanto polêmico, ácido, odeio super-heróis, super-receitas, especialmente histórias da carochinha, não existe roteiro mágico, temos que arregaçar as mangas, entender e sincretizar Agile, Design Thinking, Lean Startup, PMBOK, art of hosting, SECI, Kotter, OKR, …

Sim, precisamos escolher um framework-base entre tantos, para então vivenciar e melhorar com técnicas e boas práticas a cada retrospectiva (ou como quiser chamar). O engraçado é que muita gente chega a omitir e trocar o nome de técnicas para poder se diferenciar, o diferente vende!

Multi-convergência metodológica 🙂

Compartilho minha crença em multi-convergência metodológica desde 2012, por isso não aceito participar de debates fake sobre Scrum x Lean x Kanban x XP x SAFe x PMBOK … Se parar para olhar, sempre são tendenciosos, tem segundos interesses, comerciais ou egocêntricos.

Eu acredito em um AGILE Multi-modal, onde as condições existentes em relação ao negócio, produto, projeto e tecnologia estabelecem uma melhor combinação de metodologias, jamai$ $igo por conveniência a$ modinha$ que estabelecem a$ condiçõe$ de certo e errado no mercado.

É preciso evoluir sem destruir tudo de bom que somos e construímos, tanto que não uso mais o acrônimo PDCA, mas PDCL (Act foi substituído pelo Learn). Mudança não é ruptura, é melhoria, por isso a base é “melhoria contínua”. Negar quem somos é o primeiro passo do fracasso.

Lei da Oferta e Procura 😦

Se tem quem pague, sempre haverá gurus do NOVO, negando tudo o que se tem como substrato de experiências e aprendizado só porque não segue a sua cartilha, quer porque não usa WIP, porque não usa metáforas, é contra Releases e contra a daily, logo, ele o novo é seu salvador!

No fundo, eles são contra ou não confiam na sua capacidade cognitiva, pior, não acreditam em Agile ou em aprendizado coletivo e cumulativo, em Kaizen, menos ainda Gemba, suas frases são de que o que você faz é desperdício e errado, exceto eles e o seu NOVO.

Eu tenho evitado ir em eventos repletos de coachs e consultores que ganham a vida vendendo frases de efeito e histórias da carochinha, me incomoda esse showbiz de figurinhas repetidas. Alguns deveriam trabalhar em Hollywood, como roteiristas, atores ou em marketing.

Eu entro pela porta deixando claro que não sou protagonista, sou alguém que teve a chance de vivenciar este processo em muitas empresas, então meu papel é provocar, incentivar, não é ser álibi nem bengala, é incentivar pessoas a assumirem o papel de agentes na sua mudança.

Acredite no modelo SECI, faça Kaikaku, mas a cultura deve ser Kaizen

A seguir alguns posts recentes, neste blog tem quase mil deles sobre Agile, GC, Carreira, Cultura, Pessoas, Team Building Games e Toolbox:

1. Defendo o protagonismo das pessoas da empresa, dos times, Gemba, o papel do Coach é ser a manivela e não a gasolina, se fez um bom trabalho, as pessoas assumirão o protagonismo – https://jorgeaudy.com/2017/01/12/uma-alegoria-poetica-e-dura-para-agile-coachs/

2. Mudamos porque o mundo deu muitas voltas e sempre oferece novas opções, porque a inventividade humana proporciona isso. Evite investir na síndrome do super-herói, eles são a antítese do coletivo e melhoria contínua – https://jorgeaudy.com/2017/11/19/toolbox-wall/

3. Quem diz que só pratica um método ou framework, quer seja Scrum, Kanban, XP, Lean ou PMBOK é muito ingênuo, tendencioso, malandro ou mentiroso – https://jorgeaudy.com/2015/05/04/multi-convergencia-metodologica-e-o-melhor-caminho/

4. Tem cada vez mais gurus da nova era, que fizeram um curso e resolveram vender com frases de auto-ajuda de rodoviária, visionários “Cazuza” com “um museu cheio de grandes novidades” – https://jorgeaudy.com/2017/01/11/se-for-so-um-bom-negocio-ajuste-e-melhore/

5. Antes de reclamar que mexeram no seu queijo, tente entender que o queijo não é seu, tentar maquiar pseudos-culpados ou inventar pseudo-polarizações não vão garantir seu estoque por muito tempo – https://jorgeaudy.com/2017/02/12/pmbok-e-agile-quem-mexeu-no-meu-queijo/

Reflexão postada nas redes: O esforço em se destacar fazendo o oposto que pregamos é um desserviço. Todos os modelos contemporâneos alimentam-se na essência do Lean, em auto-conhecimento, PDCL, persistência em experimentação e aprendizado, melhoria-continua. Então … partir do principio que “o meu Agile é melhor que o de vocês” é risível e apesar de vender bem porque vai de encontro ao que os incautos buscam, depõe contra a inteligência e capacidade cognitiva deles. O queijo do mercado era polarizar entre Agile e PMBOK, agora que isso saiu de moda, a polarização mais rentável é negar de forma tendenciosa um ou todos os outros modelos, teóricos ou vigentes, para destacar o seu de forma “espetaculosa”. Para eles, um deles, Scrum, XP, Lean, Design Thinking, Kanban, etc … é a única e singular solução possível, o restante é diferente e inviável!

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Um Focus Group para degustação da Conexão Varejo

Uma tarde de experimentação e validação dos pressupostos da Conexão Varejo, uma iniciativa liderada pela colega Tatiana Ximenes com o propósito de gerar mais que eventos e conexões, mas propósito e sinergia em prol de objetivos comuns.

Uma programação de quatro horas que se dispôs a reproduzir em pequena escala uma variada gama de técnicas voltadas a integração, entropia-sinergia e o foco em valor prático, seguindo como base o duplo diamante do Design Thinking.

A inspiração para esta iniciativa é o resultado de anos de parcerias e experiências em uma das áreas de excelência da DBserver, o varejo é representado pelas grandes redes, mas se faz presente na vida das pessoas por milhões de pequenas lojas.

Com crise ou sem crise, nos alimentamos, nos vestimos, consumimos bens, nos divertimos, jogamos variadas modalidades, … o varejo está presente a cada momento de nossa vida, a cada dia desde o nosso café da manhã até irmos para a cama a noite.

 

1. Como todo experimento social e lúdico, nossa anfitriã deu as boas-vindas a todos e alinhou nossos objetivos, agenda, premissas e restrições para o dia, convocando todos a interagirem e se conectarem a cada passo.

2. Uma experiência que iniciou com um quebra-gelo bem lúdico para interação e empatia uns com os outros, fugindo de apresentações formais baseadas em currículo, mas em quem somos, no que acreditamos, em nossos sonhos.

3. Logo a seguir, apresentação das bases da Conexão Varejo, ilustrando através de uma representação infográfica com os princípios e principais pressupostos que nos dão sustentação e permitirão construir algo duradouro.

4. A primeira metade do experimento foi um debate sobre meios de interação, que fomentasse não só a comunicação, mas uma conexão continua e construtiva. A cada passo, muito debate através de técnicas lúdicas e colaborativas.

5. Um ingrediente biológico estava a disposição, essencial para uma tarde construtiva, com café, suco, sanduichinhos, brigadeiro no copo e muita energia extra para repôr a tensão e dissipação natural durante debates e consolidações.

6. Na segunda metade, já tendo experimentado momentos de integração e debates sobre o modelo proposto e sua exponenciação, chegou a vez de focar em geração de oportunidade e negócios de forma bastante ampla e auto-organizada.

7. Em diferentes técnicas, cada qual montou visões de si mesmo, quer como pessoa, profissional ou empresa, para na sequência estabelecermos rodadas de conversas 1:1, focando em pontos de contato e sinergia, gerando oportunidades.

8. O objetivo ao final foi atingido e muito bem avaliado pelos participantes, explicitamente não é uma abordagem de balcão para marketing ou reprodução de técnicas de comércio, mas ideação, inovação, a busca por novas alternativas em negócios.

Posso dizer com certeza que a tarde foi um sucesso, a validação de um MVP baseado em reunir pessoas de diferentes segmentos e skills com o mesmo objetivo de interagir e buscar novas opções para crescimento através da colaboração e coopetição.

Esta história está só começando, apenas um primeiro passo, mesmo sendo fruto e decorrência de uma longa caminhada com projetos e experiências. A mim, o prazer de ter sido convidado a participar deste momento como facilitador …

Em breve, próximos capítulos da Conexão Varejo!

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Registros de uma montanha nevada

Em Fevereiro de 2001, em uma estação de esqui em Salt Lake City, Utah, dezessete profissionais que vinham praticando desde a década de 80, publicando e divulgando metodologias rotuladas como lightwaves, se reunindo para declarar seus pontos em comum que vinham chamando a atenção do mercado pela disrupção e bons resultados conquistados.

Seguindo Lavoisier, inspiraram-se no Japão da década de 50, no visionário Taichi Ohno que preocupava-se com o desperdício e implementava gatilhos que desligavam teares no caso de defeitos, que na Toyota entraria para a história com o paradigma de produção enxuta junto a ícones como Toyoda, Sakichi, Deming, Juran e outros.

A partir de então, vários deles assumiram um status de referência, viajando o mundo, palestrando, criando institutos e certificações, resignificando o desenvolvimento de SW, aproximando-o do negócio e partes interessadas, quebrando o paradigma do “nós” (TI) e “eles” (usuários). Os métodos envolvidos e o Manifesto batizaram um novo mindset para a TI.

Aquilo que passou a ser conhecido como “Manifesto Ágil para Desenvolvimento de Software”, baseados em 4 artigos e 12 princípios, se consolidou como um marco divisório, providencialmente no primeiro ano do século XXI, um marco na virada do milênio. De lá para cá, o mindset proposto tornou-se um fato ou meta para a maioria das empresas.

Aqueles experimentos que iniciaram na década de 80, consolidaram-se nos 90, foram batizados em 2001 em uma montanha nevada. Desde então vimos um sincretismo cada vez maior entre diferentes metodologias, frameworks e conceitos, a partir da TI irradiando-os para toda a organização, em conceitos de Digital Transformation, Organizações Exponenciais, Fábrica 4.0, etc.

. 1992 – Crystal Clear Method – Cockburn
. 1993 – Scrum – Shuterland, Schwaber e Beedle
. 1994 – Analysis Patterns, UML Distilled, XP – Fowler
. 1996 – XP – Kent Beck, Cunningham e Jeffries
. 1997 – DSDM (Dynamic Syst. Dev) – Bennekum e outros
. 1997 – FDD – Feature-Driven Dev. – Jeff De Luca e Peter Coad
. 1997 – ASD – Adaptive SW Dev.. – Jim Highsmith e Alistair Cockburn
. 1999 – The Pragmatic Programmer – Andrew Hunt e Dave Thomas

Depois do manifesto vieram o casal Poppendick (Lean Development), Kanban, Agile escalado como Nexus e SAFe, além de muitas disciplinas que vieram a somar e potencializar seus resultados, como Lean Startup, Design Thinking, Gamefication, Lean Business Analysis, com outras dezenas ou centenas de técnicas e boas práticas alinhadas aos seus princípios.

O mercado busca Agile Transformation, empresas ágeis respondendo rapidamente ao mercado e tecnologia, não mais equipes e projetos, mas empresas criativas que aprendem. Desde 2008, me envolvi com SCRUM, Kanban e XP, mas também com Scrum of Scrum, SAFe, DSDM, Lean Office, também com Business Model Generation, Design Thinking … que formam hoje minha toolbox.

Nos últimos anos vimos um sincretismo cada vez maior entre diferentes metodologias, frameworks e conceitos, quer tradicionais ou ágeis, vide o PMBOK e seu Guia de Boas Práticas Ágeis, bem como o modelo abaixo proposto pelo Gartner na direção de proporcionar maior empatia, agilidade, equidade, eliminação de desperdícios, antecipando resultados e melhores taxas de sucesso.

Temos muito o que andar, mas a história nos inspira e dá a entender que estamos no caminho certo!

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Sua Toolbox também precisa ser ágil

Chamo de Toolbox a capacidade cognitiva em buscar, experienciar, aprender e ser capaz de ter uma análise crítica, comparativa e ponderada sobre diferentes técnicas e boas práticas quanto a sua efetividade e potencial.

Opção #1: Ter apenas sempre as mesmas ferramenta é um perigo, porque vamos querer usá-las para resolver tudo o que vier pela frente. Afinal, para quem só tem um martelo, tudo adiante será tratado como prego;

Opção #2: Sem critérios, ter as ferramentas erradas é um problema, pois custa adquiri-las, pesa carrega-las e provavelmente serão mal usadas ou sequer terão utilidade prática, ficando como enfeite;

Opção #3: Ser ágil na agilidade, apoiando a gestão do conhecimento, nos times, nas áreas, na organização, experimentando novas práticas, disseminando-as e expurgando-as quando não agregarem valor.

Parece brincadeira, mas conheço muita gente boa que fecha os olhos para novas técnicas, descartando-as antes de experimentar, bem como quem adota técnicas por modismos, mesmo que não gerem valor, só para tirar fotos e postar.

Desde 2012 venho compartilhando mais de uma centena de técnicas, primeiramente pelo meu blog (http://jorgeaudy.com), no livro Toolbox 360º, no jogo Desafio Toolbox e disseminando uma técnica que chamei de Toolbox Wall.

Estratégia, ideação, modelagem, planejamento, discovery, delivery, engenharia, gestão do conhecimento. Há hoje no blog, no jogo e no mural mais de 120 técnicas explicadas, ilustradas, linkadas e com opinião.

Mas isso é só o ponto de partida, pois o esperado é que técnicas sejam incluídas, mantidas ou expurgadas de forma auto-organizada, conforme sejam realmente úteis e mereçam estar na sua Toolbox.

Já interagi e incentivei estas técnicas com grandes empresas e startups, compartilhei nos principais eventos sobre agilidade e de TI, mas ainda tenho a sensação de que há muito por fazer.

O blog http://toolbox360graus.wordpress.com tem em formato portfólio as cartinhas do jogo e do wall, cada uma delas clicável, com pelo menos uma lauda de descrição, imagens e referências.

Por enquanto está no MVP, a ideia é evoluir após a validação deste primeiro MVP e seus feedbacks, mas já tem um índice em toolbox360graus.wordpress.com/indice. Enquanto não sair o MVP2, se tiver interesse no livro, no game ou no wall … é só falar 🙂

Takeushi e Nonaka foram também colaboradores da Teoria da Empresa que Aprende, daí surgiu o modelo SECI de gestão do conhecimento, o Conceito de Bá, a estrutura em hipertexto, semelhante a dual de Kotter, mas propondo uma terceira camada além da formal, rede, uma dedicada a GC.

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Agile Trends 2018 – pontos de referência

Uma palestra que batizei de Breadcrumb, alusão a marcar a trilha, pontos de referência, porque nem só nos guias de alguns poucos frameworks está o traçado que devemos estar atentos nessa caminhada ágil.

Primeiro, os princípios ágeis, boas práticas e frameworks não se sustentam sozinhos, é preciso construir estruturas em rede, como proposto por Takeushi e Nonaka na estrutura em hipertexto para empresas que aprendem e na Dual de Kotter (clique aqui para ler sobre hipertexto e dual).

Eles não propuseram uma holocracia (1) nem anarquia (2), mas o estabelecimento e coexistência de uma estrutura formal e organizada que apoie sub-estruturas dinâmicas e auto-organizadas em múltiplas redes com propósitos específicos.

(1) Holocracia é uma forma de administrar que substitui a estrutura hierárquica por uma com auto-distribuição da autoridade.

(2) A Anarquia é humanista e defende que grupos humanos são capazes de se organizar de forma não hierárquica, descentralizada e dinâmica.

Segundo, é a desmistificação de que existe um só Agile para todos, o próprio mindset e princípios se ressignificam frente a diferentes contextos, conforme estrutura, complexidade organizacional, tecnologia. Outro mito de alto risco, é uma TI apenas Bi-Modal, que percebe ou algo previsível e controlado, ou inovador e auto-organizado.

A ideia Bi-Modal foi útil e colaborou para a introdução do Agile em grandes organizações, mas está na hora de deixá-la para trás e buscar novos passos. O substrato é um só, precisamos de empresas mais ágeis, flexíveis, absortivas (leia mais sobre Teoria da Absorção aqui), se utilizando de uma grande Toolbox em prol de uma organização Lean.

Terceiro, inexiste profissional com sua carreira, startup com suas hipóteses, até grandes organizações com suas áreas, produtos e serviços que possam prescindir de um bom portfólio baseado em sua missão, visão e objetivos, que mesmo dinâmicos, nos oferecem um norte para avaliação, seleção e priorização de nossos investimentos de qualquer natureza.

A existência de um Norte é base para a manutenção de portfólio, sub-portfólios, projetos ou operações que nos impulsionam a frente. Assim como a Alice, se não sabemos ou pressupomos onde queremos ir, corremos o risco de gerar grandes desperdícios, inclusive o de não estar atentos a oportunidades de antecipação, mudança, otimização ou potencialização de resultados e valor.

Quarto, uma gestão visual sobre as atribuições, projetos, operação, planejamento e prioridades de equipes de uma área, gestão ou negócio é essencial para a construção do senso de pertença e coletivo. Uma visão transversal ativa a comunicação e contribuição além da própria tarefa e objetivos singulares.

Além disso, o papel da liderança ainda será essencial por muito tempo, vai além da auto-organização e redes, um processo de desenvolvimento de pessoas, equipes, áreas e organizações (intra e inter) gerará cada vez mais autonomia e agilidade, mas o papel dos líderes no apoio e balizamento em aspecto de estratégia e equalização transversal é vital.

Quinto é o senso de causa-efeito, se queremos ser exponenciais, inicia pela consciência de que cada opção, decisão ou ação hoje geram consequências no futuro de curto, médio e longo prazo … Like efeito borboleta.

A base de tudo é auto-conhecimento, pessoas, carreiras, equipes, quais são forças e fraquezas, oportunidades e ameaças. Isso materializa senso de responsabilidade individual e coletivo, tudo tem causa e efeito, as soluções são em single e double loop (Cris Argyris).

Sexto é cadência, fluxo contínuo, ritmo, quer no encadeamento e sincronismo entre discovery e delivery, entre DoR e DoD, nos esforçando por ter a especificação antes de iniciar o desenvolvimento, atingindo o done, já validado, ok.

Aqui entra o esforço de DevOps, automação, fluxo contínuo, eliminar delays e sla, impossivel tornar-se uma equipe de alta performanca com perda de tempo (e dinheiro) por falta de fluides no processo, com tecnologia e esforço para eliminar todo e qualquer desperdício.

Por exemplo, nada mais inócuo e ilusório que pressão inconsequente, baseada na busca e geração de factóides, gerando todo tipo de retrabalho e desperdício. Value Stream Mapping, a busca pelo fluxo contínuo de valor um pouco a cada decisão, dia, sprint, ação consciente e coletiva.

Sétimo, o segredo de uma empresa que aprende está no uso de boas praticas de gestão do conhecimento. Você pode inspirar-se em comunidades de pratica ou de conhecimento, tribos e guildas, em conceitos de GC, Art of Hosting ou Dragon Dreaming.

A mitigação mais efetiva para desvios e postergações é o coletivo, é a parceria, a psicologia nos mostra que um grupo bem orientado e bem intensionado tende a minimizar alguns mecanismos inconscientes que nos levam a nossas zonas de conforto.

O Silas, colega de DB em SP transmitiu pelo meu celular um face live em duas partes, por deficiência da rede ficou bem truncado, mas esta aqui – link do primeiro vídeo – link do segundo vídeo. E abaixo tem algumas fotos pra ilustrar:

No meu bloco eu pareei com a Cristiane Coca Pitzer (Paddy Power Betfair), que falou sobre sua experiência nacional e internacional como Agile Coach.

AT 2018 – breadcrumb – vs08

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28/03/2018 – TecnoTalks debateu a TI Bi-Modal

O evento foi proposto para entendermos o que é a TI Bi-Modal, o momento e quais os cenários evolutivos, porque “pedras que rolam não criam limo” e a evolução ou transmutação de tudo é inevitável … para melhor. Os modelos de Pace Layered e TI Bi-Modal do Gartner podem ter contribuído para quebrar o gelo, mas anos se passaram e o mundo mudou.

http://www.gartner.com/it-glossary/bimodal/

O Gartner previu e acertou que até 2017 mais de 75% das grandes empresas estariam trabalhando em uma TI Bi-Modal, equalizando projetos de registro, conhecidos e previsíveis, de outros com inovação. De certa forma, poderíamos dizer que no modelo o Gartner revisitou o conceito de exploration e exploitation, domínio e disrupção.

A seguir um trecho gravado e transmitido pelo Jonatan Aguiar durante o debate e algumas fotos. Foram 320 inscritos e em torno de 200 presentes. O facebook dos debatedores são Eduardo Meira Peres, Luiz Claudio Parzianello, Rafael Prikladnicki, Paulo Caroli, Marco Migliavacca, Karina Kohl e Annelise Gripp.

Como todo TecnoTalks, uma equipe trabalhou para que acontecesse, como a Claudia Dos Santos Flores, Andreza Deza Deza, Dreyson Queiroz, Profª Alessandra C S Dutra, Profª Aline de Campos e outros que ajudaram curtindo, sugerindo, apoiando, votando, compartilhando, sem isso tudo não teriamos mais de 60 dias de eventos TecnoTalks desde 2012.

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Mais um Desafio Toolbox e ToolBox Wall

Um blog, um livro, um jogo de tabuleiro, uma técnica de gestão do conhecimento, a cada mês compartilho e dissemino um pouco mais estes conceitos e conteúdos. A pergunta é: Qual é a sua toolbox, a da sua equipe, da sua empresa, o que dominamos, experimentamos e desejamos.

São mais de 120 boas práticas compiladas a partir de seleções e vivências, crescente ano após ano, oriundas de diferentes frameworks, métodos, modelos, experimentos, envolvendo estratégia, ideação, modelagem, planejamento, definição, construção e aprendizado.

Desta vez foi na Quarta do Conhecimento da PROCERGS a convite da Luciana Hahn, oportunidade que tive a oportunidade de mais uma vez reencontrar e interagir com amigos, ex-colegas, parceiros de profissão e paixão pelo aprendizado e gestão do conhecimento.

Porque um acixa de ferramenta apenas com um martelo somente será útil frente a pregos, uma caixa de ferramenta cheia de opções inúteis será pesada e onerosa, nossa meta será sempre buscar o equilíbrio com ferramentas úteis e na medida, lembrando que não podemos parar no tempo, não serão melhores por serem antigas ou novas, mas porque geram resultados e valor.

Foi um papo rápido e partimos para o jogo Desafio Toolbox, formando várias equipes de 5 integrantes, um como mestre, com um desafio e cinco cartas aleatórias para cada um para debate e proposição das melhores cartas (técnicas) entre as 25 em jogo.

Após duas rodadas, dois desafios, inauguramos um grande Toolbox Wall em frente ao refeitório, um grid de uns sete ou oito metros, metade com técnicas e outra metade com tecnologia, convidando a todos a interagirem – colocando postits verdes, amarelos e laranjas:

  • Verde – Eu conheço e posso ajudar no entendimento ou execução desta técnica (carta);
  • Amarelo – Eu quero aprender ou preciso de ajuda para experimentar esta técnica (carta);
  • Laranja – Eu não recomendo (várias laranjas removem esta carta para uma quarentena).

A seguir fotos e vídeos desta experiência singular, com feedbacks e sugestões variadas nos dias seguintes como a do Jose Ignacio Jaeger Neto para uso de QRCode para acessar a página correspondente no blog e a colocação de um mural de feedbacks.

Tive um probleminha com meu notebook, mas sem nenhuma perda para a dinâmica, fiz um briefing do conceito por trás do jogo e da técnica e seguimos adiante.

Foi mais uma oportunidade de muita interação e aprendizado que esta disseminação de boas práticas me proporciona, compartilharei novos capítulos em breve.

[ ] e se ficar curioso, entra em contato o/