Planejar sem um bom briefing é sabotagem

Não acredito em iniciar com paredes vazias, fosse assim e Lavoisier não teria entrado para a história, começo aproveitando o que se tem, mesmo querendo inovar, mesmo querendo ser disruptivo. Uma fonte para reflexão é a aprendizagem significativa de Ausubel.

Ausubel indicou o uso de subsunçores para a ancoragem do novo, facilitando a nova aprendizagem, segundo o autor o nosso cérebro identifica e entende o novo ou a inovação ancorando-os em algo conhecido, ou seja, a quebra de paradigmas precisa do paradigma a ser quebrado.

Sempre quero iniciar com um bom briefing de negócio, driver, ROI, status quo, personas, expectativas, jornadas, estabelecendo um debate sobre tudo aquilo que é relevante saber sobre tudo o que temos até chegar àquele momento, o que nos trouxe é a chave para seguir adiante.

Domínio e responsabilidade, é nossa obrigação em desafios de ideação ou planejamento primeiro aportar tudo o que já temos, não sonegar nada, jamais começar com uma parede vazia. Negar waterfall quer dizer não investir semanas se preparando, mas não é sonegar o que já temos.

Não interessa se é Modo 1 ou Modo 2, ambos podem ou não contar com a disponibilidade de mapas mentais, processos, dados de pesquisa, benchmarking, sistemas atuais ou concorrentes com seus mapas de funcionalidades, isso não é antecipar, isso é assertividade.

Dica: Jamais sonegue ou sabote seu próprio time das informações disponíveis, elas atuarão como substrato, como acelerador de sinapses, ponto de partida e provocação. Se não quer usar o que tem porque isso pode influenciar negativamente, seu problema é muito maior que esse.

Cada um de nós, precisamos ter em conjunto uma Toolbox proporcional ao nosso tempo, uma grande caixa de ferramenta com técnicas, frameworks, boas práticas, … para mim é inadmissível em 2018 achar que podemos somente ter um martelo, porque pro martelo tudo é prego!

Cada vez mais vejo empresas adaptando seus projetos, sustentação e processos de trabalho para ajustar-se a um framework ou técnica apenas porque alguém disse que é assim que tem que ser, por ser óbvio, lembra a fábula da roupa do rei, era de ouro mas só o rei poderia ver.

Repito o que tem sido meu mantra nos últimos três anos: Qual é a sua Toolbox? Quais as opções que você se permite para uma reunião de concepção, design sprint, ideação, modelagem, planejamento, … o seu uso é compulsório ou há uma escolha consciente dentre boas opções?

Se quiser saber mais sobre o conceito ToolBox 360°, o game pedagógico Desafio Toolbox e a técnica Toolbox Wall, são mais de 100 boas práticas, um grande buffet, recomendo um dos posts que fiz em 2017 com esta provocação ou o blog http://toolbox360graus.wordpress.com.

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