0

Lean Space Conference | Floripa | SoftPlan

O Lean Space Conference será o maior evento gratuito sobre Lean & Agile do Brasil, as vagas esgotaram rapidamente, instigado pela galera da SoftPlan que empreende a algum tempo um processo de adaptação de seus processos à princípios Lean de fluxo contínuo em meio a um processo pró-ativo de melhoria contínua.

https://www.sympla.com.br/lean-space-conference__384096

AGENDA:

9h00 às 10h00 – Dr. Rupy Sawhney – University of Tennessee – USA
Tema: People driven Lean Systems : A model for Sustanability

10h00 às 11h00 – Luiz Cláudio Parzianello – Surya
Tema: Lean Business: Muito além de uma análise enxuta!

11h00 às 12h00 – Samuel Crescêncio – Lean it 101
Tema: Tendências tecnológicas para 2019 e o seu impacto nos modelos existentes

14h00 às 15h00 – Luiz (Lula) Rodrigues – Knowledge 21
Tema: Introduzindo o Lean Kanban: Uma abordagem sistêmica

15h00 às 16h00 – Jorge Horácio Audy – DBServer
Tema: Carreira em tempos de mudança! Interativa, incremental e articulada

16h30 às 17h30 – Erasto Meneses – Softplan
Tema: Lean na veia, uma história real

————————————————–

Rupy Sawhney:
Atualmente é professor de Engenharia Industrial e de Sistemas no Universidade do Tennessee, Knoxville; Heath Fellow em Negócios e Engenharia; Professor em Programa Interdisciplinar em Energia; Nomeação conjunta com o Complexo de Segurança Nacional Y12; e professor visitante na Universidade de Loughborough, no Reino Unido. Ele era um professor de Weston Fulton e Chefe de Departamento durante 2010-2013. Sua pesquisa atual se concentra em idéias inovadoras para melhorar
excelência operacional em sistemas complexos. Ele decompôs sua pesquisa em três componentes (i) inteligência de fabricação, (ii) inteligência organizacional e (iii) design baseado em pessoas. Já trabalhou com mais de 200 empresas e é ganhador de vários prêmios (Boeing Welliver Fellow, Prêmio Faculdade Alcoa, IIE Lean Teaching Award, Reuben Harris Award e Accenture Teaching Excellence Award)

Luiz Cláudio Parzianello :
Engenheiro Eletricista pela PUCRS e Mestre em Engenharia Biomédica pela USP, acumulou experiências profissionais durante 30 anos em Tecnologia da Informação, Gestão de Negócios, Pessoas, Projetos, Produtos Digitais e Processos Ágeis. Durante esse período, atuou para grandes empresas e fundou a Surya. Foi um dos pioneiros na adoção e disseminação dos valores, princípios e práticas do Manifesto Ágil no Brasil. Coautor da Agile Extension to the BABOK (Business Analysis Body of Knowledge), um projeto conjunto entre o International Institute of Business Analysis e a Agile Alliance, também é autor e promotor das abordagens Lean Business Analysis e Scrum for Business no Brasil.

Samuel Crescêncio:
Engenheiro de software, autor, instrutor, empreendedor e executivo experiente, com mais de 23 anos de experiência prática. A experiência completa de Samuel ajuda-o a estruturar sistemas de entrega contínua totalmente automatizados, com automação de testes completa construída a partir do zero, levando a arquiteturas verdadeiramente evolutivas e de alta qualidade.

Luiz (Lula) Rodrigues:
Luiz Rodrigues​, ou Lula, desenvolve sistemas desde 2008. É um facilitador hábil, com uma mente aguçada que consegue atuar de uma forma leve e serena. Coordenou projetos de software para o mercado financeiro durante quatro anos, com o desafio de tornar mais ágil um setor historicamente tradicional. Apaixonado pela comunidade ágil, é atuante em discussões abertas, palestrante e voluntário em grandes eventos de tecnologia e agilidade. Segue fortemente valores e princípios que norteiam não só as decisões no seu trabalho, mas também em todas as camadas da sua vida.

Jorge Horácio Audy :
Agilista e escotista 24 horas por dia ! Sou Agile Coach pela DBServer, professor na FACIN/PUCRS nas disciplinas de Tópicos Especiais em Eng de SW e Gerenciamento de Projetos. Mestre na linha de pesquisa de Gestão da Informação pela FACE/PUCRS, ativo organizador, participante e palestrante na comunidade ágil brasileira. Já coordenou projetos de maturidade de software, treinamento e coaching para formação de equipes, mentoria a startups, autor de livros sobre SCRUM, Team Building Games e Toolbox, além de blogueiro.

Erasto Meneses:
Profissional com 20 anos de experiência profissional, sendo os últimos 7 anos em gerenciamento de projetos, coaching ágil, gerenciamento de mudanças, analista de sistemas, testes de software e garantia de qualidade, mais 5 anos de experiência em gerenciamento de grandes contas e coordenação de pessoal e 5 anos de experiência na área. área comercial e atendimento ao cliente. Certificado em processos Kaizen / Lean com uma longa experiência em melhoria contínua e transição / transformação ágil a partir de métodos tradicionais de desenvolvimento.

0

20/10 – quem ainda não fez o workshop de Toolbox?

Dia 20/10, 13h às 18h, debateremos nossa Toolbox através de 115 boas práticas para profissionais de todas as áreas – carreira, estratégia, modelagem, planejamento, execução, aprendizado, …

Inscrições em http://bit.ly/workshop-TB2010

A participação vale R$250, cada um receberá um kit contendo o tabuleiro e baralho colorido com mais de cem técnicas e boas práticas, certificado de participação, muita interação e aprendizados.

Haverá um email de confirmação do workshop, o quórum mínimo é de 20 pessoas. Uma experiência singular desde a chegada até o final, veja algumas fotos, relatos e conteúdo em http://bit.ly/relato-toolbox

1

Estou enviando os baralhos e tabuleiros para todo o Brasil o/

Fiz um lote muito especial e limitado com a ajuda da DBServer, um Toolbox Essencial com 115 técnicas ao preço de impressão individual em uma gráfica expressa, com gramatura 300 e colorido. Quem for aplicá-lo, pode contar comigo para ajudar no que estiver ao meu alcance, quem quiser receber o tabuleiro e baralho do Toolbox 360° para montar seu primeiro mural, para instigar, jogar ou planejar, estou enviando kits para qualquer cidade do Brasil:

Para adquirir o kit, envie para toolbox.audy.360@gmail.com seu endereço completo, o que quer e quantidade, eu retornarei com instruções e postarei registrado via correios para rastreio. Posto uma vez por semana e a média para chegar em capitais é de 3 ou 4 dias úteis!

1 kit = R$ 100,00 (baralhos extras por R$75 cada)
3 kits = R$ 250,00 (baralhos extras por R$65 cada)
5 kits = R$ 375,00 (baralhos extras por R$55 cada)

Obs: Quem me acompanha vai compartilhar, mas para incentivar também os outros, quem compartilhar nas redes meus posts para ajudar a fazer chegar a mais pessoas ganha 10% de desconto … basta ter compartilhado como público no Linkedin ou Facebook.

KIT COM TABULEIRO E BARALHO TOOLBOX 360°

O baralho possui 115 cartas, menor, portátil, muito melhor que um livro com folhas presas, é possível manipular da forma a agregar mais valor pela versatilidade, podendo-se ordenar, separar, marcar, categorizar e muito mais.

Cada kit com o tabuleiro pode ser usado por uma equipe ou com grupos de 5 pessoas por vez. Muitas empresas possuem 5 kits, permitindo realizar dinâmicas com até 5 grupos de 5 pessoas. Sua natureza e propósito é voltado a instigar o aprendizado, inovação e protagonismo.

O jogo Desafio Toolbox é uma criação minha, uma dinâmica com vocação para ser usada para disseminação, ensino e aprendizado de novas técnicas, para planejamento e modelagem de uso em projetos ou operações. O uso recorrentemente em workshops, equipes, eventos e com alunos em sala de aula.

Em 2015 eu lancei o livro TOOLBOX 360°, um guia então com mais de 70 técnicas, em 2016 lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX 360° com tabuleiro e cartas, para finalmente lançar a técnica TOOLBOX WALL 360°, destinado a estabelecer uma gestão do conhecimento auto-organizada.

As regras do jogo são simples e muito descontraídas, fico a disposição, mas estou preparando vídeos explicativos ao uso do mural e do jogo/tabuleiro para que todos possam tirar o máximo de valor agregado em todas as suas variações de uso e aproveitamento.

Um jogo para ser usado a partir de um desafio ou cenário, quer para aquecimento da galera ou planejamento, para afiar sinapses sobre fazer diferente, experimentar novas técnicas, no dia-a-dia, em retrospectivas, em futurespectivas.

As regras de uso do mural são ainda mais simples e igualmente interativas, influenciando auto-organização e gestão do conhecimento ativa, pois a partir do mural utilizamos postits para marcar como especialistas ou conhecedores, interessados ou pedindo ajuda, desaconselhando:

Vale a pena dar uma olhada no registro do último workshop com fotos, informações e depoimentos acumulados de várias edições – https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/

0

Tempos líquidos e intempérie exigem de nós um barco e um time ágil

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, propôs o conceito de “modernidade líquida” porque o futuro muda permanentemente, no entendimento de um futuro líquido, continuamente mutável, impõe vivermos o agora, termos um plano, fazer o nosso melhor a cada passo, mas ajustando a trajetória.

O livro “Modernidade Líquida” de Bauman é assim descrito: “A modernidade imediata é leve, líquida, fluida, e infinitamente mais dinâmica que a modernidade sólida que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana. Zygmunt Bauman esclarece como se deu essa transição e nos auxilia a repensar os conceitos e esquemas cognitivos usados para descrever a experiência individual humana e sua história conjunta. Modernidade líquida complementa e conclui a análise realizada pelo autor em Globalização: as conseqüências humanas e Em busca da política. Juntos, esses três volumes formam uma análise brilhante das condições cambiantes da vida social e política.”

Por outro lado, em artigo de 1995, dois signatários do manifesto ágil publicaram “Scrum And The Perfect Storm”, refletindo sobre as desventuras do barco Andrea Gail, diferenciando confiar apenas na leitura dos instrumentos (plano e métricas) e a importância de sempre se olhar pela janela do deck.

Antes disto, Takeushi & Nonaka, fonte de inspiração para o Scrum ao citar a analogia ao Rugbi no antológico artigo “The New New Product Development Game” de 1986 na HBR dissertando sobre times auto-organizados em ciclos iterativos-incrementais-articulados.

Somando Bauman e Scrum, vivemos uma realidade fluida, em permanente mudança, que nos exige multi-ajustes de rumo e posicionamento, que nos exige reposicionar nosso barco de acordo com as ondas, o vento, a chuva e a nós mesmos.

O artigo é um marco arqueológico, nos mostra como eles viam o método lá no início, uma pedra de Roseta que precedeu o “Scrum Guide”, sobretudo, percebemos a beleza da verdadeira natureza ágil que o método tem em seu DNA, por ser ele próprio iterativo e evolutivo.

É pedagógico ver o entendimento, visão inicial e o quanto o método amadureceu desde então. Entretanto, passava o recado, veja alguns pontos que pincei do artigo e invista uma horinha para ler o original, vale a pena:

  • Scrum é apenas um compilado de boas prática e bom senso;
  • O mundo corporativo é caótico, com muitas distrações que podem prejudicar o time e o projeto;
  • Na nossa área é comum complicar, sofisticar, intelectualizar, mas simplicidade é bom e melhor;
  • Scrum ajuda os times a focar no que importa, deixando o menos importante aguardando prioridade;
  • Precisamos escolher entre a ficção dos grandes planos, métricas e reports ou realmente nos envolvermos no projeto;
  • O principal ícone do Scrum é a Daily Meeting;
  • No Scrum todos sabem qual o objetivo principal da iteração e quais os objetivos pontuais de cada participante;
  • Scrum incentiva a interação, contra a tendência ao individualismo;
  • O maior benefício é a humanização do desenvolvimento através de comunicação diária, pactos e foco coletivo na meta;
  • Fazer reviews das viagens anteriores para aprendizado e melhorias das próximas é fundamental.

O Product Owner era Product Manager, não declaravam o papel do Scrum Master e as iterações recomendadas tinham 30 dias:

0

Você já ouviu falar do livro, do site e do paradigma das Estruturas Libertadoras?

Curioso que sou, pelo tanto que navego, já tinha tomado conhecimento deste site alguns meses atrás, acabei me dando conta que nunca compartilhei por aqui, inclusive sei de cocheira que vem muita coisa boa nessa linha em breve … mas não posso falar nada 🙂

Sob licença Creative Commons, Keith McCandless e Henri Lipmanowicz compartilharam o livro e site de estruturas libertadoras, materializadas em três dezenas de processos e métodos colaborativos. Me sinto muito a vontade para falar deste conceito e proposição \o/

A base de tudo é empatia, envolvimento, engajamento, sinergia, … para atingir novos patamares de realização, partindo do pressuposto que otimizando o senso de pertencimento, senso de equipe, senso de responsabilidade coletiva, tudo melhora.

Desde 2013 ao lançar o meu primeiro livro, proponho como obrigação nossa ter atenção a manter uma caixa de ferramentas com boas práticas oriundas de Lean, DT, Agile, Lean Startup, Art Of Hosting, Dragon Dreaming, da Gestão do Conhecimento, do Escotismo …

“Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma!” (Lavoisier), todos nós bebemos das mesmas fontes, conhecimento secular acumulado nos é oferecido a cada dia, a cada hora, a pergunta de 1 milhão é o que fazemos com tudo isso?

Seguir técnicas e princípios baseadas em controle, dominação, pressão pautadas em desconfiança do final do século XIX é uma opção tanto quanto tentar inspirar-se em técnicas e princípios do século XXI orientadas a colaboração, confiança e sinergia multi-disciplinar.

Termos propósito, sermos Millenials, sentir orgulho em fazer parte, o privilégio de ter participado, agregar valor todo o dia, frases que estão na cabeça de qualquer jovem de alma no século XXI, a era do conhecimento, empresas ambidestras, profissionais Comb-Shaped.

http://www.liberatingstructures.com/

Eu estou trilhando desde 2013 meu próprio caminho, com o livro Toolbox 360°, o jogo Desafio Toolbox, a técnica de Toolbox Wall, os workshops, já trabalhando no próximo passo, que ainda não está claro, mas que publicarei a cada passo ou experimentação.

A cada workshop desde 2013, de forma cumulativa venho validando formas de compartilhar e disseminar aquilo que o Jurgen Apelo disse que lançará em livro e workshops em 2019, que McCandless e Lipmanowicz iniciaram evolutivamente em 2014.

Para mim. mais que trabalho é um hobby, dediquei milhares de horas na web, em eventos, facilitação, workshops, palestras, minha pequena (cinema e animação) ilustrou livros e criou tirinhas, minha esposa (designer) me apoia a cada edição.

http://www.liberatingstructures.com/

1. 1-2-4-All
2. Impromptu Networking
3. Nine Whys
4. Wicked Questions
5. Appreciative Interviews (AI)
6. Making space with TRIZ
7. 15% Solutions
8. Troika Consulting
9. What, So What, Now What? W³
10. Discovery & Action Dialogue (DAD)
11. Shift & Share
12. 25/10 Crowd Sourcing
13. Wise Crowds
14. Min Specs
15. Improv Prototyping
16. Helping Heuristics
17. Conversation Café
18. Users Experience Fishbowl
19. Heard, Seen, Respected (HSR)
20. Drawing Together
21. Design StoryBoards
22. Celebrity Interview
23. Social Network Webbing
24. What I Need From You (WINFY)
25. Open Space Technology
26. Generative Relationships STAR
27. Agreement-Certainty Matrix
28. Simple Ethnography
29. Integrated~Autonomy
30. Critical Uncertainties
31. Ecocycle Planning
32. Panarchy
33. Purpose-To-Practice (P2P)

3

Primeiro Workshop Toolbox 360º em SanPa com a DBServer

Galera de SÃO PAULO, vou estar a trabalho em SanPa e vou esticar no Sábado dia 21/07 para realizar um Workshop Toolbox por lá para aproveitar a estada. A DBSERVER está apoiando com toda a logística, por isso o valor será o mesmo daqui, R$130,00.

Serão quatro horas, Toolbox Wall, Desafio Toolbox e diferentes exercícios em grupos usando técnicas de planejamento, resolução de problemas e lições aprendidas, além de um bom networking durante o coffee-break.

Cada participante leva pra si um kit contendo o tabuleiro e baralho com mais de 80 técnicas constantes no Toolbox Wall para estratégia, ideação, modelagem, validação, planejamento, discovery, delivery, resolução de problemas, melhoria contínua e lições aprendidas.

Inscrições – Lotou em 24Horas \o/

Últimas edição com fotos e depoimentos:

https://jorgeaudy.com/2018/05/20/workshop-toolbox-360o-de-19-05-2018/

https://jorgeaudy.com/2018/06/18/workshop-toolbox-360o-de-02-06-2018/

Um post sobre o lançamento do Toolbox Wall:

https://jorgeaudy.com/2017/11/19/toolbox-wall/

Quem for paulista e puder compartilhar para fazer chegar ao povo aventureiro de SanPa agradeço desde já \o/

tabuleiro

Esta estrada não teria acontecido sem a inspiração e o apoio de alguns amigos, que em meio a correria do dia-a-dia cederam uma hora para me ajudar a percorrer esta estrada editorial e vivencial. Representativamente, em algumas fotos, agradeço em um tributo a minha maneira:

darth-vader-virada-agil-2016-ufpr-ii

2

$howbiz e auto-promoção estão deturpando eventos e princípios ágeis

Muitos agilistas brasileiros estão preocupados demais com o ego e em vender “novos” treinamentos, modelos, certificações, criar bordões, vender coaching, palestrar muito em todos os eventos, com muita pirotecnia e muito show de ilusionismo. Sempre pensando na próxima palestra com conteúdo espetaculoso ao invés de contribuir.

Isso já aconteceu na praia do universo startup, que aos poucos virou uma enganação, o negócio não é ajudar a gerar resultados, o negócio é showbiz, onde ir palestrar, gerar factóides e gerar gurus virou um objetivo muito lucrativo, para muitos o business está nos eventos, palestras, seu negócio é o Startup Showbiz.

Também já aconteceu no universo do coaching, essa praia deturpou tanto que até eu sou sondado a cada semana, pois para ser um coach é só certificar-se em um curso PNL de final de semana para então começar a usar isso a seu favor, … desculpa, mas no século XX o nome disso era charlatanismo.

Eu palestro cada vez menos, quando o faço eu sou quase rabugento, inicio alertando que sou ácido contra esse grande negócio Agile, Startup, Coach, que ao invés de acelerar está empatando. Até entendo, pois é a lei da oferta e procura, apontar culpados e receitas mágicas é o que a maioria quer, então tem cada vez mais quem venda.

Quem assiste acaba achando que está fazendo algo muito errado, porque ele não é como palestram, logo, tem que contratar um coach ou consultor para melhorar (sic) … se ele soubesse que a palestra conta 25% e omite os 75% daquilo igual ao que ele chama de carência por um coach … daria um processo de propaganda enganosa!  😦

um-bom-negocio

Agile showbiz paradoxal

Entrada triunfal, apontando erros e criticando o que está posto, oferecendo as únicas receitas que funcionam, minando iniciativas anteriores com frases de efeito e muita auto-ajuda, ironicamente fazendo isso após falar de PDCL, Kaizen, Gemba, baby steps, Karasek e Tuckman.

Tem muito agilista que palestra sobre um monte de coisas legais, descoladas, divertidas, criativas, mas na maior parte das vezes tudo isso ele faz em 25% do seu tempo, nos outros 75% não é mais que um bom e velho GQA de processo, porque agilidade tem que ser do jeito dele.

É fácil de reconhecer, eles tem convicção de que o que eles sabem e orientam é a melhor solução, as outras não, consequentemente geram um paradoxo esdrúxulo, pois eles defendem a auto-organização, desde que da forma deles, o resto é ilógico, ruim e incongruente.

Ok, entendo, é um bom negócio!

O MiMiMi do Scrum, Kanban, ScrumBan, XP, Lean, SAFe, S@S, Less, Mng 3, DT, não tem fim e gera milhões de receita, cada um de seus defen$ore$ fazendo de conta que só o seu resolve … eu sempre ofereci escolherem um como base, pinçando boas práticas e opções dos outros não oferecidas pela base escolhida.

A maioria omite os pontos de contato porque o seu curso, certificação, coach, palestras e outras fontes de receita e ribalta são Scrum, Kanban, XP, SAFe, … Tem que fazer de conta que é único, singular e mágico … a discussão entre Scrum, Kanban e XP seria engraçada se o ônus não fosse tão alto para o mercado e empresas.

Se é um ou outro, se não pode experimentar, se após acertar não pode mais errar, se todas as equipes possuem pautas e métricas extrínsecas comparativas, se apontamos “culpados”, se errar é inaceitável, qual foi a aula sobre Agile que eu faltei?

Uma das estratégias mais incríveis é negar aprendizados, ao invés de continuar evoluindo é preciso negar, se não conseguir, mudar os nomes das coisas, via de regra eu fico com a impressão de que o objetivo é preparar a próxima palestra no próximo evento, permanente gerando o próximo “case” … business em segundo plano.

Os eventos de Agile a muito tempo se tornaram iguais aos de Startup, grandes cifras e muito showbiz, muitos dos que estão lá palestrando estão mais preocupados com seu enorme ego e seu business do que passar conhecimento realista, verdadeiro, vicariante útil.

Paradoxo do coach indispensavel substitui o paradoxo de controle e o do super-heroi