É mais fácil ter ideias mirabolantes e grandiosas do que pequenas e focadas, diretas no ponto, o segredo é tentar abstrair o cerne, aquele pedaço do todo que torne viável confirmar se a ideia será um produto ou serviço de sucesso. Mais que isto, é RESISTIR a tentação de “já que” esta fazendo um mínimo e viável, perder a noção de perigo e tentar aproveitar e investir muuuito tempo e dinheiro para surpreender o mercado com algo completo e matador (?).
A especificação e construção de um MVP (mínimo produto viável) é a busca por uma versão que seja o menor possível, mas contendo uma proposição de valor relevante para o cliente, potencializando venda e fidelização devido a funcionalidades e características, mínimas, mas que apontem claramente para um produto consistente e com potencial de alto valor agregado.
ATENÇÃO, MVP não é a simples construção e entrega do mínimo possível, construído no menor prazo, menor custo ou com as funcionalidades de menor complexidade. A equação correta é a busca e equilíbrio entre um produto de real valor para o cliente, construído em tempo e com recursos limitados, mas que possa viabilizar a confirmação de sua viabilidade como negócio.
Para nós, que trabalhamos com software, na mesma equação esta o uso de ferramentas Open-Source ou serviços free oferecidos fartamente na web , viabilizando agilidade e ciclos iterativo-incrementais antecipando a validação dos pressupostos acerca do produto concebido antes de desenvolvê-lo.
Clique aqui para ler mais sobre LeanStartUp ou sobre MVP com Eric Ries, pois eu sustento a algum tempo que hoje em dia, todos nós devemos aprender os conceitos de autoconhecimento, sustentabilidade, repetitividade, pivot, etc pois empreendedorismo e inovação são uma exigência de mercado.
Via de regra, os riscos na especificação de um MVP são diretamente proporcionais ao volume de pressupostos e suposições pendentes sobre o problema, proposição e valor de negócio, entretanto, no caso de algo verdadeiramente inovador há diferentes técnicas para mitigar o desconhecido, como prototipação, técnicas de pesquisa de mercado, marketing e divulgação casada com adaptação de soluções pré-existentes, etc.
O Felipe Cabral e a Bárbara Cones são da Engage e na segunda reunião do GUMA, disseram uma coisa que me chamou a atenção, mais ou menos assim “Uma startup precisa correr para obter resultados e êxito antes que o dinheiro acabe!”. Eu acrescentaria que hoje em dia todos nós devemos agir como StartUps, inovação e empreendedorismo são pré-requisitos em um mercado altamente competitivo, que não faz distinção entre startups, micros, pequenas ou médias empresas.
Muito interessante o post. Acredito nestas tuas últimas palavras: devemos agir como StartUps, principalmente porque agir como StartUp é pensar constantemente no que agrega valor ao cliente. Afinal de contas é quem paga (ou pagará) a conta.
Abraços
Leandro Pompermaier
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Leandro, obrigado pelo comentário, a história mostra o quanto as grandes corporações tem a perder se não pensarem com agilidade e flexibilidade para perceber e atender o que o mercado aspira ! A tempo, da uma olhada no link do teu blog, pois não abriu os posts. [ ]
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