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6ª edição do jogo Desafio Toolbox 360°

A nova versão está muito profi, o trabalho da Marinês com as cartas e o tabuleiro ficou sensacional, as cartas aumentaram na largura e altura, ganharam em tamanho e personalidade, estamos experimentando uma legenda.

A cada rodada em workshops e posterior, recebo muitos feedbacks e aos poucos vou refinando, eliminando algumas cartas, ajustando alguns textos, incluindo outros, atualmente conta com 130 técnicas para projetos e operações.

Como as cartas cresceram, o tabuleiro aumentou proporcionalmente, ganhou duas dobras ao invés de uma e o desafio acabou sendo uma grande solução, de um lado do fechamento a identificação, do outro um índice de cartas/técnicas.

Tudo começou com o livro em 2015, com o apoio da DBServer lançamos e aos poucos foi surgindo o jogo e a dinâmica de wall, em 2017 no primeiro play test com a Adri Germani no térreo do 99A tinha um tabuleiro em lona resinada.

O livro iniciou com 72 cartas um pouco maiores que as desta 5ª versão, até a 3ª ainda existiam as fichas e o dado, com algumas regras tipo o jogo Master que deixavam o jogo mais sofisticado, mas a galera dispersava com a competição.

De lá para cá, a cada nova edição, semestralmente, o jogo foi focando na sua maior meta, pedagógico, 115 e depois 130 técnicas, retirei os dados e as fichas, bem como o perímetro… talvez voltem em uma edição comemorativa futura.

tabuleiros

Por capricho do destino, casei com a Marinês (arquiteta e designer – UniRitter) e tivemos a Luisa (artista e ilustradora – PUCRS e VFS), gerado uma sinergia nas artes, editorações e principalmente na diversão durante a jornada.

A Adri Germani estava no primeiro play test, uma amiga que conheci em eventos Tecnotalks da época, para três anos depois criar o vídeo-tutorial do jogo, uma obra de arte que aproveitou os personagens criados pela Luisa para a ação.

Meus dias são na cidade em que nasci, em um apartamento que escolhemos e adoramos, a 18 minutos da PUCRS e TecnoPUC, local de trabalho para mim na DBServer, para a Mari e onde a Luisinha estagiou … tudo de bom!

Com as duas dobras, a Marinês acabou gerando uma emenda melhor que o próprio soneto, imposto em função do aumento das cartas, ao fazer as duas dobras gera um envelope, de um lado a identificação do jogo e do outro o índice.

Ao abrir a primeira aba com as ferramentinhas, a identificação do modelo Agile Design e da DBServer, minha segunda casa, só não tem o logo da PUCRS porque em uma organização do tamanho da universidade demandariam muito esforço.

A primeira rodada afora os play tests foi em sala de aula na disciplina de Tópicos Especiais em Engenharia de Software, no início cabreiros, aos poucos a meninada começou a curtir e aproveitou muito a dinâmica, gerando bons debates.

A categorização das cartas demorou, sempre achei que tentar facilitar a escolha das técnicas as bitolavam, mas encontrei uma forma de fazê-lo que não impacte na interpretação e adaptação das técnicas – PDCL.

Ficou basicamente com uma legenda no pé de página de cada carta com 6 categorias não exclusivas – Strategy (estratégia), Ideation (inspiração), Plan (planejamento), Do (execução), Check (acompanhamento), Learn (aprendizado).

Um alvo (meta), uma lâmpada (ideia), um marco ou bandeira (plano), mãos a obra (chave de boca), monitoramento (lupa com métrica) e o símbolo de kaizen sobre melhoria (aprendizado):

O vídeo merece estar sempre em qualquer post sobre o jogo, é didático e muito bonito, melhor forma de encerrar uma postagem sobre o conceito Toolbox 360° é com ele:

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Matriz de ganhos e perdas

Uma ferramenta de coaching, útil como aquece para embasar uma tomada de decisão através da análise de perdas e ganhos, orientação a objetivos e propósito. Tanto quanto outras ferramentas, pode ser usada em decisões frente a cenários opcionais.

No âmbito pessoal, a busca é pelo esclarecimento de sabotadores e motivadores de nossas dores e ganhos, frente a postergação ou tomada de decisão. Em projetos e empresas, equipes podem se utilizar desta ferramenta para decidir uma ação ou reação.

Matriz muito utilizada por coachs no apoio a contextualização a ser feita pelos seus coachees orientada a tomada de decisão. Útil para se diagnosticar uma situação com um olhar isento, facilitando a tomada de decisão.

1. Se der certo e o objetivo for atingido: O que ganho se o objetivo for atingido? e O que perco se for atingido?

2. Se der errado e o objetivo não for atingido: O que ganho ao não ser atingido? e O que perco se não for atingido?

ganhos e perdas

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Brainstorming com Painstorming

Encontrei no site https://www.leapfrogging.com/2013/06/20/painstorming-for-innovation/ mais uma técnica de brainstorming que propõe um raciocínio diferente – Person > Activities > Insights > Needs.

Cada uma das técnicas de brainstorming, quer uma matriz 5w2h, matriz CSD, learning canvas, managing dojo, talvez um ishikawa para análise efeito-causa, cada um oferece um raciocínio que nos leva a soluções. Painstorming parte de um conceito de análise dos “pontos de dor”, de onde e porque eles acontecem, para só depois encontrar sua solução:

  1. Person – empatia com quem estamos ajudando;
  2. Activities – qual a sua rotina, qual a sua missão;
  3. Insights – quais as dores percebidas, desperdícios, gargalos;
  4. Needs – análise causal, origem, momento, especificidade.

Algumas das técnicas de braisntorming geram empatia como o storytelling com HMW, clarificam horizontes como o 5w2h com matriz CSD, navegam do efeito a solução como no Learning Canvas ou no Managing Dojo, etc.

Com o Painstorming, temos como aquecimento a empatia pelos principais pontos de dor de quem queremos ajudar, entender ao máximo o problema antes da ideação e empreendedorismo na solução deles.

Diria que é a materialização da máxima do Design Thinking: “Apaixone-se pelo problema e não pela solução!”.

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Maratona de 12Hrs de jogos e seus aprendizados

Um workshop no Sábado dos dias das crianças para debater e experienciar dezenas de jogos para icebreakers, warm ups, agile games e pedagógicos, iniciando as 09AM e indo até as 19PM, parando apenas para o almoço.

Uma imersão passando por todas as páginas do livro Jogos 360° e a partir dele usando diferentes canvas para mapear, selecionar e criar novos jogos, um baseado no banco imobiliário para educação financeira infanto-juvenil, um outro mixando Grok para comunicação não violenta e Trocaletra, mais um outro discutindo emoções usando acordes de um piano.

Cada jogovivenciado, suscitando uma discussão sobre seu objetivos, oportunidades, mediadores, facilitação e conversão, executados no Café Coworking do prédio Global, na área interna e uma tentativa na área externa (tava calor pra xuxu).

Um mix maravilhoso como sempre, profissionais de variadas áreas de atuação e empresas, inclusive professores, a convite vieram alunos de alguns dos MBA’s deste semestre nos quais sou professor, gerando uma energia e debates sensacionais.

Quando trabalhávamos agile games ou jogos pedagógicos, nos dividíamos em três times e cada um jogava um diferente ou uma variação, uma forma de mostrar o potencial e vivenciar maior amplitude de jogos e aprendizado vicariante.

Do alinhamento logo de inicio em vivenciarmos uma maratona de conceitos e jogos até os feedbacks finais, foram mais de dez horas de práticas, sem ppt’s, apenas algumas telas de apoio vez em quando, deu tudo certo e todos saíram felizes.

“Team Building, um presente a minha criança, que mantém a adulta que sou feliz, realizada e certa de suas escolhas… Uma maratona vivencial com muita diversão, pessoas legais e aprendizado. A todos que querem desenvolver suas relações em grupo, eu recomendo, é mais do que levar novos olhares ao ambiente de trabalho (isso certamente encontraram) mas muitos outros ganhos acontecem contatos que proporcionam conversar e insights incríveis, oportunidades únicas…” – Mariane Braga – Especialista em Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Pessoal e Organizacional, Apaixonada por T&D e Gestão de Carreira

“Dia agitado e tudo valeu a pena! Grande oportunidade para aprender novas técnicas de engajamento, motivação, quebra gelo, aquecimento e muito mais! Crescimento pessoal e profissional, melhoria continua sempre. Mais uma vez, superou todas minhas expectativas. Recomendo!” – Luis Fernando Moraes – Agilista | Facilitador | CSM | CSPO | ICP-ACC | CLF

“A nossa vida é um jogo ou podemos jogar ela com projetos, planejamento, brainstorming, trocas de experiências, comunicação, reflexão com muita persistência e resiliência? Depende do quanto você está disposto a ser protagonista do seu eu inovando de forma simples rompendo pragmatismos complexos! ” – Alexandre Silveira – Ph.D Candidate in Business Management, Professor e Palestrante

Um workshop que iniciou com duração de 4Hrs com o objetivo de exercitar duas ou três dezenas de jogos, mas que a cada edição foi evoluindo, sofisticando-se com exercícios de embasamento, seleção, criação e facilitação, hoje com 12Hrs.

Discutimos o planejamento de jogos, sobre a estrutura de aulas com jogos, de jogos como contingências, experimentamos alguns canvas criados para modelagem de jogos e para gamification, inclusive o meu para mapeamento e seleção.

Até a próxima, em breve pretendo fazer uma edição especial para filmarmos cada jogo e compartilhá-los …

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Criando jogos para times, grupos, turmas

Tenho um livro e vários posts sobre jogos que uso em sala de aula, em equipes de clientes no trabalho, neles compartilhei diferentes canvas sobre gamification, sobre team building games, sobre diversão e ludificação do trabalho como tranpolim para maior empatia, sinergia e resultados.

Parceiros – se você juntar uma galera que curte jogos fica mais fácil, mas isso não é pré-condição, qualquer um pode criar um jogo se tiver motivação, inspiração e tempo suficiente dedicado. Ao convidar alguns parceiros, peça que cada um pesquise e também traga jogos que curte;

Oportunidade – a primeira coisa é fazer um bom brainstorming sobre o motivo ou oportunidade que nos leva a criar um novo jogo, de onde vem essa ideia ou missão. É uma demanda de alguém, pense nesta persona e na proposta de valor com um AS IS e um TO BE para entender os porquês;

Personas – identifique os perfis ou tipos de pessoas que querem ou irão jogar o jogo, comportamento, necessidades gerais e específicas previsíveis. Pode ser também um empathy canvas, o importante é conhecê-los um pouco mais – crianças, adultos, profissionais, área, alunos EF, EM, faculdade;

Objetivos – quais os resultados desejados, diferenciando os objetivos SMART com key-results que após executá-lo poderão ser medidos no curto, médio e longo prazos para atestar sua eficácia e eficiência, mesmo que o desejo seja apenas relaxar, integrar, apresentar ou quebrar-gelo;

Inspiração – que tipos de jogos e quais jogos conhecemos e curtimos, quais os que atraem nossa atenção, serão úteis como referência para a criação. É muito importante ter uma variedade de jogos, pelo menos imagens ou um computador para que façamos pesquisas na internet;

Elementos – experimente todos, mas seja crítico com cada elemento de jogo introduzido, como dados, fichas, personagens, fundo de cena, desafios, recompensas, fases, sempre balanceando simplicidade x complexidade, volumes, quer em quantidade de itens, número de peças, peso;

Materiais – providencie e tenha a mão material, sucata e elementos de jogos como ampulhetas, dados, peões, fichas, papel e lápis. Desenhe, rabisque, prototipe, use cores, não tenha muitos filtros nem seja muito crítico, o processo criativo tende a ser mais efetivo se for livre de preconceitos;

Play Test – tente organizar vários play test com amigos, colegas, convidados, a cada teste de jogo anote tudo, peça feedbacks, volte à prancheta para repensar, debater, pivotar, refazer e testar novamente. O bom é inimigo do ótimo, então improvise, não deixe muito tempo passar;

Distribuição – É possível criá-lo para uso, talvez “print and play”, onde todo o material está disponíveis para download. Eu tenho vários que compartilho e alguns que eu transformei em produto, uma forma de criar fôlego para me dedicar a criação e desenvolvimento de outros.

Sábado, dia 12/10/19 entre 09AM e 19PM vai rolar um workshop de jogos em que vamos exercitar tudo isso e mais um pouco … sem aula, sem ppt, muita prática e debates sobre quebrar o gelo, gerar reflexões e pedagógicos para gestão do conhecimentos – https://jorgeaudy.com/…/criando-jogos-para-times-grupos-tu…/

Por exemplo, abaixo um exemplo de jogo e a evolução do tabuleiro, além das cartas e demais elementos – https://jorgeaudy.com/desafio-toolbox:

tabuleiros

Este foi um dos jogos criados para meus workshops, também tem o Prêt-Á-Porter:

Também tem o Banco Intergaláctico, criado especialmente para uma instituição financeira:
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Existem bons canvas para modelar treinamentos, jogos e gamestorming, por exemplo:

games jogos

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Vivenciando o início de mais uma CoP

Tive a oportunidade de iniciar dezenas delas desde 2013, quem não sabe o que é uma Comunidade de Prática, da uma olhada no post anterior sobre balizas razoáveis para iniciar uma, independente do tema e objetivos singulares. A tempo, tive um artigo no mestrado sobre a relação entre CoP’s inter-organizacionais e intra-organizacionais.

As CoP são grupos que interagem periodicamente com foco em uma área de interesse, campo de conhecimento ou profissão, termo cunhado por Jean Lave e Etienne Wenger nos anos 90. Uma CoP pode ser no mundo real ou virtual, quando diferentes profissionais compartilham sua expertise, debatem e gerenciam conhecimento.

A seguir a programação e relato da primeira reunião de uma nova CoP, com product owners, analistas de sistemas e UX (user experiences), um fórum escolhido para maior sinergia no trabalho de construção do DoR, mas que apontou algumas oportunidades desde a concepção de negócio, integração destes papéis de ponta-a-ponta, estratégia, tática e tecnologia.

A primeira reunião sempre é especial, é preciso estabelecer conexões, vínculos, convergências, muito especialmente é preciso alinhar crenças e grau de empenho para que dê certo, cientes do desafio de criar o hábito, sempre olhando para possibilidades de aprendizados e melhorias, capacidade absortiva e ambidestria:

15″ – Boas-vindas e briefing dos organizadores;
20″ – Q-G da comunicação dos Origamis;
20″ – Programa e Check-In (quadrante mágico);
30″ – Overview metodológico e P&R;
45″ – Personas e SWOT (PO, AS e UX) – 5/10/15:
– 6 grupos > apresentações > consolidação
45″ – Temas propostos para discussão – 2/13/30;
–  3 grupos > apresentações > votação/ranking;
15″ – 5w2h da CoP e plano da próxima edição
       – Alinhamento de técnicas > exemplo 3 temas do kanban
10″ – Check out (feedback)

Os exercícios principais demandaram entre 30 e 50 minutos cada, gerando a percepção de evolução e ganhos, neste caso de alinhamento e percepções, culminando com a votação e ranking de temas a discutir, sujeitos a evolução.

A densidade interativa e discussões em pequenos grupos garantiram adrenalina a cada 30 minutos para manter o nível de participação, confiança e engajamento em níveis muito bons até o último minuto.

A facilitação estará atenta em manter boas práticas de aceleração como 1-2-4-all e 5-10-15, art of hosting, mapas visuais, de forma a garantir efetividade a cada reunião, afinal, feito é melhor que perfeito!

As conclusões finais foram de:

  1. Contar com a facilitação de um dos SM’s dos times;
  2. Periodicidade mensal;
  3. Tempo de 120 minutos, mas baixará para 90 minutos;
  4. Ter uma pauta clara e espaço para assuntos gerais;
  5. Convidados mediante aceite do grupo;
  6. CAFÉ!

Para o próximo, daqui a mais ou menos 30 dias, já temos um facilitador voluntário para a organização, também criará um kanban com os temas ranqueados e disponibilizará as fotos de todos os artefatos criados nesta primeira reunião.

A expectativa, percepção de valor e nível de confiança foram muito altos, aguardemos as próximas!  \o/

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Outubro com Toolbox e Jogos 360° em POA

Em Outubro de 2019 vai rolar mais dois workshops, um de Toolbox 360° e um do Jogos 360°, serão mais de oito horas com muita interação em iterações, reflexões e aprendizados, debates em grupos e geral.

Se der uma navegada aqui no blog, vai encontrar muitos relatos, fotos, vídeos e depoimentos da galera que já participou, nesta edição terá muitas novidades, ambos evoluirão para ainda maior práxis, mais práticas e ludicidade.


Dois workshops versáteis e evolutivos em Outubro, mais de mil pessoas já participaram, foco em carreira, facilitação, instrutores, equipes, lideranças:

05/10/19 – TOOLBOX 360° – Inscrições http://bit.ly/toolbox-360 – Vamos debater e vivenciar uma centena de técnicas e boas práticas úteis em carreira, equipe, estratégia, projetos e operações. EVENTO: https://www.facebook.com/events/2572447976177326/

O de Toolbox pivotará das 10 disciplinas propostas nas últimas 10 edições, mantendo aquelas que batizei de essenciais e substituindo as outras seis que chamei de pragmáticas por exercícios transversais de estratégia, projetos e operações.

12/10/19 – JOGOS 360° – Inscrições https://bit.ly/tbg360-audy – Vamos experienciar uma centena de jogos, entre quebra-gelos, aquecimentos e pedagógicos para uso em nosso dia a dia. EVENTO: https://www.facebook.com/events/1354084891433294/

O de Jogos consolida o canvas de apreensão e seleção de jogos, opções e práxis da melhor delas, além de um exercício lúdico e divertido, colaborativo, para a criação de um jogo para um tema selecionado pelos grupos ali formados.

Obs importante: Alguns dias após a inscrição, todos receberão dicas prévias, reflexões e orientações adicionais, quem já possui o kit ou livro reduz em cem pilas porque não precisará levá-los.

As mudanças são permanentemente para torná-los mais pedagógicos e empíricos, não só focados na prática e aprendizados durante os workshops, como para conversão em valor no contexto de cada um a partir do dia seguinte.