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Webinar “Virei PO! E agora?”

Em empresas que vivenciam métodos ágeis (e mesmo algumas que ainda não vivenciam), um papel diferenciado se destaca, o de PO ou Product Owner, mas o que é e como crescer e evoluir nesta atuação de grande responsabilidade e visibilidade?

O papel de Product Owner se estabeleceu como um padrão de mercado, um profissional dedicado a ser o ponto focal de um ou mais produtos. Mesmo empresas que não utilizam métodos ágeis, vem estabelecendo este papel consolidado pelo método SCRUM.

Um profissional empenhado a entender o negócio, produto e stakeholders para a tomada de decisão e máximo retorno de valor para o negócio sobre o investimento – driver: mercado, negócio, ROI, Lean Startup, Design Thinking, Small Projects e Agile Thinking.

Faça sua inscrição em http://bit.ly/DBwebinarPO e você receberá o link de acesso por e-mail!

Jeff e Ken mantém o Scrum Guide e o compartilham em dezenas de linguas com a ajuda de agilistas de todo o mundo – https://www.scrumguides.org/download.html – ajustando detalhes e agregando aprendizados em média a cada dois anos. O que diz o Scrum Guide sobre o papel de product owner?

O Product Owner é o responsável por maximizar o valor do produto resultado do trabalho do Time de Desenvolvimento. Como isso é feito pode variar amplamente através das organizações, Times Scrum e indivíduos. O Product Owner é a única pessoa responsável por gerenciar o Backlog do Produto. O gerenciamento do Backlog do Produto inclui:

• Expressar claramente os itens do Backlog do Produto;
• Ordenar os itens do Backlog do Produto para alcançar melhor as metas e missões;
• Otimizar o valor do trabalho que o Time de Desenvolvimento realiza;
• Garantir que o Backlog do Produto seja visível, transparente, claro para todos, e mostrar o que o Time Scrum vai trabalhar a seguir; e,
• Garantir que o Time de Desenvolvimento entenda os itens do Backlog do Produto no nível necessário.

O Product Owner pode fazer o trabalho acima, ou delegar para o Time de Desenvolvimento fazê-lo. No entanto, o Product Owner continua sendo o responsável pelos trabalhos. O Product Owner é uma pessoa e não um comitê. O Product Owner pode representar o desejo de um comitê no Backlog do Produto, mas aqueles que quiserem uma alteração nas prioridades dos itens de Backlog devem endereçar ao Product Owner.

Para que o Product Owner tenha sucesso, toda a organização deve respeitar as decisões dele(a). As decisões do Product Owner são visíveis no conteúdo e na priorização do Backlog do Produto. Ninguém pode forçar o Time de Desenvolvimento a trabalhar em um diferente conjunto de requerimentos.

Em 2013 eu lembro que assisti alguns vídeos do Henrik Kniberg, entre eles um overview sobre o framework Scrum, sempre didático, entre eles tinha o vídeo abaixo sobre o papel de product owner. É um vídeo antigo, de quando ele era coach na Spotify, época que a empresa explodiu:

Tem um vídeo da KnowledgeHut que eu acho muito didático e assertivo no conceito, acho que é um bom início para quem ainda está começando:

Em 2018, um dos últimos TecnoTalks foi exatamente um sobre PO com profissionais diferenciados, o post com tudo o que rolou, perfis dos participantes, relato – https://jorgeaudy.com/2018/11/01/31-10-po-debate-entre-especialistas/

Antes, em 2017 organizei um open space para debater o papel de PO que rolou no primeiro Canal Café, aquele ali do estacionamento na entrada do TecnoPUC, que contou com muita gente e como todo Open Space foi anárquico e memorável. No post que fiz na época tem vários vídeos com os pitchs e debates de cada grupo de discussão, clica no link, lá tem pelo menos 3 vídeos legais – https://jorgeaudy.com/2017/02/10/ttalks-keep-calm-and-trust-your-product-owner/

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Adquirir o kit Toolbox 360° + Jogos 360° e receber em casa

Tenho algumas pessoas pedindo para comprar o kit do jogo Toolbox 360° e Jogos 360°, inicialmente falei que os envios estavam suspensos e fiz algumas devoluções de pagamentos por causa da covid-19, mudei porque percebi que na minha rede o jogo pode ser usado e jogado em família, com filhos universitários, explicando e provocando o aprendizado de conceitos e técnicas relativos a Lean Startup, DT, Agile, …

Os dois kits tem tabuleiro e baralho de 130 cartas em alta gramatura, colorido frente e verso. As cartas aumentaram em um centímetro para ficarem maiores e mais versáteis. Para adquirir, email para toolbox.audy.360@gmail.com, com o que quer, eu retornarei com instruções, os valores já incluem o envio registrado com seguro e rastreio.

1 kit do Desafio Toolbox 360° = R$ 100,00 
1 kit do Jogos 360° = R$ 100,00 
1 kit de Toolbox e 1 de Jogos = R$ 180,00 

KIT COM TABULEIRO E BARALHO TOOLBOX 360°

O jogo Desafio Toolbox é uma criação minha para disseminação, ensino e aprendizado de técnicas. O baralho possui 130 cartas, é possível manipula-las da forma que agregar mais valor dada sua versatilidade, podendo-se ordenar, separar, marcar, categorizar, criar murais e muito mais. Cada kit com o tabuleiro o jogo pode ser usado em grupos de 5 a 7 pessoas por vez.

O uso recorrentemente em workshops, equipes, eventos e com alunos em sala de aula. Em 2015 lancei o livro TOOLBOX 360°, um guia com mais de 70 técnicas, em 2016 lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX 360° com tabuleiro e cartas, depois a técnica TOOLBOX WALL 360° e os workshops, destinados a estabelecerem uma gestão do conhecimento auto-organizada.

O jogo tem regras simples voltadas ao debate e negociação em torno de um cenário a ser resolvido, oferece 6 (seis) cartas com exemplos, mas os jogadores podem propor cenários com desafios reais de projetos, equipes, mercado, produtos, problemas, empreendedorismo, etc. A seguir apresento as regras e sugestões: INICIAÇÃO > CENÁRIO > CARTAS > NEGOCIAÇÃO > ENCERRAMENTO. O jogo permite inúmeras variações.

INICIAÇÃO

1. As equipes devem ser de 5 jogadores, um ponto de equilíbrio para gerar e permitir o debate e argumentação;
2. Cada equipe escolhe um mestre, ele terá a responsabilidade de resolver impasses e fazer fluir o jogo;
3. O mestre também joga, como os outros jogadores, ele se diferencia apenas quando o jogo não estiver avançando;

CENÁRIO

4. A equipe escolhe um cenários de projeto ou operação a resolver, pode ser hipotético ou real (melhor real);
5. O objetivo de todos, como um time, é escolher as melhores cartas para atender o melhor possível o cenário;

CARTAS

6. O mestre mistura o baralho de cartas de técnicas e depois distribui cinco cartas aleatórias a cada jogador;
7. Os jogadores analisam suas cinco cartas e o mão (primeiro a esquerda do mestre) inicia com a sua melhor carta;
8. O jogador ao propor uma carta, a justifica brevemente e indica qual acha que é a sua posição (de 1 a 6) no tabuleiro. Por exemplo, provavelmente uma carta de planejamento é mais para o início e lições aprendidas é mais para o fim.
9. Em sentido horário, a partir do primeiro, um jogador por vez propõe uma carta ou passa a vez se não tiver mais nenhuma carta útil;

NEGOCIAÇÃO

10. Após as seis posições do tabuleiro ocupadas, a cada nova jogada é possível propor trocas (retirar uma das já propostas por uma melhor), pode-se propor a retirada de uma das cartas justificando porque aquela carta não é útil e/ou propor trocas de posições entre as 6 cartas para que a sequência faça melhor sentido para execução;
11. Um a um, em sequência jogam novas cartas, propondo mudanças ou passando a vez;
12. Assim que concordarem que as cartas no tabuleiro são as melhores jogadas até o momento com o objetivo de atender o melhor possível o cenário proposto no início, encerra-se a jogada;

ENCERRAMENTO

13. Somente após encerrada a jogada é que todos mostram as cartas restantes em mãos, é uma oportunidade de aprender um pouco mais ao perceberem que haviam boas cartas que poderiam ter sido usadas;
14. Encerrado o breve debate que pode acontecer ao terem sido definidas as 6 melhores cartas para atender o cenário e terem sido apresentadas todas as cartas em mão, recolhem-se todas as 25 cartas da rodada e as colocam bem embaixo do baralho para que o jogo seguinte se utilize de novas cartas;
15. Reiniciar o jogo com a definição de um cenário em comum acordo e distribuição de novas cartas.

Kit com Tabuleiro e baralho de JOGOS 360°

O kit tem um canvas A3 e baralho com 130 jogos variados para icebreakers, warm ups e agile games  \o/  tudo começou aqui no blog, depois venho o livro JOGOS 360º, ilustrado e colorido, com prefácio do Paulo Caroli, ilustrações da Luisa Audy e encarte colorido.

“En la expresión ludocreativa están todas las dimensiones del ser humano, estímulo para un permanente aprender, interés y alegría por descubrir sus potencialidades” – Raimundo Angel Dinello

resumo jogos

O tabuleiro do JOGOS 360° é tamanho A3, dobrado ao meio, com frente e verso coloridos, de um lado temos um grande guia de possibilidades com espaço para marcação e possibilidade de uso de postits para apontamentos, no verso temos o meu canvas de mapeamento de jogos, desde a oportunidade/missão a sua organização e execução.

O baralho vem com quase o dobro de jogos que o livro, 130 icebreakers, warmups e agilegames, cada carta possui um QRCode que nos leva para o blog em um artigo mais detalhado sobre uso e com a possibilidade de comentários e contribuições, interagir comigo sobre detalhes, variações, material preparatório e muito mais.

“O ser humano sempre jogou e através do jogo aprendeu a viver. A identidade de um povo está fielmente ligada ao desenvolvimento do jogo como gerador de cultura” – Juan A M Murcia

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“O jogo é uma atividade voluntária, dentro de certos limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas obrigatórias; dotado de um fim em si mesmo” – Johan Huizinga

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Vídeo-chamada com vídeo, áudio e muita sinestesia – Zoom, Miro, Trello e GDrive

Na noite do dia 27/03/2020, rolou a segunda aula remota pós quarentena da PUCRS pelo covid-19, nesta o Zoom e vídeo reunião já não era novidade e pude introduzir conceitos essenciais de facilitação remota e sinestesia, o impacto do uso das câmeras, comunicação não verbal e o uso de murais cooperativos.

Uma oportunidade de exercitar video-chamadas agregadas de conceitos sensoriais e ativos, colaborativas com MIRO, TRELLO e sheets do GDrive. Acoplando o conteúdo em ppt com as ferramentas, exercitando técnicas de mural para modelagem visual colaborativa, onde todos compartilham e editam ao mesmo tempo.

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Aproveitei o conteúdo da aula (história do gerenciamento de projetos e uma introdução ao PMI e PMBOK) para exercitar reuniões por vídeo o mais instigantes, empáticas e produtivas. Primeiro é preciso desapegar das restrições do século XX quando reuniões por vídeoconf eram limitadas, enquanto agora é possível engajar e ousado mais.

No Miro era possível ver 10 cursores com os nomes de cada um enquanto os elementos do diagrama iam surgindo, acordos sendo feitos e co-criação a bom termo. No Trello foi possível debater e incluir cards colaborativamente. No GDrive, usei uma planilha para simular o preenchimento de um PMC e todos trabalhando juntos.

Nas próximas aulas quero aproveitar para falar de outras ferramentas, como as de mapas mentais, outros boards, canvas e ferramentas de comunicação. Aproveitaremos as aulas remotas para ir além do conteúdo e exercitar a maior demanda dos dias de hoje – reuniões remotas para tudo, mantendo a empatia, sinergia … e elegância.

Vídeo-chamada sem vídeo e sem sinestesia? Pode isso Arnaldo?

O mundo está vivenciando home-office na marra, reuniões virtuais com quem está longe ou perto. Lembro em 2013 em projetos ágeis as empresas ainda insistiam em voo e hotel para garantir o presencial. Hoje, usarem largamente vídeo-chamadas já é uma conquista, agora vem novos paradigmas de interação com mais sinestesia.

Sinestesia refere-se a uma sensação secundária que acompanha uma percepção, ou seja, uma sensação em um lugar originária de um estímulo proveniente de um estímulo de outro (Dorsch, 1976), designa a união ou junção de planos sensoriais diferentes.

Muitos ainda mantém o hábito vintage de desligar o vídeo e ficar só com o áudio, mas devemos instigar e aproveitar diferentes sentidos sempre que possível, no caso de uma vídeo chamada, é possível ativar a audição, a visão e a ação, ativa ou mesmo estática … aquela que gera uma expectativa de ação.

Cenário #1 – inércia, sem quebrar paradigmas

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, todas de câmera desligada, uma falando por vez, repleto de lacunas, todos cheios de parcimônia, posso falar, desculpa te atrapalhar, ops não percebi que ainda estavas falando, todas olhando para uma tela estática em que a fotinho de quem está falando fica em destaque. Característica comum também é intercalar falas com gaps, fatias generosas de tempo sem ninguém falando porque ninguém sabe quem vai falar e pela ausência dos vídeos, não temos a menor ideia de quem quer ou vai falar;

Cenário #2 – sacudindo a poeira

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, afinal, não importa se esta de casaco, blusão ou pijama (mínimo decoro é esperado), o que aparece é o busto, todos vendo o colega ou cliente, olho-no-olho, percebendo o movimento e intenção, um movimento de mão, mesmo se der uma atrapalhada, deixa seguir, aguarda mais um pouco, sem salamaleque. Aqui temos uma percepção sensorial melhor e divertida, as coisas encaixam a partir de um movimento de sobrancelhas, um aceno de mão, um piscar de olhos;

Cenário #3 – quebrando tudo \o/

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, todos naturalmente estabelecendo protocolos informais de fala, olho-no-olho e cumplicidade, já sem salamaleques e data vênias. Além disso, com um quadro do Miro em branco ou pré-elaborado, talvez uma planilha (ou doc ou drawing) do Goggle Drive aberta, entre outros tantas opções (*), permitindo que algo dinâmico possa ser manipulado. Por exemplo, uma planilha com uma coluna para cada participante, um doc com tópicos, pauta ou diagrama, um Canvanizer, um Trello;

Conclusão

Em oficinas, treinamento, aulas e reuniões, tenho o hábito de colocar uma folha branca A2, postits e canetões no meio de cada mesa, isso vale para a DBserver, para workshops com a Sputnik e para minhas aulas na POlitécnica da PUCRS.

Em dias de home office nesta quarentena não poderia ser diferente … o povo ainda esta se adaptando a video meetings, o primeiro passo foi do covid-19, o segundo foi abrir um Zoom, Skype, Hangout ou Whereby, o próximo vai ser perder o medo deles, ir além do que se usava no passado, agora é as ganhas.

Canal oficial com vídeo-tutoriais do MIRO – https://www.youtube.com/channel/UCfhGfgBKDcFI74bBJ9yjLDQ

Canal de vídeo-tutoriais do Trello no youtube – https://www.youtube.com/channel/UClwrPjExZWnpU0fIMUj__ZA

Canal de vídeo oficial do Google Spreadshhets com tutoriais – https://www.youtube.com/channel/UC8p19gUXJYTsUPEpusHgteQ

Canal oficial do Zoom no Youtube – https://www.youtube.com/user/ZoomMeetings

Posts relacionados postados na sequência:

 

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A hora é agora, daqui a uma semana estaremos atrasados uma semana

Vejo a cada dia o cancelamento de reuniões, projetos, contratos, treinamentos, muitos deles diretamente relacionados a gestão do conhecimento, facilitação, inovação, mas agora é hora de experimentação, renegociação, novos meios. Todos estão sendo impactados, logo, proponha um novo acordo, repense os tempos e as interações, essa crise vai demorar, a solução é repensar, se reinventar e seguir em frente.

O quanto antes treinarmos a todos nós com o uso de tecnologia remota, por mais difícil que pareça, melhor. Até mesmo porque tecnologia deveria funcionar e provavelmente no início vai dar trabalho, vai gerar frustração, mas só assim aprendemos, ajustamos e seguimos em frente. Balanceie seu tempo, evite se entregar a TV e ao inócuo debate de ideologismo sem resultado prático nas redes, arregace as angas e vá a luta.

A tecnologia está aí, streaming, cloud meeting, redes sociais, youtube, miro, canvanizer, trello, etc. Com certeza o timing muda e haverá mesmo assim um tempo de adaptação, de aprendizado. Mas, aprendemos melhor fazendo e não é hora de postergar o impostergável. Mantenha o engajamento em atividades remotas, use muito vídeo, mantenha janelas permanentes uns com os outros, qualquer área que possa manter algum ritmo ao se reinventar tem essa obrigação, enfiar a cabeça no chão como um avestrus não é exatamente uma estratégia.

RENEGOCIE – Gosto do exemplo do rádio, jornal e TV, uma matéria tem um único conteúdo, mas possui forma e ritmos diferentes em cada meio, logo, é preciso repensar nossos tempos, o formato, inovar, empreender, além disso, estar aberto para reajustar novamente quantas vezes necessário. Frente a certeza de que o contrato, plano, agenda originais não poderão ser cumpridas como o previsto, a solução não é cancelar, mas revisar o contrato, replanejar, reagendar, … Onde estava o presencial e a reunião, agora será remoto em interações resigificadas.

VÍDEOS – O primeiro passo é definir a(s) plataformas mais aderentes as suas necessidades ou disponibilidade para reunião por vídeo em tempos de Covid-19 … postei recentemente as principais plataformas para reuniões em vídeo, com suas características e links. Mas, temos que ir além da reunião de hora marcada, é possível manter o contato estável e contínuo, manter uma janela com acesso permanente a todos.

QUADROS – Compartilhei um post sobre quadros virtuais em tempos de Covid-19, onde compartilho vários softwares e aplicativos para criar quadros e mapas mentais colaborativos, recurso essencial para trabalho remoto colaborativo e mapeamento colegiado. Aprender a modelar mapas conceituais para convergência, tomada de decisão, planejamento, etc, não é trivial, o quanto antes desenvolvermos isso melhor.

Inovação e empreendedorismo

Agora é hora de tentar fazer diferente, de novas parcerias, com expectativas abertas, menos formatadas e previsíveis. Mais que nunca há muitas pessoas com tempo extra para aprender e descobrir … temos de uma a duas horas a manos de deslocamento, almoçando em casa. Aproveite para ler, ativar seu networking, busque ou ajude novas formas de gerar receita, conte com os seus parceiros de viagem e retroalimente sua rede.

Há um grande número de cursos gratuitos e aumentam a cada dia, grandes instituições se sensibilizam com o momento e oferecem opções antes pagas e agora abertas para que as pessoas aproveitem o tempo para aprender e se motivar, talvez instigar se reinventar. A galera pode juntos votar e escolher alguns cursos para todos fazerem e gerar reuniões de debate e interpretação, com sessões de inovação para uso prático:

(*) Da uma olhada no Youtube em tutoriais e cursos sobre Scratch … se aprende lógica e programação brincando, como em https://www.youtube.com/watch?v=poLuoL4nVCE
(*) Tenho um post de 2016 explicativo sobre a oportunidade de ensinar com Scratch
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Reflexões sobre MVP de uma aula remota em um curso presencial

[Moodle] += [câmera do notebook] + [convite em vídeo] + [instruções para o meeting] + [conteúdo em arquivo PDF] + [Zoom vídeo meeting] + [narração no power point] + [vídeos Mp4 com conteúdo narrado] + [Youtube] \o/

Não é uma disciplina EAD, são aulas remotas para alunos de graduação matriculados em um curso presencial, contingência pela adesão ao plano nacional de isolamento inicialmente previsto para Março e Abril, em função do covid-19 (corona vírus originário de Wuhan/China).

Foram apenas 2 aulas na normalidade deste semestre atípico, a terceira já foi com cada aluno entrando via Zoom e, contando com vídeos fatiados compartilhados com conteúdos narrados tela-a-tela a partir da apresentação em aula, compartilhados com todos.

As orientações gerais são para considerar que não é um curso EAD, que alguns alunos talvez não estejam preparados para isso, psicologica ou tecnologicamente, por isso, ir construindo este novo formato em conjunto, sem muitas regras e imposições unilaterais.

Sendo assim, a primeira aula serviu de termômetro, a média de engajamento geral foi baixo na minha opinião, mas estou acostumado a aulas permanentemente em grupos, debates e exercícios colaborativos, portar isto para uma aula virtual exigirá a conquista do engajamento deles.

A atenção e empenho deles mesmo usando ferramentas virtuais poderá ser um desafio libertador, pois o futuro do trabalho em nossa área tem muito a ver com isso. Mesmo com equipes presenciais, cada vez mais usamos SW para ajudar na facilitação, registro e depois métricas.

Aula por SW de vídeo meeting

Um desafio a todos, professores e alunos, possível contornar com ferramentas free – Zoom, Hangout, Skype, Whereby, … mas, se você é professor a noite e de dia trabalha em TI, pergunte se não poderia usar o Teams, Skype for Business, Google suite por algumas semanas, não é preciso cadastrar os alunos nem nada, seriam convidados através do link gerado e compartilhado previamente … pode ser uma opção.

Na versão free o Zoom tem limite de 40 minutos, sem limitação de funcionalidades ou audiência, esse tempo faz sentido somado a peculiaridade de gravação de toda a interação em um arquivo completo em MP4 (desejável abaixo de 100MB) e outro só de áudio para podcasts (M4A).

Outra vantagem do Zoom é o mecanismo de chave única, eu a gero e compartilho pelo moodle antecipadamente, daí em diante para entrar em uma aula minha é só o aluno entrar no Zoom, pedir para entrar em uma sala e informar a chave, uma só para todas as minhas aulas.

Há também no Zoom recursos básicos e comuns a todos os demais, entretanto é possível manter todos com o áudio desligado e cada um pode usar um botão de “levantar a mão”, que mostra um ícone de uma mãozinha junto a foto ou vídeo do aluno (nenhum usou a câmera).

Na imagem abaixo eu editei e tirei os nomes e fotos dos alunos, o Zoom tem uma opção mosaico em que é possível pra o professor ter um grande número de alunos aparecendo ao mesmo tempo, melhor se estiverem usando as câmeras ou a mãozinha.

Compartilhamento do conteúdo

Não sou nenhum fã do power point, mas a cada ano a Microsoft se esforça em oferecer mecanismos para tirar a impressão de aula quadradinha, com efeitos na página e de transição, mas para este fim especifico de gerar conteúdo com narração o resultado é impecável.

Optei por dar a aula aproveitando os recursos do Zoom, inclusive setei para gravar, mas ofereço uma segunda experiência ao compartilhar o ppt em Mp4 com narração. Assim valorizo e diferencio os dois momentos, incentivando que a galera participe da aula e assista o fatiado.

Para compartilhar o material da forma mais didática possível, eu ministro a aula e depois gravo a narração no power point tela-a-tela da aula, para depois exportá-las para Mp4. Eu tive que seccionar o ppt em três conjuntos de 12 a 15 telas para ficar abaixo de 100MB.

O resultado fica muito bom, mesmo optando pelo Mp4 com tamanho mínimo (mínima qualidade), o resultado em vídeo e áudio é excelente. Durante toda a narração, tela-a-tela fica o vídeo do professor na extrema direita inferior, o que confere uma certa humanidade ao vídeo.

Concluindo – Youtube e Moodle

Uma vez gerado os vídeos, organizados para que cada um não ultrapasse 100MB, vá para o Youtube (se você não tem um canal, crie um), entre no Youtube Studio, página dos seus vídeos e suba-os na opção privado (somente com o link poderá acessá-los), gere o link e compartilhe-os.

Aqui cabe uma observação, todo este processo e os meios escolhidos são nosso MVP e vem se saindo muito bem utilizando apenas soluções gratuitas, com certeza este post não sobrepõe plataformas especialistas como o Google for Education ou Grupo A.

A tempo, por política do Youtube cada vídeo precisa ter menos de 100MB senão a gente perde um tempão e no final dá erro no upload.

No moodle, tenho um vídeo de convite à aula que envio via fórum e destaco no bloco do dia, antecipadamente compartilho a apresentação em pdf com todo o conteúdo como sempre fiz e um fórum para eventuais perguntas e respostas, debates e comentários, antes ou depois da aula.

A tempo, o vídeo de convite à aula eu subo direto no Moodle porque ele tem menos de 2MB apenas, talvez nas próximas suba no Youtube.

Após a aula realizada, gravo a narração, exporto para MP4, subo para o Youtube e incluo os links dos vídeos no Moodle, fim.

 

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Home Office exige disciplina e indisciplina na medida certa

Listei alguns tópicos relevantes para quem nesses dias de covid-19 está atipicamente em casa fazendo um home office forçado, marquei de forma despretensiosa com (+) aqueles que exigem um tanto de maior disciplina e com (-) aqueles que inevitavelmente, por bem ou por mal, exigirá abrir um pouco a mão da disciplina e controle:

Antes de mais nada, carinho com quem tem menos compreensão: Tenha empatia, alerte e combine com os colegas e chefe para todos terem um pouco de paciência com eventuais deslizes dos filhos. Mas, pense bem, ter o papai ou a mamãe em casa, mostrando para eles como é legal o seu trabalho, pedindo uma “ajudinha”, brincando vez em quando no vídeo com os colegas, … Assim ficará mais fácil eles colaborarem. Lembre-se que seus filhos (gatos e cachorros também) estão acostumados a ter toda sua atenção quando você está em casa, precisarão de tempo para se acostumar que você está em casa, mas não a disposição, tenha paciência com eles e se necessário alerte e peça que o chefe, o cliente e os colegas também tenham.

AMBIENTE (+): Estabeleça uma mesa para ser o seu “home office”, preferencialmente uma mesa para que tenhas uma postura ergonômica, isso vai ajudar a seu cérebro começar a se adaptar caso essa parada de covid-19 demore um pouco mais que o esperado, sem stress, mas essa definição ajuda também a conjuge, filhos, outras pessoas a lembrarem que estás trabalhando.

CHURRASCARIA (+): Divirta-se, faça uma placa tipo churrascaria, vermelha de um lado e verde do outro. Assim como o garçom, se estiver no vermelho não é para atrapalhar (vídeo, áudio ou tentando achar uma solução), só não deixe sempre no vermelho nem brigue se alguém esquecer … é uma forma de tornar esse puxa e solta com a família mais inusitado, diferente;

START (+): Eu recomendo o mindset da técnica dos 7 minutos no início de cada dia ou jornada, garanta alguns minutinhos com uma folha em branco, <1> liste as pendências do dia anterior, <2> liste os compromissos do dia, <3> seja criativo, pense o que vai rolar, ordene, priorize, veja e avise a quem está aguardando se algo não vai rolar. Um brainstorming individual e singular no início de cada dia ajuda a ter maior clareza nas prioridades, entregas, comunicações de status e é um excelente motor de arranque;

AGENDA (+): É importante manter uma agenda clara de reuniões, mesmo aquelas que antes não precisava agendar. No escritório é só cutucar o ombro do colega e bater um papo, mas lá percebemos o contexto, se o momento é apropriado, agora estamos todos distantes uns dos outros, então é preciso um pouco mais de disciplina e se possível combinar os melhores horários e agendá-los;

HORÁRIO (+/-): Por um lado, é muito positivo manter a rotina, acordar, tomar um bom banho, colocar uma roupa (**) confortável, mas por outro é preciso relaxar com os pequenos imprevistos previsíveis por estar em casa, o interfone, o vizinho, o conjuge, a filha (*), o contexto doméstico exige que não tornemos o dia “duro” demais para não tornar a experiência tensa … aproveite;

(*) FILHOS (-): Cara, relaxa, tenha uma visão de produtividade e entrega para o seu dia, mas não tente fazer de conta que está no escritório, seus filhos ou crianças não conseguirão entender isso. É preciso ser estratégico, ter papel e lápis, ir administrando e fazendo combinações de boas, sem stress, a parada tem que ser equilibrada e diplomática, senão vai ser o inferno. Em alguns casos, sua produtividade provavelmente será menor e a galera, inclusive o chefe tem que entender isso;

(**) DRESS CODE (-): Pessoalmente acho ruim trabalhar em casa de pijama e pantufa, melhor manter um mínimo de indicadores ao cérebro que você está perto do sofá, da TV, da geladeira, mas que não é final de semana e temos trabalho a fazer. Manter o habito de “ir para o trabalho” é significativo para o seu cérebro. Outra coisa, evite iniciar um vídeo sem camiseta, de cueca, etc, achando que ninguém vai perceber, daqui a pouco o celular cai, você passa na frente do espelho, o note fecha e aí vira folclore;

SW VÍDEO (+): Mantenha o(s) SW de video sempre aberto(s) e disponível(is) para chamadas (***), combine entre a galera o meio e mantenha-o aberto, porque cada um deles tem seu tempo para abrir e conectar, o Zoom usa uma chave, Teams, Whatsapp web, Skype, Hangout, Whereby, etc, cada um demora um tanto para abrir e fechar a conexão, senão terão que chamar mandar email ou Whats pedindo para abrir o vídeo ou áudio.

(***) OLHO-NO-OLHO (-): Uma coisa que aprendi com algumas equipes remotas é que podemos manter a chamada de vídeo o tempo que quisermos, mesmo sem falar, focados no trabalho, com todos em MUTE, para alguns ver os rostinhos dos colegas ali na tela ao lado ou em background torna tudo mais confortável e focado. Dá para fazer uma brincadeira, mostrar um recado, aproximar descontraindo;

GELADEIRA (+): Você vai ter que ter mais disciplina com a geladeira, no final de semana assaltar a geladeira faz parte, mas assaltar sete dias por semana não vai dar … policie-se, senão quando o covid-19 passar, você vai ter que passar uma temporada numa clínica de emagrecimento ou spa. Mantenha os mesmos hábitos do trabalho, um chimarrão, talvez um lanchinho no horário de sempre. Uma opção legal é ter frutas a mão e comprar menos bugigangas, isso tira a ansiedade gerada pela proximidade da geladeira;

Relaxe e aproveite, quem sabe é uma experiência forçada que nos autorizará a praticá-la com mais frequência por opção no futuro próximo.

A tempo, covid-19 não é o apocalipse Zumbi, então não consuma mais que o necessário, não compre mais que o necessário, seja racional em tudo, é só seguir as orientações … sem corridas aos supermercados, ok! Com calma, cuidados, consumo inteligente e usando a tecnologia a nosso favor, logo passa e dentro do possível aos poucos voltamos ao normal.

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Um quadro virtual para rabiscar em tempos de COVID-19

Na linha do “Estamos isolados em casa, e agora?”, a seguir compartilho várias ferramentas para co-criação de mapas mentais e diagramas de forma compartilhada e distribuida. No post anterior postei os que uso para reuniões em vídeo, neste post vai mapas mentais colaborativos:

https://miro.com/app/dashboard/ – Este é o que mais eu usei e ouvi citações nos últimos meses, permite diferentes mapas mentais em uso compartilhado de forma que todos possam interagir e editar o mapa em construção.

https://canvanizer.com/ – Esse é um dos mais antigos e mais versáteis, permitindo dezenas de templates em diferentes tipos de mapas, canvas e modelos muito úteis. Eu não o uso muito basicamente porque 99% dos times com quem trabalho estão fisicamente reunidos ou muito próximos.

https://www.mindmeister.com – Mapas mentais raiz, para quem curte síntese e diagramação de mapas conceituais com seus nodos, conectores, informações, cores, etc. Também tem os http://www.xmind.net/download/win/, o http://www.mindnode.com, o http://coggle.it/, entre outros.

https://sketchboard.io/ – Esta solução oferece vários tipos de elementos e recursos para a montagem mapas, diagramas, modelos e permite a edição concorrente por várias pessoas ao mesmo tempo.

https://drive.google.com/drive/u/0/my-drive – Não podemos deixar de forma alguma o GDrive fora desta lista, porque todos os tipos de arquivos por ele facilitados permitem colaboração e concorrência – documentos, planilhas, desenhos, …

Há muitos mais, se procurar por ferramentas colaborativas para mapas mentais, desenho e canvas, vai aparecer uma lista enorme … mas o que eu queria era provocar a experimentação de uma delas, gerar o interesse … em tempos de todas as equipes estarem distribuídas em home office, essas dicas podem ser úteis. As vezes tudo o que queremos é um quadro branco para poder rabiscar  🙂