Be-A-Ba do modelo de combinação

Estou preparando um overview sobre o modelo de combinação para profissionais de variadas áreas de atuação, segmentos de mercado, formação e direcionamento de carreira. O overview não estava previsto, apenas Agile, mas é imperativo que todos entendam ao máximo os pontos de contato, sinergia, convergência e divergência.

Vou montar um Miro onde cada onda tenha logo abaixo uma representação de métodos, técnicas e boas práticas para materializar seu instanciamento. É fácil de fazer e acredito que vai cumprir seu papel ao mesmo tempo que vai gerar não só uma visão geral como também insights de uso de várias das técnicas mais utilizadas por nós nesta jornada combinatória.

Esquema adaptado de “Hacking Growth: How Today’s Fastest-Growing Companies Drive Breakout” – Ellis e Brown

A seguir, narrativa compacta sobre cada onda, uma primeira versão de bate-pronto, vou refiná-la no final de semana e criar o Miro complementar para a aula da semana que vem:

1. O Lean Startup é um modelo dinâmico para validar hipóteses a partir de um pensamento enxuto de nossa estratégia. O ciclo de Build-Measure-Learn, de MVP (minimum viable product), pense grande, execute pequeno, aprenda rápido (baby steps), revalidando suas premissas. Permitindo-se experimentar em ciclos muito curtos de feedback desde o início junto a seus clientes em potencial, no objetivo de aprender e permitir adaptar-se ao aprendizado o mais cedo possível.

Ícones do pensamento da startup enxuta são Steve Blank, Eric Ries, Ash Maurya, Alexander Ostherwalder, que mudaram a forma como modelamos novos negócios, produtos e serviços, reduzindo ou eliminando o tempo entre a ideia e a sua validação – Customer Development, Business Model Generation, Lean Canvas, Get Out of The Building, “A vida é muito curta para fazer algo que as pessoas não usarão”.

2. O Design Thinking é uma proposta de co-criação colaborativa centrada no ser humano para encontrar soluções inovadoras para problemas reais e ideias. O foco está na busca pelas reais necessidades de mercado, logo, tem o desafio de validar hipóteses e pressupostos através de dois ciclos: Divergente: pensamento amplo, sem filtros, considerando e mapeando todas as possibilidades, percepções e condições; Convergente: pensamento estrito, identificando a melhor opção e focando em evoluir um (ou dois) dos principais problemas e soluções mapeados.

Oficinas e abordagens propostas pela Design School de Stanford, a empresa de design IDEO e um modelo proposto por Knap enquanto estava na Google Ventures são as maiores referências – Temos então o Design Sprint 1 e 2, o duplo diamante performando dois momentos de divergência e convergência para o problema e para a solução e muitas técnicas para estes instanciamentos.

3. O Lean UX é uma abordagem para processos de design que propõe menos ênfase nos entregáveis finais e mais foco para a experiência daquilo que está sendo projetado para o cliente. Com ela, os times de design, desenvolvimento, programação, cliente e demais envolvidos falam a mesma língua, usando diferentes níveis de abstração, como drafts, pretótipos, protótipos, MVP, MMP, piloto, inclusive interpretação cênica, audio-visual, storytelling, … para antecipação de validações e melhorias o mais cedo possível.

Com esta abordagem passamos a perceber com frequência um papel de UX (User Experience) em equipes de projetos, responsável por introduzir abordagens centradas no ser humano, utilizando técnicas e boas práticas que ajudem na co-criação real da melhor experiência possível.

4. O Agile é um movimento iniciado na TI, inspirado no Lean Manufacturing, em uma forma mais enxuta de pensamento que proporcionou a partir dos anos 80 o surgimento de métodos, frameworks e práticas mais leves, pragmáticas e empíricas para o desenvolvimento de software. Menos burocracia, mais auto-organização, melhor comunicação e documentação mínima de valor para que o foco seja a geração antecipada e frequente de valor real ao cliente e ao negócio.

Vários métodos aderentes ao manifesto ágil se destacaram com o tempo, entre eles o framework Scrum, que possui planejamento e execução em fatias de tempo constantes chamadas sprints, gerando um ciclo frequente de feedbacks e melhoria contínua. Também o método Kanban para desenvolvimento de software, que aos poucos foi se tornando uma prática universal de gestão visual de fluxo nas mais diferentes empresas, áreas e equipes.

5. O Growth Hacking é uma abordagem de crescimento rápido sustentada pelo máximo aproveitamento dos canais e relacionamentos com o mercado, especialmente apoiado por um marketing digital agressivo, orientado a experimentos em ciclos muito curtos de feedback. Aqui temos a estratégia de escala do negócio, para um crescimento exponencial naquilo que chamamos de Go To Market, lançar um produto é só um pequeno passo, como vamos ganhar o mercado?

Focado na experimentação, inspirado no funil  de Dave McClure – AARRR (Acquisition – Activation – Retention – Revenue – Referral), conhecido como Pirate Funnel Metrics. Ao cruzar as informações analíticas do nosso funil, identificamos riscos, oportunidades, gargalos, iniciando na parte INFERIOR do funil, percorrendo-o até o topo para planos de ação.

MIRO DE APOIO DIDÁTICO

No draft do Miro defini a comunicação e didática, agora é refinar no próximo final de semana:

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