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O que é o Manifesto das Organizações Responsivas?

O mundo mudou, o número de fronteiras e feudos diminuíram, o acesso ao conhecimento e tecnologia se disseminaram, se o século XX foi o reinado da inventividade unilateral em massa, no século XXI a inovação é bi-lateral, co-criativa, empática, coopetitiva, adaptativa e significante, a empresa aprende a cada dia ou morre.

Sou aficionado pelos motivadores conceituais que movem empresas tradicionais a investirem na mudança de sua cultura ao século XXI, uma Era do Conhecimento e do Profissional Criativo – Organizações Exponenciais, Digital Transformation, Fábrica 4.0, Agile Thinking, Hipertexto de Takeushi e Nonaka à Dual de Kotter, …

O Manifesto das Organizações Responsivas

Vivemos um presente líquido e por isso os cenários de futuro mudam a cada minuto a partir de cada pequeno evento ou decisão, sua, de seu vizinho e mundo afora, temos poeticamente no mundo dos negócios a materialização da teoria do Efeito Borboleta de Edward Lorenz (1963).

Efeito borboleta é um termo que se refere à dependência sensível às condições iniciais na Teoria do Caos. Figurativamente, o bater de asas de uma borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. (Wikipedia)

Manter hoje processos organizacionais semelhantes há mais de 100 anos atras na Revolução Industrial é um risco inaceitável em um contexto tão rico quanto imprevisível. Hoje é preciso aproximar e engajar todas as partes envolvidas ao máximo, de acionistas a clientes, colaboradores a parceiros, mercado, inclusive concorrentes se preciso.

Takeushi e Nonaka foram grandes colaboradores nas teorias das Organizações que Aprendem na década de 80 do século XX, entre outros grandes nomes, como Peter Senge com seu best seller “A Quinta disciplina: arte, teoria e prática da organização de aprendizagem” e Schein no “Organizational Learning: What is New?”.

O Manifesto da Organização Responsiva tem o poder de contribuir de forma conceitual, provocativa, teorizando de forma assertiva uma faceta da realidade que nos cerca no mundo dos negócios – acordar um Propósito, proporcionar a Auto-Organização, oportunizar a Experimentação, privilegiar a atuação em Rede e manter a Transparência.

O Manifesto da Organização Responsiva está em http://www.responsive.org/manifesto.

No site do manifesto temos que “O Manifesto da Organização Responsiva descreve os fatores disruptivos que afetam o trabalho hoje e as mudanças fundamentais que as organizações estão fazendo para aproveitar essas mudanças. Este documento não pretende ser exaustivo nem convencer as pessoas que talvez ainda não concordem. É apenas para catalisar aqueles que concordam em torno de um ponto de vista comum. Muitos empresários, pensadores e líderes já estão debruçando-se sobre essas mudanças. Este documento é uma estrutura comum em torno da qual pessoas com idéias afins podem se conectar e desenvolver os insights mais profundos necessários para agir.”

Na plataforma MEETUP há uma página da comunidade brasileira que se reúne, debate e contribui a esta base – https://www.meetup.com/pt-BR/Responsive-Org-Sao-Paulo – “Responsive Organization” é um movimento global destinado a (re)pensar nossas organizações na era das tecnologias digitais e sociais. No movimento, pessoas de todo o mundo compartilham suas experiências e ideias sobre como mudar concretamente a maneira como trabalhamos em prol de mais agilidade, transparência e abertura; em outras palavras: como ser mais responsivo! O movimento reuniu especialistas, profissionais e apaixonados em busca de aprendizado, compartilhamento de melhores práticas ou networking, que afinal impulsionam mudanças positivas em suas próprias organizações.

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Agile Bi-Modal

Não é um post sobre a TI Bi-Modal do Gartner, é uma reflexão sobre agilistas que tentam planejar e executar projetos conhecidos como se fossem inovação, disrupção, negando o que já sabem para poder encaixar no Lean Startup, MVP e Pivots, mas nem todo planejamento é inovação. Nestes muitos casos, fazem um planejamento sem benchmark ou mapa de funcionalidades, porque é mais “ágil” não fazer, é mais chique e divertido fazer o patinete, mas tratar como disrupção algo conhecido é desperdício, gera custo, mesmo sendo muito Up!

A maioria dos projetos que participo possuem mínima variação na sua essência, o que muda é no timing de cada DoR, desde o início do projeto temos as histórias do usuário, que eventualmente são antecipadas ou postergadas. Na maior parte dos projetos, não fazemos patins ou bikes, trabalhamos para fazer um sedan desde o primeiro sprint. Não sabemos se o banco vai ser de couro ou tecido, mas vai ter os bancos, sabemos que teremos quatro rodas, pode ser que surja uma central multimídia imprevista, mas daí sai o rádio e diminuem o número de falantes …

Existe a TI Bi-Modal do Gartner, propondo projetos mais tradicionais (modo 1) e ágeis (modo 2), onde teríamos no 1 gestão convencional e cascata, enquanto no 2 deveríamos ir mais para a auto-organização e ciclos iterativo-incrementais. Mas, a TI Bi-Modal do Gartner deve evoluir para Agile Bi-Modal. Modo 1 e 2 são ágeis, o 1 em contexto mais conhecido, no 2 algo desconhecido, disruptivo, imprevisível.

AGILE BI-MODAL

Se por um lado tem amantes do Modo 1 da antiga TI Bi-Modal, por outro há muitos agilistas que tudo é Lean Startup, repetindo mantras do Ash Maurya como se eles tivessem sido feitos para sistemas conhecidos, passíveis de serem planejados e executados. Muitas vezes, fazer um planejamento de 18 sprints de algo previsível é oportunidade de gerar um conhecimento coletivo que balizará muitas decisões da qui em diante.

Agile Bi-Modal

No Modo 1 da Agile Bi-Modal tem amplitude e entendimento, tem histórias do usuário e técnicas, planejáveis, cada sprint considerando entregas de valor com senso de urgência e prioridade. No Modo 2 do Agile Bi-Modal temos inovação, dinamismo, é o patinete, depois a bicicleta, para chegar no que parecia ser um carro, quadriciclo ou um ????? após n MVP e pivots.

Na prática, repensando a TI Bi-Modal do Gartner, inexiste o Modo 1 lá proposto, ele é uma barreira a décadas de evolução em gestão de projetos, dizer que é possível ter uma opção em waterfall, hierarquica com ciclos de vários meses é um contra-senso.

Modo 1 – Desafio conhecido na sua essência

É preciso evoluir o Modo 1, minha visão é que o “antigo” Modo 2 do Gartner é o Modo 1 do Agile Bi-Modal, são projetos com ciclos iterativo-incrementais-articulados, centrados no negócio, próximos do cliente, evolutivo, usando métodos ágeis.

A tônica é conhecimento, saber o que usamos hoje, concorrentes, opções, benchmarking, mapas comparativos entre soluções atuais, customer journey map buscando entender pontos quentes, com melhorias necessárias ou desejáveis.

Se o que vou fazer, mesmo em um projeto com um ano de duração com múltiplos releases, tem um escopo geral conhecido, com uma taxa de variação mínima a nível de planejamento de releases, porque não antevê-lo, planejá-lo?

Pode se tratar de lei, compliance, mudanças de tecnologia, troca de fornecedores e serviços, funcionalidades mínimas previstas e deadline, projetos com escopo exigido. Dedicar um dia a cada seis meses para todos olharem para o todo e suas partes é benéfico e produtivo.

Modo 2 – Desafio desconhecido, inovador, disruptivo

Se o Modo 2 da TI Bi-Modal do Gartner virou Modo 1 no Agile Bi-Modal, é porque o Modo 2 é um passo adiante, imprevisto pela consultoria em sua proposta conservadora. É preciso ser mais Lean Startup, voltado a projetos mais inovadores, desconhecidos, incertos.

Inovação, ideação, pesquisa desk e de campo, se eu não sei bem o que é, não vamos tentar planejar muita coisa, apenas o primeiro passo a partir de onde estamos, cada passo poderá vir a ser mais um primeiro passo.

É para ser mais Lean, mais Kanban, menos planos, releases, sprints ou histórias, pois quase não existem certezas, temos muitas hipóteses a serem validadas, base instável exigida para o uso intensivo de MVPs e Pivots.

Neste caso faz sentido evitar prever mais que um primeiro passo, porque o segundo pode ser completamente diferente do que inicialmente imaginamos. Façamos então o patinete para validar se é por aí, experimentar movimento, velocidade, para então seguir adiante conforme forem os feedbacks e confirmações de que o problema percebido realmente é um problema, se a solução imaginada realmente é relevante.

 

 

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Oito aceleradores da mudança em empresas Dual Operating System

Além de cases, GU’s e CoP’s, conhecer teorias e conceitos aceleram nossas sinapses, tanto Scrum DT, e Mng 3.0, quanto a Teoria da Agência, Institucional, Job Strain Model, Tuckman, Exponencial, Yerkes-Dodson, Maiêutica Socrática, … , hipertexto e a Dual de Kotter.

Kotter propôs oito aceleradores da mudança para empresas que buscam criar condições internas para enfrentar um mercado cada vez mais veloz e fluido, se utilizando de duas estruturas uma linear e hierarquizada, outra em rede e dinâmica, auto-organizada.

Organizações ágeis, sonhando em se tornar exponenciais, necessitam ter velocidade na inovação e empreendedorismo, não só na resposta ao mercado mas na otimização plena de seus modelos e processos, tornando-os cada vez mais enxutos e escaláveis.

É impossível ser sempre a protagonista em inovação e disrupção, mas sempre que não for, é preciso ser ágil e assertivo na interpretação e adaptação, evitando casos trágicos recentes como os da Kodak e Nokia, inovadores, líderes, dinossauros que não souberam se adaptar.

A lentidão, dependência, centralização, nível de hierarquização inútil, o microgerenciamento, a falta de delegação, … Cuidado, o século XXI esta cobrando caro das empresas que não estão conseguindo fazer sua transformação, muitos não estão sequer tentando.

#1. SENSO DE URGÊNCIA

O primeiro e mais importante passo, pois é a tomada de consciência de todos os envolvidos quanto a necessidade de mudar, de adaptar-se a novos tempos, novos profissionais, novas tecnologias, um novo mercado. Não é comunicar, mas envolver e todos se conscientizarem de seu papel e responsabilidade na busca e construção da mudança;

#2. DEFINIR UMA EQUIPE DE APOIO

Nada mais consenso que a necessidade de se ter um ou mais grupos de trabalho multi-disciplinares para apoiar aspectos básicos, como treinamentos, gerar condições, tomar providências, endereçar necessidades transversais. Trata-se de equipe(s) de apoio a este projeto de mudança organizacional, não hierárquico, mas para apoio;

#3. VISÃO DE MUDANÇA

É fundamental ter clara a missão, objetivos, resultados-chave, ter uma percepção explícita de tempo, custo e metas. Não se promove este tipo de mudança cultural sem transformar todos os envolvidos em agentes e protagonistas. As pessoas tem que entender claramente o 5W2H da mudança de forma a acoplar a ela seus próprios objetivos de carreira e pessoais;

#4. COMUNICAÇÃO

Um bom plano de comunicação, bi-direcional, é essencial, a visão comum construída no passo #3 precisará ser mantida e mecanismos de comunicação sobre o andamento, percepções dos participantes, riscos e oportunidades percebidas, até mesmo eventuais apreensões e inquietações, de forma a serem entendidas e assimiladas positivamente de forma orgânica;

#5. GOVERNANÇA E EMPODERAMENTO

Desde o início é vital que a unicidade de visão e objetivos, mais o estabelecimento de uma comunicação ativa e de resultados, visa rapidamente gerar substrato e remover impedimentos e resistências. A cada passo temos um substrato acumulado para gerar senso de pertencimento, mesmo assim acontecerão situações ou percepções que exigirão ação para ajustes, adaptação, reorganização;

#6. ITERATIVO-INCREMENTAL-ARTICULADO

É preciso estabelecer um ciclo virtuoso de mudança em pequenos passos, baby steps, iterativo-incrementais-articulados. Segundo a psicologia, trabalhamos melhor se tivermos objetivos de curto prazo, desafiadores e passível de serem conquistados, devendo ser comemorados, retroalimentando novos desafios e conquistas;

#7. APROPRIAR-SE DE CADA MELHORIA

O objetivo não é parecer estar dando certo, é fazer certo e manter o esforço para consolidá-lo. Mudança cultural é para ser cumulativa, um passo de cada vez, sustentável, se tirarmos de nosso radar pequenas mudanças conquistadas em detrimento a “novas” mudanças a serem feitas, há um grande risco de que as pequenas mudanças anteriores se amenizem ou mesmo se percam;

#8. UMA NOVA CULTURA

Todo este processo pode durar anos, mas é fundamental que seja consistente, as pessoas precisam perceber que o esforço está gerando mudanças, que por menor que sejam são percebidas como algo que venho para ficar. Um ponto importante é que cultura é para ser coesa, vale para todos, é importante que todos da organização demonstrem interesse e assimilação destas mudanças.

https://www.kotterinc.com/8-steps-process-for-leading-change/

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IDEO – Collage, um mural ou clipagem, o que somos ou o que queremos

Uma dinâmica lúdica e perceptiva, que nos permite transcender o material, trabalhando o aspecto mais interpretativo, criativo e abstrato de nossas percepções. Uma boa dinâmica para warm-up, ma passível de solicitar coleta de imagens como tarefa prévia, durante alguns dias.

Imagine um mural com imagens coladas como melhor convier para um storytelling, coletadas individualmente, podendo o mural ser montado coletivamente. Folhear revistas e material nos obriga a sair de nosso script mental, buscando em cada imagem algo ainda desconhecido.

Ao fazer um desenho ou montar um Customer Journey Map, materializamos no papel aquilo que pensamos, mas quando temos imagens aleatórias, elas nos induzem linhas de pensamentos imprevisíveis, criativas, adaptativas, que poderão fazer emergir novas percepções.

Podem ser usadas imagens quaisquer, recortes, fotos, ilustrações, montadas de forma linear e cronológica, zoneadas por grupos, relatando uma única narrativa ou múltiplas. Não há restrições ou regras, pois o próprio autor(es) irá(ão) depois relatar/explicar suas abstrações visuais.

Esta técnica ou jogo tem como objetivo facilitar novas percepções da questão a ser discutida, auxiliando na abstração criativa de um problema ou no relato de questões em seus 360°, de forma menos explícita e racional, privilegiando a imaginação e criatividade.

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IDEO – O valor de termos “Grupos Desfocados”

Ao invés de um grupo focal (Focus Group), a IDEO também propõe grupos desfocados (Unfocused Group), privilegiando e garantindo perceber e debater desafios sob diferentes abordagens, substratos, materiais, teorias e práticas, processos e pessoas.

Vai muito além do conceito de multi-disciplinaridade, estamos falando de reunir um grupo diversificado de pessoas talentosas em diferentes áreas, oferecendo a cada uma e a todas uma gama estimulante de materiais para criação de soluções díspares e instigantes.

Há um exemplo da IDEO que tratava de novas ideais para novas soluções em calçados, para o que buscaram historiadores, podólogos, massagistas, sociólogos, profissionais de marketing e produção.

Em se tratando da IDEO, com Deep-Dive e Design Thinking, não surpreende, chega a ser óbvio, mas apesar disto, empresas mundo afora tentam repetir suas façanhas reunindo pessoas que representem os clientes, desenvolvimento, GP e produção, … não é bem isso né!

É comum nos estudos de casos da IDEO termos psicólogos, sociólogos, historiadores, artistas, … alguns nada tem a ver com a empresa ou segmento, são fora da caixa. Eu nunca vivenciei uma sessão na IDEO, sei quem já fez treinamentos por lá, mas é difícil replicar por aqui.

Enquanto isso, pelo custo ou simplificação, falta de imaginação ou por pressa, vemos sessões deste tipo com poucos perfis envolvidos, todos funcionários ou clientes já com um modelo mental e paradigmas, influenciados pelo seu próprio envolvimento e histórico.

Não estou dizendo que é bom ou ruim, mas é diferente, tem outra matriz e outro resultado, pode ser inovador, disruptivo até, mas limitado pela própria limitação de espectro de conhecimento, expertise e vivências envolvidos.

Para disrupção e empreendedorismo, empresas deveriam ser mais ousadas para alocação de profissionais diversificados de grande conhecimento em suas áreas, áreas fora da caixa, além do óbvio, cliente, negócios e TI é bom para algo previsível, mais que isso exige mais.

Nos próximos posts vou compartilhar outras técnicas e dinâmicas relacionadas a DT e IDEO.

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Reflexões sobre o conceito IDEO Deep-Dive

O Design Thinking proporcionou resultados que projetaram a IDEO como a maior e mais conhecida empresa de design de produtos do mundo, tudo isso graças a um processo de trabalho reconhecido como orientado a empatia, sinergia, disrupção e resultados muito rápidos.

De produtos Apple a seringas para insulina, de carrinhos de supermercado a cabines de votação, de desfribiladores a canetas esferográficas, design de produtos para AT&T, Palm e Western Digital, também design de serviços para a Lufthansa e diferentes cadeias de produção.

O Deep-Dive é um conceito proposto pela IDEO para o desenvolvimento rápido de novos produtos, serviços, processos. Por ser a IDEO, trata-se de envolver rápida e profundamente um grupo multi-disciplinar e clientes para geração de novas soluções em alguns dias.

Na minha opinião, há três virtudes na cultura IDEO em patamares tão arraigados e intensos que os tornam únicos a décadas:

1. Soma, uma tática entendida mas não reproduzida por limitações de diferentes gêneros, a constituição de equipes de projeto verdadeiramente multi-disciplinares, a inovação inicia pelo choque de prismas e domínios em variados campos do conhecimento e vivências.

2. Liberdade, outro princípio anulado com frequência por limitações variadas, lideranças imperativas, gerando profissionais que tentam dizer e fazer aquilo que eles acham que o seu líder faria ou esperam dele, suprimindo a criatividade e disrupção.

3. Empatia, não é só se colocar no lugar do outro, é a soma de colocar-se e sentir o que o outro sente, é buscar a compreensão melhor possível do porque, como, quando, sua história, consciente e inconsciente … é o sustentáculo do Design Thinking.

O conceito prático proposto pela IDEO é mais que conhecido e vem evoluindo, não só pelas mãos da IDEO, mas da Google e outros players que dedicam-se a inovação e liderança em seus segmentos, na vanguarda de produtos e serviços.

Não se iluda, a proposta de concentrar uma supercarga de energia em cinco dias de intensa interação, colaboração e propósito exige estudo, habilidade, conhecimento, informação, preparação, fosse fácil e qualquer um faria com sucesso.

Quer aprender a fazer, experimente, atraia e reúna talentos, invista direta e indiretamente em políticas e técnicas inclusivas e participativas, é preciso amplitude de conhecimento, senso de auto-eficácia, talento e atitude, tem muito a ver com a Teoria da Capacidade de Absorção.

A Teoria da Capacidade de Absorção (Cohen e Levinthal, 1990) é a capacidade de uma empresa reconhecer o valor de novas informações externas, assimilá-las em um estoque ativo e renovável, aplicando-as para fins de inovação e empreendedorismo.

Creio que todos os cursos introdutórios ao Design Thinking se veem obrigados a falar da IDEO e do trabalho de desenvolvimento de um novo carrinho de supermercado em 5 dias … sustentado por muita colaboração e experimentação prática, o resto é história!

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Pontos de atenção

Perceba no vídeo que não partem do zero, há pesquisa, benchmark, sombra, levantamentos, dados primários e secundários. Muitas empresas reinterpretam o Deep-Dive e pulam estudos e pesquisa porque tem pressa em chegar onde sempre chegam.

Um trunfo da IDEO são seus times realmente multi-disciplinares e talentosos, muitas empresas investem mais na sala colorida, cheias de tecnologia e puffs amarelos que em pessoas, mas enfiar muitas pessoas em uma “sala criativa” exigirá tempo e experiência para fazer efeito.

O primeiro passo é dedicado ao entendimento do que temos em mãos, já no segundo iniciam as técnicas e sessões de brainstorming, individuais, em grupos e coletivas, com amplo espectro, sem pré-conceitos, críticas, nem líderes. Só muitas ideias, debates e exposição visual.

Estamos seguindo o duplo diamante, primeiro divergimos para depois convergir, há várias técnicas de convergência em grupos de trabalho, de forma que as ideias vão sendo postas e todos podem votar naquelas que mais chamam a atenção por serem inovadoras, boas e factíveis.

O passo seguinte a escolha das melhores ideias é o de prototipação e validação, rapidamente materializando de diferentes formas, se utilizando de quaisquer técnicas e materiais para tanto em rápidos ciclos de feedback, ajustes e nova validação.

Há um permanente sentido de facilitação e organização, é preciso gestão e staff para prover as condições e gerenciar pessoas, material, garantir regras de convivência, alimentação, não só prover mas ter uma visão estratégica sobre o andamento.

Técnicas como a IDEO Deep-Dive não encerram-se em si mesmas, são aceleradores para transformar ideias em algo validável junto ao mercado a que se destina, é concentrar uma dúzia de pessoas em alguns dias, gerando um somatório de centenas de horas concentradas e dirigidas por uma técnica orientada a inovação, buscando extrair o máximo de sinergia e resultados no menor tempo possível.

Encerro citando o duplo diamante do Design Thinking, tanto quanto os novos conceitos de Design Sprint experimentados pelo Google, também técnicas de Inception Enxuta como a Direto ao Ponto do Paulo Caroli. É preciso ter explosão e direção, desde a percepção da necessidade, ideação e prototipação, intercalado com validação e ajustes a cada passo … arriscar-se a errar cedo, aprender com os erros e melhorar.

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26/04 – TTalks UX Dojo | Relato

O TecnoTalks UX Dojo do dia 26/04 na sala 204 do prédio 99A teve em torno de 30 pessoas presentes e usou como desafio o aplicativo Serviço Legal, que motivou uma hora de debate e proposição visual de melhorias através de pitchs e P&R.

No início tivemos algumas lightning talks e após o UX Dojo, através dos pitchs por equipe tivemos como resultado dezenas de insights, muita energia, provocações, interação, ensinos e aprendizagens … como deve ser qualquer dinâmica de Dojo.

Dá uma olhada na apresentação do aplicativo, no desafio e nos quatro pitchs:

Início do UX Dojo, apresentação das personas, estabelecimento dos grupos:

Pitch Equipe #1

Pitch Equipe #2

Pitch Equipe #3

Pitch Equipe #4

 A última foto da noite foi essa aqui ó: