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Empreendedorismo Nutella ou raiz

Hoje a noite, dia 21/11/18, estarei em Caxias do Sul para bater um papo, provocar e botar a mão na massa com uma galera de empresas de todos os portes para discutir inovação e empreendedorismo por um viés bem prático em velocidade Warp 10 …

Vamos nessa! Vai ter provocações e mapeamento de auto-conhecimento, vai ter exercício de Conecte-me entre os participantes, depois vai rolar Desafio Toolbox e uma provocação de um Toolbox Wall … compartilhando o conceito de Toolbox by DBserver.

O empreendedorismo de palco é um canto das sereias, uma arapuca se não houver discernimento para aproveitar o pouco que é aproveitável em meio a tantos eventos e glamour … que é um grande negócio para alguns. É preciso entender que tem muita gente que ganha muito dinheiro e visibilidade, que transformou o empreendedorismo de palco um grande negócio (para eles). É preciso usar com parcimônia, porque no meio de algumas coisas boas, muitas repetitivas, muita PNL e técnicas de marketing baseadas em frases de efeito comuns em livros de auto-ajuda de rodoviária.

O empreendedorismo raiz é conhecido, tipo ratinhos de laboratório, aquela galera que curte mais a adrenalina de construir a solução que o mercado. Já conheci muitas startups e pessoas que passam meses, anos trabalhando em algo que acaba sendo tecnicamente ótimo e comercialmente desinteressante. Quando escutam um não, deduzem que é porque ainda falta fazer mais e mais para ficar tão bom que aí vai rolar. Me lembra o Pink & o Cérebro, dentro de uma jaulinha no laboratório da ACME achando que na próxima tentativa vão conquistar o mundo.

Os dois – Nutella e Raiz – lêem e fazem cursos, workshops e eventos sobre os quatro passos para a Epifania, a startup enxuta, diferentes livros de Design Thinking e Design Sprint, participam de Startups Dojos, mas um e outro ficam na superfície, na casca, mais no show ou na tecnologia, enquanto o único caminho é buscar o equilíbrio com muita antecipação e validação. As vezes já temos tudo o que precisamos, mas o vício no palco nos leva a revisitar conceitos que já sabemos para Ahá cíclicos, dejavús redundantes, sem nunca colocá-los realmente em prática.

Já fui Agile Coach de uma aceleradora e meu papel era toda sexta-feira pela manhã me reunir rapidamente com a galera de cada startup, fechar mais um PDCL, para começar outro. Cada startup estava em um momento, alguns ainda ideando-modelando-validando, outros desenvolvendo MVP’s e validando, outros pivotando algo que o mercado apontava para outro segmento/personas, negando hipóteses, revendo tecnologia, aproximando parcerias, … a cada semana era um fio terra, obrigando a todos sairem de fluxo e se darem conta que “Tempus Fugit” … e não volta.

Na parede uma série de provocações, com certeza é de conhecimento da maioria ou de todos, com nossa propositiva Toolbox by DBServer contendo mais que boas práticas e técnicas, mas também 10 disciplinas essênciais – Pessoas, Equipes, Lideranças, Conexões/GC, Estratégia, Modelagem, Validação, Planejamento, Engenharia e Desafios. Como sempre, não sou de mandar dizer, será uma noite intensa e muito provocativa, normalmente incômoda, porque a ideia sempre é botar o dedo na moleira, fazer o papel de desfibrilador, Nutella ou Raiz.

Depois compartilho mais informações e o material, ok …  \o/

Cada um com suas opiniões (julgamento pessoal; parecer, pensamento), mas está na hora da meninada saber que startup se constrói com prática, com PDCL semanal, com evolução diária baseada em baby steps, MVT (Mínimo Viável Tudo) – produto, tecnologia, processo, eventos, etc. É preciso conhecer Lean Startup, mas mais importante é praticar. É preciso ser ágil, agilizando hipóteses, validações, pivots, tudo em equilíbrio, porque não tem receita de bolo, então é preciso aprender rápido de todas as formas possíveis …

1/3 – Provocações, reflexões e auto-conhecimento (preparatório para um exercício de iniciativa entre diferentes participantes ~ balcão);

1/3 – Fontes e fundamentos essenciais, um exercício de apresentação e balcão, com propostas de iniciativas entre  os integrantes (Conecte.me);

1/3 – Usaremos o jogo Desafio Toolbox 360° para selecionar algumas técnicas para os próximos passos para validar UMA das iniciativas.

mapa empreendedorismo nutella e raiz

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Repaginando – Criatividade e Inovação

Peça a cada membro da equipe que tragam algo que utilizem com certa frequência e que esteja sobre a sua mesa de trabalho. Apenas diga que farão um exercício em que precisarão de algo útil do cotidiano de cada um.

Ao iniciarem o jogo, explique que estes objetos são as oportunidades de mercado e eles próprios serão os clientes a serem entrevistados. O objetivo é usar de seus conhecimentos sobre os itens para escolher aquele que maior potencial tem para desenvolver um produto inovador que o substitua.

Devem analisar as deficiências e pontos fortes, suas oportunidades e restrições, para então fazer um brainstorming focado em definirem um novo nome, logotipo, slogan e abordagem para marketing do novo produto.  Dado um tempo de 15 minutos, ofereça 2 minutos de apresentação de seu planejamento, ao final propondo que todos votem nos melhores produtos e planos.

PRINCÍPIOS: Uma oportunidade de exercitar a ideação, criatividade, inovação, no desafio de ver produtos reais em seu potencial de aprimoramento ou revolução.

DICA: Não é incomum cada equipe escolher um problema real, eventualmente boas ideais surgem, que merecem ser consideradas em um contexto prático de mercado.

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Google Design Sprint

Design Sprint é um framework de cinco fases que ajuda a responder questões críticas do negócio através de prototipação rápida e testes de usuários. Permitem que sua equipe gere rapidamente hipóteses, aprendizagem, validações e produtos. O processo ajuda a inovar, incentivar o pensamento centrado no usuário, alinhar sua equipe sob uma visão compartilhada.

O Google propôs em 2010 após estudar no Google Ventures 300 estratégias de negócios, pensamento de design e métodos de pesquisa de usuários de lugares como IDEO e Stanford Design School. Desenvolveram assim uma estrutura que apoia o pensamento divergente (brainstorming criativo que resulta em várias soluções possíveis) e o pensamento convergente (usando etapas lógicas definidas para chegar a uma única solução).

Segundo a Google: “É um framework de cinco fases que ajuda a responder questões críticas do negócio através de prototipagem rápida e testes de usuários. Os Sprints permitem que sua equipe atinja metas e produtos claros e obtenha aprendizados importantes rapidamente. O processo ajuda a inovar, incentiva o pensamento centrado no usuário, alinha a equipe sob uma visão compartilhada e os leva ao lançamento do produto mais rápido.”

Já é largamente utilizado no mercado, proposto pelo Google em 2010, incentivado pelo Google Ventures, pesquisando profundamente métodos e conceitos propostos pela IDEO e Stanford Design School. O foco é alternar pensamento divergente (brainstorming criativo que resulta em várias soluções possíveis) e convergente (usando etapas lógicas definidas para chegar a uma única solução).

https://designsprintkit.withgoogle.com/

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14/05 – Martin Spier no Meetup de Arquitetura

No dia 14/Maio próximo haverá o 3º Encontro do MeetUp de Arquitetura de TI de Porto Alegre, contando com uma palestra singular sobre a ARQUITETURA DE ALTA PERFORMANCE pelo olhar de Martin Spier, Engenheiro de Performance da Netflix.

Inscrições em https://www.meetup.com/pt-BR/Arquitetura-de-TI-Porto-Alegre/events/250147759/

Martin foi aluno de Ciências da Computação na Escola Politécnica da PUCRS, enquanto ainda chamávamos de faculdade de Informática, entre os anos de 2002 e 2008, a partir de então desenvolveu uma meritória carreira internacional.

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Martin Spier, segundo ele próprio, é engenheiro de desempenho na Netflix, a maior rede de televisão baseada na Internet do mundo e a maior fonte única de tráfego de internet na América do Norte. Ele diz que tenta enriquecer seus dias tentando tornar o Netflix o mais rápido, eficiente e resiliente possível, desde o seu client para iPhone até o sistema operacional que alimenta todos os seus serviços.

Performance Engineer na Netflix, CTO da HandsOn.TV, empreendedor, aventureiro, viciado em viagens e música eletrônica.

Ele é co-fundador e CTO da HandsOn.TV, uma plataforma de vídeo global para descobrir, aprender e compartilhar conteúdo com espírito empreendedor cuidadosamente selecionado. A empresa e sua solução parte da crença de que a mentalidade empreendedora pode mudar o mundo para melhor, tendo em vídeos o melhor formato para divulgá-la!

Dando uma rápida navegada encontramos números gigantescos, em certos horários a Netflix é responsável por um 1/3 do tráfego de Internet entre consumidores na América do Norte, operando com sua própria rede global de servidores de armazenamento e entrega de streaming. Com inteligência, cada servidor aproveita horários de baixa para cachear aqueles filmes que serão os mais assistidos. Privilegiando software aberto e hardware desenvolvido especialmente para este armazenamento e entregas, são PetaBytes distribuídos em dezenas de localidades, cada nodo suportando milhares de streamings simultâneos.

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Um Sábado na Área 51 \o/

A instalação da Força Aérea dos Estados Unidos conhecida como Área 51 fica dentro da Área de Teste e Treinamento de Nevada. O objetivo principal da base é publicamente desconhecido; contudo, com base em evidências históricas, ela provavelmente apoia o desenvolvimento e teste de aeronaves experimentais e sistemas de armas. O intenso sigilo em torno da base a tornou tema frequente de teorias de conspiração e folclore envolvendo OVNIs. – wikipedia

Em Porto Alegre, RS, segunda sua página no Facebook, a área 51 nasceu do desejo de unir pessoas com uma visão de trabalho mais contemporânea, em um ambiente criativo e conectado com a natureza. Um espaço criativo com cerca de 200 pessoas e 30 empresas em iniciativas ligadas à comunicação, educação, empreendedorismo, entretenimento e tecnologia …

Lá na 51 eu conheci a galera da http://www.huia.com.br, startup lançada em 2012 pelos sócios-fundadores da W3haus com o objetivo de entregar soluções no ambiente digital para as empresas do grupo NonConformity e mercado de agências em geral. A produtora ganhou destaque com trabalhos como Causa Brasil, em parceria com W3haus e Seekr, que identificava manifestações de rua por meio de conversas publicadas nas redes sociais, e Huia Time Travel, solução que levava os participantes a uma viagem aos momentos mais marcantes da história da Internet na década de 90.

Foi um Sábado pegado, falando de Agile em todas as suas possibilidades, especialmente em projetos e sustentação, não só em, mas especialmente em desenvolvimento de projetos. Teve teoria, dinâmica, muita interação e por acaso também muita pizza. Foi um grande prazer conhecer e bater um papo com essa galera.

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IDEO – Collage, um mural ou clipagem, o que somos ou o que queremos

Uma dinâmica lúdica e perceptiva, que nos permite transcender o material, trabalhando o aspecto mais interpretativo, criativo e abstrato de nossas percepções. Uma boa dinâmica para warm-up, ma passível de solicitar coleta de imagens como tarefa prévia, durante alguns dias.

Imagine um mural com imagens coladas como melhor convier para um storytelling, coletadas individualmente, podendo o mural ser montado coletivamente. Folhear revistas e material nos obriga a sair de nosso script mental, buscando em cada imagem algo ainda desconhecido.

Ao fazer um desenho ou montar um Customer Journey Map, materializamos no papel aquilo que pensamos, mas quando temos imagens aleatórias, elas nos induzem linhas de pensamentos imprevisíveis, criativas, adaptativas, que poderão fazer emergir novas percepções.

Podem ser usadas imagens quaisquer, recortes, fotos, ilustrações, montadas de forma linear e cronológica, zoneadas por grupos, relatando uma única narrativa ou múltiplas. Não há restrições ou regras, pois o próprio autor(es) irá(ão) depois relatar/explicar suas abstrações visuais.

Esta técnica ou jogo tem como objetivo facilitar novas percepções da questão a ser discutida, auxiliando na abstração criativa de um problema ou no relato de questões em seus 360°, de forma menos explícita e racional, privilegiando a imaginação e criatividade.

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IDEO – O valor de termos “Grupos Desfocados”

Ao invés de um grupo focal (Focus Group), a IDEO também propõe grupos desfocados (Unfocused Group), privilegiando e garantindo perceber e debater desafios sob diferentes abordagens, substratos, materiais, teorias e práticas, processos e pessoas.

Vai muito além do conceito de multi-disciplinaridade, estamos falando de reunir um grupo diversificado de pessoas talentosas em diferentes áreas, oferecendo a cada uma e a todas uma gama estimulante de materiais para criação de soluções díspares e instigantes.

Há um exemplo da IDEO que tratava de novas ideais para novas soluções em calçados, para o que buscaram historiadores, podólogos, massagistas, sociólogos, profissionais de marketing e produção.

Em se tratando da IDEO, com Deep-Dive e Design Thinking, não surpreende, chega a ser óbvio, mas apesar disto, empresas mundo afora tentam repetir suas façanhas reunindo pessoas que representem os clientes, desenvolvimento, GP e produção, … não é bem isso né!

É comum nos estudos de casos da IDEO termos psicólogos, sociólogos, historiadores, artistas, … alguns nada tem a ver com a empresa ou segmento, são fora da caixa. Eu nunca vivenciei uma sessão na IDEO, sei quem já fez treinamentos por lá, mas é difícil replicar por aqui.

Enquanto isso, pelo custo ou simplificação, falta de imaginação ou por pressa, vemos sessões deste tipo com poucos perfis envolvidos, todos funcionários ou clientes já com um modelo mental e paradigmas, influenciados pelo seu próprio envolvimento e histórico.

Não estou dizendo que é bom ou ruim, mas é diferente, tem outra matriz e outro resultado, pode ser inovador, disruptivo até, mas limitado pela própria limitação de espectro de conhecimento, expertise e vivências envolvidos.

Para disrupção e empreendedorismo, empresas deveriam ser mais ousadas para alocação de profissionais diversificados de grande conhecimento em suas áreas, áreas fora da caixa, além do óbvio, cliente, negócios e TI é bom para algo previsível, mais que isso exige mais.

Nos próximos posts vou compartilhar outras técnicas e dinâmicas relacionadas a DT e IDEO.