3

Toolbox 360° – Edição SP Março 2019

A parceria e organização foi da Egrégora Inteligência, puxado pela amiga Renate Land, na DoMore Training da Av Paulista a uma quadra da FIESP, a sala preparada para um dia de muita interação, compartilhamentos, debates e insights … do jeito que eu gosto, com fundo de cena e provocações implícitas e explícitas a cada minuto.

O workshop oferece fundamentação, histórico e mediadores da mudança ou quebra de paradigmas do século XX para a nova era do conhecimento proposta pelo século XXI, seguida de vários trabalhos em grupos, dinâmicas autorais como o jogo Desafio Toolbox, Toolbox Wall e técnicas variadas.

Todo o fundo de cena, desenhos e personagens são obra da Luisa Audy, hoje estudante na VFS no curso de animação, o vídeo animado dos personagens é trabalho da Anima Pocket da Adri Germani … eu fico emocionado sempre que olho o vídeo do jogo Desafio Toolbox 360°, é muito FO-FO!

Contei com a presença de muita gente querida, parceiros de viagem, alguns com quem já muito interagi, alguns que só conhecia virtualmente pelo linkedin e facebook – a Claudia Montagnoli, Monique Padilha, Camila Teixeira, Robson Sanchez, Frederico Oliveira, Karen Medina, Laura Fontana, com uma variedade de empresas presentes, algumas já parceiras de outras edições como a TOTVS, Everis, BRQ e Itaú, além de novos parceiros nas redes sociais a partir de agora  o/

Ao final, hora do feedback em relação a nossos temas e metas, primeiro sobre fundamentos e oportunidades de mercado e técnicas, segundo com a prática do jogo para resolução de desafios propostos pelos próprios grupos, terceiro a proposta prática de GC com o Toolbox Wall e por fim o core deste workshop através das 10 disciplinas organizacionais – quatro essenciais, humanas, que oferecem substrato para a constituição de um ecossistema ágil, além das outras seis pragmáticas com prismas e técnicas específicos para um trabalho eficaz e eficiente.

image_2b3ba484-f4e4-4f28-849d-f13a1c8fdb9a20190324_080826

55505689_10217695727160433_4305180182769041408_o

Sempre bons feedbacks, desde a estrutura, organização, conteúdo e especialmente a interação N x M, formato que descentraliza e deixa muito mais rico os exercícios práticos, quer seja o jogo com suas cartas, o mural com sua técnica colaborativa ou os 10 exercícios realizados a cada disciplina organizacional apresentada.

Nada é por acaso, cada peça neste xadrez tem provocações por tráz do título, mediadores e moderadores em seus 360°, mas o cerne sempre é gerar valor, converter para resultados em equidade, desde organizações exponenciais, MUndo.VUCA, Digital Transformation, Design Thinking, óbviamente Agile, mas cada um e outros prismas sob aspectos que usualmente não são debatidos, não estão nas palestras e treinamentos certificados usuais que só falam da parte glamourosa.

Muita, mas muita mesmo, interação com um resultado invertido, interações em técnicas em que através do debate com outros nos conhecemos mais e mais. Debatemos o tempo todo custo-benefício, oportunidade-conversão, mitos-verdades, o quanto o mercado vende a casquinha mais por motivações financeiras que valorosas ao cliente, distorcendo teorias e fatos, em um mercado que movimenta bilhões em cursos, certificações e consultorias.

O ponto não é discutir o Agile Business, mas o discernimento e isenção pessoal, profissional e organizacional em buscar o que é melhor para si sem se deixar influenciar mais pela retórica publicitária, palestras e eventos que por fatos, sempre baseados não pelo método, técnica e condição inicial, mas pelo PDCL, apredizados e evolução que nos permite evoluir além de qualquer destes métodos e certificações para aquilo que mais gera transparência, colaboração, equidade e valor.

Para encerrar de forma descontraída … o vídeo do jogo Desafio Toolbox 360° pra vocês:

 

0

Uma aventura 360° no velho mundo

Uma semana em Lisboa, dois cursos Scrum 360°, com duas horas dedicadas às dez disciplinas proposta por mim como base para o workshop Toolbox 360°. O responsável por esta aventura é o empreendedor Diego Maffazzioli, hoje radicado em terras luzitanas e que me apresentou à galera da Scopphu.

A viagem iniciou com duas malas enormes de material didático, fundo de cena, para dinâmicas e conteúdo, a preparação da sala demandou mais de uma hora comigo e o Diego mandando bala, preparando as mesas para os trabalhos em grupos, os murais, antecipando tudo para que o workshop tivesse máximo aproveitamento.

Foi uma grande aventura, uma semana acordando cedo, o dia inteiro dedicado a compartilhar conhecimento, ao mesmo tempo em que buscava conhecer cultura e status da turma, entrando noite adentro debatendo com o Diego sobre entrar mais em embasamento no início, como projeto, TI bi-modal, estruturas organizacionais.

O segundo dia do primeiro workshop tratou de resgatar estes fundamentos e embasamento, enquanto o segundo workshop já teve todo este pacote incluído logo no início do primeiro dia. Um pivot que garantiu uma boa avaliação no primeiro, uma ótima avaliação na segunda turma, o que muito me orgulhou do apoio e parceria com o Diego.

Conhecer Lisboa nestas condições, zero turismo, 100% focado, foi uma grande aventura, o prédio da Olisipo destinado ao desenvolvimento humano fica junto ao complexo da Expo’98, um espaço futurista e mágico junto ao porto, contando com o oceanário e dezenas de prédios incríveis e instigantes.

A Scopphu e seu povo é algo de indescritível … as conversas, o almoço, me senti em casa, conhecer a todas(os) foi muito especial – empatia, confiança, simpatia, difícil explicar o que mais me cativou. Adicionalmente, curtiram meu trabalho, especialmente o Toolbox 360° … acho que ainda voltarei lá em breve!  \o/

Uma curiosidade é que a Scopphu tem uma página no seu site em que explica o que é o seu conceito 360° – “Nossa missão garantir que todos os profissionais de gestão de projetos e os futuros, acessem aos conteúdos mais atuais, aos melhores recursos e ferramentas”. É o destino, estava escrito (Maktub!), havendo uma empresa que possui um “Conceito 360°”, eu tinha mesmo que acabar batendo um papo  \o/

https://scopphu.com/sobre-nos-2/conceito-360/

Os poucos momentos de relaxamento foram agraciados com boas conversas, comida típica AlenTejana. Os coffee-breaks eram de outro mundo, do velho mundo, doces divinos, pastéis de nata, ovos moles, com a eterna preocupação de tentar ingloriamente não voltar com 10 Kg a mais 🙂 rsrsrsrsrsrsrs

Me senti em casa, entre amigos, parceiros de viagem, uma sede simples e a cada troca de informações a certeza de que estava impregnada de outro viés cultural. Mais confiança que oportunismo, mais focado em felicidade e menos pompa, menos aparência e mais práxis … voltei completamente apaixonado!

O complexo da Expo’98 é mágico e cativante, o povo é simpático e muito fofo, sempre solicitos, pró-ativos em educadamente ajudar, parece mesmo estarmos em outro mundo. Não lembro de ter percebido tantos sorrisos e simpatia por metro quadrado …

0

Segunda aula SI GP 2019/1 – EU S.A.!

A segunda aula é ainda compartilhando gerenciamento de projeto na forma de planejamento de carreira, gerando muita interação em debates sobre o planejamento e simulações de cada aluno … escopo, tempo, custo, riscos, qualidades. Na segunda aula retomamos as atividades elencadas para a execução dos planos de carreira, alguns focados em efetivação, alguns em trocar de empresa, de atuação, de área, de país, … um bom exercício sobre escopo em uma abordagem ágil.

Assim que os debates fecham, faço exercícios desafiando a percepção de nossas atividades frente ao modelo Cynefin, distribuindo aqueles Simples que deveriam ser no melhor estilo vai lá e faz, os complicados em que temos a quem recorrer, como coach ou o chefe, os complexos sujeitos a parcerias, experimentação, go-no go ou aprendizados e resignificação, e tem os caóticos, que se rolar exigiriam decisões difíceis e imprevisíveis.

cynefin

Após os debates, detalhamento e consolidação das discussões iniciadas na primeira aula do projeto EU S.A., depois do exercício de CYNEFIN, vamos para uma hora e meia iniciando com um overview de modelos e opções metodológicas, desde o PMBOK, PRINCE2, SCRUM, KANBAN, LEAN, XP, para entendermos o valor de aprender e experimentar novas técnicas, nem que seja para saber que existem e não são melhores que outras – TOOLBOX 360°. Amo muito meu trabalho!

SEGUNDA AULA

O jogo na disciplina é uma paixão, ver alunos que também são profissionais debatendo deznas de técnicas, valor comparativo entre umas e outras, em diferentes cenários ou diferentes rodadas atendendo o mesmo … não tem preço. Sexta-feira a noite e encerramos as 22:45, mas como sempre há um bom debate após o término, ficamos discutindo projeto, digo carreira, traçando cenários prospectivos, e a noite vai, nesta saimos os últimos mais de meia-noite da sala, últimos não no 32, mas no campus.

3

1° Toolbox na Educação no SENAC

No dia 27/02/19 a noite aconteceu o primeiro Toolbox na Educação na Faculdade SENAC por iniciativa da profª Aline de Campos, que fez as honras, deu as boas-vindas a casa e pareou comigo na facilitação. Presentes haviam professores do SENAC, PUCRS, IFRS, Dom Bosco, alunos e outros interessados pelo tema em debate, professores de graduação, ensino médio e fundamental, rede pública e privadas, consultores e facilitadores..

Muita gente querida, o tema era como e porque fazemos nosso planejamento de aula, pontos de atenção, fundamentos, objetivos. Logo após as boas-vindas e pacto inicial de participação e interação, fizemos um Fishbowl para aquecimento, seguido de debates em grupo no formato World Café com um giro, apresentação dos melhores pontos debatidos por grupo e consolidação … uma noite especial.

Meu maior orgulho em eventos aqui no Sul é sempre receber muitos amigos queridos, colegas, parceiros de eventos anteriores, muitos sorrisos e sempre a certeza de novos parceiros. A tempo, fazer um evento no SENAC é para mim um prazer especial, já fui patrono de uma turma, tenho especial carinho por professores da faculdade e da unidade de cursos técnicos.

O resultado foi uma pá de insights, uma noite proveitosa, divertida, materializada com uma mapa de melhores pontos e dicas para cada um dos quatro grupos e reflexões para os próximos Toolbox na Educação:

GRUPO #1

  • Seminários – prof propõe, aunos desenvolvem, prof complementa e introduz avanços;
  • Alternando conceitos pelo prof e a experiência dos alunos;
  • Sala invertida;
  • Uma visão de progressão durante o semestre, com autonomia para ir além e apoiando os que mais precisam;
  • Exercícios complementares com desafio maior para os que estão adiante não se desmotivarem;
  • Monitores;
  • Práticas sobre o conteúdo;
  • Grupos e sub-grupos dentro de cada conteúdo;
  • Problem Basis Learning.

GRUPO “Como fazer o aluno entrar no jogo?”

  • Diferenças entre infantil e superior;
  • Contrato (pacto) conforme contexto;
  • Diálogo / storytelling;
  • Apresentação de casos;
  • Cooperação / competição;
  • Expectativas;
  • Harward – Método de Casos – Prof desenvolve com os alunos casos reais ou fictícios usando facilitação visual, árvore de decisão – Aluno tem que estudar o caso, debater em grupos e o prof conduzirá a aula baseado em perguntas;
  • Quadros resgistram toda a discução.

GRUPO Edumix

  • Grupo no whatsapp – desafios durante a semana ou propostos durante a aula;
  • Desafios x Feedback;
  • Diagnosticar a expectativa do aluno;
  • Fazer a diferença em um clima de empatia;
  • Carência sistêmica do ato de planejar;
  • PDCL durante o semestre e aulas;
  • Planejamento flexível;
  • Iniciar apresentando o planejamento de aula;
  • Transformação da realidade – práticas da vida real;
  • Palestrantes;
  • Não é só para passar na disciplina;
  • Método Socrático;
  • Aprender a perguntar, aprender a aprender, aprender a construir;
  • Grupo de colaboração.

GRUPO Solução

  • Como sair da zona de conforto;
  • Metodologia Ativa – conteúdo atrativo;
  • No início apresentar os objetivos, conduzir técnicas e fechar ao final com aprendizados;
  • Ajudar o aluno através dsa problematização com propósito;
  • Criatividade, uso de vídeos, jogos, celular;
  • Provocar a troca de conhecimento.

PRÓXIMOS PASSOS

  • Medição de uso (tipo web analytics);
  • Tecnologia Zoom;
  • Debater EAD;
  • Interdisciplinaridade e sinergia inter-curso;
  • Aprendizado por Projeto;
  • Processos avaliativos;
  • Fazer enquete para definir metas para o próximo;
  • Situações além do conteúdo;
  • Dias de semana ou Sábado?

A Aline criou um atalho para o grupo – http://bit.ly/toolboxeducacao e abaixo alguns links de edições anteriores no TecnoPUC, PUCRS e F5 da GVDASA:

0

Primeira aula SI GP 2019/1 – EU S.A.!

Minha primeira aula de GP é uma reflexão sobre o que é a essência do gerenciamento de projetos para a vida de cada um de nós, com a provocação de que haveria uma empresa além daquela onde trabalhamos e somos remunerados por aplicar todos estes conhecimento – EU S.A.!

Em qualquer projeto em que atuamos, nos esforçamos por ter clara a nossa missão, para aplicar anos de aprendizados para construir um plano baseado em objetivos inserido em um ambiente positivo com colegas, cliente, parceiros, stakeholders, usando de iterações para permanentemente ajustar e antecipar resultados de valor.

A noite inicia com uma apresentação da disciplina, organização, ementa, objetivos e bibliografias (mais tradicionais e mais disruptivas em GP), fechando esta primeira meia hora com a programação – datas, conteúdos, objetivos por blocos, provas – e um pacto de interação para transformarmos nossa sexta a noite em valor real para todos.

EU S.A. – NOSSO MAIOR E MELHOR PROJETO!

Após a apresentação da disciplina começamos uma sequência de debates e técnicas, começando pela realidade de cada um e sonhos, metas, objetivos (AS IS x TO BE), introduzo alguns conceitos e paradigmas básicos para um breve aquece, sempre recheado com muitos cases reais envolvendo empresas e profissionais.

O restante da noite, com intervalo entre 21:00 e 21:15, será perceber uma visão de gestão de projetos para nossa vida e carreira, seguindo um estrato Estratégico, Tático e Operacional, com um dois exercícios em cada uma destas abordagens.

ESTRATÉGICO – Sonho de cada um são o ponto de partida para materializar nosso Business Model You (Alexander Osterwalder), discutindo os nove campos com muito debate, troca de ideias, percepções e aproveitamento de drivers ágeis bastante úteis – fracionar, priorizar, compartilhar, antecipar, gerar valor, divertir-se em todo o caminho.

TÁTICO – Perfis profissionais na era do conhecimento, profissionais do conhecimento, perfil T, Pí e Comb. Debatemos mapas de competências, tangencio o conceito de Toolbox e introduzo brevemente as áreas do PMBOK para então fazer um brainstorming sobre atividades (escopo) para viabilizar nossos planos pára conquistar o mundo.

OPERACIONAL – Estamos encerrando a noite, mas não sem antes algum debate sobre a importância de buscar equilíbrio na gestão de nosso tempo, em evitar a procrastinação do que é importante versus a sedução do circunstancial e emergencial, o valor de retroalimentar e manter estes planos em mente e executá-los.

Esta foi a primeira noite, ninguém arredou pé, mesmo sendo véspera de carnaval. A preparação da sala é sempre uma aventura, pchegar uma hora antes, reorganizar a sala em ilhas asimétricas, distribuir o material, sempre ter jogos a mão (anti-sono), porque aula das 19:30 as 22:45 de sextas-feiras é um desafio divertido se assim decidirmos.

A cada aula vamos mergulhando mais e mais em conceitos e técnicas, sob diferentes prismas e abordagens, focando em planejamento como algo bom, natural, mas que facilmente é delegado ou procrastinado … neste caso, a força gravitacional das Zonas de Conforto, tal qual buracos negros, atraem para si até a luz e o senso de tempo.

Como me planejo? Quais as técnicas? Aprendo muito a cada interação com colegas professores em meus eventos de Toolbox na Educação, tanto quanto com as conversas com alunos, especialmente os debates com alunos antes e depois das aulas, chego quase duas horas antes e somos sempre os últimos a sair do prédio nas sextas-feiras.

“Me empenho e perco noites de sono bolando formas para que sejam interativas, o maior valor é trazer o mundo para dentro da sala de aula, sem teoreba, mas os desafios reais dos alunos. GP é para a vida, tudo o que vale para planejamento de projetos de SW, vale duplamente para a carreira, filhos, viagens, felicidade, … Desafios que não carecem de formalidade técnica e postits, mas 100% de mindset. Entender essa oportunidade, internalizar o valor que Design Thinking, Scrum, Kanban, Lean, XP e as 10 áreas de conhecimento do PMBOK gererão atitude e comportamento vencedores.”

0

Mecanismos mínimos para Empresas Livres de Assédio (Empresas Seguras)

Que tal um evento para debater mecanismos mínimos para “empresas seguras”, livres de assédio? O objetivo seria uma espécie de manifesto sobre as características mínimas para empresas que querem ser mais transparentes no esforço de mudança e adequação a padrões éticos.

Creio que não deveríamos nos reunir para discutir a empresa, pessoas ou cases, não é um tribunal de exceção, a proposta é estabelecer qual deveria ser o mínimo explícito que caracterize uma Empresa Livre de Assédio, uma Empresa Segura. No paradigma de um manifesto, algo simples, objetivo, factível, algumas poucas linhas contendo o ciclo virtuoso da empresa segura para todos. Isso posto, as correções se endereçariam!

No escotismo somos convidados a fazer uma prova psicológica e social em que devemos refletir e dizer como seria sua atitude e comportamento frente a cases de situações passíveis de acontecer em grupos humanos, ainda mais envolvendo crianças e jovens, das mais variadas, envolvendo indícios, situações indevidas, desvios, etc.

Na minha opinião, a discussão deveria ser propôr mecanismos que viabilize algo prático, que garantam um mínimo:

  • Um código de Ética vivo – De nada adianta palavras ocas em um panfleto, é preciso protagonismo junto a entidades de classe, talvez um selo de “Empresa Segura” pelos conselhos regionais, na minha opinião a CIPA é segurança física e psiquica, muito além de cartazes e EPI;
  • Conscientização Permanente – Inicia na entrada do novo colaborador, reciclagens, incentivo a comunidades de prática auto-organizada e com protagonismo responsável para sugerir planos de ações para melhorias no ambiente, cultura organizacional, etc;
  • Ouvidoria Ativa – Se não tiver a quem recorrer além do(a) assediador(es), de nada adianta, é preciso abrir um canal seguro para receber e encaminhar averiguação e desdobramentos, mas de nada adianta criar uma e não fazer nada, ou pior, piorar ainda mais a situação;
  • Feedback Responsável – Tanto o assediador quanto o assediado, devem receber feedback de forma responsável, resguardando, não na forma de report, mas de coaching, de apoio, talvez ambos precisem de ajuda, lembrando que pode ser um mal entendido, mas também pode ser caso de polícia;
  • Melhoria Contínua – Um ecossistema, um habitat saudável, humano, capaz de gerar coisas boas e ruins, mas que saiba assimilar, corrigir, melhorar.

Pode acontecer em qualquer lugar e se nada for feito pode parar em qualquer lugar, o mais comum é perder-se o brilho nos olhos, mas as consequências pode ser bem maiores – http://www.osul.com.br/funcionarios-do-google-organizam-protesto-contra-o-assedio-sexual-na-empresa

Quais os mecanismos mínimos para evitar códigos de ética inúteis, direitos e deveres ocultos, inexistência de um canal para relatar assédio, garantias de sigilo e feedback, principalmente o apoio continuado à mudança da cultura organizacional para melhor?

A palavra ética vem do grego ethos e significa aquilo que pertence ao “bom costume”, “portador de caráter”. Entre o marketing e a prática, estamos em 2019 e muitos(as) “optam” por não reclamar quando assediados(as), simplesmente porque sabem que dá em nada e pode piorar.

Assédio Moral: “Conduta abusiva que se manifesta por comportamentos, palavras, atos ou gestos que podem causar danos à personalidade, dignidade, integridade física ou psíquica, colocando em risco seu(s) emprego(s) e degradando o clima de trabalho.” (Hirigoyen, 1998).

Assédio vertical é quando alguém com posição hierárquica ascendente submete subalterno a constrangimento ou situação vexatória, quer frente ao grupo ou isoladamente – pressão desmedida, agressão verbal, palavras chulas, rebaixamento cognitivo, entre outros.

Assédio horizontal ocorre entre colegas, motivado por diferenças, inveja, competição, discriminação racial, gênero, costumes, via de regra praticados de forma silenciosa, através de boatos, sabotagem, expondo, cercando ou isolando, entre seus pares.

Eu, como todo mundo, tenho dezenas de histórias de assédio em grandes, médias e pequenas empresas, mas não precisa ser assim, a solução para isso não deveria ser o aeroporto, mas um esforço conjunto por estabelecer patamares mínimos para uma mudança de paradigma.

Em diferentes leis municipais brasileiras: “Considera-se assédio moral todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e de sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira ou estabilidade do vínculo empregatício:”

. subestimar esforços;
. criticar com persistência;
. espalhar rumores maliciosos;
. tomar créditos de idéias de outros;
. sonegar informações de forma insistente;
. fixação de objetivos e prazos inatingíveis;
. Perder responsabilidade para funções triviais;
. Ataques persistentes ao rendimento profissional;
. Atacar a reputação por rumores e ridicularização;
. Ignorar, excluir, se dirigir através de terceiros;
. Ofender ou desprezar sistematicamente.

O primeiro passo é o entendimento sem idealizações, debater e obter a conscientização do mínimo possível para qualquer empresa que queira começar a mudar. Em 2025 teremos 50% de Millenials na força ativa, uma empresa que queira contratar talentos, desenvolvê-los e mantê-los terá que fazer mais que pagar salários.

Já existem casos bem práticos, como o da ABRINQ, outras entidades de classe como os Conselhos Regionais por exemplo, deveriam promover algo semelhante, um selo de Empresa Segura, não só para crianças, mas para jovens, adultos e corôas como eu.

Selo de “Empresa livre de assédio vertical, horizontal, moral e sexual!”, você ainda vai ter um!

 

0

2019 Scrum Master trends report (Scrum.org)

Vale a pena dar uma olhadinha em mais uma pesquisa quantitativa, posto que a Version One nos é muito útil como referência, mas não entra em questões de certificações, qualificação, gênero, inclusive salariais como esta da Scrum.Org sobre o papel de Scrum Master … fica a dica para quem é da área o/

2019 Scrum Master trends report (Scrum.org)

Que tal fazer um formato típico de CLUBE DO LIVRO? Cada participante deve ler a última Status Of Agile da Version One e o último Scrum Master Trends da Scrum Org. Reunam-se um dia para debater métodos, técnicas, riscos e oportunidades, fatores críticos de sucesso, etc. No primeiro há uma variedade imensa de informações sobre Agile, no segundo é possível fazer um bom debate, fishbowl ou painel sobre o papel de Scrum Master ou Agile Coach – formação, hard e soft skills, certificações, remuneração, sincretismo entre diferentes métodos.

Link – 2019 Scrum Master trends report (Scrum.org)

Version One – https://explore.versionone.com/state-of-agile