0

RD Matrix – O MVP de uma empresa virtual e interativa em Open source

Uma das empresas brasileiras de tecnologia por quem tenho simpatia é a RD, a Resultados Digitais de Floripa em SC, admiração desde que realizamos um TecnoTalks em 2015 com o Bruno Ghisi e o Guilherme Lopes na então incubadora RAIAR do TecnoPUC – https://jorgeaudy.com/2015/04/01/relato-sobre-o-poa-startup-talks-na-raiar/

Um episódio muito legal, recebi uma ligação deles dizendo que eles estariam aqui em POA para um RD Summit e que gostariam de aproveitar e compartilhar algo com a galera do TecnoTalks, uma iniciativa deles para compartilhamento de aprendizados vicário, um mindset que por si só já os apresentava.  As palestras e o debate em sequência foram sensacionais, uma visão madura sobre o desenvolvimento de uma startup e o uso de metodologias, técnicas e boas práticas como substrato para uma organização que aprende e se reinventa.

Ao postar sobre a comunidade de software livre Jit.si, o Luis Henrique Rauber Rodrigues me deu a dica do projeto Open Source #Matrix da RD, que por sua vez tem suporte a vídeo via Jit.si. A alegoria ou paradigma utilizado é o de uma planta baixa, assim como a Sococo. A proposta é ser possível enxergar não apenas uma sala de reuniões, mas uma visão geral de todas as salas, cada uma com uma designação. É possível transitar e interagir quando queremos, como se circulássemos na sede da empresa e víssemos onde está todo mundo e o que está rolando …

Solução open source versionada no github, back-end em Node.js e socket.io, front-end em bootstrap e Jquery, contando com mais de 30 contribuidores, 14 branches e mais de 200 releases até aqui – “O objetivo do projeto é fornecer um ambiente de escritório virtual como em um escritório físico. Quando estamos trabalhando em um escritório físico, é muito comum ir de uma sala para outra para conhecer pessoas e ter conversas, por exemplo: cozinha, sala de estar, sala de jogos etc. Ao trabalhar remotamente, há menos interação com outros membros da sua equipe, como em um escritório físico. O projeto nasceu como uma proposta para melhorar essa experiência. A idéia é permitir que você crie várias salas virtuais imitando o mundo real, onde as pessoas podem entrar em uma sala. Leia mais em uma postagem da RD no Medium.

Na solução comercial da https://sococo.com/ temos a mesma alegoria, onde é possível ver uma bolinha colorida com o nome de cada pessoa, em salas onde estão acontecendo reuniões ou agrupamentos por área. A Sococo usa tipo um smile colorido para indicar quem está onde (no Matrix é uma fotinho). A Sococo tem um produto comercial já consolidado, com um nível de sofisticação nos cenários e features, oferecendo inclusive diferentes fundos de cena. A observação pertinente é que a Sococo começa em 11 dolares por pessoa por mês …

Na linha do menos é mais, em uma abordagem bem MVP + MMP, gostei muito da proposta, é simples, rapidamente implementável e com muito potencial. Mais que isso, é open source e é brasileira, puxada por uma empresa inspiradora de muito sucesso.

A pandemia, com o distanciamento social e milhões de pessoas em home-office, esta abrindo para o mercado diferentes oportunidades e cenários de trabalho remoto, soluções de produto e serviços até então restritas a pioneiros, nichos e aficionados.

Tem mais alguns que descobri após a postagem:

https://knockhq.co/

KNOCKHQ

https://www.mydigitaloffice.io/

digitaloffice

https://pragli.com/

pragly

https://remo.co/

remo

0

Além do zoom, GMeet e whereby, tem o SW livre da comunidade JIT.SI

Uma ferramenta 100% free e com muitas facilidades para reuniões, webinars e as famosas lives, posto que pode integrar com um canal de vídeo no youtube. Aparentemente segura (criptografada e com senha) e sem limites, até onde testei e pesquisei. Ela não é um freemium com limites, é uma comunidade de software livre …

“Jitsi é uma aplicação em software livre, com código aberto, multiplataforma para voz, videoconferência e mensagem instantânea para GNU/Linux, Windows e Mac OS X, suportando múltiplos protocolos de mensagens instantâneas e telefonia”

Além de controles óbvios e básicos sobre vídeo, áudio, chat, levantar a mão e mosaico para visualização dos participantes, oferece recursos que já são exigência, como poder gravar a reunião, integrar com o youtube para lives, mas senti falta da opção de sub-grupos, para criar salas de trabalho em grupo onde a galera consiga transitar entre a geral e sua equipe ou sala temática. Consegue dar blur na imagem atras de você, mas a partir daí o vídeo fica com um delay e recorte engraçado …

Na página da comunidade, onde se tem acesso aos fontes e download para construção de um servidor, encontrei entre outros participantes da comunidade a gaúcha rocketchat – https://jitsi.org/jitsi-meet/

Na página do github mais de 7 mil commits e releases, 93 branches, em uma comunidade de mais de 200 contribuidores – https://github.com/jitsi/jitsi-meet

O acesso é como o whereby, basta dar um nome para uma sala virtual e compartilhar este nome aos convidados, podendo gerar uma senha, é absolutamente simples e fácil, com a vantagem de ser uma comunidade de software livre.

0

Kudo Cards, Kudo Box, Kudo Wall e envelopes

É uma proposta muito simples, são fichas coloridas com labels grandes de elogios com linhas pautadas para preenchermos com o fato, comportamento, atitude, ação, ajuda ou resultado realizado ou conquistado. Por exemplo, um colega pró-ativamente senta com alguém menos experiente para dar dicas e orientar … e poderíamos elogiar “parabéns pela sua disposição em compartilhar e contribuir com os colegas”.

Kudo ~ credit, claim, credence, trust, renown, reputation, fame.

Uma proposta com foco no fortalecimento de uma cultura de reconhecimento, onde profissionais passam a valorizar por escrito atitudes positivas e colaborativas. Oriundo do conjunto de dinâmicas propostas pelo Management 3.0 do Jurgen Apelo, tornou-se bastante comum em dinâmicas de times e grupos que trabalham de forma colaborativa ou sinérgica.

Kudo Card – Imprima e crie um fichário onde ficarão ao alcance de todos no dia-a-dia, compartilho um link com kudo cards para impressão, quatro por folhas A4, que deveriam ser impressos a cores – https://ynnovate.it/wp-content/uploads/2013/02/Kudo-Cards-Print-A4-1.pdf

Também compartilho um guia completo do management 3.0 sobre o tema – https://www.managementboek.nl/code/inkijkexemplaar/9789492032027/workout-engels-jurgen-appelo.pdf

Kudo Box – O uso do box (caixa colorida criada pelo próprio time) é quando deixamos uma caixa em uma mesa ou bancada, de forma que cada integrante possa preencher um Kudô Card com um elogio ou valorizando atitudes legais ou contribuições de um colega no dia a dia e colocá-lo na caixa. Em momentos e frequência combinados pelo time, provavelmente em uma reunião de retro ou futurespective, abre-se a caixa e cada um pega os seus cards, compartilhando e confraternizando com os colegas. Uma possibilidade é criarmos um mural para os Kudo Cards.

Kudo Wall – Quando fixados em murais, dado o conteúdo positivo e cores, geram um atrativo ao conceito e muito especialmente garantem o compartilhamento e acesso à ações e atitudes que merecem ser conhecidas e valorizadas.

Envelopes personalizados

Como sempre, também podemos entender a ideia, o conceito, para então repensar como podemos usar. Em treinamentos faço algo parecido, que já repliquei várias vezes, com o uso de envelopes.

Entregue a cada integrante ou participante um envelope e ofereça canetinhas coloridas para que o decorem e caracterizem com seu nome e desenhos que remetam a coisas que curta, no trabalho, hobby, família, viagens, …

Os envelopes ficam todos juntos em um local, pode ser uma bancada, colados um ao lado do outro em um móvel, parede, eu já usei um barbante e os envelopes pendurados com um prendedor como roupas no varal.

Disponha fichas Kudo e canetões, incluindo cards com “sugestão pra você” onde além de elogios é possível sugerir, dar dicas, riscos, em workshops mais prolongados gera ao final de cada turno vários feedbacks.

O primeiro que fiz, creio que em um workshop com colegas em 2005 eu guardei e o tenho até hoje, não o encontrei agora, mas é um envelope A4 amarelo todo desenhado e rabiscado. Ao final de cada dia, cada um vê se algum colega deixou cards no seu envelope.

0

DBLab, Red Dead Redemption, Virbela, Sococo – reuniões virtuais, mais que avatares

Tem gringo usando o Red Dead Redemption para daily e reuniões de equipe em torno da fogueira, os jogadores tem que conseguir um cavalo e ir até um ponto da floresta, só usa banquinho quem tem, os outros tem que sentar no chão ou negociar … e apesar de ser possível, não pode esganar o colega …  🙂

Longe do filme Jogador N° 1 (Ready Player One), mas a tecnologia de games tende cada vez mais a proporcionar uma boa experiência de interação no mundo virtual. Hoje temos games com uma renderização de personagens e cenas absolutamente reais. É natural que aos poucos possamos expandir nossas interações virtuais remotas em salas, ambientes, contextos cada vez mais sofisticados, muito além de apenas vídeo e áudio, mas avatares e a gamificação de nossos comportamentos e avatares digitais.

No dia 26/05/20 participei da primeira reunião virtual do DBLab em seu protótipo de ambiente virtual, na área de pesquisa e inovação da DBServer. No dia 27/05/20 testei o Open Campus da http://www.virbela.com, onde cada avatar circula, conversa e faz reuniões por proximidade usando seu microfone. Depois o Fábio Trierveiler deu a dica de uma opção mais simples e leve chamada http://www.sococo.com.

Virbela é uma dica do Diego Maffazzioli, é preciso baixar um executável que demora um tanto para instalar um runtime, mas o resultado é uma tecnologia de games no mínimo muito interessante. A opção free tem múltiplas opções para interação virtual, como em um jogo, mas com salas, auditórios, mas também permitindo encontros e trocas em qualquer lugar do seu Open Campus – https://www.virbela.com/

Uma opção na mesma linha é https://www.dogheadsimulations.com/rumii, plataforma utilizada por Harvard em sua versão educacional e pela força aérea na versão de defesa. Dei uma olhada e não vi uma opção free como na Virbela, nem mesmo o trial, mas pelos clientes citados, acho que é uma plataforma old school, proprietária e … cara, começa na edição de entrada a quase 15 dolares por pessoa por mês, ainda mais que a Sococo.

No site da http://www.sococo.com navegamos como em uma planta baixa de um andar do prédio com várias salas, mas este player não tem Open Campus, somente um trial, porque todas as opções são pagas conforme o número de assentos (pessoas) poderá receber. É uma proposta bem diferente do Red Dead e do Virbela, ao invés de uma ambientação em 3D, temos uma visão de cima com a marcação da posição de cada participante e ao assinar o serviço é possível escolher o prédio, quantas salas, distribuição de cadeiras, etc.

Sem esquecer da formatura dentro do Minecraft do CaComp da UFMT, cerca de 70 pessoas participaram da cerimônia entre alunos e docentes – 15 formandos de ciência da computação e 11 de sistema da informação. Os participantes usaram o chat de voz do Discord para se comunicaram durante o evento, e os professores fizeram seus discursos para os graduandos no palco do jogo.

Lembram do second life? Tem cada vez mais grupos usando ambientes virtuais para dar um UP nas reuniões de times e eventos, oferecer um ambiente e condições diferentes para sair do video meeting já tradicional. A tecnologia do Virbela lembra o Second Life, que lembra muitos games em primeira pessoa …

O https://secondlife.com/ é um ambiente virtual que simula a vida social, foi criado em 1999 pela empresa Linden Lab, podendo ser usado como um jogo, mas podendo ser usado para reuniões, eventos e comércio, tendo inclusive uma moeda digital.

captura-de-tela-2018-10-08-as-15.21.56

https://www.3dicc.com/

3DICC

https://meetinvr.net/

meetinvr

https://home.qube.cc/

https://spatial.io/

spatialio

 

0

Recriei os menus de Jogos e Toolbox com imagens

Prestes a comemorar 8 anos de blog, redesenhei as páginas com os menus de jogos e toolbox, onde havia listas indexadas sobre jogos e técnicas, cada linha apontando para um post, agora tem imagens ilustrativas indexadas (desenhos dos jogos são da Luisa Audy).

As listas iniciaram despretensiosas, foram crescendo ano a ano e viraram boas caixas de ferramentas, a partir de 2014 se transformaram em livros, workshops e jogos que são uma grande paixão e proporcionaram dezenas de momentos incríveis em 2018 e 2019.

Ainda tem posts de jogos e técnicas não indexados, afinal, são 1301 posts, mas estou revisando e atualizando – teorias e modelos, técnicas e boas práticas, metodologias, relatos e depoimentos sobre eventos que organizo, resenhas, vivências sobre facilitação, etc.

JOGOS 360° – https://jorgeaudy.com/jogos-360o/

Mais de cem jogos divididas em icebreakers, muitos warm ups e agile games, para tornar este acesso mais divertido e dinâmico, produzi em gráfica os baralhos em formato especial, gramatura alta, coloridos, cada um com uma descrição ou passo-a-passo e um QRCode para o post. Se tiver interesse no baralho e canvas A3 ou quiser acessar o menu, visita a página do Jogos 360°.


TOOLBOX 360° – https://jorgeaudy.com/toolbox-360/

Mais de cem técnicas em categorias como estratégia, modelagem, planejamento. Assim como para os jogos, criei o baralho e o tabuleiro para ampliar e versatilizar seu uso, formato especial, gramatura alta, coloridos, cada um com uma descrição da técnica e o QRCode para um post. Se tiver interesse no baralho e tabuleiro A3 do Desafio Toolbox 360° ou visitar o menu, na página do Toolbox 360°.


CULINÁRIA – para descontrair!
20/07/12 – Pedrinhas de maça
17/03/13 – Pudim de maçã com pão
07/07/13 – Grostoli da colônia tem gosto de infância
23/05/15 – Granola feita em casa é tudo de bom
22/12/15 – Biscoitos de Gengibre
07/08/16 – Comidinha de gato
11/01/17 – Bruschettas vegetarianas

0

Personas é meio para empatia, entendimento e atendimento

Podemos e devemos entender que PERSONA é a chave, pela relevância de criarmos empatia e reamente compreendermos os clientes, stakeholders, público-alvo, em seus diferentes segmentos e perfis, tanto quanto nossos key-users, usuários, parceiros e operadores.

Para que um produto tenha sucesso, o substrato são as pessoas, quanto mais estabelecermos uma conexão com as pessoas envolvidas, em todos os sentidos, é fundamental. Aquelas que compram, mas também aquelas que vendem, operam, viabilizam, influenciam, …

Para cada produto, serviço ou processo, é preciso debater, pesquisar e mapear suas personas, cada qual com seu peso e equilíbrio em relação às demais, entender a relação entre elas, o peso de suas ações e decisões, como envolvê-las, torná-las parceiras.

Nem sempre as técnicas são explicitas, é uma questão de escolha, algumas serão construídas colaborativamente, algumas as vezes são materializações mais simples, as vezes reaproveitamos mapas já materializados e confirmados, cada caso é um caso.

Ao imaginarmos uma startup ou um novo time de produto, é possível imaginar alguns passos iniciais de grande valor agregado e que sustentarão nossa estratégias a execução – mapas de empatia, mapas de rede, mapas de mercado e a identificação de amostragens:

A) Canvas de empatia possuem variadas abordagens e campos, todos mapeiam personas, com o objetivo de entender, monitorar e cada vez mais buscar o maior nível de conexão e satisfação, através de produto, serviço ou processo.

B) Mapas de rede oferecem amplitude de visão, representando o relacionamento entre diferentes perfis e o que estes relacionamentos nos dizem, um zoom out, informações que enriquecem o processo de empatia em uma visão mais ampla. Os nodos

C) Estatísticas diversas, dados de 1° e 2° nível, pesquisas, especialistas, tendem a gerar visões significativas, com frequência subsidiando projeções e volumetria, curvas normais com medias e extremos, por adesão, por quantidade, por necessidade, etc.

D) Amostragem, porque um dos maiores ganhos do método de mapeamento de personas é a identificação de amostragens assertivas que serão usadas para direcionar pesquisas, eventos de validação, promoções, relacionamento e experiências.

Técnicas de levantamento, validação, elicitação, debates, estudos, … que podem ser usadas a qualquer momento em meio a ciclos iterativo-incrementais, permanentemente buscando entender e validar nossos pressupostos, sua evolução e (re)posicionamento.

Em se tratando de Toolbox, as quatro técnicas acima e as doze abaixo, nos ajudam a dar start em um processo iterativo virtuoso, pois ajudará na visão de personas, proposta de valor, MVP’s, validações, desenvolvimento do cliente e pivots de diferentes níveis.

1. Entrevistas sempre serão úteis, a preferência é por técnicas mais coletivas, posto que registrar opções pessoais é anos luz atrás de reunir pessoas e gerar informações percebidas como convergentes ou divergentes;

2. Pesquisa Desk é a técnica de se utilizar de seu computador conectado a grande rede e rastrear o que ela tem a nos oferecer sobre mercado, clientes, concorrentes, fornecedores, … tudo isso ao alcance de um click;

3. Surveys são pesquisas online, dedicando-se o tempo necessário para formulá-la, antecipando possibilidades e cenários. É importante fazer um piloto, que pode inclusive ser analisado em um grupo de especialistas;

4. Análise de conteúdo é uma técnica tão antiga quanto as entrevistas, pois os documentos e material citados em algum momento podem ser requisitados, agrupados, para serem analisados, entendidos;

5. Experimentos são consultas a partir da realização de uma sequência de passos previamente preparados de forma a reproduzir condições para diferentes grupos e assim analisá-los de forma comparativo em suas semelhanças e diferenças;

6. Shadowing é uma técnica de observação, muito utilizado por times de variados produtos e serviços, providenciando horas, turnos ou dias acompanhando clientes, key-users, parceiros, para melhor entendê-los;

7. Diário é uma técnica em que pedimos para alguém registrar tudo o que acontece em certo período de tempo, usado por exemplo, quando o shadowing não é possível, quando pedimos para o próprio cliente fazer os registros;

8. Pesquisa aqui tem uma abordagem abrangente, podendo utilizar-se de questionários, quantitativa ou qualitativa, seguindo métodos mais científicos e a partir dele levantando hipóteses ou conclusões;

9. A técnica Delphi é uma consulta a especialistas, de forma que cada um se posicione sob seu ponto de vista, expertise e know how, informações que são cruzadas para buscar suas variações e coincidências;

10. O uso de debates possui dezenas de formatos, desde painéis, fishbowls, open spaces, world café, técnicas mais abertas ou fechadas, formais ou informais, com coordenação centralizada ou auto-organizados;

11. Focus Group é quando reunimos um grupo de pessoas representativo de uma de nossa personas para validação de informações, que são submetidos garantindo evitar-se influenciar suas percepções;

12. Unfocus Group é uma proposta que segue uma boa prática de debates da IDEO, onde em um grupo de discussão inclui-se propositalmente perfis desconexos, como um psicólogo, sociólogo, alguém completamente fora do tema que será debatido.

Um case de personas, quem elas são, o que comem, onde moram?

Imagine Travis Kalanick imaginando em 2009 o Uber como um serviço de taxis executivos, as personas a serem mapeadas eram os clientes preferenciais (executivos) e a rede no seu entorno, não executivos, motoristas, taxis, ônibus, parceiros, oficinas, postos, …

Aproximar-se destas personas, entendê-las, gerar e induzir empatia em ambos os sentidos, cada uma delas poderia e teve um papel fundamental na história da Uber … Para o founder, business owner, product owner e envolvidos, mapear as suas personas de forma ampla é crucial.

Se não quiser chamar de persona quando não é o cliente final, batize de outro nome, chame-os de bruxos, mas conhecer seu perfil, comportamento e necessidades é tão importante quanto conhecer seu cliente. Porque são engrenagens de uma mesma máquina.

 

0

O valor na facilitação de storytelling, encenação, jornadas e storyboards

Para exercer empatia, entender e atender outras pessoas, no trabalho e no dia-a-dia, precisamos nos apropriar de sua história, fluxo de ações e eventos. O valor não está na técnica de modelagem, mas na interação, sinergia e colaboração, narrada pelos próprios protagonistas ou seus representantes, para, colaborativamente, mapearmos passado e presente, projetarmos o futuro.

Nada melhor que histórias, encenações e imagens, quando queremos gerar uma boa egrégora para nos conectarmos a pessoas e objetivos, quer olhando para o passado, presente ou futuro. A chave é o aspeto humano e coletivo de storytellings, jornadas, encenação e storyboards, com facilitações visuais, sketchs, drafts e muitos postits.

Tenho vários posts com detalhamento, relatos e depoimento sobre estes temas e técnicas, o uso em projetos, planejamento, concepções, roadmaps, inceptions, retrospectivas e futurespectivas. O uso em pesquisa, entrevistas, shadowing, focus group, treinamentos, representação em improviso com seus próprios protagonistas e outras oportunidades.

Em 2017 organizei Tecntalks para debater storytelling, Jornada do Herói, psico-drama, oficinas de flipbook, storytelling e storyboard. Além disso, debatemos nossas técnicas de jornada, ideação e enriquecimento com how might we, 5w2h, crazy eight, csd, … Dica importante? Só se aprende fazendo, sempre coletivo, colaborativo, com tentativas, erros e aprendizados.

Storytelling é mais que uma mera narrativa, é a arte de contar histórias envolventes para transmitir uma mensagem de forma inesquecível.

Storytelling é a transmissão de narrativas usando palavras e imagens, pré-elaboradas ou de improviso, para gerar empatia ou fomentar a atenção, debate e enriquecimento de informações que o grupo julgue pertinente. Instigando engajamento, sinergia, originando o mapeamento de jornadas, a facilitação visual, a confecção de cenários passados, presentes ou prospectivos sobre o futuro.

Por enriquecimento, entendemos o debate e a agregação de informações úteis, esclarecimentos, modelagem, sugestões, inovação, disrupção, relacionadas a cada passo da história. Oportunidade para questionar, debater, idear, de forma que co-criemos um bom entendimento e contextualização, mas identifiquemos oportunidades de mudanças, melhorias e soluções.

storytelling

Encenar vai além dos palcos, há diversas formas de comunicação e arte envolvidas, expressão corporal, vocal, artes visuais, música e textos, proporcionando inúmeros benefícios interpessoais.

Encenar, enquanto prática teatral desperta a criatividade e a iniciativa, aprimora a percepção sensorial e desenvolve capacidades como coordenação motora, raciocínio lógico e concentração. Apresenta ferramentas que potencializam a comunicação verbal e não verbal, criatividade, desinibição, improviso, o poder de persuasão, o contato com as pessoas.

A linguagem teatral é uma metodologia que nos conecta ao lúdico para nos comunicarmos sem barreiras, através do lúdico transparecemos o individual e o social em nós, pela encenação é possível materializar um maior e melhor entendimento de um negócio, processo, situação. Eu uso a encenação previamente elaborada e ainda mais inspirada no programa “É tudo improviso” do Ballas na Band.

Jornada é uma visualização do processo que uma pessoa atravessa para atingir um objetivo, usada para entender e atender suas necessidades.

Jornadas são como filmes com extras do diretor, podemos consultar dados sobre atores, evidencias, backstage, dispositivos, ideação, satisfação, etc. Um passo-a-passo onde na primeira linha tem a jornada, contando abaixo com diferentes linhas de informações adicionais, acrescendo dados, para que na soma deles possamos compreender sua complexidade ou real potencial.

Conceitos e técnicas fundamentais para qualquer profissional da era do conhecimento, ambidestro, T shaped. Experiências mapeando jornadas são uma garantia de imersão na co-criação, empatia, compreensão coletiva sobre a experiência de quem queremos melhor conhecer e atender, desde clientes, colaboradores, cidadãos a perfis mais específicos e singulares.

Storyboard são organizadores visuais, com uma série de ilustrações ou imagens em sequência com o propósito de visualização de uma narrativa.

Comece com uma história, identifique os personagens, suas motivações, cenário e contexto, em seguida, escolha cenas (passo-a-passo) que mostrem o enredo em desenvolvimento, do início ao fim. Ilustre sua história, como uma história em quadrinhos, sem stress, esboços rápidos com balões de fala e pensamento, ação e narração feitos em papel ou meio digital, usar postits sempre é uma boa ideia.

Não se apegue ao storyboard enquanto arte, mas como um meio, garanto que qualquer pessoa pode desenhar e se fazer entender. Evite a síndrome do impostor, que na psicologia é uma linha de pensamento onde a pessoa não consegue aceitar que é capaz, sendo levada a procrastinar ou não fazer, postergando desenvolver-se como profissional, achando que somente os outros é que conseguem.

Vídeos

Compartilho um de muitos vídeos explicativos sobre Jornadas em suas diferentes composições, disponíveis no youtube:

A seguir um tutorial para criação de um journey map usando recursos básicos do Miro que acho bem interessante: