0

A hora é agora, daqui a uma semana estaremos atrasados uma semana

Vejo a cada dia o cancelamento de reuniões, projetos, contratos, treinamentos, muitos deles diretamente relacionados a gestão do conhecimento, facilitação, inovação, mas agora é hora de experimentação, renegociação, novos meios. Todos estão sendo impactados, logo, proponha um novo acordo, repense os tempos e as interações, essa crise vai demorar, a solução é repensar, se reinventar e seguir em frente.

O quanto antes treinarmos a todos nós com o uso de tecnologia remota, por mais difícil que pareça, melhor. Até mesmo porque tecnologia deveria funcionar e provavelmente no início vai dar trabalho, vai gerar frustração, mas só assim aprendemos, ajustamos e seguimos em frente. Balanceie seu tempo, evite se entregar a TV e ao inócuo debate de ideologismo sem resultado prático nas redes, arregace as angas e vá a luta.

A tecnologia está aí, streaming, cloud meeting, redes sociais, youtube, miro, canvanizer, trello, etc. Com certeza o timing muda e haverá mesmo assim um tempo de adaptação, de aprendizado. Mas, aprendemos melhor fazendo e não é hora de postergar o impostergável. Mantenha o engajamento em atividades remotas, use muito vídeo, mantenha janelas permanentes uns com os outros, qualquer área que possa manter algum ritmo ao se reinventar tem essa obrigação, enfiar a cabeça no chão como um avestrus não é exatamente uma estratégia.

RENEGOCIE – Gosto do exemplo do rádio, jornal e TV, uma matéria tem um único conteúdo, mas possui forma e ritmos diferentes em cada meio, logo, é preciso repensar nossos tempos, o formato, inovar, empreender, além disso, estar aberto para reajustar novamente quantas vezes necessário. Frente a certeza de que o contrato, plano, agenda originais não poderão ser cumpridas como o previsto, a solução não é cancelar, mas revisar o contrato, replanejar, reagendar, … Onde estava o presencial e a reunião, agora será remoto em interações resigificadas.

VÍDEOS – O primeiro passo é definir a(s) plataformas mais aderentes as suas necessidades ou disponibilidade para reunião por vídeo em tempos de Covid-19 … postei recentemente as principais plataformas para reuniões em vídeo, com suas características e links. Mas, temos que ir além da reunião de hora marcada, é possível manter o contato estável e contínuo, manter uma janela com acesso permanente a todos.

QUADROS – Compartilhei um post sobre quadros virtuais em tempos de Covid-19, onde compartilho vários softwares e aplicativos para criar quadros e mapas mentais colaborativos, recurso essencial para trabalho remoto colaborativo e mapeamento colegiado. Aprender a modelar mapas conceituais para convergência, tomada de decisão, planejamento, etc, não é trivial, o quanto antes desenvolvermos isso melhor.

Inovação e empreendedorismo

Agora é hora de tentar fazer diferente, de novas parcerias, com expectativas abertas, menos formatadas e previsíveis. Mais que nunca há muitas pessoas com tempo extra para aprender e descobrir … temos de uma a duas horas a manos de deslocamento, almoçando em casa. Aproveite para ler, ativar seu networking, busque ou ajude novas formas de gerar receita, conte com os seus parceiros de viagem e retroalimente sua rede.

Há um grande número de cursos gratuitos e aumentam a cada dia, grandes instituições se sensibilizam com o momento e oferecem opções antes pagas e agora abertas para que as pessoas aproveitem o tempo para aprender e se motivar, talvez instigar se reinventar. A galera pode juntos votar e escolher alguns cursos para todos fazerem e gerar reuniões de debate e interpretação, com sessões de inovação para uso prático:

(*) Da uma olhada no Youtube em tutoriais e cursos sobre Scratch … se aprende lógica e programação brincando, como em https://www.youtube.com/watch?v=poLuoL4nVCE
(*) Tenho um post de 2016 explicativo sobre a oportunidade de ensinar com Scratch
0

Entrevista para o programa Mundo VUCA

Falamos sobre paradigmas e pragmatismos, disrupção e status quo, sobre teorias e modelos, porque se o Mundo é VUCA, como fazer para surfar nessa onda? É óbvio que não tem receita de bolo, mas tem muitas dicas legais de ingredientes, gestão do conhecimento, parceiros de viagem e sobretudo autoconhecimento, autodiagnóstico e mãos a obra, experimentando, tentando e aprendendo a cada tentativa.

Conheci o Alexandre Ascal e o Ramon Peres Luis da I2DH em um dos meus workshops Toolbox 360° há um ano atras, como o universo conspira e é 100% VUCA, quis o destino que descobríssemos amigos em comum e que acabaríamos no Living 360° juntos gravando um programa sobre empresas e profissionais do século XXI para o programa Mundo VUCA da Esteio News OnLine, onde são âncora, produção, direção e câmera.

Grato pela oportunidade!

Alexandre Ascal – https://www.linkedin.com/in/alexandre-ascal-de-melo-05230921/

Ramon Luis – https://www.linkedin.com/in/ramon-luiz-486473195/

0

A forma precisa estar a serviço da função

É preciso estarmos atentos e pró-ativos quando percebemos que a empresa irá investir em espaços mais integrados ou disruptivos, garantir que haja o debate de visão, brainstorming, personas, co-criação de jornadas, trade off e priorização. Nossa pró-atividade pode gerar ótimos espaços e de quebra disseminar com outras áreas e profissionais abordagens de Design e Service Thinking, de quebra potencializar o investimento.

Estamos envolvidos diariamente em técnicas do Lean Startup, Design Thinking, Service Thinking, Art of Hosting, Agile e muitas outras fontes, chega um hora que parece que todo mundo está na mesma batida, mas não é assim, projetos, ações e iniciativas a todo momento são iniciadas sem pesquisa, buscar por empatia e sinergia, debate e seleção envolvendo de alguma forma todos direta e indiretamente interessados.

SALAS INOVADORAS

Todos nós vemos pipocarem fotos de salas destinadas a incentivar a inquietação, criatividade, inovação, disrupção, … cores, formas, puffs amarelos, sofás, quadros, até obras de arte e jogos  🙂   Em parques tecnológicos, empresas privadas e estatais, espaços coworking, mais recentemente em universidades e colégios … a provocação visual e dinâmica de que são lugares diferentes para fazer diferente!

Há uma profusão de estudos e modelos, é preciso pesquisar as práticas que ali acontecerão e necessidades, consultar os usuários. A forma e a função devem andar juntas, espaços arenas possuem um propósito, não é para qualquer sala, ao invés de tentar preencher todos os espaços como todas as ideias, buscar o equilíbrio e lembrar que menos é mais, garantindo espaço para dinâmicas e movimentação por exemplo.

A foto abaixo é uma sala da UniRitter Iguatemi, o amarelo ao fundo é uma colméia de Puffs em seus nichos, assim não atrapalham quando não usados e ficam bonitos, poderiam até ser de duas cores ou tons para fazerem mosaicos, As 24 mesas são dobráveis e ficam embaixo de uma grande bancada, as cadeiras são empilháveis em um nicho ao fundo a direita, há três projetores independentes, um maior ao centro e dois nas laterais, ligados juntos ou em separado para liberar a parede para uso, a bancada sobre as mesas pode receber mochilas e materiais para não ficarem atrapalhando, a sala tem equipamento de áudio pelo HDMI e a parede lateral esquerda é toda de vidro para a rua … não sei quem projetou, mas com certeza estudou, pesquisou, foi um trabalho profissional. Um sala realmente multiuso que vale cada tostão investido!

SALAS DE TRABALHO

O mesmo vale para espaços aberto com grandes bancadas, que deveriam instanciar um estudos e conceito sobre o tema, espaços amplos, áreas de transição, zoneamento multiuso, intercalando com espaços privados, como salas de reuniões de diferentes portes e de integração. Espaços abertos não são o mesmo que linha de produção, não são várias bancadas apertadas em espaço mínimo, com mais gente que o razoável.

Em 2016 a Johnson & Johnson materializou muito de minhas crenças em um post sobre seus estudos e investimentos no que chamaram de “Programa de inovação do local de trabalho“. Um Conceito de Open Workspace com espaços amplos em equilíbrio com áreas de transição e espaços privados temporários, diferenciados, semelhante a vários exemplos que compartilho mais adiante.

Aproveitando, da uma olhada nessa matéria na Harward Business Review, ela discute o assunto de “workspaces-that-move-people“, um artigo denso, longo e multi-facetado … Para ser publicado na HBR isso é o mínimo que podemos esperar … fala sobre o uso de espaços abertos ou não, promover interações entre as pessoas, fala de zonas de conforto, mudança em adaptação a novos paradigmas.

Conceito de Ba 

A sala não é a protagonista, a empresa pode ter salas pequenas, grandes ou médias, mas sempre serão as pessoas que geram, compartilham, trocam, doam e adquirem conhecimentos. Mas, com certeza, o ambiente é um moderador ou mediador em muitas destas possibilidades de constituição do conceito de Ba, oferecendo espaços mais atraentes, amplos, instigantes, provocativos em diferentes sentidos e percepções.

Quando falamos de “Ba Concept” (Takeushi & Nonaka), a sala ou espaço utilizados podem sim ajudar, podemos chamar de Ba cada espaço compartilhado momentaneamente para geração de conhecimento, de forma consciente e organizada, mesmo uma conversa na hora do intervalo, um café, se investido de contexto visando o debate e troca.

  • Um espaço Físico como escritório, espaço de negócios, etc;
  • Um espaço Virtual como e-mail , teleconferência, etc;
  • Um espaço Mental como ideias, valores, objetivos, experiências.

O Ba não é um valor objetivo, mas subjetivo e dependente dos atores que o constituem ou constroem, cabe a organização proporcionar as condições, incorporar estes valores em seu modelo mental e de seus integrantes, não tem hierarquia, é orientado ao senso de pertencimento. São quatro os tipos de Ba: originating, dialoguing, systemizing e exercising:

Bah

0

2020 já está valendo, melhor revisar sua estratégia, portfólio e estrutura

Nos últimos anos tenho com frequência me envolvido com eventos para organização de portfólios e programas, algo que proporciona a todos os envolvidos uma oportunidade de exercitar um debate bem mais amplo do que um produto ou projeto. Partimos sempre de um alinhamento de missão e visão, debatemos propósito e direcionadores estratégico, para então esclarecer o mapa de programas, projetos e iniciativas.

Não importa se é uma startup que iniciou com uma única ideia, uma empresa P, M ou G, todas merecem ter um mapa estratégico que materialize ideias, planos e execuções em portfólio, sub-portfólios, programas, banco de ideias. Se inexistem projetos grandes como existiam no século XX, mas sim programas que representam todos os MVP’s, MMP’s, releases, é preciso ter uma única visão daquelas mais importantes.

Nunca um planejamento é igual ao outro, sempre depende das características da empresa, pessoas envolvidas, por isso exige um levantamento prévio de informações sobre estrutura e planos, para assim organizar o material e abordagem. O ano de 2020 está aí, melhor iniciar com um alinhamento estratégico, com um brainstorming entre os principais interessados para convergência entre objetivos e execuções.

1. Preliminares

Tudo inicia com uma reunião prévia e um pacto, seguido de um breve trabalho de resgate, pesquisa e organização, mapeando o 5w2h do portfólio que queremos, definir quem são os envolvidos, onde estão as informações disponíveis, como organizar e o que precisamos para nos reunirmos com sucesso, o que temos sobre portfólio, sub-portfólios, programas e projetos em 5 status – recentemente entregues, em curso, próximos aguardando para iniciar, backlog e novidades. Também faz parte a proposta de uma agenda e programação para o planejamento.

Há dois grandes aspectos a serem levantados nas preliminares, a estrutura e portfólio, pois saber qual o organograma, times, squads ou esteiras é tão importante quanto saber no que estão trabalhando e irão trabalhar. Uso muito aqui a representação fantástica do PMRank do Ricardo Vargas, é preciso saber a estratégia, os filtros, estabelecer o funil, conhecer as esteiras atualmente disponíveis em suas características e dimensionamento para garantir a melhor distribuições e resultados práticos.

2. Planejamento

Reunir as pessoas necessárias e compatíveis ao desafio, em uma programação que gere um grande alinhamento estratégico, apresentação dos levantamentos realizados, sempre dou preferência para montar este mapa em uma parede, oportunizando momentos para debate e brainstorming, validação, ranqueamento e sequenciamento dos principais itens nos 5 status propostos. Algumas vezes (não é exceção), a estratégia não esta clara e a construção de direcionadores ou objetivos estratégicos para o ano, semestre ou mesmo trimestre é necessário.

o sequenciamento básico é uma boa abertura com as boas-vindas, provavelmente contando com um quebra-gelo seguido por um alinhamentos e uma fala significativa do sponsor ou stakeholder, com frequência o presidente, VP ou um diretor, temos então a apresentação da situação atual, usualmente por pasta, diretoria ou área em seus 5 status, as vezes com foco mais no que está em curso e próximos, talvez com algumas propostas de mudança ou não, depois um debate, ranqueamento, sequenciamento e esclarecimento de próximos passos.

3. Iterativo-incremental-articulado

Desde o início vamos pactuando como criar ou resignificar ciclos de acompanhamento e tomadas de decisão, de forma a manter o portfólio vivo, sendo debatido em sua execução e oportunizando adaptações e ajustes se necessário para aproveitar ao máximo abordagens ágeis, ao mesmo tempo top-down e bottom-up, decisões de negócio e estratégia, por outro efeitos positivos e eventualmente negativos da execução.

Os três passos são essenciais, uma preparação adequada para não confiar na memória e improviso criativo, o alinhamento e organização do portfólio geral ou parcial, a garantia de uma agenda recorrente de acompanhamento, garantindo o melhor aproveitamento deste modelo. A partir daí é PDCL, Kaizen, Scrum, Kanban, seguir ciclos de execução que antecipe a entrega de maior valor e aprendizados.

O modelo mental a consolidar vem do Lean Startup, Design Thinking, Service Thinking, Human Centered Design, … manter ciclos vivos de aprendizado e melhoria, busca por entrega do principal e maior valor a cada passo, aproximando-se ao máximo das partes envolvidas, como clientes, stakeholders, equipes, parceiros, antecipando validação de hipóteses e uma visão holística do todo e partes.

Modelos ancestrais de melhoria contínua valem para todos

Venho me dedicando a apoiar profissionais, times e empresas a repensarem a forma de trabalhar, esse desafio me induz a ampliar mais e mais minha caixa de ferramentas em todos os sentidos. Por outro lado, quanto mais se ampliam as opções, mais os alicerces são os mesmos, como a filosofia Kaizen e o ciclo de Deming, ou Schewhart.

PDCA e Kaizen é tipo uma volta a origem, pequenas iterações evolutivas – planejando (Plan), executando (Do), acompanhando (Check) e aprendendo (Act ou mais recentemente Learn, PDCL). Se pensarmos em métodos ágeis, tudo e todos estão baseados neste conceito básico e essencial, se pegarmos tudo o mais que hoje se destaca, idem.

PDCA é uma metodologia pétrea

O Ciclo de Deming, ícone de uma filosofia aplicada a empresas, grupos e pessoas, que quase escoteiramente tem o bordão “Aprender fazendo!”. A seguir uma imagem, ela é melhor que mil palavras, eu estava brifando cada passo, mas me dei conta que ficaria muito longo, para cada estágio do ciclo tenho uma dezena de posts sobre técnicas destinadas a retrospectivas, gap analisys, modelagem, validação, planejamento, execução, … retroalimentação.

Kaizen é uma filosofia essencial

Assim como no ciclo de Deming, a filosofia e sequenciamento de técnicas inerentes a filosofia Kaizen para melhoria contínua é o draft de tudo o que venho depois, quer seja Agile, variações do Design Thinking, do Lean Startup. Baby steps, em ciclos como o PDCA, destacando o protagonismo dos envolvidos, o bom ser inimigo do ótimo. A imagem diz tudo, além do princípio de que cada um pode e deve contribuir, não é preciso aguardar alguém ou verba, com um pouco de sinergia, auto-organização, criatividade e bom senso é possível evoluir, mitigar, contornar, enxugar e evoluir de forma gradual.

Senão vejamos, se lembrarmos que o ciclo de Deming, iniciado por Schewhart, e os princípios Lean representados pela filosofia Kaizen nos remetem à década de 50 e que muito do que referenciamos como métodos, frameworks e modelos ágeis como o Scrum, Kanban, XP, muitos do que citamos para inovação e disrupção como o Lean Startup e Design Thinking, todos tem em seu cerne a geração de pequenos ciclos, de entrega antecipada de valor, validação e melhoria.

Quando nos afastamos um pouco, é possível ver lá embaixo de tudo, pilares do PDCA e Kaizen em ação, não importa se você é de TI, negócio, marketing, pessoas, financeiro, logística, secretaria, limpeza, … todos podem partir do óbvio, valorizar o coletivo, contar com os envolvidos, incentivar a auto-organização, gap analisys, pareto, fracionamento, priorização, ideação, proposição e experimentação, para aprender, evoluir, recomeçar tudo outra vez  :o)

Minhas primeiras aulas de GP na graduação é “Eu S.A.”, nelas compartilho uma visão onde tudo e todas as técnicas e boas práticas que tão bem usamos no trabalho para empresas e produtos, também são úteis para planejar nossa carreira. Ao pensarmos grande demais, tudo fica mais difícil, muitas vezes entra em postergação indefinida, mas ao fracionar o todo em pequenos pedaços e priorizando-os, tudo fica mais fácil, inclusive nosso cérebro responde melhor e se engaja com pequenas conquistas intermediárias.

Tenho muitos posts sobre carreira, mais ainda sobre comportamento, teorias e modelos … todo e qualquer plano, estratégico, tático ou operacional se beneficia ao fracionar, priorizar e executar, gerar resultados parciais, com aprendizados e correções do plano.

 

0

Dinâmica: É tudo improviso … Vamos improvisar!

Com o desafio de fazer em três dias o planejamento de MVP’s e MMP’s de dois produtos, que irão resignificar a relação dos clientes com a empresa, com a presença de 30 pessoas de diferentes áreas, TI e facilitadores, montei um programa típico de uma inception – iniciando por um briefing completo das duas ideias, desenho de visão, objetivos e personas, construção da jornada atual e desejada onde os dois produtos se integram, identificação inicial de features, modelagem de MVP’s e MMP’s, as vezes trabalhando em quatro e dois grupos, sempre debatendo e convergindo para um só.

No final do primeiro dia, já com o briefing de alinhamento do histórico, ideias, trajetória, que gerou uma única visão, objetivos e personas, encerramos jogando “É tudo improviso!”, inspirado no programa liderado pelo Marcio Ballas na Band, onde 7 pessoas assumiram cada uma o papel de uma das personas mapeadas – cliente, marketing, atendimento, relacionamento, comercial, consultor e jurídico.

Encerramos o primeiro dia de forma muito divertida e colaborativa, representando passo-a-passo cada interação desde uma peça de marketing, o cliente assistindo, primeira interação, até a contratação, execução, feedback e conclusões, tudo sem scripts ou preparação, mas com profissionais que atuam nestas áreas improvisando diferentes situações. Meu papel era, a cada interação, registrar na parede com postits a jornada apresentada e suas variações.

  • Dia 1 – Boas vindas, QG com apresentações, briefing, visão, personas e objetivos, elevator;
  • Dia 2 – Overview do dia 1, jornadas, levantamento e relacionamento de features;
  • Dia 3 – Modelagem de MVP’s, MMP’s e parking lot, revisão e próximos passos.

Esta dinâmica é uma forma excepcional de encerrar o primeiro dia, pois todas as informações essenciais de entendimento inicial estão mapeadas nas paredes e oferece a oportunidade de todos co-criarem uma narrativa, um exercício improvisado de storytelling, antecipando os principais pontos da jornada que será desenhada no dia seguinte. Na prática, a jornada atual é desenhada de forma lúdica, quase sem esforço, se divertindo.

Dica: No final, para a próxima tive a ideia de oferecer aos voluntários dos papéis 5 minutos para que escolham ítens em uma caixa ou grande portfólio com diferentes elementos de cena, como chapéus, gravatas, cartões recortados e pintados, em escala majorada representando emails,  telefones, contratos, etc … uma moldura de TV ou monitor do computador para representar o sistema, uma lâmpada gigante para representar uma ideia.

Estas dinâmicas, como o “é tudo improviso”, crachá, 1-2-3, o nó humano, origami, triângulos, pair plane, boneco, etc, são importantes tanto para instigar a reflexão sobre colaboração, auto-organização, comunicação, co-criação, quanto são muito importantes para descontrair e relaxar. Lembrando que três dias de dinâmicas e a responsabilidade que isso envolve podem tornar extremamente cansativos se não houverem momentos de explícita diversão e … improviso :o)

0

Smoothieterapia de Sábado a Sábado – experimente

Posto uma vez ao ano uma receita que no fundo é uma declaração, porque não é comida, mas coisas com sabor de infância, família, amigos, saúde, … neste post vou compartilhar uma dica saudável, familiar, refrescante e relaxante que começa em um Sábado e só termina no próximo, sete dias depois.

Um smoothie é uma bebida saudável, saborosa e muito refrescante. Feito com sucos, frutas, sorvetes, iogurtes e outros ingredientes naturais, é uma ótima fonte de energia, pois contém pouquíssima gordura e é rico em vitaminas e minerais. Um smoothie é mais do que uma bebida, é uma escolha de vida saudável ideal para quem se preocupa com o bem estar do corpo, mas não abre mão de uma combinação deliciosa – drinquepedia

1° passo – Comprar frutas frescas, saborosas, maduras e saudáveis

Sabado pela manhã, acorde cedo e vá à uma feirinha horti-fruti-granjeira promovida em todas as cidades, muitas bancas diretamente do produtor, com frequência vindas dos cinturões verdes das grandes cidades. Aproveite e escolha frutas da estação, além de outras que podem vir de outras cidades ou estados e que irão enriquecer em sabor seu Smoothie.

O site da SMIC de porto Alegre tem três listas, há 35 feiras modelos, há 6 feiras agroecológicas, além de 7 feiras do produtor, eu vou todos os Sábados na ecológica da Getúlio e do produtor ao lado do estádio Olímpico. Na época dos cítricos, estão ainda com galhinhos e folhas verdes, colhidas a alguns dias, além de pêssegos, ameixas, mamão, melão, banana.

Divirta-se, vá cedinho, vou sempre com minha esposa e/ou filha, vamos a pé andando umas 10 quadras e levamos um carrinho (colocamos papelão no fundo para machucar menos as frutas, pesadas embaixo e leves encima, frágeis na mão). Vá sem pressa e vai reconhecer amigos, pais de amigos, filhos de amigos, … ir a feira é uma terapia familiar.

2° passo – Lavar, fracionar, cortar, ensacar e congelar

Ao chegar em casa, lave tudo, separe na bancada, pegue uma faca, vá cortando e separando porções, colocando-as em saquinhos, tire o máximo de ar e feche. Você pode fechar saquinhos já mixados, mas eu guardo saquinhos com uma só fruta em porções pequenas, mais ou menos pequenas, porque nunca fazemos menos de uma jarra de smoothie.

3° passo (diário) – Bota de tudo um pouco no liquidificador

Ao chegar em casa após um dia de trabalho, nós vamos de bicicleta, são 6Km de ida e depois volta, é tranquilo, mas ao chegar em casa pegamos 3 ou 4 saquinhos do freezer e colocamos tudo no jarro do liquidificador, acrescentamos meio litro de suco natural de laranja (pode ser outros sucos, pêssego por exemplo).

Essa semana compramos maracujá fresco, a Luisa não gosta de manga, então dá pra imaginar a logística … é divertido, fazemos, separamos uns copos, colocamos mais outras frutas, normalmente a cada dia, agora no verão, cada um fica com um copo e meio a dois copos grandes de smoothie, mais ainda quando recebemos amigos e família no fim de semana.

Não é preciso colocar nada de açucar, também não é preciso descascar as frutas com cascas comestíveis como ameixas e pêssegos, mas é lógico que não é pra tudo, mamão e melão é só a polpa, maracujá é suco, banana é sem casca. Nós só usamos frutas, mas tem receitas na internet com smoothies que tem legumes, mel, yogurte, etc … pra todos os gostos.

Tem muitas receitas, mas nós só colocamos frutas e suco natural de fruta  o/

Post anteriores sobre coisas feitas na cozinha e tal:

20/07/12 – Pedrinhas de maça – fizeram o maior sucesso nos Tecnotalks de 2012 a 2014, fácil de fazer, divertido, fizemos com a Luisinha desde os 7 ou 8 aninhos, dá pra mudar os ingredientes (não gosto de frutas cristalizadas do original);
17/03/13 – Pudim de maçã com pão – Fazemos quando tem pão do dia anterior, fica tipo um pudim, se prepara e assa muito rápido e a meninada adora com o café ou chá, fazemos o recheio que fique bem farto, mas não roube a cena;
07/07/13 – Grostoli da colônia tem gosto de infância – Essa receita é tradição da colônia, quem me deu foi a mãe de uma amiga da Marinês, dá trabalho e demora, mas o resultado é delicioso, sequinho, crocante, impressionante;
23/05/15 – Granola feita em casa é tudo de bom – Esse aqui começa em uma visita ao mercado público central de Porto Alegre para comprar todos os ingredientes na banca do Holandes ou suas vizinhas, flocos, passas, com variações;
22/12/15 – Biscoitos de Gengibre – Esse eu fui atras de tanto ver falar em filmes e a receita faz os melhores biscoitinhos de gengibre do planeta, podendo ser decorados com chocolate amargo, crocantes por fora e macios por dentro;
07/08/16 – Comidinha de gato – Um gesto de cuidado e carinho com seu gatinho ou cachorro, uma comidinha feita de miúdos, fígado, moela, etc, cozidos sem nenhum sal ou tempero, picadinhas, misturadas, congeladas em porções;
11/01/17 – Bruschettas vegetarianas – Essa é um clássico, um quebra-galho saboroso e pronto em minutos, podendo ser feitas com quase que qualquer tipo de recheio e variação, mas que fica sempre uma delícia para um final de tarde.