Combinação, mixando diferentes frameworks e abordagens

Em 2008 assumi a coordenação de 7 equipes de desenvolvimento de produtos digitais. Scrum, Kanban e XP passaram a ser a base de minha Toolbox, mas rapidamente ficou claro que “SÓ” métodos ágeis é pouco, abrindo espaço ao Lean Startup, Design Thinking, estruturas organizacionais duais, Mng 3.0, GoToMarket, etc.

De lá para cá, me afastei de métodos e ampliei minhas opções em vivências combinatórias, da ideia ao pós-venda, em escala. Cada projeto e operação exige sincronia entorno do modelo de combinação do Gartner, que hoje já é óbvio a muitas empresas – Design Thinking, Lean Startup, Agile e Growth Hacking.

No ultimo ano, me envolvi com equipes industriais Lean, experimentando abordagens em P&D com TRIZ, Stage Gates, Design Thinking, Agile e GoToMarket. Experiências ampliadas que confirmaram que a base é mesmo Team Building e Gestão do Conhecimento, tácito e explícito, especialmente quando em escala.

XScrumBanP

No “Status of Agile” da Version One, destaque recorrente ao uso do Scrum e na segunda e terceira posição o uso de híbridos e ScrumBan. Abordagem singulares ou ofertadas por alguns nomes que buscavam atender a quem optava por não seguir um ou outro manual a risca, mas sincretizar algo entre os dois.

Não lembro de um treinamento meu (isso consta do meu livro), que não tenha dado o devido peso ao uso de um bom quadro de tarefas com várias recomendações do David Anderson e também da necessidade de qualidade no desenvolvimento de software, com boa parte das recomendações existentes no XP.

Métodos e ferramentas são meio, não fim, devem ser revistas a medida que aprendemos a sermos ágeis … como no Shu-Ha-Ri, iniciamos por algo mais previsível e empiricamente vamos aprendendo e evoluindo de forma cada vez mais aderente a nossa realidade, pessoas, negócio, produtos, tecnologia, cultura, …

Combinação – DT, LS, Agile e GH

Enquanto muita gente ainda continua na defesa do seu queijo, empresas já pressupõem deixar para trás esta superficialidade. O modelo de combinação do Gartner, com Design Thinking, Lean Startup e Agile, mais Growth Hacking, venho para ficar, uma combinação continuada a cada passo de um produto ou serviço.

O quarto item é Growth Hacking, mas creio que em algum momento será incluído um quinto e sexto – Business-DT-LS-Agile-GH, pressupondo ciclos orgânicos a cada passo de nossa solução – estratégia, mercado, concepção, solução, projetos, operações, crescimento (escala), melhoria contínua … mesmo.

Toolbox 360° e Startup Quest

Ao transcendermos métodos e dogmas, passamos a avaliar contexto, pessoas, negócio, características, skills e vamos para um amplo espectro de métodos e ferramentas, em especial quando interagimos com variadas áreas organizacionais, diferentes estruturas e processos.

Na minha opinião, minha percepção e proposta de Toolbox e Startup Quest são antipatterns, porque conforme o desafio, área, domínios, teremos oportunidades de trabalhar diferentes abordagens, métodos e ferramentas. Por ser difícil de encaixotar e ser baseado em experiência, o máximo que posso fazer é compartilhar.

Não tem roteiros, nem receitas, não me sinto limitado a um autor ou fornecedor, não ganho comissão e sequer ministro cursos … apenas compartilho minhas experiências e reflexões. Como dizia meu sogro, se for útil à alguém além de mim, é bom, senão … também!

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Os mesmos modelos de pensamento, oportunizam organizar, debater e consolidar drivers estratégicos, realizar a concepção de novas soluções, planejar e executar, usando tecnologias disponíveis ou de borda, sempre com empatia, sinergia, com pensamentos laterais, polinização cruzada e ambidestria …

Inspirando-se não em ferramentas, mas em suas abordagens, usamos do design thinking, lean startup, agile e growth hacking para nosso trabalho cotidiano, do team building ao lançamento e exponencialização de produtos em um mercado que cada vez mais NÃO perdoa desperdícios e processos perdulários.

“Thinking” não “Requesting”

Design Thinking significa um movimento onde todos nós podemos pensar e agir como designers, não, sob hipóteses alguma, jamais, sermos Designers Dependents … onde regras, dogmas e preconceitos estabelecem um feudo onde apenas os ditos Thinkers podem pensar e sabem pensar … porque são designers.

Lean Startup, por sua vez, é sonhar grande, planejar pequeno, aprender rápido e responder a cada passo com ações que mitiguem os riscos. É pensar como “uma startup, correndo contra o tempo para fazer dar certo, antes que o tempo e o dinheiro acabe!”, sem espaço para procrastinação e mirabolações.

Agile Thinking não significa seguir um método ou framework, mas pensar leve, enxuto, privilegiando resultados de valor onde iterações e interações geram o substrato para antecipar aprendizados, ações e resoluções que potencializam o valor e mitigam os riscos clássicos em produtos e projetos.

Growth Hacking é sinônimo ao sonho de uma solução escalável, é ir a mercado de forma a tornar sua conversão orgânica e exponencial. Este Thinking materializa-se em ganhar sinergia em toda a cadeia de valor, interna e externa a empresa – gerando ciclos vivos de hipóteses, experimentação, aprendizados e crescimento.

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