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Webinar “Virei PO! E agora?”

Em empresas que vivenciam métodos ágeis (e mesmo algumas que ainda não vivenciam), um papel diferenciado se destaca, o de PO ou Product Owner, mas o que é e como crescer e evoluir nesta atuação de grande responsabilidade e visibilidade?

O papel de Product Owner se estabeleceu como um padrão de mercado, um profissional dedicado a ser o ponto focal de um ou mais produtos. Mesmo empresas que não utilizam métodos ágeis, vem estabelecendo este papel consolidado pelo método SCRUM.

Um profissional empenhado a entender o negócio, produto e stakeholders para a tomada de decisão e máximo retorno de valor para o negócio sobre o investimento – driver: mercado, negócio, ROI, Lean Startup, Design Thinking, Small Projects e Agile Thinking.

Faça sua inscrição em http://bit.ly/DBwebinarPO e você receberá o link de acesso por e-mail!

Jeff e Ken mantém o Scrum Guide e o compartilham em dezenas de linguas com a ajuda de agilistas de todo o mundo – https://www.scrumguides.org/download.html – ajustando detalhes e agregando aprendizados em média a cada dois anos. O que diz o Scrum Guide sobre o papel de product owner?

O Product Owner é o responsável por maximizar o valor do produto resultado do trabalho do Time de Desenvolvimento. Como isso é feito pode variar amplamente através das organizações, Times Scrum e indivíduos. O Product Owner é a única pessoa responsável por gerenciar o Backlog do Produto. O gerenciamento do Backlog do Produto inclui:

• Expressar claramente os itens do Backlog do Produto;
• Ordenar os itens do Backlog do Produto para alcançar melhor as metas e missões;
• Otimizar o valor do trabalho que o Time de Desenvolvimento realiza;
• Garantir que o Backlog do Produto seja visível, transparente, claro para todos, e mostrar o que o Time Scrum vai trabalhar a seguir; e,
• Garantir que o Time de Desenvolvimento entenda os itens do Backlog do Produto no nível necessário.

O Product Owner pode fazer o trabalho acima, ou delegar para o Time de Desenvolvimento fazê-lo. No entanto, o Product Owner continua sendo o responsável pelos trabalhos. O Product Owner é uma pessoa e não um comitê. O Product Owner pode representar o desejo de um comitê no Backlog do Produto, mas aqueles que quiserem uma alteração nas prioridades dos itens de Backlog devem endereçar ao Product Owner.

Para que o Product Owner tenha sucesso, toda a organização deve respeitar as decisões dele(a). As decisões do Product Owner são visíveis no conteúdo e na priorização do Backlog do Produto. Ninguém pode forçar o Time de Desenvolvimento a trabalhar em um diferente conjunto de requerimentos.

Em 2013 eu lembro que assisti alguns vídeos do Henrik Kniberg, entre eles um overview sobre o framework Scrum, sempre didático, entre eles tinha o vídeo abaixo sobre o papel de product owner. É um vídeo antigo, de quando ele era coach na Spotify, época que a empresa explodiu:

Tem um vídeo da KnowledgeHut que eu acho muito didático e assertivo no conceito, acho que é um bom início para quem ainda está começando:

Em 2018, um dos últimos TecnoTalks foi exatamente um sobre PO com profissionais diferenciados, o post com tudo o que rolou, perfis dos participantes, relato – https://jorgeaudy.com/2018/11/01/31-10-po-debate-entre-especialistas/

Antes, em 2017 organizei um open space para debater o papel de PO que rolou no primeiro Canal Café, aquele ali do estacionamento na entrada do TecnoPUC, que contou com muita gente e como todo Open Space foi anárquico e memorável. No post que fiz na época tem vários vídeos com os pitchs e debates de cada grupo de discussão, clica no link, lá tem pelo menos 3 vídeos legais – https://jorgeaudy.com/2017/02/10/ttalks-keep-calm-and-trust-your-product-owner/

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Adquirir o kit Toolbox 360° + Jogos 360° e receber em casa

Tenho algumas pessoas pedindo para comprar o kit do jogo Toolbox 360° e Jogos 360°, inicialmente falei que os envios estavam suspensos e fiz algumas devoluções de pagamentos por causa da covid-19, mudei porque percebi que na minha rede o jogo pode ser usado e jogado em família, com filhos universitários, explicando e provocando o aprendizado de conceitos e técnicas relativos a Lean Startup, DT, Agile, …

Os dois kits tem tabuleiro e baralho de 130 cartas em alta gramatura, colorido frente e verso. As cartas aumentaram em um centímetro para ficarem maiores e mais versáteis. Para adquirir, email para toolbox.audy.360@gmail.com, com o que quer, eu retornarei com instruções, os valores já incluem o envio registrado com seguro e rastreio.

1 kit do Desafio Toolbox 360° = R$ 100,00 
1 kit do Jogos 360° = R$ 100,00 
1 kit de Toolbox e 1 de Jogos = R$ 180,00 

KIT COM TABULEIRO E BARALHO TOOLBOX 360°

O jogo Desafio Toolbox é uma criação minha para disseminação, ensino e aprendizado de técnicas. O baralho possui 130 cartas, é possível manipula-las da forma que agregar mais valor dada sua versatilidade, podendo-se ordenar, separar, marcar, categorizar, criar murais e muito mais. Cada kit com o tabuleiro o jogo pode ser usado em grupos de 5 a 7 pessoas por vez.

O uso recorrentemente em workshops, equipes, eventos e com alunos em sala de aula. Em 2015 lancei o livro TOOLBOX 360°, um guia com mais de 70 técnicas, em 2016 lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX 360° com tabuleiro e cartas, depois a técnica TOOLBOX WALL 360° e os workshops, destinados a estabelecerem uma gestão do conhecimento auto-organizada.

O jogo tem regras simples voltadas ao debate e negociação em torno de um cenário a ser resolvido, oferece 6 (seis) cartas com exemplos, mas os jogadores podem propor cenários com desafios reais de projetos, equipes, mercado, produtos, problemas, empreendedorismo, etc. A seguir apresento as regras e sugestões: INICIAÇÃO > CENÁRIO > CARTAS > NEGOCIAÇÃO > ENCERRAMENTO. O jogo permite inúmeras variações.

INICIAÇÃO

1. As equipes devem ser de 5 jogadores, um ponto de equilíbrio para gerar e permitir o debate e argumentação;
2. Cada equipe escolhe um mestre, ele terá a responsabilidade de resolver impasses e fazer fluir o jogo;
3. O mestre também joga, como os outros jogadores, ele se diferencia apenas quando o jogo não estiver avançando;

CENÁRIO

4. A equipe escolhe um cenários de projeto ou operação a resolver, pode ser hipotético ou real (melhor real);
5. O objetivo de todos, como um time, é escolher as melhores cartas para atender o melhor possível o cenário;

CARTAS

6. O mestre mistura o baralho de cartas de técnicas e depois distribui cinco cartas aleatórias a cada jogador;
7. Os jogadores analisam suas cinco cartas e o mão (primeiro a esquerda do mestre) inicia com a sua melhor carta;
8. O jogador ao propor uma carta, a justifica brevemente e indica qual acha que é a sua posição (de 1 a 6) no tabuleiro. Por exemplo, provavelmente uma carta de planejamento é mais para o início e lições aprendidas é mais para o fim.
9. Em sentido horário, a partir do primeiro, um jogador por vez propõe uma carta ou passa a vez se não tiver mais nenhuma carta útil;

NEGOCIAÇÃO

10. Após as seis posições do tabuleiro ocupadas, a cada nova jogada é possível propor trocas (retirar uma das já propostas por uma melhor), pode-se propor a retirada de uma das cartas justificando porque aquela carta não é útil e/ou propor trocas de posições entre as 6 cartas para que a sequência faça melhor sentido para execução;
11. Um a um, em sequência jogam novas cartas, propondo mudanças ou passando a vez;
12. Assim que concordarem que as cartas no tabuleiro são as melhores jogadas até o momento com o objetivo de atender o melhor possível o cenário proposto no início, encerra-se a jogada;

ENCERRAMENTO

13. Somente após encerrada a jogada é que todos mostram as cartas restantes em mãos, é uma oportunidade de aprender um pouco mais ao perceberem que haviam boas cartas que poderiam ter sido usadas;
14. Encerrado o breve debate que pode acontecer ao terem sido definidas as 6 melhores cartas para atender o cenário e terem sido apresentadas todas as cartas em mão, recolhem-se todas as 25 cartas da rodada e as colocam bem embaixo do baralho para que o jogo seguinte se utilize de novas cartas;
15. Reiniciar o jogo com a definição de um cenário em comum acordo e distribuição de novas cartas.

Kit com Tabuleiro e baralho de JOGOS 360°

O kit tem um canvas A3 e baralho com 130 jogos variados para icebreakers, warm ups e agile games  \o/  tudo começou aqui no blog, depois venho o livro JOGOS 360º, ilustrado e colorido, com prefácio do Paulo Caroli, ilustrações da Luisa Audy e encarte colorido.

“En la expresión ludocreativa están todas las dimensiones del ser humano, estímulo para un permanente aprender, interés y alegría por descubrir sus potencialidades” – Raimundo Angel Dinello

resumo jogos

O tabuleiro do JOGOS 360° é tamanho A3, dobrado ao meio, com frente e verso coloridos, de um lado temos um grande guia de possibilidades com espaço para marcação e possibilidade de uso de postits para apontamentos, no verso temos o meu canvas de mapeamento de jogos, desde a oportunidade/missão a sua organização e execução.

O baralho vem com quase o dobro de jogos que o livro, 130 icebreakers, warmups e agilegames, cada carta possui um QRCode que nos leva para o blog em um artigo mais detalhado sobre uso e com a possibilidade de comentários e contribuições, interagir comigo sobre detalhes, variações, material preparatório e muito mais.

“O ser humano sempre jogou e através do jogo aprendeu a viver. A identidade de um povo está fielmente ligada ao desenvolvimento do jogo como gerador de cultura” – Juan A M Murcia

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“O jogo é uma atividade voluntária, dentro de certos limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas obrigatórias; dotado de um fim em si mesmo” – Johan Huizinga

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Vídeo-chamada com vídeo, áudio e muita sinestesia – Zoom, Miro, Trello e GDrive

Na noite do dia 27/03/2020, rolou a segunda aula remota pós quarentena da PUCRS pelo covid-19, nesta o Zoom e vídeo reunião já não era novidade e pude introduzir conceitos essenciais de facilitação remota e sinestesia, o impacto do uso das câmeras, comunicação não verbal e o uso de murais cooperativos.

Uma oportunidade de exercitar video-chamadas agregadas de conceitos sensoriais e ativos, colaborativas com MIRO, TRELLO e sheets do GDrive. Acoplando o conteúdo em ppt com as ferramentas, exercitando técnicas de mural para modelagem visual colaborativa, onde todos compartilham e editam ao mesmo tempo.

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Aproveitei o conteúdo da aula (história do gerenciamento de projetos e uma introdução ao PMI e PMBOK) para exercitar reuniões por vídeo o mais instigantes, empáticas e produtivas. Primeiro é preciso desapegar das restrições do século XX quando reuniões por vídeoconf eram limitadas, enquanto agora é possível engajar e ousado mais.

No Miro era possível ver 10 cursores com os nomes de cada um enquanto os elementos do diagrama iam surgindo, acordos sendo feitos e co-criação a bom termo. No Trello foi possível debater e incluir cards colaborativamente. No GDrive, usei uma planilha para simular o preenchimento de um PMC e todos trabalhando juntos.

Nas próximas aulas quero aproveitar para falar de outras ferramentas, como as de mapas mentais, outros boards, canvas e ferramentas de comunicação. Aproveitaremos as aulas remotas para ir além do conteúdo e exercitar a maior demanda dos dias de hoje – reuniões remotas para tudo, mantendo a empatia, sinergia … e elegância.

Vídeo-chamada sem vídeo e sem sinestesia? Pode isso Arnaldo?

O mundo está vivenciando home-office na marra, reuniões virtuais com quem está longe ou perto. Lembro em 2013 em projetos ágeis as empresas ainda insistiam em voo e hotel para garantir o presencial. Hoje, usarem largamente vídeo-chamadas já é uma conquista, agora vem novos paradigmas de interação com mais sinestesia.

Sinestesia refere-se a uma sensação secundária que acompanha uma percepção, ou seja, uma sensação em um lugar originária de um estímulo proveniente de um estímulo de outro (Dorsch, 1976), designa a união ou junção de planos sensoriais diferentes.

Muitos ainda mantém o hábito vintage de desligar o vídeo e ficar só com o áudio, mas devemos instigar e aproveitar diferentes sentidos sempre que possível, no caso de uma vídeo chamada, é possível ativar a audição, a visão e a ação, ativa ou mesmo estática … aquela que gera uma expectativa de ação.

Cenário #1 – inércia, sem quebrar paradigmas

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, todas de câmera desligada, uma falando por vez, repleto de lacunas, todos cheios de parcimônia, posso falar, desculpa te atrapalhar, ops não percebi que ainda estavas falando, todas olhando para uma tela estática em que a fotinho de quem está falando fica em destaque. Característica comum também é intercalar falas com gaps, fatias generosas de tempo sem ninguém falando porque ninguém sabe quem vai falar e pela ausência dos vídeos, não temos a menor ideia de quem quer ou vai falar;

Cenário #2 – sacudindo a poeira

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, afinal, não importa se esta de casaco, blusão ou pijama (mínimo decoro é esperado), o que aparece é o busto, todos vendo o colega ou cliente, olho-no-olho, percebendo o movimento e intenção, um movimento de mão, mesmo se der uma atrapalhada, deixa seguir, aguarda mais um pouco, sem salamaleque. Aqui temos uma percepção sensorial melhor e divertida, as coisas encaixam a partir de um movimento de sobrancelhas, um aceno de mão, um piscar de olhos;

Cenário #3 – quebrando tudo \o/

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, todos naturalmente estabelecendo protocolos informais de fala, olho-no-olho e cumplicidade, já sem salamaleques e data vênias. Além disso, com um quadro do Miro em branco ou pré-elaborado, talvez uma planilha (ou doc ou drawing) do Goggle Drive aberta, entre outros tantas opções (*), permitindo que algo dinâmico possa ser manipulado. Por exemplo, uma planilha com uma coluna para cada participante, um doc com tópicos, pauta ou diagrama, um Canvanizer, um Trello;

Conclusão

Em oficinas, treinamento, aulas e reuniões, tenho o hábito de colocar uma folha branca A2, postits e canetões no meio de cada mesa, isso vale para a DBserver, para workshops com a Sputnik e para minhas aulas na POlitécnica da PUCRS.

Em dias de home office nesta quarentena não poderia ser diferente … o povo ainda esta se adaptando a video meetings, o primeiro passo foi do covid-19, o segundo foi abrir um Zoom, Skype, Hangout ou Whereby, o próximo vai ser perder o medo deles, ir além do que se usava no passado, agora é as ganhas.

Canal oficial com vídeo-tutoriais do MIRO – https://www.youtube.com/channel/UCfhGfgBKDcFI74bBJ9yjLDQ

Canal de vídeo-tutoriais do Trello no youtube – https://www.youtube.com/channel/UClwrPjExZWnpU0fIMUj__ZA

Canal de vídeo oficial do Google Spreadshhets com tutoriais – https://www.youtube.com/channel/UC8p19gUXJYTsUPEpusHgteQ

Canal oficial do Zoom no Youtube – https://www.youtube.com/user/ZoomMeetings

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A hora é agora, daqui a uma semana estaremos atrasados uma semana

Vejo a cada dia o cancelamento de reuniões, projetos, contratos, treinamentos, muitos deles diretamente relacionados a gestão do conhecimento, facilitação, inovação, mas agora é hora de experimentação, renegociação, novos meios. Todos estão sendo impactados, logo, proponha um novo acordo, repense os tempos e as interações, essa crise vai demorar, a solução é repensar, se reinventar e seguir em frente.

O quanto antes treinarmos a todos nós com o uso de tecnologia remota, por mais difícil que pareça, melhor. Até mesmo porque tecnologia deveria funcionar e provavelmente no início vai dar trabalho, vai gerar frustração, mas só assim aprendemos, ajustamos e seguimos em frente. Balanceie seu tempo, evite se entregar a TV e ao inócuo debate de ideologismo sem resultado prático nas redes, arregace as angas e vá a luta.

A tecnologia está aí, streaming, cloud meeting, redes sociais, youtube, miro, canvanizer, trello, etc. Com certeza o timing muda e haverá mesmo assim um tempo de adaptação, de aprendizado. Mas, aprendemos melhor fazendo e não é hora de postergar o impostergável. Mantenha o engajamento em atividades remotas, use muito vídeo, mantenha janelas permanentes uns com os outros, qualquer área que possa manter algum ritmo ao se reinventar tem essa obrigação, enfiar a cabeça no chão como um avestrus não é exatamente uma estratégia.

RENEGOCIE – Gosto do exemplo do rádio, jornal e TV, uma matéria tem um único conteúdo, mas possui forma e ritmos diferentes em cada meio, logo, é preciso repensar nossos tempos, o formato, inovar, empreender, além disso, estar aberto para reajustar novamente quantas vezes necessário. Frente a certeza de que o contrato, plano, agenda originais não poderão ser cumpridas como o previsto, a solução não é cancelar, mas revisar o contrato, replanejar, reagendar, … Onde estava o presencial e a reunião, agora será remoto em interações resigificadas.

VÍDEOS – O primeiro passo é definir a(s) plataformas mais aderentes as suas necessidades ou disponibilidade para reunião por vídeo em tempos de Covid-19 … postei recentemente as principais plataformas para reuniões em vídeo, com suas características e links. Mas, temos que ir além da reunião de hora marcada, é possível manter o contato estável e contínuo, manter uma janela com acesso permanente a todos.

QUADROS – Compartilhei um post sobre quadros virtuais em tempos de Covid-19, onde compartilho vários softwares e aplicativos para criar quadros e mapas mentais colaborativos, recurso essencial para trabalho remoto colaborativo e mapeamento colegiado. Aprender a modelar mapas conceituais para convergência, tomada de decisão, planejamento, etc, não é trivial, o quanto antes desenvolvermos isso melhor.

Inovação e empreendedorismo

Agora é hora de tentar fazer diferente, de novas parcerias, com expectativas abertas, menos formatadas e previsíveis. Mais que nunca há muitas pessoas com tempo extra para aprender e descobrir … temos de uma a duas horas a manos de deslocamento, almoçando em casa. Aproveite para ler, ativar seu networking, busque ou ajude novas formas de gerar receita, conte com os seus parceiros de viagem e retroalimente sua rede.

Há um grande número de cursos gratuitos e aumentam a cada dia, grandes instituições se sensibilizam com o momento e oferecem opções antes pagas e agora abertas para que as pessoas aproveitem o tempo para aprender e se motivar, talvez instigar se reinventar. A galera pode juntos votar e escolher alguns cursos para todos fazerem e gerar reuniões de debate e interpretação, com sessões de inovação para uso prático:

(*) Da uma olhada no Youtube em tutoriais e cursos sobre Scratch … se aprende lógica e programação brincando, como em https://www.youtube.com/watch?v=poLuoL4nVCE
(*) Tenho um post de 2016 explicativo sobre a oportunidade de ensinar com Scratch
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Carreira – The six “coffees” of separation

No final da minha aula semana passada, fiquei em sala até bem mais tarde conversando com um aluno que está na busca do que ele de fato quer fazer, qual carreira seguir – data science, desenvolvimento de software web, mobile, … Falamos é claro sobre papéis, cargos, funções, emprego, mas principalmente que a resposta a essa pergunta não está nos livros, mas na vida real lá fora.

Falamos sobre networking e como ativá-lo, citei alguns exemplos de bruxos nas áreas de conhecimento que ele citava, quase todos atuando em empresas a curta distância de onde estávamos conversando naquele momento, no 32 da PUCRS. Acredito na tese de Milgram, que encontramos qualquer pessoa a no máximo seis “cafés” ou hangouts de distância (*).

(*) The six degrees of separation, estudo científico dos anos 60 do psicólogo Stanley Milgram, ele confirmou que com até seis cartas é possível conectar duas pessoas quaisquer no mundo. O experimento enviava a pessoas uma carta com um destinatário, se o conhecessem deveriam reenviar a ele, se não o conhecesse deveria mandar a alguém de suas relações que talvez o conhecesse, gerando uma sequência de no máximo seis pessoas. Em estudo mais recentes, usando redes sociais, Facebook e Yahoo provaram que a taxa de separação entre duas pessoas quaisquer caiu para 3 a 5 pessoas.

Existem muitas ferramentas para ajudar a modelar e planejar nossas carreiras, mas a maioria delas pressupõem que já temos um mínimo de convicção do que queremos fazer, com o que queremos trabalhar. Sem isso, é preciso iniciar pelo começo, pesquisar, entrevistar, conversar, mapear e conhecer melhor diferentes empresas, áreas e profissionais que atuem nos diferentes papéis que atraem nossa atenção.

Como no duplo diamante do Design Thinking, iniciando por pesquisa, entrevistas, consultas, gerando um mix de opções de carreira, então selecione um por vez, iniciando pelo mais promissor, entender suas características, hard e soft skills, mercado, empresas, valores, até escolher um deles. Então, vivenciar, crescer, consolidar ou pivotar, mudar se preciso ou desejado.

“Café” é a melhor estratégia  🙂

REDE – Se sair da inércia é o primeiro passo, então o segundo é marcar um Hangout, é usar a teoria de Milgram a nosso favor, se Data Science é uma possibilidades, é agendar alguns contatos com profissionais envolvidos em ciência de dados, BI, data warehouse, people analytics, data lake. Se não os conhece, acione quem conhece e peça ajuda, triangule, conheça melhor sua rotina, skills, etc.

PERSONAS – A medida que vamos tomando cafés (também pode ser um suco, biscoitinhos, smoothies, almoços, visitas ao trabalho, etc), vamos conhecendo o melhor possível empresas e suas diferentes oportunidades, função, cargos, profissão, vagas relacionadas. É possível manter tudo isso na memória, mas sugiro ir montando um mapa conceitual do networking e mapas de personas sobre cada uma destas opções.

EMPRESAS – Além de um mapa de possíveis colocações e atuações, importante já ir montando uma matriz ou mapa mental com as informações sobre as empresas. Times, profissionais, tecnologia, contratações, valores, pontos fortes e fracos, opiniões, tudo o que lhe auxiliar a ir estruturando suas escolhas e plano de ação.

Pouco tempo ao tempo Com toda certeza, deve ser um plano adaptativo, iterativo-incremental, cada passo deste processo deve demorar dias, o objetivo neste caso é ir validando e avançando. Nada é definitivo, então faça acontecer, não sente encima porque não é um ovo, tenha objetivos de curto prazo, o mais importante é dar um passo após o outro em alguma direção.

É importante ter em mente que para chegar a ser um profissional cobiçado, provavelmente obterá antes um estágio, um nível júnior inicial, aprendendo e crescendo, como na alegoria dos três horizontes da McKinsey. Pensar os primeiros passos é mais importante que a dúvida natural sobre o tamanho da fatia de tempo prevista, que é relativa conforme a pessoa, área, papel e desafio.

ODYSSEY – Tenho uma releitura do Odyssey Plan do Evans e Burnett, o sequenciamento só diz respeito a ordenação, não a fatias de tempo, podem ser semanas, meses até anos. O importante é que a partir do primeiro café, já é possível começar o mapa de rede, personas e empresas, logo, também começar a pensar no seu Odyssey.

Feito o Odyssey, por favor, faça um quadro físico com postits ou um virtual no Trello, garanta que seu cérebro irá se indignar se os cards não andarem e o tempo sim. Um quadro kanban é a garantia de auto-gestão, um antídoto à procrastinação … por isso, prefiro quadros físicos, na geladeira, na porta do roupeiro, porque ele nos alerta a cada dia se as coisas estão andando ou estamos rolando com a barriga.

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Entrevista para o programa Mundo VUCA

Falamos sobre paradigmas e pragmatismos, disrupção e status quo, sobre teorias e modelos, porque se o Mundo é VUCA, como fazer para surfar nessa onda? É óbvio que não tem receita de bolo, mas tem muitas dicas legais de ingredientes, gestão do conhecimento, parceiros de viagem e sobretudo autoconhecimento, autodiagnóstico e mãos a obra, experimentando, tentando e aprendendo a cada tentativa.

Conheci o Alexandre Ascal e o Ramon Peres Luis da I2DH em um dos meus workshops Toolbox 360° há um ano atras, como o universo conspira e é 100% VUCA, quis o destino que descobríssemos amigos em comum e que acabaríamos no Living 360° juntos gravando um programa sobre empresas e profissionais do século XXI para o programa Mundo VUCA da Esteio News OnLine, onde são âncora, produção, direção e câmera.

Grato pela oportunidade!

Alexandre Ascal – https://www.linkedin.com/in/alexandre-ascal-de-melo-05230921/

Ramon Luis – https://www.linkedin.com/in/ramon-luiz-486473195/

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Mapa tático para (re)colocação profissional

Tenho paixão por ajudar jovens e veteranos a organizar as ideias em relação ao seu planejamento de carreira, com certeza um tema frequentemente desconsiderado por muitas pessoas. Como professor e mentor, uso muitos artefatos, caso a caso, mas faltava algo que me ajudasse a direcionar sob aspectos que credito serem de muita utilidade e em uma sequência de alto valor agregado em muitos casos.

Para ser didático, concentrei quesitos que não constam em nenhum dos outros canvas e que são essenciais a minha abordagem, auto-conhecimento complementar a um SWOT, mapa dos sonhos na linha dos três horizontes da McKinsey, persona e rede sobre o papel desejado e quem pode ser acionado, finalmente, qual a tática a ser adotada, iniciando pela empresa ou segmento, oportunidade e plano de ação.

Um canvas simples, que preenche uma lacuna expressiva em um bom mindset para a busca de (re)colocação, já usei com alunos e amigos em cafés e almoços no 32 e no living, ex-colega e filhos de amigos de longa data, em um viés de gerenciamento de projeto de carreira, apresento também em sala de aula para alunos de SI … vejo nele aspectos de estratégia, visão, escopo, tempo, riscos e qualidade, recursos e aquisição.

Em anos anteriores eu explicava cada um destes quesitos e ia materializando em diferentes folhas ou só orientando a relevância de certas informações, este canvas materializa e vem atingindo o valor que me propus ao criar um A3 conveniente. Tem me ajudado a encurtar caminhos nos debates com quem me procura para discutir planejamento de carreira, com frequência pivot, reposicionamento ou recolocação.

Para cada quadrante há toda uma abordagem que o expande ou limita, quanto a relevância estratégica de ter cenários de curto, médio e longo prazos, uma adaptação dos três horizontes da McKinsey, o enorme potencial de auto-conhecimento e o quanto podemos mergulhar em pontos e resgatar informações ocultas, escolher a(s) persona(s), explicitar o networking com empresas, pessoas, contatos e traçar um plano de ação.

Como a maioria dos Canvas, há uma recomendação sobre a ordem de preenchimento, que pode ser alterada, mas a ordem induz a uma linha de raciocínio, como iniciar pensando nos seus sonhos de curto, médio e longo prazos. Seguindo pelo auto-conhecimento sobre sua história recente, forças e fraquezas, então discutir personas, networking (rede) e plano de ação. Ele não substitui nenhum dos outros, mas é complementar.

Antes é possível que façamos um SWOT, diversas personas de papéis de interesse, jornadas ou propostas de valor (melhoria), talvez johari, um mapa de competências, um BMY com sonhos, gurus e seus talentos, mas em algum momento concentro e direciono neste canvas que criei e na maior parte das vezes (quando da tempo) criamos ou oriento a montagem de um Odyssey (Evans & Burnett) para um maior compromisso.

Estratégia = Sonhos

Tudo começa pelo topo, divertido fazer um desenho, pode ser o que quiser, uma alegoria, um ícone, caricatura, para então registrar os três horizontes, que via de regra são diferentes, passos para chegar ao sonho, mas não necessariamente há três diferentes. Só esses três campos gera um bom debate e bons insights, legal reconectar-se com sonhos esquecidos, tanto quanto perceber que eles mudaram com o tempo.

Resgate à história recente

O passo seguinte é preencher como ele vê a essência de seu histórico, o que já fez, onde, porque, ganhos e dores, aprendizados, forças e fraquezas, não chega a ser um Johari, mas é significativo refletir pelo que se foi e se é valorizado, feedbacks de chefias e ex-colegas, empresa e mercado. Este quadrante a esquerda é uma reflexão sobre auto-conhecimento a partir de sua experiência recente.

Persona = Papel/cargo/função

É importante desenhar a persona almejada, qual é esse papel/cargo/função e o porque tem seu interesse, qual a principal justificativa, quais as dúvidas. Selecione uma apenas após dar a oportunidade de desenhar tantas quantas a pessoa tenha percepção de interesse real, para então identificar o que faz a esquerda e a direita o que o destaca ou diferencia como um bom profissional em hard e soft skills. No quesito persona, as vezes uso um mapeamento de diferentes persona ou mesmo empathy canvas. Simulo benchmarks, discutindo o que faz este profissional em diferentes empresas, variações, estilos, qual a mais atraente, remuneração, tendência e cenários futuros.

Rede/conexões/parceiros

Para este recolocação, quais os contatos de seu networking de 1st, 2nd ou 3rd, com quem poderá contar, acionar, pedir ajuda. Brinco que uma forma melhor de procurar é cercar as empresas almejadas, na pratica estamos falando de pessoas, encontrar e convidar para um café, um almoço, uma visita a empresa, conhecer melhor, identificar lacunas e gaps, até mesmo confirmar se é ali mesmo que quer chegar. Acredito que este quesito é um dos mais relevantes e importantes.

Plano de ação

Minha abordagem é pró-ativa, escolher as empresas que mais queremos, oportunidades conhecidas ou desejadas e o que fará para fazer acontecer, lições aprendidas. Ir atrás dos contatos e conexões que possam agilizar o processo de (re)colocação e principalmente aprendendo ao máximo a cada interação, o que falta, porque não, se não foi selecionado, o que foi o diferencial, gap analisys, para por em prática ajustes, estudos, certificações, se o que falta de fato é possível adquirir, complementar, estar melhor preparado para a próxima tentativa.

Conclusão

Vários colegas, alunos e conhecidos me procuram para debater autoconhecimento, estratégia e plano de ação para entrar, voltar ou movimentar-se no mercado. Como em tudo o mais, não tem um roteiro, é quase caso a caso, escolho uma entre muitas técnicas, todas já compartilhadas aqui – roda da vida e da profissão, personas (papéis), proposta de valor (as is – to be), swot/fofa, jornada, networking map, mapa de competências, business model you, odyssey plan, grow, …

Mas faltava algo, haviam gaps de informações e sequenciamento, por isso quero fazer refletir sobre estes tópicos, como no modelo de Broadwell, o primeiro passo é saber o que não sabemos, isto nos permite escolher usar ou não, mas se não sabemos o que não sabemos, o risco da ignorância mascara erros simples e desperdícios de aprendizados e melhorias em algo tão importante como carreira.

Tenho dezenas de posts relacionados a este assunto (carreira), fiz uma pesquisa e listei abaixo alguns, em especial um webinar antigo (*) antes de criar este canvas e facilitar uma mentoria de carreira. No webinar cito várias possibilidades de técnicas, mas havia algo faltando. Estes posts mostram que há anos venho tentando facilitar uma orientação baseada em técnicas análogas ao que usamos em projetos para empresas.