Empresas e Projetos, como a vida, são Multimodais

Modelos normalmente são simples, com objetivo de passar um conceito, mas a vida real é sempre mais complexa. Isto não é uma crítica a modelos básicos e diagramáticos, é um elogio, pois eles conseguem simplificar e passar o recado em uma imagem una ou binária, fácil de ser assimilada.

O poder de materializar algo complexo em um modelo com alto nível de abstração e síntese é um poderoso artifício de comunicação, entretanto traz em si o risco inerente de que pessoas o interpretem de forma simplista, passando a negar seus desdobramentos, suas nuances e complexidade.

TI Bi-Modal do Gartner

Grandes modelos, aqueles de grande impacto e desdobramentos, assim como a TI Bi-Modal do Gartner, são obras a serem entendidas em seu tempo, efetividade e valor histórico. Neste caso, no início deste século, grandes empresas precisavam ser mais flexíveis e adaptáveis, mas queriam fazê-lo de forma “controlada”.

Hoje, grandes empresas ainda se apegam ao sonho da disrupção cultural tanto quanto à hierarquia e controle, mantendo processos tradicionais, híbridos e ágeis. A explicação vem de Schein, mudanças culturais geram angústia enquanto desapegamos do passado conhecido rumo a um futuro desejado mas desconhecido.

Bimodal-IT_Gartner

Design Thinking, Lean Startup e Agile

Há uma década o Gartner propôs com perspicácia e oportunismo singular uma opção estratégica para a adoção de métodos ágeis pelas grandes organizações, recentemente posicionou-se em uma visão holística sobre novos produtos e negócios, fundindo inovação e empreendedorismo a gerenciamento de projetos ágeis.

A cada mês sabemos de mais organizações que vem adotando e experienciando Agile, Design Sprints, gestão visual e colaborativa de portfólio, concepções criativas, inceptions, frameworks e boas práticas ágeis. Fato, temos a disposição uma grande toolbox, mas cada vez mais todos sob princípios Lean.

Princípios sustentam frameworks, que são apenas guias

Na minha crença, princípios e substrato Lean são os fatores críticos de sucesso na busca por organizações exponenciais, transformação digital, organizações que aprendem, estruturas duais (Kotter), capacidade absortiva orgânica, inovação e empreendedorismo, gerenciamento de projetos de negócios digitais.

Gosto de brincar com os conceitos visuais de MVP’s e de Pivot’s, uso eles na abordagem de que modelos simples passam um recado complexo, se você entendeu simplesmente um modelo simples, provavelmente ficou só na casca, é preciso quebrá-la como um ovo e tentar compreender a utilidade da membrana, clara, gema, proteínas. Com atenção, porque ao quebrar pode ser que não tenha nada disso, só um pinto amarelo 🙂

ahmed-sidky-keynote-14-638

Por outro prisma – frameworks

No meu entendimento, é preciso que optemos por um modelo, framework ou paradigma, para então ajustá-lo, agregar técnicas e boas práticas que ele não endereça.  Em um exemplo ilustrativo, eu agrego acima do Agile Subway Map da Agile Alliance o método, porque antes de sair pinçando técnicas é importante saber qual método, framework ou modelo estruturará meu processo, para então enriquecê-lo com o que ele não cobre:

agile subway map II

Breve abrirão as inscrições para discutir a TI Bi-Modal. O que mudou desde seu lançamento? Qual o momento das organizações? Qual o novo paradigma proposto, estratégias, cultura, frameworks? Se tiver interesse, será no dia 28/03/2018 as 19:00, divulgaremos lá no grupo TecnoTalks e ocorrerá no TecnoPUC – https://www.facebook.com/groups/tecnotalks/

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