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Uma alegoria livre sobre valor agregado para pensar nosso 2019

Equipes engajadas e auto-organizadas, ágeis, tem muito mais a contribuir além de (apenas) fazer aquilo que lhe solicitam (ordenam). Em equipes ágeis, valor agregado real pressupõe o entendimento e engajamento ao problema, no valor que uma solução representa para alguém em seu contexto, sem desperdício.

Sem este modelo mental ou paradigma aplicado, agilizamos o óbvio de forma tão aleatória quanto no passado, as vezes o erro, as vezes o acerto, mas jamais atingiremos a sinergia de nosso potencial. Trabalhando juntos, somando conhecimentos sempre seremos mais fortes que cada uma das partes.

Valor agregado não é uma receita de bolo, cada grupo de pessoas, empresa, contexto tecnológico, deve buscar as suas competências essenciais, hard e soft skills, criatividade, empreendedorismo, com um que de inovação, superação e reconhecimento.

Valor Agregado na cadeia produtiva

Quero partir deste conceito elementar para falar de pessoas, equipes e empresas. Valor agregado é o valor adicional que adquire um bem ou serviço ao serem transformados durante o processo produtivo. Em uma empresa, é a contribuição adicional de um recurso, atividade ou processo a um produto ou serviço.

Uma equipe ou profissionais que apenas cumprem ordens, como se militares fossem, equivaleria a plantar e vender o cacau in natura. Entretanto, quanto mais houver sinergia, pelo somatório de vida, experiências, paixões, interesses comuns versus objetivos, maior o valor agregado, equivalendo a processar, servir, encantar.

O erro nesta abordagem é fazê-lo sem ter um driver por valor iterativo-incremental-articulado, um passo de cada vez, racional e responsável. Trabalhar orientado a MVP (Minimum Viable Product), pequenas releases, seguindo o conceito de programas ou small project philosophy (Standish Group).

Valor agregado em equipes ágeis

Independente da metodologia ou nomeclatura, a base diz respeito a sinergia, alguns chamariam filosoficamente de egrégora. É como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas, quando um grupo alia-se e congrega para gerar resultados além do racional, além do óbvio.

Empatia e dedicação de todos em relação ao ciclo de vida completo, desde o cliente que origina uma necessidade, passando por todos os envolvidos direta e indiretamente para que cada vivência pessoal e expertise somem-se gerando um substrato que racionalize cada passo na busca daquilo que precisa ser feito.

Para isto, é preciso haver clareza em um denominador comum, em equilibrio e equidade, onde todos percebem seu valor enquanto parte de algo maior que apenas pedidos, hierarquia, ordens e tarefas bem executadas. Não a toa o mindset ágil baseado em valor, empatia, sinergia e auto-organização está na moda.

O case de um presente de Natal

A Luisa Audy (21) está fazendo um curso de cinema no Canadá, venho passar 15 dias de férias conosco e resolvemos comemorar indo ao Natal Luz em Gramado. Desde o início ela queria comprar umas lembrancinhas de suas férias para os seus professores e pensava em chocolate de Gramado.

Exercitando empatia com seus professores, não só levou uma lembrança, mas ofereceu uma experiência. Ela poderia ter só levado chocolate, mas contou uma história criando um vínculo entre eles, apresentando Gramado, seus chocolates artesanais, o festival de cinema, o kikito e o prêmio oferecido pelo Canadá em 2017.

Junto de bombons, trufas e um Kikito de chocolate, criou uma tirinha relatando sua origem geográfica, as hortências, o chocolate artesanal, o festival de cinema latino-americano que premia desde 1973, a aproximação com o Canadá, com a VanArts e a TFS, resignificando aquela estatuetinha de chocolate que ganhariam.

Isso é valor agregado, é incluir paixão à algo que poderia ter sido apenas chocolate, neste caso mantendo tempo, custo e escopo, mas transcendendo e oferecendo uma experiência nova, agregando conhecimento, compartilhando vivência, um storytelling que transforma algo simples e objetivo em pura magia.

Ponto para reflexão para 2019

Ao entender um problema, negócio, cliente, desafio, carreira, não temos mais como missão só fazer o que foi solicitado, mas gerar uma experiência que traduza algo singular, o somatório do conhecimento de vida de um grupo de pessoas envolvidas, que oferecerão mais que “chocolate”, elas oferecerão uma “experiência de valor”.

Afora isso, no case acima apresentado, rolou paixão, viabilidade técnica, entendimento do que seria o mínimo produto viável, um protótipo, confecção, parceria na montagem, tudo isso em não mais que algumas horas espalhadas em alguns dias lastreado em um propósito singular … presentear seus professores como sinal de estima.

Vem aí 2019, qual é o seu propósito, como e com quem você quer encantar, não só o cliente, mas o mundo ao seu redor?

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Debate GP + SM + PMO + Agile Game

Um debate sobre papéis, compartilhando experiência e aprendizados, com profissionais de diferentes vivências e skills, debatendo a atuação de Gerentes de Projetos, Scrum Masters, escritório de projetos e agile coach.

Todos profissionais com participação em grandes projetos, nacionais e internacionais, locais e distribuidos, que atraiu uma galera muito pilhada, sala cheia, muita gente querida, conhecida, que muito contribuiu com boas perguntas e melhores contribuições.

  • Carol Veeck
  • Felipe Diehl
  • Juliano Acauan
  • Willian Ribeiro
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20/10 – quem ainda não fez o workshop de Toolbox?

Dia 20/10, 13h às 18h, debateremos nossa Toolbox através de 115 boas práticas para profissionais de todas as áreas – carreira, estratégia, modelagem, planejamento, execução, aprendizado, …

Na participação, cada um receberá um kit contendo o tabuleiro e baralho colorido com mais de cem técnicas e boas práticas, certificado de participação, muita interação e aprendizados.

Haverá um email de confirmação do workshop, o quórum mínimo é de 20 pessoas. Uma experiência singular desde a chegada até o final, veja algumas fotos, relatos e conteúdo em http://bit.ly/relato-toolbox

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Impact Mapping & Example Mapping

Já havia falado sobre Impact Mapping do Gojko Adzic, um consultor estratégico te TI que ganhou o prêmio Jolt Award de melhor livro de 2012. Eleito como o profissional de testes ágeis mais influente em 2011, seu blog ganhou o Agile Award UK pela melhor publicação on-line em 2010.

A questão não é executar a técnica de Impact Mapping ou Example Mapping para construir nossas histórias, mas o quanto exercícios como esse nos ajudam a estabelecer um mindset focado na necessidade, entendendo as personas, para só depois discutir o como e o que.

Pode até mesmo ser usado como um jogo de quebra-gelo ou aquecimento ao propormos um desafio, talvez usando um brainstorming em busca das mais importantes e valorosas necessidades, para quem sabe fazer um rodízio tipo Dojo ou World Café bem dinâmico.

IMPACT MAPPING (Gojko Adzic)

IM-Adzik

No Impact Mapping, partimos sempre de necessidades e desafios, evitando começar por software e contornando o que não precisa ser feito. É preciso entender cada objetivo e alternativa, este é o primeiro passo, depois teremos PDCL, melhoria contínua em ciclos iterativo-incrementais-articulados.

As principais vantagens inerentes a técnicas colaborativas são baseada em comunicação verbal e visual entre todos os envolvidos em tempo real, gerar modelagem consensuada a partir de diferentes prismas e expertises, mitiga ou remove pressupostos inconsistentes e gera forte compromisso e senso de pertença a todos.

Dito isso, técnicas colaborativas e visuais estabelece fortes “pactos” focados em valor real ao cliente, esclarece uma visão estratégica de seus entregáveis, prioriza explicitamente seus critérios de valor e qualidade, tudo sob uma abordagem iterativo-incremental-articulada, permitindo desenvolver-se em camadas.

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1. O que é Impact Mapping?

  • É um mapeamento de escopo e pressupostos de necessidades;
  • Uma técnica colaborativa tal qual uma User Story Mapping;
  • Um mapa que materializa Quem, Como e Valor frente a Objetivos;
  • Entender os porques, a necessidade primária antes da solução;
  • Identificar o que realmente precisa ou não ser feito.

2. Principais Quesitos dos principais entregáveis?

  • WHY? Para cada Objetivo representado como nodo, abriremos um mapa com quem, como e o que deve ser feito para atingi-lo;
  • WHO? A partir dos objetivos, mapeamos as personas que impactam ou são impactadas na busca por estes resultados;
  • HOW? A partir das personas, ações e comportamentos, tentando entender como podem eles impactar o atingimento dos objetivos;
  • WHAT? Finalmente, o que precisa e pode ser feito, qual a solução a ser entregue ou construída.

3. Benefícios e regras dos mapas de impacto?

  • Entendimento das motivações, causas, meios e desejos;
  • Não se preocupa com priorização e cronologia, mas com valor;
  • É iterativo – módulos, funcionalidades ou histórias do usuário;
  • Estabelece desde o início uma linguagem ubiqua com os usuários.

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EXAMPLE MAPPING (Matt Winne)

Winne propôs uma técnica muito poderosa para a modelagem de histórias a partir de necessidades e comportamentos desejados, estabelendo um diálogo colaborativo para estabelecer e confirmar os critérios de aceitação.

Pode ser feito durante o trabalho de construção do DoR (Definition of Ready) de cada história, em reuniões de refinamento ou no planejamento das Sprints. Certo de que esta modelagem gera muito valor agregado, propôs algo que chamou de Example Mapping:

1. Selecione uma história do usuário por vez, quer seja um exercício ou para a definição do DoR (Definition of Ready), pode ser utilizada em um Sprint Planning, pode ter sido previamente debatido em um refinamento;

2. Inicie sempre pelo compartilhamento daquilo que já se sabe, não é uma técnica para envolver gente demais, é uma técnica para o trabalho de modelagem das nossas histórias. Importante é ter diferentes papéis representados para termos múltiplos prismas e conhecimentos;

3. Queremos estabelecer pertença e entendimento, mas se alguma questão não tem resposta ou é polêmica, registre no cartão de pergunta (rosa) e siga adiante. Importante usar textos simples e imagens, algo que incite a o domínio mínimo suficiente da história;

4. A partir da construção do Example Mapping, é possível pedir para um dos presentes ou pares construirem como cenários Gherkin o mapa de uma história. Importante entender que BDD inicia no mapeamento original e colaborativo dos comportamentos, a automação é consequência.

A cada rodada, não esqueça de praticar Kaizen, estabelecendo eventuais lições aprendidas, melhorando a facilitação e a técnica para as próximas.

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$howbiz e auto-promoção estão deturpando eventos e princípios ágeis

Muitos agilistas brasileiros estão preocupados demais com o ego e em vender “novos” treinamentos, modelos, certificações, criar bordões, vender coaching, palestrar muito em todos os eventos, com muita pirotecnia e muito show de ilusionismo. Sempre pensando na próxima palestra com conteúdo espetaculoso ao invés de contribuir.

Isso já aconteceu na praia do universo startup, que aos poucos virou uma enganação, o negócio não é ajudar a gerar resultados, o negócio é showbiz, onde ir palestrar, gerar factóides e gerar gurus virou um objetivo muito lucrativo, para muitos o business está nos eventos, palestras, seu negócio é o Startup Showbiz.

Também já aconteceu no universo do coaching, essa praia deturpou tanto que até eu sou sondado a cada semana, pois para ser um coach é só certificar-se em um curso PNL de final de semana para então começar a usar isso a seu favor, … desculpa, mas no século XX o nome disso era charlatanismo.

Eu palestro cada vez menos, quando o faço eu sou quase rabugento, inicio alertando que sou ácido contra esse grande negócio Agile, Startup, Coach, que ao invés de acelerar está empatando. Até entendo, pois é a lei da oferta e procura, apontar culpados e receitas mágicas é o que a maioria quer, então tem cada vez mais quem venda.

Quem assiste acaba achando que está fazendo algo muito errado, porque ele não é como palestram, logo, tem que contratar um coach ou consultor para melhorar (sic) … se ele soubesse que a palestra conta 25% e omite os 75% daquilo igual ao que ele chama de carência por um coach … daria um processo de propaganda enganosa!  😦

um-bom-negocio

Agile showbiz paradoxal

Entrada triunfal, apontando erros e criticando o que está posto, oferecendo as únicas receitas que funcionam, minando iniciativas anteriores com frases de efeito e muita auto-ajuda, ironicamente fazendo isso após falar de PDCL, Kaizen, Gemba, baby steps, Karasek e Tuckman.

Tem muito agilista que palestra sobre um monte de coisas legais, descoladas, divertidas, criativas, mas na maior parte das vezes tudo isso ele faz em 25% do seu tempo, nos outros 75% não é mais que um bom e velho GQA de processo, porque agilidade tem que ser do jeito dele.

É fácil de reconhecer, eles tem convicção de que o que eles sabem e orientam é a melhor solução, as outras não, consequentemente geram um paradoxo esdrúxulo, pois eles defendem a auto-organização, desde que da forma deles, o resto é ilógico, ruim e incongruente.

Ok, entendo, é um bom negócio!

O MiMiMi do Scrum, Kanban, ScrumBan, XP, Lean, SAFe, S@S, Less, Mng 3, DT, não tem fim e gera milhões de receita, cada um de seus defen$ore$ fazendo de conta que só o seu resolve … eu sempre ofereci escolherem um como base, pinçando boas práticas e opções dos outros não oferecidas pela base escolhida.

A maioria omite os pontos de contato porque o seu curso, certificação, coach, palestras e outras fontes de receita e ribalta são Scrum, Kanban, XP, SAFe, … Tem que fazer de conta que é único, singular e mágico … a discussão entre Scrum, Kanban e XP seria engraçada se o ônus não fosse tão alto para o mercado e empresas.

Se é um ou outro, se não pode experimentar, se após acertar não pode mais errar, se todas as equipes possuem pautas e métricas extrínsecas comparativas, se apontamos “culpados”, se errar é inaceitável, qual foi a aula sobre Agile que eu faltei?

Uma das estratégias mais incríveis é negar aprendizados, ao invés de continuar evoluindo é preciso negar, se não conseguir, mudar os nomes das coisas, via de regra eu fico com a impressão de que o objetivo é preparar a próxima palestra no próximo evento, permanente gerando o próximo “case” … business em segundo plano.

Os eventos de Agile a muito tempo se tornaram iguais aos de Startup, grandes cifras e muito showbiz, muitos dos que estão lá palestrando estão mais preocupados com seu enorme ego e seu business do que passar conhecimento realista, verdadeiro, vicariante útil.

Paradoxo do coach indispensavel substitui o paradoxo de controle e o do super-heroi

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Jogo – Você Prefere?

Que tal um jogo em que temos uma linha divisória, a cada pergunta do facilitador as pessoas posicionam-se a esquerda ou a direita. As perguntas devem ser instigantes, inesperadas e polarizadas, posto que as pessoas precisam sempre posicionar-se preferencialmente à primeira ou segunda opção.

Inicie pedindo que todos fiquem sobre a linha e explique que para escolher a primeira opção devem ir para a direita, a segunda é à esquerda. Cada pergunta feita deve iniciar com “Você prefere?”:

  • Cobertura de código ou entrega?
  • Qualidade ou débito técnico?
  • Documentação ou conversação?
  • Testador na equipe ou só desenvolvedores?
  • Aos stakeholders, status report ou comunicação verbal?
  • Review ou retrospectiva?
  • Último dia, fazer a daily ou terminar o código?

PRINCÍPIOS: No cotidiano do trabalho em uma equipe de desenvolvimento de software, muitas vezes não é uma questão de certo ou errado, mas de equilíbrio entre o ideal, o desejável e a necessidade, as metas.

DICA: Mescle algumas perguntas diferentes, divertidas, inesperadas em meio às pertinentes ao seu projeto, tecnologia e princípios. Por exemplo:

  • Possuir um cachorro ou um gato?
  • Tirar férias ou economizar?
  • Conhecer seu futuro ou mudar o passado?

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17º Seminário Internacional de GP

JORGE HORÁCIO NICOLÁS AUDY Consultor, DBServer Jorge Audy é consultor sobre métodos ágeis na DBServer, professor na Escola Politécnica da PUCRS, mestre pela Escola de Negócios da PUCRS na linha de pesquisa sobre Gestão da Informação, blogueiro e autor dos livros SCRUM 360º, Toolbox 360° e Jogos 360°. Escoteiro e agilista 24 horas por dia.

INSCREVA-SE! • 18, 19 e 20 de SETEMBRO • 1º LOTE • 30% DE DESCONTO • Saiba mais em: https://goo.gl/PxPy4e

Coisas boas acontecem quando você se envolve com o PMI !!! #gopmisp #17SIGP #pmisp20anos

Algumas fotos de workshops e start de Toolbox Walls: