Lean construction

Lean Construction é um desdobramento dos princípios e boas práticas do Lean manufacturing aplicado ao segmento de construção civil. Assim como o Lean Healthcare é para a saúde e o Lean Office é para as áreas corporativas. É conhecido o nível de desperdício em materiais, tempo e demais recursos em obras de engenharia civil.

Estudo desenvolvido na IESP, as perdas de materiais na construção civil chegam a 8% e as perdas financeiras, inclusive aquelas relativas a custos de retrabalho, chegam a 30%.

A nível de planejamento e gestão temos o BIM (Building Information Modeling) e o conceito de As Built que proporciona ao final da obra plantas e planos fiéis ao executado. Assim como o desperdício, Também é de conhecimento notório o descolamento entre o plano e a execução … a solução proposta pelo BIM e obras As Built garantem acuidade entre o plano e o executado.

Há décadas a construção civil tem um importante papel a título de giro da economia e empregos. Em países de terceiro mundo, como o Brasil, o governo investe neste segmento como política pública, uma forma de oferecer indiretamente centenas de milhares de empregos tanto a profissionais formados como, especialmente, aos ainda sem qualificação.

Lean

Lean Construction é a filosofia de produção enxuta desenvolvida pela Toyota nos anos 50, que não só evoluiu tecnologicamente como teve seus princípios e boas práticas assimiladas por diferentes segmentos, como TI, saúde, escritório e construção civil. 

Baseada no domínio dos processos de produção, fluxo contínuo, sistemas puxados, seguindo boas práticas em eliminar baseados em qualidade total, reduzindo assim o desperdício de recursos financeiros, materiais e humanos em todas as etapas, desde planejamento, produtivas e operativas.

Desenvolvido pela Toyota no Japão pós-guerra por ícones como Toyoda, Ohno, Shingo, … focados em um momento histórico de especial carência de todos os tipos de recursos, desenvolveram um sistema de produção menos onerosos, baseado em fluxo contínuo e cadenciado de produção.

Lean construction

Assim como nos métodos ágeis a serviço de projetos de desenvolvimento de software mais enxutos, em sistemas puxados, pequenos lotes, qualidade total, gestão visual em fluxo contínuo, etc, o segmento de construção se inspira e reproduz princípios e boas práticas Lean com o objetivo de racionalizar edificações e gerar melhores resultados, antecipados, de valor.

Se tivéssemos obras mais racionais e enxutas, esta equação geraria benefícios desde o governo e seus agentes de fomento que investiriam em mais obras, às construtoras que teriam a racionalização de seus custos, gerando provavelmente uma redução no CUB (*) e potencializando um maior número de obras com unidades mais acessíveis.

(*) CUB é um indicador monetário que mostra o custo básico para a construção civil. Seu objetivo básico é disciplinar o mercado de incorporação imobiliária, servindo como parâmetro na determinação dos custos do setor da construção civil.

Princípios fundamentais do Lean Construction

  • Agregar valor à construção.
  • Eliminar o que não acrescenta.
  • Otimizar tempo.
  • Reduzir a variabilidade.
  • Tornar processos transparentes.

Segundo o autor Lauri Koskela:

  1. Reduzir atividades que não agregam valor;
  2. Aumentar o valor do produto pela real necessidade dos clientes;
  3. Reduzir a variabilidade;
  4. Reduzir o tempo do ciclo de produção;
  5. Simplificar através da redução do número de passos ou partes;
  6. Aumentar a flexibilidade de saída do produto;
  7. Aumentar a transparência do processo;
  8. Focar no controle de todo o processo;
  9. Introduzir melhoria contínua no processo;
  10. Manter um equilíbrio entre melhorias nos fluxos e nas conversões;
  11. Realizar benchmarking (referências de ponta).

Principais desperdícios

Muri, Mura, Muda – sobrecarga, variação, não gera valor – são termos tradicionais da língua japonesa, que geralmente são relacionados pelas pessoas que trabalham com o Sistema Toyota de Produção (STP) como sendo os tipos de desperdícios encontrados em uma organização.

  • Transporte;
  • Inventário;
  • Movimentação;
  • Espera;
  • Produção excessiva;
  • Processamento excessivo;
  • Defeitos.

Boas práticas Lean

JIT, Andon, Poka Yoke, Jidoka, Gemba, Heijunka, VSM, A3, Obeya, Takt

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