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Revisitando Value Proposition Canvas para papéis

Há bastante tempo venho facilitando reuniões de planejamento pessoal, contando quando necessário com uma interpretação e sinergia entre o mapa de Persona e o Value Proposition Canvas. Com eles estabeleço uma sequência com três passos – Persona, Momento Atual (As Is) e Expectativa/Pacto (To Be).

Exemplo de uma reunião de colegas, pares em determinado papel, cargo ou função, como uma reunião de líderes, outro exemplo é um grupo de trabalho, equipe, ou mesmo quando tenho alguns momentos com um amigo, colega ou aluno para debater mindset de entendimento de seu momento e crescimento.

Lembrando que curto muito uma variedade de técnicas e dependendo de cada momento vou usar Ikigai, 5w2h, CSD, Role MOdel Canvas, Odyssey Plan e outros tantos que aqui compartilho. A seguir compartilho este que uso vez em quando e gera bons insights e bons resultados:

#1. PERSONA –  Inicia com o mapeamento de persona, nomeando e desenhando quem ela é, de forma divertida e lúdica, traçando o seu perfil, comportamento e necessidades, objetivos ou metas;

#2. MOMENTO ATUAL – O segundo passo é o momento atual, o que a nossa persona faz, o que é mais importante, quais seus pontos fortes e quais os pontos fracos, aquilo que no Value Proposition chamamos de Ganhos e Dores;

#3. EXPECTATIVA/PACTO – Aqui estabelecemos o que pode ou precisa mudar, como gerar mais valor e mitigar dificuldades, insights que alimentarão o último campo, resultado do sequenciamento e auto-conhecimento voltado a resignificar e comprometer-se a melhorar.

Um exemplo bem frequente é quando bato um papo com um colega, amigo ou aluno sobre o trabalho dele hoje, é uma forma de mostrar valor em auto-conhecimento. Este exercício normalmente gera percepções e surpreende a própria pessoa sobre coisas que pode fazer para melhorar seu dia-a-dia.

Os originais sobre Mapa de Persona e Value Proposition possuem farta documentação na web, os utilizo em negócios, produtos e projetos para mapear personas e para identificar o mapa de valor:

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Mais sobre City Building Games

Fiz um post sobre City Building Games em 3D na politécnica, algo que já havia compartilhado bastante nos anos de 2012 e 2013, mas pela curiosidade demonstrada por quem me acompanha a menos tempo, acho que vale a pena detalhar mais um pouco, pra galera de outras áreas apliquem se quiserem.

Compartilhei aqui o jogo chamado que tinha aprendido no Ágiles 2012 em Buenos Aires, desde então apliquei pelo menos 3 formatos aqui em Porto Alegre – O último post sobre este tema foi de 2016 após um TecnoTalks sobre Team Building Games – https://jorgeaudy.com/2016/04/08/agile-game-construindo-cidades/

Podemos rodar em versões 2D e 3D, além de uma versão especial muito legal da Alejandra Alonso (2D) contendo histórias com critérios de aceitação e regras que impõem mudanças no meio do projeto, mindset iterativo-incremental com mínimo desperdício e máximo aproveitamento.

Tudo começa com uma certificação em edificações de PTF (papel-tesoura-fita) em que todos tem que fazer uma casinha seguindo alguns critérios que apresento na tela. A seguir faço um kick off apresentando o projeto, suas restrições, premissas, requisitos, justificativa e informações gerais.

Tanto a versão 2D quanto a 3D é muito mágica, é possível deixar que os times decidam quais as construções do seu MVP de cidade, já usei como pano de fundo o Kubitchek e Brasília do zero, mas a versão que criei mais recente propõe um mix de edificações, propondo a definição do MVP e sua execução em sprints de 15 minutos.

Planejam algumas sprints e a cada 3 minutos paramos para a daily e atualização do quadro Kanban. Previamente organizo a sala com várias mesas para cada equipe e sobre elas um grande papel pardo que é o terreno onde deverão desenhar as ruas e quadras, onde colocarão as edificações.

Em uma versão bem divertida eles ganham 30 notas de dinheiro de R$1 do Seu Madruga e tudo o que precisam devem comprar – hidrocôr, folha A4, tesoura, um metro de fita crepe, régua, o que obriga eles a evitarem o desperdício e pensarem antes de sair fazendo … que é a vida real em projetos e empresas.

As equipes definem os papéis de Scrum Master, Product Owner e estabelecem a dinâmica interna dos times, exercitando uma inception, planejam e montam seu Release Plan em sprints, que no fim das contas estabelecem as primeiras histórias do primeiro sprint para o Kanban de execução.

Na versão da Alejandra Alonso o furo é mais embaixo, tem planejamento e cadenciamento de sprints, é o mais sofisticado de todos, não tem o impacto visual da construção 3D, mas faço a colagem no terreno fazer as vezes da review e apresentação dos resultados da sprint …

A versão abaixo é a versão que compartilhei algumas vezes em TecnoTalks, gosto muito. A versão 2D e a 3D tem seu valor também, tudo depende do que e como queremos compartilhar … a diversão, debates e aprendizados são garantidos.

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VII Toolbox na Educação foi na Faculdade SENAC

No dia 25/05/19 pela manhã rodou com professores na Faculdade SENAC um Toolbox na Educação, nas paredes as provocações retroalimentando os murais criados pelas seis edições anteriores. O primeiro passo foi em três grupos estabelecer os temas para discussão, consolidados em comum acordo como segue.

A partir dos temas definidos, uma visita aos murais e iniciou-se um world café em que todos participaram das discussões nos três grupos, cada qual com alguns dos temas propostos, selecionados por sua relevância. A cada rodada, mantendo um embaixador para revisão e retomada, todos os demais trocando de mesa.

Fiquei sem as fotos dos murais de cada grupo, assim que receber as fotos, postarei aqui para registro histórico.

Metodologias ativas, Andragogia, inversão propositiva, jogos pedagógicos, gamefication, dinâmicas de grupos, Agile, avaliação baseada em aprendizados e não padronização, entre outros tantos tópicos instigantes. O objetivo era compartilhamento, crescimento colaborativo e a gestão do conhecimento auto-organizada.

Discutiu-se diferentes abordagens para aprendizado baseado em metodologias ativas, como aprendizados baseados em projetos, em problemas, em fenomenos, em casos, em jogos, em times, em evidências, … Valorizando mais que uma metodologia, o aproveitamento e mixagem de várias abordagens para criar aulas ativas.

Conheci o instigante prof Luis Patruco, que tem uma grande bagagem sobre dinâmicas de grupo, compartilhando muito conhecimento, nos apresentou o SBDG, debateu sobre andragogia e outros temas muito interessantes … compartilhando em DG os diferentes momentos de uma turma, entre controle, inclusão e afeição.

A equipe de inovação pedagógica foi fantástica, dela foi a iniciativa e todos os cuidados para que desde alinhamentos, convites, divulgação, acolhimento, material, interação e registro fossem muito especiais. Também contamos com o conhecimento e ensinamentos da Aline de Campos e do Guilherme Bertoni.

 

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Um World Café será o motor do VII Toolbox na Educação

Neste Sábado vai rolar o VII Toolbox na Educação, evento que reune professores, instrutores, facilitadores e coachs para compartilhar e debater suas técnicas, metodologias, paradigmas pedagógicos e muito mais que usamos em nossos cursos, disciplinas e aulas.

Já aconteceram seis edições em diferentes locais e fóruns, este será no SENAC e terá características bem próprias, pois assim como nos dois que aconteceram na FACIN e politécnica da PUCRS, envolveram até 60 profissionais da educação que juntos construiram resultados mais que inspiradores.

O objetivo é compartilhamento, ensino e aprendizado de forma auto-organizada entre dezenas de professores, com o driver de otimização dos resultados obtidos por cada um em sala de aula, debatendo metodologias, planejamento, execução, avaliação, feedbacks e/ou os temas decididos como mais oportunos e valorosos.

1. Combinações / Missão / Objetivo
2. Fishbowl (Debate)

3. Debate em grupos sobre o ciclo de vida de nossas aulas
3.1. Consolidação dos temas relacionados ao ciclo de vida

4. Debates em World Café sobre cada tema escolhido
4.1. Apresentação do mapa construído em cada fase

5. Conclusões e encerramento



Alguns métodos debatidos nas primeiras edições: TBL – Team Based Learning – Larry Michaelson, PjBL – Project Based Learning (projetos), DBL – Design Based Learning (modelagem), AL – Action learning (auto-organização), PBL – Problem Based Learning (problemas), IBL – Inquiry Based Learning (perguntas/cenários), PhBL – Phenomenon Based Learning, Gamificação, Mapas Conceituais, World Café, …

Em 2018 rolou um TecnoTalks sobre Design Thinking na educação – https://jorgeaudy.com/2018/02/22/tecnotalks-dt-na-educacao/

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Primeira edição (Junho 2018) – https://jorgeaudy.com/2018/06/24/primeira-edicao-do-toolbox-wall-na-educacao/

Edição na Politécnica da PUCRS (Julho 2018) – https://jorgeaudy.com/2018/07/18/inicindo-um-toolbox-sobre-educacao-entre-colegas-de-politecnica-pucrs/

Edição na Politécnica da PUCRS (Janeiro 2019) – https://jorgeaudy.com/2019/01/10/ii-toolbox-na-educacao-na-politecnica-1a-parte/

Edição “olho no olho” (Janeiro 2019) – https://jorgeaudy.com/2019/01/24/toolbox-na-educacao-uma-edicao-olho-no-olho/

Edição na Faculdade Senac Porto Alegre (Fevereiro 2019) – https://jorgeaudy.com/2019/03/03/1-toolbox-na-educacao-no-senac/

Edição sobre engajamento do aluno no SENAC Gestão e Negócios
https://jorgeaudy.com/2019/04/24/vi-toolbox-na-educacao/

Evento F5 da GVDasa – https://jorgeaudy.com/2018/08/19/f5-gvdasa-2018-design-thinking-e-toolbox-360/

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Carreira e ferramental do aluno/profissional no século XXI

Uma noite na Faculdade Dom Bosco compartilhando novas abordagens para planejamento de carreira, ambidestras, Pí Shaped, com alto grau de empreendedorismo ao estarmos atentos e trazermos para nosso ambiente novas técnicas, boas práticas, tecnologia e metodologias.

Era para ser mais um workshop Toolbox para jovens estudantes, mas optei por resgatar uma talk sobre carreira e na sequência engatar o jogo, o mural e o compartilhamento de variadas técnicas, úteis para suas carreiras, trabalho, … para a vida!

Um dos alunos eu conheci há um ano quando gravei o webinar sobre carreiras na King Host e nos lembrando disso, sugeri aos demais darem uma olhada no webinar. Já inclui outras técnicas e modelos desde então, mas a base de minhas convicções posso dizer que é aquela mesmo:

Para o jogo escolhemos todos um cenário de Startup, para então realizar duas rodadas com 8 cartas diferentes para cada um, assim tivemos uma sequência escolhida na primeira rodada e outra completamente diferente na segunda, na maioria com bons debates, insights e apredizados.

Esta opção de rodar duas vezes com cartas diferentes mantendo o mesmo cenário/desafio e comparando depois é muito interessante, posto que mostra categoricamente que há um grande número de técnicas possíveis e todos nós temos muitas oportunidades de aprendizado se estivermos abertos a isso.

O jogo já tenho compartilhado na sua página há bastante tempo, rodado em instituições estudantis, variando entre ensino médio, graduação, pós-graduação e eventos – https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/

O convite foi da colega e professora Vivian Pedó e tivemos a parceria da Letícia Silvia Garcia, interação que gerou muita sinergia durante as três horas de compartilhamento e trocas através de debates, relatos e insights.

A tempo, tem um vídeo animado com o tutorial do jogo DESAFIO TOOLBOX 360°, a criação é da Anima Pocket, estúdio do Alexandre Linck e da Adri Germani, os personagens no vídeo e tabuleiro são da Luisa Audy.

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Retomando meus workshops, vem aí um de Toolbox 360° – 01/06/2019

No dia 01/06/2019 vai rolar mais uma edição do workshop TOOLBOX 360° aqui em Porto Alegre. Um Sábado para compatilhar, debater e interagir, na pauta mais de uma centena de técnicas e boas práticas. Separados em grupos dinâmicos, além da conhecimento e aprendizados vicariantes, rodaremos o jogo Toolbox 360° e a técnica de gestão do conhecimento batizada de Toolbox Wall.

O workshop é das 09:00 as 12:00, intervalo para o almoço e continua das 13:30 as 18:30. Cada participante receberá um kit do jogo com tabuleiro e baralho, coloridos, frente e verso, gr 300 com 115 cartas de técnicas. Uma abordagem aberta, para profissionais de qualquer formação, carreira, empresas ou área de atuação.

Inscrições – http://bit.ly/toolbox360-010619
Informações – https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/
Dúvidas – toolbox.audy.360@gmail.com

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Mudança não é uma ação, mas um processo contínuo de transformação

Propor-se a uma transição para diferentes formas de estrutura e cultura organizacional pode ser feito sem a negação daquilo que sabemos fazer, fruto de décadas ou anos de experimentação, que na prática define quem somos, o que temos e fazemos.

Partindo-se deste fato, auto-conhecimento e valorização de quem somos é a pedra fundamental da mudança, seguindo um sincretismo entre Kaikaku e Kaizen, equilibrando mudanças de curto prazo quando necessárias e mantendo evolutivas continuas, ambas de forma sinérgica e acordadas entre os envolvidos.

Esta opção é a regra na maioria das empresas, as mudanças estão se dando de forma gradual e continuada, independente da metodologia, framework ou processos desenhados, percebe-se ganhos nas primeiras semanas, mas demandam anos para uma transformação cultural consistente.

Práxis

Ao iniciar, é preciso estabelecer ritmo às mudança, uma entrada mais estratégica, top-down a partir de propósito e objetivos estratégicos, portfólio e processos que serão repensados em suas dinâmicas internas, outra bottom-up resignificando nosso trabalho, permitindo às pessoas, equipes e lideranças em uma nova relação e conexões.

Top-Down, compreendendo a estratégia e apoiando a mudança a partir de projetos e processos prioritários, estabelecendo boas práticas de gestão de portfólio e governança de projetos, estabelecendo os principais pontos para instigar modelos com maior comunicação, iterativo-incrementais-articulados.

Toda e qualquer mudança precisa ter um ritmo sustentável, é preciso mudar, mas o negócio e o mercado não para, então por onde e em que ritmo mudar é importante. A frase que uso é que mudança não pode ser justificativa para não entregar, se transformação demanda tempo, garantir a continuidade do negócio é sempre imediato.

Nesta abordagem, minha convicção é que princípios e valores são mais importantes que o método ou framework, se são iterativo-incrementais e propõe-se a gerar as condições para feedback e melhoria contínua, vamos em frente com Scrum, XP, Kanban ou Lean, as retrospectivas gerarão a evolução necessária e possível.

Bootom-Up, ao mesmo tempo em que há um foco estratégico, tambem devemos apoiar a auto-organização em seu sentido mais primário, através da resignificação das pessoas e do seu trabalho, onde cada área e equipe debata e estabeleça sua tática e contribuição neste processo de mudança organizacional.

O primeiro e mais relevante passo é definir uma nova relação inter-pessoal, pessoas, equipes, áreas, interconexões internas e externas. Não só times, mas fomentar a construção de redes segundo o modelo Dual de Kotter, a estrutura funcional como substrato de redes e conexões fluidas.

Eu acredito em dinâmicas voltadas a auto-conhecimento, 5w2h, Role Model Canvas, fluxos de trabalho, processos, gargalos e desperdícios. Para então encontrar por onde será mais valoroso começar a mudar, enxugar, otimizar, de forma equalitária, melhores processos e ambientes geram pessoas mais satisfeitas e engajadas.

Meu mestrado foi usando uma pesquisa baseada no modelo JSM (Job Strain Model) de Karasek, um modelo que relacionava o controle que o próprio time através de seus integrantes tem sobre a forma de atender as demandas que lhe são priorizadas, esta relação positiva gera satisfação e provavelmente melhor performance.

Um processo baseado em auto(re)construção e (re)significação de pessoas, times, liderançãs e conexões são o substrato desejado para sustentação tanto de Kaikaku quanto Kaizen de forma sustentável e positiva, com ganhos a todos os envolvidos de forma proporcional (equidade).

A tempo, entre a abordagem top-down e a bottom-up, há uma chamada middle-out, de igual ou maior relevância, posto que havendo um pacto entre executivos, lideranças e gestores pela experimentação de uma nova forma organizacional de pensar. Este pacto é essencial para a NÃO anulação dos esforços em projetos e equipes.

Uma vez estabelecendo-se o exercício de novas formas de pensar e fazer, por um lado de forma pragmática e objetiva, evoluindo o planejamento e execução de projetos, processos ou operações, de outro desenvolvendo pessoas, equipes, lideranças e conexões, este será o substrato para a mudança e crescimento desejados.