QE – bloqueio emocional

Em meio aos estudos sobre inteligência emocional, me chama especial atenção o conceito de bloqueio. É quando ficamos presos a uma determinada situação que não nos interessa ou favorece.

O autoconhecimento é o grande antídoto, que transmuta teorias em mudanças evolutivas. Tem a ver com querer saber, com a inquietação de quem acredita que há mais além do muro daquilo que já sabemos. Ao saber o que não sabemos, podemos tomar decisões melhores.

DISSONÂNCIA COGNITIVA

Proposta por Festinger, procura explicar a própria necessidade de coerência entre nossas ações e cognições (crenças e conhecimento). Sempre que nosso consciente não encontra explicação para uma inconformidade, mecanismos psíquicos de defesa criados pelo nosso inconsciente se encarregam de explicá-la.

Estas defesas psíquicas não são dolosas, existem para nos proteger de nossas angustias e mesmo não conscientes podem ser percebidas e melhoradas, alguns destes mecanismos de defesa, negam, projetam, transferem, racionalizam, substituem ou reprimem. O uso eventual de defesas pelo inconscientes é normal, passa a ser problema quando passamos a usá-las com muita frequência, mascarando a realidade, mentindo para nós mesmos, impedindo nossas reações e aprendizados.

SÍNDROME DO IMPOSTOR

É uma teoria da psicologia dos anos 70 (Clance e Imes), no qual pessoas capacitadas sofrem de uma inferioridade ilusória, subestimando as próprias habilidades, chegando a acreditar que outros indivíduos menos capazes também são tão ou mais capazes do que eles.

É essencial que nos sintamos empoderados, evitando nos compararmos ao que os outros aparentam, evitando achar que os outros fazem melhor porque são melhores e o que estamos fazendo está errado. Vivemos uma realidade em que o showbiz apresenta suas façanhas de sucesso irretocável, contrastando com as nossas dificuldades.

CRENÇAS LIMITANTES

Determinados pensamentos nos impedem de fazer algo que desejaríamos ou precisaríamos que acontecessem, estes pensamentos acabam por força do hábito negando a nós mesmos oportunidades ao implicitamente justificar o porque não daria certo ou não poderia acontecer.

Desde sempre vamos materializando muros e limites imaginários, que para alguns passam a ser reconhecidos como intransponíveis. Alguns vem na forma de proteção, quando alguém em quem confiamos nos alertam para perigos que ao serem introjetados teremos no futuro dificuldades para nos libertar. 

O PODER DO HÁBITO (2012)

Charles Duhigg provoca em nós a reflexão sobre o que são de fato decisões conscientes, por nós tomadas a cada momento de nossos dias, e o que são hábitos, inconscientes, reflexos, fruto de um conjunto de reações automatizadas em nossos cérebros.

Baseado em seus estudos, o autor afirma que o caminho para a mudança ou criação de novos hábitos, passa por compreender seus gatilhos, rotinas e recompensas. Como exemplos óbvios, o hábito de fumar, beber, correr, agredir … comprar, consumir.

Hábitos possuem um GATILHO, que nos faz entrar no piloto automático, também há uma ROTINA no que fazemos, sentimos ou pensamos sem refletir, finalmente há a RECOMPENSA que nos mostra que este hábito vale a pena ser utilizado novamente.

O-poder-do-hábito

Uma pessoa para mudar seus hábitos precisa ganhar consciência dos gatilhos e das recompensas, assim é possível trabalhar de forma consciente para mudar as suas rotinas.

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