Economia e ecologia criativa – John Howkins

A economia criativa, ao contrário da tradicional, baseia-se no uso da inovação e inventividade com o objetivo de potencializar e agregar valor a ideias e soluções. Segundo o autor, sistemas econômicos vão além da propriedade e oferta de produtos e serviços reativos às necessidades explicitas do mercado.

A criatividade não é nova e nem a economia, o que é novo é a natureza da relação entre elas. – John Howkins

O mercado e as empresas estão famintas por pessoas com ideias, cada vez mais nós queremos fazer, comprar, vender e compartilhar produtos criativos – Invente-se, seja único; domine suas ideias e as leis de propriedade intelectual; trate o virtual como real e vice-versa; aprenda sem parar; Peça emprestado, reinvente e recicle; saiba quando quebrar as regras.

Howkins (1945) é professor visitante da Universidade de Lincoln na Inglaterra, ex-presidente da London Film School, ex-diretor executivo do IIC (International Institute of Communications), coordenador de Conferências da European Audiovisual Conference. Em 2006, tornou-se presidente do Centro de Pesquisa John Howkins sobre Economia Criativa, lançado pelo Governo Municipal de Xangai na Escola de Criatividade de Xangai.

ECOLOGIA CRIATIVA

Ecologia é o estudo de como os organismos (nós) se relacionam com o seu ambiente (criativo). Howkins aplica princípios ecológicos aos conceitos de criatividade e inovação, mostrando como a criatividade depende de uma mistura de condições ambientais, diversidade, mudança, aprendizado, adaptação, etc. 

Quais as implicações ecológicas à liberdade de expressão, educação, colaboração, gestão, cidades inteligentes e internet, descrevendo o habitat certo para incubar ideias – mudanças nos padrões de emprego, liberalização do mercado, salários médios mais altos, mais tempo de lazer, urbanização crescente, etc.

Como vivemos nossas vidas? Como lidamos com ideias e conhecimentos, nossos e dos outros? Que relação queremos ter com novas ideias? De quais ideias queremos estar cercados? Onde e com quem queremos pensar?

O ponto de partida do livro é o papel crescente da informação, em uma tentativa de identificar a ecologia do pensamento e da aprendizagem. Há a necessidade de escapar das velhas formas industriais e se tornar mais sintonizado com a forma como as pessoas realmente emprestam, desenvolvem e compartilham ideias.

  • Howkins, John; ‘The Creative Economy: How People Make Money from Ideas‘; Penguin, 2001.
  • Howkins, John; ‘Creative Ecologies – Where thinking is a proper job’; UQP, 2009.

A tempo, a economia criativa de Howkins compreendia: publicidade, arquitetura, arte, artesanato, design, moda, cinema, música, artes cênicas, publicação ,software, brinquedos, jogos, TV, rádio e videogames (Howkins, 2001).

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